Os gatos e o crime – Chats et polars – Georges Simenon


Georges Joseph Christian Simenon nasceu em Liège, Bélgica, na 6ª feira 13 de Fevereiro de 1903. Primogénito de Désiré Simenon, contabilista numa firma de Seguros, e de Henriette Brüll. No fim de Abril de 1905, a família mudou-se para a rua Pasteur  (hoje rua Georges Simenon) no bairro Outremeuse de Liège.

A família Simenon era oriunda do Limburgo belga, uma região de terras baixas próximas do rio Meuse, encruzilhada entre as Flandres, a Valónia e os Países Baixos. A família da mãe de Georges era também oriunda do Limburgo, mas do lado holandês ; país plano de terras húmidas e de brumas, de canais e de quintas. O Limburgo aparece nos seus romances. Simenon viveu algumas semanas em Neeroeteren, nomeadamente numa casa que lhe inspirou o romance La Maison du canal.

1033083A 21 de Setembro de 1906 nasceu o seu irmão Christian que foi o filho preferido da sua mãe, o que marcou profundamente o Georges. Ele aprendeu a ler e a escrever logo com três anos de idade. A partir de Setembro de 1908, entrou na escola primária onde, durante os seis anos que ali permanecera, sempre ficou nos três primeiros classificados.

Em Fevereiro de 1911, a família instalou-se numa grande casa onde a sua mãe ia poder subalugar quartos a estudantes estagiários, de todas as confissões e origens (russa, polaca ou belga). Para o jovem Georges foi uma extraordinária abertura para o mundo que se sentiria em muitos dos seus romances.

Inscrito no colégio em Setembro de 1914, no 1º ano, logo aos doze anos, decidiu dedicar a sua vida ao romance. Durante o verão de 1915, teve a sua primeira experiência sexual com uma « grande miúda » de quinze anos, o que para ele foi uma verdadeira revelação, à revelia dos princípios de castidade promovidos pelos padres jesuítas.

Medaille SimenonContinuou a sua escolaridade durante três anos noutro colégio jesuíta de Liège que ensinava as ciências e as letras. Todavia, o futuro escritor era sempre marginalizado pelos seus camaradas de maiores posses, e se já se tinha afastado da religião, encontrou no colégio muitas oportunidades para odiar os ricos que lhe faziam sentir a sua inferioridade social.

Um dia, em 1916, o médico da família Simenon mandou chamar o Georges para dizer-lhe que o seu pai não devia ter mais do que um ano de vida e que tinha de arranjar trabalho. Esta revelação transtornou o rapaz. Em Junho de 1918, tomando por pretexto da doença cardíaca do pai, decidiu deixar definitivamente os estudos, sem sequer realizar os exames do fim do ano escolar ; pegou alguns trabalhinhos sem futuro como aprendiz de pastelaria ou paquete de livraria.

romanpseudo_Au Pont des Arches 6Em 1919, Georges Simenon em conflito aberto com a sua mãe, começou uma carreira jornalista, redigindo curtos artigos de actualidade publicados no jornal ultra- conservador La Gazette de Liège ; esta publicou mais de 800, de Novembro de 1919 a Dezembro de 1922, O primeiro intitulava-se fora do galinheiro assinado « O Senhor Galo ».

Esse período jornalístico foi para Simenon, com apenas 16 anos, uma extraordinária experiencia que lhe permitiu explorar os escaninhos da vida de uma grande cidade, da política, mas também da criminalidade, frequentar e imiscuir-se na vida nocturna real, conhecer os desvios pelos bares e os bordéis ; também permitiu que aprendesse a redigir de modo eficaz. Escreveu mais de um milhar de artigos com vários pseudónimos, 150 dos quais com o pseudónimo « G. Sim ». Durante esse período, interessou-se em particular pelos inquéritos policiais e assistiu às conferências sobre a polícia científica dadas pelo criminalista francês, Edmond Locard.

O homem que via oassar os comboios X 3

Em Junho de 1919, Simenon redigiu o seu primeiro romance « Na ponte das Arcas», publicado em 1921 com o seu pseudónimo de jornalista. Durante esse período, aprofundou o seu conhecimento do meio da noite, das prostitutas, das bebedeiras, dos regabofes. Nas suas relações havia anarquistas, artistas boémios, e até dois futuros assassinos, que mais tarde apareceriam no seu romance Os Três Crimes dos meus Amigoss (1938). Conheceu o editor Robert Denoël e uma estudante das Belas-Artes, Régine Renchon, com quem casaria em Março de 1923.

Novembro de 1921, falecimento do seu pai, com 44 anos.

No final do ano de 1922, Georges Simenon, com 19 anos de idade, deixou a Bélgica para viver em França, em Paris (mais tarde na província), e começou uma produção literária abundante ; escreveu cerca de mil contos ligeiros destinados a publicações galantes ou humorísticas e alguns 200 romances para colecções baratas, tudo com 17 pseudónimos. O mais conhecido, Georges Sim, consagrou-o logo em 1928 no género policial e, ao mesmo tempo, caiu no goto do grande público.

-jean--richard-Em 1930, o comissário Maigret fez a sua primeiríssima aparição no princípio de um romance-folhetim, A Casa da Ansiedade, assinado Georges Sim, depois Simenon criou «o personagem de Maigret» que o tornou uni- versalmente célebre.

Percorreu a Europa e a África, produzindo reportagens para a grande imprensa. De 1945 a 1955, viveu na América (Canadá, Estados- -Unidos). De regresso a Europa, fixou-se defini- tivamente na Suíça romanda : em Échandens, em Épalinges, e depois em Lausana (1957).

Le ChatEm 1970, faleceu a sua mãe. Um ano mais tarde, Simenon escreveu o seu último romance. Em 1978, o suicídio da sua filha, Marie-Jo, com uma bala no peito e com 25 anos de idade, enlutou os seus últimos anos.

Em 1984, submeteu-se a uma operação de um tumor no cérebro.

Em 1989, com oitenta e seis anos, Georges Simenon faleceu no seu domicílio de Lausanne na madrugada de 4 de Setembro de 1989 ; o seu corpo foi incinerado 2 dias depois. De noite, Teresa, a sua última companheira, espalhou as suas cinzas na relva do jardim, debaixo do cedro do Líbano, misturando-as com as da sua filha.

CHATPHO Gato, é um romance publicado em 1967.

Um velho casal, Emílio de 73 anos e Margarida de 71 anos, passam a vida a guerrear-se por suspeitar terem morto os animais de com- panhia um do outro, respecti- vamente um gato e um papagaio. Já não se falam, comunicam muito ocasionalmente por notas manus- critas em pedacinhos de papel. Prisioneiros dessa existência comum sufocante, acabam por dar-se conta de que já não conseguem viver nesta situação, afastados um do outro.

Essa obra contém elementos de romance psicológico e de comédia negra. Esta história terá sido inspirada pela difícil comunicação do autor com a sua mãe.

O romance foi adaptado no cinema por Pierre Granier-Deferre com o título Le Chat num filme estreado em 1971, em França, com Jean Gabin e Simone Signoret nos papéis principais. O romance foi escrito, o que era frequente com Simenon, num curto período de duas semanas entre Setembro e Outubro de 1966. Foi publicado em França em 1967 pelas Presses de la Cité, depois de Simenon ter já publicado mais de 200 livros.

 

images 6Georges Joseph Christian Sime- non est né à Liège, Belgique, le vendredi 13 février 1903. Fils aîné de Désiré Simenon, comptable dans un bureau d’assurances et d’Henriette Brüll. Fin avril 1905, la famille dé- ménagea au « 3, rue Pasteur » (au- jourd’hui 25, rue Georges Simenon) dans le quartier d’Outremeuse.

$T2eC16JHJF8E9nnC6UY2BRYTyev)Yg~~60_57La famille Simenon est originaire du Limbourg belge, une région de basses terres proches de la Meuse, carrefour entre la Flandres, la Wallonie et les Pays-Bas. La famille de sa mère est aussi originaire du Limbourg, mais du côté hollandais ; plat pays de terres humides et de brumes, de canaux et de fermes. Le Limbourg apparaît dans ses romans. Simenon a logé quelques semaines à Neeroeteren, notamment dans une maison qui lui inspira le roman La Maison du canal.

Le 21 septembre 1906 naquît son frère Christian qui fut l’enfant préféré de sa mère, ce qui marqua profondément Georges. Il apprit à lire et à écrire dès l’âge de trois ans. À partir de septembre 1908, il fit ses études primaires et, durant six années, il se classa toujours dans les trois premiers.

10261921En février 1911, la famille s’installa dans une grande maison où sa mère allait pouvoir sous-louer des chambres à des étudiants ou des stagiaires, de toutes confessions et origines (russe, polonaise ou belge). Ce fut pour le jeune Georges une extraordinaire ouverture au monde que l’on retrouvera dans nombre de ses romans.

Georges entra au collège en septembre 1914, en classe de sixième et dès l’âge de douze ans, il décida de vouer sa vie au roman. Lors de l’été 1915, il connut sa première expérience sexuelle avec une « grande fille » de quinze ans, ce qui fut pour lui une véritable révélation, à l’encontre des préceptes de chasteté promus par les pères jésuites.

Pietr, o LetãoIl poursuivit sa scolaritétrois ans durant dans un autre collège jésuite de Liège qui préparait aux sciences et aux lettres. Cependant le futur écrivain était toujours mis un peu à l’écart par ses camarades plus fortunés, et s’il s’était éloigné de la religion il trouva au collège maintes raisons de haïr les riches qui lui faisaient sentir son infériorité sociale.

L'homme qui regardait...Un jour de l’année 1916, le médecin de la famille Sime- non fit appeler Georges pour lui dire que son père ne devait pas avoir plus d’une année à vivre et qu’il lui fallait travailler. Cette révélation bouleversa le jeune Georges. En juin 1918, prétextant les problèmes cardiaques de son père, il décida d’arrêter définitivement ses études, sans même participer aux examens de fin d’année ; s’ensuivirent plusieurs petits boulots sans lendemain (apprenti-pâtissier, commis de librairie).

En 1919, Georges Simenon en conflit ouvert avec sa mère, commença une carrière journalistique, en rédigeant des billets d’humeur publiés dans le journal ultraconservateur La Gazette de Liège ; celle-ci en publiera plus de 800, de novembre 1919 à décembre 1922, le premier s’intitulait hors du poulailler signé « Monsieur le Coq ».

images4Cette période journalistique fut pour Simenon, juste âgé de seize ans, une extraordinaire expérience qui lui permit d’explorer les dessous de la vie d’une grande ville, les dessous de la politique, mais aussi de la criminalité, de fréquenter et de pénétrer la vie nocturne réelle, de connaître les dérives dans les bars et les maisons de passe ; elle lui permit aussi d’apprendre à rédiger de façon efficace. Il écrira plus d’un millier d’articles sous plusieurs pseudonymes dont 150 sous le pseudonyme « G. Sim ». Durant cette période, il s’intéressa particulièrement aux enquêtes policières et assista aux conférences sur la police scientifique données par le criminaliste français, Edmond Locard.

En juin 1919, Simenon rédigea son premier roman « Au pont des Arches», publié en 1921 sous son pseudonyme de journaliste. Durant cette période, il approfondit sa connaissance du milieu de la nuit, des prostituées, de l’ivresse d’alcool, des garçonnières en ville. Parmi ses fréquentations, il rencontra des anarchistes, des artistes bohèmes, et même deux futurs assassins, qu’on retrouvera plus tard dans son roman Les Trois Crimes de mes Amis (1938). Il rencontra l’éditeur Robert Denoël et une étudiante aux Beaux-Arts, Régine Renchon, qu’il épousera en mars 1923.

Novembre 1921, décès de son père, à 44 ans.

44159Fin de l’année 1922, Georges Simenon, âgé de 19 ans, quitta la Belgique pour s’établir en France, à Paris (plus tard en province), et commença une production littéraire abondante ; il écrivit environ un millier de contes légers destinés à des publications galantes ou humoristiques et quelque 200 romans pour collections à bon marché, le tout sous 17 pseudonymes. Le plus connu, Georges Sim, l’imposa dès 1928 dans le genre policier en même temps que dans les faveurs d’un large public.

60995En 1930, toute première apparition du commissaire Maigret dans « l’œuvre », début d’un roman-feuilleton, La Maison de l’inquiétude, signé Georges Sim, puis Simenon créa « le personnage de Maigret » qui le rendit universellement célèbre.

Il parcourut l’Europe et l’Afrique, et produisit des reportages pour la grande presse. De 1945 à 1955, il vécut en Amérique (Canada, États-Unis). De retour en Europe, il se fixa définitivement en Suisse romande : à Échandens, à Épalinges, puis à Lausanne (1957).

En 1970, décès de sa mère. Un an plus tard, il écrivit son dernier roman. En 1978, le suicide de sa fille, Marie-Jo, d’une balle de revolver dans la poitrine à l’âge de 25 ans, endeuilla ses dernières années.

En1984, il subit une opération d’une tumeur au cerveau.

En 1989, à quatre-vingt-six ans, Georges Simenon s’éteignit à son domicile lausannois à l’aube du 4 septembre 1989 ; son corps fut incinéré le 6. De nuit, Térésa, sa dernière compagne, jeta ses cendres sur l’herbe du jardin, dans l’ombre du cèdre du Liban, les mêlant à celles de sa fille.

image Le chatLe Chat, est roman publié en 1967.

Un vieux couple marié, Émile 73 ans et Marguerite 71 ans, se sont chamaillés toute leur vie se soupçonnant d’avoir tué les animaux de compagnie l’un de l’autre, respectivement un chat et un perroquet. Ils ne se parlent plus, ils ne communiquent plus qu’occasionnellement à travers des notes manuscrites sur des bouts de papier. Prisonniers de cette existence commune étouffante, ils finissent par se rendre compte qu’ils ne peuvent plus vivre dans cette situation, éloigné l’un de l’autre.

Ce travail contient des éléments de roman psychologique et de comédie noire. Cette histoire serait inspirée de la communication difficile de l’auteur et de sa mère.

images2Le roman fut adapté au cinéma par Pierre Granier-Deferre sous le titre Le Chat dans un film sorti en 1971 en France, avec pour interprètes principaux Jean Gabin et Simone Signoret.Le roman fut écrit, ce qui est fréquemment le cas pour Simenon, sur une courte période de deux semaines entre septembre et octobre 1966. Il fut publié en France en 1967 par les Presses de la Cité, après que Simenon ait déjà publié plus de 200 livres.

O gato e os cançonetistas – 3 – Le chat et les chansonniers – 3


YVES MONTAND

et Le chat de la voisine

191479090Ivo Livi, nasceu a13 de Outubro de 1921 em Monsummano Alto (Italie), Era o mais novo de três filhos de uma família operária. Ivo só tinha 2 anos quando a família fugiu da Itália fascista emigrando para França. Os Livi instalaram-se num bairro pobre de Marselha. Foi aí que, garoto, se apaixonou pelo cinema e nomeadamente pelas comédias musicais americanas, especialmente as do seu ídolo Fred Astair e os seus números de sapateado.

Por decreto de 8 de Janeiro de 1929, a família Livi obteve a nacionalidade francesa e Ivo ficou Yves. Em 1938, com dezassete anos, arranjou um lugar de «abertura de espectáculo» num cabaret de music-hall de Marselha. Cantava Trenet, Chevalier fazia imitações de Fernandel e de personagens de Walt Disney. Teve de arranjar um nome de palco : Yves Livi ficou Yves Montant – com um  «t» a princípio – pseudónimo escolhido em lembrança da sua mãe que, numa mistura de italiano com francês, chamava-o para regressar a casa: «Ivo, monta».

Yves melhorou a sua postura em cena e seguiu aulas de canto a partir do verão de 1937. Ambicionando actuar no Alcazar de Marselha, Montand precisava de um repertório original. Hubert Melone, aliás Charles Humel, um autor-compositor cego, escreveu-lhe umas canções, Dans les plaines du Far-West, foi o seu primeiro verdadeiro êxito.

Le-biopic-d-Yves-Montand-avance_portrait_w532Em 1939, Yves Montand cantou no Alcazar. Conquistou o público. Re- bentou a guerra: isso mudou tudo para ele que queria subir a Paris tentar a sua sorte. Era como cantor que decidiu procurar contratos. Ac- tuou em cafés, em cabarets mo- destos, em cinemas onde cantava durante o intervalo. Yves Montand apresentou-se de novo no Alcazar e obteve um triunfo. Cantou em Leão, Marselha, Aix, Nice, Toulon… Mandado para as obras da juventude instauradas pelo governo de Vichy, ali esteve durante quase um ano, depois voltou ao palco. Nesse período, apesar da ocupação, ganhava bastante bem a vida, mas volta e meia, tinha de provar que o seu nome Livi não mascarava afinal o de Lévy. Afinal arriscando ser mandado para o Serviço de Trabalho Obrigatório na Alemanha (STO), decidiu, com a concordância do seu agente, partir para Paris.

Em 1944, Montand apresentou-se no teatro do ABC em Fevereiro. Mais tarde cantou em Bobino, nas Folies Belleville e no célebre Moulin Rouge, onde actuou na primeira parte do espectáculo de Édith Piaf. Esse encontro foi decisivo para Montand, doravante apoiado pela já célebre cantora e recebendo dela conselhos judiciosos acerca do ofício e da vida de um artista. Piaf trouxe-lhe a fama junto de um público alargado e apresentou-o a numerosos futuros colaboradores. Um idílio nasceu, mas em segredo porque Piaf ainda tinha uma ligação.

imagesO cantor, sob a influência da Édith, melhorou as suas entradas no palco, abandonou o seu sotaque meridional, arranjou um novo re- pertório e renovou a sua actuação cénica. Yves ganhou a adesão do público em Fevereiro de 1945, no Teatro da Étoile, uma vez mais na primeira parte do show de Édith Piaf, que lhe escreveu várias canções que tiveram sucesso. Em Outubro de  1945, Édith Piaf permitiu a Montand cantar como vedeta no Étoile. Durante sete semanas, obteve um considerável êxito, que prolongou no Alhambra. A carreira do cantor estava definitivamente lançada. No mesmo ano, Yves Montand começou no cinema, com Édith Piaf como estrela. O cantor entrou então alguns filmes, antes de encontrar a consagração no cinema em 1952. Em 1946, Édith e Yves separaram-se, a iniciativa foi de Piaf que achou o talento de Montand fazer-lhe alguma sombra.
Encontrou Francis Lemarque que lhe propôs três canções. Assim selou-se o princípio de uma colaboração frutuosa e Montand, que se reservou a exclusivi- dade das canções de Lemarque, dever-lhe-á alguns dos seus melhores títulos.

Avec Crolla2Montand contratou o pianista Bob Castel- la, que nos quarenta e quatro anos se- guintes foi o seu acompanhante. Graças a Jacques Prévert, encontrou o guitarrista Henri Crolla. Com esta magnífica colabo- ração, Yves, mais jazzy, mais swing, fez muitas gravações : C’est si bon, Clopin-clopant, Les cireurs de souliers de Broadway, Les enfants qui s’aiment – estas duas últimas assinadas por Jacques PrévertClémentine… Em 1949, gravou Les feuilles mortes.

Em 1948, Prévert levou-o a conhecer um albergue de Saint-Paul de Vence. Montand tornou-se um habitué e foi ali que conheceu Simone Signoret, a 19 de Agosto de 1949. Foi um coup de foudre e nunca mais se separaram. Em Março de 1951, o cantor triunfou numa tournée de vinte e duas canções, que marcou a história do music-hall e influenciaria numerosos cantores. Em 1953, esse repertório ficou em cartaz no Étoile durante 8 meses em lotação esgotada, um recorde, e foi o primeiro LP duplo gravado ao vivo (ainda disponível em CD) que continua a ser uma lição de music-hall exemplar.

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Jacques Prévert em 1º plano no casamento de Montand e Signoret

A 22 de Dezembro de 1951, Simone Signoret e Yves Montand casaram-se no civil em Saint-Paul-de-Vence.
Em 1953, Montand, no filme de Clouzot: Le Sa- laire de la peur, inter- pretou o seu primeiro pa- pel importante cinema. O filme obteve nesse ano o Grande Prémio do Festival de Cannes (antepassado da Palme d’Or).
O casal comprou uma propriedade na Normandia. Nessa casa houve grandes encontros artísticos e intelectuais. Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Serge Reggiani, Pierre Brasseur, Luis Buñuel, Jorge Semprún permanecem ali regularmente. O casal militava a favor das suas ideias de esquerda e não tardou a ser catalogado «companheiro» do PCF.

Em 1959, Yves Montand partiu para os EUA com Simone Signoret e, a partir de 22 de Dezembro, apresentou-se na Broadway durante três semanas. Na estreia foi aplaudido por numerosas celebridades : Montgomery Clift, Laurence Bacall, Ingrid Bergman e Marilyn Monroe. Foi um triunfo, Montand obteve nada menos de dezasseis chamadas ao palco e no dia seguinte, a imprensa elogiou imenso a sua prestação. Depois cantou em Hollywood, San Francisco e Montréal. Montand conquistou a América. Tornou-se numa vedeta internacional: voltou a cantar em Nova Iorque em 1961 e em 1963 e fez também várias digressões de sucesso pelo mundo, como no Canadá e no Japão.

Cena do Millhonário de Cukor

Cena do Millhonário de Cukor

Dançando na televisão com Dinah Shore, na NBC, Yves Montand viu-se proposto um papel no filme Le Milliardaire de Cukor, com Marilyn Monroe. Em Abril de 1960, Signoret recebeu o Óscar da melhor actriz, e a seguir foi para Roma rodar outro filme. Arthur Miller, regressou a Nova Iorque. Marilyn e Montand rodaram em Hollywood o filme de Cukor e em breve, ficaram muito mais do que parceiros de cinema… A sua breve ligação alimentou a imprensa, acabou com o casal Miller-Monroe, enquanto Simone Signoret fez boa cara perante a imprensa dos escândalos.

Yves Montand ainda rodou um filme e depois recusando outras propostas, regressou a France. Esta infidelidade de Montand quebrou definitivamente uma boa parte da confiança que Simone Signoret tinha em si própria. Yves Montand, por seu lado, continuou a ser um sedutor impenitente. Embora o equilíbrio do casal fosse profundamente afectado por esse episódio, que Signoret teve muita dificuldade a superar, ficaram no entanto unidos até a morte de Simone Signoret, em 1985.

1963, Yves cantou em Paris no Étoile, onde, embora a sua popularidade fosse intacta, ele constatou que tudo estava a mudar no métier. Teve dificuldade a arranjar novos títulos, e Francis Lemarque, tal como Brassens, Brel, Ferré, Aznavour, Gainsbourg ou Nougaro, interpretou doravante as suas próprias criações. Uma outra geração, com um certo Johnny Halliday, transtornou tudo e Montand esteve consciente de que o seu grande período de artista de music-hall estava a acabar.
images3A partir de 1964, consagrou-se quase exclusivamente à sua carreira de actor e só pisou o palco episodicamente. Foi a partir de 1965 que se impôs definitivamente no cinema. O encontro com Costa-Gravas foi a chave mestra. Rodou com uma plêiade de realizadores franceses… e tornou-se um dos actores fetiches de Claude Sautet com quem rodou três filmes. Durante os anos 1970, o actor alternou dramas, filmes engagés e comédias impondo-se como um dos actores franceses mais populares.
Em Setembro de 1968, Yves Montand voltou a cantar o tempo de se apresentar no Olympia e criou La bicyclette e Mon frère.

Nesse mesmo ano, a sua acção e as suas convicções políticas deram uma reviravolta completa: depois da repressão da Primavera de Praga, a sua ruptura com o partido comunista francês foi definitiva.
Em Fevereiro de 1974, para apoiar os refugiados chilenos e condenar o golpe de Estado do general Pinochet, Yves Montand deu um recital único no Olympia.

1981 marcou o grande regresso de Yves Montand à canção e à cena. O cantor gravou o álbum Montand d’hier et d’aujourd’hui e triunfou no palco do Olympia, com lotação esgotada durante três meses, depois na província e de novo no Olympia durante o verão para novas representações. No fim de Agosto, partiu numa digressão mundial, que o levou ao Brasil, aos EUA, ao Canadá e ao Japão.

Nos anos 80, Yves Montand militou para os direitos do homem e a favor do sindicato Solidariedade de Lech Walesa, em Dezembro de 1981.

A 30 de Setembro de 1985, enquanto Yves Montand estava a rodar um filme, Simone Signoret morreu de um cancro com sessenta e quatro anos de idade.

A última companheira de Yves Montand foi Carole Amiel, a sua assistente na tournée de 1982, com quem já tinha uma ligação na altura do falecimento de Signoret. Com ela, teve o seu único filho, Valentin, nascido a 31 de Dezembro de 1988.
SS MM copie

A 9 de Novembro de 1991, Yves Montand morreu de um enfarte com 70 anos de idade, no dia seguinte ao fim de uma rodagem de um filme (que acaba com o seu personagem que, ele também, estranha coincidência, morre de uma crise cardíaca). Depois de rodar uma última cena, Montand sentiu-se mal. « Sei que estou feito mas não é grave, tive uma vida muito bela», terá declarado a um dos paramédicos da ambulância. Morreu no hospital de Senlis e foi enterrado no Cemitério do Père-Lachaise ao lado de Simone Signoret, a única mulher com quem foi casado.
No funeral estiveram presentes entre outros o seu sobrinho e e a sua enteada, Catherine Deneuve, Michel Piccoli, Jack Lang, Gérard Depardieu,Michèle Morgan,Serge Reggiani, François Périer, Costa-Gravas ou ainda Daniel Auteuil…

Aqui está um apontamento gatarral e divertido e também caustico numa canção de Montand: O Gato da vizinha

Voici une note «chatesque» et amusante mais aussi caustique dans une chanson de Montand: Le chat de la voisine

images´7Ivo Livi, fils de Giovanni et Giuseppina Livi, est né le 13 octobre 1921 à Monsummano Alto. Il était le dernier d’une fratrie de trois enfants, issu d’une famille ouvrière. Ivo n’avait que deux ans lorsque sa famille a fui l’Italie fasciste et émigré vers la France. Les Livi s’installèrent au sein des quartiers pauvres de Marseille. C’est à cette époque qu’il se passionna pour le cinéma et notamment pour les comédies musicales américaines, en particulier celles de son idole Fred Astair et ses numéros de claquettes.

Yves a 3 ans avec Giuseppina, Julien et LydiaPar décret du 8 janvier 1929, la famille Livi obtint la nationalité française et Ivo devint Yves. En 1938, Agé de dix-sept ans, il fit le «chauffeur de salle» dans un cabaret de music-hall de Marseille. Il chantait Trenet, Chevalier et se livrait à des imitations de Fernandel et de personnages de Walt Disney. Il devait se trouver un nom de scène : Yves Livi devint Yves Montant – avec un t – pseudonyme choisi en souvenir de sa mère qui, par un mélange d’italien et de français, lui disait, afin qu’il monte à leur appartement : «Ivo, monta».
Yves travailla son jeu de scène et prit des cours de chant à partir de l’été 1937. Ambitionnant passer à l’Alcazar de Marseille, Montand avait besoin d’un répertoire original. Hubert Melone, alias Charles Humel, un auteur-compositeur aveugle, lui écrivit deux chansons, dont Dans les plaines du Far-West, qui sera son premier vrai succès.

En 1939, Yves Montand chanta à l’Alcazar. Le public fut conquis. La guerre éclata et remit tout en cause pour celui qui ambitionnait monter à Paris tenter sa chance. Ce fut comme chanteur qu’il décida de chercher des engagements. Il passa dans des cafés, des cabarets modestes, des cinémas où il chantait durant l’entracte. Yves Montand se produisit une seconde fois à l’Alcazar et obtint un triomphe. Il chanta à Lyon, Marseille, Aix, Nice, Toulon… Envoyé d’office aux chantiers de la jeunesse créés par le gouvernement de Vichy, il y resta presque une année, puis reprit la scène. En cette période, malgré l’occupation, il gagnait assez bien sa vie, mais devait régulièrement prouver que son nom Livi ne dissimulait pas en fait celui de Lévy. Risquant enfin d’être envoyé en Allemagne, afin d’éviter le STO (service de Travail obligatoire), il décida, en accord avec son impresario, de partir pour Paris.
Piaf e MontandEn 1944, Montand se produisit au théâtre de l’ABC en février. Par la suite il joua à Bobino, aux Folies Belleville et au célèbre Moulin Rouge, où il passa en première partie d’Édith Piaf. Cette rencontre fut décisive pour Montand, désormais soutenu par la déjà célèbre chanteuse e recevant ses conseils avisés sur le métier et la vie d’artiste. Piaf lui apporta la reconnaissance d’un public élargi et le présenta à de nombreux futurs collaborateurs. Une idylle naquît, mais en secret car Piaf avait encore une liaison. Le chanteur, sous l’influence d’Édith, peaufina ses entrées en scène, abandonna son accent méridional, se constitua un nouveau répertoire et renouvela son jeu de scène.

 Montand emporta l’adhésion du public en février 1945, au Théâtre de l’Étoile, une fois encore en première partie d’Édith Piaf, qui lui a écrit plusieurs chansons qui furent des succès. En octobre 1945, Édith Piaf permit à Montand de chanter en vedette à l’Étoile. Durant sept semaines, il obtint un considérable succès, qu’il prolongea à l’Alhambra. La carrière du chanteur était définitivement lancée. La même année, Yves Montand débuta au cinéma, avec Édith Piaf en vedette. Le chanteur fit alors quelques films, avant de trouver la consécration au cinéma en 1952.
En 1946, Édith et Yves se séparèrent, à l’initiative de Piaf qui jugea que le talent de Montand lui faisait quelque peu de l’ombre.
Il rencontra Francis Lemarque qui lui proposa trois chansons. Cela scella le début d’une collaboration fructueuse et Montand, qui se réserva l’exclusivité sur les chansons de Lemarque, lui devra quelques-uns de ses plus grands titres.
Montand engagea le pianiste Bob Castella, qui pour les quarante-quatre années à venir sera son accompagnateur. Grâce à Jacques Prévert, il rencontra le guitariste Henri Crolla. Fort de cette fructueuse collaboration, le chanteur, plus jazzy, plus swing, enchaîna les enregistrements : C’est si bon, Clopin-clopant, Les cireurs de souliers de Broadway, Les enfants qui s’aiment – ces deux dernières sont signées Prévert Clémentine… Le 2 mai 1949, il enregistre Les feuilles mortes.
images6En 1948, Prévert lui fit une auberge de Saint-Paul de Vence. Il y devint un habitué et c’est là qu’il rencontra Simone Signoret, le 19 août 1949. Ce fut un coup de foudre et ils ne se quittèrent plus. En mars 1951, le chanteur triompha avec un tour de chant de vingt-deux chansons, qui marqua l’histoire du music-hall et influencera nombre de chanteurs. En 1953, ce tour de chant restera à l’affiche à l’Étoile pendant 8 mois à guichets fermés, un record, et ce sera le premier double album 33 T enregistré en live (toujours disponible en CD) qui reste une leçon de music-hall toujours exemplaire.
Le 22 décembre 1951, Simone Signoret et Yves Montand se marièrent à la mairie de Saint-Paul-de-Vence.
En1953, Montand, avec le film de Clouzot Le Salaire de la peur, joua son premier rôle marquant au cinéma. Cette année-là, le film obtint le Grand Prix du Festival de Cannes (ancêtre de la Palme d’Or).
Le couple achète une propriété en Normandie. Cette demeure devint un haut lieu pour des rencontres artistiques et intellectuelles. Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Serge Reggiani, Pierre Brasseur, Luis Buñuel, Jorge Semprún y séjournent régulièrement. Le couple milite en faveur de ses idées de gauche et est bientôt catalogué « compagnon de route » du PCF.
En 1959, Yves Montand partit pour les États-Unis avec Simone Signoret et, à partir du 22 décembre, il se produisit à Broadway durant trois semaines. Le soir de la première, il fut applaudi par de nombreuses célébrités : Montgomery Clift, Laurence Bacall, Ingrid Bergman et Marilyn Monroe. Le chanteur triompha, obtint pas moins de seize rappels et la presse le lendemain ne tarissait pas d’éloge sur sa prestation. Il chanta ensuite à Hollywood, San Francisco e Montréal. Montand conquit l’Amérique. Il devint une vedette internationale : il se produira de nouveau à New York en 1961 e en 1963 et fit aussi plusieurs tournées réussies à travers le monde, comme au Canada et au Japon.
index2Dansant à la télévision avec Dinah Shore sur la chaîne NBC, Yves Montand se vit proposer un rôle dans le film Le Milliardaire de Cukor, avec Marilyn Monroe. En avril 1960, Signoret reçut l’Oscar de la meilleure actrice, puis partit à Rome pour un prochain tournage. Arthur Miller, lui, regagna New York. Marilyn et Montand tournèrent à Hollywood le film de Cukor et bientôt, ils furent bien plus l’un pour l’autre que des partenaires de cinéma… Leur brève liaison alimenta la presse, brisa le couple Miller-Monroe, alors que Simone Signoret donnait le change face à la presse à scandale.
Yves Montand tourna encore un film puis déclinant plusieurs autres propositions, rentra en France. Cette infidélité de Montand brisa définitivement une bonne partie de la confiance que Simone Signoret portait en elle-même. Yves Montand, de son côté, demeura un séducteur impénitent. Bien que l’équilibre du couple fusse profondément affecté par cet épisode, que Signoret en son for intérieur a très mal vécu, le couple restera cependant uni jusqu’au décès de Simone Signoret, en 1985.
Début 1963, il chanta à Paris à l’Étoile, où, bien que sa popularité fusse sans faille, il constata que tout était en train de changer dans le métier. Il peina à trouver des titres nouveaux, et Francis Lemarque, à l’instar des Brassens, Brel, Ferré, Aznavour et autres Gainsbourg ou Nougaro, interprèta désormais ses propres créations. Une autre génération, dont un certain Johnny Halliday, bouleversa tout et Montand fut conscient que sa grande période d’artiste de music-hall s’achevait.
À partir de 1964, il se consacra presque exclusivement à sa carrière d’acteur et ne reviendra à la scène que de façon épisodique. Ce fut à partir de 1965 qu’il s’imposa définitivement au cinéma.

Dans le salaire de la peur

Dans le salaire de la peur

La rencontre avec Costa-Gravas en fut la clef de voûte. Il tourna avec une pléiade de réalisateurs français… et devient l’un des acteurs fétiches de Claude Sautet avec qui il tourne trois films. Durant les années 1970, l’acteur alterne drames, films engagés et comédies et s’impose comme l’un des acteurs français les plus populaires.
En septembre 1968, Yves Montand redevient chanteur le temps de se produire à l’Olympia et crée La bicyclette et Mon frère.
Cette même année, son engagement et ses convictions politiques connaissent un revirement complet : après l’écrasement du Printemps de Prague, sa rupture avec le pari communiste français est définitive.
En février 1974, pour soutenir les réfugiés chiliens et condamner le coup d’état du général Pinochet, Yves Montand donne un récital unique à l’Olympia.
image5s1981 marqua le grand retour d’Yves Montand à la chanson et à la scène. Le chanteur enregistra l’album Montand d’hier et d’aujourd’hui et triompha sur la scène de l’Olympia, à guichets fermés trois mois durant, puis en province et revint à l’Olympia durant l’été pour de nouvelles représentations. Fin août, il entama une tournée mondiale, qui le conduisit au Brésil, aux USA, au Canada et au Japon.
Montand et les droits de l'homeDans les années 80, Yves Montand milita pour les droits de l’homme et s’engagea en faveur du syndicat Solidarnosc de Lech Walesa, en décembre 1981.
Le 30 septembre 1985, alors qu’Yves Montand était en tournage, Simone Signoret décéda d’un cancer à l’âge de soixante-quatre ans.
La dernière compagne d’Yves Montand fut Carole Amiel, son assistante sur la tournée de 1982, avec qui il entretenait déjà une liaison au moment où disparut Signoret. Avec elle, il aura son seul enfant, Valentin, né le 31 décembre 1988.
indexLe 9 novembre 1991, Yves Montand est mort d’un infarctus du myocarde à l’âge de 70 ans, le lendemain du dernier jour de tournage du film (à la fin duquel son personnage lui aussi, étrange coïncidence, meurt d’une crise cardiaque). Après le tournage d’un dernier raccord, Montand ressentit un malaise. «Je sais que je suis foutu mais ce n’est pas grave, j’ai eu une très belle vie», a-t-il déclaré à l’un des ambulanciers. Il mourut à l’hôpital de Senlis et fut inhumé au Cimetière du Père-Lachaise aux côtés de Simone Signoret, la seule femme à laquelle il fut marié.
À ses obsèques furent présents entre autres son neveu et sa belle-fille, Catherine Deneuve, Michel Piccoli, Jack Lang, Gérard Depardieu,Michèle Morgan,Serge Reggiani, François Périer, Costa-Gravas ou encore Daniel Auteuil…Yves_Montand_Cannes

Et alors? E depois?

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