O Gato e os cançonetistas – Juliette Gréco – le chat et les chansonniers


Vel-d-Hiv-.-Juliette-Greco-Ma-soeur-s-est-tue-a-jamaisJuliette Gréco, nasceu a 7 de Fevereiro de 1927 em Montpellier, France. O Pai, oriundo da Córsega, Gérard Gréco, comissário da polícia dos jogos, e a mãe, Juliette Lafeychine mãe oriunda de Bordéus em breve separaram-se. A criança passou os seus primeiros anos de vida em Bordéus., assim como a sua irmã mais velha, Charlotte, educadas pelos seus avós maternos.

Em 1933, a mãe levou-as duas irmãs para Paris, repartindo os seus tempos entre a cidade, o colégio de freiras onde estudava, e as férias na numa propriedade da família, 6a00e554e97d5c883401a73d7b2f29970dna região da Dordonha. Apaixonada pela dança Juliette, em 1939, é «petit rat» ou seja aprentiz bailarina da Ópera Garnier.

Por causa da Guerra, a família regressa à Dordonha. Foi ali que a sua mãe, pertencente à Resistência, foi detida pela Gestapo em 1943. As duas irmãs regressam a Paris mas são capturadas e presas em Fresnes. Juliette não será deportada por causa da sua idade, ao contrário da sua mãe e sua irmã mais velha, Charlotte, que foram encarceradas em Ravensbrück. Só regressariam da deportação em 1945, depois da libertação do campo pelo Exército Vermelho.

Juliette acabou por sair de Fresnes e, depois de recuperar os seus pertences na sede da Gestapo Francesa, no 16º bairro de Paris, encontrou-se sozinha, sem recursos «na mais bela avenida do mundo, a avenida Foch » com um bilhete de metro no bolso! Então, dirigiu-se à única pessoa que conhecia na capital, Hélène Duc, que fora a sua professora de francês em Bergerac e amiga da sua mãe. Sabia que Hélène habitava na rua Servandoni perto da igreja St-Sulpice. Esta acolheu-a de braços abertos na pensão onde residia.

-juliette-greco-et son chatEm 1945, no bairro de Saint-Germain-des-Prés, a dois passos, Juliette descobriu o fervilhar intelectual da margem esquerda (do Sena) e a vida política com a Juventude comunista. Hélène Duc mandou-a  tirar o curso de arte dramática de Solange Sicard. Juliette con- seguiu então alguns papéis no teatro como na peça «Victor ou les Enfants au pou- voir», em 1946 e trabalhou para uma emissão de rádio consagrada à poesia.

Juliette travou amizades com jovens artistas e intelectuais do bairro de Saint-Germain-des-Prés, entre os quais Anne-Marie Cazalis e Boris Vian. Foi numas das caves da rua Dauphine, O Tabu, que ela descobriu por acaso : o seu casaco que colocara no corrimão caira escada abaixo, e ali se situava uma grande cave abobadada inutilizada que o patrão chamava «o túnel». Juliette e seus amigos, Jean-Paul Sartre,19470411-Tabou Albert Camus, Boris Vian, Jean Cocteau, acham o lugar ideal para fazer música, dançar e discutir filosofia. Bastou uma semana para os curiosos  afluirem para observar esta nova e bizarra fauna baptizada existencialistas.

Juliette, tornada célebre musa de Saint-Germain-des-Prés sem ter feito nada de mais, decidiu então justificar a sua fama optando pela canção. Jean-Paul Sartre deu-lhe uma espécie de melopeia que escrevera para a sua peça de teatro Huis Clos e aconselhou-a a ir ter com o compositor Joseph Kosma para que este lhe volte a escrever a música, que não lhe agradava. Foi assim que Juliette interpretou a canção Rue des Blancs-Manteaux, obra nascida da pluma do chantre do existencialismo e de um compositor hábil na arte de escrever música para a poesia, nomeadamente a de Jacques Prévert.

Esta canção de Jean-Paul Sartre seria apenas uma do rico reportório cedido por muitos outros amigos e admiradores, e que ela cantaria na sua primeira apresentação pública em 22 de Junho de 1949, na reabertura do cabaré Le Bœuf sur le toit. Desde logo, Juliette  foi um sucesso junto dos frequentadores da vida nocturna parisiense, até pela combinação de uma forma de cantar sentida, com um toque sensual realçado pelo vestuário e pelos seus longos cabelos escuros.

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Nesse ano, conheceu Miles Davis por quem se apaixonou. Mas Miles não querendo impor-lhe uma vida nos EUA como esposa de um Negro americano, e ela não querendo abandonar a sua carreira em France, desistiram da sua relação e Miles regressou a Nova Iorque no fim de Maio.

Kosma et Gréco

Em 1951, Juliette recebeu o Prémio da Sociedade dos Autores e Compositores por Je hais les dimanches (letra de Charles Aznavour música de Florence Véran). Em 1952, partiu numa digressão no Brasil e nos EUA na revista April in Paris. Foi também em 1951 que ela gravou o seu primeiro single com a canção “Je suis comme je suis” escrita por Jacques Prévert e musicada por Joseph Kosma, que se tornaria um clássico do seu reportório. Em 1952 saiu em digressão pelo Brasil e EUA e, após o seu regresso, fez uma digressão também pela França onde a sua forma de cantar e presença em palco atrairam muito público.

Conheceu o artista Philippe Lemaire durante as filmagens da película Quand tu liras cette lettre de Jean-Pierre Melville e casou com ele a 23 de Junho de 1953. Tiveram uma filha, Laurence-Marie, a 24 de Março de 1954. Divorciaram-se em 1956.

Gr]eco e Brassens

O Olympia verá a sua consagração em 1954. É nesta época que conheceu Georges Brassens de quem canta “Chanson pour l’auvergnat” e Jacques Brel de quem canta “Le Diable“.

Juliette voltou a Nova Iorque onde interpretou os maiores autores franceses perante Americanos muito entusias- mados. Hollywood a cobiçou. Conheceu o produtor Danyl Zanuck nas filmagens de the Sun Also Rises de Henry King, em 1957. Passou a viver com Zanuck e até 1961, representou em algumas das suas produções tais como  : The Roots of Heaven, de John Huston, 1958, Crack in the Mirror de Richard Fleischer, 1960, filmes onde contracenou com Orson Welles. Em 1961, com o filme de aventura The Big Gamble de Fleischer terminou a sua carreira « hollywoodesca », em coincidência com o fim da sua relação com Darryl Zanuck.

Em França, descobriu e divulgou novos talentos, que convidou para escreverem algumas das suas canções. É assim que ficaram conhecidos nomes como Serge Gainsbourg (“La Javanaise”) ou Léo Ferré (“Jolie Môme“).

Gainsbourg et Greco

Em 1965, alcançou o auge da fama ao desempenhar um  papel de pri- meiro plano na série televisiva Bel- phégor o Fantôme du Louvre. Todavia entrou numa profunda de- pressão e tentou  suicidar-se. Recupe- rada, retomou a carreira em pleno e em 1966 actuou no Théâtre National de Paris com o seu amigo Georges Brassens, que muito admirava.

Em 1967, casou-se com Michel Piccoli, que seria seu marido até 1977. Ainda em 1967, France, Saint-Paul de Vence : Michel Piccoli and Juliette Grecogravou “La chanson des vieux amants” de Jacques Brel. Em 1968, inaugurou as sessões das 18:30 no Théâtre de la Ville  cantando «Déshabillez-moi», uma das suas mais famosas canções, com uma interpretação em que ressalta o seu lado mais sensual.

Prosseguiram as suas digressões pelo país e pelo estrangeiro, nomea- damente pela Alemanha e pelo Japão, sempre com grandes sucessos reforçados por uma notável presença em palco. Em 1989 casou-se com o seu pianista e orquestrador Gérard Jouannest, que havia trabalhado durante anos com Jacques Brel.

Juliette_Greco073Em 1984, o governo francês outorgou-lhe a Légion d’honneur. Gravou em 1993 um álbum com músicas de João Bosco, Julien Clerc, Gérard Jouannest e Caetano Veloso, (entre outros).

Prosseguindo num intenso ritmo de actuações, veio a Lisboa cantar em Janeiro de 2001, mas em Maio teve um problema cardíaco durante um concerto em Montpellier. Recuperada, retomou as digressões.

Em Fevereiro de 2004, já com 77 anos de idade, obteve um novo êxito no Olympia, onde reencontrou uma vez mais o seu público fiel.

Imparável, editou em Dezembro de 2006 um novo álbum intitulado “Le temps d’une chanson“, onde incluiu várias canções que cantou ao longo da sua carreira.

A 10 de Março de 2007, as Victoires de la Musique outorgaram-lhe uma « Victoire d’honneur » pela sua carreira.

A 27 de Julho de 2011, Juliette deu um concerto de encerramento do festival de Valence acompanhada pelo seu pianista Gérard Jouannest e um acordeonista. Centenas de espectadores aplaudiram e ofereceram-lhe uma longa ovação de pé.

Em Janeiro de 2012, saiu um novo álbum Ça se traverse et c’est beau…, uma homenagem à Paris. A 5 de Fevereiro de 2012, para o seu 85º aniversário,foi a vedeta do serão noprograma de televisão franco-alemão Arte que transmitiu Juliette Gréco, l’insoumise o documentário de Yves Riou e Philippe Pouchain (projectado na rubrica Rendez-vous with French Cinéma à New-York) seguido da recita de 2004 no Olympia.

c96a2d54985045c6b478f56c03d74dd43fe34b83A 12 de Abril de 2012, Juliette Gréco recebeu, das mãos do presidente da Câmara, a Grande medalha de prata dourada da Cidade de Paris. Bertrand Delanoë declarou : « Já era tempo a sua cidade agradecer-lhe. Juliette Gréco, é a Parisiense. A Parisiense de hoje e a Parisiense que encarna o tempo de Paris que nunca acaba ». A cantora, que frequentemente representou a França e Paris no estrangeiro, respondeu : « Não nasci em Paris, vi a luz em Montpellier. Mas desabrochei para o mundo aqui. ».

A 1 de Outubro de 2013, Juliette Gréco não conseguiu terminar a sua recita na cena do espaço Montgolfier em Davézieux, perto de Annonay : ela sentiu-se mal depois de 45 minutos, relata o jornal Le Dauphiné.

51HIaz+ld8L._SL500_AA300_A 28 de Outobro de 2013 saiu o álbum Juliette Gréco chante Brel, reúne 12 canções do cantor compositor arranjada pelo pianista Bruno Fontaine e pelo marido da cantora, Gérard Jouannest.

Juliette cantou, que eu saiba, duas canções ‘felinas’: En 1971, cantou “Je me souviens des sarabandes infernales… sur les toits de Paris” em “Lorsque j’étais chat” (Letra de Pierre Couret e música de André Popp) e um poema de Charles Cros «Berceuse» com música de Yani Spanos.

Cantiga de embalar

 

Berceuse - Charles Cros

Juliette Gréco, est née le 7 février 1927 à Montpellier d’un père d’origine corse Gérard Gréco, commissaire de la police des jeux, et d’une mère bordelaise, Juliette Lafeychine. Ses parents étant séparés, ses grands-parents maternels l’élevèrent à Bordeaux avec sa sœur aînée Charlotte. Leur mère les a rejoint en 1933 et les emmena toutes les deux à Paris.

tumblr_le1tqnzhs51qarjnpo1_500Passionnée de danse, Juliette, en 1939, fut petit rat à l’Opéra Garnier. La guerre ayant éclaté, la famille retourna dans le sud-ouest de la France (en Dordogne). C’est là que sa mère s’engagea dans la Résistance et se fit arrêter en 1943. Les deux sœurs rejoignirent Paris mais furent à leur tour capturées et emprisonnées à la maison d’arrêt de Fresnes. Elle ne sera pas déportée à cause de son jeune âge, contrairement à sa mère et sa sœur aînée Charlotte qui seront envoyées à Ravensbrück. Elles ne reviendront de déportation qu’en 1945, après la libération du camp par l’Armée rouge.

Juliette fut libérée de Fresnes et, après avoir récupéré ses affaires au siège de la Gestapo française dans le 16e arrondissement de Paris, elle se retrouva seule et sans ressources « sur l’avenue la plus belle du monde, l’avenue Foch » avec un ticket de métro en poche! Elle se rendit alors chez la seule personne de sa connaissance résidant dans la capitale, Hélène Duc, qui avait été son professeur de français à Bergerac et une amie de sa mère. Elle savait qu’Hélène habitait rue Servandoni, près de l’église Saint-Sulpice. Celle-ci la logea dans la pension où elle-même demeurait et la prit en charge.

8637065704_2185e7a95d_oLe quartier de Saint-Germain-des-Prés est à deux pas de là et, en 1945, Juliette découvrit le bouillonnement intellectuel de la rive gauche et la vie politique à travers les Jeunesses communistes. Hélène Duc l’envoya suivre les cours d’art dramatique dispensés par Solange Sicard. Juliette décroche quelques rôles au théâtre (Victor ou les Enfants au pouvoir en novembre 1946 et travailla dans une émission de radio consacrée à la poésie.

Juliette noua des relations amicales avec de jeunes artistes et intellectuels du quartier de Saint-Germain-des-Prés, dont Anne-Marie Cazalis et Boris Vian. C’est dans l’une des caves de la rue Dauphine, Le Tabou – qu’elle découvre par hasard grâce à son manteau qu’elle avait posé sur la rampe et qui était tombé en bas d’un escalier conduisant à une grande cave voûtée inutilisée que le patron appelait « le tunnel ». Juliette et ses copains trouvent l’endroit idéal pour y faire de la musique et danser tout en discutant de philosophie. Il suffit d’une semaine pour que les curieux viennent en nombre pour observer cette nouvelle et bizarre faune baptisée existentialistes.

EPSON scanner imageJuliette, devenue la célèbre muse de Saint-Germain-des-Prés sans avoir rien accompli de probant, décida alors de justifier sa célébrité en optant pour la chanson. Jean-Paul Sartre lui confia une sorte de mélopée qu’il avait écrite pour sa pièce de théâtre Huis clos et lui conseilla d’aller voir le compositeur Joseph Kosma pour que celui-ci en réécrive la musique qu’il ne trouvait pas réussie. C’est ainsi que Juliette interprèta la chanson Rue des Blancs-Manteaux, œuvre née de la plume du chantre de l’existen- tialisme et d’un compositeur rompu à l’art de mise en musique de la poésie (notamment celle de Jacques Prévert).

Miles-Davise-Juliette-GrecoEn 1949, disposant d’un riche répertoire, Juliette Gréco participa à la réouverture du cabaret Le Bœuf sur le toit. Elle rencontra alors Miles Davis dont elle tomba amoureuse. Miles, ne voulant pas lui imposer une vie aux USA en tant qu’épouse d’un noir américain, et elle ne voulant pas abandonner sa carrière en France, ils se séparèrent et Miles rentra à New York à la fin du mois de mai. En 1951, elle reçut le prix de la SACEM pour Je hais les dimanches. En 1952, elle partit en tournée au Brésil et aux États-Unis dans la revue April in Paris. En 1954, elle chanta à l’Olympia.

Elle rencontra le comédien Philippe Lemaire, sur le tournage du film Quand tu liras cette lettre de Jean-Pierre Melville et l’épousa le 25 juin 1953. Ils eurent une fille Laurence-Marie le 24 mars 1954 et divorcèrent en 1956.

Darryl ZanuckElle repartit pour New York et ses interprétations des plus grands auteurs français enthousiasmèrent les Américains. Hollywood la courtisa. Elle rencontra le producteur Darryl Zanuck sur le tournage du film Le soleil se lève aussi d’Henry King en 1957. Dès lors, vivant en couple avec Zanuk, elle tourna dans quelques- -unes de ses productions jusqu’en 1961, notamment : Les Racines du Ciel, (1958, John Huston), Drame dans un miroir (Richard Fleischer, 1960), films dans lesquels elle partage l’affiche avec Orson Welles. En 1961, avec le film d’aventure Le Grand Risque de Fleischer s’acheva sa carrière « hollywoodienne », en même temps que sa relation avec Darryl Zanuck.

Au début des années 1960, elle revint à la chanson et ne la quitta plus. Elle chanta (notamment), Jacques Brel, Léo Ferré, Guy Béart et aussi Serge Gainsbourg alors un quasi inconnu.

114389921En 1965, elle tint un rôle de premier plan dans le feuilleton télévisé Belphégor ou le Fantôme du Louvre. La même année, lors d’un dîner de têtes d’affiches organisé par un grand magazine populaire, elle se retrouva assise aux côtés de Michel Piccoli… et tomba amoureuse de l’acteur. Ils se marièrent en 1966. Le couple se sépara dix ans plus tard, en 1977.

Du 16 septembre au 23 octobre 1966, le TNP accueillit pour la première fois dans sa grande salle (2 800 places) du palais de Chaillot deux chanteurs : Juliette Gréco et Georges Brassens.

En 1968, elle inaugura la formule des concerts de 18h 30 au Théâtre de la Ville à Paris. Elle y interpreta l’une de ses plus célèbres chansons, Déshabillez-moi.

greco et brassensjpgAu début des années 1970, Juliette Gréco effectue de nombreuses tournées à l’étranger (notamment en Italie, en Allemagne, au Canada et au Japon), alors qu’en France, son succès semble marquer le pas.

De 1975 à 83, elle enregistra.

Elle fut faite Chevalier de la Légion d’Honneur le 23 octobre 1984. Elle retrouva son public de l’Olympia en 1991 et l’album live du concert fut édité par Philips.

Elle enregistra en 1993 un album des musiques de João Bosco, Julien Clerc, Gérard Jouannest et Caetano Veloso, (entre autres).
En octobre, un nouvel Olympia précéda une tournée. Elle retrouva l’Olympia en 2004.

Joannest et GrécoEn 2006 elle partit pour New York enregistrer un album avec des musiciens de jazz, qui paraît en France sous le titre Le Temps d’une chanson.

Le 10 mars 2007, les Victoires de la Musique la couronnèrent d’une « Victoire d’honneur » pour toute sa carrière.

Le 27 juillet 2011 elle donna le concert de clôture du festival de Valence accompagnée par son pianiste Gérard Jouannest ainsi que par un accordéoniste. Des centaines de spectateurs l’applaudirent et lui offrirent une longue ovation debout.

Juliette Gréco - Opening of the Wiener Festwochen (Vienna Festival) 2009En janvier 2012, elle sortit un nouvel album Ça se traverse et c’est beau…, un hommage à Paris.

Le dimanche 5 février 2012, à l’occasion de son 85e anni- versaire, elle fut la vedette de la soirée sur la chaîne Arte qui diffusa Juliette Gréco, l’insoumise le film docu- mentaire de Yves Riou et Philippe Pouchain (projeté au Rendez-vous with French Cinéma à New-York) suivi de son concert de 2004 à l’Olympia.

Le 12 avril 2012, Juliette Gréco reçut, des mains du maire, la Grande médaille de vermeil de la Ville de Paris. Bertrand Delanoë déclara : « Il était temps que sa ville lui dise merci. Juliette Gréco, c’est la Parisienne. La Parisienne d’aujourd’hui et la Parisienne qui incarne le temps de Paris qui ne passe jamais ». La chanteuse, qui a souvent représenté la France et Paris à l’étranger, répondit: « Je ne suis pas née à Paris, j’ai vu le jour à Montpellier. Mais j’ai été mise au monde ici. ».

Le 1er octobre 2013, Juliette Gréco n’a pas pu finir son concert sur la scène de l’espace Montgolfier à Davézieux, près d’Annonay : elle a été victime d’un malaise au bout de 45 minutes (source le Dauphiné Ardèche).

Gréco chante BrelLe 28 octobre 2013 sortit l’album Juliette Gréco chante Brel, réunissant 12 chansons du chanteur compositeur arrangées par le pianiste Bruno Fontaine et par le mari de la chanteuse, Gérard Jouannest.

Que je sache, Juliette chanta deux chansons ‘félines’: En 1971, elle chanta “Je me souviens des sarabandes infernales… sur les toits de Paris” dans “Lorsque j’étais chat” (Paroles de Pierre Couret et musique d’André Popp) et un poème de Charles Cros «Berceuse» sur la musique de Yani Spanos.

 

O gato e os cançonetistas – 4 – Le chat et les chansonniers – 4 – Les Frères Jacques


LES FRÈRES JACQUES

Les_freres_Jacques-21494625112005Les Frères Jacques, marcaram a história da canção francesa durante cerca de 40 anos. Não só pela excelência das suas interpretações mas sobretudo pela célebre faceta cénica. Gibões, collants, luvas e chapéus caracterizam-nos para sempre aos olhos do público, sem falar das suas encenações sabiamente coreo- grafadas para cada canção. Misturando comédia, humor e música, os Frères Jacques ocupam um lugar singular no repertório francês.

Foi em 1944 que os quatro compadres criaram o seu conjunto, não usando ainda o seu nome mítico. Compõe-se de dois irmãos, André e Georges Bellec, François Soubeyran e Paul Tourenne.

O quarteto Les Frères Jacques produziu-se de 1946 a 1982. O grupo interpretou canções de Prévert e de Kosma, de Serge Gainsbourg ou de Stéphane Golmann .

R MarcyLa queue du chat foi composta – letra e música – por Robert Marcy em 1947.

André e Georges Bellec eram oriundos de St Nazaire. As suas infância e adolescência decorreram na região da Vendeia. A família mudou-se para Bordéus em 1933. André estudou Direito e ins- creveu-se em paralelo no conservatório de Bordéus, para fazer teatr, e integrou-se numa companhia. Georges cantava canções picantes e desenhava. Frequentou as Belas Artes. Muito mais orientado para o jazz, abandonou o violino para o cornetim.

Chegada a guerra, André foi mobilizado. Georges, doente, foi dado incapaz para o serviço. 

François Soubeyran cresceu na casa familial, uma antiga olaria que era aberta e acolhia estranhas personagens vindas de todo o lado, entre as quais uma moça que formou um grupo coral onde François cantou. Na altura do Natal de 1944, una carta de Emmanuel Mounier contratou-o para Travail et Culture (TEC). François ali conheceu o seu grande amigo, Yves Robert. Cantou com ele em dueto, «progredindo no conhecimento do teatro», sem muito entusiasmo, e tentou dedicar-se a olaria. Ao partir para uma digressão Yves Robert deixou a François o desempenho do seu papel.

Yves-Robert 2Paul Tourenne vivendo em Paris, entrou em 1937 nos Correios, o que não o impediu de cultivar o seu amor pela música, com gaitas, harmónicas e outras guitarras havaianas e depois violino. Experimentou o canto e a harmonia. Paul sonhava com uma carreira de professor de canto. Na altura da guerra,tornou-se monitor da colónia de férias das crianças da rádio com quem formou um coral. Foi então enviado para o serviço artístico da rádio para formar um coral infantil. Com apenas 21 anos, Paul Tourenne tornou-se jovem contra-regra na Radiodifusão Nacional. Na altura da Libertação, regressou a Paris, no serviço artístico da Radiodifusão francesa.

Depois da Libertação, André e Georges Bellec foram para Paris. Georges voltou às Belas-Artes, pintando e tocando trompeta com Claude Luter. Em Novembro de 1944, André fut nomeado instrutor de arte dramática e administrador em Travail et Culture. Um dia, os dois irmãos encontrando-se por acaso na rua, falaram das suas vidas difíceis, e André alvitrou um projecto de montar um quarteto vocal: o guitarrista de jazz e cantor Teymour Nawab juntou-se-lhes, e Yves Robert, contactado mas com outros projectos falou-lhes de François Soubeyran.

88779A 26 de Maio de 1945, Travail et Culture propô um concurso de quarteto vocal, ainda sem nome: o parentesco era então na moda  – Marx Brothers, Mills Bro- thers, Andrews Sisters, Dolly Sisters, Sœurs Étienne –, porque não Irmãos (Frères)… «Les Frères Jacques», ex- clamou um técnico no estúdio. O nome lembra ao mesmo tempo a canção infantil Frère Jacques e «fazer o jacques, ou seja fazer o palhaço, era o que queríamos fazer com as canções.»

A 14 de Julho de 1945, os Frères Jacques apareceram pela primeira vez em público, durante uma gala radiodifundida desde os jardins do Palais Royal. A 1 de Agosto, fizeram a sua entrada na Comédie des Champs-Élysées e confirmaram o êxito radiofónico. E num serão, conheceram Francis Blanche, que em breve ia contribuir para a qualidade do seu repertório.

«Em 1945, os nossos primeiros autores, tais como Francis Blanche, Raymond Queneau e os compositores Francis Poulenc, Claude Arrieu, Maurice Thiriet e Pierre Philippe abriram-nos o caminho para o estilo que pressentíamos e que se concretizou definitivamente com a vestimenta criada por Jean-Denis Malclès

blanchequeneauEm Setembro, Léon Chancerel, propôs aos Frères Jacques uma digressão de dois meses na Alsácia liberada, com o seu repertório de canto e a peça de Molière Le médecin malgré lui. Georges Bellec juntou-se de novo ao grupo, e o quarteto ensaiou à cinco com Teymour Nawab.

No fim de Novembro, regressaram a Paris, sem contrato, mas continuando a ensaiar. Procuravam o seu estilo e o seu repertório.

jean-denis malcles-portraitintroNo princípio de 1946, Yves Robert e dois amigos convidaram os Frères Jacques a juntar-se-lhes na companhia que acabavam de criar para preparar um espectáculo. Foi quando ensaiaram sob a direcção de Pierre Philippe, pianista e compositor, enquanto o decorador Jean-Denis Malclès lhes confeccionou o seu primeiro traje com collants.

Ainda lhes faltava uma musicalidade própria, um estilo e um rigor no trabalho. A princípio, Pierre Philippe julgou-os severamente, mas soube os fazer trabalhar e ficou satisfeito com o resultado. Assim, ficou como o pianista do quarteto.

A 1 de Maio de 1946, uma gala dos Frères Jacques em La Baule conquistou um estrondoso sucesso. O quarteto orientou-se então definitivamente para a canção «mimada», em que as letras e a música não podiam abstrair-se da encenação. O seu primeiro repertório não se coibiu de pegar em grandes sucessos, que retrabalhavam à sua maneira, aos quais acrescentaram novas ou desconhecidas canções que iam tornar uns clássicos

Jacques Prévert e o seu gatoMalclès confeccionou-lhes trajes e acessórios: enfiou-lhes collants, gibões e luvas brancas, completando a silhueta com chapéus e bigodes variados. Esses elementos pouco variaram. A 31 de Dezembro de 1946, os Frères Jacques animaram a consoada do Cité-Club e ali estrearam as novas fatiotas, com gibões de cor cujas pontas vinham cobrir os collants todos negros, e que nunca mais deixaram : Georges Bellec de amarelo, Paul Tourenne de azul acinzentado muito claro, André Bellec de verde e François Soubeyran de vermelho.

O seu primeiro disco de 78 rotações saiu em 1948. Jacques Canetti, images 1o seu agente artístico conseguiu-lhes textos de Jacques Prévert e músicas de Joseph Kosma, que gravaram e que a rádio difundiu para além da esfera parisiense. Obtiveram o Grande Prémio do Disco em 1950 e 1958. Também cantaram com Édith Piaf e Brigitte Bardot.

Les Frères Jacques deram o seu último recital a 3 de Janeiro de 1982 no Teatro do Oeste parisiense. Cada membro do quarteto reformou-se então definitivamente.

Uma homenagem foi-lhes prestada no Casino de Paris a 12 e 13 de Janeiro de 1996, para a ocasião do quinquagésimo aniversário da sua criação, na presença de numerosos artistas.

O rabo do gato - letra

 

La queue du chat - Paroles

0004400631282_600Les Frères Jacques, ont marqué l’histoire de la chanson française pendant près de 40 ans. Non seulement par l’excellence de leurs interprétations mais surtout pour leur célèbre facette scénique. Justaucorps, collants, gants et chapeaux les caractérisèrent à jamais aux yeux du public, sans compter leurs mises en scène savamment chorégraphiées pour chaque chanson. Mêlant comédie, humour et musique, les Frères Jacques ont une place bien particulière dans le répertoire français.

C’est en 1944 que les quatre compères ont créé leur ensemble, ne s’appelant pas encore de leur nom mythique. Il était composé de deux frères, André et Georges Bellec, de François Soubeyran et de Paul Tourenne.

Le quatuor Les Frères Jacques se produisit de 1946 à 1982, Le groupe a interprété des chansons de Prévert et de Kosma, de Serge Gainsbourg ou de Stéphane Golmann .

220px-Robert_Marcy_septembre_2011La chanson La queue du chat fut composée en 1947 par Robert Marcy, paroles et musique.

André et Georges Bellec étaient de St Nazaire. Ils passèrent leur enfance et leur adolescence dans le marais vendéen. La famille s’installa à Bordeaux en 1933. André fit son droit et s’inscrivit en parallèle au conservatoire de Bordeaux, pour jouer la comédie, et s’intégra à une compagnie. Georges chantait des chansons grivoises et dessinait. Il fréquenta les Beaux-Arts. Étant beaucoup plus orienté vers le jazz, il abandonna le violon pour le cornet à pistons.

À l’arrivée de la guerre, André fut mobilisé. Georges, malade, fut réformé. 

robert_yves03François Soubeyran a grandi dans la maison familiale, une ancienne poterie qui était ouverte et accueillait d’étranges personnages venus de partout, dont une demoiselle ayant formé un chœur mixte dans lequel chante François. Vers Noël 1944, une lettre d’Emmanuel Mounier l’engagea à Travail et Culture (TEC). François y rencontra son grand ami, Yves Robert. Il chanta en duo avec lui, « progressant dans la connaissance du théâtre », sans enthousiasme, et essaya de se mettre à la poterie. Yves Robert partant en tournée laissa son rôle à François.

Paul Tourenne vivant à Paris, entra en 1937 aux PTT, ce qui ne l’empêcha pas de cultiver son amour de la musique, étoffé de pipeaux, d’harmonicas et autres guitares hawaïennes puis violon. Il s’essaya à chanter, harmonisa. Paul rêvait d’une carrière de professeur de chant. Lorsque la guerre éclata, Paul devint moniteur de la colonie de vacances des enfants de la radio avec lesquels il forma une chorale. Il fut alors propulsé au service artistique de la radio pour former une chorale enfantine. À tout juste 21 ans, Paul Tourenne se retrouva jeune régisseur à la Radiodiffusion Nationale. À la Libération, il retourna à Paris au service artistique de la Radiodiffusion française.

CLAUDE lUTERAprès la Libération, André et Georges Bellec montèrent à Paris. Georges retrouva les Beaux-Arts, peignant et jouant de la trompette avec Claude Luter. André, en novembre 1944, fut nommé instructeur d’art dramatique et administrateur à Travail et Culture. Un beau jour, les deux frères se croisant dans la rue par hasard, se parlèrent de leurs vies difficiles, et André évoqua le projet de monter un quatuor vocal : le guitariste de jazz et chanteur Teymour Nawab se joignit alors à eux, et Yves Robert, contacté mais ayant d’autres projets leur parle de François Soubeyran.

Le 26 mai 1945, Travail et Culture proposa le concours d’un quatuor vocal, qui n’a pas encore de nom : la mode était alors à la parenté – Marx Brothers, Mills Brothers, Andrews Sisters, Dolly Sisters, Sœurs Étienne –, pourquoi pas Frères… « Les Frères Jacques », lança un technicien en studio. Le nom rappelle à la fois la chanson enfantine Frère Jacques et « faire le jacques, faire le pitre, c’est ce qu’on voulait faire en montant des chansons. »

Le 14 juillet 1945, les Frères Jacques apparurent pour la première fois en public, lors d’un gala radiodiffusé depuis les jardins du Palais Royal. Le 1er août, ils firent leur entrée à la Comédie des Champs-Élysées et confirmèrent leur succès radiophonique. Et lors d’une soirée, ils rencontrèrent Francis Blanche, qui allait bientôt contribuer à la qualité de leur répertoire.

« En 1945, nos premiers auteurs, tels que Francis Blanche, Raymond Queneau et les compositeurs Francis Poulenc, Claude Arrieu, Maurice Thiriet et Pierre Philippe nous ont ouvert la voie au style que nous ressentions et qui s’est concrétisé définitivement avec l’apport du costume de Jean-Denis Malclès. »

Poulenc - Arrieu -Thiriet

En septembre, Léon Chancerel, proposa aux Frères Jacques une tournée de deux mois en Alsace libérée, avec leur tour de chant, ainsi que la pièce Le médecin malgré lui de Molière. Georges Bellec est revenu, et le quatuor répèta à cinq avec Teymour Nawab.

Les-Freres-Jacques-Les-Freres-Jacques-Chantent-Les-Poetes-Prevert-Ferret-Queneau-Gainsbourg-CD-Album-301847056_MLFin novembre, ils furent de retour à Paris, sans contrat, mais continuè- rent à répéter. Ils cherchaient leur style et leur répertoire. Début janvier 1946, Yves Robert et deux amis invitèrent les Frères Jacques à se joindre à la compagnie qu’ils venaient de créer pour préparer un spectacle. Ils répétèrent sous la direction de Pierre Philippe, pianiste et compo- siteur, tandis que le décorateur Jean- Denis Malclès leur confectionna leur premier costume avec collants.

Il leur manquait encore une musicalité propre, un style et une rigueur dans le travail. Pierre Philippe les jugea d’abord sévèrement, mais il sut les faire travailler et fut satisfait du résultat. Ainsi devint-il le pianiste du quatuor.

Le 1er mai 1946, un gala des Frères Jacques à La Baule remporte un immense succès. Le quatuor s’orienta alors définitivement vers la chanson « jouée », dans laquelle paroles et musique ne pouvaient se passer de mise en scène. Leur premier répertoire ne craignit pas de s’attaquer à de grands succès, qu’ils revoyaient à leur manière, auxquels ils ajoutèrent des chansons nouvelles ou inconnues et dont ils allaient faire des classiques.

502bbd32e68ea585Malclès leur confectionna les costumes et accessoires : il les moula dans des collants, des justaucorps et des gants blancs, et compléta leur silhouette par des chapeaux et moustaches divers. Ces éléments varieront peu par la suite. Le 31 décembre 1946, les Frères Jacques animèrent le réveillon du Cité-Club et étrennèrent pour l’occasion leurs nouvelles tenues, avec un gilet de couleur dont les pointes venaientt recouvrir le collant uniformément noir, et qui ne les quittera plus : Georges Bellec en jaune, Paul Tourenne en bleu-gris clair, André Bellec en vert et François Soubeyran en rouge.

jacques-prevert-et Joseph KosmaLeur premier disque en 78 tours sortit en 1948. Jacques Canetti, leur agent artistique, obtint des textes de Jacques Prévert et des musiques de Joseph Kosma, qu’ils enregistrèrent et que la radio fit connaître au-delà de la sphère parisienne. Ils obtinrent le Grand Prix du Disque en 1950 et 1958. Ils ont également chanté avec Édith Piaf et Brigitte Bardot.

Les Frères Jacques donnèrent leur dernier récital le 3 janvier 1982 au Théâtre de l’Ouest parisien. Chacun des membres du quatuor se retira alors définitivement.

Un hommage leur fut rendu au Casino de Paris les 12 et 13 janvier 1996, à l’occasion du cinquantième anniversaire de leur création, en présence de nombreux artistes.

 

Et alors? E depois?

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