O Gato e os cançonetistas – Juliette Gréco – le chat et les chansonniers


Vel-d-Hiv-.-Juliette-Greco-Ma-soeur-s-est-tue-a-jamaisJuliette Gréco, nasceu a 7 de Fevereiro de 1927 em Montpellier, France. O Pai, oriundo da Córsega, Gérard Gréco, comissário da polícia dos jogos, e a mãe, Juliette Lafeychine mãe oriunda de Bordéus em breve separaram-se. A criança passou os seus primeiros anos de vida em Bordéus., assim como a sua irmã mais velha, Charlotte, educadas pelos seus avós maternos.

Em 1933, a mãe levou-as duas irmãs para Paris, repartindo os seus tempos entre a cidade, o colégio de freiras onde estudava, e as férias na numa propriedade da família, 6a00e554e97d5c883401a73d7b2f29970dna região da Dordonha. Apaixonada pela dança Juliette, em 1939, é «petit rat» ou seja aprentiz bailarina da Ópera Garnier.

Por causa da Guerra, a família regressa à Dordonha. Foi ali que a sua mãe, pertencente à Resistência, foi detida pela Gestapo em 1943. As duas irmãs regressam a Paris mas são capturadas e presas em Fresnes. Juliette não será deportada por causa da sua idade, ao contrário da sua mãe e sua irmã mais velha, Charlotte, que foram encarceradas em Ravensbrück. Só regressariam da deportação em 1945, depois da libertação do campo pelo Exército Vermelho.

Juliette acabou por sair de Fresnes e, depois de recuperar os seus pertences na sede da Gestapo Francesa, no 16º bairro de Paris, encontrou-se sozinha, sem recursos «na mais bela avenida do mundo, a avenida Foch » com um bilhete de metro no bolso! Então, dirigiu-se à única pessoa que conhecia na capital, Hélène Duc, que fora a sua professora de francês em Bergerac e amiga da sua mãe. Sabia que Hélène habitava na rua Servandoni perto da igreja St-Sulpice. Esta acolheu-a de braços abertos na pensão onde residia.

-juliette-greco-et son chatEm 1945, no bairro de Saint-Germain-des-Prés, a dois passos, Juliette descobriu o fervilhar intelectual da margem esquerda (do Sena) e a vida política com a Juventude comunista. Hélène Duc mandou-a  tirar o curso de arte dramática de Solange Sicard. Juliette con- seguiu então alguns papéis no teatro como na peça «Victor ou les Enfants au pou- voir», em 1946 e trabalhou para uma emissão de rádio consagrada à poesia.

Juliette travou amizades com jovens artistas e intelectuais do bairro de Saint-Germain-des-Prés, entre os quais Anne-Marie Cazalis e Boris Vian. Foi numas das caves da rua Dauphine, O Tabu, que ela descobriu por acaso : o seu casaco que colocara no corrimão caira escada abaixo, e ali se situava uma grande cave abobadada inutilizada que o patrão chamava «o túnel». Juliette e seus amigos, Jean-Paul Sartre,19470411-Tabou Albert Camus, Boris Vian, Jean Cocteau, acham o lugar ideal para fazer música, dançar e discutir filosofia. Bastou uma semana para os curiosos  afluirem para observar esta nova e bizarra fauna baptizada existencialistas.

Juliette, tornada célebre musa de Saint-Germain-des-Prés sem ter feito nada de mais, decidiu então justificar a sua fama optando pela canção. Jean-Paul Sartre deu-lhe uma espécie de melopeia que escrevera para a sua peça de teatro Huis Clos e aconselhou-a a ir ter com o compositor Joseph Kosma para que este lhe volte a escrever a música, que não lhe agradava. Foi assim que Juliette interpretou a canção Rue des Blancs-Manteaux, obra nascida da pluma do chantre do existencialismo e de um compositor hábil na arte de escrever música para a poesia, nomeadamente a de Jacques Prévert.

Esta canção de Jean-Paul Sartre seria apenas uma do rico reportório cedido por muitos outros amigos e admiradores, e que ela cantaria na sua primeira apresentação pública em 22 de Junho de 1949, na reabertura do cabaré Le Bœuf sur le toit. Desde logo, Juliette  foi um sucesso junto dos frequentadores da vida nocturna parisiense, até pela combinação de uma forma de cantar sentida, com um toque sensual realçado pelo vestuário e pelos seus longos cabelos escuros.

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Nesse ano, conheceu Miles Davis por quem se apaixonou. Mas Miles não querendo impor-lhe uma vida nos EUA como esposa de um Negro americano, e ela não querendo abandonar a sua carreira em France, desistiram da sua relação e Miles regressou a Nova Iorque no fim de Maio.

Kosma et Gréco

Em 1951, Juliette recebeu o Prémio da Sociedade dos Autores e Compositores por Je hais les dimanches (letra de Charles Aznavour música de Florence Véran). Em 1952, partiu numa digressão no Brasil e nos EUA na revista April in Paris. Foi também em 1951 que ela gravou o seu primeiro single com a canção “Je suis comme je suis” escrita por Jacques Prévert e musicada por Joseph Kosma, que se tornaria um clássico do seu reportório. Em 1952 saiu em digressão pelo Brasil e EUA e, após o seu regresso, fez uma digressão também pela França onde a sua forma de cantar e presença em palco atrairam muito público.

Conheceu o artista Philippe Lemaire durante as filmagens da película Quand tu liras cette lettre de Jean-Pierre Melville e casou com ele a 23 de Junho de 1953. Tiveram uma filha, Laurence-Marie, a 24 de Março de 1954. Divorciaram-se em 1956.

Gr]eco e Brassens

O Olympia verá a sua consagração em 1954. É nesta época que conheceu Georges Brassens de quem canta “Chanson pour l’auvergnat” e Jacques Brel de quem canta “Le Diable“.

Juliette voltou a Nova Iorque onde interpretou os maiores autores franceses perante Americanos muito entusias- mados. Hollywood a cobiçou. Conheceu o produtor Danyl Zanuck nas filmagens de the Sun Also Rises de Henry King, em 1957. Passou a viver com Zanuck e até 1961, representou em algumas das suas produções tais como  : The Roots of Heaven, de John Huston, 1958, Crack in the Mirror de Richard Fleischer, 1960, filmes onde contracenou com Orson Welles. Em 1961, com o filme de aventura The Big Gamble de Fleischer terminou a sua carreira « hollywoodesca », em coincidência com o fim da sua relação com Darryl Zanuck.

Em França, descobriu e divulgou novos talentos, que convidou para escreverem algumas das suas canções. É assim que ficaram conhecidos nomes como Serge Gainsbourg (“La Javanaise”) ou Léo Ferré (“Jolie Môme“).

Gainsbourg et Greco

Em 1965, alcançou o auge da fama ao desempenhar um  papel de pri- meiro plano na série televisiva Bel- phégor o Fantôme du Louvre. Todavia entrou numa profunda de- pressão e tentou  suicidar-se. Recupe- rada, retomou a carreira em pleno e em 1966 actuou no Théâtre National de Paris com o seu amigo Georges Brassens, que muito admirava.

Em 1967, casou-se com Michel Piccoli, que seria seu marido até 1977. Ainda em 1967, France, Saint-Paul de Vence : Michel Piccoli and Juliette Grecogravou “La chanson des vieux amants” de Jacques Brel. Em 1968, inaugurou as sessões das 18:30 no Théâtre de la Ville  cantando «Déshabillez-moi», uma das suas mais famosas canções, com uma interpretação em que ressalta o seu lado mais sensual.

Prosseguiram as suas digressões pelo país e pelo estrangeiro, nomea- damente pela Alemanha e pelo Japão, sempre com grandes sucessos reforçados por uma notável presença em palco. Em 1989 casou-se com o seu pianista e orquestrador Gérard Jouannest, que havia trabalhado durante anos com Jacques Brel.

Juliette_Greco073Em 1984, o governo francês outorgou-lhe a Légion d’honneur. Gravou em 1993 um álbum com músicas de João Bosco, Julien Clerc, Gérard Jouannest e Caetano Veloso, (entre outros).

Prosseguindo num intenso ritmo de actuações, veio a Lisboa cantar em Janeiro de 2001, mas em Maio teve um problema cardíaco durante um concerto em Montpellier. Recuperada, retomou as digressões.

Em Fevereiro de 2004, já com 77 anos de idade, obteve um novo êxito no Olympia, onde reencontrou uma vez mais o seu público fiel.

Imparável, editou em Dezembro de 2006 um novo álbum intitulado “Le temps d’une chanson“, onde incluiu várias canções que cantou ao longo da sua carreira.

A 10 de Março de 2007, as Victoires de la Musique outorgaram-lhe uma « Victoire d’honneur » pela sua carreira.

A 27 de Julho de 2011, Juliette deu um concerto de encerramento do festival de Valence acompanhada pelo seu pianista Gérard Jouannest e um acordeonista. Centenas de espectadores aplaudiram e ofereceram-lhe uma longa ovação de pé.

Em Janeiro de 2012, saiu um novo álbum Ça se traverse et c’est beau…, uma homenagem à Paris. A 5 de Fevereiro de 2012, para o seu 85º aniversário,foi a vedeta do serão noprograma de televisão franco-alemão Arte que transmitiu Juliette Gréco, l’insoumise o documentário de Yves Riou e Philippe Pouchain (projectado na rubrica Rendez-vous with French Cinéma à New-York) seguido da recita de 2004 no Olympia.

c96a2d54985045c6b478f56c03d74dd43fe34b83A 12 de Abril de 2012, Juliette Gréco recebeu, das mãos do presidente da Câmara, a Grande medalha de prata dourada da Cidade de Paris. Bertrand Delanoë declarou : « Já era tempo a sua cidade agradecer-lhe. Juliette Gréco, é a Parisiense. A Parisiense de hoje e a Parisiense que encarna o tempo de Paris que nunca acaba ». A cantora, que frequentemente representou a França e Paris no estrangeiro, respondeu : « Não nasci em Paris, vi a luz em Montpellier. Mas desabrochei para o mundo aqui. ».

A 1 de Outubro de 2013, Juliette Gréco não conseguiu terminar a sua recita na cena do espaço Montgolfier em Davézieux, perto de Annonay : ela sentiu-se mal depois de 45 minutos, relata o jornal Le Dauphiné.

51HIaz+ld8L._SL500_AA300_A 28 de Outobro de 2013 saiu o álbum Juliette Gréco chante Brel, reúne 12 canções do cantor compositor arranjada pelo pianista Bruno Fontaine e pelo marido da cantora, Gérard Jouannest.

Juliette cantou, que eu saiba, duas canções ‘felinas’: En 1971, cantou “Je me souviens des sarabandes infernales… sur les toits de Paris” em “Lorsque j’étais chat” (Letra de Pierre Couret e música de André Popp) e um poema de Charles Cros «Berceuse» com música de Yani Spanos.

Cantiga de embalar

 

Berceuse - Charles Cros

Juliette Gréco, est née le 7 février 1927 à Montpellier d’un père d’origine corse Gérard Gréco, commissaire de la police des jeux, et d’une mère bordelaise, Juliette Lafeychine. Ses parents étant séparés, ses grands-parents maternels l’élevèrent à Bordeaux avec sa sœur aînée Charlotte. Leur mère les a rejoint en 1933 et les emmena toutes les deux à Paris.

tumblr_le1tqnzhs51qarjnpo1_500Passionnée de danse, Juliette, en 1939, fut petit rat à l’Opéra Garnier. La guerre ayant éclaté, la famille retourna dans le sud-ouest de la France (en Dordogne). C’est là que sa mère s’engagea dans la Résistance et se fit arrêter en 1943. Les deux sœurs rejoignirent Paris mais furent à leur tour capturées et emprisonnées à la maison d’arrêt de Fresnes. Elle ne sera pas déportée à cause de son jeune âge, contrairement à sa mère et sa sœur aînée Charlotte qui seront envoyées à Ravensbrück. Elles ne reviendront de déportation qu’en 1945, après la libération du camp par l’Armée rouge.

Juliette fut libérée de Fresnes et, après avoir récupéré ses affaires au siège de la Gestapo française dans le 16e arrondissement de Paris, elle se retrouva seule et sans ressources « sur l’avenue la plus belle du monde, l’avenue Foch » avec un ticket de métro en poche! Elle se rendit alors chez la seule personne de sa connaissance résidant dans la capitale, Hélène Duc, qui avait été son professeur de français à Bergerac et une amie de sa mère. Elle savait qu’Hélène habitait rue Servandoni, près de l’église Saint-Sulpice. Celle-ci la logea dans la pension où elle-même demeurait et la prit en charge.

8637065704_2185e7a95d_oLe quartier de Saint-Germain-des-Prés est à deux pas de là et, en 1945, Juliette découvrit le bouillonnement intellectuel de la rive gauche et la vie politique à travers les Jeunesses communistes. Hélène Duc l’envoya suivre les cours d’art dramatique dispensés par Solange Sicard. Juliette décroche quelques rôles au théâtre (Victor ou les Enfants au pouvoir en novembre 1946 et travailla dans une émission de radio consacrée à la poésie.

Juliette noua des relations amicales avec de jeunes artistes et intellectuels du quartier de Saint-Germain-des-Prés, dont Anne-Marie Cazalis et Boris Vian. C’est dans l’une des caves de la rue Dauphine, Le Tabou – qu’elle découvre par hasard grâce à son manteau qu’elle avait posé sur la rampe et qui était tombé en bas d’un escalier conduisant à une grande cave voûtée inutilisée que le patron appelait « le tunnel ». Juliette et ses copains trouvent l’endroit idéal pour y faire de la musique et danser tout en discutant de philosophie. Il suffit d’une semaine pour que les curieux viennent en nombre pour observer cette nouvelle et bizarre faune baptisée existentialistes.

EPSON scanner imageJuliette, devenue la célèbre muse de Saint-Germain-des-Prés sans avoir rien accompli de probant, décida alors de justifier sa célébrité en optant pour la chanson. Jean-Paul Sartre lui confia une sorte de mélopée qu’il avait écrite pour sa pièce de théâtre Huis clos et lui conseilla d’aller voir le compositeur Joseph Kosma pour que celui-ci en réécrive la musique qu’il ne trouvait pas réussie. C’est ainsi que Juliette interprèta la chanson Rue des Blancs-Manteaux, œuvre née de la plume du chantre de l’existen- tialisme et d’un compositeur rompu à l’art de mise en musique de la poésie (notamment celle de Jacques Prévert).

Miles-Davise-Juliette-GrecoEn 1949, disposant d’un riche répertoire, Juliette Gréco participa à la réouverture du cabaret Le Bœuf sur le toit. Elle rencontra alors Miles Davis dont elle tomba amoureuse. Miles, ne voulant pas lui imposer une vie aux USA en tant qu’épouse d’un noir américain, et elle ne voulant pas abandonner sa carrière en France, ils se séparèrent et Miles rentra à New York à la fin du mois de mai. En 1951, elle reçut le prix de la SACEM pour Je hais les dimanches. En 1952, elle partit en tournée au Brésil et aux États-Unis dans la revue April in Paris. En 1954, elle chanta à l’Olympia.

Elle rencontra le comédien Philippe Lemaire, sur le tournage du film Quand tu liras cette lettre de Jean-Pierre Melville et l’épousa le 25 juin 1953. Ils eurent une fille Laurence-Marie le 24 mars 1954 et divorcèrent en 1956.

Darryl ZanuckElle repartit pour New York et ses interprétations des plus grands auteurs français enthousiasmèrent les Américains. Hollywood la courtisa. Elle rencontra le producteur Darryl Zanuck sur le tournage du film Le soleil se lève aussi d’Henry King en 1957. Dès lors, vivant en couple avec Zanuk, elle tourna dans quelques- -unes de ses productions jusqu’en 1961, notamment : Les Racines du Ciel, (1958, John Huston), Drame dans un miroir (Richard Fleischer, 1960), films dans lesquels elle partage l’affiche avec Orson Welles. En 1961, avec le film d’aventure Le Grand Risque de Fleischer s’acheva sa carrière « hollywoodienne », en même temps que sa relation avec Darryl Zanuck.

Au début des années 1960, elle revint à la chanson et ne la quitta plus. Elle chanta (notamment), Jacques Brel, Léo Ferré, Guy Béart et aussi Serge Gainsbourg alors un quasi inconnu.

114389921En 1965, elle tint un rôle de premier plan dans le feuilleton télévisé Belphégor ou le Fantôme du Louvre. La même année, lors d’un dîner de têtes d’affiches organisé par un grand magazine populaire, elle se retrouva assise aux côtés de Michel Piccoli… et tomba amoureuse de l’acteur. Ils se marièrent en 1966. Le couple se sépara dix ans plus tard, en 1977.

Du 16 septembre au 23 octobre 1966, le TNP accueillit pour la première fois dans sa grande salle (2 800 places) du palais de Chaillot deux chanteurs : Juliette Gréco et Georges Brassens.

En 1968, elle inaugura la formule des concerts de 18h 30 au Théâtre de la Ville à Paris. Elle y interpreta l’une de ses plus célèbres chansons, Déshabillez-moi.

greco et brassensjpgAu début des années 1970, Juliette Gréco effectue de nombreuses tournées à l’étranger (notamment en Italie, en Allemagne, au Canada et au Japon), alors qu’en France, son succès semble marquer le pas.

De 1975 à 83, elle enregistra.

Elle fut faite Chevalier de la Légion d’Honneur le 23 octobre 1984. Elle retrouva son public de l’Olympia en 1991 et l’album live du concert fut édité par Philips.

Elle enregistra en 1993 un album des musiques de João Bosco, Julien Clerc, Gérard Jouannest et Caetano Veloso, (entre autres).
En octobre, un nouvel Olympia précéda une tournée. Elle retrouva l’Olympia en 2004.

Joannest et GrécoEn 2006 elle partit pour New York enregistrer un album avec des musiciens de jazz, qui paraît en France sous le titre Le Temps d’une chanson.

Le 10 mars 2007, les Victoires de la Musique la couronnèrent d’une « Victoire d’honneur » pour toute sa carrière.

Le 27 juillet 2011 elle donna le concert de clôture du festival de Valence accompagnée par son pianiste Gérard Jouannest ainsi que par un accordéoniste. Des centaines de spectateurs l’applaudirent et lui offrirent une longue ovation debout.

Juliette Gréco - Opening of the Wiener Festwochen (Vienna Festival) 2009En janvier 2012, elle sortit un nouvel album Ça se traverse et c’est beau…, un hommage à Paris.

Le dimanche 5 février 2012, à l’occasion de son 85e anni- versaire, elle fut la vedette de la soirée sur la chaîne Arte qui diffusa Juliette Gréco, l’insoumise le film docu- mentaire de Yves Riou et Philippe Pouchain (projeté au Rendez-vous with French Cinéma à New-York) suivi de son concert de 2004 à l’Olympia.

Le 12 avril 2012, Juliette Gréco reçut, des mains du maire, la Grande médaille de vermeil de la Ville de Paris. Bertrand Delanoë déclara : « Il était temps que sa ville lui dise merci. Juliette Gréco, c’est la Parisienne. La Parisienne d’aujourd’hui et la Parisienne qui incarne le temps de Paris qui ne passe jamais ». La chanteuse, qui a souvent représenté la France et Paris à l’étranger, répondit: « Je ne suis pas née à Paris, j’ai vu le jour à Montpellier. Mais j’ai été mise au monde ici. ».

Le 1er octobre 2013, Juliette Gréco n’a pas pu finir son concert sur la scène de l’espace Montgolfier à Davézieux, près d’Annonay : elle a été victime d’un malaise au bout de 45 minutes (source le Dauphiné Ardèche).

Gréco chante BrelLe 28 octobre 2013 sortit l’album Juliette Gréco chante Brel, réunissant 12 chansons du chanteur compositeur arrangées par le pianiste Bruno Fontaine et par le mari de la chanteuse, Gérard Jouannest.

Que je sache, Juliette chanta deux chansons ‘félines’: En 1971, elle chanta “Je me souviens des sarabandes infernales… sur les toits de Paris” dans “Lorsque j’étais chat” (Paroles de Pierre Couret et musique d’André Popp) et un poème de Charles Cros «Berceuse» sur la musique de Yani Spanos.

 

O gato e os cançonetistas – 2 – Le chat et les chansonniers – 2


GEORGES BRASSENS,

o poeta que canta os gatos

  • BrassensGeorges Charles Brassens nasceu em Sète, a 21 de Outubro de 1921. Aluno pouco aplicado, gosta sobre- tudo ouvir discos e aprender inúmeras canções : Charles Trenet, Tino Rossi, Ray Ventura ou Mireille.
  • Com quinze anos, escreve as suas primeiras canções sobre músicas de Trenet e deixa-se influenciar pelo swing, este será o âmago do seu  universo musical.
  • Em 1936, Brassens faz depois da música, a outra descoberta da sua vida. Alphonse Bonnafé, professor de francês no colégio de Sète, fala de poesia com fervor e brio, o que cativa Georges.
  • Brassens faz asneiras de adolescente : em 1939, com outros jovens participa a um roubo de jóias: 15 dias de prisão suspensa. A sua reputação na cidade fica manchada. Para acalmar as coisas, os seus pais mandam-no para a casa de uma tia em Paris.
  • Brassens ali chega em Fevereiro de 1940. A tia Antonieta tem um piano que lhe proporciona praticar e improvisar algumas melodias. Brassens trabalha como aprendiz encadernador, depois como torneiro na Renault, em Boulogne-Billancourt. Mas a 3 de Junho de 1942, uma bomba cai sobre a fábrica e lança os operários no desemprego. Depois de dois meses de verão em Sète,
  • Brassens regressa a Paris. Doravante, a sua única actividade é a escrita. A la venvole, a sua primeira recolha de poemas data desse período. Durante dois anos, leva uma vida de boémia.
  • Em Fevereiro de 1943, o STO (Serviço do Trabalho Obrigatório) manda-o a Basdorf na Alemanha. Brassens aí trabalhou durante um ano, continuando à compor canções e travou fortes amizades. Entre outras, com Pierre Oteniente, Empregado do Tesouro Público que será mais tarde o seu secretário e homem de confiança.
  • A Joana.Em Março de 1944, dão-se licenças aos traba- lhadores franceses. E a oportunidade para desa- parecer depois das duas semanas de férias auto- rizadas em casa da sua tia, instala-se no impasse Florimont em casa de uma amiga desta sua tia, Jeanne Le Bonniec – que mais tarde home- nagearia nas duas composições: «La cane de Jeanne» e «Chez Jeanne».
  • Em 1945, Brassens compra a sua primeira viola e apura as suas primeiras canções: «Bonhomme», «Le mauvais sujet repenti» mais tarde gravadas em disco, quase sem retoques ; as músicas de «Brave Margot», «Le gorille» ou «Les croquants» já estão compostas.
  • Em 1947, Brassens conhece Joha Heiman, aliás «Püppchen», a sua companheira até aos últimos dias.
  • Em 1951, há um marco importante na sua carreira : actua em cabarets. Primeiro no Lapin Agile depois no Milord l’Arsouille. A sorte chega a 6 de Março de 1952, quando conhece Patachou. Convencida do talento de Brassens, ela aceita interpretar algumas das suas canções («Brave Margot», «Les bancs publics») mas incita-o a cantar ele mesmo.
  • Jacques Canetti, proprietário dos Trois Baudets, por sua vez entusiasma-se : oferece a Brassens um contrato para a estação, mas também o lançamento na casa Polydor de quatro discos em 78 rotações      («Le gorille» et «Le mauvais sujet repenti» ; «La mauvaise répu- tation» e «Le petit cheval» ; «Corne d’aurochs» e «Hécatombe», por fim «Le parapluie» e «Le Fossoyeur»).
  • Le TestamentO êxito mostra então a ponta do nariz e fica. Brassens actua no caba- ret os Trois Baudets. A seguir vêm um concerto no estrangeiro (Bruxelas a 19 de Maio) e uma digressão em trinta e seis cidades de França, por fim actua na sala parisiense de Bobino em Outubro.
  • Os anos Brassens co- meçaram. O Olympia, o primeiro Prémio da Academia Charles Cros, digressões na Suiça, em Maroccos, na Bélgica e em França confirmam o seu sucesso em 1954. Em 1955, Tunis, Alger, Bruxelles depois a França inteira terão a possibilidade de vê-lo ou revê-lo em palco. As gravações, as tournées e os anos desfilam, as passagens em Bobino e no Olympia sucedem-se.
  • Mas Brassens também experimenta o cinéma em 1956, actua e canta em Porte des Lilas de René Clair. Em 1964, escreve o emblemático «Les copains d’abord», para o filme Les copains, de Yves Robert.
  • Em 1973, Brassens desloca-se a Cardiff para um único concerto na University’s Sherman Theater, é gravado e em 74 é editado um disco live : In Great Britain.
  • Já é galardoado em 1967 com o Grande Prémio de Poesia da Academia Francesa, Brassens recebe em 75 o Grande Prémio da Cidade de Paris, e depois o  Prémio do disco , entregue por Jacques Chirac em 1976. 
  • A saúde de Brassens, que sofre há quarenta anos de cólicas nefríticas, já não o deixam continuar no ritmo desenfriado das tournées. Grava em 1976 um álbum duplo instrumental das suas canções com Moustache et les Petits Français. Finalmente, depois de seis meses de concertos a Bobino de Outubro de 1976 a Março de 1977, Brassens grava o seu último álbum dedicado às « canções da sua juventude » («Avoir un bon copain», «Le petit chemin», «Puisque vous partez en voyage»), em proveito da associação Perce-neige, fundada por Lino Ventura.
  • A 29 de Outubro de 1981, Brassens morre em Saint–Gély–du–Fesc, de cancro. Mas de vinte anos depois da sua morte, as palavras de Brassens continuam a ter êxito. Se calhar, é isso a poesia !
  • Os gatos ocupam em Brassens um espaço privilegiado, porque dão amor sem contar.

 «Tinha» gatos, mas não os «possuía», não lhes dava nomes, os gatos eram todos «O gato».

Não os chamava, os gatos vinham a ele, ou não, quando queriam.

Respeitava a sua independência.

P... da vida

A boa da Margot

Depois de ouvir esta canção, se clicar no video de «La mauvaise réputation» poderá ouvir o CD inteiro com muitos dos êxitos de Brassens.

Après l’écoute de Brave Margot, si vous cliquez sur la vidéo de «La mauvaise réputation», vous pourrez écouter le CD entier avec beaucoup des meilleurs succès de Brassens.

Brave Margot

P...de toi

GEORGES BRASSENS

le poète qui chante les chats

  • georges-brassens-by-bd2[160045]Georges Charles Brassens est né à Sète, le 21 octobre 1921. Pas très studieux, il aime surtout blaguer avec les copains, écouter des disques et apprendre les milliers de chansons : Charles Trenet, Tino Rossi, Ray Ventura ou Mireille.
  • A quinze ans, il écrit ses premières chansons sur des musiques de Trenet et se laisse influencer par le swing, celui-ci sera le cœur de son univers musical.
  • En 1936, Brassens a quinze ans et fait, après la musique, l’autre découverte de sa vie. Alphonse Bonnafé, professeur de français au collège de Sète, parle de poésie avec ferveur et brio, ce qui captive Georges.
  • Brassens fait des bourdes d’ado : en 1939, en compagnie d’autres jeunes il participe à un vol de bijoux : 15 jours de prison avec sursis. La réputation en ville en est ternie. Pour calmer l’affaire, ses parents l’envoient chez une tante à Paris.
  • Brassens y arrive en février 1940. La tante Antoinette possède un piano droit qui lui permettra de se faire la main et d’improviser quelques mélodies. Brassens travaille comme apprenti relieur, puis comme tourneur chez Renault, à Boulogne-Billancourt. Mais le 3 juin 1942, une bombe s’abat sur l’usine et contraint les ouvriers au chômage. Après deux mois à Sète pour l’été, Brassens revient à Paris. Sa seule activité, désormais, est l’écriture. A la venvole, son premier recueil de poèmes, date de cette période. Pendant deux ans, il mène une vie de bohème.
  • En février 1943, le STO (Service du Travail Obligatoire) l’envoie à Basdorf en Allemagne. Pendant un an, Brassens y travaille, continue à composer des chansons et noue de fortes amitiés. Entre autre, avec Pierre Oteniente, employé au Trésor Public qui sera ensuite son secrétaire et homme de confiance.
  • La JeanneEn mars 1944, des per- missions sont finale- ment accordées aux tra- vailleurs français. C’est le moment de s’éclipser. Après les deux semaines de congés autorisés chez sa tante, il s’installe im- passe Florimont chez une amie de celle-ci Jeanne Le Bonniec – plus tard il lui rendit hommage dans «La cane de Jeanne» et «Chez Jeanne».
  • En 1945, Brassens achète sa première guitare et peaufine ses premières chansons: «Bonhomme», «Le mauvais sujet repenti» qui sortiront plus tard en disque, presque inchangées ; les musiques de «Brave Margot», «Le gorille» ou «Les croquants» sont déjà composées.
  • En 1947, Brassens rencontre Joha Heiman, alias «Püppchen», sa compagne jusqu’aux derniers jours.
  • Puis en 1951, c’est le tournant capital dans sa carrière, il se produit dans les cabarets. D’abord au Lapin Agile puis au Milord l’Arsouille. La chance survient le 6 mars 1952, lorsqu’il rencontre Patachou. Convaincue du talent de Brassens, elle accepte d’interpréter certaines de ses chansons («Brave Margot», «Les bancs publics») mais le pousse à chanter lui-même.
  • Jacques Canetti, propriétaire des Trois Baudets, s’enthousiasme à son tour : il offre à Brassens un engagement pour la saison, mais également la publication chez Polydor de quatre disques 78 tours («Le gorille» et «Le mauvais sujet repenti» ; «La mauvaise réputation» et «Le petit che- val» ; «Corne d’aurochs» et «Hécatombe», enfin «Le parapluie» et «Le Fossoyeur»).
  • Le TestamentLe succès a pointé son nez et ne se démentira plus. Brassens se pro- duit aux Trois Baudets. Suivront un premier con- cert à l’étranger (Bru- xelles le 19 mai) et une tournée de trente-six villes en France, puis Bobino en octobre.
  • Les années Brassens ont commencé. L’Olympia, le Premier Prix de l’Académie Charles Cros, une tournée en Suisse, au Maroc, en Belgique et en France confirmeront sa réussite en 1954. En 1955, Tunis, Alger, Bruxelles puis la France entière auront l’occasion le voir ou revoir sur scène. Les disques, les tournées et les années défilent, les passages à Bobino et l’Olympia se succèdent.
  • Mais Brassens touche également au cinéma en 1956, jouant et chantant dans Porte des lilas par René Clair. En 1964, il écrit l’emblématique Les copains d’abord», pour le film Les copains, d’Yves Robert.
  • En 1973, Brassens se déplace à Cardiff pour un concert exceptionnel à l’University’s Sherman Theater, enregistré et en 74 sort un disque live : In Great Britain.
  • Déjà récompensé en 1967 du Grand Prix de Poésie de l’Académie Française, Brassens reçoit en 75 le Grand Prix de la Ville de Paris, puis le Prix du disque, remis par Jacques Chirac en 1976. 
  • La santé de Brassens, qui souffre depuis quarante ans de coliques néphrétiques, ne lui permet plus de poursuivre le rythme effréné des tournées. Il enregistre en 1976 un double album instrumental de ses chansons  avec Moustache et les Petits Français. Enfin, après six mois de concerts à Bobino d’octobre 1976 à mars 1977, Brassens enregistre son dernier album consacré aux « chansons de sa jeunesse » («Avoir un bon copain», «Le petit chemin», «Puisque vous partez en voyage»), au profit de l’association Perce-neige, fondée par Lino Ventura.
  • Le 29 octobre 1981, Brassens meurt à Saint–Gély–du–Fesc, des suites d’un cancer. Plus de vingt ans après sa mort, les mots de Brassens font toujours mouche. C’est peut-être ça, la poésie !

Les chats chez Brassens occupent une place de choix, parce qu’ils donnent de l’amour sans compter.

 Il «avait» des chats, mais ne les «possédait» pas, ne les prénommait pas, les chats étaient tous «Le chat».

Il ne les appelait pas, les chats venaient vers lui, ou pas, quand ils voulaient.

Il respectait leur indépendance.

Et alors? E depois?

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