Os gatos e a pintura 15 – Paul Klee – Les chats et la peinture 15


260px-Paul_Klee_1911Paul Klee foi um pintor alemão, nascido a 18 de Dezembro de 1879 em Munchenbuchsee, perto de Berna. Era oriundo de uma família de artistas, maioritariamente músicos, já que a sua mãe,  Ida Klee-Frick , suíça,  era cantora de ópera e seu pai, Hans Klee, alemão, ensinava  música no con- servatório de Berna. A sua avó materna iniciou-o, muito novo, à prática do desenho. Aprendeu também à tocar  violino com sete anos de idade. Uma grande parte dos seus desenhos da infância foram conservados e seleccionados logo em 1911 pelo próprio Klee que os inscreveu no catálogo das suas obras qualificando-os como desenhos « fantasistas ilustrativos ».

Em 1898, Paul entrou no atelier de Heinrich Knirr onde aprendeu o desenho figurativo. Em 1900, entrou na Academia das Belas-Artes de Munique onde praticou a técnica da gravura e da escultura.

Em 1900, o jovem artista travou amizade com a pianista Lily Stumpf  (1876-1946), filha de um médico de Munique, com quem ficou noivo em 1901 antes de deixar Munique para uma estadia na Itália com um colega de estudo, o escultor Hermann Haller. Ficou subjugado pelo charme da arte da Renascença. Em Berna, descobriu as obras de J-B Corot que admirou.

Paul Klee passou uns quinze dias em Paris, em 1905,  com Hans Boesch  e Louis Moilliet.Louis Moilliet. Ali conheceu os im- pressionistas, excep- to  Paul Cézanne e alguns contemporâneos modernos como Henri Matisse e André Durain. Admirava particularmente Édouard Manet, Claude Monet, Pierre Puvis de Chavanne, Auguste Renoir, mas também Francisco Goya e Diego Velasquez de quem viu umas obras no museu do Louvre e no do Luxemburgo. Regressou a Munique no final de 1906 para casar com Lily Stumpf de quem teve um filho, Félix, nascido em 1907 e falecido em 1990.

Felix Klee com Fritzi, Paul e a irmã Mathilde, Weimar 1922

Foi em 1917 que o artista ficou conhecido ao organizar numerosas exposições.Com jeito para a pedagogia, ensinou, a partir de 1920, no famoso Bauhaus de Weimar e depois na Academia das Belas-Artes de Düsseldorf. Foi expulso pelos Nacionais-Socialistas em 1933 e instalou-se então no cantão suíço, o Ticino.
paul-klee-chat-endormiEm 1935, foi atingido pela esclerodermia. A doença in- fluençou as últimas obras de Paul Klee onde exprimia o seu sofrimento e seu tor- mento (fundos muito traba- lhados, salpicados com traço negros) e até a angústia da morte em Explosão de Medo” e “Cemitério”.

Ao longo de toda a sua vida, Paul Klee teve gatos. Para ele, o gato era um deus extraviado na terra. Introduziu-os nas suas obras: desenhos, pinturas, poemas, fotografias. Transmitiu-nos gatos a caçar ao luar, gatos a sonhar com pássaros. Na sua tela ”Ídolo para os gatos da casa” (1924), representou uma cabeça de gato gigante.
Paul Klee era muito sensível às subtilezas e do carácter do gato.

Um gato engaiolado, que estranho!Cat and bird - Paul Klee
Lá fora, o pássaro voa.
O felino devora-o com os olhos.
Mas, se o gato o mira,
pode não ser para o comer,
mas por sonhar com a liberdade.

Descoberta de Paul Klee, Gato e Pássaro.

O pintor teve vários gatos na sua vida : primeiro, houve um gato cinzento chamado Nuggi quando estava a estudar. Também teve Mys, um gato de pelo escuro e comprido que Paul Klee fotografou em 1902. A seguir teve Fripouille (que também chamava Fritzy), um gato tigrado que pintou numa tela chamada “O Gato e o Pássaro”. Trata-se de uma caligrafia a cores representando um gato com um pássaro entre os olhos. Mas sem dúvida, aquele que mais contou, foi Bimbo, “o Anjo Blanco”, gato de raça que lhe ofereceram e que lhe serviu de modelo muitas vezes.

Klee,_Nocturne d'un port 1917Paul Klee era muito apegado aos seus gatos. Enquanto esteve na frente, durante a guerra de 1914, nunca deixou de pedir notícias de Fritzy na sua corres- pondência com a sua mulher.

Ele escreveu também dez cartas muito comoven- tes a Bimbo, o “Anjo Branco”, durante a sua estadia num sanatório.

O seu amigo, Ernst Ludwig Kirchner pintou o seu retrato acompanhado do Anjo Branco. Aliás, estava a pintar pela última vez o seu gato favorito quando Paul Klee soltou o seu último suspiro, a 29 de Junho de 1940, deixando inacabada uma tela intitulada “A Montanha do Gato Sagrado”.
Um livro interessante sobre as relações de Paul Klee com os gatos, intitulado “Os Gatos Cósmicos de Paul Klee” foi escrito por Marina Alberghini e publicado em 1993.

É grande mas este video está muito bem feito com narração em português.

Paul Klee fut un peintre allemand, né le 18 Décembre 1879 à Munchenbuchsee, près de Berne. Il est issu d’une famille d’Paul Klee - Autoportrait de face, la tête reposant sur la main, 1909 Aquarelle 2396 Collection privéeartistes, principalement des musiciens puisque sa mère,  Ida Klee-Frick, suissesse,  était cantatrice et son père, Hans Klee, allemand, ensei- gnait la musique au conser- vatoire de Berne. Sa grand-  mère maternelle l’initia très jeune au dessin. Il apprit également à jouer du violon à l’âge de sept ans. Ses dessins d’enfants ont été en grande partie conservés et sélectionnés dès 1911 par Klee lui-même qui les a inscrits dans le catalogue de ses œuvres en les qualifiant de dessins « fantaisistes illustratifs ».
En 1898, il intégra l’atelier d’ Heinrich Knirr où il apprit avec succès le dessin figuratif. En 1900, il entra à l’Académie des Beaux-Arts de Munich où il s’exerça à la technique de la gravure et de la sculpture.

En 1900, le jeune artiste se lia d’amitié avec la pianiste Lily Stumpf  (1876-1946), fille d’un médecin de Munich, avec laquelle il se fiança en 1901 avant de quitter Munich pour un séjour en Italie avec son camarade d’études, le sculpteur Hermann Haller. Il fut subjugué par le charme de l’art de la Renaissance. À Berne, il découvrit les œuvres de J-B Corot qu’il admira.

Il passa une quinzaine de jours en compagnie de Hans Boesch et Louis Moilliet à Paris, en 1905. Il y fit la connaissance des impressionnistes à l’exception de Paul Cézanne et de certains contemporains modernes comme Henri Matisse et André Durain. Il admira en particulier Édouard Manet, Claude Monet, Pierre Puvis de Chavanne, Auguste Renoir, mais aussi Francisco Goya et Diego Velasquez qu’il vit au musée du Louvre et à celui du Luxembourg . Il retourna à Munich à la fin de 1906 pour y épouser Lily Stumpf avec qui il eut un seul fils, Félix, né en 1907 et mort en 1990.

C’est en 1917 que l’artiste se fit connaitre en organisant de nombreuses expositions. Doué en pédagogie il enseigna, à partir de 1920, au Bauhaus de Weimar puis à l’Académie des Beaux-Arts de Düsseldorf. Il en fut chassé par les Nationaux-Socialistes en 1933 et s’installa dans le Tessin.

En 1935, il fut atteint de sclérodermie. La maladie influença les dernières œuvres de Paul Klee dans lesquelles il exprimait sa souffrance et son tourment (fonds très étudiés parsemés de traits noirs) voire l’angoisse de la mort dans “Explosion de Peur” et “Cimetière”.

Tout au long de sa vie, Paul Klee eut des chats. Pour lui, le chat est un dieu égaré sur la terre. Il en introduisit dans ses œuvres : dessins, peintures, poèmes, photographies. Il nous a transmis des chats qui chassent au clair de lune, des chats rêvant aux oiseaux. Dans sa toile ”Idole pour les chats de la maison” (1924), il représente une tête de chat géante.
Paul Klee était très sensible aux subtilités et à la finesse du caractère du chat.

Un chat en cage, quelle drôle d’image !1308858_orig
Dehors, l’oiseau vole.
Le félin le dévore des yeux.
Mais, si le chat le regarde,
ce n’est peut-être pas pour le manger,
mais parce qu’il rêve de liberté.

Découverte de Paul Klee, Chat et Oiseau.

Le peintre eut plusieurs chats dans sa demeure : tout d’abord, il eut un chat gris nommé Nuggi lorsqu’il était étudiant. Il eut aussi Mys, un chat à poil long foncé que Paul Klee photographia en 1902. Puis il eut Fripouille (qu’il appelait aussi Fritzy), un chat tigré qu’il peignit dans la toile intitulée “Le chat et l’oiseau”. Il s’agit d’une calligraphie  en couleurs mettant en scène un chat, un oiseau entre ses yeux.
Mais sans doute, celui qui compta le plus, fut Bimbo, “l’Ange Blanc”, chat racé qui lui fut offert et lui servit souvent de modèle.

Paul Klee était très attaché à ses chats. Lorsqu’il était au front, pendant la guerre de 1914, il ne manquait pas de demander des nouvelles de Fritzy dans sa correspondance avec son épouse.  
De même, il écrivit dix lettres très émouvantes à  Bimbo, l’Ange Blanc, lorsqu’il fut hospitalisé dans un sanatorium.
Son ami, Ernst Ludwig Kirchner a fait son portrait en compagnie de l’Ange Blanc. C’est d’ailleurs en peignant une ultime fois son chat favori que Paul Klee rendit son dernier soupir, le 29 Juin 1940, laissant la toile intitulée “la montagne du chat sacré”, inachevée.

Un livre intéressant sur les relations de Paul Klee et les chats, intitulé “Les chats cosmiques de Paul Klee” a été écrit par Marina Alberghini et publié en 1993.  

Malheureusement, je n’ai pas trouvé de version française à ce magnifique vidéo. À défaut de mieux, voici la version en anglais. C’est grand, mais ça vaut la peine!

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Os gatos e a pintura 6 – Francisco Goya – Les chats et la peinture 6 – Francisco Goya


Francisco Goya

_goya_autoportraitO mais original senão o mais sábio dos pintores da Espanha moderna, nasceu a 31 de Março de 1746, em Fuen- tesdetodos, no reino de Aragon. Há poucos elementos sobre os por- menores da sua vida. Aluno de Francisco Bayeu e de José Lusan, ainda jovem deslocou-se a Roma, e, em 1771 recebeu o segundo prémio de pintura proposto pela Academia de Parma. No seu regresso a Espanha, foi encarregado de compor modelos para a manufactura real de tapeçarias, e esses desenhos foram as primeiras obras que lhe trouxe a atenção pública, entre os quais O Combate de gatos. O talento que demonstrou, a incrível rapidez com que as executou, mereceram-lhe elogios de Raphael Mengs, director daquele projecto. A graça e o natural que demonstrava na pintura de cenas populares, género novo, onde se distinguiu constantemente, excitaram a admiração dos conhecedores. Goya - Combat de chats (1786)Em 1780, um belo quadro, o Cristo, valeu à Goya, a sua nomi- nação como membro da Academia de San-Fernan- do e como pintor do rei. Depois da morte de Carlos III, Goya foi também pro- tegido por Carlos IV; e os grandes senhores dessa corte corrompida, o conde de Benavente, e sobretudo a duquesa de Alba, trataram-no com honra. Até tornou-se amigo e pensionista da duquesa, e em breve serviu-a nos seus rancores e seus ciúmes.

Pintor e caricaturista, Goya produziu imenso. Os museus de Espanha possuem obras importantes da mão de Goya. Em Madrid, no museu del Rey, podem ver-se Os retratos equestres de Charles IV e da rainha Maria-Luisa, assim como a tela intitulada Dos de Mayo, vigorosa cena da invasão francesa. Citemos ainda, uma Maja, um Auto-da-fé, uma Procissão, a Corrida de touros e a Casa dos loucos (Academia nacional). O Museu do Louvre tem sete obras de Goya, o de Castres tem três telas entre as quais o auto-retrato com óculos de 1800.

goya.shootings-3-5-1808À partir de 1808, Napo- leão ocupou Madrid e afastou o rei enquanto o povo se revoltava. Goya lutou contra a guerra e nomeadamente gravou uma série de estampas para denunciar o horror do combate. No entanto, continuava atraído pelo liberalismo francês. Paci- fista, atacou tanto os invasores francês como os guerrilheiros espanhóis. Em 1819, gravemente doente, escapou de pouco à morte. Continuou a pintar auto-retratos e estampas enigmáticas. Há sentimento e verve no seu esboço, A Última Oração de um condenado. Em contra partida há uma encantadora vaidade em Las Manolas (Majas) en el balcón. Goya pintava como que preso do delírio de uma febre. Afecta, muitas vezes, o mais perfeito desdém; nele é, ao mesmo tempo, ignorância e preconceito. No entanto, este mestre bizarro, que parecia comprazer-se na fealdade, tinha um agudo sentido da graça feminina e das picantes atitudes das belas moças de Espanha.

EB BORDAS BA2397Goya deixou umas ex- celentes caricaturas. Há a Tauromaquia, sequên- cia de trinta e três pran- chas, vinte desenhos com o título de Cenas de invasão e por fim a sua obra-prima, os Ca- priccios, que se com- põem de oitenta gra- vuras incluindo o retrato do autor. As suas cari- caturas foram executa- das com aquatinta e retrabalhadas com água-forte. Combinando as duas técnicas, o artista alcançou resultados maravilhosos; a finura e a transparência do claro-obscuro atingem uma perfeição que quase faz pensar em Rembrandt. De toda a obra de Goya, a Biblioteca imperial só possui os Capriccios. Tem uma introdução num manuscrito de escassas páginas que dá a chave de alguns dos enigmas incluídos nesse precioso volume.

Goya_alba2Goya aliara-se aos interesses e as pequenas paixões da sua protectora, a duquesa de Alba. A duquesa e a rainha, ambas muito ocupadas em galantaria, entendiam-se muito bem, mas rivalidades e ciúmes não demo- raram a aparecer; Goya então perseguiu com a troça do seu lápis os amantes de Maria-Luísa, até a própria Majestade. Várias caricaturas tinham um cunho político hoje em dia difícil de abarcar, mas que a maldade dos con- temporâneos comentavam fa- cilmente. As outras são pintu- ras de costumes, e é sobre- tudo ali que a fantasia de Goya actua livremente. Gostava de representar as majas de Madrid com toda a sua graça provocante; também gostava das excursões no mundo fantástico e foi ali que triunfou. O seu lápis ágil criou todo um povo de demónios, cuja estranheza não tem comparação, tendo frequentemente um grande arrojo no desenho. Goya a levou muito longe a expressão. As suas composições são terríveis ou charmosas; poucas são medíocres. o duro génio da Espanha respira inteiramente nessas caricatures irritadas, nesses excessos do pensamento e do traço, e até nesses esboços poéticos, onde o sorriso mantém sempre algo sério e pensado. Em 1824, receando pela sua vida e a da sua família, Goya o liberal exilou-se em França, primeiro em Paris depois em Bordéus, onde pintou até à sua morte no ano seguinte, na noite de 15 para 16 de Abril de 1828, muito velho, muito triste e muito esquecido

De notar que o gato é muitas vezes presente nas suas composições, tanto em esboços e gravura — por vezes transformado em figuras fantásticas —, como nos retratos de corte onde figura como elemento secundário.

Capriccios

Goya -EnsayosGoya capricho 65¿Dónde_va_mamá

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Autorretrato_Goya_1815Le plus original sinon le plus savant des peintres de l’Espagne moderne, Fran- cisco Goya naquit le 31 mars 1746, à Fuentesdetodos, dans le royaume d’Aragon. On a peu de détails sur les événements de sa vie : élève de Francisco Bayeu et de José Lusan, il fit, jeune encore, le voyage de Rome, et remporta en 1771 le second prix de peinture proposé par l’Académie de Parme. À son retour en Espagne, il fut chargé de composer des modèles pour la manufacture royale de tapisseries, et ces dessins furent les premières œuvres qui attirèrent sur lui l’attention publique, dont le combat de chats.OLYMPUS DIGITAL CAMERALe talent dont il y fit preuve, la rapidité incroyable avec laquelle il les exécuta, lui méritèrent les éloges de Raphael Mengs, sous la direction de qui étaient placés ces travaux. La grâce et le naturel qu’il apportait dans la peinture des scènes populaires, genre nouveau, où il se distingua constamment, excitèrent l’admi- ration des connaisseurs. Une belle toile, le Christ, valut à Goya, en 1780, sa nomination de membre de l’Académie de San-Fernando et de peintre ordinaire du roi. Après la mort de Charles III, Goya fut également protégé par Charles IV ; et les grands seigneurs de cette cour corrompue, le comte de Benavente, et surtout la duchesse d’Albe, le traitèrent avec honneur. Il devint même l’ami et le pensionnaire de la duchesse, et bientôt il la servit tant dans ses rancunes comme dans ses jalousies.

459px-Francisco_de_Goya_y_Lucientes_067Peintre et caricaturiste, Goya pro- duisit un grand nombre d’œuvres importantes, occupant une place de choix dans les musées d’Espagne. À Madrid, au musée del Rey, on voit les Portraits équestres de Charles IV et de la reine Maria-Luisa, et le fameux tableau intitulé de Dos de Mayo, vigoureuse scène de l’invasion française. Citons également la Loge au Cirque des taureaux, les deux Majas (nue et vêtue) au musée national du Prado, un Auto-da-fé, une Procession, la Course de tau- reaux et la Maison de fous à l’Académie nationale. Le Musée du Louvre possède sept tableaux de Goya, celui de Castre en a trois dont l’autoportrait à lunettes.

À partir de 1808, Napoléon occupe Madrid et chasse le roi tandis que le peuple se révolte. Goya s’engage contre la guerre et grave notamment une série d’estampes pour dénoncer l’horreur du combat. Il reste néanmoins attiré par le libéralisme français. Pacifiste, il s’attaque autant aux envahisseurs français qu’aux guérilleros espagnols. Francisco Goya-598588En 1819, gravement malade, il échappe de peu à la mort. Il continue de peindre : auto- portraits et estampes énigmatiques. Il y a du sentiment et de la verve dans son ébauche, Dernière prière d’un con- damné. En revanche, il y a une coquetterie charmante dans Las Manolas (Majas) en el balcón. Goya peignait comme dans le délire de la fièvre. Il affecte souvent pour la forme le dédain le plus parfait ; chez lui, c’est à la fois ignorance et parti pris. Et cependant ce maître bizarre, qui semble se complaire dans la laideur, avait un vif sentiment de la grâce féminine et des piquantes attitudes des belles filles de l’Espagne.

Goya gato_acosado

Goya a laissé des caricatures d’un très-haut prix. Il nous reste de lui la Tauromaquia, suite de trente-trois planches, vingt dessins sous le titre de Scènes d’invasion et enfin son chef-d’œuvre, les Capriccios, qui se composent de quatre-vingts gravures y compris le portrait de l’auteur. Ses caricatures sont exécutées à l’a- quatinte et repiquées à l’eau-forte. En combinant ces deux procédés, l’artiste est arrivé à des résultats merveilleux ; la finesse et la transparence du clair-obscur y sont rendues avec une perfection qui fait presque songer à Rembrandt.

De toute l’œuvre de Goya, la Bibliothèque impériale ne possède que les Capriccios. Son exemplaire est précédé d’un manuscrit de quelques pages, qui donne la clef de plusieurs des énigmes que renferme ce précieux volume. Goya avait épousé les intérêts et les petites passions de sa protectrice, la duchesse d’Albe. La duchesse et la reine, fort occupées toutes deux de galanterie, s’entendaient très-bien, mais des rivalités, des jalousies, ne tardèrent pas à éclater ; Goya poursuivit alors de son crayon moqueur les amants de Maria-Luisa et sa Majesté elle-même. Plusieurs de ses caricatures ont un sens politique qu’il nous est déjà difficile de saisir, mais que la malignité des contemporains commentait aisément. Les autres sont des peintures de mœurs, et c’est là surtout que la fantaisie de Goya s’exerce librement. Il se plaît à représenter les majas de Madrid dans toute leur grâce provoquante ; il aime aussi les excursions dans le monde fantastique et c’est là qu’il triomphe. Son crayon facile a créé tout un peuple de démons, dont l’étrangeté n’a pas d’égale, et qui sont souvent d’une grande hardiesse de dessin. Goya a poussé très loin l’expression. Ses compositions sont terribles ou charmantes ; il en est peu de médiocres. Le dur génie de l’Espagne respire tout entier dans ces caricatures irritées, dans ces débauches de la pensée et de la ligne, et même dans ces poétiques croquis, où le sourire garde toujours quelque chose de sérieux et de réfléchi.  En 1824, craignant pour sa vie et celle de sa famille, Goya le libéral s’exile en France, d’abord à Paris puis à Bordeaux, où il peint jusqu’à sa mort l’année suivante, dans la nuit du 15 au 16 avril 1828, très vieux, très triste et très oublié.

Le chat est très souvent présent dans ses compositions, tant dans ses croquis et gravures — parfois transformé en figures fantastiques —, comme dans les portraits de cour où il figure comme un élément secondaire.

francisco-goya-la-laitiere-de-bordeaux        Vicente_López_Portaña_-_el_pintor_Francisco_de_Goya

Jovem e gato        Goya lavis

Goya sonhando prep       Sueño del autor

 

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

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