HISTÓRIAS DE GATOS – HISTOIRES DE CHATS – Alex Coutet et Ribet – 2


Em 4 de Agosto, coloquei no blogue essa «História de gatos», lamentando todavia não encontrar nenhuns elementos biográficos de Ribet, o ilustrador. Pois bem, há dias, recebi informações preciosas de um leitor, Yves Lecointre, a quem agradeço a gentileza) . Doravante sei o nome inteiro e encontrei a biografia de Renato Berti, em inglês seguindo o link fornecido pelo leitor. Arranjei agora tempo para a tradução em português e em francês numa versão mais curta.

Podem reencontrar o primeiro post com as «Histórias de Gatos» clicando aqui.

173Renato Berti nasceu a 26 de Outubro de 1884 em Pádua. Segundo filho de Giuseppe Marianno Pio Berti, dono fundador de uma das mais prestigiada fundição artística da cidade. A sua mãe pertencia a uma família rica e de grande cultura de Pádua.

Teve uma infância feliz na sua cidade natal. Bom aluno, foi na escola que revelou a sua paixão para o desenho. Foi nessa altura que a verdadeira inclinação pelas artes do rapaz se afirmou: Renato não perdia a mínima oportunidade para desenhar, copiar, observar a passava horas a colar motivos, letras, e imagens recortados dos jornais e revistas do seu pai num enorme caderno.

berti_rené-buste_de_femme~OMca7300~10000_20051109_PF5022_69Renato viveu de perto com o mundo das artes e, especialmente, com artes e ofícios devido ao contacto entre a indústria e os artistas. Também frequentou na sua juventude na loja de antiguidades de Pio Berti. Ali admirava peças de terracota, cerâmica, prata, jóias medalhas e telas e sobretudo o trabalho de peças orientais. Ali estudava as diferentes matérias e soluções gráficas que essas peças apresentavam de modo bastante ecléctico.

A morte do seu pai com apenas 59 anos no último dia de 1900 abalou a família e a senhora Berti decidiu levar a sua prole para Roma. Pouco se sabe desse período romano.

Tendo completado os seus estudos clássicos, Renato inscreveu-se na Scuola Libera del Nudo da Academia das Belas Artes. Renato viveu em Roma cerca de dez anos, estudando e copiando os grandes mestres de antanho. Depois regressou a Pádua.

berti_rené-portrait_de_jeune_femme~OM44d300~10471_20060703_03072006_179Mas Paris era o seu alvo. A Paris elegante, cosmopolita, na época em que desabrochava o impressionismo, onde ele visitou o Salão dos Independentes e o Salão do Outono, mas também admirou a arte nas galerias. Em resumo, ir a Paris era ir à capital da modernidade. Renato não demorou a introduzir-se nos círculos culturais e intelectuais. Pintou uma série de retratos, que foram todos expostos no Salon de la Société Nationale, os dois primeiros em 1911 e os outros em 1912.

Não tardou a granjear excelentes críticas nos principais jornais parisienses e nacionais, realçando a sua paleta de colorista. Passou a trabalhar como ilustrador para a revista La Vie Française, onde revelou a sua inclinação e fascinação para as artes gráficas orientais.

Entretanto Berti fora a Itália expor no primeiro salão de jovens artistas, em Nápoles, e recebeu uma medalha de bronze em 1912 do Ministério da Educação.

Mas desde 1910, Berti elegera Paris para a sua residência e alugara um andar onde estabeleceu a sua habitação e o seu estúdio durante mais de 30 anos, e onde produziu a maioria da sua obra.

Os primeiros anos em Paris foram duros, talvez por isso adoptou um nome francês, René Berti e mais tarde, como ilustrador assinou Ribet. Rebentou a Grande Guerra e Berti combateu primeiro como voluntário em França, em Argonne, e depois foi chamado em 1916 para o exército italiano, em Pádua. Foi gravemente ferido em Monfalcone, o que o levou a vários períodos de convalescença e regresso ao serviço até ao fim do conflito. Depois da guerra, executou inúmeros retratos e também aceitou encomendas de naturezas mortas e cenas com animais.

Nature morte à la cafetière

Regressou ao seu estúdio parisiense, lar e refúgio, mas encontrou a sua inspiração nas grandes avenidas cheias de gente e nos pequenas aldeias típicas francesas que lhe serviram de modelo para ilustrações de cartazes.

Exposições, ilustrações de cartazes e de livros para crianças: Berti aliava a arte decorativa à pintura e participou na exposição no Salão de Bagatelle com 85 artistas. A sua Nature morte com frutta foi aclamada pela crítica.

Fez temporadas em várias estações na moda: Le Croisic, Bruges, Bandol, Douai. Depois no Massif Central e na Ile de France pintou telas e preencheu cadernos de esquiços onde anotava em traço solto e vivo figuras, paisagens e cenas locais.

Em 1925, na Société Nationale des Beaux-Arts, Berti apresentou Bruges la nuit, Terrasse au Bord de l’eau aux Tuileries e uma tela intitulada Intimité.  De novo em Paris pintou uma série de cenas parisienses, de mais pequeno formato, onde Berti usou pinceladas leves, cores claras, um olhar mais fresco, para imortalizar alguns dos mais famosos e típicos lugares da capital: Pigalle, pontes sobre o Sena, jardins e ruas nos arredores da École des Beaux-Arts, o Bairro Latino e os grandes parques parisienses.

Ribet 4A sua obra como ilustrador para crianças e outros livros marcou um capítulo importante na vida artística do pintor de Pádua.  A editora Laville, de Paris, publicou em 1927 uma série de edições bilingues de Das Lied von der Glocke, de Friedrich Schiller, em francês e alemão ilustradas com 16 desenhos a preto e branco de Berti. O mesmo estilo encontra-se nas clássicas histórias maravilhosas para crianças ilustradas por Berti, como La Biche au Bois, la Belle au cheveux d’or, Les Aventures de Polichinelle de Marie-Catherine d’Aulnoy e também Histoires de Chiens e Histoires de Chats, Les Grandes Chasses com textos de Alex Coutet, todos publicados pela editora de Tolosa B. Sirven.  Em 1928, a Société Nationale des Beaux-Arts apresentou La maison du charron (Vicenza), e no ano seguinte Ritratto de Jean Huré e La place aux fruits à Padoue, o último tributo a sua cidade natal.  Um tributo exposto em 1930 no Palácio do Capitanio em Pádua.  En 1929, na sala de chá do Salão, o público parisiense admirou um Espanhol armé d’un fusil e hóspede.

Berti fez frequentes estadias na Itália, mas sempre regressava ao seu e stúdio em Paris onde tinha de preparar exposições e realizar encomendas. 

Aparentemente nada influenciado pela voga vanguardista europeia, Berti continuou a dedicar a sua atenção à vida real confirmada pelos seus estudos da luz, do movimento e a cromia, e expôs os seus retratos, paisagens, cenas citadinas, naturezas mortas e cenas de corridas de cavalos nas paredes do Grand Palais.

Todavia, a saúde do pintor era frágil e ele visitava amiúde a costa procurando ganhar os benefícios do ar marítimo. As suas últimas exposições em França foram, em 1938, na Société Nationale des Beaux-Arts e no Salon de l’Hippique, onde os seus óleos e as suas aguarelas do mundo das corridas de cavalos atiraram a atenção da imprensa inglesa: “as pinturas equestres de René nas corridas de Auteuil estão cheias de movimento” escreveu o Daily Mirror.  Os últimos meses de 1938, foram frenéticos com prazos de entrega de obras, mas em especial, com a organização do envio das suas pinturas a Itália para a exposição em Vicenza.  No princípio de 1939, Berti conseguiu mandar as suas pinturas para a casa da sua irmã na Riviera Berica, fechar o seu estúdio e partir para a Itália. Renato Berti não sabia então que nunca mais regressaria a Paris. A exposição de Vicenza no elegante Palazzo Brunello, onde permanecia o Príncipe Umberto, foi um grande sucesso, mas foi a última. De facto, Renato Berti saboreou esse último triunfo na sua terra natal, Itália. Poucos meses depois do fim da exposição, morreu na madrugada de 24 de  Setembro de 1939 no hospital civil de Vicenza onde entrara dias antes por causa de uma infecção.

Ribet affiches

Le 4 août dernier, j’ai placé dans ce blog «Histoire de chats», lamentant toutefois ne pas trouver le moindre élémentbiographique de Ribet, l’illustrateur. Or, il y a quelques jours, j’ai reçu de précieuses informations de la part d’un lecteur, Yves Lecointre ( dont je salue la gentillesse ). Dorénavant, sachant le nom, j’ai trouvé la biographie de Renato Berti, em inglês, suivant le lien offert par ce lecteur. J’ai enfin trouvé le temps pour traduire en portugais et en français une version plus courte.

Aqui as têm e podem reencontrar o primeiro post com as «Histórias de Gatos» clicando aqui.

Renato Berti est né le 26 octobre 1884 à Padoue, en Italie. Second fils de Giuseppe Marianno Pio Berti, propriétaire fondateur d’une des plus prestigieuses fonderies artistiques de la ville. Sa appartenait à une famille riche et cultivée de Padoue.

PadovaRenato eut une enfance heureuse dans sa ville natale. Bon élève, c’est à l’école que se révéla sa passion pour le dessin.

Le véritable penchant du garçon pour les arts s’affirma: Renato ne perdait pas la moindre occasion pour dessiner, copier, observer. Il passait des heures à coller des motifs, des lettres et des images découpés dans les journaux et revues de son père dans un énorme cahier.

Renato a vécu proche du monde des arts et, spécialement, des arts et métiers à cause du contact entre l’industrie et les artistes. Il fréquentait beaucoup dans sa jeunesse le magasin d’antiquité dont son père, était le propriétaire. Il y admirait des objets de terre cuite, en céramique, en argent, des bijoux, des médailles et des toiles et surtout le travail d’art oriental. Il étudiait les différentes matières et solutions graphiques que ces objets lui montraient de façon assez éclectique.

La mort de son père à seulement 59 ans le dernier jour de l’année 1900, ébranla la famille et madame Berti décida d’emmener ses enfants à Rome. On sait peu de cette période romaine.

72Ayant terminé ses études se- condaires, Renato s’inscrivit à la Scuola Libera del Nudo de l’Académie des Beaux-Arts.

Renato vécut à Rome une dizai- ne d’années, étudiant et copiant les grands maîtres d’antan. En- suite, il retourna à Padoue.

Mais Paris était son but. Le Paris élégant, cosmopolite, à l’époque où fleurissait l’Impressionnisme, où il visita le Salon des Indé- pendants et le Salon d’Automne, mais il admira aussi l’art des galeries. En somme, se rendre à Paris était aller à la capitale de la modernité. Renato ne tarda pas à s’introduire dans les cercles cul- turels et intellectuels. Il peignit une série de portraits, qui furent tous exposés au Salon de la Société Nationale, deux en 1911 et deux autres en 1912.

Bientôt il reçut d’excellentes critiques dans les principaux journaux parisiens et nationaux, soulignant sa palette de coloriste. Il commença á travailler comme illustrateur pour la revue La Vie Française, où il révéla son engouement pour les arts graphiques orientaux.

Berti se rendit entretemps en Italie pour exposer au premier salon de jeunes artistes à Naples et reçut une médaille de bronze en 1912 du Ministère de l’Education.

Mais depuis 1910, Berti avait élu Paris comme résidence et loué un logis où il s’installa et aménagea un studio pendant plus de 30 ans, où il produisit la majeure partie de son œuvre.

Les premières années à Paris furent dures, peut-être est-ce pour cela qu’il adopta un nom français, René Berti, et, plus tard, comme illustrateur il signa Ribet. Déflagra la Grande Guerre et Berti combattit d’abord comme volontaire en France, à Argonne, puis il fut appelé en 1916 par l’armée italienne, à Padoue. Il fut grièvement blessé à Monfalcone, ce qui en suivit furent plusieurs périodes de convalescence et retour au service jusqu’à la fin du conflit. Après la guerre, il exécuta de nombreux portraits acceptant aussi des commandes de natures mortes et de scènes animalières.

Retournant à son studio parisien, foyer et refuge, il trouva son inspiration dans les grandes avenues très peuplées et les petits villages français typiques qui lui servaient de modèle pour illustrer des affiches.

la-biche-au-bois-de-mme-d-aulnoy-994161477_MLExpositions, illustration d’affiches et de livres pour enfants: Berti alliait l’art décoratif à la peinture et participa à l’exposition du Salon de Bagatelle avec 85 artistes, où sa Nature morte com frutta fut acclamée par la critique.

Il fréquenta plusieurs stations à la mode: Le Croisic, Bruges, Bandol, Douai. Puis le Massif Central et l’Ile de France, où il peignit des toiles et remplit des carnets d’esquisses où il notait d’un trait vif et léger des figures, des paysages et des scènes

En 1925, à la Société Nationale des Beaux-Arts, Berti montra Bruges la nuit, Terrasse au Bord de l’eau aux Tuileries et une toile intitulée Intimité.  De nouveau à Paris, Berti y peignit une série de scènes parisiennes, de plus petit format, où il donna des coups de pinceau légers, utilisant des couleurs claires, un regard plus frais pour immortaliser quelques-uns des plus fameux et typiques endroits de la capitale: Pigalle, ponts sur la Seine, jardins et rues autour de l’École des Beaux-Arts, le Quartier Latin et les grands parcs parisiens.

Image To PDF Conversion ToolsSon œuvre comme illustrateur pour enfants et autres livres marqua un chapitre important de la vie artistique du peintre de Padoue.  La maison d’édition Laville, de Paris, publia en 1927 une série de éditions, bilingues de Das Lied von der Glocke de Friedrich Schiller en français et en allemand illustrées par 16 dessins en noir et blanc de Berti.

Le même style se retrouve dans les classiques histoires merveilleuses pour enfants illustrées par Berti, comme La Biche au Bois, la Belle aux cheveux d’or, Les Aventures de Polichinelle de Marie-Catherine d’Aulnoy et aussi Histoires de Chiens e Histoires de Chats, Les Grandes Chasses, textes d’Alex Coutet, tous publiés par la maison d’édition de Toulouse B. Sirven. En 1928, la Société Nationale des Beaux-Arts montra La maison du charron (Vicenza), e l’année suivante Ritratto de Jean Huré et La place aux fruits à Padoue, le dernier tribut à sa ville natale.  Un tribut exposé en 1930 au Palais du Capitanio à Padoue.  En 1929, au salon de thé du Salon, le public parisien admira un Espagnol armé d’un fusil et un hôte. Berti séjournait souvent en Italie, mais revenait toujours à son studio de Paris où il devait préparer ses expos et réaliser des commandes.

Ribet 3Apparemment en rien influencé par la vogue avant-gardiste européenne, Berti continua à tourner son attention vers la vie réelle, confirmée par ses études de la lumière, du mouvement et de la chromie, et exposait ses portraits, paysages, scènes citadines, natures mortes et scènes de courses de chevaux aux murs du Grand Palais.

Cependant, la santé du peintre était fragile et il allait sur la côte chercher les bénéfices de l’air maritime. Ses dernières expositions en France eurent lieu en 1938 à la Société Nationale des Beaux-Arts, et au Salon de l’Hippique, où se huiles et ses aquarelles du monde des courses attira l’attention de la presse britannique: “les peintures équestres de René aux courses d’Auteuil sont pleines de mouvement”, a écrit le Daily Mirror.  Les derniers mois de 1938, furent frénétiques à cause des délais de livraison de travaux, mais surtout à cause de l’organisation de l’envoi de ses peintures en Italie pour une exposition à Vicenza.  Au début de 1939, Berti réussit à envoyer ses peintures chez sa sœur à la Riviera Berica, fermer son studio et partir pour l’Italie. Renato Berti ne savait pas qu’il de retournerait jamais à Paris. L’exposition de Vicenza dans l’élégant Palazzo Brunello, où séjournait le Prince Umberto, fut un grand succès, mais fut la dernière. En effet, Renato Berti savoura ce dernier triomphe dans sa patrie natale, l’Italie. Quelques mois après la fin de l’exposition, il décéda à l’aube du 24 septembre 1939 à l’hôpital civil de Vicenza où il avait été admis quelques jours auparavant à cause d’une infection.

 

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HISTÓRIAS DE GATOS – HISTOIRES DE CHATS – Alex Coutet et Ribet


Alex Coutet 2Alex Coutet foi um escritor e poeta francês, autor de literatura popular e de literatura infantil e juvenil.

Nasceu em Venerque, a sul de Tolosa, a 22 de Julho de 1877 e morreu a 28 juin 1952, sendo inumado na sua cidade natal.

Georges-Philippe, Alexandre Coutet que assinava Alex Coutet foi jornalista no diário L’Express du Midi em 1903 e depois em La Dépêche a partir de 1916 onde, entre outras coisas escreveu um longo artigo de fundo sobre a grande cidade, que foi editado em volume : «Tolosa: cidade artística, agradável e curiosa». Escreveu romances de aventuras, obras sobre o circo e o desporto, peças de teatro, operetas. Publicou poemas e diversos textos na revista de Tolosa L’Archer antes de receber um prémio da academia dos jogos florais pelas suas poesias.

Logo a partir de 1916, publicou obras de literatura infantil e juvenil, um género que continuou a praticar nomeadamente para as Edições Sirven, onde as suas narrativas maravilhosas ou hagiográficas foram ricamente ilustradas por diversos desenhadoresLes vacances au cirque entre os quais Ribet que ilustrou em 1928 As Férias no Circo e em 1931 Histórias de Gatos  e O Extraordinário Buffalo Bill (sem data) .

Em 1930, entregou para avaliação o manuscrito de Stop (U contra U), um thriller de espionagem, ao editor Albert Pigasse que o mandou a concurso para o Prémio do romance de aventuras que Coutet esteve quase a conquistar. Por isso, mesmo assim, o editor decidiu publicar o romance na famosa colecção Le Masque.

Alex Coutet escreveu mais romances policiais e de aventuras, assim como varias publicações, entre as quais a biografia de Jean Calas, de Tolosa, injustamente condenado a morte.

Tolosa deu a Alex Coutet o nome de uma rua.

Quanto ao ilustrador Ribet, não encontrei pista biográfica alguma, nem sequer o seu nome, é uma pena, pois as suas magníficas ilustrações, razão principal deste post, dão vontade de saber mais a seu respeito.

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Alex Coutet fut un écrivain et poète français, auteur de littérature populaire et de littérature d’enfance et de jeunesse.

Né à Venerque le 22 juillet 1877 il y fut inhumé après sa mort le 28 juin 1952.

Georges-Philippe, Alexandre Coutet au nom de plume Alex Coutet fut journaliste au quotidien L’Express du midi en 1903 puis à La Dépêche à partir de 1916 où il publia aussi un long article de fond sur la ville de Toulouse 51ZfvLlFuiLqui sera édité en volume : «Toulouse: ville artistique, plaisante et cu- rieuse». Il a écrit des romans d’aventures, des ouvrages sur le cirque et le sport, des pièces de théâtre, des opérettes. Il publia des poèmes et divers textes dans la revue toulousaine L’Archer avant d’être récompensé par l’académie des jeux floraux pour ses poésies.

Dès 1916, il fit paraître des ouvrages de littérature d’enfance et de jeunesse, un genre qu’il continuera de pratiquer notamment pour les Editions Sirven, où ses récits merveilleux ou hagiographiques seront richement illustrés par divers dessinateurs, dont Ribet qui illustra en 1928 Les Vacances au cirque et en 1931 Histoires de Chats et L’Extraordinaire Buffalo Bill (sans date).

En 1930, il soumit le manuscrit de Stop (U contre U), un thriller d’espionnage, à l’attention de l’éditeur’Albert Pigasse qui le fit concourir pour le Prix du roman d’aventures que Coutet vint bien près de remporter. Aussi l’éditeur choisit-il néanmoins de publier le roman dans la fameuse collection Le Masque.

Alex Coutet a ensuite écrit d’autres romans policiers et d’aventures, ainsi que plusieurs publications, dont une biographie de Jean Calas

Toulouse lui a donné le nom d’une rue.

Quant à l’illustrateur Ribet, je n’ai pas trouvé la moindre trace biographique, même pas son prénom, dommage, ses magnifiques dessins, raison principale de ce post, donnent envie d’en savoir plus sur son compte.

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Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

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