Os gatos e o crime – Lilian Jackson Braun – Chats et Polars


Lilian Jackson Braun, que nasceu a 20 de Junho de 1913 e faleceu a 4 de Junho de 2011, era uma escritora americana..

É a autora de 30 romances com o protagonista Jim Qwilleran, journalista e alcoólico arrependido que encontrou sucessivamente dois gatos siameses de que um, Kao K’o Kung dito Koko (o macho), se revelou dotado de par de vibrissas suplementares talvez ligadas a faculdades de conhecimentos não convencionais : com efeito, Koko costuma dar uivos tremendos quando algum conhecido do seu «dono» é assassinado e, aliás, está sempre a fazer cair das estantes da biblioteca algum livro cujo título é suposto orientar Qwilleran para a solução do enigma a solucionar.

A acção dos três primeiros romances, escritos nos anos 1960, e do quarto romance, situa-se numa metrópole não especificada dos EUA (fortemente inspirada de Detroit onde Lilian viveu e trabalhou muito tempo), mais tarde designada pelo vocábulo o País de Baixo.

Lilian Jackson Braun interrompeu a sua série mas voltou a pegar nela em 1986 com o Gato que via vermelho, e foi a partir desse que a série ia encontrar um êxito nunca desmentido. A partir do quinto romance (o Gato que tocava Brahms), a acção desses novos romances ia encontrar-se transposta, na sua maioria, num lugar imaginário, o Condado de Moose, situado «a 600 km à Norte de qualquer lugar» e que acumula piscadelas ao verdadeiro Condado de Huron, no Michigan, e à sua capital Bad Axe.

Jim Qwilleran, tendo herdado de uma fabulosa fortuna legada por uma amiga da sua defunta mãe, instala-se com os seus dois Koko e Yum Yum em Pickax City, capital do condado, primeiro nas dependências de um antigo solar, depois numa monumental granja para maçãs, de forma octogonal. Decidiu confiar a gestão da sua fortuna à Fundação Klingenschoen e prefere consagrar-se à redacção da sua crónica bi-semanal no Algo do condado de Moose e as suas relações humanas no seu novo quadro de vida. A solução dos  «enigmas», na verdade, não passam de um pretexto para a descrição de uma certa vida provincial americana, provavelmente «idealizada».

Não encontrei nenhuma edição portuguesa. Existem alguns títulos editados no Brasil, mas sem capas aptas a serem reproduzidas aqui.

Lilian Jackson Braun, née le 20 juin 1913 et décédée le 4 juin 2011, fut une écrivaine américaine.

Elle est l’auteur de 30 romans mettant en scène Jim Qwilleran, journaliste et alcoolique repenti qui rencontre successivement deux chats siamois dont l’un, Kao K’o Kung dit Koko (le mâle), se révèlera doté de paires de vibrisses supplémentaires peut-être liées à des facultés de connaissances non-conventionnelles : Koko a en effet pour habitude de pousser des hurlements lorsqu’est assassinée une personne de la connaissance de son « maître » et, en outre, il ne cesse de faire tomber des étagères de la bibliothèque un livre dont le titre est censé aiguiller Qwilleran dans la résolution de l’« énigme » en cours.

L’action des trois premiers romans, écrits dans les années 1960, et du quatrième roman, se déroule dans une métropole non nommée des États-Unis (fortement inspirée de Détroit où elle a longtemps vécu et travaillé), plus tard désignée sous le vocable le Pays d’En-Bas.

Lilian Jackson Braun interrompit sa série puis la reprit en 1986 avec le Chat qui voyait rouge, roman à partir duquel la série devait rencontrer un succès jamais démenti. À partir du cinquième roman, le Chat qui jouait Brahms, l’action de ces nouveaux romans allait se trouver transposée, dans la plupart des romans, dans un lieu imaginaire, le Comté de Moose, situé « à 600 km au nord de partout » et qui accumule les clins d’œil au véritable Comté de Huron, dans le Michigan, et à sa capitale Bad Axe.

Jim Qwilleran, après avoir hérité d’une fabuleuse fortune léguée par une amie de sa mère défunte, s’installe avec ses deux chats Koko et Yum Yum à Pickax City, capitale du comté, d’abord dans les dépendances d’une ancienne maison de maître, puis dans une grange à pommes monumentale, de forme octogonale. Il choisit de confier la gestion de sa fortune à la Fondation Klingenschoen et préfère se consacrer à la rédaction de sa chronique bi-hebdomadaire dans le Quelque chose du comté de Moose et à ses relations humaines dans son nouveau havre de vie. La résolution des « énigmes » n’étant en fait que le prétexte à une description d’une certaine vie provinciale américaine, sans doute « idéalisée ».

Lilian Jackson Braun  a été édité profusément en français par la collection 10/18.

As leituras de Mounette, a gata da casa – 10 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison


Meu Deus! Coitada da Rapunzel! Não lhe invejo o fado e compreendo que cante para se distrair… Mas como em todos pos contos, tudo acabará bem, vão ver! Este segundo conto do álbum dos irmãos Grimm está aqui acabadinho de colocar à vossa disposição. Boa leitura!  Vossa Mounette

Mon Dieu! Pauvre Raiponce! Je n’envie pas son sort et je comprends qu’elle chante pour se distraire… Mas comme dans tous les contes, tout finira bien, vous allez voir! Voici le deuxième  conte de l’album des irmãos Grimm qui vient juste d’être mis à votre disposition. Bonne lecture,  Votre Mounette

Rick ‘O Shay e o gato de Hipshot por Stan Lynde – Rick ‘O Shay et le chat de Hipshotpar Stan Lynde


Aquela gata do Far-west é muito linda e levada da breca! Claro que não podia deixar de vir passear neste artigo. Embora o personagem mais conhecido do Stan Lynde seja Rick O’ Shay, a gata pertence a Hipshot (se alguma vez um gato tem dono!) e chama-se Belle Starr, uma estrela para este blogue. Como sempre, junto uma biografia curta do autor.

Stan Lynde (Myron Stanford Lynde ) nasceu em Billings, Montana a 23 de Setembro de 1931. Cresceu num rancho com gado situado na reserva de Índios Crow do Montana. Encorajado por sua mãe artista, Stan começou a desenhar, elaborando a sua primeira BD cómica para o jornal da escola. Lynde estudou arte e jornalismo na universidade estatal do Montana.

Em 1951, fez o serviço militar na U.S. Navy, onde desenhou a história aos quadradinhos ‘Ty Foon’ para o jornal da base.

En 1955, Lynde terminou o seu serviço na Marinha. Depois de uma tentativa para trabalhar no rancho e para um jornal de Colorado Springs, mudou-se para Nova Iorque em 1956. Ali teve um emprego no Wall Street Journal, tirando aulas de arte à noite.

Lynde descobriu os cartoons muito cedo — ainda criança, assinou o The Denver Post só para poder ler o Príncipe Valente. Trabalhou em diversos empregos no princípio dos anos 50 tentando várias vezes entrar no mundo das tiras cómicas. Rick O’Shay começou a ganhar relevo em várias publicações a partir de 1957. O Chicago Tribune Syndicate (cujo acervo incluía «Gasoline Alley», “Terry e os Piratas” e muitas outras series imortais, pegou  no personagem e começou a publicá-lo no domingo 27 de Abril de 1958. A versão diária saiu a 19 de Maio.

Primeira tira de Rick O’ Shay publicada na página dominical de 27 de Abril de 1958

Lynde continuou a desenhar essa tira até 1977, e fez um episódio comemorativo em 1992 (Rick O’Shay e Hipshot: «O Preço do Medo»). Naquela altura, Lynde tinha regressado ao Montana, enquanto as suas tiras saiam nas páginas de jornais como The Chicago Tribune, The Los Angeles Times e The Philadelphia Inquirer.

Em 1979, criou ‘Latigo’, outra tira de Western, que se publicou até 1983. Outra criação foi a prancha semanal ‘Grass Roots’, que desenhou em 1984-85 e de novo a partir de 1998. Desde os meados dos anos 90, Lynde também colaborou com o Swedish Fantomen magazine, começando por ‘Chief Sly Fox’ e, desde 2002, a tira cómica ‘Rovar Bob’ (‘Bad Bob’). Stan Lynde morava com a sua mulher Lynda em Helena, Montana, onde dirigiu o Cottonwood Publishing. Publicou oito romances, que se situavam no território do Montana nos anos 1880, assim como sete novelas das suas ‘Merlin Fanshaw’ séries de western. Stan Lynde faleceu devido a um cancro a 6 de Agosto de 2013.

Cette petite chatte du Far-West est bien mi- gnonne et espiègle ! Il fallait qu’elle vienne se promener dans ce blog. Bien que le person- nage le plus connu de Stan Lynde soit Rick O’ Shay, la chatte appar- tient à Hipshot (si tant est qu’un chat appar- tient à quelqu’un !) et s’appelle Bellstar, l’étoile de cet article. Comme toujours, je joins une courte biographie de l’auteur.

Stan Lynde (Myron Stanford Lynde) naquit à Billings, dans le Montana le 23 Septembre de 1931. Il grandit dans un ranch plein de bétail, situé dans la réserve des Indiens Crow du Montana. Encouragé par sa mère artiste, Stan se mit à dessiner, créant sa première BD comique pour le journal de son école. Lynde fit des études d’art et de journalisme à l’Université de l’État du Montana. En 1951, il fit son service dans l’U.S. Navy, où il exécuta une bande dessinée, ‘Ty Foon’, pour le journal de la base.

En 1955, Lynde termina son service militaire dans la Marine. Après une tentative pour travailler à la fois au ranch et pour un journal de Colorado Springs, il partit pour New York en 1956. Il y obtint un travail au Wall Street Journal, prenant des leçons d’art le soir.

Lynde avait découvert les  cartoons très tôt — encore enfant, il s’abonna au The Denver Post rien que pour pouvoir lire le Prince Vaillant. Au début des années 50, il enchaîna plusieurs emplois, tentant plusieurs fois d’entrer dans le milieu des bandes dessinées comiques. Rick O’Shay a commencé à prendre de l’importance dans plusieurs publications  à partir de 1957. Le Chicago Tribune Syndicate (qui détenait les séries «Gasoline Alley» et «Terry et les Pirates» ainsi que de nombreuses autres séries immortelles, signa un contrat pour le personnage et sa parution hebdomadaire commença le dimanche 27 Avril 1958. La version quotidienne sortit le 19 Mai.

Lynde continua à dessiner cette bande jusqu’en 1977, et dessina un épisode commémoratif en 1992 (Rick O’Shay et Hipshot: Le Prix de la Peur). À cette époque, Lynde était retourné au Montana, alors que ses bandes dessinées sortaient dans des journaux comme The Chicago Tribune, The Los Angeles Times et The Philadelphia Inquirer. 

En 1979, il créa ‘Latigo’, une autre bande dessinée de Western, qui se publia jusqu’à 1983. Une autre création fut la planche hebdomadaire ‘Grass Roots’,  qu’il dessina en 1984-85 et à nouveau à partir de 1998. A partir du milieu des années 90, Lynde collabora aussi avec le magazine Swedish Fantomen, commençant par ‘Chief Sly Fox’ et, à partir de 2002, continua avec la bande comique ‘Rovar Bob’ (‘Bad Bob’). Stan Lynde habitait avec sa femme, Lynda, à Helena au Montana, où il dirigea la Cottonwood Publishing. Il publia huit romans, dont l’action se situaient sur le territoire du Montana dans les années 1880, ainsi que sept nouvelles de ses séries de western ‘Merlin Fanshaw’. Stan Lynde mourut le 6 août 2013, d’un cancer.

L’époque de Noël est passée, mais aux cœurs purs, c’est Noël quand on veut!…

…mais attention aux lendemain des Fêtes!

 

As leituras de Mounette, a gata da casa 9 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison 9


Já cá estamos! O primeiro conto dos irmãos Grimm… Pois que estes contos foram escritos em duo. Os irmãos Grimm, Jacob (4/1/1785  – Berlim 20/9/1863) e Wilhelm (24/2/1786 – Berlim 16/ 12/1859) foram dois irmãos, ambos académicos, linguistas, poetas e escritores que nasceram na Alemanha. Ambos dedicaram- -se ao registro de várias fábulas infantis, ganhando assim grande notoriedade,  que, gradualmente, tomou proporções globais. Também deram grandes contribuições à língua alemã, tendo os dois trabalhado na criação e divulgação, a partir de 1838, do Dicionário Definitivo da Língua Alemã (o “Deutsches Wörterbuch”), que não chegaram a completar, por causa de morte.

Para começar, temos as deliciosas duas irmãs a braço com um detestável anão. Faz-me correr um arrepio na espinha de expectativa!… e desejar-lhes uma boa leitura.  Mounette

Nous y voilà! Le premier conte des frères Grimm… En effet, ces contes furent écrits en duo. Les frères Grimm, Jacob (4/1/1785 – Berlim 20/9/1863) et Wilhelm (24/2/1786 – Berlim 16/12/1859) étaient deux frères, académiciens, linguistes, poètes et écrivains, nés en Allemagne. Ensembles, ils s’adonnèrent à la compilation de plusieurs fables pour enfants, gagnant ainsi une grande notoriété,  qui, peu à peu, prit des proportions globales. Ila donnèrent aussi de grandes contributions à la langue allemande, ayant tous deux travaillé à la création et la divulgation, a partir de 1838, du Dictionnaire Définitif de la Langue Allemande (le “Deutsches Wörterbuch”), qu’ils ne terminèrent pas, pour cause de décès.

Pour commencer, nous avons les deux délicieuses sœurs aux prises avec un nain détestable. J’en ai des frissons dans le dos d’expectative!… et je vous souhaite une excellente lecture.  Mounette

A blogosfera e as redes sociais sob a lupa do jornal “i”


Recebemos há dias um pedido de colaboração por parte de uma jornalista do quotidiano i que pretendia elaborar um artigo sobre os blogues em Portugal… Juntava uma série de perguntas. Como fomos muito gentilmente abordados, a Mounette também achou, como porta-voz dos Gatos, Gatinhos e… Gatarrões!,  que seria cortês responder, pois a nossa experiência de sete blogues — com O Gato Alfarrabista, O Voo do Mosquito, A Montra dos Livros, entre outros irmãos mais novos deste blogue, dirigidos pelo Jorge Magalhães poderia contribuir para enriquecer o conhecimento sobre a matéria da senhora jornalista Joana Marques Alves.

Aqui divulgamos parte do seu artigo (publicado na edição do i em 6 de Março p.p.), a primeira e a última páginas de seis. A primeira, por ter o título e a introdução, e a última, onde se fala dos nossos  blogues, assim como do blogue Imaginário-Kafre, do nosso amigo José de Matos-Cruz.

Catherine Labey

Clicar uma e depois outra vez na imagem para ampliar

Os gatos e escritores – Charles Dickens – Les chats et les écrivains


charlesdickens_jovemCharles Dickens foi o maior romancista britânico e o mais famoso do século 19. 

Nasceu a 7 de Fevereiro de 1812 e viveu uma infância feliz até aos 12 anos. Teve então de trabalhar por seu pai ter sido encarcerado por dívidas. 

Charles conheceu o horror da pobreza, descobrindo a terrível sina das crianças que trabalhavam nas fábricas ao tornar-se ele próprio um operário numa fábrica de graxa. Essa experiência pessoal permi- tiu-lhe escrever sobre os pobres e os infelizes com tanta veracidade que ses récitsas suas narrações  dramáticas tocaram o coração de milhões de leitores.  

nicholas-nickleby-charles-dickens-paperback-cover-art-1Graças a isso, Dickens, o romancista mais  popular do seu tempo, teve uma influência determinante sobre as reformas sociais que aconteceram na Inglaterra victoriana. Depois da libertação do pai, ainda teve de trabalhar mais dez meses na fábrica antes de poder voltar à escola. Enquanto o seu pai tomou todas as disposições para livrar Charles das suas obligações, com grande espanto do jovem, a sua mãe aceitou relutantemente que ele deixasse esse emprego remunerado. Ele nunca lho perdoou e mais tarde retratou-a  na mãe vaidosa e estúpida no seu romance Nicolas Nickleby .

charles-dickens-as-aventuras-do-sr-pickwickDepois foi amanuense num gabinete de notário, e a seguir reporter-estenógrafo. Com 23 anos de idade, tornara-se um conhecido jornalista e empregado por um  jornal diário, o Morning Herald. Foi pouco antes de ter obtido esse novo cargo que Dickens começou a escrever ficção.

Em 1833, mandou um artigo romanceado sobre a vida de Londres ao Monthly Magazine que o publicou e pediu mais. Dickens o satisfez logo com mais novelas, que foram publicadas em dois jornais diários, com o pseudónimo ” Boz “. No dia do seu vigésimo quarto aniversário (1836), todas essas narrações foram reunidas num volume intitulado Esquiços de Boz.

O livro teve um êxito imediato e levou um editor à propor-lhe um contrato para a redacção de um livro cómico. Foi assim que saiu em formato de folhetins em 20 meses, As Aventuras do Sr. Pickwick.

oliver-twistDepois das humorísticas Aventuras do Sr. Pickwick, Dickens continuou na via romanesca com Oliver Twist em 1838 e Nicolas Nickleby em 1839. Esse género de contos, construidos em volta de um personagem central  muitas vezes autobiográfico, já mostravam certos aspectos da exploração dos mais fracos, e  especialmente das crianças. Com A Loja de Antiguidades em 1840, é de novo o destino trágico duma menina que permitiu ao autor de denunciar com com- paixão o carácter definitivamente desumano do mundo industrial. dvid-copperfioeldMas devemos so- bretudo lembrar a sua obra mestra, David Copperfield publicada em 1849. Essa narração autobiográfica que mostra o Londres laborioso e miserável visto pelos olhos de uma criança, continua a ser a obra mais célèbre e mais lida das romances de Dickens.

Dickens fazia regularmente  conferências onde lia com paixão e energia as suas obras, o que debilitaria a sua saúde. Esgotado, retirou-se no campo em 1870 para o  que ia ser o seu último romance Mistério de Edwin Drood. Mas exausto, morreu a 9 de Junho de 1870, com 58 anos, de uma apoplexia deixando o mistério irresoluto. A morte de Dickens entristeceu o  mundo inteiro que amava e admirava o seu génio de romancista.

Charles Dickens e os gatos

Grande amador de gatos,  teve vários durante a sua vida, e retratou-os inúmeras vezes  nos seus livros. A sua filha, Mamie, contou….

mind4 “O meu pai teve um gato blanco que chamou William. Este foi rebaptisado Williamina depois de dar à luz uma ninhada de gatinhos. Williamine tor- nou-se a preferida do meu pai, e ela dedicava-lhe uma particular devoção. Lembrou-me do dia em que ela nos apresentou os seus gatinhos. Selec- cionara um cantinho do escritório do meu pai, depois trouxe-os um por um, da cozinha, e depositou-os no canto escolhido.”
Dickens quis retirar os gatinhos, mas a gata voltava a trazê-los. À terceira tentativa, em vez de colocar os gatinhos naquele canto da sala, depositou-os ao pé do meu pai depois instalou-se e lançou-lhe um olhar tão suplicante que ele não conseguiu resistir, e  autorizou a sua permanência.”

duzmpzg_uzrpnq2mgqjmhyigpxy550x343Um dos gatinhos de Williamine foi baptizado pelos domésticos o “Gato do Dono”, devido à sua dedicação à Dickens. Ficava sempre junto do  romancista quando ester escrevia.

 ” Uma noite, enquanto Dickens lia à sua secretária na companhia d0 seu gato, a vela apagou-se de repente… Ele voltou a acender a vela, acariciou o gato que olhava para ele com ar patético, e continua a sua leitura.  Minutos mais tarde, como a luz parecia baixar, levantou os olhos a tempo de ver o gato a apagar deliberadamente a vela com a pata, lançando-lhe antes um olhar suplicante. O gato recebeu as carícias que tanto desejava…”
Dickens declarou muitas vezes  «Que maior prenda pode haver que o amor de um gato?”

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Gatos de Foujita

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Charles Dickens fut le plus grand romancier britannique et le plus célèbre au 19ème siècle. Né le 7 février 1812, il eut une enfance heureuse jusqu’à 12 ans. C’est alors qu’il dut travailler à l’usine parce que son père fut emprisonné pour dettes. Charles connut l’horreur de la pauvreté, découvrit le sort terrible des enfants qui travaillaient dans les fabriques en devenant lui même ouvrier dans une usine de cirage. Cette expérience personnelle lui permit d’écrire sur les pauvres et les malheureux avec tant de vérité que ses récits dramatiques touchèrent le cœur de millions de lecteurs. Grâce à cela, Dickens, le romancier le plus populaire de son temps, eu une influence déterminante sur les réformes sociales qui furent accomplies dans l’Angleterre victorienne. Après la libération de son père, ses souffrances ne s’arrêtèrent pas immédiatement. bm_7558_aj_m_9923Il dut travailler encore plus de dix mois à la fabrique avant de pouvoir retourner à l’école. Son père prit toutes les dispositions nécessaires pour délivrer Charles de ses obligations mais, au grand effarement du jeune garçon, sa mère n’admit qu’à contrecœur qu’il quitte son emploi rémunéré.

Puis il devint clerc de notaire, et ensuite reporter-sténographe. A l’âge de 23 ans, il était devenu un journaliste connu et fut engagé par un quotidien, le Morning Herald. C’est un peu avant d’obtenir ce nouveau poste que Dickens commença à écrire de la fiction. En 1833, il envoya un article romancé sur la vie de Londres au Monthly Magazine qui le publia et en demanda d’autres. Dickens s’empressa de le satisfaire et ces nouvelles, ainsi que celles qui parurent dans deux quotidiens, furent publiées sous le pseudonyme de ” Boz “. Le jour de son vingt-quatrième anniversaire (1836), tous ses récits furent réunis dans un volume intitulé Esquisses de Boz.

Le livre fut un succès immédiat et amena un éditeur à lui proposer un contrat pour la rédaction d’un livre comique. C’est ainsi qu’apparu sous forme de feuilletons sur 20 mois, les Aventures de M. Pickwick.

 Après les humoristiques Aventures de M. Pickwick, Dickens persista dans la voie romanesque avec Oliver Twist en 1838 et Nicolas Nickleby en 1839. Ces sortes de contes, bâtis autour d’un personnage central souvent autobiographique, mettent déjà au jour certains aspects de l’exploitation des plus faibles, et tout particulièrement des enfants. Avec le Magasin d’antiquités en 1840, c’est encore le destin tragique d’une fillette qui permet à l’auteur de dénoncer avec compassion le caractère définitivement inhumain du monde industriel. 390530839514_1_3_1Mais il faut surtout retenir son œuvre majeure, David Copperfield publié en 1849. Ce récit autobiographique qui montre le Londres laborieux et misérable vu par les yeux d’un enfant, reste le plus célèbre et le plus lu des romans de Dickens.

Il faisait régulièrement des conférences où il lisait avec passion et énergie ses œuvres, ce qui affaiblira son état de santé. Épuisé, il se retire à la campagne en 1870 pour ce qui devait être son dernier roman le Mystère d’Edwin Drood. Mais surmené, il mourut le 9 juin 1870, à 58 ans, d’une apoplexie laissant le mystère irrésolu. La mort de Dickens attrista le monde entier qui aimait et admirait son génie de romancier.

Grand amateur de chats, il en eut plusieurs dans sa vie, et il fit souvent figurer des chats dans ses livres. Laissons sa fille, Mamie, raconter….

portee-de-chats-e-leur-mere “Mon père avait un chat blanc qu’il appelait William. Il fut rebaptisé Williamine après qu’il eut donné naissance à une portée de chatons. Williamine devint la préférée de mon père, et elle lui montrait une dévotion particulière. Je me souviens du jour où elle nous présenta ses chatons. Elle sélectionna un coin du bureau de mon père, puis les apporta un par un, depuis la cuisine, et les déposa dans le coin choisi. Dickens voulut déplacer les chatons, mais la chatte les ramenait. A la troisième tentative, au lieu de mettre les chatons dans le coin de la pièce, elle les plaça aux pieds de mon père, puis s’installa, et lui lança un regard si implorant qu’il ne put résister, et les autorisa à rester.”

dickens-e-williamina ” Un soir, alors que Dickens lisait à son bureau en com- pagnie de son chat, la bougie s’éteignit soudain… Il la ralluma, caressa le chat qui le regardait avec un air pathétique, et poursuivit sa lecture. Quelques minutes plus tard, alors que la lu- mière semblait baisser, il leva les yeux juste à temps pour voir le chat éteindre délibérément la chandelle d’un coup de patte, en lui lançant un regard implorant. Le chat reçut les caresses qu’il désirait tant …”.
L’un des chatons de Williamine fut baptisé par les domestiques le “chat du maître”, en raison de son attachement à Dickens. Il se tenait toujours près du romancier quand celui-ci écrivait.

«Quel plus beau cadeau que l’amour d’un chat ?» s’exclamait Dickens.

 

As leituras de Mounette, a gata da casa 9 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison 9


64532_4607135936145_1334750625_nEstamos a chegar ao fim deste último conto do álbum dos Contos de Andersen. Já vão ver o desfecho… Eu fiquei pasmada com a esperteza do rapaz! E bem contente por ele ter virado o prego aquele rei! O meu coração de gata  ficou feliz com este final!

Boa leitura, Mounette

P.S: O próximo álbum será com Contos dos irmãos Grimm, mas vai demorar um pouco mais porque a Cath tem de digitalisar as páginas de P&B que são muito grandes, e montar as 2 metades antes de colorir… Estou ansiosa para ver o resultado!

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livre-de-lecture-de-chat-se-reposant-dans-une-chaise-48849235Nous arrivons à la fin de ce dernier conte de l’album des Contes d’Andersen. Vous allez voir comment ça se termine… À moi, l’astuce du gars m’en a bouché un coin ! Et j’ai adoré la façon dont il a rivé son clou à ce roi! Mon cœur de chatte s’est rempli de joie avec ce final!

Bonne lecture, Mounette

P.S: Le prochain album sera avec des Contes des frères Grimm, mais Cath doit d’abord digitaliser les planches de N&B qui sont très grandes, et monter les 2 moitiés antes avant de les colorier, ça prend du temps, patience… J’ai hâte de voir le résultat!

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As leituras de Mounette, a gata da casa 8 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison 8


chat10Agora está a começar a aquecer… O nosso granadeiro do tempo napoleó- nico vai ter uma revelação jeitosa!  Não percam, eu até alisei os bigodes com a excitação da narrativa!

Boa leitura, vos deseja a vossa amiga bibliófila, Mounette.

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chat07Ça commence à chauffer, mes amis… Notre granadier de l’époque napoléonienne va avoir une révélation très intéressante!  N’en perdez pas une miette, je me suis même léché les babines d’excitation en lisant ce chapitre!

Bonne lecture, vous souhaite votre amie bibliophile, Mounette.

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As leituras de Mounette, a gata da casa 7 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison 7


le-chat-litPassadas as festas do fim do ano que fizeram abrandar o trabalhos, eis mais quatro páginas do conto do Isqueiro Mágico… Estamos a chegar a metade da narração, o melhor está para vir.

Boa leitura para todos, a vossa bibliotecária entusiasta, Mounette.

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leituras-da-mounette-2-a-corAprès les fêtes de fin d’année qui ont un peu ralenti le travail, voici quatre autres pages do conte du Briquet Magique… Nous arrivons à la moitié de la narration, et le meilleur reste encore à découvrir!

Bonne lecture à tous, votre bibliothécaire passionnée, Mounette.

 

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Feliz Natal – Joyeux Noël – Merry Christmas


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