Os gatos e o crime – Lilian Jackson Braun – Chats et Polars


Lilian Jackson Braun, que nasceu a 20 de Junho de 1913 e faleceu a 4 de Junho de 2011, era uma escritora americana..

É a autora de 30 romances com o protagonista Jim Qwilleran, journalista e alcoólico arrependido que encontrou sucessivamente dois gatos siameses de que um, Kao K’o Kung dito Koko (o macho), se revelou dotado de par de vibrissas suplementares talvez ligadas a faculdades de conhecimentos não convencionais : com efeito, Koko costuma dar uivos tremendos quando algum conhecido do seu «dono» é assassinado e, aliás, está sempre a fazer cair das estantes da biblioteca algum livro cujo título é suposto orientar Qwilleran para a solução do enigma a solucionar.

A acção dos três primeiros romances, escritos nos anos 1960, e do quarto romance, situa-se numa metrópole não especificada dos EUA (fortemente inspirada de Detroit onde Lilian viveu e trabalhou muito tempo), mais tarde designada pelo vocábulo o País de Baixo.

Lilian Jackson Braun interrompeu a sua série mas voltou a pegar nela em 1986 com o Gato que via vermelho, e foi a partir desse que a série ia encontrar um êxito nunca desmentido. A partir do quinto romance (o Gato que tocava Brahms), a acção desses novos romances ia encontrar-se transposta, na sua maioria, num lugar imaginário, o Condado de Moose, situado «a 600 km à Norte de qualquer lugar» e que acumula piscadelas ao verdadeiro Condado de Huron, no Michigan, e à sua capital Bad Axe.

Jim Qwilleran, tendo herdado de uma fabulosa fortuna legada por uma amiga da sua defunta mãe, instala-se com os seus dois Koko e Yum Yum em Pickax City, capital do condado, primeiro nas dependências de um antigo solar, depois numa monumental granja para maçãs, de forma octogonal. Decidiu confiar a gestão da sua fortuna à Fundação Klingenschoen e prefere consagrar-se à redacção da sua crónica bi-semanal no Algo do condado de Moose e as suas relações humanas no seu novo quadro de vida. A solução dos  «enigmas», na verdade, não passam de um pretexto para a descrição de uma certa vida provincial americana, provavelmente «idealizada».

Não encontrei nenhuma edição portuguesa. Existem alguns títulos editados no Brasil, mas sem capas aptas a serem reproduzidas aqui.

Lilian Jackson Braun, née le 20 juin 1913 et décédée le 4 juin 2011, fut une écrivaine américaine.

Elle est l’auteur de 30 romans mettant en scène Jim Qwilleran, journaliste et alcoolique repenti qui rencontre successivement deux chats siamois dont l’un, Kao K’o Kung dit Koko (le mâle), se révèlera doté de paires de vibrisses supplémentaires peut-être liées à des facultés de connaissances non-conventionnelles : Koko a en effet pour habitude de pousser des hurlements lorsqu’est assassinée une personne de la connaissance de son « maître » et, en outre, il ne cesse de faire tomber des étagères de la bibliothèque un livre dont le titre est censé aiguiller Qwilleran dans la résolution de l’« énigme » en cours.

L’action des trois premiers romans, écrits dans les années 1960, et du quatrième roman, se déroule dans une métropole non nommée des États-Unis (fortement inspirée de Détroit où elle a longtemps vécu et travaillé), plus tard désignée sous le vocable le Pays d’En-Bas.

Lilian Jackson Braun interrompit sa série puis la reprit en 1986 avec le Chat qui voyait rouge, roman à partir duquel la série devait rencontrer un succès jamais démenti. À partir du cinquième roman, le Chat qui jouait Brahms, l’action de ces nouveaux romans allait se trouver transposée, dans la plupart des romans, dans un lieu imaginaire, le Comté de Moose, situé « à 600 km au nord de partout » et qui accumule les clins d’œil au véritable Comté de Huron, dans le Michigan, et à sa capitale Bad Axe.

Jim Qwilleran, après avoir hérité d’une fabuleuse fortune léguée par une amie de sa mère défunte, s’installe avec ses deux chats Koko et Yum Yum à Pickax City, capitale du comté, d’abord dans les dépendances d’une ancienne maison de maître, puis dans une grange à pommes monumentale, de forme octogonale. Il choisit de confier la gestion de sa fortune à la Fondation Klingenschoen et préfère se consacrer à la rédaction de sa chronique bi-hebdomadaire dans le Quelque chose du comté de Moose et à ses relations humaines dans son nouveau havre de vie. La résolution des « énigmes » n’étant en fait que le prétexte à une description d’une certaine vie provinciale américaine, sans doute « idéalisée ».

Lilian Jackson Braun  a été édité profusément en français par la collection 10/18.

Os gatos e o crime – Martha Grimes – Chats et Polars


author_martha2Nascida a 2 de Maio de 1931 em Pittsburg, Pensilvânia (onde o seu pai era o procurador da cidade), Martha Grimes passava todos os Verões no hotel da sua mãe, no oeste do Maryland. As suas recordações favoritas daquela altura eram a sua mãe a cozinhar e as produções de teatro do seu irmão na grande garagem atrás do hotel onde ela era raramente admitida.

Desde sempre amante da língua inglesa, a sua primeira obra foi Send Bygraves, um policial dramático, utilizando as convenções do tradicional policial britânico para explorar a natureza do crime, o criminoso e o investigador criminal.

indexMartha mandou a novela, sem a ajuda de nenhum agente a vários editores. Em 1979, um editor de Little Brown Inc., encontrou o livro na «pilha das pieguices» (onde largavam os manuscritos não solicitados para algum assistente ler) e decidiu publicar The Man with a Load of Mischief com uma tiragem de 3000 exemplares. O livro saiu em 1981, e dali em diante Martha Grimes publicou um livro (por vezes dois) por ano.

Na altura dos seus quarto e quinto livros, Martha Grimes recebeu uma maior atenção dos médias que não só aplaudiram  a sua habilidade como Americana para escrever autênticos mistérios britânicos como  misturar os conceitos da forma britânica com  o tom e a atmosfera de um Americano. “Help the Poor Struggler é mais uma novela americana, com harmonias cínicas à maneira de Raymond Chandler” (Time magazine, 7/15/85). Na lista dos melhores bestsellers de 1987, The Five Bells & Bladebone foi o seu livro que  “furou” na famosa lista do New York Times. As suas duas obras seguintes, The Old Silent and The Old Contemptibles, também entraran na famosa lista, tanto em capa mole como em capa dura. De The Old Contemptibles, o New York Times Book Review disse: “A autora  mantém-nos cativados com as ricas vidas íntimas e públicas dos personagens nesta saga familial emocionalmente tempestuosa.”

51kJ33LKo4L._SX303_BO1,204,203,200_Em 1992, com a publicação de The End of the Pier, Martha  Grimes largou os seus queridos personagens da série Richard Jury para escrever uma novela contemporânea situada no Oeste do Maryland que combina o enigma de um assassino em série com uma pungente história dos problemas de relacionamento entre uma mãe e seu filho. O livro mostrou-a como uma escritora de mérito fora do âmbito da ficção policial — “The End of the Pier” acaba por ser dois livros num só: “uma novela de mistério suculenta e a exploração do comportamento humano que poucos leitores esquecerão” (San Francisco Chronicle, 2/7/92). O segundo livro da série — Hotel Paradise — saiu quatro anos mais tarde e foi aplaudido pela crítica como  “ Um lugar bastante parecido com a própria novela: fora do tempo, quase inacreditável totalmente cativante” (Washington Post, 5/26/97)

A Casa em ruínasEm 1993, com a saída de The Horse You Came in On, Martha trouxe Richard Jury e Melrose Plant a America pela primeira vez para o pub com este nome, em Baltimore, Maryland. Foi tal o êxito e a reacção positiva dos fãs (O Presidente da Câmara de Baltimore ofereceu-lhe a chave da cidade e declarou o 12 de Agosto de 1993 o “Dia de Martha Grimes”) que ela trouxe Richard Jury de novo na América em Rainbow’s End para investigar um caso que o levou a Santa Fé, no Novo México.  

Em 1997, Martha Grimes levou Richard Jury e Melrose Plant de volta à Inglaterra em  The Case Has Altered. The New York Times Book Review aplaudiu e a novela foi nomeada Livro do Ano.

A saída de Biting the Moon a 15 de Abril de 1999, marca uma nova orientação de Grimes, o primeiro de uma nova serie de livros focando a prevenção contra o abuso sobre os animais com duas heroínas adolescentes. Ela doou dois terços dos seus lucros à organizações contra o abuso sobre os animais em todo o país  e disse, “não acredito que as pessoas estão THE BLACK CAT - MARTHA GRIMESindiferentes perante o bem-estar dos animais, é possível que o contrário seja verdadeiro as pessoas estão tão afectadas com relatos de abusos sobre os animais que simplesmente não querem saber.” Cold Flat Junction (2001) e Belle Ruin (2005) continuam as aventuras de um detective de 12 anos, Emma Graham.

Com a publicação de The Blue Last em Setembro de 2001, A Sra. Grimes regressou à lista de Bestsellers do New York Times. Recebeu mais correio dos fãs preocupados com a “morte” de Richard Jury, os títulos seguintes da série Jury: The Grave Maurice (2003), The Winds of Change (2004), The Old Wine Shades (2006), Dust (2007) e The Black Cat (2010) foram também best sellers do New York Times.

MARTHA GRIMESNée le 2 mai 1931 à Pittsburg, Pennsylvanie (où son père était le procureur de la ville ), Martha Grimes passait tous ses étés à l’hôtel de sa mère, dans l’ouest du Maryland. Ses souvenirs favoris de cette période sont sa mère à la cuisine et les productions théâtrales de son frère dans le grand garage derrière l’hôtel où elle était rarement admise.

Depuis toujours amante de la langue anglaise, son premier livre fut Send Bygraves, un policier dramatique, utilisant les conventions du traditionnel livre policier britannique pour explorer la nature du crime, le criminel et l’enquêteur criminologiste.

Martha envoya la nouvelle, sans l’appui d’aucun agent à plusieurs éditeurs. En 1979, un rédacteur de Little Brown Inc., trouva le livre dans la  «pile des mièvreries» (où étaient largués les manuscrits non sollicités pour être lu par un quelconque assistant) et il décida de publier The Man with a Load of Mischief avec un tirage de 3000 exemplaires. Le livre sortit en 1981, et depuis lors Martha Grimes publie un livre (parfois deux) par an.

Send BygravesLors de ses quatrième et cinquième livres, Martha capta une plus grande attention des médias qui non seulement  applaudirent  son habileté en tant qu’Américaine pour écrire d’authentiques romans policiers britanniques comme pour mélanger les concepts de la forme britannique avec le ton et l’atmosphère d’un Américain. “Help the Poor Struggler est une nouvelle américaine, avec des harmonies cyniques à la façon de Raymond Chandler” (Time magazine, 7/15/85). Dans la liste des meilleurs bestsellers de 1987,  The Five Bells & Bladebone  fut son livre qui  “s’imposa” dans la fameuse liste du New York Times. Ses deux œuvres suivantes, The Old Silent et The Old Contemptibles, figurèrent également dans la fameuse liste, tant en édition brochée comme en cartonnée. De The Old Contemptibles, le New York Times Book Review a dit: “L’auteur  nous maintient captivés par la richesse des vies intimes et publiques des personnages dans cette saga familiale émotionnellement tempétueuse.”

Le fantôme de la LandeEn 1992, avec la parution de The End of the Pier, Martha largua ses chers personnages de la série Richard Jury pour écrire une nouvelle contemporaine située dans l’ouest du Maryland qui combine l’énigme d’un assassin en série avec une histoire poignante des problèmes relationnels entre une mère et son fils. Le livre la révèle comme un écrivain de mérite au-delà de la fiction policière — The End of the Pier est deux livres en un seul: “une nouvelle policière succulente et l’exploration du comportement humain que peu de lecteurs oublieront” (San Francisco Chronicle, 2/7/92). Le second livre de la série — Hotel Paradise — parut quatre ans plus tard et fut applaudi par la critique comme  “ Un lieu assez ressemblant avec la propre nouvelle: hors du temps, presque incroyable totalement captivante” (Washington Post, 5/26/97)

En 1993, avec la sortie de The Horse You Came in On, Martha emmena Richard Jury et Melrose Plant en Amérique pour la première fois au pub du même nom, à Baltimore, Maryland. Le succès fut tel ainsi que la réaction positive des fans – Le maire de Baltimore lui offrit la clé de la cité et déclara le 12 août 1993 le “Jour de Martha Grimes”– qu’elle ramena de nouveau en Amérique Richard Jury, dans Rainbow’s End, pour enquêter un cas qui le conduisit à Santa Fé, dans  le Nouveau Mexique.

The case has alteredEn 1997, Martha ramena Richard Jury et Melrose Plant en Angleterre,  dans The Case Has Altered. The New York Times Book Review applaudit et la nouvelle fut nommée Livre de l’Année.

La parution de Biting the Moon le 15 avril 1999, marqua une nouvelle orientation de Grimes, le premier d’une nouvelle série de livres parlant de la prévention contre les abus commis contre les animaux avec deux  héroïnes adolescentes. Elle fit le don de deux tiers de ses royalties à des organisations contre l’abus des animaux dans tout le pays  et déclara : “Je ne crois pas que les gens soient indifférents en relation au bien-être des animaux, il est possible que le contraire soit vrai — les gens sont tellement affectés par les nouvelles d’abus contre les animaux que simplement ils ne veulent pas savoir.” Dans Cold Flat Junction (2001) et Belle Ruin (2005) continuent les aventures d’une détective de 12 ans, Emma Graham.

Avec la parution de The Blue Last en septembre 2001, Madame Grimes se retrouva dans la liste de Bestsellers du New York Times. Elle reçut plus de courrier de fans préoccupés par la “mort” de Richard Jury. Les titres suivants de la série Jury: The Grave Maurice (2003), The Winds of Change (2004), The Old Wine Shades (2006), Dust (2007) et The Black Cat (2010) furent également des best sellers do New York Times.

 

Os gatos e o crime – Nicolas Freeling – Les chats e les polars


images6Nicolas Freeling, pseudónimo do chef de cozinha britânico Nicolas Davidson, foi um escritor de romances policiais, autor da série Van der Valk.

Nicolas nasceu em Londres a 3 de Março de 1927. Nada se sabe da sua juventude, senão que foi mobilizado durante a Segunda Guerra Mundial.

Depois do conflito, Freeling encetou uma carreira de chef de cozinha que o levou aos quatro cantos da Europa. Acusado de ter desviado carne de vitela em proveito próprio – embora fosse, na altura, prática corrente na restauração – foi preso durante três semanas e, para mitigar o tédio, iniciou a escrita de um romance, inspirado pelos autores que lera na infância: Charles Dickens, Rudyard Kipling, Joseph Contad e Jane Austen.

Love in Amsterdam_Em 1962, publicou “Love in Amsterdam, primeiro caso do seu herói recorrente, o comissário Van der Valk, que lhe granjeou uma imediata notoriedade. Dez romances foram consagrados a esse jovem detective cujo temperamento brusco e as deambulações no quadro e na atmosfera chuvosa da Bélgica fizeram com que frequentemente se comparasse Freeling com Georges Simenon e Van der Valk com o jovem Maigret. Em 1972, Freeling tentou livrar-se desse seu herói, mas teve de reanimá-lo durante mais três inquéritos utili- zando a sua viúva, a francesa Arlette Van der Valk, para assegurar a transição. À partir de 1974, Freeling criou também Henri Castang, policia francês reformado, para uma série de romances policiais que a crítica julgou inferior à de Van der Valk. Pouco depois, Freeling instalou-se com a mulher e os filhos na Alsácia.

Em 1968 Love in Amsterdamfoi adaptado para o grande ecrã com o título “Amsterdam Affair” dirigido por Gerry O’Hara e com Wolfgang Kieling no papel de Van Der Valk.

2499330._UY200_De 1972 à 1992, “Van der Valk”, foi uma série da TV britânica com 32 episódios, que popularizou o herói de Freeling, interpretado por Barry Foster.

images 8Freeling recebeu vários Prémios entre os quais o Grand Prix du Roman policier de France por “Gun before Butter”(1964) e o Prémio Edgar Allan Poe dos Mystery Writers of America por “The King of a rainy Country”(1967). Além dos seus livros de culinária, ele escreveu dois livros de memórias.

“Because of the Cats” (1963), foi o seu segundo romance, publicado em várias línguas: “C’est la faute des chats”, pela editora francesa Plon em 1966 teve uma reedição com o título “À cause des chats”, na 10/18 no 1769, 1986 depois na France-Loisirs, 1987, em alemão “Van der Valk und die Katzen”, em neerlandês “Vanwege de katten”, em sueco Se upp för kattorna” e em português, na colecção Vampiro com o título: “Os Gatos Macabros” em 1986.

Nicolas Freeling faleceu com 76 anos a 20 de Julho de 2003 na sua casa alsaciana de Grandfontaine, à oeste de Estrasburgo.

Penguin 6 735

nicolas-freelingNicolas Freeling, pseudonyme du maître queux britannique Nicolas Davidson, est un écrivain de romans policiers, auteur de la série Van der Valk.

738482Nicolas est né à Londres le 3 mars 1927. On ne sait rien de sa jeu- nesse, sauf qu’il fut enrôlé pendant la Seconde Guerre Mondiale.

Après le conflit, Freeling commença une carrière de chef cuisinier qui le mènera aux quatre coins de l’Europe. Accusé d’avoir détourné à son profit de la viande de veau – bien que ce fut, à l’époque, pratique courante dans la restauration – il fut incarcéré pendant trois semaines et, pour tromper son ennui, il amorça l’écriture d’un roman, en ayant à l’esprit les auteurs qui avaient bercé son enfance : Charles Dickens, Rudyard Kipling, Joseph Contad et Jane Austen.

A long silence e aupr}es de ma blonde 2En 1962, il publia “L’Amour à Amsterdam”, première enquê- te de son héros récurrent, le commissaire Van der Valk, qui lui valut une immédiate notoriété. Dix romans seront consacrés à ce jeune détective dont l’attitude bourrue et les déambulations dans le cadre et l’atmosphère pluvieuse de la Belgique ont souvent fait comparer Freeling à Georges Simenon et Van der Valk au jeune Maigret. En 1972, il tenta de se débarrasser de son héros, mais dut le ramener à la vie pour trois enquêtes supplémentaires en employant sa veuve, la française Arlette Van der Valk, pour assurer la transition. À partir de 1974, il créa aussi Henri Castang, policier français à la retraite, pour une série de romans policiers que la critique jugea inférieure à celle de Van der Valk. Peu après, Freeling s’installa avec femme et enfants en Alsace.

images12En 1968 “Love in Amsterdam” a été adapté au cinéma sous le titre “Amsterdam Affair” dirigé par Gerry O’Hara et avec Wolf- gang Kieling dans le rôle de Van Der Valk. De 1972 à 1992, “Van der Valk”, série télévisée britan- nique de 32 épisodes, a popula- risé le héros de Freeling, incarné au petit écran par Barry Foster.

Because of the cats 3Freeling a reçu plusieurs prix dont le Grand Prix du Roman policier de France pour “Gun before Butter”(1964) et le Prix Edgar Allan Poe des Mystery Writers of America pourThe King of a rainy Country(1967). En plus de ses livres culinaires il a écrit deux livres de mémoires.

“Because of the Cats” (1963), son deuxième roman, publié en français sous le titre C’est la faute des chats, chez Plon en 1966 eut une réédition sous le titre “À cause des chats”, dans la collection de poche 10/18 no 1769, 1986 puis chez France-Loisirs, en 1987, en allemand, “Van der Valk und die Katzen”, en néerlandais “Vanwege de katten”, en suédois “Se upp för kattorna” et en portugais, dans la collection Vampiro sous le titre : “Os Gatos Macabros” en 1986.

Nicolas Freeling s’est éteint le 20 juillet 2003 dans sa maison de Grandfontaine, à l’ouest de Strasbourg.

C'est la faute des chats - en 3 langues

Retrato “Horribilis” de um país desconhecido


Com a devida vénia tanto para o blog irmão, O Gato Alfarrabista, como para o Diário de Notícias, aqui reproduzo para edificação e indignação dos amigos dos gatos e de todos os animais em geral, a incrível notícia que mais parece do tempo da Inquisição.

Depois de colocar mais um post sobre os “Os Gatos e o Crime”, não podia deixar de publicar a denúncia deste crime confesso, magnificamente ilustrada, com alto nível, por José Bandeira

DN - Gato

Os gatos e o crime – Patricia Highsmith – Chats et polars


tumblr_n1my6iLDb21rltkneo1_1280Patricia Highsmith foit uma romancista americana famosa pelos seus thrillers psicológicos, a partir dos quais foram realizados uma dúzia de filmes. O seu primeiro romance, O Desconhecido do Norte Expresso, foi adaptado três vezes ao cinema, nomeadamente por Alfred Hitchcock, em 1951. Além da sua série de romances com o personagem Tom Ripley, escreveu numerosas novelas, todas impregnadas de humor negro.

Mary Patricia Plangman nasceu a 19 de Janeiro de 1921, em Fort Worth, no Texas. Foi criada pela avó materna até aos 12 anos, partindo, então, para Nova Iorque com a sua mãe e o seu padrasto, onde fez os seus estudos (diplomada em inglês, latim e grego). 250px-BlackTerror0101Patricia Highsmith interessou-se pela escrita logo na adolescência e publicou a sua primeira novela em 1944 (A Heroína, na revista Harper’s Bazaar).

Durante algum tempo, foi argumentista de banda desenhada, como, por exemplo, de algumas aventuras de Black Terror para a Nedor Comics, antes de dedicar-se à redacção do seu primeiro romance, O Desconhecido do Norte Expresso, publicado com êxito em 1950. Alfred Hitchcock comprou logo os direitos da adaptação cinematográfica.

O desconhecido do norte expressDepois de publicar com o pseudónimo Claire Morgan (Carol, em 1953), uma estadia na Europa inspirou-lhe o personagem cruel e misterioso do Senhor Ripley – romance publicado em 1955 e um dos seus maiores êxitos (prémio dos Mystery Writers of America e Grande Prémio de Literatura Policial e com duas adaptações cinematográficas) – personagem chave que voltou a utilizar em quatro outros romances ao longo da sua carreira.

Estabeleceu-se na Europa (primeiro na Inglaterra, depois em França e na Suíça), onde os seus livros seguintes foram mais apreciados do que no seu próprio país. A sua obra conta cerca de vinte romances, numerosas novelas e um ensaio (A Arte do Suspense). Patricia Highsmith afirmava não ter especial apreço pelo romance policial, vivia quase sempre sozinha para não ser perturbada no seu trabalho de escritora e apreciava a companhia de gatos.

os_gatos_9788525424969_9788525423016_mHomenageou estes felinos numa recolha de novelas, “Os Gatos”, onde anota:

«Um gato faz com que uma casa seja um lar. Um escritor nunca está só com um gato, mas essa companhia não o impede de trabalhar. Além do mais, a deambular ou a dormir, um gato é uma obra de arte viva, em perpétua metamorfose.”

A descoberta, pelo gato da casa, de um achado macabro que perturba profundamente uma muito chique casa de campo inglesa; uma rivalidade entre um homem e um gato, ambos apaixonados pela sua dona comum; um animal misterioso que vai e vem na casa ou na cabeça de um jovem casal inglês pouco normal… são os temas dessa pequena recolha. Eis, portanto, o felino promovido a personagem de ficção, inspirador de poemas, assunto de estudo, modelo de artista.

Nas recolhas publicadas unicamente em França, figura La Proie du chat, Paris, Calmann-Lévy, 1981.

Patricia Highsmith morreu com 74 anos de idade, vítima de leucemia, a 4 de Fevereiro de 1995, em Locarno, Suíça.

P.Highsmith e seus dois amores

l'inconnu do nord expressPatricia Highsmith fut une romancière américaine connue pour ses thrillers psychologiques, dont ont été tirés une douzaine de films. Son premier roman L’Inconnu du Nord-Express a été adapté trois fois au cinéma, notamment par Alfred Hitchcock en 1951. En plus de sa série de romans mettant en scène le personnage Tom Ripley, elle a écrit un certain nombre de nouvelles, toutes fortement teintées d’humour noir.

HighsmithMary Patricia Plangman est née le 19 janvier 1921, à Fort Worth dans le Texas. Elle fut élevée par sa grand-mère puis, à 12 ans suivit sa mère et son beau-père à New York où elle fit ses études (diplômée en anglais, latin et ainsi que grec). Patricia Highsmith s’intéressa à l’écriture dès l’adolescence et publia sa première nou- velle en 1944 (L’Héroïne dans le magazine féminin Harper’s Bazaar).

Elle exerça un temps le métier de scénariste de bandes dessinées, par exemple, quelques aventures de Black Terror pour Nedor Comics, avant de s’atteler à la rédaction de son premier roman L’Inconnu du Nord-Express qui fut publié avec succès en 1950. Alfred Hitchcock en acheta aussitôt les droits d’adaptation cinématographique.
51E3MXFX39L._SY344_BO1,204,203,200_Après un roman publié sous le pseudonyme de Claire Morgan (Carol en 1953), un séjour en Europe lui inspira le personnage cruel et mystérieux de Monsieur Ripley – roman publié en 1955 et un de ses plus grands succès (prix des Mystery Writers of America et Grand prix de littérature policière ainsi que deux adaptations cinématographiques) – personnage clé qu’elle réutilisera dans quatre autres romans tout au long de sa carrière.
Elle s’établit ensuite en Europe (d’abord en Angleterre, puis en France et en Suisse) où ses livres suivants furent plus appréciés que dans son pays d’origine. Son œuvre se compose d’une vingtaine de romans, d’un grand nombre de nouvelles et d’un essai (L’Art du suspense). Patricia Highsmith affirmait n’avoir aucun goût particulier pour le roman policier, vivait essentiellement seule pour ne pas être dérangée dans ses travaux d’écriture et appréciait la compagnie des chats.

des-chats-et-des-hommes-highsmithElle rendit hommage à l’essence du chat dans un recueil de nouvelles : “Des chats et des hommes” où elle nota :

« Un chat fait qu’une maison est un foyer. Un écrivain n’est jamais seul avec un chat, tout en étant suffisamment seul pour pouvoir travailler. Qui plus est, qu’il déambule ou qu’il dorme, un chat est une œuvre d’art vivante, en perpétuelle métamorphose.”

La découverte, par le chat de la maison, d’une trouvaille macabre qui jette un trouble profond dans une maisonnée très chic de la campagne anglaise. Une rivalité entre un homme et un chat, tous deux épris de leur maîtresse commune. Un animal mystérieux qui va et qui vient dans la maison ou dans la tête de ce jeune couple anglais par trop normal…. c’est le sujet de ce petit recueil. Voilà donc le félin personnage de fiction, inspirateur de poème, sujet d’étude, modèle d’artiste.

41ZUrHw7IyL._SL160_Dans les recueils publiés uniquement en France figure La Proie du chat, Paris, Calmann-Lévy, 1981

Patricia Highsmith est morte, âgée de 74 ans, atteinte de leucémie, le 4 février 1995 à Locarno, Suisse.

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Os gatos e o crime – Philippe Ragueneau – Chats et polars


Tendo escrito a série de ficção policial dos Tiburces, Philippe Ragueneau fica incluído nesta categoria.

Philippe Ragueneau foi um jornalista e escritor francês que nasceu a 19 de Novembro de 1917 em Orleães e morreu a 22 de Outubro de 2003 em Gordes no Sul da França.

jeune RagueneauEra o filho de Marcel Ragueneau, industrial, e de Jeanne Mittelmann. Fez os estudos secundários em Orleães, Roubaix, Froyennes (Bélgica) e depois em Lille. Estava a estudar no HEC (Hautes Études Commerciales) quando foi mobilizado em Setembro de 1939, na 51e DI em Orleães. Em Junho de 1940, antes do apelo do general de Gaulle, chefe de secção no 23e RI, recusou-se a depor as armas reuniu à sua volta os oficiais da sua companhia. Uma semana depois do armistício de 22 de Junho de 1940, difundiu um manifesto intitulado A guerra continua em que definiu os princípios da resistência clandestina, depois fundou o movimento « A Guerra Secreta » que se consagrou à espionagem, propaganda e sabotagem.

Em 12 de Agosto de 1941, foi detido, interrogado pela polícia de Vichy e encarcerado na prisão de Montluc em Lyon. Libertado em Novembro de 1941, retomou as suas actividades antes de embarcar para a Argélia.

index 2Na altura do desembarque aliado de Novembro de 1942, participou no golpe que neutralizou Argel. Depois alistou-se num comando francês, o Special Detachment, ligado ao 1º Exército Britânico. Ragueneau ficou colocado em Novembro de 1943 em Argel, no Bureau Central de Renseignements et d’Action (BCRAA), antes de partir, a 1 de Dezembro, para Londres onde teve um treino intensivo (pára-quedismo, sabotagem, espionagem, etc.).

Nomeado capitão, na noite de 9 a 10 de Junho de 1944 foi largado de pára-quedas no Morbihan com uma equipa de Jedburghs (nome de código George) junto com o capitão americano Paul Cyr e alferes francês Pierre Gay, com missão de armar e de formar maquis com um destacamento do 4º Batalhão de Infantaria Aérea, alcançaram o maquis de Saffré em Loire-Atlântico e participaram nos combates de defesa do maquis e depois nos combates de Ancenis. Dias mais tarde, foi nomeado Delegado Militar Departamental no Loire-inferior. Depois da chegada das tropas americanas, no fim de Agosto, Ragueneau regressou a Londres.

Julien ou la route à l'envers + un homme à vendreLargado de pára-quedas pela segunda vez, a 7 de Setembro de 1944, em Martaizé uma aldeia perto de Loudun partiu uma perna ao aterrar. No entanto, contribuiu à implantação do 1º Grupo Móbil que avançou contra os Alemães entrincheira- dos na linha Pornic-Paimbœuf e rechaçou-os para Saint-Nazaire depois de árduos combates. Em Outubro de 1944, chamado à Nantes para o Estado-maior do 1o Grupo Móbil, foi nomeado chefe do 2º Bureau; no fim de Novembro de 1944, terminada a sua missão, regressou a Paris.

Em 1945 tornou-se jornalista, foi co-fundador e director de l’Avenir de l’Ouest et, em 1947, encarregado de missão no RPF (Reunião do Povo Francês) do general de Gaulle depois no Conselho da República, e a seguir chefe do serviço de imprensa do RPF e chefe de redacção das Informações e Documentos. De 56 a 58, foi chefe de serviço em Jours de France e em Radar, depois, até 59, responsável das relações com a imprensa no gabinete do general de Gaulle.

2733908332.08.LZZZZZZZDe 59 a 63, foi director-adjunto dos programas da Televisão, e, em 63, Ragueneau foi presidente-fundador do 2º canal da ORTF e, um ano mais tarde, director dos programas dos dois canais franceses. Em 68, foi inspector-geral da ORTF e, de 75 à 82, director do Centro de Estudos de opinião.

A partir de 1983, Philippe Ragueneau ficou o administrador da sociedade Secodip e, em 88, secretário-geral adjunto do Conselho Nacional da Comunicação. Foi também fondador e depois presidente de honra da Comunidade das Televisões francófonas, presidente da associação dos Resistentes da ORTF, autor e produtor para a Televisão.

Escritor, o seu primeiro livro, Julien ou la route à l’envers – foi publicado em 1976. Seguir-se-ão La Marée montante –1977, Un Homme à vendre –1979, tudo nas Ed. Albin Michel, Un homme de l’Ombre – Ed. Du Rocher, 1980, Sacrées vacances – Ed. Albin Michel, 1982, que recebeu o Prémio Scarron, Quelle classe ! – 1982, Si vous passez par Meillanne – 1984, os dois pelas Ed. Albin Michel, Les Marloupins du Roy – Paris, 1989

Ragueneau - chat Moune 1Começou a série do gaullismo com Humeurs et humour du Général – Grancher 1990, Paris libéré, ils étaient là – France Empire, e com Guy Sabatier, Dictionnaire du Gaullisme,– Albin Michel, 1994, depois Le Général a dit... – Grancher, 2000

A série de narrativas de gatos começou em 1981 pela série do gato Moune : L’Histoire édifiante et véridique du chat Moune – Ed. Albin Michel, continuou com Les Nouvelles aventures du chat Moune – Ed. Albin Michel, 1983, Le Grand voyage du chat Moune et autres histoires – Ed. Albin Michel, 1985 Le Chat Moune et ses copains – Ed. Albin Michel, 1988 Le Chat Moune exagère – Ed. Albin Michel, 1990. Ragueneau - Gros Mimi e petit Lulu 1Seguiu-se a série de Gros Mimi et Petit Lulu Un Amour de chats –Ed. du Rocher, 1991, Les 400 coups de Gros-Mimi et Petit-Lulu – Ed. du Rocher, 1992, Nouvelles turpitudes de Gros-Mimi et Petit-Lulu – Ed. du Rocher, 1995, Le bel été de Gros-Mimi et Petit-Lulu – Ed. du Rocher, 1999.

Ragueneau escreveu também alguns livros de ficção «gatarral».

A série Tiburce : Tiburce, le chat qui parlait comme vous et moi. Monaco : Ed. du Rocher, 1997. Tiburce,Ragueneau - Tiburce 1 050 le chat qui démasqua l’assassin. Monaco : Ed. du Rocher, 2002, Tiburce, le chat qui piégea les terroristes. Monaco : Ed. du Rocher, 2003, Tiburce, le chat qui démêla l’énigme de l’hécatombe. Monaco : Ed. du Rocher, 2003.

Edições postumas : Tiburce, le chat qui déjoua le piège du gangster. Monaco : Ed. du Rocher, 2004, Tiburce, le chat qui mit en échec la Mafia. Monaco : Ed. du Rocher, 2005.

Ragueneau - UlysseOutra edição de ficção : Ulysse le chat qui traver- sa la France – Ed. du Rocher, 2000 e uma recolha de histórias: Drôles de bêtes et drôles d’histoires : de l’humour à l’émotion Grancher, 2002

Morreu a esposa e mãe dos seus três filhos em 1958, e, em 1967, ele casou com a realizadora e produtora de televisão Catherine Anglade (1929-1994).

Ragueneau é também conhecido por testemunhar uma comunicação real e tangível com a sua esposa Catherine defunta cujo relato escreveu: L’autre côté de la vie, dialogues avec l’invisible – Pocket 1997, 2001, edições du Rocher 1995, 1997.

philippe ragueneau catherine anglade moune 1

Ayant écrit la série de fiction policière des Tiburces, Philippe Ragueneau a sa place dans cette catégorie.

 

Ragueneau souriantPhilippe Ragueneau fut un journaliste et écrivain français né le 19 novembre 1917 à Orléans dans le Loiret et mort le 22 octobre 2003 à Gordes dans le Vaucluse.

Fils de Marcel Ragueneau, industriel, et de Jeanne Mittelmann, il fit ses études secondaires à Orléans, Roubaix, Froyennes (Belgique), puis à Lille. Il était étudiant à HEC quand il fut mobilisé en septembre en 1939, à la 51e DI à Orléans. Après une formation d’EOR à Saint Cyr, il fut promu aspirant dans l’Infanterie. En juin 1940, avant même l’appel du général de Gaulle, chef de section 23e RI, il refusa de déposer les armes et groupa autour de lui les officiers et sous-officiers de sa compagnie. Une semaine après l’armistice du 22 juin 1940, il diffusa un manifeste intitulé La guerre continue dans lequel il définit les principes de la résistance clandestine, puis fonda le mouvement « La Guerre Secrète » qui se consacra au renseignement, à la propagande et au sabotage.

images2Le 12 août 1941, il est arrêté, interrogé par la police de Vichy et est incarcéré à la prison de Montluc à Lyon. Libéré en novembre 1941, il reprend ses activités avant de s’embarquer pour l’Algérie.

Au moment du débarquement allié de novembre 1942, il fit partie du coup de force qui neutralise Alger. Il s’engagea ensuite dans un commando français qu’il contribua à mettre sur pied, le Special Detachment, rattaché à la 1re Armée britannique. Ayant effectué 21 missions de sabotage dans les lignes ennemies, il fut promu lieutenant et, volontaire pour suivre des cours de parachutisme, retourna à Alger. Ragueneau fut affecté en novembre 1943 à Alger, au Bureau Central de Renseignements et d’Action (BCRAA), avant de partir, le 1er décembre, pour Londres où il suivit un entraînement intensif (parachutisme, sabotage, espionnage, etc.).

1507-1Dans la nuit du 9 au 10 juin 1944, nommé capitaine, il fut parachuté dans le Morbihan au sein d’une équipe de Jedburghs (nom de code George) en compagnie du capitaine américain Paul Cyr et du sous-lieutenant français Pierre Gay, avec pour mission d’armer et de former les maquis. Les trois hommes sautèrent en compagnie d’un détachement du 4e Bataillon d’Infanterie de l’Air, puis atteignirent le maquis de Saffré en Loire-Atlantique et participèrent aux combats de défense du maquis puis à ceux d’Ancenis. Quelques jours plus tard, il fut nommé Délégué Militaire Départemental en Loire-inférieure. Après l’arrivée des troupes américaines, fin août, il rentra à Londres.

phase2Parachuté une seconde fois, le 7 septembre 1944, à Martaizé un village proche de Loudun, dans la Vienne, il se cassa une jambe à l’atterrissage. Il contribua cependant à mettre sur pied le 1er Groupement Mobile qui monta au contact des Allemands retranchés sur la ligne Pornic-Paimbœuf et les refoula vers Saint-Nazaire après de durs combats. En octobre 1944, appelé à Nantes à l’État-major du 1er Groupement Mobile, il fut nommé chef du 2e Bureau; fin novembre 1944, sa mission terminée, il rentra à Paris.

AVT_Philippe-Ragueneau_7368.pjpegDevenu journaliste en 1945, il fut cofondateur et directeur de l’Avenir de l’Ouest et en 1947 chargé de mission au RPF du général de Gaulle puis au Conseil de la République, ensuite chef du service de presse du RPF et rédacteur en chef d’Informations et Documents.

De 1956 à 1958, il fut chef de service à Jours de France et à Radar, puis, jusqu’en 1959, chargé de mission et des relations avec la presse dans le cabinet du général de Gaulle.

De 59 à 63, Ragueneau devint directeur adjoint des programmes de la Télévision, et en 63 il  fut président-fondateur de la 2e chaîne de l’ORTF puis une année plus tard, directeur des programmes des deux chaînes françaises. En 68, il fut inspecteur général de l’ORTF puis de 75 à 82, directeur du Centre d’études d’opinion.

HUMEURS-ET-HUMOUR-DU-GENERAL-PHILIPPE-RAGUENEAUÀ partir de 1983, Philippe Ragueneau devint administrateur de la société Secodip et, en 88, secrétaire général adjoint du Conseil national de la communication. Il fut également fondateur puis président d’honneur de la Communauté des Télévisions francophones, président de l’association des Résistants de l’ORTF, auteur et producteur pour la télévision.

Écrivain, son premier livre, Julien ou la route à l’envers – Éd. Albin Michel, fut publié en 1976. Se suivirent La Marée montante – Éd. Albin Michel, 1977, Un Homme à vendre – Éd. Albin Michel, 1979, Un homme de l’Ombre – Éd. Du Rocher, 1980, Sacrées vacances – Éd. Albin Michel, 1982, qui reçut le Prix Scarron, Quelle classe ! – Éd. Albin Michel, 1982, Si vous passez par Meillanne – Éd. Albin Michel, 1984, Les Marloupins du Roy – Paris, 1989

Il commença la série du gaullisme avec Humeurs et humour du Général – Grancher 1990, Paris libéré, ils étaient là – France Empire, et avec Guy Sabatier, Dictionnaire du Gaullisme,– Albin Michel, 1994, puis Le Général a dit… – Grancher, 2000

Ragueneau - chat Moune 2Les séries de récits de chats commença en 1981 par la série du chat Moune : Les nouvelles aventures du chat Moune – Éd. Albin Michel, 1981, Le Grand voyage du chat Moune et autres histoires – Éd. Albin Michel, 1985 Le Chat Moune et ses copains – Éd. Albin Michel, 1988 Le Chat Moune exagère – Éd. Albin Michel, 1990. S’ensuivit la série de Gros Mimi et Petit Lulu Un Amour de chats – Éd. du Rocher, 1991, Les 400 coups de Gros-Mimi et Petit-Lulu – Éd. du Rocher, 1992, Nouvelles turpitudes de Gros-Mimi et Petit-Lulu – Éd. du Rocher, 1995, Le bel été de Gros-Mimi et Petit-Lulu – Éd. du Rocher, 1999

Ragueneau écrivit aussi quelques livres de fiction « chattesque ».

 Ragueneau - Tiburce 2049La série Tiburce (tous les tomes publiés par les Editions du Rocher: Tiburce, le chat qui parlait comme vous et moi. 1997.

Tiburce, le chat qui démasqua l’assassin, 2002, Tiburce, le chat qui piégea les terroristes, 2003, Tiburce, le chat qui démêla l’énigme de l’hécatombe, 2003.

Éditions posthumes : Tiburce, le chat qui déjoua le piège du gangster, 2004, Tiburce, le chat qui mit en échec la Mafia, 2005.

Ragueneau - Drôles de BêtesAutre édition de fiction : Ulysse le chat qui traversa la France – Éd. du Rocher, 2000 et un recueil d’histoires : Drôles de bêtes et drôles d’histoires : de l’humour à l’émotion Grancher, 2002

Son épouse et mère des ses trois enfants mourut en 1958. Philippe Ragueneau épousa en 1967 la réalisatrice et productrice de télévision Catherine Anglade (1929-1994).

Ragueneau e Anglade 1Ragueneau est également connu pour avoir témoigné d’une communication réelle et tangible avec son épouse défunte Catherine dont il écrivit le récit : L’autre côté de la vie, dialogues avec l’invisible – Pocket 1997, 2001, éditions du Rocher 1995, 1997.

Os gatos e o crime – Neill Graham – Chats et polars


duncanWilliam Murdoch Duncan, nasceu em Glasgow na Escócia a 18 de Novembro de 1909 e morreu nessa cidade a 19 de Abril de 1976. Autor de romances policiais muito prolífico, escreveu com inúmeros pseudónimos tais como John Cassells, Neill Graham, Peter Malloch, Lovat Marshall, John Dallas ou Martin Locke.

Depois de estudar na Universidade de Glasgow, onde completou um mestrado de história em 1934, dedicou-se à escrita redigindo artigos com temas históricos e centenas de novelas policiais que alimentaram jornais e revistas populares. Nos primeiros anos da 2a Guerra Mundial serviu no exército britânico, em 1944, casou com Marion Hughes.

Murdock Duncan 1No mesmo ano, publicou um primeiro romance The Doctor Deals with Murder. Até à sua morte, em 1976, deu à estampa mais de duzentos e cinquenta livros. É a razão por que, com John Creasey, figura entre os autores mais prolíficos da literatura policial. Para divulgar esta vasta produção, onde nenhum título se desmarca, utilizou, além do seu patronímico, numerosos pseudónimos.

Em França, várias colecções como a Série Noire, publicaram obras de W. Murdoch Duncan, Neill Graham e Peter Malloch. A colecção Le Masque interessada, primeiro, pelos títulos do pseudónimo John Cassells, que tinha como herói o inspector Flagg, o detective mais famoso do autor, deu depois à estampa com este nome obras pescadas na abundante produção de Duncan, nomeadamente os inquéritos do detective James « Solo » Malcolm e os do detective privado Sugar Kane, respectivamente assinados Neill Graham e Lovat Marshall no Reino-Unido.

Embora vários títulos evocam animais diversos : corvo (The Blackbird Sings of Murder1948), canário (Death of a Canary -1968), este publicado em francês com assinatura de John Cassells com o título Solo pour une chanteuse, é o gato que nos interessa. Este figura em dois títulos :

The Symbol of the Cat (1948) e Murder of a Black Cat (1964) ambos com o pseudónimo de Neill Graham. Este último título foi publicado em francês pela colecção Le Masque (no 916, 1966)  com a assinatura de John Cassells e o título Le petit chat est mort, pela Librairie des Champs-Élysées e reeditado pela Librairie des Champs-Élysées, Le Club des Masques no 139, em 1972. Em português foi editado com o título Morte de um Gato Preto pela Editora Minerva, colecção Xis nº156.

The Symbol of thw Cat + Morte de um gato preto

William Murdoch Duncan, est né à Glasgow en Écosse le 18 novembre 1909 et y est mort le 19 avril 1976. Auteur de romans policiers très prolifique, il a écrit sous de nombreux pseudonymes tels que John Cassells, Neill Graham, Peter Malloch, Lovat Marshall, John Dallas ou Martin Locke.

grahamsayAprès des études à l’Université de Glasgow, où obtient une maîtrise d’histoire en 1934, il aborde l’écriture en rédigeant des articles historiques et des centaines de nouvelles policières qui alimentent des journaux et des magazines populaires. Pendant les premières années de la 2ème Guerre Mondiale, il sert dans l’armée britannique, puis il épouse Marion Hughes en 1944.

La même année, il publie un premier roman The Doctor Deals with Murder. Jusqu’à sa mort en 1976, il en fera paraître plus de deux cents cinquante. C’est pourquoi, avec John Creasey, il figure parmi les auteurs les plus prolifiques de la littérature policière. Pour écouler cette vaste production standard, où nul titre ne se démarque, il utilise, outre son patronyme, de nombreux pseudonymes.

s3699En France, plusieurs collections, dont la Série Noire, ont publié des œuvres de W. Murdoch Duncan, Neill Graham et Peter Malloch. La collection Le Masque, d’abord intéressée par les titres du pseudonyme John Cassells ayant pour héros l’inspecteur Flagg, le détective le plus connu de l’auteur, fit ensuite paraître sous ce nom des ouvrages puisés dans l’abondante production de Duncan, notamment les enquêtes du détective James « Solo » Malcolm et celles du privé Sugar Kane, respectivement signées Neill Graham et Lovat Marshall au Royaume-Uni.

mort_john_cassellsBien que plusieurs titres évoquent des animaux — corbeau (The Blackbird Sings of Murder1948), canari (Death of a Canary – 1968), publié en français et signé John Cassells sous le titre Solo pour une chanteuse, c’est le chat qui nous intéresse et qui figure dans deux titres :

The Symbol of the Cat (1948) et Murder of a Black Cat (1964) tous deux avec le pseudonyme de Neill Graham. Ce dernier publié en français par la collection Le Masque (no 916, 1966) sous la signature de John Cassells et le titre Le petit chat est mort, Paris, Librairie des Champs-Élysées et réédité par la Librairie des Champs-Élysées, Le Club des Masques no 139, 1972 et en portugais comme Morte de um Gato Preto par l’Editora Minerva, collection Xis nº156

 

 

Os gatos e o crime – Ellery Queen – Chats et polars


Les Ellery 2Célebre solucionador de enigmas, o próprio Ellery Queen ficou durante muito tempo um personagem mis- terioso. Hoje em dia, já se sabe que, debaixo desse nome famoso, escon- diam-se Manfred Bennington Lee e Frederic Dannay, dois primos, am- bos nascidos em 1905 (Manfred a 11 de Janeiro e Frederic a 20 de Outubro) em Nova Iorque, no bairro de de Brooklyn. Trabalhavam em publicidade (Lee depois da universidade) quando, em 1928, por brincadeira, participaram num concurso de romances policiais.Theromanhatcover + Chapéu Romano The Roman Hat Mys- tery (editado em Portu- gal pela colecção Vampi- ro como O Mistério do Chapéu Romano), ga- nhou o prémio e teve tanto êxito que o editor, depois de publicar esse primeiro romance em 1929, pediu-lhes para continuar a escrever:

Ellery Queen tinha nascido

O personagem Ellery Queen é o filho do investigador profissional Richard Queen qe, aliás aparece frequentemente no ciclo e a quem foi consagrado uma recolha de novelas. Aos vinte anos, o jovem Ellery, um dandy ocioso que lembra um pouco o Philo Vance de S.S. Van Dine, tornou-se o escrivão das suas próprias aventuras, porque, muitas vezes, deu uma mãozinha ao se pai na resolução, pela sua acutilada observação e pelas suas altas capacidades de dedução nos casos particularmente difíceis. 798266-ElleryQueen2sLogo antes de revelar a chave do enigma, a narrativa pára para lançar um desafio ao leitor, avisando que este já conhece todos os indícios em causa e que deve formular a sua solução antes de Ellery Queen lhe dar a chave. Whodunits (Quem o fez ?) clássicos e muito engenhosos, os inquéritos de Ellery Queen ganharam rapidamente uma vasta notoriedade. E, longe de se contentarem em repetir a fórmula, os primos Lee e Dannay iam fazer evoluir o ciclo.

O ciclo Ellery Queen comporta quatro fases. Na primeira, todos os romances têm a palavra Mystery nos títulos originais e revelam-se romances de enigma clássicos: termina com a recolha de novelas As Aventuras de Ellery Queen.

A segunda fase, que comporta cinco romances, oferece narrativas de detecção menos rígidas onde a parte de suspense está em nítida progressão. Também acaba com uma recolha de novelas.

index2A terceira, muitas vezes designada como a da maturidade, inicia-se com Calamity Town e, nesses seis romances e várias novelas, desenvolve-se a crónica de Wrightville, pequena povoação americana reunindo todos os vícios e os males da sociedade americana dos anos 1950.

A quarta e última fase do ciclo inclui vários textos apócrifos. Porque, nos anos60, o duo solicitou ou autorizou jovens autores, ou até atores já confirmados, a escreverem debaixo da assinatura Ellery Queen. Uns trinta romances assinados Ellery Queen, foram assim pblicados no fim dos anos 60, escritos por diversos autores usando o nome da casa (house name em inglês) Ellery Queen, e supervisionados por Manfred Bennington Lee.

Em 1932, pouco depois do nascimento da assinatura Ellery Queen, apareceu o seu homólogo Barnaby Ross, autor doutra série de romances ulteriormente reeditados com a assinatura de Ellery Queen. Os dois primos criaram com esse pseudónimo o seu segundo grande detective : Drury Lane, um antigo actor shakespeariano que, apesar da sua surdez, consegue deslindar os mais complexos enigmas.

Lee, com o nome de Queen, e Dannay, com o de Ross, de cara tapada, fizeram digressões de conferências dialogadas que, na época, tiveram um grande êxito.

eqmm_de_13 (1)Lee e Dannay fundaram também, em 1941, a revista Ellery Queen’s Mystery Magazine que publicou as melhores novelas policiais. Conseguir publicar nessa revista não tardou a tornar-se, para qualquer autor de romances policiais, uma espécie de consagração.

Entre os romances, as novelas, as antologias, os dois primos escreveram mais de oitenta obras. Em 1961, Ellery Queen recebeu o Grand Master Award pela excelência na área do romance de mistério policial, atribuído pelo Mystery Writers of America.

Manfred B. Lee morreu a 2 de Abril de 1971 e Frederic Dannay faleceu a 3 de Setembro de 1982.

Cat of many tails 1Os dois primos usaram o gato como título de um dos seus romances policiais,: Cat of many tails, onde o Tareco não é o que se julga! Curiosamente, em Portugal, o livro foi editado com títulos diferentes: O Enigma do Gato na colecção Xis e no Círclo dos Leitores, e, mais parecido com o título original, O gato de muitas Caudas, na colecção Vampiro.

Na colecção Xis, o ilustrador inspirou-se directamente numa das capas americanas, como o podem constatar.

O enigma do GatoXis e Circulo Leitoresl

index3Célèbre déchiffreur d’énigmes, Ellery Queen lui-même resta longtemps un personnage mystérieux. On sait aujourd’hui que sous ce nom fameux se cachaient Manfred Bennington Lee et Frederic Dannay, deux cousins nés en 1905 (Manfred le 11 janvier et Frederic le 20 octobre) à New York dans le quartier de Brooklyn.$(KGrHqRHJB!E8e4F0YS4BPH+Mov7Mw~~60_57 Tous deux travaillaient dans la publicité (Lee après son passage à l’université) quand, en 1928, ils participèrent pour s’amuser à un concours de romans policiers. The Roman Hat Mystery, Le Mystère du chapeau de soie, aussi appelé Le Mystère romain en français, remporta le prix et un tel succès que l’éditeur, qui publia ce premier roman en 1929, les engagea à continuer d’écrire : 

Ellery Queen était né

Le personnage Ellery Queen est le fils de l’enquêteur professionnel le mystère romainRichard Queen qui fait d’ailleurs de fréquentes apparitions dans le cycle et auquel est consacré un recueil de nouvelles. À vingt ans, le jeune Ellery, un dandy oisif qui n’est pas sans rappeler le Philo Vance de S.S. Van Dine, devient l’écrivain de ses propres aventures, car souvent il prête main-forte à son père pour résoudre par sa science de l’observation et ses hautes capacités de déduction des affaires particulièrement difficiles. Juste avant de révéler le fin mot de l’énigme, le récit s’arrête pour lancer un défi au lecteur, précisant que ce dernier connaît maintenant tous les indices en cause et qu’il doit dès à présent formuler sa solution avant qu’Ellery Queen lui en donne les clefs. Whodunits (Qui l’a fait) classiques et fort ingénieux, les enquêtes d’Ellery Queen gagnent rapidement une vaste notoriété. Or, loin de se borner à répéter la formule, les cousins Lee et Dannay font évoluer le cycle.

img.phpIl existe quatre phases au cycle Ellery Queen. Dans la première, tous les romans contiennent le mot Mystery dans les titres originaux et se révèlent des romans d’énigme classiques : elle se clôt avec le recueil de nouvelles Les Aventures de Ellery Queen.

La deuxième phase, qui compte cinq romans, offrent des récits de détection moins rigides où la part de suspense est en nette progression. Elle s’achève avec un nouveau recueil de nouvelles.

La ville Maudite copyLa troisième, souvent désignée comme celle de la maturité, s’amorce avec La Ville maudite et, dans ces six romans et plusieurs nouvelles, développe la chronique de Wrightville, petite agglomération américaine réunissant tous les vices et les maux de la société américaine des années 1950.

La quatrième et dernière phase du cycle inclut plusieurs textes apocryphes. C’est que, pendant les années 1960, le duo sollicita ou autorisa de jeunes auteurs, ou même des auteurs confirmés, à écrire sous la signature Ellery Queen. Une trentaine de romans signés Ellery Queen, furent ainsi publiés vers la fin des années 60, écrits par divers auteurs utilisant le nom maison (house name en anglais) Ellery Queen, et supervisés par Manfred Bennington Lee.

product_9782071019310_195x320En 1932, peu après la naissance de la signature Ellery Queen, apparut son homologue Barnaby Ross, auteur d’une autre série de romans réimprimés ultérieurement sous la signature d’Ellery Queen. Les deux cousins créèrent sous ce nom leur second grand détective: Drury Lane, un ancien acteur shakes- pearien qui, en dépit de sa surdité, parvient à démêler les énigmes les plus complexes.

Lee, sous le nom de Queen, et Dannay, sous celui de Ross, le visage masqué, firent des tournées de conférences qui eurent à l’époque un grand succès.

860499592Lee et Dannay fondèrent également en 1941 la revue Ellery Queen’s Mystery Magazine qui publia les meilleures nouvelles policières. Parvenir à publier dans cette revue devint bientôt, pour tout auteur de romans policiers, une sorte de consécration.

Entre les romans, les nouvelles, les anthologies, les deux cousins auront écrit plus de quatre-vingts ouvrages. En 1961, Ellery Queen reçut le Grand Master Award pour l’excellence d roman de mystère policier, atribué par le Mystery Writers of America.

Manfred B. Lee est mort le 2 avril 1971 et Frederic Dannay est quant à lui décédé le 3 septembre 1982.

image 2Les deux cousins ont utilisé le chat dans un de leurs romans policiers: Cat of many tails, dont le titre en français est devenu Griffes de velours, d’abord édité par les Presses de la Cité et plus tard dans la colection J’ai Lu. Um mystère où le greffier n’est pas celui qu’on croit!

ellery queen . griffes de velours 1 e 2

Os gatos e o crime – Chats et polars – Georges Simenon


Georges Joseph Christian Simenon nasceu em Liège, Bélgica, na 6ª feira 13 de Fevereiro de 1903. Primogénito de Désiré Simenon, contabilista numa firma de Seguros, e de Henriette Brüll. No fim de Abril de 1905, a família mudou-se para a rua Pasteur  (hoje rua Georges Simenon) no bairro Outremeuse de Liège.

A família Simenon era oriunda do Limburgo belga, uma região de terras baixas próximas do rio Meuse, encruzilhada entre as Flandres, a Valónia e os Países Baixos. A família da mãe de Georges era também oriunda do Limburgo, mas do lado holandês ; país plano de terras húmidas e de brumas, de canais e de quintas. O Limburgo aparece nos seus romances. Simenon viveu algumas semanas em Neeroeteren, nomeadamente numa casa que lhe inspirou o romance La Maison du canal.

1033083A 21 de Setembro de 1906 nasceu o seu irmão Christian que foi o filho preferido da sua mãe, o que marcou profundamente o Georges. Ele aprendeu a ler e a escrever logo com três anos de idade. A partir de Setembro de 1908, entrou na escola primária onde, durante os seis anos que ali permanecera, sempre ficou nos três primeiros classificados.

Em Fevereiro de 1911, a família instalou-se numa grande casa onde a sua mãe ia poder subalugar quartos a estudantes estagiários, de todas as confissões e origens (russa, polaca ou belga). Para o jovem Georges foi uma extraordinária abertura para o mundo que se sentiria em muitos dos seus romances.

Inscrito no colégio em Setembro de 1914, no 1º ano, logo aos doze anos, decidiu dedicar a sua vida ao romance. Durante o verão de 1915, teve a sua primeira experiência sexual com uma « grande miúda » de quinze anos, o que para ele foi uma verdadeira revelação, à revelia dos princípios de castidade promovidos pelos padres jesuítas.

Medaille SimenonContinuou a sua escolaridade durante três anos noutro colégio jesuíta de Liège que ensinava as ciências e as letras. Todavia, o futuro escritor era sempre marginalizado pelos seus camaradas de maiores posses, e se já se tinha afastado da religião, encontrou no colégio muitas oportunidades para odiar os ricos que lhe faziam sentir a sua inferioridade social.

Um dia, em 1916, o médico da família Simenon mandou chamar o Georges para dizer-lhe que o seu pai não devia ter mais do que um ano de vida e que tinha de arranjar trabalho. Esta revelação transtornou o rapaz. Em Junho de 1918, tomando por pretexto da doença cardíaca do pai, decidiu deixar definitivamente os estudos, sem sequer realizar os exames do fim do ano escolar ; pegou alguns trabalhinhos sem futuro como aprendiz de pastelaria ou paquete de livraria.

romanpseudo_Au Pont des Arches 6Em 1919, Georges Simenon em conflito aberto com a sua mãe, começou uma carreira jornalista, redigindo curtos artigos de actualidade publicados no jornal ultra- conservador La Gazette de Liège ; esta publicou mais de 800, de Novembro de 1919 a Dezembro de 1922, O primeiro intitulava-se Fora do Galinheiro assinado « O Senhor Galo ».

Esse período jornalístico foi para Simenon, com apenas 16 anos, uma extraordinária experiência que lhe permitiu explorar os escaninhos da vida de uma grande cidade, da política, mas também da criminalidade, frequentar e imiscuir-se na vida nocturna real, conhecer os desvios pelos bares e os bordéis ; também permitiu que aprendesse a redigir de modo eficaz. Escreveu mais de um milhar de artigos com vários pseudónimos, 150 dos quais com o pseudónimo « G. Sim ». Durante esse período, interessou-se em particular pelos inquéritos policiais e assistiu às conferências sobre a polícia científica dadas pelo criminalista francês, Edmond Locard.

O homem que via oassar os comboios X 3

Em Junho de 1919, Simenon redigiu o seu primeiro romance « Na ponte das Arcas», publicado em 1921 com o seu pseudónimo de jornalista. Durante esse período, aprofundou o seu conhecimento do meio da noite, das prostitutas, das bebedeiras, dos regabofes. Nas suas relações havia anarquistas, artistas boémios, e até dois futuros assassinos, que mais tarde apareceriam no seu romance Os Três Crimes dos meus Amigoss (1938). Conheceu o editor Robert Denoël e uma estudante das Belas-Artes, Régine Renchon, com quem casaria em Março de 1923.

Novembro de 1921, falecimento do seu pai, com 44 anos.

No final do ano de 1922, Georges Simenon, com 19 anos de idade, deixou a Bélgica para viver em França, em Paris (mais tarde na província), e começou uma produção literária abundante ; escreveu cerca de mil contos ligeiros destinados a publicações galantes ou humorísticas e alguns 200 romances para colecções baratas, tudo com 17 pseudónimos. O mais conhecido, Georges Sim, consagrou-o logo em 1928 no género policial e, ao mesmo tempo, caiu no goto do grande público.

-jean--richard-Em 1930, o comissário Maigret fez a sua primeiríssima aparição no princípio de um romance-folhetim, A Casa da Ansiedade, assinado Georges Sim, depois Simenon criou «o personagem de Maigret» que o tornou uni- versalmente célebre.

Percorreu a Europa e a África, produzindo reportagens para a grande imprensa. De 1945 a 1955, viveu na América (Canadá, Estados- -Unidos). De regresso a Europa, fixou-se defini- tivamente na Suíça romanda : em Échandens, em Épalinges, e depois em Lausana (1957).

Le ChatEm 1970, faleceu a sua mãe. Um ano mais tarde, Simenon escreveu o seu último romance. Em 1978, o suicídio da sua filha, Marie-Jo, com uma bala no peito e com 25 anos de idade, enlutou os seus últimos anos.

Em 1984, submeteu-se a uma operação de um tumor no cérebro.

Em 1989, com oitenta e seis anos, Georges Simenon faleceu no seu domicílio de Lausanne na madrugada de 4 de Setembro de 1989 ; o seu corpo foi incinerado 2 dias depois. De noite, Teresa, a sua última companheira, espalhou as suas cinzas na relva do jardim, debaixo do cedro do Líbano, misturando-as com as da sua filha.

CHATPHO Gato, é um romance que foi publicado em 1967.

Um velho casal, Emílio de 73 anos e Margarida de 71 anos, passam a vida a guerrear-se por suspeitar terem morto os animais de com- panhia um do outro, respecti- vamente um gato e um papagaio. Já não se falam, comunicam muito ocasionalmente por notas manus- critas em pedacinhos de papel. Prisioneiros dessa existência comum sufocante, acabam por dar-se conta de que já não conseguem viver nesta situação, afastados um do outro.

Essa obra contém elementos de romance psicológico e de comédia negra. Esta história terá sido inspirada pela difícil comunicação do autor com a sua mãe.

O romance foi adaptado no cinema por Pierre Granier-Deferre com o título Le Chat num filme estreado em 1971, em França, com Jean Gabin e Simone Signoret nos papéis principais. O romance foi escrito, o que era frequente com Simenon, num curto período de duas semanas entre Setembro e Outubro de 1966. Foi publicado em França em 1967 pelas Presses de la Cité, depois de Simenon ter já publicado mais de 200 livros.

 

images 6Georges Joseph Christian Sime- non est né à Liège, Belgique, le vendredi 13 février 1903. Fils aîné de Désiré Simenon, comptable dans un bureau d’assurances et d’Henriette Brüll. Fin avril 1905, la famille dé- ménagea au « 3, rue Pasteur » (au- jourd’hui 25, rue Georges Simenon) dans le quartier d’Outremeuse.

$T2eC16JHJF8E9nnC6UY2BRYTyev)Yg~~60_57La famille Simenon est originaire du Limbourg belge, une région de basses terres proches de la Meuse, carrefour entre la Flandres, la Wallonie et les Pays-Bas. La famille de sa mère est aussi originaire du Limbourg, mais du côté hollandais ; plat pays de terres humides et de brumes, de canaux et de fermes. Le Limbourg apparaît dans ses romans. Simenon a logé quelques semaines à Neeroeteren, notamment dans une maison qui lui inspira le roman La Maison du canal.

Le 21 septembre 1906 naquît son frère Christian qui fut l’enfant préféré de sa mère, ce qui marqua profondément Georges. Il apprit à lire et à écrire dès l’âge de trois ans. À partir de septembre 1908, il fit ses études primaires et, durant six années, il se classa toujours dans les trois premiers.

10261921En février 1911, la famille s’installa dans une grande maison où sa mère allait pouvoir sous-louer des chambres à des étudiants ou des stagiaires, de toutes confessions et origines (russe, polonaise ou belge). Ce fut pour le jeune Georges une extraordinaire ouverture au monde que l’on retrouvera dans nombre de ses romans.

Georges entra au collège en septembre 1914, en classe de sixième et dès l’âge de douze ans, il décida de vouer sa vie au roman. Lors de l’été 1915, il connut sa première expérience sexuelle avec une « grande fille » de quinze ans, ce qui fut pour lui une véritable révélation, à l’encontre des préceptes de chasteté promus par les pères jésuites.

Pietr, o LetãoIl poursuivit sa scolarité trois ans durant dans un autre collège jésuite de Liège qui préparait aux sciences et aux lettres. Cependant le futur écrivain était toujours mis un peu à l’écart par ses camarades plus fortunés, et s’il s’était éloigné de la religion il trouva au collège maintes raisons de haïr les riches qui lui faisaient sentir son infériorité sociale.

L'homme qui regardait...Un jour de l’année 1916, le médecin de la famille Sime- non fit appeler Georges pour lui dire que son père ne devait pas avoir plus d’une année à vivre et qu’il lui fallait travailler. Cette révélation bouleversa le jeune Georges. En juin 1918, prétextant les problèmes cardiaques de son père, il décida d’arrêter définitivement ses études, sans même participer aux examens de fin d’année ; s’ensuivirent plusieurs petits boulots sans lendemain (apprenti-pâtissier, commis de librairie).

En 1919, Georges Simenon en conflit ouvert avec sa mère, commença une carrière journalistique, en rédigeant des billets d’humeur publiés dans le journal ultraconservateur La Gazette de Liège ; celle-ci en publiera plus de 800, de novembre 1919 à décembre 1922, le premier s’intitulait hors du poulailler signé « Monsieur le Coq ».

images4Cette période journalistique fut pour Simenon, juste âgé de seize ans, une extraordinaire expérience qui lui permit d’explorer les dessous de la vie d’une grande ville, les dessous de la politique, mais aussi de la criminalité, de fréquenter et de pénétrer la vie nocturne réelle, de connaître les dérives dans les bars et les maisons de passe ; elle lui permit aussi d’apprendre à rédiger de façon efficace. Il écrira plus d’un millier d’articles sous plusieurs pseudonymes dont 150 sous le pseudonyme « G. Sim ». Durant cette période, il s’intéressa particulièrement aux enquêtes policières et assista aux conférences sur la police scientifique données par le criminaliste français, Edmond Locard.

En juin 1919, Simenon rédigea son premier roman « Au pont des Arches», publié en 1921 sous son pseudonyme de journaliste. Durant cette période, il approfondit sa connaissance du milieu de la nuit, des prostituées, de l’ivresse d’alcool, des garçonnières en ville. Parmi ses fréquentations, il rencontra des anarchistes, des artistes bohèmes, et même deux futurs assassins, qu’on retrouvera plus tard dans son roman Les Trois Crimes de mes Amis (1938). Il rencontra l’éditeur Robert Denoël et une étudiante aux Beaux-Arts, Régine Renchon, qu’il épousera en mars 1923.

Novembre 1921, décès de son père, à 44 ans.

44159Fin de l’année 1922, Georges Simenon, âgé de 19 ans, quitta la Belgique pour s’établir en France, à Paris (plus tard en province), et commença une production littéraire abondante ; il écrivit environ un millier de contes légers destinés à des publications galantes ou humoristiques et quelque 200 romans pour collections à bon marché, le tout sous 17 pseudonymes. Le plus connu, Georges Sim, l’imposa dès 1928 dans le genre policier en même temps que dans les faveurs d’un large public.

60995En 1930, toute première apparition du commissaire Maigret dans « l’œuvre », début d’un roman-feuilleton, La Maison de l’inquiétude, signé Georges Sim, puis Simenon créa « le personnage de Maigret » qui le rendit universellement célèbre.

Il parcourut l’Europe et l’Afrique, et produisit des reportages pour la grande presse. De 1945 à 1955, il vécut en Amérique (Canada, États-Unis). De retour en Europe, il se fixa définitivement en Suisse romande : à Échandens, à Épalinges, puis à Lausanne (1957).

En 1970, décès de sa mère. Un an plus tard, il écrivit son dernier roman. En 1978, le suicide de sa fille, Marie-Jo, d’une balle de revolver dans la poitrine à l’âge de 25 ans, endeuilla ses dernières années.

En1984, il subit une opération d’une tumeur au cerveau.

En 1989, à quatre-vingt-six ans, Georges Simenon s’éteignit à son domicile lausannois à l’aube du 4 septembre 1989 ; son corps fut incinéré le 6. De nuit, Térésa, sa dernière compagne, jeta ses cendres sur l’herbe du jardin, dans l’ombre du cèdre du Liban, les mêlant à celles de sa fille.

image Le chatLe Chat, est roman publié en 1967.

Un vieux couple marié, Émile 73 ans et Marguerite 71 ans, se sont chamaillés toute leur vie se soupçonnant d’avoir tué les animaux de compagnie l’un de l’autre, respectivement un chat et un perroquet. Ils ne se parlent plus, ils ne communiquent plus qu’occasionnellement à travers des notes manuscrites sur des bouts de papier. Prisonniers de cette existence commune étouffante, ils finissent par se rendre compte qu’ils ne peuvent plus vivre dans cette situation, éloigné l’un de l’autre.

Ce travail contient des éléments de roman psychologique et de comédie noire. Cette histoire serait inspirée de la communication difficile de l’auteur et de sa mère.

images2Le roman fut adapté au cinéma par Pierre Granier-Deferre sous le titre Le Chat dans un film sorti en 1971 en France, avec pour interprètes principaux Jean Gabin et Simone Signoret. Le roman fut écrit, ce qui est fréquemment le cas pour Simenon, sur une courte période de deux semaines entre septembre et octobre 1966. Il fut publié en France en 1967 par les Presses de la Cité, après que Simenon ait déjà publié plus de 200 livres.

Os gatos e o crime 6 – Chats et polars 6 – Anthony Gilbert


bench_4aAnthony Gilbert, pseudónimo de Lucy Beatrice Malleson, nascida a 15 de Fevereiro de 1899 em Londres e falecida na mesma cidade a 9 de Dezembro de 1973, foi um dos mais notáveis autores de romances policiais britânicos que encetaram a sua carreira de escritor durante a Idade de Ouro do policiário (1920 a 1939). Todavia, a sua obra foi muito pouco estudada pelos especialistas na matéria e não foi tão pouco reeditada há bastante tempo.

Lucy Beatrice Malleson viu a luz em Upper Norwood, no distrito londrino de Croydon. Fez os seus estudos em St. Paul’s Girls’ School de Hammersmith, 220px-CatandtheCanaryPosterdepois trabalhou durante algum tempo como secretária, nomeadamente na Cruz-Vermelha, antes de se consagrar unicamente a escritura, apesar da sua mãe desejar vê-la fazer carreira como professora primária. Em 1922, depois de ter assistido à peça de teatro de John Willard, The Cat and the Canary, experimentou escrever uma ficção policial mas sem sucesso, até3 a publicação em 1927 do seu primeiro policiário com o pseudónimo Anthony Gilbert, The Tragedy at Freyne.

Assim, como Anthony Gilbert publicou muitos romances policiais que obtiveram um grande sucesso e deram-lhe fama na literatura policial britânica, embora a maior parte dos seus leitores sempre acreditaram ler a obra de um autor masculino.

Os seus heróis, o político Scott Egerton, que aparece em dez romances, e o advogado Arthur G. Crook, que aparece em cinquenta, têm a particularidade de saírem do corriqueiro. Arthur Crook, sobretudo, apresenta ideias singulares. Para provar a inocência de um dos seus clientes, não hesita a contornar a lei e a ser tão retorcido como o Perry Mason de Erle Stanley Gardner. Miss Fanny desaparece  943Grande amador de cerveja, e tão obeso como o Nero Wolfe de Rex Stout, pega a sua Rolls Royce para percorrer a distância entre a sua casa londrina de Brandon Street e o seu gabinete, no nº123 da Bloomsburry Street. No último andar de um prédio deteriorado, num bairro miserável, esse escritório parece-se mais como um tugúrio que um local arrumado e certinho onde um homem de lei sério e aprumado deveria receber seus clientes. De qualquer maneira, prefere o pub da zona ao seu escritório onde se confunde com o cenário com o seu casaco e as suas calças castanhos e irremediavelmente amar- rotados. Essa falta de respeito pelas con- venções e as aparências é no entanto um índice das suas capacidades para adivinhar atrás dos fingimentos as motivações e as acções de perigosos criminosos.

Durante cerca da meio-século, de 1925 até a sua morte em 1973, Malleson publicou mais de serenta romances policiais, a maior parte com o seu pseudónimo mais conhecido, Anthony Gilbert – Mais dois mistérios como J. Kilmeny Keith e alguns nos seus princípios como Anne Meredith, o mais conhecido sendo Portrait of a Murderer.

Embora Malleson não fosse membro fundador, como por vezes se diz erradamente, foi muito cedo iniciada, juntando-se à auguste instituição, o Detection Club, em 1933, tal como Gladys Mitchell e E. R. PunshonMargery Allingham inscreveu-se no ano seguinte et John Dickson Carr em 1936. 

Sendo um dos membros mais activos do Club, Malleson, com Dorothy L. Sayers, impediu a total desagregação do clube na altura da 2ª Guerra Mundial.

Ruth e o gato pretoO detective dos livros de Gilbert a partir de 1936, o mundano, belicoso advogado Cockney, Arthur Crook, foi considerado uma original con- tribuição à grande falange dos detectives de ficção.

O livro que nos ocupa tem como título original inglês Is she dead too ?, que nos EUA ficou A Question of murder, na edição portuguesa da colecção Xis, recebeu o título Ruth e o gato preto. Não encontrei nenhuma edição francesa.

Crook, ajuda Ruth Apple- yard, que se encontra impli- cada em vários casos de mortes suspeitas. Em Is she dead too ? (1955) a jovem é suspeitada de ter assassinado um hóspede).

Não se conhece nenhuma fotografia da autora.

img_14005866_primaryAnthony Gilbert, pseudonyme de Lucy Beatrice Malleson, née le 15 février 1899 à Londres et décédée dans la même ville le 9 décembre 1973, est un des plus remarquables auteurs de romans policiers britanniques qui débutèrent leur écriture pendant l’Âge d’Or de la fiction policière (1920 à1939). Toutefois son œuvre a été fort peu abordée par les spécialistes du genre et n’a pas été republiée depuis longtemps.

Née à Upper Norwood, dans le district londonien de Croydon, Lucy fit ses études à St. Paul’s Girls’ School de Hammersmith, puis travailla un temps comme secrétaire, notamment à la Croix-Rouge, avant de se consacrer uniquement à l’écriture, malgré le désir de sa mère qui la voulait institutrice. En 1922, ayant assisté à la pièce de théâtre de John Willard, The Cat and the Canary, elle expérimenta écrire une fiction policière mais sans succès, jusqu’à l’édition en 1927 de son premier livre sous le pseudonyme d’Anthony Gilbert, The Tragedy at Freyne. En 1925, elle publia son premier roman, 600343920The Man who was London sous le pseudonyme de J. Kilmeny Keith.

Elle adopta le pseudonyme Anthony Gilbert pour publier des romans policiers qui obtinrent un grand succès et qui firent d’elle un nom de la littérature policière britannique, bien que nombre de ses lecteurs aient toujours cru qu’ils lisaient un auteur masculin.

gilbertfreyneSes héros, le politicien Scott Egerton, qui revient dans dix romans, et l’avocat Arthur G. Crook, qui en compte cinquante, ont la particularité de sortir des sentiers battus. Arthur Crook, surtout, affiche des idées singulières. Pour prouver l’innocence d’un de ses clients, il n’hésite pas à contourner la loi et à être aussi retors que le Perry Mason de Erle Stanley Gardner. Grand amateur de bière, et aussi obèse que le Nero Wolfe de Rex Stout, il se met au volant de sa Rolls Royce pour parcourir la distance entre sa maison londonienne de Brandon Street et son étude, sise au 123 Bloomsburry Street. Au dernier étage d’un immeuble délabré, dans un quartier déclassé, ce bureau ressemble d’ailleurs plus à un capharnaüm qu’au lieu rangé et propre où un homme de loi sérieux et ordonné devrait recevoir ses clients. De toute façon, il préfère à son bureau le pub du coin où il se fond dans le décor avec son veston et son pantalon bruns et irrémédiablement fripés. Ce manque de respect des conventions et des apparences est pourtant un indice de ses capacités à deviner au-delà des faux-semblants les motivations et les actions de dangereux criminels.

MeredithAnne-1934Durant près d’un demi-siècle, de 1925 à l’année de sa mort en 1973, Malleson a publié plus de soixante-dix romans policiers, la majeure partie sous son pseudonyme le plus connu, Anthony Gilbert – plus deux mystères sous celui de J. Kilmeny Keith e quelques-uns dans ses débuts sous le nom d’Anne Meredith, le plus connu étant Portrait of a Murderer

Bien que Malleson n’en était pas membre fondateur, comme on l’affirme parfois, elle fut très tôt initiée, se joignant à l’auguste institution, le Detection Club, en 1933, ainsi que Gladys Mitchell e E. R. PunshonMargery Allingham s’y inscrivit l’année suivante et John Dickson Carr en 1936.

Un des membres les plus actifs du Club, Malleson, avec Dorothy L. Sayers, empêcha la totale désintégration du club au moment de la 2ème Guerre Mondiale.

Le détective des livres de Gilbert à partir de 1936, le mondain, belliqueux avocat Cockney, Arthur Crook, fut considéré une originale contribution à la grande phalange dos détectives de fiction.

gilbertissheLe livre dont nous nous occupons a pour titre anglais Is she dead too ?dont le titre aux USA est devenu A Question of murder, dans l’édition portugaise est titrée Ruth e o gato preto,(Ruth et le chat noir).

Crook, aide Ruth Appleyard, qui se trouve impliquée dans plusieurs cas de morts suspectes. Dans Is she dead too ? (1955) la jeune femme est soupçonnée d’avoir assassiné un pensionnaire (ou Hôte). Je n’ai trouvé aucune édition française.

On ne connaît aucune photo de l’auteur.

 

 

 

 

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