Os gatos e a pintura 20 – Fernando Botero – Les chats et la peinture 20


Fernando Botero é um artista plástico colombiano de estilo figurativo que se consagrou mundialmente com seus personagens volumosos, tanto em suas pinturas como em suas esculturas.

Fernando Botero Angulo nasceu em Medellin, Colômbia, na América do Sul, no dia 19 de Abril de 1932. Com 15 anos de idade começou a vender seus primeiros desenhos. Em 1948 trabalhou como ilustrador para o jornal O Colombiano. Em 1950 graduou-se no Liceu San José de Marinilla. Em 1951 mudou-se para Bogotá onde realizou sua primeira exposição.

Botero participou do Salão dos Artistas Colombianos e ganhou o 2º lugar. Com o dinheiro do prémio partiu para a Europa. Estudou na Escola de Belas Artes de San Fernando, em Madri. Foi para a França e Itália, onde em Florença, na Academia de San Marco, estudou História da Arte e as técnicas de frescos, marcando suas obras com a influência do renascimento italiano.

De volta à Colômbia, em 1955, Botero expôs na Biblioteca Nacional. Nessa época começou a ampliar o volume de seus personagens. Em 1957 realizou sua primeira exposição nos Estados Unidos. Em 1958 foi nomeado professor da Academia de Belas Artes, onde permaneceu até 1960. Em visita ao México, estudou os murais dos artistas Diego Rivera, José Clemente, entre outros, que também influenciaram em sua obra.

Em 1961 fixou residência em Nova Iorque, onde em 1965 abriu seu estúdio. Passou a realizar exposições em diversas partes do mundo. 

Em 1971 alugou um apartamento em Paris e dividiu seu tempo entre Paris, Bogotá e Nova Iorque. Em 1973 fixou residência em Paris. Nessa época criou sua primeira escultura.

Fernando Botero é um artista politizado e muito preocupado com a violência na América Latina, que foi retratada em muitas de suas obras. O seu estilo figurativo, com seus personagens volumosos formam um modelo único que o consagrou mundialmente.

Em 2004, Botero realizou uma série de pinturas que retratam as torturas cometidas por soldados norte-americanos contra os prisioneiros de Abu Ghraib. As obras foram expostas em diversos países. Sua mostra “Dores da Colômbia” que reúne 67 obras com 36 desenhos, 25 pinturas e seis aquarelas, percorreu várias cidades europeias e latino americanas. Nela o artista coloca em evidência a violência causada pelos conflitos naquele país, envolvendo os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), exército e paramilitares.

Entre seus trabalhos mais populares, estão as releituras (gordinhas) de Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, adquirida pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, e o casal Arnolfini, de Jan van Eyck. Botero doou 200 pinturas e dezenas de esculturas que povoam os parques e praças públicas de Medellin e parte de sua colecção pessoal foi doada ao Museu Botero de Bogotá. O artista vive hoje entre Mónaco, Nova York, Itália e sua casa de campo em Antioquia, na Colômbia. Suas obras estão espalhadas por diversas cidades e museus do mundo todo.

Fernando Botero est un artiste plastique colombien de style figuratif qui a été mondialement consacré par ses personnages volumineux, tant dans ses peintures comme dans ses sculptures.

Fernando Botero Angulo est né à Medellin, en Colombie, Amérique du Sud, le 19 Avril 1932. À 15 ans il a commencé a vendre ses premiers dessins. En 1948 il a travaillé comme illustrateur pour le journal O Co- lombiano. En 1950 il termina ses étu- des au Lycée San José de Marinilla. En 1951, à Bogotá, il réalisa sa première exposition.

Botero participa au Salon des Artistes Colombiens et gagna le 2ème prix. Avec l’argent du do prix, il  partit pour l’Europe. Il s’inscrivit à l’École des Beaux-Arts de San Fernando, à Madrid. Séjourna en France et en Italie, où, à l’Académie de San Marco à Florence, il prit des cours d’Histoire de l’Art et des techniques de fresques, marquant ses œuvres avec l’influence de la renaissance italienne.

De retour en Colombie, en 1955, Botero exposa à la Bibliothèque Nationale. C’est à cette époque qu’il commença à agrandir le volume de ses personnages.

En 1957  il réalisa sa première exposition aux États-Unis. En 1958 il fut nommé professeur à l’Académie des Beaux-Arts, où il enseigna jusqu’en 1960. Durant une visite au Mexique, il étudia les peintures murales des artistes Diego Rivera, José Clemente, entre autres, qui influencèrent aussi son œuvre.

En 1961, il se fixa à New York, où em1965 il ouvrit un studio. Il réalisa alors des expositions un peu partout dans le monde. En 1971, il loua un appartement à Paris et partagea son temps entre Paris, Bogotá et New York. En 1973 il fixa sa résidence à Paris. C’est à cette époque qu’il réalisa sa première sculpture.

Fernando Botero est un artiste politisé et très préoccupé par la violence en Amérique Latine, ce qu’il représente dans beaucoup de ses œuvres. Son style figuratif, avec ses personnages volumineux forment un modèle unique qui le consacra mondialement.

E 2004, Botero exécuta une série de peintures qui représentait les tortures commises par des soldats américains sur des prisonniers d’Abu Ghraib. Les œuvres furent exposées dans divers pays. Son expo “Dores da Colômbia” (“Douleurs de la Colombie») qui réunit 67 œuvres dont 36 dessins, 25 peintures et 6 aquarelles, parcourut plusieurs villes euro- péennes et latino-américaines. L’artiste y met en évidence la violence causée par les conflits dans ce pays, englobant les guérilleros des Forces Armées Révolutionnaires de la Colombie (Farc), l’armée et les paramilitaires.

Parmi ses travaux les plus populaires, se trouvent les relectures (grassouillettes) de Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, acquises par le Musée d’Art Moderne de New York, et le couple Arnolfini, de Jan van Eyck. Botero fit don de 200 peintures et des dizaines de sculptures qui peuplent les parks et les places publiques de Medellin et une partie de sa collection personnelle a été offerte au Musée Botero de Bogotá. L’artiste vit de nos jours entre Monaco, New York, l’Italie et sa maison de campagne d’Antioquia, en Colombie. Ses oeuvres sont disséminées dans villes et musées du monde entier.

 

 

 

 

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Castelo dos Mouros em Sintra – Portinhola


Aguarela com um gatinho que acabava de passear no caminho da ronda do castelo dos Mouros, em Sintra! Recomendo (e ele também) esse passeio, tem-se vistas deslumbrantes sobre os arredores e há recantos lindíssimos. Esta entrada situa-se a meia encosta na estrada que sobe de Sintra para a Pena, do lado esquerdo a subir. Aqui é visto no sentido descendante.

Os gatos e la pintura -17- Almada Negreiros – Les chats et la peinture -17


Acabei de ver a bela exposição de Almada Negreiros no Museu Gulbenkian, e ali encontrei uns gatos! Não podia deixar de editar deste post que fazia falta à nossa colecção, com os aplausos da Mounette!

José Sobral de Almada Negreiros (aqui retratado pelo Stuart de Carvalhais), artista plástico e escritor, nasceu em 1893 em São Tomé e Príncipe. Estudou no colégio jesuíta de Campolide, para onde entrou em 1900, aos sete anos de idade, após a morte prematura da mãe, em 1896, e a partida definitiva do pai para Paris nesse mesmo ano.

Aí realizou os jornais manuscritos “República”, “Mundo” e “Pátria”. Após o encerramento do colégio na chegada da República, frequentou entre 1910 e 1911, o liceu de Coimbra, de onde passou para a Escola Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Em 1915, integrado no grupo “Orpheu”, centrou a sua polémica ideológica numa crítica cerrada a uma geração e a um país que se deixava representar por uma figura como Júlio Dantas. Mostrando-se convicto de que « Um dia, Portugal há de abrir os olhos », lançou, em 1917, um “Ultimato Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX”, precavendo-as contra a «decadência nacional», em que a «indiferença absorveu o patriotismo».

Entre 1919 e 1920 retomou os estudos de pintura em Paris. De regresso a Lisboa, adquiriu uma serenidade bem expressa na sua afirmação de que «entre mim e a vida não há mal entendidos». Mas, em 1927, de novo desgostoso com a falta de abertura do país às novas correntes ideológicas e culturais, foi para Madrid. Aí, como já antes o fizera em Lisboa, a par da sua actividade nas artes plásticas, colaborou com a imprensa. Com o agravamento da crise económica e social espanhola, após a proclamação da República, Almada regressou a Lisboa, em Abril de 1932. À consciência nacional que Paris lhe trouxera acrescentava agora uma «consciência ibérica culturalmente definida por valores líricos de uma certa lusitaneidade». Em 1934, casou com a pintora Sara Afonso.

Almada Negreiros, conhecido como «Mestre Almada», colaborou em várias revistas de vanguarda como “Orpheu” (de que foi co-fundador). Participou em exposições de arte, nomeadamente na I Exposição dos Humoristas Portugueses (1911), a primeira do modernismo nacional. Como artista plástico, são de realçar os seus murais na gare marítima de Lisboa, os trabalhos para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima (mosaico e pintura) e o célebre retrato de Fernando Pessoa. Pintor do advento do cubismo, a sua actividade artística estendeu se ainda à tapeçaria, à decoração e ao bailado.
Publicou peças de teatro (“Antes de Começar”, 1919; “Pierrot e Arlequim”, 1924; e “Deseja-se Mulher”, 1928); o romance “Nome de Guerra”, 1925, mas publicado apenas em 1938; poemas “Meninos de Olhos de Gigante” (1921), “A Cena do Ódio”, “As Quatro Manhãs” (1935) e “Começar” (1969); e uma série de textos de crítica e polémica, dispersos pelas publicações em que colaborava. De entre estes, destacam se o “Manifesto Anti-Dantas” (1915), verdadeiro libelo de reacção ao ambiente cultural estagnado e academizante da época, o “Manifesto” (1916), o “Ultimato Futurista às Gerações Portuguesas” (1917) e “A Invenção do Dia Claro” (1921).

A sua obra representa uma síntese, única na sua geração, das tendências modernistas e futuristas de então, não apenas por, como artista, ser multifacetado, mas também pela sua capacidade de fusão e conjugação, nas letras e na pintura, das vertentes plástica, gráfica e poética. Almada Negreiros faleceu em 1970.

Em 1873, o poeta Rimbaud dera o mote: «Há que ser absolutamente moderno». Almada Negreiros (1893-1970) leva-o à letra ao recusar entender o modernismo como uma moda, segundo a qual bastaria vestir os estereótipos da representação (e depois da abstracção).

Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade”.

José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid, 1927

 A partir do texto de Mariana Pinto dos Santos com Ana Vasconcelos

Série de vidros pintados para uma representação de lanterna mágica com o título: La tragedia de Doña Ajada, de que infelizmente só consegui a ampliação de quatro dos icones. Parece, pelo título, ter sido executado durante a sua estadia em Madrid.

Série de verres peints pour une représentation de lanterne magique intitulée: La tragedia de Doña Ajada, dont malheureusement je n’ai trouvé que l’agrandissement de quatre images. Il semblerait, selon le titre, avoir été exécuté durant son séjour à Madrid.

Je viens de voir la magnifique exposition de Almada Negreiros au Musée Gulbenkian de Lisbonne, et j’y ai rencontré des chats! Il fallait donc que j’édite ce post qui manquait à notre collection, applaudie avec  enthousiasme par Mounette!

José Sobral de Almada Negreiros, artiste plastique et écrivain, est né le 7 avril1893 à Saint-Thomas-et-l’Île-du-Prince. Il fit ses études au collège jésuite de Campolide à Lisbonne, où il entra en 1900, à sept ans, après la mort prématurée de sa mère, en 1896, et le départ  définitif de son père pour Paris à la même date.

C’est au collège qu’il réalisa des journaux manuscrits, le “República”, le “Mundo” et le “Pátria”. Le collège ferma après l’avènement de la république, il fréquenta alors, entre 1910 et 1911, le lycée de Coimbra, puis passa par l’École National des Beaux-Arts de Lisbonne. En 1915, intégré dans le groupe “Orpheu”, il centra sa polémique idéologique sur une critique féroce à une génération et à un pays qui se laissait représenter par une figure telle que Júlio Dantas. Se déclarant convaincu de ce que «Portugal ouvrira un jour les yeux », il lança, en 1917, un “Ultimatum Futuriste aux Générations Portugaises du XXe siècle “, les alertant contre la «décadence nationale», où «l’indifférence a absorbé le patriotisme».

Entre 1919 et 1920, Almada Negreiros reprit ses études de peinture à Paris. De retour à Lisbonne, il acquit une sérénité bien exprimée dans son affirmation de que «entre moi et la vie il n’y a pas de mal entendus». Mais, en 1927, à nouveau chagriné par le manque d’ouverture du pays aux nouveaux courants idéologiques et culturels, il partit pour Madrid. Comme il l’avait déjà fait à Lisbonne, en plus de son activité dans les arts plastiques, il collabora avec la presse. La crise économique et sociale espagnole s’étant aggravée après la proclamation de la République, Almada rentra à Lisbonne, en avril 1932. À la conscience nationale que Paris lui avait apporté, il ajoutait maintenant une «conscience ibérique culturellement définie par des valeurs lyriques d’une certaine «lusitanéité». En 1934, il épousa l’artiste peintre Sara Afonso.
Almada Negreiros, connu comme «Maître Almada», collabora dans diverses revues d’avant-garde comme “Orpheu” (dont il fut co-fondateur). Il participa à des expositions d’art, entre autres, la Ire Exposition des Humoristes Portugais (1911), la première du modernisme national. Comme artiste plastique, il faut citer ses peintures murales à la gare maritime de Lisbonne, les travaux pour l’église de Notre Dame de Fátima (mosaïque et peinture) et le célèbre portrait de Fernando Pessoa (qu’il n’osa aborder qu’après le décès du poète). Peintre de l’avènement du cubisme, son activité artistique comporta également la tapisserie, la décoration et le ballet.
Il publia des pièces de théâtre (“Avant de Commencer”, 1919; “Pierrot et Arlequin”, 1924; e “On demande une femme”, 1928); le roman “Nom de Guerre”, 1925, mais seulement publié en 1938; des poèmes “Meninos de Olhos de Gigante” (1921), “A Cena do Ódio”, “As Quatro Manhãs” (1935) et “Começar” (1969); et une série de textes de critique et polémique, dispersés dans les publications où il collaborait. Parmi ceux-ci, le fameux “Manifeste Anti-Dantas” (1915), véritable libellé contre l’ambiance culturelle stagnante et académisante de l’époque, le “Manifeste” (1916), l’”Ultimatum Futuriste aux Générations Portugaises” (1917) et “L’Invention du Jour Claire” (1921).

Son œuvre représente une synthèse, unique dans sa génération, des tendances modernistes et futuristes de l’époque, non seulement pour, comme artiste, être multifacetté, mais aussi par sa capacité de fusion et conjugaison, dans les lettres et dans la peinture, des aspects plastiques, graphiques et poétiques. Almada Negreiros s’est éteint le 15 juin 1970.
En 1873, le poète Rimbaud a donné le ton: «Il faut être absolument moderne». Almada Negreiros le prit à la lettre en refusant de comprendre le modernisme comme une mode, selon laquelle il suffirait de vêtir les stéréotypes de la représentation (et ensuite de l’abstraction).

Être moderne c’est comme être élégant: ce n’est pas une façon de se vêtir, mais une façon d’être. Être moderne n’est pas faire de la calligraphie moderne, c’est être le légitime inventeur de la nouveauté.

José de Almada Negreiros, conférence: Le Dessin, Madrid, 1927

 Tiré du texte de Mariana Pinto dos Santos et d’Ana Vasconcelos

Os gatos e a pintura (e a escultura) 16 – Alberto Giacometti – Les chats et la peinture (et la sculpture) 16


20140120233910-giacometti_alberto_selbstportraet_268Alberto Giacometti nasceu em 1901 na Suiça. Seu pai, Giovanni Giacometti, também ele pintor, incentivou o seu interesse pelas artes. Depois dos estudos liceais, Alberto foi estudar na Escola das Belas-Artes de Genebra antes de chegar a Paris em Janeiro de 1922.

Frequentou o ateliê de Antoine Bour- delle, na Grande Chaumière de Mont- parnasse e descobriu o cubismo, a arte africana e o estatuário grego, inspi- rando-se deles nas suas primeiras obras.

As suas esculturas eram todas primeiro elaboradas em gesso, depois por vezes pintadas ou fundidas em bronze, técnica que praticaria toda a sua vida.

femme-cuillereInstalou-se em Dezembro de 1926, no no 46 da rua Hippolyte-Maindron (no 14º bairro), na « caverna-atelier » que nunca mais deixou, apesar do  espaço exíguo pouco confortável.

Embora o essencial da sua produção se realizava em Paris, Giacometti voltava regularmente na Suiça, onde trabalhava nos ateliês do seu pai, em Stampa e Maloja. Em 1927, Alberto Giacometti expôs as suas primeiras obras no Salão das Tuilleries (Femme cuillère, 1927).

Depois de criar esculturas «lisas» (Femme, 1929) e « abertas » (Homme et Femme, 1929), Giacometti aproximou-se dos surrealistas, e expôs a partir de 1930, ao lado de Joan Miró e Jean Arp na galeria Pierre Matisse, com que assinou um contrato em 1929. Em 1931, aderiu oficialmente ao grupo surrealista parisiense. Foi quando criou diversas obras, gravuras e desenhos, para ilustrar livros de René Crevel, Tristan Tzara e André Breton.

405Com La Boule suspendue, Giaco- metti criou o primeiro « objecto à funcionamento simbólico» (1930) e uma série de esculturas surrealistas que encantaram Breton : L’Objet invisible (1934). A inquietação, o onirismo, a incerteza, a violência são as características das esculturas dessa época : Cube, Femme qui marche, Femme couchée qui rêve, Femme égorgée, Cage, Fleur en danger, Objet désagréable à jeter, Table, Tête crâne.

Excluído do grupo surrealista em 1935, Giacometti guardou todavia relações amigáveis e as suas esculturas não deixaram de ser apresentadas nas diversas exposições surrealistas.

795-alberto-giacometti-no-seu-estudioÀ partir de 1935, Giacometti abandonou o anedótico e os títulos literários para encetar uma pesquisa da repres- entação da realidade, produzindo umas séries de cabeças para as quais posaram o seu irmão e um modelo.

Em Dezembro de 1941, deixou Paris para Genebra. Traba- lhava num quarto de hotel, continuando a produção das minúsculas esculturas começada em Paris. A impossibilidade de realizar uma escultura de grande dimensão o 2574incomodava, e foi só depois de ter vencido esse obstáculo com a Femme au chariot, em 1944-1945, que se decidiu a deixar a Suiça.

Em Setembro de 1945, Giacometti regressou a Paris, onde se lhe juntou em 1946 Annette Arm, com quem casou em 1949. Em Outubro de 1946, André Breton, de regresso dos Etados-Unidos, declarou à imprensa : « Segundo as suas novas pesquisas, verifiquei com entusiasmo que em escultura Giacometti conseguiu fazer a síntese das suas preocupações anteriores, de que sempre me pareceu depender a criação do estilo da nossa época. » Algumas das suas obras ainda fizeran éco do surrealismo (Le Nez, 1947-1949) e La Main, 1947).

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Foi nesse período (1946-1947) que se afirmou o novo estilo de Giacometti, caracterizado por altas figuras filiformes. A sua produção foi estimulada pelas relações que voltou a ter com o marchand nova iorquino Pierre Matisse em Janeiro de 1948. Graças à recondução dos acordos passados em 1936 com o galerista, Giacometti pôde mandar fundir em bronze, em 1947, oito da suas novas esculturas, entre as quais L’homme qui pointe e o primeiro Homme qui Marche. imagesSeguiram-se em 1948 Les trois hommes qui marchent e as Places. Mas foi para a exposição, que abriu em Dezembro de 1950 na galerie de Pierre Matisse, que Giacometti produiziu algumas das suas mais famosas esculturas, de que começou a edição em bronze, nomeadamente : Quatre femmes sur socle, Quatre figurines sur piédestal, La Forêt, La Clairière, La Cage, Le Chariot, La femme qui marche entre deux boîtes qui sont des maisons.

Foi somente em Junho de 1951 que aconteceu a sua primeira exposição pós-guerra em Paris, na galeria Maegh. Apresentou ali obras já expostas na galeria Matisse, e também  várias novas obras, todas em gesso, entre as quais O Gato e O Cão.

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Em 1948, Jean-Paul Sartre assinara o prefácio da sua primeira exposição em Nova Iorque, « La recherche de l’absolu ». Em 1951, foi a vez de Leiris e Ponge a acompanhar a exposição na galeria Maeght. Em 1954, Sartre escreveu outro texto de referência sobre o artista. No mesmo ano, Giacometti conheceu Jean Genet, de quem fez o retrato, e foi para a publicação da galeria Maeght, Derrière le miroir, que Genet escreveu em 1957 um dos mais brilhantes ensaios sobre o artista, L’Atelier d’Alberto Giacometti.

giacometti-theredlistA partir do meio dos anos 1950, Giacometti reduziu os seus motivos à cabeças, bustos e figuras. Representando a França na Bienal de Veneza, em 1956, Giacometti expôs uma série de figuras femininas um pouco mais pequenas que o tamanho natural, conhecidas mais tarde como as Femmes de Venise. No fim de 1958, obteve, graças à Pierre Matisse, uma encomenda para uma praça em Nova Iorque em frente do Chase Manhattan Bank, projecto que abandonaria. Para esse monumento, criou três elementos : 20130504004307-giacomettitetedefeme_0uma grande mulher, um homem que anda, uma grande cabeça, continuando as suas pesquisas em tamanho grande. Esse monumento será afinal instalado no pátio da Fondation Maeght. Tem então dois Hommes qui marchent, duas Grandes femmes e uma cabeça monumental.

No fim da sua vida, Giacometti recebeu muitas honrarias. Recebeu o prémio Carnegie internacional em 1961, o grande prémio de escultura da Biennal de Veneza em 1962, o prémio Guggenheim em 1964, e o grande prémio internacional das artes atrbuido pela França em 1965.

3840x3840_5727652f91f4fOperado de um cancro no estômago em Fevereiro de1963, Giacometti curou-se. Nessa altura, participava activamente no projecto da Fundação Maeght, oferecendo pelo preço da fundição um número importante de bronzes « Il y a un certain intérêt à ce que ces sculptures existent groupées ensemble », escreveu a Pierre Matisse. Nos seus últimos anos, seguiu atentamente o projecto da Fundação com o seu nome, que foi criada na Suíça, para abrigar a colecção de G. David Thompson, um industrial de Pittsburgh que tinha o projecto de abrir um museu nos Estados Unidos.

Alberto Giacometti,suiss sculptor painting Annette. 1954

Alberto Giacometti morreu no hospital cantonal de Coire, na Suíça, a 11 de Janeiro de 1966. O seu corpo foi transferido à Borgonovo, e enterrado perto do túmulo dos seus pais.

A sua viúva, que lhe sobreviveu até 19 de Setembro de 1993, consagrou-se à defesa da sua obra e criou por testamento uma Fondation Alberto et Annette Giacometti, reconhecida de utilidade pública em 2003, cuja sede se situa em Paris. Reune numerosos quadros e esculturas do artista, assim como um centro de pesquisa e de documentação.

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Alberto Giacometti naquit en 1901 en Suisse, dans le canton des Grisons. Son père, Giovanni Giacometti, lui-même peintre, le poussa à s’intéresser à l’art.800px-alberto-giacometti-etching-author-jan-hladik-2002 Au terme de ses cours secondaires, Alberto partit étudier à l’École des Beaux-Arts de Genève avant d’arriver à Paris en janvier 1922.

Il fréquenta l’atelier d’Antoine Bourdelle, à la Grande Chaumière de Montparnasse et découvrit le cubisme, l’art africain et la statuaire grecque, s’en inspirant dans ses premières œuvres. Ses sculptures étaient en plâtre, ensuite parfois peintes ou coulées en bronze, technique qu’il pratiquera jusqu’à la fin de sa vie.

Il emménagea en décembre 1926, au no 46 de la rue Hippolyte-Maindron (14e arrondissement), dans « la caverne-atelier » qu’il ne quittera plus, malgré la petite taille et l’inconfort des lieux. Bien que l’essentiel de sa production fût réalisée à Paris, Giacometti retournait régulièrement en Suisse, où il travaillait dans les ateliers de son père, à Stampa et Maloja. En 1927, Alberto Giacometti exposa ses premières œuvres au Salon des Tuileries (Femme cuillère, 1927).

Après avoir créé des sculptures « plates » (Femme, 1929) et « ouvertes » (Homme et Femme, 1929), Giacometti se rapprocha des surréalistes, et exposa à partir de 1930, aux côtés de Joan Miró et Jean Arp à la galerie Pierre Matisse avec laquelle il passa un contrat en 1929. En 1931, il adhéra officiellement au groupe surréaliste parisien. Ce fut quand  il créa diverses œuvres ainsi que des gravures et des dessins, servant d’illustrations pour des livres de René Crevel, Tristan Tzara et André Breton.

b5c0ae954ba530c4889088286af7ae0947fac434Avec La Boule suspendue, Giacometti créa le premier « objet à fonctionnement symbolique » (1930) et une série de sculptures surréalistes qui enchantèrent Breton : L’Objet invisible (1934). L’inquiétude, l’onirisme, l’incerti- tude, la violence sont les caractéristiques des sculptures de cette époque : Cube, Femme qui marche, Femme couchée qui rêve, Femme égorgée, Cage, Fleur en danger, Objet désagréable à jeter, Table, Tête crâne.

Exclu du groupe surréaliste en 1935, Giacometti garda toutefois des relations amicales et ses sculptures ne cesseront d’être présentées dans les diverses expositions surréalistes.

À partir de 1935, Giacometti délaissa l’anecdote et les titres littéraires pour poursuivre une quête de la représentation de la réalité, produisant des séries de têtes pour lesquelles posèrent son frère et un modèle.

e1e2258c74632e4c77eef4c64be99c4a7a7f143dEn décembre 1941, il quitta Paris pour Genève. Il travaillait dans une chambre d’hôtel, poursuivant la production des sculptures minuscules commencée à Paris. L’impossibilité de réaliser une sculpture de grande taille le hantait, et ce n’est qu’après avoir vaincu cet obstacle avec la Femme au chariot, en 1944-1945, qu’il décida de quitter la Suisse.

En septembre 1945, Giacometti revint à Paris, où il fut rejoint en 1946 par Annette Arm, qu’il épousa en 1949. En octobre 1946, André Breton, de retour des États-Unis, déclara à la presse : « Au terme de ses nouvelles recherches, j’ai vérifié avec enthousiasme qu’en sculpture Giacometti était parvenu à faire la synthèse de ses préoccupations antérieures, de laquelle m’a toujours paru dépendre la création du style de notre époque. » Certaines de ses œuvres firent encore écho au surréalisme (Le Nez, 1947-1949) et La Main, 1947).

C’est pendant cette période (1946-1947) que s’affirma le nouveau style de Giacometti, caractérisé par de hautes figures filiformes. Sa production fut stimulée par les relations qu’il renoua avec le marchand new-yorkais Pierre Matisse en janvier 1948. Grâce à la reconduction des accords passés en 1936 avec le galeriste, Giacometti put faire fondre en bronze, en 1947, huit de ses nouvelles sculptures, dont L’homme qui pointe et le premier Homme qui Marche. Suivirent en 1948 photograph_of_alberto_giacometti_by_cartier_bressonLes trois hommes qui marchent et les Places. Mais c’est pour l’exposition, qui ouvrit en décembre 1950 dans la galerie de Pierre Matisse, que Giacometti produisit quelques-unes de ses plus fameuses sculptures, dont commença l’édition en bronze, parmi lesquelles : Quatre femmes sur socle, Quatre figurines sur piédestal, La Forêt, La Clairière, La Cage, Le Chariot, La femme qui marche entre deux boîtes qui sont des maisons.

Ce fut seulement en juin 1951 qu’eut lieu sa première exposition d’après-guerre à Paris, à la galerie Maegh. Il y présenta des œuvres déjà montrées à la galerie Matisse, et plusieurs œuvres nouvelles, toutes en plâtre, dont Le Chat et Le Chien.

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En 1948, Jean-Paul Sartre avait signé la préface de sa première exposition à New York, « La recherche de l’absolu ». En 1951, ce furent Leiris et Ponge qui accompagnèrent l’exposition chez Maeght. En 1954, Sartre écrivit un autre texte de référence sur l’artiste. La même année, Giacometti rencontra Jean Genet, dont il fit le portrait,2589 et ce fut pour la publication de la galerie Maeght, Derrière le miroir, que Genet écrivit en 1957 un des plus brillants essais sur l’artiste, L’Atelier d’Alberto Giacometti.

À partir du milieu des années 1950, Giacometti réduisit ses motifs à des têtes, des bustes et des figures. Représentant la France à la Biennale de Venise, en 1956, Giacometti exposa une série de figures féminines un peu moins grandes que nature, connues par la suite sous l’appellation de Femmes de Venise. À la fin de 1958, il obtint, grâce à Pierre Matisse, une commande pour une place à New York devant la Chase Manhattan Bank, projet qu’il abandonnera. Pour ce monument, il créa trois éléments : une grande femme, un homme qui marche, une grande tête, poursuivant ses recherches antérieures en grande taille. Ce monument ne sera installé finalement que dans la cour de la Fondation Maeght. Il comprend alors deux Hommes qui marchent, deux Grandes femmes et une tête monumentale.

grande-tete-de-la-mereÀ la fin de sa vie, Giacometti fut comblé d’honneurs. Il remporta le prix Carnegie international en 1961, le grand prix de sculpture de la Biennale de Venise en 1962, le prix Guggenheim en 1964, et le grand prix international des arts décerné par la France en 1965.

Opéré d’un cancer de l’estomac en février 1963, Giacometti en guérit. À cette époque, il participait activement au projet de la Fondation Maeght, en faisant cadeau pour le prix de la fonte d’un nombre important de bronzes « Il y a un certain intérêt à ce que ces sculptures existent groupées ensemble », écrivait-il à Pierre Matisse. walking-man-alberto-giacomettiDans ses dernières années, il suivit attentivement le projet de Fondation à son nom, qui fut créée en Suisse, pour recueillir la collection de G. David Thompson, un industriel de Pittsburgh qui avait le projet d’ouvrir un musée aux États-Unis.

Alberto Giacometti mourut à l’hôpital cantonal de Coire, en Suisse, le 11 janvier 1966. Son corps fut transféré à Borgonovo, et inhumé près de la tombe de ses parents.

Sa veuve, qui lui survécut jusqu’au 19 septembre 1993, se consacra à la défense de son œuvre et créa par testament une Fondation Alberto et Annette Giacometti, reconnue d’utilité publique en 2003, dont le siège se situe à Paris. Elle comprend un grand nombre de tableaux et de sculptures de l’artiste, ainsi qu’un centre de recherche et de documentation.

 

Os gatos e a pintura 15 – Paul Klee – Les chats et la peinture 15


260px-Paul_Klee_1911Paul Klee foi um pintor alemão, nascido a 18 de Dezembro de 1879 em Munchenbuchsee, perto de Berna. Era oriundo de uma família de artistas, maioritariamente músicos, já que a sua mãe,  Ida Klee-Frick , suíça,  era cantora de ópera e seu pai, Hans Klee, alemão, ensinava  música no con- servatório de Berna. A sua avó materna iniciou-o, muito novo, à prática do desenho. Aprendeu também à tocar  violino com sete anos de idade. Uma grande parte dos seus desenhos da infância foram conservados e seleccionados logo em 1911 pelo próprio Klee que os inscreveu no catálogo das suas obras qualificando-os como desenhos « fantasistas ilustrativos ».

Em 1898, Paul entrou no atelier de Heinrich Knirr onde aprendeu o desenho figurativo. Em 1900, entrou na Academia das Belas-Artes de Munique onde praticou a técnica da gravura e da escultura.

Em 1900, o jovem artista travou amizade com a pianista Lily Stumpf  (1876-1946), filha de um médico de Munique, com quem ficou noivo em 1901 antes de deixar Munique para uma estadia na Itália com um colega de estudo, o escultor Hermann Haller. Ficou subjugado pelo charme da arte da Renascença. Em Berna, descobriu as obras de J-B Corot que admirou.

Paul Klee passou uns quinze dias em Paris, em 1905,  com Hans Boesch  e Louis Moilliet.Louis Moilliet. Ali conheceu os im- pressionistas, excep- to  Paul Cézanne e alguns contemporâneos modernos como Henri Matisse e André Durain. Admirava particularmente Édouard Manet, Claude Monet, Pierre Puvis de Chavanne, Auguste Renoir, mas também Francisco Goya e Diego Velasquez de quem viu umas obras no museu do Louvre e no do Luxemburgo. Regressou a Munique no final de 1906 para casar com Lily Stumpf de quem teve um filho, Félix, nascido em 1907 e falecido em 1990.

Felix Klee com Fritzi, Paul e a irmã Mathilde, Weimar 1922

Foi em 1917 que o artista ficou conhecido ao organizar numerosas exposições.Com jeito para a pedagogia, ensinou, a partir de 1920, no famoso Bauhaus de Weimar e depois na Academia das Belas-Artes de Düsseldorf. Foi expulso pelos Nacionais-Socialistas em 1933 e instalou-se então no cantão suíço, o Ticino.
paul-klee-chat-endormiEm 1935, foi atingido pela esclerodermia. A doença in- fluençou as últimas obras de Paul Klee onde exprimia o seu sofrimento e seu tor- mento (fundos muito traba- lhados, salpicados com traço negros) e até a angústia da morte em Explosão de Medo” e “Cemitério”.

Ao longo de toda a sua vida, Paul Klee teve gatos. Para ele, o gato era um deus extraviado na terra. Introduziu-os nas suas obras: desenhos, pinturas, poemas, fotografias. Transmitiu-nos gatos a caçar ao luar, gatos a sonhar com pássaros. Na sua tela ”Ídolo para os gatos da casa” (1924), representou uma cabeça de gato gigante.
Paul Klee era muito sensível às subtilezas e do carácter do gato.

Um gato engaiolado, que estranho!Cat and bird - Paul Klee
Lá fora, o pássaro voa.
O felino devora-o com os olhos.
Mas, se o gato o mira,
pode não ser para o comer,
mas por sonhar com a liberdade.

Descoberta de Paul Klee, Gato e Pássaro.

O pintor teve vários gatos na sua vida : primeiro, houve um gato cinzento chamado Nuggi quando estava a estudar. Também teve Mys, um gato de pelo escuro e comprido que Paul Klee fotografou em 1902. A seguir teve Fripouille (que também chamava Fritzy), um gato tigrado que pintou numa tela chamada “O Gato e o Pássaro”. Trata-se de uma caligrafia a cores representando um gato com um pássaro entre os olhos. Mas sem dúvida, aquele que mais contou, foi Bimbo, “o Anjo Blanco”, gato de raça que lhe ofereceram e que lhe serviu de modelo muitas vezes.

Klee,_Nocturne d'un port 1917Paul Klee era muito apegado aos seus gatos. Enquanto esteve na frente, durante a guerra de 1914, nunca deixou de pedir notícias de Fritzy na sua corres- pondência com a sua mulher.

Ele escreveu também dez cartas muito comoven- tes a Bimbo, o “Anjo Branco”, durante a sua estadia num sanatório.

O seu amigo, Ernst Ludwig Kirchner pintou o seu retrato acompanhado do Anjo Branco. Aliás, estava a pintar pela última vez o seu gato favorito quando Paul Klee soltou o seu último suspiro, a 29 de Junho de 1940, deixando inacabada uma tela intitulada “A Montanha do Gato Sagrado”.
Um livro interessante sobre as relações de Paul Klee com os gatos, intitulado “Os Gatos Cósmicos de Paul Klee” foi escrito por Marina Alberghini e publicado em 1993.

É grande mas este video está muito bem feito com narração em português.

Paul Klee fut un peintre allemand, né le 18 Décembre 1879 à Munchenbuchsee, près de Berne. Il est issu d’une famille d’Paul Klee - Autoportrait de face, la tête reposant sur la main, 1909 Aquarelle 2396 Collection privéeartistes, principalement des musiciens puisque sa mère,  Ida Klee-Frick, suissesse,  était cantatrice et son père, Hans Klee, allemand, ensei- gnait la musique au conser- vatoire de Berne. Sa grand-  mère maternelle l’initia très jeune au dessin. Il apprit également à jouer du violon à l’âge de sept ans. Ses dessins d’enfants ont été en grande partie conservés et sélectionnés dès 1911 par Klee lui-même qui les a inscrits dans le catalogue de ses œuvres en les qualifiant de dessins « fantaisistes illustratifs ».
En 1898, il intégra l’atelier d’ Heinrich Knirr où il apprit avec succès le dessin figuratif. En 1900, il entra à l’Académie des Beaux-Arts de Munich où il s’exerça à la technique de la gravure et de la sculpture.

En 1900, le jeune artiste se lia d’amitié avec la pianiste Lily Stumpf  (1876-1946), fille d’un médecin de Munich, avec laquelle il se fiança en 1901 avant de quitter Munich pour un séjour en Italie avec son camarade d’études, le sculpteur Hermann Haller. Il fut subjugué par le charme de l’art de la Renaissance. À Berne, il découvrit les œuvres de J-B Corot qu’il admira.

Il passa une quinzaine de jours en compagnie de Hans Boesch et Louis Moilliet à Paris, en 1905. Il y fit la connaissance des impressionnistes à l’exception de Paul Cézanne et de certains contemporains modernes comme Henri Matisse et André Durain. Il admira en particulier Édouard Manet, Claude Monet, Pierre Puvis de Chavanne, Auguste Renoir, mais aussi Francisco Goya et Diego Velasquez qu’il vit au musée du Louvre et à celui du Luxembourg . Il retourna à Munich à la fin de 1906 pour y épouser Lily Stumpf avec qui il eut un seul fils, Félix, né en 1907 et mort en 1990.

C’est en 1917 que l’artiste se fit connaitre en organisant de nombreuses expositions. Doué en pédagogie il enseigna, à partir de 1920, au Bauhaus de Weimar puis à l’Académie des Beaux-Arts de Düsseldorf. Il en fut chassé par les Nationaux-Socialistes en 1933 et s’installa dans le Tessin.

En 1935, il fut atteint de sclérodermie. La maladie influença les dernières œuvres de Paul Klee dans lesquelles il exprimait sa souffrance et son tourment (fonds très étudiés parsemés de traits noirs) voire l’angoisse de la mort dans “Explosion de Peur” et “Cimetière”.

Tout au long de sa vie, Paul Klee eut des chats. Pour lui, le chat est un dieu égaré sur la terre. Il en introduisit dans ses œuvres : dessins, peintures, poèmes, photographies. Il nous a transmis des chats qui chassent au clair de lune, des chats rêvant aux oiseaux. Dans sa toile ”Idole pour les chats de la maison” (1924), il représente une tête de chat géante.
Paul Klee était très sensible aux subtilités et à la finesse du caractère du chat.

Un chat en cage, quelle drôle d’image !1308858_orig
Dehors, l’oiseau vole.
Le félin le dévore des yeux.
Mais, si le chat le regarde,
ce n’est peut-être pas pour le manger,
mais parce qu’il rêve de liberté.

Découverte de Paul Klee, Chat et Oiseau.

Le peintre eut plusieurs chats dans sa demeure : tout d’abord, il eut un chat gris nommé Nuggi lorsqu’il était étudiant. Il eut aussi Mys, un chat à poil long foncé que Paul Klee photographia en 1902. Puis il eut Fripouille (qu’il appelait aussi Fritzy), un chat tigré qu’il peignit dans la toile intitulée “Le chat et l’oiseau”. Il s’agit d’une calligraphie  en couleurs mettant en scène un chat, un oiseau entre ses yeux.
Mais sans doute, celui qui compta le plus, fut Bimbo, “l’Ange Blanc”, chat racé qui lui fut offert et lui servit souvent de modèle.

Paul Klee était très attaché à ses chats. Lorsqu’il était au front, pendant la guerre de 1914, il ne manquait pas de demander des nouvelles de Fritzy dans sa correspondance avec son épouse.  
De même, il écrivit dix lettres très émouvantes à  Bimbo, l’Ange Blanc, lorsqu’il fut hospitalisé dans un sanatorium.
Son ami, Ernst Ludwig Kirchner a fait son portrait en compagnie de l’Ange Blanc. C’est d’ailleurs en peignant une ultime fois son chat favori que Paul Klee rendit son dernier soupir, le 29 Juin 1940, laissant la toile intitulée “la montagne du chat sacré”, inachevée.

Un livre intéressant sur les relations de Paul Klee et les chats, intitulé “Les chats cosmiques de Paul Klee” a été écrit par Marina Alberghini et publié en 1993.  

Malheureusement, je n’ai pas trouvé de version française à ce magnifique vidéo. À défaut de mieux, voici la version en anglais. C’est grand, mais ça vaut la peine!

O Gato do Castelo dos Mouros e outras aguarelas – Le chat du château des Maures et autres aquarelles – The Mourish Castle’s Cat and other watercolors


Amigos, estou mesmo a precisar de me desfazer de algumas das minhas aguarelas… Estas são de Sintra, todas único exemplar. Se lhes interessar podem contactar-me em cathlabey@gmail.com

Agradeço imenso a ajuda que me possam dispensar. Tenho mais aguarelas para ver em Coin de peintures, cujo link está no side bar deste blog.

Mes amis, j’ai vraiment besoin de me défaire de quelques unes de mes aquarelles… Celles-ci sont de Sintra (Portugal), toutes exemplaire unique. Pour les intéressés, contacter Cathlabey@gmail.com

Je vous remercie infiniment de l’aide que vous pourrez me dispenser. J’ai d’autres aquarelles au Coin de peinture dont le lien se trouve sur la colonne de droite de ce blog.

Dear friends, I really need to dispose of some watercolors of mine… These ones are of Sintra (Portugal), all unique original. Who is interested can contact me at Cathlabey@gmail.com

I already thank you very much for your help. I have more watercolors to appreciate in Coin de peinture which link you’ll find on the side bar of this blog.

árvore-seca-no-castelo-dos-mouros        Árvore Seca no Castelo dos Mouros – Arbre sec au château des Maures – Dry tree in Moorish castle

Dimensões: 29,6 X 19 cm – Suporte: Papel branco Dimensions: 29,6X19 cm – Support: Papier blanc Dimensions: 11.7X7.5 in – Support: White paper

de-colares-a-sintra

De Colares a Sintra – De Colares à Sintra – From Colares to Sintra

 Dimensões: 25 X 17 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 25X17 cm – Support: Papier blanc

Dimensions:  9.8X6.7 in – Support: White paper
portinhola-do-castelo-dos-mouros-com-gatoPortinhola do Castelo dos Mouros com gato – Porte du chemin de ronde du château des Maures avec chaton – Gateway of Moorish castle with cat

Dimensões: 17,5X25 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 17,5X25 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 6.9X9.8 in – Support: White paper

castelo-dos-mouros-sintraCastelo dos Mouros visto de Sintra – Château des Maures vu de Sintra – Moorish castle seen from Sintra

Dimensões: 34,2 X 24,2cm – Suporte: Papel branco   Dimensions: 34,2X24,2 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 13.5X9.5 in – Support:White paper

a-peninha-sintra

A Peninha – Castelo da Pena  – Château de Pena, «la petite Pena» – Pena’s Castle, «the little Pena»

Dimensões: 36,4 X 26,7 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 36,4X26,7 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 14.3X10.5 in – Support: White paper

Os gatos e a Pintura 14 – Louis Wain – Les chats et la peinture 14


Louis_Wain_-_LascellesLouis William Wain nasceu a 5 de Agosto de1860 no bairro de Clerkenwell, em Londres. O seu pai negociava tecidos, bordados e rendas, a sua mãe era francesa. Louis era o mais velho de seis crianças e o único rapaz.

Wain nasceu com um lábio leporino e o médico recomendou aos pais para não o mandarem à escola antes dos dez anos de idade e Wain passou grande parte da sua primeira juventude a vadiar em Londres. Depois, Louis estudou na West London School of Art e até tornou-se ali professor por um breve período. Com 20 anos, Wain teve de sustentar a sua mãe e suas irmãs depois da morte do seu pai.

Em breve, Wain deixou o ensino para tornar-se um artista por conta própria e conseguiu alcançar um substancial sucesso. Especializou-se no desenho de animais e cenas campestres, trabalhando para vários jornais entre os quais o Illustrated Sporting and Dramatic News, onde ficou durante quatro anos, e o Illustrated London News, no início de 1886. Nos anos 1880, a obra de Wain consistia em ilustrações detalhadas de casas e propriedades rurais inglesas, assim como de gado por encomenda de Feiras Agrícolas. Naquela altura a sua obra incluiu uma grande variedade de animais e ele guardou, a vida inteira, essa habilidade para desenhar criaturas de todo o género. Houve uma altura em que esperou poder viver a desenhar retratos de cães.

Louis Wain spent hours at the bedside of his dying wifeCom 23 anos, Wain casou com a preceptor a da sua irmã, Emily Richardson, que tinha mais 10 anos do que ele (o que era considerado escandaloso naquela época), e mudou-se com ela para Hampstead no norte de Londres. Um cancro da mama se declarou e Emily morreu três anos depois do casamento. Antes da morte de Emily, Wain descobriu o motivo que iria definir a sua carreira. Durante a sua doença, Emily ficara confortada pela presença do seu gato, Peter, um gatinho preto e branco que salvaram depois de ouvi-lo miar à chuva, numa noite. O moral de Emily era muito levantado pela presença de Peter, e Louis pôs-se a desenhar imensos esboços dele, que Emily o encorajou fortemente a publicar. Ela faleceu antes de isso acontecer, mas ele continuou a desenhar o gato. Mas tarde, escreveu acerca de Peter, “A ele, praticamente, pertence o início da minha carreira, a persistência dos meus esforços e a afirmação da minha obra.” Peter pode ser reconhecido em muitas das primeiras obras publicadas de Wain.

220px-Wain_Cat_(realistic)Wain ficou célebre pelos seus gatos antropomórficos. Em 1886, o primeiro desenho de gatos antropomorfizados de Wain foi publicado no número de Natal do Illustrated London News, intitulado“A Kittens’ Christmas Party”. A ilustração mostra 150 gatos, muitos sendo parecidos com Peter, fazendo coisas como mandar convites, segurar uma bola, jogar e discursar, espalhados em onze vinhetas. No entanto os gatos mantinham-se sem roupa e sem a variedade de expressões humanas que caracterizou a obra posterior de Wain.

The Louis Wain kitten book

Com o pseudónimo de George Henri Thompson, ilustrou numerosos livros para crianças escritos por Clifton Bingham e publicados por Ernest Nister.

H0267-L00848556Nos anos seguintes, os gatos de Wain começaram a andar em duas patas, sorrir largamente e apresentar outras expressões exageradas, vestindo roupas sofisticadas. As suas ilustrações mostram gatos a tocar instrumentos musicais, a servir chá, a jogar às cartas, pescar, fumar e assistir a óperas. Tais ilustrações antropomórficas de animais eram muito populares na Inglaterra vitoriana e divulgadas em cartões de aniversários ou de Natal e em ilustrações satíricas como as de John Tenniel.

Wain foi um artista prolífico nos trinta anos seguintes, Ilustrou cerca de cem livros infantis, e centenas de desenhos em jornais e revistas, incluindo o Louis Wain Annual, que durou de 1901 a 1915. Em 1898 e 1911 foi presidente do National Cat Club.

12102_1As ilustrações de Wain parodiavam os comporta- mentos. Escreveu, “Levo um caderno ao restau- rante ou outro lugar público, e desenho as pessoas em diferentes posições como se fos- sem gatos, guardando o mais possível as suas características huma- nas. Isso dá-me duplo sentido e acho esses estudos a minha melhor obra humorística”.

Participou em várias obras de caridade para os animais, como a Sociedade de Protecção dos Gatos e a Sociedade contra a Vivissecção, achando que ajudava à “Limpar o desprezo com que o gato foi contemplado na Inglaterra”.

Apesar da sua popularidade, Wain sofreu dificuldades financeiras toda a sua vida.  Teve de manter a mãe e as irmãs e tinha pouco jeito para negócios. Wain era modesto, ingénuo e facilmente explorado, nada apto para se defender no mundo da edição. Muitas vezes vendeu os seus desenhos sem exigir direitos de reprodução.

Foi a Nova Iorque em 1907, onde desenhou algumas tiras de banda desenhada, como Cats About Town e Grimalkin, para os jornais de Hearst. A sua obra granjeou muita admiração.

A sua saúde mental piorou e em 1924, as suas irmãs não aguentando mais o seu comportamento excêntrico e por vezes violento, o internaram no Hospital psiquiátrico de Sprinfield (para pobres), em Tooting. Um ano mais tarde, foi ali descoberto e o seu estado publicitado o que levou a apelos de figuras como H.G.Wells e uma intervenção pessoal do Primeiro-Ministro. Wain foi então transferido para o Bethlem Royal Hospital em Southwark, e depois, em 1930, wain-deathno Nasbury Hospital no norte de Londres, hospital bastante agradável com um jardim cheio de gatos, onde ele passou os seus últimos 15 anos de vida em paz. Embora com comportamento bipolar, continuou a desenhar por prazer. Nesse período, a sua obra se caracteriza com cores fortes, flores e padrões abstractos, embora o motivo principal se mantenha: o gato.

Faleceu com 78 anos a 4 de Julho de 1939 e está sepultado junto a seu pai, no cemitério londrino de Kensal Green.

H,G.Wells disse dele: “Fez o gato seu. Inventou um estilo de gato, uma sociedade de gato todo um mundo de gato. Os gatos ingleses que não se parecem nem vivem como os gatos de Louis Wain sentem-se envergonhados.”

Louis William Wain est né le 5 août 1860 dans le quartier de Clerkenwell, à Londres. Son père était négociant de tissus, de btroeries et de dentelles, sa mère était française. Il était l’aîné de six enfants, étant le seul garçon.

imagesWain est né avec un bec-de-lièvre et le médecin recommanda  aux parents de ne pas l’envoyer à l’école avant ses dix ans et Wain passa la plupart de sa prime jeunesse à vadrouiller dans Londres. Plus tard, Louis fréquenta la West London School of Art et y devint même professeur pour une brève période.

À 20 ans, Wain dut  prendre soin de sa mère et de ses sœurs après le décès de son père.

Bientôt, Wain abandonna l’enseignement pour devenir un artiste à son compte et réussit à obtenir un succès substantiel. Il se spécialisa dans le dessin d’animaux et scènes champêtres, travaillant pour plusieurs journaux dont l’Illustrated Sporting and Dramatic News, où il resta  quatre ans, et l’Illustrated London News, au début de 1886.

Cenas campestres

Dans les années 1880, l’œuvre de Wain comprenait des illustrations détaillées de maisons et de propriétés rurales anglaises, ainsi que de bétail commandées par des de Foires Agricoles. Durant cette période il dessina une grande variété d’animaux et maintint toute sa vie cette habileté à dessiner toute sorte de créatures. Il pensa un moment pouvoir vivre de portraits de chiens.

Louis_Wain_at_his_drawing_table_1890À 23 ans, Wain épousa la préceptrice de sa sœur, Emily Richardson, qui avait plus de mais 10 ans que lui (considéré scandaleux à cette époque), et déménagea avec elle à Hampstead au nord de Londres. Un cancer du sein se déclara  et Emily mourut trois ans après son mariage. Avant la mort d’Emily, Wain découvrit le thème qui allait définir sa carrière. Durant sa maladie, Emily se sentait réconfortée par la présence de son chat, Peter, un chaton noir et blanc, qu’ils avaient sauvé après l’avoir entendu miauler une nuit sous la pluie. Le moral d’Emily s’améliorait toujours en présence de Peter, et Louis se mit à dessiner beaucoup de croquis de lui, qu’Emily l’encouragea fortement à publier. 220px-Wein_catpokerElle décéda avant que cela arrive, mais il continua à dessiner le chat. Plus tard, il écrivit à propôs de Peter, “C’est pratiquement à lui, que je dois le début de ma carrière, la persistance de mes efforts et l’affirmation de mon œuvre.” On peut reconnaitre Peter dans beaucoup des premières œuvres publiées de Wain.

Wain dut sa notoriété à ses chats anthropomorphiques. En 1886, le premier dessin de chats anthropomorphiques de Wain fut publié dans le numéro de Noël du Illustrated London News, intitulé “A Kittens’ Christmas Party”. 91157f3af43b681f279c668a138d4d93L’illustration montre 150 chats, Beaucoup ressemblant à Peter, faisant des choses comme envoyer des invitations, tenir une balle, jouer et discourir, répandus au long de onze cases. Cependant les chats continuent sans vêtements et sans la variété d’expressions humaines qui caractérisa l’œuvre postérieure de Wain. Sous le pseudonyme de George Henri Thompson, il illustra de nombreux livres pour enfants écrits par Clifton Bingham et publiés par Ernest Nister.

Les années suivantes, les chats de Wain commencèrent à marcher sur deux pattes, à sourir largement et à présenter d’autres expressions exagérées, avec des vêtements sophistiqués. Ses  illustrations montrent des chats qui jouent des instruments de musique, servent du thé, jouent aux cartes, pêchent, fument et vont à l’opéra. Ces illustrations anthropomorphiques d’animaux étaient très populaires dans l’Angleterre victorienne et divulguées en cartes d’anniversaires ou de Noël et en illustrations satiriques comme celles de John Tenniel.

631_001Wain fut un artiste prolifique les trente années suivantes. Il illustra près de cent livres pour enfants, et réalisa des centaines de dessins dans des journaux et des revues, ainsi comme dans le Louis Wain Annual, qui dura de 1901 à 1915. En 1898 et 1911 il fut le président du National Cat Club.

Les illustrations de Wain parodiaient souvent le comportement. Il écrivit: “J’emporte un cale- pin au restaurant ou autre endroit publi- que, et je dessine les gens en positions diverses comme s’ils étaient des chats, gardant le plus possible leurs caracté. ristiques humaines. Cela me donne un double sens et je trouve ces études ma meilleur œuvre humoristique ».

Il participa à plusieurs œuvres de charité pour les animaux, comme la Société de Protection des Chats et la Société contre la Vivisection, trouvant qu’il aidait à “Effacer le mépris dont on contempla le chat en Angleterre”.

Malgré sa popularité, Wain passa par des difficultés financières toute sa vie.  Il lui fallait soutenir sa mère et ses sœurs et n’avait pas  le sens des affaires. Wain était modeste, ingénu et facilement exploité, pas du tout apte à se défendre dans le monde de l’édition. Il a souvent vendu ses dessins sans exiger aucuns droits de reproduction.

waincatstripWain se rendit à New York en 1907, où il dessina quelques strips de comics books, comme Cats About Town et Grimalkin, pour les journaux de Hearst. Son travail lui valut beaucoup d’admiration.

Sa santé mentale se dégrada et en 1924, ses sœurs, ne supportant plus son comportement excentrique et parfois violent, le firent interner à l’Hôpital psychiatrique de Sprinfield (pour les pauvres), à Tooting. Un an plus tard, on l’y découvrit et son état rendu public provoqua des appels de figures comme H.G.Wells et une intervention personnelle du Premier Ministre. Wain fut alors transféré au Bethlem Royal Hospital à Southwark, puis, en 1930, au Nasbury Hospital au nord de Londres, hôpital assez agréable avec un jardin plein de chats, où il passa ses dernières 15 années de vie en paix. Bien qu’ayant un comportement bipolaire, il continua à dessiner pour le plaisir.  Durant cette période, son œuvre se  caractérise par des couleurs fortes, des fleurs et des éléments abstraits, bien que le motif principal se maintienne: le chat.

Wain est mort à 78 ans, le 4 juillet 1939 et se trouve enterré auprès de son père, au cimetière londonien de Kensal Green.

H,G.Wells dit de lui: Le chat c’est lui. Il a créé un style de chat, une société de chats, tout un univers du chat. Les chats anglais dont l’apparence et le comportement ne ressemblent pas aux chats de Louis Wain n’ont pas de quoi être fiers. 

Ceia Natal + batalha de almofadas

Blue sketchs

louis_wain_naughty_cat+fairy tales

Large eye cat, comic strip 1897+ Comicals Cats

Os gatos e a pintura 13 – Fernand Léger – Les chats et la peinture 13


Leger jeuneFernand Léger, foi um pintor, criador de cartões de tapeçarias, de vitrais, decorador, ceramista, escultor, desenhador, ilustrador. Foi um dos primeiros a expor publicamente trabalhos de orientação cubista.

Fernand Léger nasceu a 4 de Fevereiro de 1881 em Argentan, na Normandia. Graças ao testemunho do seu amigo de infância, Louis Poughon, sabemos que a sua mãe o criou sozinha – o seu pai falecera quando Fernand tinha apenas quatro anos – e que ela era muito religiosa seguindo uma vida tranquila. O Fernand parece ter sido muito diferente dela. Na escola, « nunca foi um aluno estudioso » e, depois de ter sido várias vezes expulso – desenhou caricaturas dos seus professores que encantaram os seus camaradas.

Entrou como aprendiz no gabinete de um arquitecto de Argentan. Com dezanove anos, descobriu o Paris de 1900. Léger nunca cumpriria a formação de arquitecto que ali viera fazer. Trocaria depressa o tira-linhas por pincéis.

Léger não tardou a mergulhar na efervescência da vida artística parisiense e, já a partir de 1908, trabalhou na companhia de Modigliani, Laurens, e sobretudo Alexander Archipenko. Instalado na Ruche em 1908, conviveu com Blaise Cendrars, Max Jacob e Guillaume Apollinaire e dialogou entre outros, com o pintor Robert Delaunay.

La couseusePintou em 1909 La Couseuse, encetando o seu período cubista. Amontoado de linhas geométricas colocado num espaço restrito, a tela aproxima-se das figuras maciças de Picasso pintadas no mesmo ano. Todavia, logo em Nus dans la forêt (1909-1910), Léger propôs um cubismo pessoal, mesmo se inspirando de certeza da obra de Picasso com o mesmo título.

Se partilhou o cuidado cubista para criar um realismo não figurativo distinguiu-se dos de Montmartre ao preconizar um cubismo não intelectual mas visual. A sua preocupação não era, na verdade, figurar a totalidade do objecto, mas distinguir cada objecto em volume e em plano dentro de um espaço ideal.

Espectador assíduo do circo Medrano, Fernand Léger pintou os acrobatas, os palhaços, os malabaristas cujos corpos « mecanizados » têm o mesmo valor que os objectos e os cenários.

Em 1918, ilustrou o livro de Blaise Cendrars La Fin du monde filmée par l’Ange N.D., concebido como uma sequência de planos cinematográficos. Conheceu o cineasta Jean Epstein colaborou no filme de Abel Gance, La Roue, e realizou os cenários para o filme de o guarda-roupa e os cenários de Skating Rink (1922) e de La Création du monde (1923).

Em 1924, ajudado pelo Dudlet Murphy, rodou o filme Ballet Mécanique onde o uso do grande plano e o recurso a múltiplos efeitos de fragmentação produzem uma dinâmica repetitiva.

fernand-leger-femme-avec-chatSoltos, os volumes geométricos já não estão estáticos e indissociáveis, mas autónomos, criando entre eles um antagonismo dinâmico. Afastou-se dos temas intimistas e tradicionais de Braque e Picasso, e pintou assuntos contemporâneos (Le Passage à niveau, 1912). Encetou uma série de contrastes de formas (La Femme en bleu, 1912), onde voltou a introduzir vivamente a cor e experimentou durante pouco tempo a abstracção.

Apollinaire baptizou então a arte de Robert Delaunay e de Léger de « cubismo orfique ». Portanto, se Delaunay apregoava a supremacia da cor, Léger aspirava à « um equilíbrio entre as linhas, as formas e as cores » (Léger).

No princípio dos anos 1950, Fernand Léger participou com Jean Bazaine e Jean Le Moal à decoração da igreja do Sacré-Cœur, construída num bairro operário de Audincourt, no leste de França, concebendo os dezassete vitrais da nave e do coro e desenhou os cartões da tapeçaria situada atrás do altar-mor.

Léger dirigiu várias escolas de pintura, primeiro em Montrouge depois em Montmartre. Formou assim numerosos alunos que difundiram as suas ideias em toda a arte do século XX, na França mas também na Escandinávia, e deu aulas, nomeadamente ao autor-compositor-intérprete Serge Gainsbourg

jesus-sur-la-croix_instruments-symbolesMeses antes do seu faleci- mento a 17 de Agosto de 1955, Fernand Léger adquiriu a Quinta St André, situada perto da aldeia de Biot. Nesse terreno hortícola, Nadia Léger, a sua viúva, e Georges Bauquier, o seu colaborador próximo, decidi- ram criar um museu para homenageá-lo e favorizar a divulgação da sua obra. O projecto do edifício foi concebido pelo arquitecto Andreï Svetchine, o parque confiado ao paisagista Henri Fisch. O edifício integra numa das fachadas um imenso mosaico, inicialmente previsto por Léger para decorar o estádio de Hanôver, mas nunca realizado. Esse mosaico do museu foi executado pelos Italianos Lino Melano e Luigi Guardigli que já tinham trabalhado em outros mosaicos de Léger.

Em 1969, os fundadores doaram ao Estado francês o edifício, o terreno e uma colecção rica de mais de trezentas obras. O museu Léger tornou-se museu nacional e, segundo as cláusulas da doação, os fundadores mantiveram-se directores vitalícios.

Léger abordou várias vezes o tema do gato, associado à mulher. Por isso figura, claro, na nossa galeria !

Fernand Léger 55

2-1Fernand Léger, fut un peintre, créateur de cartons de tapisseries, de vitraux, décorateur, céramiste, sculpteur, dessinateur, illustrateur. Il a été l’un des premiers à exposer publiquement des travaux d’orien- tation cubiste.

Fernand Léger naquit le 4 février 1881 à Argentan, dans l’Orne. Grâce au témoignage de son ami d’enfance, Louis Poughon, nous savons que sa mère l’a élevé seule – son père décéda lorsqu’il avait quatre ans – et qu’elle était une femme très pieuse menant une existence tranquille. Son fils semble avoir été très différent d’elle. À l’école, « il ne fut jamais un élève studieux » et, après plusieurs renvois successifs – il dessina des caricatures de ses professeurs qui amusèrent beaucoup ses camarades.

tn_leger 1921Il entra comme apprenti chez un architecte d’Argentan. À dix-neuf ans, il découvrit le Paris de 1900. Léger n’y accomplira jamais la formation d’architecte qu’il était venu y poursuivre. Il troquera bientôt son tire-ligne pour des pinceaux.

Dès 1903, Léger partagea un atelier avec un autre ami d’enfance, le peintre André Mare. Après son échec aux Beaux-Arts, il s’exerça dans diverses académies, Léger allant dessiner le nu presque tous les soirs à l’Académie de la Grande Chaumière. Il reste difficile de savoir à quoi ressemblaient ces dessins. Léger affirma avoir détruit entre 1902 et 1908 une grande partie de ses travaux au fur et à mesure de leur production. Sans interprétation abusive, on peut assimiler la destruction de ces dessins à un acte proprement artistique. 

En 1907, comme de nombreux peintres parisiens, il fut très marqué par la rétrospective consacrée à Cézanne qui orienta définitivement sa peinture. La même année, il découvre le cubisme de Picasso et de Braque.

fernand_leger_le_compotier_d5433490hLéger défia Cézanne dans le Compotier sur la table (1909). Il se fondit bientôt dans l’effervescence de la vie artistique parisienne et, dès 1908, travailla aux côtés de Modigliani, Laurens, et surtout Alexander Archipenko. Installé à la Ruche en 1908, il se lia avec Blaise Cendrars, Max Jacob et Guillaume Apollinaire et dialogua entre autres, avec le peintre Robert Delaunay.I

Il peignit en 1909 La Couseuse, ouvrant sa période cubiste. Amas de lignes géométriques logé dans un espace court, la toile est proche des figures massives de Picasso peintes la même année. Pourtant, dès Nus dans la forêt (1909-1910), Léger proposa un cubisme personnel, même s’il s’était certainement inspiré de l’œuvre de Picasso portant le même titre.

S’il partagea le souci cubiste de créer un réalisme non figuratif, il se distingua des Montmartrois en imposant un cubisme non pas intellectuel mais visuel. Son souci n’était pas, en effet, de figurer la totalité de l’objet, mais de distinguer chaque objet en volume et en plan au sein d’un espace idéal.

leger 07Spectateur assidu du cirque Medrano, Fernand Léger y a peint les acrobates, les clowns, les jongleurs dont les corps « mécanisés » ont la même valeur que les objets et les décors.

En 1918, il illustra le livre de Blaise Cendrars La Fin du monde filmée par l’Ange N.D., conçu comme une suite de plans cinématographiques. Il rencontra le cinéaste Jean Epstein collabora au film d’Abel Gance La Roue et réalisa les décors pour le film de Marcel L’Herbier L’Inhumaine. Engagé par les Ballets suédois, il créa successivement les costumes et les décors de Skating Rink (1922) et de La Création du monde (1923).

En 1924, avec l’aide de Dudlet Murphy, il tourna le film Ballet Mécanique où l’utilisation du gros plan et le recours aux multiples effets de fragmentation produisent une dynamique répétitive.

Fernand_Léger,_Woman_in_Blue,_Femme_en_Bleu,_1912,_oil_on_canvas,_193_x_129.9_cmDéboîtés, les volumes géométriques ne sont plus statiques et indissociables, mais autonomes, créant entre eux un antagonisme dynamique. Il s’éloigna des thèmes intimistes et traditionnels de Braque et Picasso, et peignit des sujets contemporains (Le Passage à niveau, 1912). Il entama une série de contrastes de formes (La Femme en bleu, 1912), dans laquelle il réintroduisit vivement la couleur et expéri- menta brièvement l’abstraction.

Apollinaire baptisa alors l’art de Robert Delaunay et de Léger de « cubisme orphique ». Pourtant, si Delaunay prône la suprématie de la couleur, Léger aspire à « un équilibre entre les lignes, les formes et les couleurs » (Léger).

Au début des années 1950, Fernand Léger participa avec Jean Bazaine et Jean Le Moal à la décoration de l’église du Sacré-Cœur, construite dans un quartier ouvrier d’Audincourt, dans le Doubs, pour laquelle il conçoit les dix-sept vitraux de la nef et du chœur et dessine les cartons de la tapisserie située derrière le maître-autel.

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Léger a dirigé plusieurs écoles de peinture, à Montrouge d’abord puis à Montmartre. Il a formé de nombreux élèves qui ont diffusé ses idées dans tout l’art du XXe siècle, en France mais aussi en Scandinavie, et a notamment donné des cours à l’auteur-compositeur-interprète Serge Gainsbourg.

Quelques mois avant sa mort, le 17 août 1955, Fernand Léger acquérait le mas St André, situé au pied du village de Biot. Sur ce terrain horticole, Nadia Léger, sa veuve, et Georges Bauquier, son proche collaborateur, décident de créer un musée pour lui rendre hommage et favoriser la connaissance de son œuvre. Le projet de bâtiment est conçu par l’architecte Andreï Svetchine, le parc confié au paysagiste Henri Fisch. L’édifice intègre en façade une immense mosaïque, initialement prévue par Léger pour la décoration du stade de Hanovre, mais jamais réalisée. 1c6497e935e344ddfe90a5af64529cafCette mosaïque du musée fut exécutée par les Italiens Lino Melano et Luigi Guardigli qui avaient déjà travaillés à d’autres mosaïques de Léger. En 1969, les fondateurs firent don à l’État français du bâtiment, du terrain et d’une collection riche de plus de trois cents œuvres. Le musée Léger devint musée national et, selon les clauses de la donation, les fondateurs restèrent directeurs à vie.

Léger a abordé à plusieurs reprises le thème du chat, associé à la femme. Raison pour laquelle il figure, bien sûr, dans notre galerie !

Os gatos e a pintura 12 – Judith Jans Leyster – Les chats et la peinture 12


Judith_Leyster_-_Two_Children_with_a_Cat_-_WGA12955Judith Jans Leyster (ou Leijster) foi uma pintora da Idade de Ouro Holandesa. Leyster executava pinturas de género, retratos e naturezas mortas. Toda a sua obra for a atribuída a Frans Hals até 1893, quando Hofstede de Groot foi o primeiro a atribuir-lhe sete pinturas, das quais seis eram assinadas com o seu característico monograma ‘JL*’ com uma estrelinha de lado. Era um trocadilho: “Lei-ster” significa “Lead star” ou seja «Estrela guia» em neerlandês, o que era o nome usual para a estrela polar naquela altura utilizado pelos marinheiros holandeses. Leistar era o nome da cervejaria do seu pai, em Haarlem. (Só ocasionalmente ela assinava as suas obras com o nome completo.)

Leyster nascera em Haarlem a 28 de Julho de 1609, oitava criança de Jan Willemsz Leyster, um alfaiate e cervejeiro local. Embora pouco se sabe do seus estudos pictóricos, ela já tinha fama suficiente em 1628 para ser referenciada no livro de Samuel Ampzing intitulado Beschrijvinge ende lof der stadt Haerlem.

A Boy and a girl with a cat and an eel, detailPretende-se que Leyster enveredou na carreira de pintora por causa da bancarrota do seu pai e a necessidade de sustentar a família. Pode ter aprendido o ofício com Frans Pietersz de Grebber que dirigia um atelier respeitado em Haarlem nos anos1620. Nessa época, a sua família mudou-se para a província de Utrecht e Judith pode ter tido contactos com os discípulos de Caravaggio de Utrecht.

O seu primeiro trabalho reconhecido é datado de 1629, quatro anos antes de entrar no grémio dos artistas. Em1633, ela era membro do Grémio de São Lucas de Harleem, a segunda mulher a ser ali registada. A primeira pintora registada fora Sara van Baalbergen, em 1631, que como Leyster, não era oriunda de uma família de artistas de Haarlem. Houve mais mulheres pintoras nessa altura em Haarlem, mas como trabalhavam no atelier famíliar não precisavam de qualificações profissionais para assinar os seus trabalhos ou dirigir um atelier.

auto retratoO seu Auto-retrato, de 1633 (National Gallery of Art, Washington, D.C.), for a proposto para a sua apresentação no Grémio. Esse auto-retrato marcou uma viragem em relação à rigidez dos anteriores auto-retratos femininos para uma pose mais descontraída e mais dinâmica. Na verdade, era muito mais descontraído que qualquer auto-retrato neerlandês, comparáveis principalmente com alguns dos retratos por Hals. Todavia, parece improvável que ela vestisse uma roupa tão formal quando pintava a óleo, especialmente o largo cabeção de renda.

Em 1636, Judith Leyster casou com Jan Miense Molenaer, um artista prolífico em temas similares. Na esperança de melhores proventos, mudaram-se para Amsterdão, onde ele já tinha uma clientela. Permanecera ali durante onze anos antes de regressar nas redondezas de Haarlem (em Heemstede). Ali partilharam um atelier numa casinha situada nos terrenos do actual parque Groenendaal. Leyster e Molenaer tiveram cinco filhos, só dois sobreviveram até a idade adulta.

A maior parte das obras assinadas de Judith Leyster são de 1629 –1635, o que coincide com o período antes do casamento e da maternidade. Há muito poucas obras depois de 1635: duas ilustrações num livro sobre túlipas de 1643, um retrato de 1652, e uma natureza morta de 1654 que foi recentemente encontrada numa colecção particular. Leyster pode também ter trabalhado em colaboração com o marido. Judith Leyster faleceu a 10 de Fevereiro de 1660. Tinha 50 anos.

Judith Jans Leyster (ou Leijster) fut une femme peintre de l’Âge d’Or néerlandais. Leyster exécutait des peintures de genre, des portraits et des natures mortes. Toute son œuvre fut attribuée à Frans Hals jusqu’en 1893, quand Hofstede de Groot fut le premier à lui attribuer sept peintures, dont six étaient signées avec son monogramme caractéristique ‘JL*’, flanqué d’une étoile. C’était un jeu de mots: “Lei-ster” signifie “Lead star” (étoile-guide) en néerlandais, c’était le nom courant de l’Étoile Polaire, à l’époque utilisé par les marins hollandais. Le Leistar était le nom de la brasserie de son père à Haarlem (Ce n’est qu’occasionnellement qu’elle signa ses toiles de son nom complet.)leyster-boy-girl-cat-eel-NG5417-fm

Leyster est née à Haarlem le 28 juillet 1609, huitième enfant de Jan Willemsz Leyster, tailleur et brasseur local. Bien qu’on sache fort peu au sujet de ses études artistiques, Judith Leyster avait déjà une réputation suffisante en 1628 pour figurer dans le livre de Samuel Ampzing intitulé Beschrijvinge ende lof der stadt Haerlem.

On dit que Leyster a suivi une carrière de peintre à cause de la banqueroute de son père et donc alimenter la famille. Il se peut qu’elle ai fait son apprentissage chez Frans Pietersz de Grebber qui dirigeait un atelier de renom à Haarlem dans les années1620. Alors, sa famille déménagea dans la province d’Utrecht et Judith a probablement eu des contacts avec les disciples de Caravaggio à Utrecht.

Sa première œuvre reconnue date de 1629, quatre ans avant d’entrer à la guilde des artistes. En1633, elle fut membre de la Guilde de Saint Luc de Haarlem, la deuxième femme à y être admise. La première peintre admise fut Sara van Baalbergen, en 1631, qui comme Judith Leyster, ne venait pas d’une famille d’artistes de Haarlem. À cette époque, il y eut plusieurs autres femmes peintres à Haarlem, mais comme elles travaillaient dans l’atelier de leur famille, elles n’avaient pas besoin de qualifications professionnelles pour signer leurs œuvres ou diriger un atelier.

signatureSon Autoportrait, de 1633 (National Gallery of Art, Washington, D.C.), fut sélectionné pour sa présentation à la Guilde. Cet autoportrait marqua un virage en relation à la rigidité des antérieurs autoportraits féminins par une pose plus décontractée et plus dynamique. En effet, il était beaucoup plus décontracté que tout autoportrait néerlandais de l’époque, comparable principalement avec certains portraits peints par Hals. Toutefois, il semble improbable qu’elle vêtit une robe si apprêtée pour peindre à l’huile, spécialement a large collerette de dentelle..

Blompotje *oil on panel *69.7 x 50.4 cm *signed b.c.: Judith . molenaers 1654

En 1636, Judith Leyster se maria avec Jan Miense Molenaer, un artiste prolifique en thèmes similaires. Dans l’espoir de meilleurs revenus, ils déménagèrent à Amsterdam, où il avait déjà une clientèle. Ils y restèrent onze ans avant de retourner dans le voisinage d’Haarlem (à Heemstede). Ils y partagèrent un atelier dans une petite maison située sur le terrain de l’emplacement actuel du Park Groenendaal. Leyster et Molenaer eurent cinq enfants, dont seulement deux atteignirent l’âge adulte.

La majeure partie de l’œuvre signée de Judith Leyster est de 1629 –1635, ce qui coïncide avec la période antérieure au mariage et à la maternité. Il y a três peu de choses après 1635: deux illustrations pour un livre sur les tulipes de 1643, un portrait de 1652, et une nature morte de 1654 qui fut récemment découverte dans une collection privée. Leyster peut aussi avoir travaillé en collaboration avec son mari. Judith Leyster mourut le 10 février 1660. Elle avait 50 ans.

Os gatos e a pintura 11 – Jacques (Lehmann) Nam – Les chats et la peinture 11


NamJacques Nam (pseudónimo de Jacques Lehmann), nasceu a 11 de Setembro de 1881 em Paris, de uma família de músicos originária da Alsácia. Começou muito cedo a rabiscar nas margens dos seus cadernos escolares e a desenhar o gato dos seus pais.

Em 1898, nas Belas-Artes, torna-se aluno de Louis-Léon Gérôme, onde estudou durante um ano. Esse mestre encorajou-o a desenhar animais. Dirigiu-se ao Jardim zoológico de Antuérpia de onde trouxe estudos de feras, aves de rapina e répteis. No Instituto Pasteur, desenhou pintou chimpanzés e orangotangos.

34705-jacques-lehmann-nam-1906-the-christmas-eve-all-the-cats-are-grey-hprints-comEm 1900, tinha 19 anos e para ganhar a vida começou com desenhos humorísticos em muitas publicações como: Le Rire – Le Sourire – Le Bon Vivant – La Vie Parisienne- La Baïonnette. No Echo de Paris, caricaturou a vida política a pedido de Franc-Nohain.
Para Hachette, Flammarion ou Dela- grave, exerceu o seu talento de ilustrador. Entre os escritores famosos para quem ilustrou as obras, estão Colette, com quem teve uma profunda amizade duradoira, para os «Sete Diálogos de Animais» , Mirbeau para «Dingo», Farrère para «Os civilizados», Maupassant para «Nosso Coração» e muito mais obras ilustradas por ele.

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30464-jacques-lehmann-nam-1913-intimate-caresses-cat-hprints-com

6210Ao mesmo tempo, dedicou-se à pin- tura, sobretudo de animais e ao estudo de novas técnicas. Lança-se na técnica da laca, executa biombos, painéis decorativos, e encomendas de deco- ração de interior. Naturalmente, dirigiu-se lehmann-jacques-nam-1881-1974-chat-se-lechant-1550983para a escultura. Os gatos são os seus modelos favoritos e alguns são reproduzidos pela Manufactura de Sèvres, e de Quimper.

Mobilizado em 1915, pediu para ser afectado à secção «camuflagem ». Foi desmobilizado em 1919. Durante a guerra de 1914/18, executou toda uma série de esquiços e desenhos, que actualmente se encontram no Museu das Duas Guerras nos Inválidos em Paris.

Em 1921, obteve uma bolsa de estudos e partiu para a Tunísia. Regressou com numerosas aguarelas de Mulheres Árabes e também um caderno de viagem, contando a sua aventura.

Cats+-+June+Catalogue+-+lote+13.bmpEm 1935, publicou “Gatos” um álbum de cinco águas fortes acompanhadas de um texto de Colette.
Em Vichy, em 1940, assistiu às sessões históricas da Câmara dos Deputados e do Senado constituído em Assembleia Nacional e tomou notas. Um manuscrito, dos seus momentos históricos faz parte da colecção privada da sua sobrinha. Numerosos desenhos, caricaturas dos parlamentares são, igualmente, reunidos no Museu das Duas Guerras.

Em 1960, saiu nas Éditions Mondiales “Eles, Meus Gatos”, uma recolha, hoje esgotada, com 45 poemas que ele escreveu sobre os gatos e ilustrou com 70 desenhos.
375cb1c3838896c6c0b326989ce2f229Artista completo, compôs música e uma série de canções éditadas por Ricordi et Rouart-Leroll. Realizou álbuns para crianças, emissões radiofónicas e também danças de roda infantis.

1964 foi o último ano em que expôs em Paris, mas em 1971, com 90 anos, participou em Londres com Théophile Alexandre Steinlen, a uma exposição com a temática do Gato.

Ao longo da sua vida, Jacques Nam frequentou numerosos artistas, homens de letras, personalidades políticas… Entre os seus amigos, pode citar-se Jean Cocteau, Paul Leautaud, o Dr. Mery, Jean Cassou e muitos outros.

Fauves

Jacques Nam morreu no seu atelier da rua Nicolo, em Paris, no dia 22 de Fevereiro de 1974, com 93 anos.

livre chats 1 e 2

Jacques-Lehmann-Nam-with-catJacques Nam est né le 11 septembre 1881 à Paris, d’une famille de musiciens d’origine alsacienne, Jacques Nam (pseudonyme de Jacques Lehmann), commence dès son jeune âge à crayonner sur ses cahiers et à dessiner le chat de ses parents.

En 1898, élève à l’école des Beaux-Arts, il entre dans l’atelier de Louis-Léon Gérôme. Il y travaille pendant un an. Ce maître, l’encourage à dessiner les fauves et tous autres ani. maux. Il se rend au Zoo d’Anvers d’où il rapporte des études de fauves, oiseaux de proie, de reptiles; à l’Institut Pasteur il peint les chimpanzés et les orangs outangs.

35128-jacques-lehmann-nam-1918-cats-jazz-music-dance-hprints-comEn 1900, il a 19 ans. Pour gagner sa vie, il commence par des dessins humoristiques dans presque toutes les publications comme: Le Rire – Le Sourire – Le Bon Vivant – La Vie Parisienne- La Baïonnette. Dans Le FigaroLa Liberté – et à la demande de Franc Nohain dans L’Echo de Paris, il caricature la vie politique.
Et c’est encore chez HachetteFlammarionDelagrave que l’on découvre son talent d’illustrateur. Parmi les écrivains célèbres on retient les « sept dialogue de Bêtes » écrit par Colette. Une longue amitié s’en suit. « Dingo » de Mirbeau, « Les civilisés » de Farrère, « Notre cœur » de Maupassant et bien d’autres livres d’auteurs sont illustrés par lui.

En même temps qu’il travaille pour les éditeurs il se consacre à la peinture, surtout des animaux et à l’étude de nouvelles techniques. Il se lance dans la laque, exécute des paravents, des panneaux décoratifs, et sur commande des décors d’intérieur. Tout naturellement, il se dirige vers la sculpture. Les chats sont ses modèles favoris et certains sont reproduits par la Manufacture de Sèvres, et Quimper.

images1Mobilisé en 1915 il demande à être affecter dans la Section « camouflage ». Il est démobilisé en 1919. Durant la guerre de 1914/18, il exécute toute une série de croquis et dessins, qui se trouvent actuellement au Musée des Deux Guerres aux Invalides à Paris.

En 1921, il obtient une bourse d’étude et part pour la Tunisie. Il rapporte de nombreuses aquarelles de Femmes Arabes ainsi qu’un carnet de voyage, racontant son aventure.

En 1935, il édite “Chats” un album de cinq eaux-fortes accompagnées d’un texte de  son amie Colette.
Cats+time spent with catsA Vichy, en 1940 il assiste aux séances historiques de la Chambre des Députés et du Sénat constitué en Assemblée Nationale et prend des notes. Un manuscrit, de ces moments historiques fait partie de la collection privée de sa nièce. De nombreux dessins, des caricatures des parlementaires sont, également, réunis au Musée des Deux Guerres.

En 1960, paraît aux Éditions Mondiales “Eux, mes Chats”, un recueil, aujourd’hui épuisé, comportant 45 poèmes qu’il écrit sur les chats et qu’il illustre de 70 dessins.
Eux, mes chatsArtiste complet, il compose de la musique ainsi qu’une série de chansons qui sont éditées chez Ricordi et Rouart-Leroll.
Il réalise pour les enfants des albums, des émissions radiophoniques ainsi que des rondes enfantines.

1964 est la dernière année où il expose à Paris, mais en 1971, à l’âge de 90 ans, il participe à Londres avec Théophile Alexandre Steinlen, à une exposition sur le thème du Chat.

Au cours de sa vie, Jacques Nam a côtoyé de nombreux artistes, hommes de lettres, personnalités politiques… Parmi ses amis on peut citer Jean Cocteau, Paul Leautaud, le Dr Mery, Jean Cassou et bien d’autres. Jacques Nam est mort dans son atelier de la rue Nicolo, à Paris, le 22 février 1974, à l’âge de 93 ans.

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