Os gatos e escritores – Charles Dickens – Les chats et les écrivains


charlesdickens_jovemCharles Dickens foi o maior romancista britânico e o mais famoso do século 19. 

Nasceu a 7 de Fevereiro de 1812 e viveu uma infância feliz até aos 12 anos. Teve então de trabalhar por seu pai ter sido encarcerado por dívidas. 

Charles conheceu o horror da pobreza, descobrindo a terrível sina das crianças que trabalhavam nas fábricas ao tornar-se ele próprio um operário numa fábrica de graxa. Essa experiência pessoal permi- tiu-lhe escrever sobre os pobres e os infelizes com tanta veracidade que ses récitsas suas narrações  dramáticas tocaram o coração de milhões de leitores.  

nicholas-nickleby-charles-dickens-paperback-cover-art-1Graças a isso, Dickens, o romancista mais  popular do seu tempo, teve uma influência determinante sobre as reformas sociais que aconteceram na Inglaterra victoriana. Depois da libertação do pai, ainda teve de trabalhar mais dez meses na fábrica antes de poder voltar à escola. Enquanto o seu pai tomou todas as disposições para livrar Charles das suas obligações, com grande espanto do jovem, a sua mãe aceitou relutantemente que ele deixasse esse emprego remunerado. Ele nunca lho perdoou e mais tarde retratou-a  na mãe vaidosa e estúpida no seu romance Nicolas Nickleby .

charles-dickens-as-aventuras-do-sr-pickwickDepois foi amanuense num gabinete de notário, e a seguir reporter-estenógrafo. Com 23 anos de idade, tornara-se um conhecido jornalista e empregado por um  jornal diário, o Morning Herald. Foi pouco antes de ter obtido esse novo cargo que Dickens começou a escrever ficção.

Em 1833, mandou um artigo romanceado sobre a vida de Londres ao Monthly Magazine que o publicou e pediu mais. Dickens o satisfez logo com mais novelas, que foram publicadas em dois jornais diários, com o pseudónimo ” Boz “. No dia do seu vigésimo quarto aniversário (1836), todas essas narrações foram reunidas num volume intitulado Esquiços de Boz.

O livro teve um êxito imediato e levou um editor à propor-lhe um contrato para a redacção de um livro cómico. Foi assim que saiu em formato de folhetins em 20 meses, As Aventuras do Sr. Pickwick.

oliver-twistDepois das humorísticas Aventuras do Sr. Pickwick, Dickens continuou na via romanesca com Oliver Twist em 1838 e Nicolas Nickleby em 1839. Esse género de contos, construidos em volta de um personagem central  muitas vezes autobiográfico, já mostravam certos aspectos da exploração dos mais fracos, e  especialmente das crianças. Com A Loja de Antiguidades em 1840, é de novo o destino trágico duma menina que permitiu ao autor de denunciar com com- paixão o carácter definitivamente desumano do mundo industrial. dvid-copperfioeldMas devemos so- bretudo lembrar a sua obra mestra, David Copperfield publicada em 1849. Essa narração autobiográfica que mostra o Londres laborioso e miserável visto pelos olhos de uma criança, continua a ser a obra mais célèbre e mais lida das romances de Dickens.

Dickens fazia regularmente  conferências onde lia com paixão e energia as suas obras, o que debilitaria a sua saúde. Esgotado, retirou-se no campo em 1870 para o  que ia ser o seu último romance Mistério de Edwin Drood. Mas exausto, morreu a 9 de Junho de 1870, com 58 anos, de uma apoplexia deixando o mistério irresoluto. A morte de Dickens entristeceu o  mundo inteiro que amava e admirava o seu génio de romancista.

Charles Dickens e os gatos

Grande amador de gatos,  teve vários durante a sua vida, e retratou-os inúmeras vezes  nos seus livros. A sua filha, Mamie, contou….

mind4 “O meu pai teve um gato blanco que chamou William. Este foi rebaptisado Williamina depois de dar à luz uma ninhada de gatinhos. Williamine tor- nou-se a preferida do meu pai, e ela dedicava-lhe uma particular devoção. Lembrou-me do dia em que ela nos apresentou os seus gatinhos. Selec- cionara um cantinho do escritório do meu pai, depois trouxe-os um por um, da cozinha, e depositou-os no canto escolhido.”
Dickens quis retirar os gatinhos, mas a gata voltava a trazê-los. À terceira tentativa, em vez de colocar os gatinhos naquele canto da sala, depositou-os ao pé do meu pai depois instalou-se e lançou-lhe um olhar tão suplicante que ele não conseguiu resistir, e  autorizou a sua permanência.”

duzmpzg_uzrpnq2mgqjmhyigpxy550x343Um dos gatinhos de Williamine foi baptizado pelos domésticos o “Gato do Dono”, devido à sua dedicação à Dickens. Ficava sempre junto do  romancista quando ester escrevia.

 ” Uma noite, enquanto Dickens lia à sua secretária na companhia d0 seu gato, a vela apagou-se de repente… Ele voltou a acender a vela, acariciou o gato que olhava para ele com ar patético, e continua a sua leitura.  Minutos mais tarde, como a luz parecia baixar, levantou os olhos a tempo de ver o gato a apagar deliberadamente a vela com a pata, lançando-lhe antes um olhar suplicante. O gato recebeu as carícias que tanto desejava…”
Dickens declarou muitas vezes  «Que maior prenda pode haver que o amor de um gato?”

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Gatos de Foujita

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Charles Dickens fut le plus grand romancier britannique et le plus célèbre au 19ème siècle. Né le 7 février 1812, il eut une enfance heureuse jusqu’à 12 ans. C’est alors qu’il dut travailler à l’usine parce que son père fut emprisonné pour dettes. Charles connut l’horreur de la pauvreté, découvrit le sort terrible des enfants qui travaillaient dans les fabriques en devenant lui même ouvrier dans une usine de cirage. Cette expérience personnelle lui permit d’écrire sur les pauvres et les malheureux avec tant de vérité que ses récits dramatiques touchèrent le cœur de millions de lecteurs. Grâce à cela, Dickens, le romancier le plus populaire de son temps, eu une influence déterminante sur les réformes sociales qui furent accomplies dans l’Angleterre victorienne. Après la libération de son père, ses souffrances ne s’arrêtèrent pas immédiatement. bm_7558_aj_m_9923Il dut travailler encore plus de dix mois à la fabrique avant de pouvoir retourner à l’école. Son père prit toutes les dispositions nécessaires pour délivrer Charles de ses obligations mais, au grand effarement du jeune garçon, sa mère n’admit qu’à contrecœur qu’il quitte son emploi rémunéré.

Puis il devint clerc de notaire, et ensuite reporter-sténographe. A l’âge de 23 ans, il était devenu un journaliste connu et fut engagé par un quotidien, le Morning Herald. C’est un peu avant d’obtenir ce nouveau poste que Dickens commença à écrire de la fiction. En 1833, il envoya un article romancé sur la vie de Londres au Monthly Magazine qui le publia et en demanda d’autres. Dickens s’empressa de le satisfaire et ces nouvelles, ainsi que celles qui parurent dans deux quotidiens, furent publiées sous le pseudonyme de ” Boz “. Le jour de son vingt-quatrième anniversaire (1836), tous ses récits furent réunis dans un volume intitulé Esquisses de Boz.

Le livre fut un succès immédiat et amena un éditeur à lui proposer un contrat pour la rédaction d’un livre comique. C’est ainsi qu’apparu sous forme de feuilletons sur 20 mois, les Aventures de M. Pickwick.

 Après les humoristiques Aventures de M. Pickwick, Dickens persista dans la voie romanesque avec Oliver Twist en 1838 et Nicolas Nickleby en 1839. Ces sortes de contes, bâtis autour d’un personnage central souvent autobiographique, mettent déjà au jour certains aspects de l’exploitation des plus faibles, et tout particulièrement des enfants. Avec le Magasin d’antiquités en 1840, c’est encore le destin tragique d’une fillette qui permet à l’auteur de dénoncer avec compassion le caractère définitivement inhumain du monde industriel. 390530839514_1_3_1Mais il faut surtout retenir son œuvre majeure, David Copperfield publié en 1849. Ce récit autobiographique qui montre le Londres laborieux et misérable vu par les yeux d’un enfant, reste le plus célèbre et le plus lu des romans de Dickens.

Il faisait régulièrement des conférences où il lisait avec passion et énergie ses œuvres, ce qui affaiblira son état de santé. Épuisé, il se retire à la campagne en 1870 pour ce qui devait être son dernier roman le Mystère d’Edwin Drood. Mais surmené, il mourut le 9 juin 1870, à 58 ans, d’une apoplexie laissant le mystère irrésolu. La mort de Dickens attrista le monde entier qui aimait et admirait son génie de romancier.

Grand amateur de chats, il en eut plusieurs dans sa vie, et il fit souvent figurer des chats dans ses livres. Laissons sa fille, Mamie, raconter….

portee-de-chats-e-leur-mere “Mon père avait un chat blanc qu’il appelait William. Il fut rebaptisé Williamine après qu’il eut donné naissance à une portée de chatons. Williamine devint la préférée de mon père, et elle lui montrait une dévotion particulière. Je me souviens du jour où elle nous présenta ses chatons. Elle sélectionna un coin du bureau de mon père, puis les apporta un par un, depuis la cuisine, et les déposa dans le coin choisi. Dickens voulut déplacer les chatons, mais la chatte les ramenait. A la troisième tentative, au lieu de mettre les chatons dans le coin de la pièce, elle les plaça aux pieds de mon père, puis s’installa, et lui lança un regard si implorant qu’il ne put résister, et les autorisa à rester.”

dickens-e-williamina ” Un soir, alors que Dickens lisait à son bureau en com- pagnie de son chat, la bougie s’éteignit soudain… Il la ralluma, caressa le chat qui le regardait avec un air pathétique, et poursuivit sa lecture. Quelques minutes plus tard, alors que la lu- mière semblait baisser, il leva les yeux juste à temps pour voir le chat éteindre délibérément la chandelle d’un coup de patte, en lui lançant un regard implorant. Le chat reçut les caresses qu’il désirait tant …”.
L’un des chatons de Williamine fut baptisé par les domestiques le “chat du maître”, en raison de son attachement à Dickens. Il se tenait toujours près du romancier quand celui-ci écrivait.

«Quel plus beau cadeau que l’amour d’un chat ?» s’exclamait Dickens.

 

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O gato de Benjamin Basso – Le chat de Benjamin Basso


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Benjamin Basso, (29 de novembro de 1979 – ) desenhador e ilustrador francês começou por executar a letragem de comics americanos no estúdio francês MAKMA, especializado na tradução, o desenho,  a coloração e a letragem de comics, bandas desenhadas e mangas para todo o mundo, onde aprendeu imenso.

Desde então, ilustrou vários livros para crianças e adaptou em banda desenhada Les Fleurs du Mal de Baudelaire. Como muita gente, gosta de ouvir música enquanto trabalha. Cita Mr. Bungle como uma das suas fontes de inspiração, portanto, não surpreende vê-lo construir um universo povoado de criaturas tão estranhas como insólitas.

improbable_fables_cover_by_benbasso-d5ntn54« Com oito anos de idade, como muita gente, dese- nhava imenso.

Criava as minhas pró- prias personagens, as mi- nhas histórias, num mun- do muito mais divertido do que este.

Então, crescemos. Eles deixaram de desenhar pa- ra tornar-se electricistas ou advogados, verdadei- ras profissões, sérias e tudo o mais. Eu não. Continuo no meu mundo desenhando sem parar. Até parece que nesse mundo, tem-se sempre oito anos

Autodidacta. Tenho um diploma de décimo segundo ano nas Artes Aplicadas e, como base uma formação de grafista. O resto, aprendi-o na prática.
Há já uma dezena de anos que trabalho no meio da BD. Sem contar com os anos anteriores nos vários fanzines, depois nos prozines e
mais tarde em publicações aqui e ali.»


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No que diz respeito a este blogue felino, a recepção via Google+ de desenhos diários de Benjamin fez-me descobrir o seu talento gráfico e, quando há dias deparei com o seu gato, decidi pedir à Benjamin licença para incluí-lo na nossa colecção a que acedeu prontamente, e tendo igualmente encontrado uma tira, de certo fazendo parte de uma das suas histórias infantis, apresento-a também, já que é «gatarral»!

Bom vento, Benjamin, que o seu talento o leve a navegar nas ondas da fantasia!

Benjamin Basso, (29 novembre 1979 -) dessinateur et illustrateur français a débuté en lettrant des comics américains au sein du studio MAKMA, un studio français spécialisé dans la traduction, le dessin,  la colorisation et le lettrage de comics, bandes dessinées et mangas à travers le monde , dans lequel il apprendra énormément.

Depuis, il a illustré plusieurs livres pour enfants et adapté en bande dessinée Les Fleurs du Mal de Baudelaire. Comme beaucoup, il aime écouter de la musique pendant qu’il travaille. Il cite Mr. Bungle comme une de ses inspirations, il est donc pas surprenant de le voir construire un univers peuplé de créatures aussi étranges qu’insolites.

fleursdumal«  À huit ans, comme bien d’au- tres, je dessinais énormément.

Je créais mes propres personna- ges, mes histoires, dans un monde bien plus marrant que celui-ci. Puis tout le monde a grandi. Ils ont arrêté de dessiner pour devenir électriciens ou avocats, des vrais métiers, sérieux et tout et tout. Moi pas. Je suis toujours dans mon monde, à dessiner encore et encore. À croire que dans ce monde-là, on a toujours huit ans.

20_profile_basso_01Autodidacte. J’ai un bac Art Appliqué et plutôt une formation de graphiste à la base. Le reste, je l’ai appris sur le tas.
Ça fait bien une dizaine d’années que je bosse dans le milieu de la BD. Et je ne compte pas les années précédentes dans les diffé- rents fanzines puis pro- zines puis publications par-ci par-là dans les magazines Semic et autres.

Dans le cas de ce blog félin, la réception via Google+ de dessins quotidiens de Benjamin m’a fait découvrir son talent graphique et, lorsqu’il y a quelques jours, je suis tombée sur son chat, j’ai décidé de demander la permission à Benjamin de l’inclure dans notre collection, et ayant trouvé ce strip je l’inclus aussi puisque «chatesque» il est !

cat in the snow

Bon vent, Benjamin, que votre talent vous emmène voguer sur les ondes de la fantaisie !

Buz Sawyer by Roy Crane – 6


Pronto, pronto! Aqui têm sem mais demora o resto da história!

Buz Sawyer pag. 18 e 19

Buz Sawyer pag. 20 e 21

Buz Sawyer pag. 22 e 23

Buz Sawyer pag. 24

Voilà, voilà! Sans plus tarder, vous pouvez découvrir la fin de l’histoire!

Buz Sawyer pag. 18 et 19

Buz Sawyer pag. 20 e 21

Buz Sawyer pag. 22 et 23

Buz Sawyer pag. 24

Buz Sawyer by Roy Crane – 5


Se julgam que, por ter encontrado o gato o mistério acabou, estão bem enganados! Aqui tem a segunda parte da história.

Buz Sawyer pag. 10 e 11

Buz Sawyer pag. 12 e 13

Buz Sawyer pag. 14 e 15

Buz Sawyer pag. 16 e 17(continua)

Si vous croyez que, pour avoir retrouvé le chat, le mystère est résolu, vous vous fourrez le doigt dans l’œil! Voici la 2ème partie de l’histoire.

Buz Sawyer pag. 10 et 11

Buz Sawyer pag. 12 et 13

Buz Sawyer pag. 14 et 15

Buz Sawyer pag. 16 et 17(À suivre)

 

Buz Sawyer by Roy Crane – 4


Condor - Buz SAWYERcapaEm Outubro de 2011,  publiquei uma pequena história de Buz Sawyer, acompanhada por uma breve bio- grafia de Roy Crane, seu criador, que pode alcançar clicando aqui.

O que mais me atrai no desenho de Roy Crane, além dos felinos, claro, é a simplicidade do traço que, todavia, consegue retratar expressões varia- díssimas, com uma acuidade fantástica.

Buz Sawyer tem a braços outra investigação «gatarral», publicada em Portugal, em 24 páginas, no nº1 do volume 33 da pequena revista semanal Condor Popular (que durou de 1954 a 1973, em 88 volumes com 10 revistas, de 32 páginas cada e em pequeno formato).  Aqui têm as oito primeiras páginas.

Buz Sawyer pag 2 e 3

Buz Sawyer pag. 4 e 5

Buz Sawyer pag. 6 e 7

Buz Sawyer pag. 8 e 9(Continua)

En octobre 2011, j’ai publié une petite histoire de Buz Sawyer, acompagnée d’une brève biographie de son auteur, Roy Crane, que vous pouvez retrouver en cliquant ici.

Ce qui me plaît le plus dans le dessin  de Roy Crane, en plus des félins, bien sûr, c’est la simplicité du trait qui toutefois réussit magistralement à rendre des expressions très variées d’une justesse fantastique.

Buz Sawyer doit résoudre une nouvelle enquête «chatesque», publiée au Portugal, en 24 pages, dans la petite revue hebdomadaire Condor Popular, au nº1 do volume 33, (qui dura de 1954 à 1973 en 88 volumes de 10 revues de 32 pages chaque, en petit format).  Voici les huit premières pages.

Buz Sawyer pag. 2 et 3

Buz Sawyer pag. 4 et 5

Buz Sawyer pag. 6 et 7

Buz Sawyer pag. 8 et 9(À suivre)

1º de Maio, Festa do Lírio do Vale – 1er mai, fête du muguet


petit muguetPlanta oriunda do Japão, está presente na Europa desde a Idade Média. A planta com sininhos brancos sempre simbolizou a Primavera e os Celtas atribuiam-lhe virtudes de amuleto.

urlEm 1560, o jovem rei de França, Charles IX (tinha dez anos), em visita na zona da Drôme com sua mãe, Catherine de Médicis, recebeu um raminho de lírio do vale do cavaleiro Louis de Girard de Maisonforte, colhido no seu jardim de Saint-Paul-Trois-Châteaux. O rei, então, decidiu presentear, todos os anos, a partir do dia 1° maio de 1561 as damas da corte com a flor. Foi aí que o costume nasceu.

Desde então, os Franceses não dispensam o ramo desta graciosa flor de cheiro delicioso com fama de dar sorte e, cada 1º de Maio é um pretexto para uma passeata nos bosques para o colher e quem não pode não deixa de comprá-lo as vendedoras de rua!

muguet-et-folydscn1403É a flor da Primavera por excelência, mas cuidado! É altamente tóxica para os nossos amigos gatos (também para os cães)… Nunca os deixar mordiscar a flor ou a folha. Aliás, aproveito para assinalar outras plantas muito vulgares para nós e nocivas para eles: o begónia, a camomila, a hera, o loureiro-rosa, o teixo,o visco, o tuia, azedas, o ruibarbo, o lírio, a giesta, o rododendro, a madressilva, a vinha virgem, o lírio do vale,  a túlipa, todas as plantas de bulbo… Infelizmente. esta lista não é exaustiva.

Seja como for, desejo a todos um óptimo 1º de Maio, também Dia do Trabalhador desde1889.

No Sábado 1º de Maio de 1886, em Chicago, um movimento reivindicativo para as 8 horas diárias de trabalho foi lançado pelos sindicatos americanos, então em pleno desenvolvimento. Três anos mais tarde, o Congresso da IIª Internacional Socialista reunido em Paris pelo Centenário da Revolução Francesa, decidiu tornar o 1º de Maio no «Dia Internacional dos Trabalhadores» com o objectivo de impor as 8 horas diárias. Essa data foi escolhida em memória do movimento de 1886 em Chicago.

haymarket

muguetPlante originaire du Japon, elle est présente en Europe depuis le Moyen-Âge. La plante à clochettes a toujours symbolisé le printemps et les Celtes lui accordaient des vertus porte-bonheur.

En 1560, le jeune roi de France, Charles IX (il avait dix ans), en visite dans la Drôme avec sa mère, Catherine de Médicis, reçut un bouquet de muguet du chevalier Louis de Girard de Maisonforte, de son jardin à Saint-Paul-Trois-Châteaux. Alors le roi décida d’en offrir , tous les ans, à partir du 1er mai 1561 aux dames de la Cour. C’est ainsi que naquit la coutume.

vendeuse de muguetDepuis lors, les Français ne manquent pas d’acquérir un bouquet de cette fleur gracieuse au parfum délicat ayant la réputation d’être un porte-bonheur. À chaque 1er Mai, c’est un prétexte pour aller batifoler dans les bois pour la cueillette et qui ne peut pas y aller le cueillir l’achète aux avenantes vendeuses de rue!

C’est la fleur du printemps par excellence, mais attention! Elle est très toxique pour nos amis les chats ( pour les chiens aussi )… Ne jamais les laisser mordiller fleurs ou feuilles. images muguetD’ailleurs, j’en profite pour vous signaler d’autres plantes très communes pour nous mais nocives pour eux : le bégonia, la camomille, le lierre, le laurier-rose, l’if, le gui, le thuya, l’oseille, la rhubarbe, le lys, le genêt, le rhododendron, le chèvrefeuille, la vigne vierge, le muguet, la tulipe, toutes les plantes en bulbe… Cette liste n’est malheureusement pas exhaustive.

À part cela, je souhaite à tous un magnifique 1er Mai, également la Fête des Travailleurs depuis 1889.

Le samedi 1er mai 1886, à Chicago, un mouvement revendicatif pour la journée de 8 heures est lancé par les syndicats américains, alors en plein développement. Trois ans plus tard, le congrès de la IIe Internationale socialiste réuni à Paris pour le centenaire de la Révolution française, décide de faire du 1er mai une “journée internationale des travailleurs” avec pour objectif, d’imposer la journée de huit heures. Cette date fut choisie en mémoire du mouvement du 1er mai 1886 de Chicago.

Fête du Travail

Um gato estrela de cinema – Un chat vedette de cinéma


missionimpseal02Orangey, um gato listado cor de fogo, foi um animal-actor amestrado pelo famoso treinador de animais para o cinema Frank Inn.

Orangey (sob vários nomes) teve uma prolífica carreira no cinema e na televisão, nos anos 50 e princípio dos anos 60, e foi o único gato a receber dois Patsy Awards (Picture Animal Top Star of the Year), o Óscar dos animais.

400teammeetsrhubarbRecebeu o primeiro pelo papel principal em Rhubarb (1951), a história de um gato que herda uma fortuna e se torna dono de uma equipa de baseball, contracenando com Gene Lockhard, Ray Milland, Jan Sterling e, entre os jogadores da equipa, o jovem Leonard Nimoy. O segundo Patsy foi-lhe atri- buído pelo seu papel de “Cat”,  “o pobre vadio sem nome” de Audrey Hepburn, em Breakfast at Tiffany’s (1961), com George Peppard. Também teve um papel na adaptação de O Diário de Anne Frank, em 1959.

Audrey cat and rainOrangey foi alcunhado por um executivo de estúdio: “o gato mais bera do mundo”. Muitas vezes arranhava ou mordia os actores. Mas era apreciado pela sua capacidade em ficar quieto durante várias horas. Depois de uma cena, costumava escapu- lir-se, e a produção tinha de parar até ele ser encontrado. Frank Inn, por vezes, colocava cães de guarda na entrada do estúdio para o impedir de fugir.

Teve também um papel recorrente como “Minerva” nas séries televisivas de Our Miss Brooks (1952–1958). E um pequeno papel em Missão Impossível: The Seal (1967).

Rhubarb & Breakfast atTtiffanys

Orangey, un chat tigré couleur de feu, fut un animal-acteur dressé par le fameux entraîneur d’animaux pour le cinéma Frank Inn. Orangey (sous divers noms) eut une prolifique carrière au cinéma et à la télévision dans les années 50 et le début des années 60 et il fut le seul chat à recevoir 2 Patsy Awards (Picture Animal Top Star of the Year), l’Oscar des animaux.

9486944_orig-500x375Il reçut le premier pour le rôle principal dans Rhubarb (1951), l’histoire d’un chat qui hérite une fortune et devient le propriétaire d’une équipe de baseball, jouant avec Gene Lockhard, Ray Millan, Jan Sterling et, parmi les joueurs de l’équipe, le jeune Leonard Nimoy. Le deuxième Patsy lui fut attribué pour le rôle de « Cat » « le pauvre vagabond sans nom » d’Audrey Hepburn dans Breakfast at Tiffany’s (1961) avec George Peppard. Il joua aussi le rôle du chat dans une adaptation du Journal d’Anne Franck en 1959.

Orangey reçut d’un exécutif de studio le renom « du chat le plus méchant du monde ». Très fréquemment, il griffait ou mordait les acteurs. Mais il était apprécié pour sa capacité de rester tranquille pendant plusieurs heures. Après le tournage d’une scène, il s’échappait souvent et la production devait s’arrêter jusqu’à ce qu’on le retrouve. Parfois, Frank Inn postait des chiens de garde à l’entrée du studio pour l’empêcher de s’enfuir.

Il joua le rôle de «Minerva» dans beaucoup d’épisodes des séries télévisées Our Miss Brooks (1952–1958). Et un petit rôle dans Mission Impossible: « The Seal » (1967).

RHUBARB E BREAKFAST AT TIFFANY'S

O GATO BOLCHEVISTA – LE CHAT BOLCHÉVIQUE


gato bolchevista-0Encontrou, há dias, o meu caro amigo professor António Martinó, do blogue “Largo dos Correios”, perdido entre as páginas do Almanaque do Jornal O Século de 1939 (XXXVII Ano), com uma bela capa de Stuart Carvalhais (1887-1961), de quem já falei em vários posts – está na categoria dos humoristas, no side bar –, um estranho gato… desenhado por Alfredo Carlos da Rocha Vieira (1883-1947). E não hesitou: publicou-o no seu blogue, com uma especial dedicatória para mim, que sensibilizadamente agradeço; não podia, por isso, deixar de referir esse gato aqui mesmo, com a devida vénia ao professor, que teve a gentileza de procurar os dados biográficos do autor do poema, um insigne literato brasileiro. Tinha a papinha toda feita!

Portanto, é com imenso prazer que partilho com os meus seguidores esta preciosidade.

gato bolchevista-3Luís Edmundo de Melo Pereira da Costa foi jornalista, poeta, cronista, memorialista, teatrólogo e orador.

Nasceu no Rio de Janeiro em 26 de Junho de 1878, descendendo de um avô paterno português.
Foi o terceiro ocupante da Cadeira 33 na Academia Brasileira de Letras, tendo sido eleito em 18 de Maio de 1944.
Como anos a fio desempenhou o cargo de corretor de companhias francesas de navegação, efectuou inúmeras viagens marítimas à Europa.
Publicou o seu primeiro livro de versos, Nimbus, em 1899, logo seguido de Turíbulos, em 1900, e de Turris Ebúrnea, em 1902, obras que reuniu, mais tarde, no volume das Poesias (1896-1907). Tornou-se um poeta muito popular, com cunho impressionista, que misturava elementos do Parnasianismo e do Simbolismo.
Luís Edmundo era um carioca apaixonado pela sua cidade. Quando sentiu que a inspiração poética se lhe esgotava, transferiu o lirismo para a prosa, transformando-se num grande cronista da cidade. O boémio e o poeta foram substituídos pelo bibliófilo e pesquisador do passado, buscando temas para as peças de teatro que viria a escrever. Voltou o seu interesse para o século XVIII, indo a Portugal para pesquisar em arquivos, bibliotecas e conventos da província, e depois a Espanha, reunindo material, também iconográfico, para as obras que depois escreveu, como O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis (1938), O Rio de Janeiro do meu tempo (1940), Memórias (1958, 1962 e 1968, algumas destas póstumas), etc.
Faleceu na sua cidade em 8 de Dezembro de 1961.

gato bolchevista

Il y a quelques jours, mon ami, le professeur António Martinó, du blog « Largo dos Correios » a retrouvé entre les pages de l’Almanaque du Journal ‘O Século’ de 1939 (année XXXVII), avec une belle couverture de  Stuart Carvalhais (1887-1961), dont j’ai déjà parlé dans plusieurs posts – voir le sidebar, dans la catégorie des chats et les humoristes –, un étrange chat… dessiné par Alfredo Carlos da Rocha Vieira (1883-1947). Et il le publia tambour battant, avec une dédicace spéciale pour moi, ce dont je le remercie infiniment; et donc je ne pouvais manquer de le divulguer à mon tour, d’autant plus que le professeur eut la gentillesse de rechercher des données biographiques de l’auteur du poème, brésilien de son état.

Voici donc cette preciosité, la traduction est de mon cru, mais l’illustration est d’origine.

Luís Edmundo de Melo Pereira da Costa fut un journaliste, poète, chroniqueur, mémorialiste, théâtrologue et orateur. Né à Rio de Janeiro le 26 juin 1878, descendant d’un aïeul paternel portugais.
Il fut le troisième occupant du Fauteuil nº 33 de l’Académie Brésilienne des Lettres,  élu le 18 mai 1944.

Ayant été pendant de longues années agente de change de compagnies françaises de navigation, il effectua de nombreux voyages maritimes vers l’Europe.

Il publia son premier recueil de poèmes, Nimbus, en 1899, tout de suite suivi de Turíbulos, en 1900, et de Turris Ebúrnea, en 1902, œuvres qu’il réunit plus tard en un seul volume, Poesias (1896-1907). Il devint un poète très populaire, de touche impressionniste, qui mélangeait des éléments Parnassien et du Symbolisme.
Luís Edmundo était un habitant de Rio amoureux de sa ville. Quand il sentit que sa veine poétique s’épuisa, il transféra lyrisme vers la prose, se transformant en grand chroniqueur de la cité. Le bohème et le poète furent remplacés par le bibliophile et investigateur du passé, recherchant des thèmes pour les pièces de théâtre qu’il allait écrire. S’intéressant particulièrement au XVIIIe siècle, il se rendit au Portugal pour des recherches dans des archives, bibliothèques et couvents de province, puis en Espagne, réunissant du matériel, également iconographique, pour les œuvres qu’il écrivit par la suite, comme Le Rio de Janeiro du temps des vice-rois (1938), Le Rio de Janeiro de mon temps (1940), Mémoires (1958, 1962 e 1968, certaines d’entre elles posthumes), etc.
Il mourut dans sa ville le 8 Décembre 1961.

Chat bolchévique

 

HISTÓRIAS DE GATOS – HISTOIRES DE CHATS – Alex Coutet et Ribet – 2


Em 4 de Agosto, coloquei no blogue essa «História de gatos», lamentando todavia não encontrar nenhuns elementos biográficos de Ribet, o ilustrador. Pois bem, há dias, recebi informações preciosas de um leitor, Yves Lecointre, a quem agradeço a gentileza) . Doravante sei o nome inteiro e encontrei a biografia de Renato Berti, em inglês seguindo o link fornecido pelo leitor. Arranjei agora tempo para a tradução em português e em francês numa versão mais curta.

Podem reencontrar o primeiro post com as «Histórias de Gatos» clicando aqui.

173Renato Berti nasceu a 26 de Outubro de 1884 em Pádua. Segundo filho de Giuseppe Marianno Pio Berti, dono fundador de uma das mais prestigiada fundição artística da cidade. A sua mãe pertencia a uma família rica e de grande cultura de Pádua.

Teve uma infância feliz na sua cidade natal. Bom aluno, foi na escola que revelou a sua paixão para o desenho. Foi nessa altura que a verdadeira inclinação pelas artes do rapaz se afirmou: Renato não perdia a mínima oportunidade para desenhar, copiar, observar a passava horas a colar motivos, letras, e imagens recortados dos jornais e revistas do seu pai num enorme caderno.

berti_rené-buste_de_femme~OMca7300~10000_20051109_PF5022_69Renato viveu de perto com o mundo das artes e, especialmente, com artes e ofícios devido ao contacto entre a indústria e os artistas. Também frequentou na sua juventude na loja de antiguidades de Pio Berti. Ali admirava peças de terracota, cerâmica, prata, jóias medalhas e telas e sobretudo o trabalho de peças orientais. Ali estudava as diferentes matérias e soluções gráficas que essas peças apresentavam de modo bastante ecléctico.

A morte do seu pai com apenas 59 anos no último dia de 1900 abalou a família e a senhora Berti decidiu levar a sua prole para Roma. Pouco se sabe desse período romano.

Tendo completado os seus estudos clássicos, Renato inscreveu-se na Scuola Libera del Nudo da Academia das Belas Artes. Renato viveu em Roma cerca de dez anos, estudando e copiando os grandes mestres de antanho. Depois regressou a Pádua.

berti_rené-portrait_de_jeune_femme~OM44d300~10471_20060703_03072006_179Mas Paris era o seu alvo. A Paris elegante, cosmopolita, na época em que desabrochava o impressionismo, onde ele visitou o Salão dos Independentes e o Salão do Outono, mas também admirou a arte nas galerias. Em resumo, ir a Paris era ir à capital da modernidade. Renato não demorou a introduzir-se nos círculos culturais e intelectuais. Pintou uma série de retratos, que foram todos expostos no Salon de la Société Nationale, os dois primeiros em 1911 e os outros em 1912.

Não tardou a granjear excelentes críticas nos principais jornais parisienses e nacionais, realçando a sua paleta de colorista. Passou a trabalhar como ilustrador para a revista La Vie Française, onde revelou a sua inclinação e fascinação para as artes gráficas orientais.

Entretanto Berti fora a Itália expor no primeiro salão de jovens artistas, em Nápoles, e recebeu uma medalha de bronze em 1912 do Ministério da Educação.

Mas desde 1910, Berti elegera Paris para a sua residência e alugara um andar onde estabeleceu a sua habitação e o seu estúdio durante mais de 30 anos, e onde produziu a maioria da sua obra.

Os primeiros anos em Paris foram duros, talvez por isso adoptou um nome francês, René Berti e mais tarde, como ilustrador assinou Ribet. Rebentou a Grande Guerra e Berti combateu primeiro como voluntário em França, em Argonne, e depois foi chamado em 1916 para o exército italiano, em Pádua. Foi gravemente ferido em Monfalcone, o que o levou a vários períodos de convalescença e regresso ao serviço até ao fim do conflito. Depois da guerra, executou inúmeros retratos e também aceitou encomendas de naturezas mortas e cenas com animais.

Nature morte à la cafetière

Regressou ao seu estúdio parisiense, lar e refúgio, mas encontrou a sua inspiração nas grandes avenidas cheias de gente e nos pequenas aldeias típicas francesas que lhe serviram de modelo para ilustrações de cartazes.

Exposições, ilustrações de cartazes e de livros para crianças: Berti aliava a arte decorativa à pintura e participou na exposição no Salão de Bagatelle com 85 artistas. A sua Nature morte com frutta foi aclamada pela crítica.

Fez temporadas em várias estações na moda: Le Croisic, Bruges, Bandol, Douai. Depois no Massif Central e na Ile de France pintou telas e preencheu cadernos de esquiços onde anotava em traço solto e vivo figuras, paisagens e cenas locais.

Em 1925, na Société Nationale des Beaux-Arts, Berti apresentou Bruges la nuit, Terrasse au Bord de l’eau aux Tuileries e uma tela intitulada Intimité.  De novo em Paris pintou uma série de cenas parisienses, de mais pequeno formato, onde Berti usou pinceladas leves, cores claras, um olhar mais fresco, para imortalizar alguns dos mais famosos e típicos lugares da capital: Pigalle, pontes sobre o Sena, jardins e ruas nos arredores da École des Beaux-Arts, o Bairro Latino e os grandes parques parisienses.

Ribet 4A sua obra como ilustrador para crianças e outros livros marcou um capítulo importante na vida artística do pintor de Pádua.  A editora Laville, de Paris, publicou em 1927 uma série de edições bilingues de Das Lied von der Glocke, de Friedrich Schiller, em francês e alemão ilustradas com 16 desenhos a preto e branco de Berti. O mesmo estilo encontra-se nas clássicas histórias maravilhosas para crianças ilustradas por Berti, como La Biche au Bois, la Belle au cheveux d’or, Les Aventures de Polichinelle de Marie-Catherine d’Aulnoy e também Histoires de Chiens e Histoires de Chats, Les Grandes Chasses com textos de Alex Coutet, todos publicados pela editora de Tolosa B. Sirven.  Em 1928, a Société Nationale des Beaux-Arts apresentou La maison du charron (Vicenza), e no ano seguinte Ritratto de Jean Huré e La place aux fruits à Padoue, o último tributo a sua cidade natal.  Um tributo exposto em 1930 no Palácio do Capitanio em Pádua.  En 1929, na sala de chá do Salão, o público parisiense admirou um Espanhol armé d’un fusil e hóspede.

Berti fez frequentes estadias na Itália, mas sempre regressava ao seu e stúdio em Paris onde tinha de preparar exposições e realizar encomendas. 

Aparentemente nada influenciado pela voga vanguardista europeia, Berti continuou a dedicar a sua atenção à vida real confirmada pelos seus estudos da luz, do movimento e a cromia, e expôs os seus retratos, paisagens, cenas citadinas, naturezas mortas e cenas de corridas de cavalos nas paredes do Grand Palais.

Todavia, a saúde do pintor era frágil e ele visitava amiúde a costa procurando ganhar os benefícios do ar marítimo. As suas últimas exposições em França foram, em 1938, na Société Nationale des Beaux-Arts e no Salon de l’Hippique, onde os seus óleos e as suas aguarelas do mundo das corridas de cavalos atiraram a atenção da imprensa inglesa: “as pinturas equestres de René nas corridas de Auteuil estão cheias de movimento” escreveu o Daily Mirror.  Os últimos meses de 1938, foram frenéticos com prazos de entrega de obras, mas em especial, com a organização do envio das suas pinturas a Itália para a exposição em Vicenza.  No princípio de 1939, Berti conseguiu mandar as suas pinturas para a casa da sua irmã na Riviera Berica, fechar o seu estúdio e partir para a Itália. Renato Berti não sabia então que nunca mais regressaria a Paris. A exposição de Vicenza no elegante Palazzo Brunello, onde permanecia o Príncipe Umberto, foi um grande sucesso, mas foi a última. De facto, Renato Berti saboreou esse último triunfo na sua terra natal, Itália. Poucos meses depois do fim da exposição, morreu na madrugada de 24 de  Setembro de 1939 no hospital civil de Vicenza onde entrara dias antes por causa de uma infecção.

Ribet affiches

Le 4 août dernier, j’ai placé dans ce blog «Histoire de chats», lamentant toutefois ne pas trouver le moindre élémentbiographique de Ribet, l’illustrateur. Or, il y a quelques jours, j’ai reçu de précieuses informations de la part d’un lecteur, Yves Lecointre ( dont je salue la gentillesse ). Dorénavant, sachant le nom, j’ai trouvé la biographie de Renato Berti, em inglês, suivant le lien offert par ce lecteur. J’ai enfin trouvé le temps pour traduire en portugais et en français une version plus courte.

Aqui as têm e podem reencontrar o primeiro post com as «Histórias de Gatos» clicando aqui.

Renato Berti est né le 26 octobre 1884 à Padoue, en Italie. Second fils de Giuseppe Marianno Pio Berti, propriétaire fondateur d’une des plus prestigieuses fonderies artistiques de la ville. Sa appartenait à une famille riche et cultivée de Padoue.

PadovaRenato eut une enfance heureuse dans sa ville natale. Bon élève, c’est à l’école que se révéla sa passion pour le dessin.

Le véritable penchant du garçon pour les arts s’affirma: Renato ne perdait pas la moindre occasion pour dessiner, copier, observer. Il passait des heures à coller des motifs, des lettres et des images découpés dans les journaux et revues de son père dans un énorme cahier.

Renato a vécu proche du monde des arts et, spécialement, des arts et métiers à cause du contact entre l’industrie et les artistes. Il fréquentait beaucoup dans sa jeunesse le magasin d’antiquité dont son père, était le propriétaire. Il y admirait des objets de terre cuite, en céramique, en argent, des bijoux, des médailles et des toiles et surtout le travail d’art oriental. Il étudiait les différentes matières et solutions graphiques que ces objets lui montraient de façon assez éclectique.

La mort de son père à seulement 59 ans le dernier jour de l’année 1900, ébranla la famille et madame Berti décida d’emmener ses enfants à Rome. On sait peu de cette période romaine.

72Ayant terminé ses études se- condaires, Renato s’inscrivit à la Scuola Libera del Nudo de l’Académie des Beaux-Arts.

Renato vécut à Rome une dizai- ne d’années, étudiant et copiant les grands maîtres d’antan. En- suite, il retourna à Padoue.

Mais Paris était son but. Le Paris élégant, cosmopolite, à l’époque où fleurissait l’Impressionnisme, où il visita le Salon des Indé- pendants et le Salon d’Automne, mais il admira aussi l’art des galeries. En somme, se rendre à Paris était aller à la capitale de la modernité. Renato ne tarda pas à s’introduire dans les cercles cul- turels et intellectuels. Il peignit une série de portraits, qui furent tous exposés au Salon de la Société Nationale, deux en 1911 et deux autres en 1912.

Bientôt il reçut d’excellentes critiques dans les principaux journaux parisiens et nationaux, soulignant sa palette de coloriste. Il commença á travailler comme illustrateur pour la revue La Vie Française, où il révéla son engouement pour les arts graphiques orientaux.

Berti se rendit entretemps en Italie pour exposer au premier salon de jeunes artistes à Naples et reçut une médaille de bronze en 1912 du Ministère de l’Education.

Mais depuis 1910, Berti avait élu Paris comme résidence et loué un logis où il s’installa et aménagea un studio pendant plus de 30 ans, où il produisit la majeure partie de son œuvre.

Les premières années à Paris furent dures, peut-être est-ce pour cela qu’il adopta un nom français, René Berti, et, plus tard, comme illustrateur il signa Ribet. Déflagra la Grande Guerre et Berti combattit d’abord comme volontaire en France, à Argonne, puis il fut appelé en 1916 par l’armée italienne, à Padoue. Il fut grièvement blessé à Monfalcone, ce qui en suivit furent plusieurs périodes de convalescence et retour au service jusqu’à la fin du conflit. Après la guerre, il exécuta de nombreux portraits acceptant aussi des commandes de natures mortes et de scènes animalières.

Retournant à son studio parisien, foyer et refuge, il trouva son inspiration dans les grandes avenues très peuplées et les petits villages français typiques qui lui servaient de modèle pour illustrer des affiches.

la-biche-au-bois-de-mme-d-aulnoy-994161477_MLExpositions, illustration d’affiches et de livres pour enfants: Berti alliait l’art décoratif à la peinture et participa à l’exposition du Salon de Bagatelle avec 85 artistes, où sa Nature morte com frutta fut acclamée par la critique.

Il fréquenta plusieurs stations à la mode: Le Croisic, Bruges, Bandol, Douai. Puis le Massif Central et l’Ile de France, où il peignit des toiles et remplit des carnets d’esquisses où il notait d’un trait vif et léger des figures, des paysages et des scènes

En 1925, à la Société Nationale des Beaux-Arts, Berti montra Bruges la nuit, Terrasse au Bord de l’eau aux Tuileries et une toile intitulée Intimité.  De nouveau à Paris, Berti y peignit une série de scènes parisiennes, de plus petit format, où il donna des coups de pinceau légers, utilisant des couleurs claires, un regard plus frais pour immortaliser quelques-uns des plus fameux et typiques endroits de la capitale: Pigalle, ponts sur la Seine, jardins et rues autour de l’École des Beaux-Arts, le Quartier Latin et les grands parcs parisiens.

Image To PDF Conversion ToolsSon œuvre comme illustrateur pour enfants et autres livres marqua un chapitre important de la vie artistique du peintre de Padoue.  La maison d’édition Laville, de Paris, publia en 1927 une série de éditions, bilingues de Das Lied von der Glocke de Friedrich Schiller en français et en allemand illustrées par 16 dessins en noir et blanc de Berti.

Le même style se retrouve dans les classiques histoires merveilleuses pour enfants illustrées par Berti, comme La Biche au Bois, la Belle aux cheveux d’or, Les Aventures de Polichinelle de Marie-Catherine d’Aulnoy et aussi Histoires de Chiens e Histoires de Chats, Les Grandes Chasses, textes d’Alex Coutet, tous publiés par la maison d’édition de Toulouse B. Sirven. En 1928, la Société Nationale des Beaux-Arts montra La maison du charron (Vicenza), e l’année suivante Ritratto de Jean Huré et La place aux fruits à Padoue, le dernier tribut à sa ville natale.  Un tribut exposé en 1930 au Palais du Capitanio à Padoue.  En 1929, au salon de thé du Salon, le public parisien admira un Espagnol armé d’un fusil et un hôte. Berti séjournait souvent en Italie, mais revenait toujours à son studio de Paris où il devait préparer ses expos et réaliser des commandes.

Ribet 3Apparemment en rien influencé par la vogue avant-gardiste européenne, Berti continua à tourner son attention vers la vie réelle, confirmée par ses études de la lumière, du mouvement et de la chromie, et exposait ses portraits, paysages, scènes citadines, natures mortes et scènes de courses de chevaux aux murs du Grand Palais.

Cependant, la santé du peintre était fragile et il allait sur la côte chercher les bénéfices de l’air maritime. Ses dernières expositions en France eurent lieu en 1938 à la Société Nationale des Beaux-Arts, et au Salon de l’Hippique, où se huiles et ses aquarelles du monde des courses attira l’attention de la presse britannique: “les peintures équestres de René aux courses d’Auteuil sont pleines de mouvement”, a écrit le Daily Mirror.  Les derniers mois de 1938, furent frénétiques à cause des délais de livraison de travaux, mais surtout à cause de l’organisation de l’envoi de ses peintures en Italie pour une exposition à Vicenza.  Au début de 1939, Berti réussit à envoyer ses peintures chez sa sœur à la Riviera Berica, fermer son studio et partir pour l’Italie. Renato Berti ne savait pas qu’il de retournerait jamais à Paris. L’exposition de Vicenza dans l’élégant Palazzo Brunello, où séjournait le Prince Umberto, fut un grand succès, mais fut la dernière. En effet, Renato Berti savoura ce dernier triomphe dans sa patrie natale, l’Italie. Quelques mois après la fin de l’exposition, il décéda à l’aube du 24 septembre 1939 à l’hôpital civil de Vicenza où il avait été admis quelques jours auparavant à cause d’une infection.

 

HISTÓRIAS DE GATOS – HISTOIRES DE CHATS – Alex Coutet et Ribet


Alex Coutet 2Alex Coutet foi um escritor e poeta francês, autor de literatura popular e de literatura infantil e juvenil.

Nasceu em Venerque, a sul de Tolosa, a 22 de Julho de 1877 e morreu a 28 juin 1952, sendo inumado na sua cidade natal.

Georges-Philippe, Alexandre Coutet que assinava Alex Coutet foi jornalista no diário L’Express du Midi em 1903 e depois em La Dépêche a partir de 1916 onde, entre outras coisas escreveu um longo artigo de fundo sobre a grande cidade, que foi editado em volume : «Tolosa: cidade artística, agradável e curiosa». Escreveu romances de aventuras, obras sobre o circo e o desporto, peças de teatro, operetas. Publicou poemas e diversos textos na revista de Tolosa L’Archer antes de receber um prémio da academia dos jogos florais pelas suas poesias.

Logo a partir de 1916, publicou obras de literatura infantil e juvenil, um género que continuou a praticar nomeadamente para as Edições Sirven, onde as suas narrativas maravilhosas ou hagiográficas foram ricamente ilustradas por diversos desenhadoresLes vacances au cirque entre os quais Ribet que ilustrou em 1928 As Férias no Circo e em 1931 Histórias de Gatos  e O Extraordinário Buffalo Bill (sem data) .

Em 1930, entregou para avaliação o manuscrito de Stop (U contra U), um thriller de espionagem, ao editor Albert Pigasse que o mandou a concurso para o Prémio do romance de aventuras que Coutet esteve quase a conquistar. Por isso, mesmo assim, o editor decidiu publicar o romance na famosa colecção Le Masque.

Alex Coutet escreveu mais romances policiais e de aventuras, assim como varias publicações, entre as quais a biografia de Jean Calas, de Tolosa, injustamente condenado a morte.

Tolosa deu a Alex Coutet o nome de uma rua.

Quanto ao ilustrador Ribet, não encontrei pista biográfica alguma, nem sequer o seu nome, é uma pena, pois as suas magníficas ilustrações, razão principal deste post, dão vontade de saber mais a seu respeito.

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Alex Coutet fut un écrivain et poète français, auteur de littérature populaire et de littérature d’enfance et de jeunesse.

Né à Venerque le 22 juillet 1877 il y fut inhumé après sa mort le 28 juin 1952.

Georges-Philippe, Alexandre Coutet au nom de plume Alex Coutet fut journaliste au quotidien L’Express du midi en 1903 puis à La Dépêche à partir de 1916 où il publia aussi un long article de fond sur la ville de Toulouse 51ZfvLlFuiLqui sera édité en volume : «Toulouse: ville artistique, plaisante et cu- rieuse». Il a écrit des romans d’aventures, des ouvrages sur le cirque et le sport, des pièces de théâtre, des opérettes. Il publia des poèmes et divers textes dans la revue toulousaine L’Archer avant d’être récompensé par l’académie des jeux floraux pour ses poésies.

Dès 1916, il fit paraître des ouvrages de littérature d’enfance et de jeunesse, un genre qu’il continuera de pratiquer notamment pour les Editions Sirven, où ses récits merveilleux ou hagiographiques seront richement illustrés par divers dessinateurs, dont Ribet qui illustra en 1928 Les Vacances au cirque et en 1931 Histoires de Chats et L’Extraordinaire Buffalo Bill (sans date).

En 1930, il soumit le manuscrit de Stop (U contre U), un thriller d’espionnage, à l’attention de l’éditeur’Albert Pigasse qui le fit concourir pour le Prix du roman d’aventures que Coutet vint bien près de remporter. Aussi l’éditeur choisit-il néanmoins de publier le roman dans la fameuse collection Le Masque.

Alex Coutet a ensuite écrit d’autres romans policiers et d’aventures, ainsi que plusieurs publications, dont une biographie de Jean Calas

Toulouse lui a donné le nom d’une rue.

Quant à l’illustrateur Ribet, je n’ai pas trouvé la moindre trace biographique, même pas son prénom, dommage, ses magnifiques dessins, raison principale de ce post, donnent envie d’en savoir plus sur son compte.

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