O Gato e os cançonetistas – Juliette Gréco – le chat et les chansonniers


Vel-d-Hiv-.-Juliette-Greco-Ma-soeur-s-est-tue-a-jamaisJuliette Gréco, nasceu a 7 de Fevereiro de 1927 em Montpellier, France. O Pai, oriundo da Córsega, Gérard Gréco, comissário da polícia dos jogos, e a mãe, Juliette Lafeychine mãe oriunda de Bordéus em breve separaram-se. A criança passou os seus primeiros anos de vida em Bordéus., assim como a sua irmã mais velha, Charlotte, educadas pelos seus avós maternos.

Em 1933, a mãe levou-as duas irmãs para Paris, repartindo os seus tempos entre a cidade, o colégio de freiras onde estudava, e as férias na numa propriedade da família, 6a00e554e97d5c883401a73d7b2f29970dna região da Dordonha. Apaixonada pela dança Juliette, em 1939, é «petit rat» ou seja aprentiz bailarina da Ópera Garnier.

Por causa da Guerra, a família regressa à Dordonha. Foi ali que a sua mãe, pertencente à Resistência, foi detida pela Gestapo em 1943. As duas irmãs regressam a Paris mas são capturadas e presas em Fresnes. Juliette não será deportada por causa da sua idade, ao contrário da sua mãe e sua irmã mais velha, Charlotte, que foram encarceradas em Ravensbrück. Só regressariam da deportação em 1945, depois da libertação do campo pelo Exército Vermelho.

Juliette acabou por sair de Fresnes e, depois de recuperar os seus pertences na sede da Gestapo Francesa, no 16º bairro de Paris, encontrou-se sozinha, sem recursos «na mais bela avenida do mundo, a avenida Foch » com um bilhete de metro no bolso! Então, dirigiu-se à única pessoa que conhecia na capital, Hélène Duc, que fora a sua professora de francês em Bergerac e amiga da sua mãe. Sabia que Hélène habitava na rua Servandoni perto da igreja St-Sulpice. Esta acolheu-a de braços abertos na pensão onde residia.

-juliette-greco-et son chatEm 1945, no bairro de Saint-Germain-des-Prés, a dois passos, Juliette descobriu o fervilhar intelectual da margem esquerda (do Sena) e a vida política com a Juventude comunista. Hélène Duc mandou-a  tirar o curso de arte dramática de Solange Sicard. Juliette con- seguiu então alguns papéis no teatro como na peça «Victor ou les Enfants au pou- voir», em 1946 e trabalhou para uma emissão de rádio consagrada à poesia.

Juliette travou amizades com jovens artistas e intelectuais do bairro de Saint-Germain-des-Prés, entre os quais Anne-Marie Cazalis e Boris Vian. Foi numas das caves da rua Dauphine, O Tabu, que ela descobriu por acaso : o seu casaco que colocara no corrimão caira escada abaixo, e ali se situava uma grande cave abobadada inutilizada que o patrão chamava «o túnel». Juliette e seus amigos, Jean-Paul Sartre,19470411-Tabou Albert Camus, Boris Vian, Jean Cocteau, acham o lugar ideal para fazer música, dançar e discutir filosofia. Bastou uma semana para os curiosos  afluirem para observar esta nova e bizarra fauna baptizada existencialistas.

Juliette, tornada célebre musa de Saint-Germain-des-Prés sem ter feito nada de mais, decidiu então justificar a sua fama optando pela canção. Jean-Paul Sartre deu-lhe uma espécie de melopeia que escrevera para a sua peça de teatro Huis Clos e aconselhou-a a ir ter com o compositor Joseph Kosma para que este lhe volte a escrever a música, que não lhe agradava. Foi assim que Juliette interpretou a canção Rue des Blancs-Manteaux, obra nascida da pluma do chantre do existencialismo e de um compositor hábil na arte de escrever música para a poesia, nomeadamente a de Jacques Prévert.

Esta canção de Jean-Paul Sartre seria apenas uma do rico reportório cedido por muitos outros amigos e admiradores, e que ela cantaria na sua primeira apresentação pública em 22 de Junho de 1949, na reabertura do cabaré Le Bœuf sur le toit. Desde logo, Juliette  foi um sucesso junto dos frequentadores da vida nocturna parisiense, até pela combinação de uma forma de cantar sentida, com um toque sensual realçado pelo vestuário e pelos seus longos cabelos escuros.

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Nesse ano, conheceu Miles Davis por quem se apaixonou. Mas Miles não querendo impor-lhe uma vida nos EUA como esposa de um Negro americano, e ela não querendo abandonar a sua carreira em France, desistiram da sua relação e Miles regressou a Nova Iorque no fim de Maio.

Kosma et Gréco

Em 1951, Juliette recebeu o Prémio da Sociedade dos Autores e Compositores por Je hais les dimanches (letra de Charles Aznavour música de Florence Véran). Em 1952, partiu numa digressão no Brasil e nos EUA na revista April in Paris. Foi também em 1951 que ela gravou o seu primeiro single com a canção “Je suis comme je suis” escrita por Jacques Prévert e musicada por Joseph Kosma, que se tornaria um clássico do seu reportório. Em 1952 saiu em digressão pelo Brasil e EUA e, após o seu regresso, fez uma digressão também pela França onde a sua forma de cantar e presença em palco atrairam muito público.

Conheceu o artista Philippe Lemaire durante as filmagens da película Quand tu liras cette lettre de Jean-Pierre Melville e casou com ele a 23 de Junho de 1953. Tiveram uma filha, Laurence-Marie, a 24 de Março de 1954. Divorciaram-se em 1956.

Gr]eco e Brassens

O Olympia verá a sua consagração em 1954. É nesta época que conheceu Georges Brassens de quem canta “Chanson pour l’auvergnat” e Jacques Brel de quem canta “Le Diable“.

Juliette voltou a Nova Iorque onde interpretou os maiores autores franceses perante Americanos muito entusias- mados. Hollywood a cobiçou. Conheceu o produtor Danyl Zanuck nas filmagens de the Sun Also Rises de Henry King, em 1957. Passou a viver com Zanuck e até 1961, representou em algumas das suas produções tais como  : The Roots of Heaven, de John Huston, 1958, Crack in the Mirror de Richard Fleischer, 1960, filmes onde contracenou com Orson Welles. Em 1961, com o filme de aventura The Big Gamble de Fleischer terminou a sua carreira « hollywoodesca », em coincidência com o fim da sua relação com Darryl Zanuck.

Em França, descobriu e divulgou novos talentos, que convidou para escreverem algumas das suas canções. É assim que ficaram conhecidos nomes como Serge Gainsbourg (“La Javanaise”) ou Léo Ferré (“Jolie Môme“).

Gainsbourg et Greco

Em 1965, alcançou o auge da fama ao desempenhar um  papel de pri- meiro plano na série televisiva Bel- phégor o Fantôme du Louvre. Todavia entrou numa profunda de- pressão e tentou  suicidar-se. Recupe- rada, retomou a carreira em pleno e em 1966 actuou no Théâtre National de Paris com o seu amigo Georges Brassens, que muito admirava.

Em 1967, casou-se com Michel Piccoli, que seria seu marido até 1977. Ainda em 1967, France, Saint-Paul de Vence : Michel Piccoli and Juliette Grecogravou “La chanson des vieux amants” de Jacques Brel. Em 1968, inaugurou as sessões das 18:30 no Théâtre de la Ville  cantando «Déshabillez-moi», uma das suas mais famosas canções, com uma interpretação em que ressalta o seu lado mais sensual.

Prosseguiram as suas digressões pelo país e pelo estrangeiro, nomea- damente pela Alemanha e pelo Japão, sempre com grandes sucessos reforçados por uma notável presença em palco. Em 1989 casou-se com o seu pianista e orquestrador Gérard Jouannest, que havia trabalhado durante anos com Jacques Brel.

Juliette_Greco073Em 1984, o governo francês outorgou-lhe a Légion d’honneur. Gravou em 1993 um álbum com músicas de João Bosco, Julien Clerc, Gérard Jouannest e Caetano Veloso, (entre outros).

Prosseguindo num intenso ritmo de actuações, veio a Lisboa cantar em Janeiro de 2001, mas em Maio teve um problema cardíaco durante um concerto em Montpellier. Recuperada, retomou as digressões.

Em Fevereiro de 2004, já com 77 anos de idade, obteve um novo êxito no Olympia, onde reencontrou uma vez mais o seu público fiel.

Imparável, editou em Dezembro de 2006 um novo álbum intitulado “Le temps d’une chanson“, onde incluiu várias canções que cantou ao longo da sua carreira.

A 10 de Março de 2007, as Victoires de la Musique outorgaram-lhe uma « Victoire d’honneur » pela sua carreira.

A 27 de Julho de 2011, Juliette deu um concerto de encerramento do festival de Valence acompanhada pelo seu pianista Gérard Jouannest e um acordeonista. Centenas de espectadores aplaudiram e ofereceram-lhe uma longa ovação de pé.

Em Janeiro de 2012, saiu um novo álbum Ça se traverse et c’est beau…, uma homenagem à Paris. A 5 de Fevereiro de 2012, para o seu 85º aniversário,foi a vedeta do serão noprograma de televisão franco-alemão Arte que transmitiu Juliette Gréco, l’insoumise o documentário de Yves Riou e Philippe Pouchain (projectado na rubrica Rendez-vous with French Cinéma à New-York) seguido da recita de 2004 no Olympia.

c96a2d54985045c6b478f56c03d74dd43fe34b83A 12 de Abril de 2012, Juliette Gréco recebeu, das mãos do presidente da Câmara, a Grande medalha de prata dourada da Cidade de Paris. Bertrand Delanoë declarou : « Já era tempo a sua cidade agradecer-lhe. Juliette Gréco, é a Parisiense. A Parisiense de hoje e a Parisiense que encarna o tempo de Paris que nunca acaba ». A cantora, que frequentemente representou a França e Paris no estrangeiro, respondeu : « Não nasci em Paris, vi a luz em Montpellier. Mas desabrochei para o mundo aqui. ».

A 1 de Outubro de 2013, Juliette Gréco não conseguiu terminar a sua recita na cena do espaço Montgolfier em Davézieux, perto de Annonay : ela sentiu-se mal depois de 45 minutos, relata o jornal Le Dauphiné.

51HIaz+ld8L._SL500_AA300_A 28 de Outobro de 2013 saiu o álbum Juliette Gréco chante Brel, reúne 12 canções do cantor compositor arranjada pelo pianista Bruno Fontaine e pelo marido da cantora, Gérard Jouannest.

Juliette cantou, que eu saiba, duas canções ‘felinas’: En 1971, cantou “Je me souviens des sarabandes infernales… sur les toits de Paris” em “Lorsque j’étais chat” (Letra de Pierre Couret e música de André Popp) e um poema de Charles Cros «Berceuse» com música de Yani Spanos.

Cantiga de embalar

 

Berceuse - Charles Cros

Juliette Gréco, est née le 7 février 1927 à Montpellier d’un père d’origine corse Gérard Gréco, commissaire de la police des jeux, et d’une mère bordelaise, Juliette Lafeychine. Ses parents étant séparés, ses grands-parents maternels l’élevèrent à Bordeaux avec sa sœur aînée Charlotte. Leur mère les a rejoint en 1933 et les emmena toutes les deux à Paris.

tumblr_le1tqnzhs51qarjnpo1_500Passionnée de danse, Juliette, en 1939, fut petit rat à l’Opéra Garnier. La guerre ayant éclaté, la famille retourna dans le sud-ouest de la France (en Dordogne). C’est là que sa mère s’engagea dans la Résistance et se fit arrêter en 1943. Les deux sœurs rejoignirent Paris mais furent à leur tour capturées et emprisonnées à la maison d’arrêt de Fresnes. Elle ne sera pas déportée à cause de son jeune âge, contrairement à sa mère et sa sœur aînée Charlotte qui seront envoyées à Ravensbrück. Elles ne reviendront de déportation qu’en 1945, après la libération du camp par l’Armée rouge.

Juliette fut libérée de Fresnes et, après avoir récupéré ses affaires au siège de la Gestapo française dans le 16e arrondissement de Paris, elle se retrouva seule et sans ressources « sur l’avenue la plus belle du monde, l’avenue Foch » avec un ticket de métro en poche! Elle se rendit alors chez la seule personne de sa connaissance résidant dans la capitale, Hélène Duc, qui avait été son professeur de français à Bergerac et une amie de sa mère. Elle savait qu’Hélène habitait rue Servandoni, près de l’église Saint-Sulpice. Celle-ci la logea dans la pension où elle-même demeurait et la prit en charge.

8637065704_2185e7a95d_oLe quartier de Saint-Germain-des-Prés est à deux pas de là et, en 1945, Juliette découvrit le bouillonnement intellectuel de la rive gauche et la vie politique à travers les Jeunesses communistes. Hélène Duc l’envoya suivre les cours d’art dramatique dispensés par Solange Sicard. Juliette décroche quelques rôles au théâtre (Victor ou les Enfants au pouvoir en novembre 1946 et travailla dans une émission de radio consacrée à la poésie.

Juliette noua des relations amicales avec de jeunes artistes et intellectuels du quartier de Saint-Germain-des-Prés, dont Anne-Marie Cazalis et Boris Vian. C’est dans l’une des caves de la rue Dauphine, Le Tabou – qu’elle découvre par hasard grâce à son manteau qu’elle avait posé sur la rampe et qui était tombé en bas d’un escalier conduisant à une grande cave voûtée inutilisée que le patron appelait « le tunnel ». Juliette et ses copains trouvent l’endroit idéal pour y faire de la musique et danser tout en discutant de philosophie. Il suffit d’une semaine pour que les curieux viennent en nombre pour observer cette nouvelle et bizarre faune baptisée existentialistes.

EPSON scanner imageJuliette, devenue la célèbre muse de Saint-Germain-des-Prés sans avoir rien accompli de probant, décida alors de justifier sa célébrité en optant pour la chanson. Jean-Paul Sartre lui confia une sorte de mélopée qu’il avait écrite pour sa pièce de théâtre Huis clos et lui conseilla d’aller voir le compositeur Joseph Kosma pour que celui-ci en réécrive la musique qu’il ne trouvait pas réussie. C’est ainsi que Juliette interprèta la chanson Rue des Blancs-Manteaux, œuvre née de la plume du chantre de l’existen- tialisme et d’un compositeur rompu à l’art de mise en musique de la poésie (notamment celle de Jacques Prévert).

Miles-Davise-Juliette-GrecoEn 1949, disposant d’un riche répertoire, Juliette Gréco participa à la réouverture du cabaret Le Bœuf sur le toit. Elle rencontra alors Miles Davis dont elle tomba amoureuse. Miles, ne voulant pas lui imposer une vie aux USA en tant qu’épouse d’un noir américain, et elle ne voulant pas abandonner sa carrière en France, ils se séparèrent et Miles rentra à New York à la fin du mois de mai. En 1951, elle reçut le prix de la SACEM pour Je hais les dimanches. En 1952, elle partit en tournée au Brésil et aux États-Unis dans la revue April in Paris. En 1954, elle chanta à l’Olympia.

Elle rencontra le comédien Philippe Lemaire, sur le tournage du film Quand tu liras cette lettre de Jean-Pierre Melville et l’épousa le 25 juin 1953. Ils eurent une fille Laurence-Marie le 24 mars 1954 et divorcèrent en 1956.

Darryl ZanuckElle repartit pour New York et ses interprétations des plus grands auteurs français enthousiasmèrent les Américains. Hollywood la courtisa. Elle rencontra le producteur Darryl Zanuck sur le tournage du film Le soleil se lève aussi d’Henry King en 1957. Dès lors, vivant en couple avec Zanuk, elle tourna dans quelques- -unes de ses productions jusqu’en 1961, notamment : Les Racines du Ciel, (1958, John Huston), Drame dans un miroir (Richard Fleischer, 1960), films dans lesquels elle partage l’affiche avec Orson Welles. En 1961, avec le film d’aventure Le Grand Risque de Fleischer s’acheva sa carrière « hollywoodienne », en même temps que sa relation avec Darryl Zanuck.

Au début des années 1960, elle revint à la chanson et ne la quitta plus. Elle chanta (notamment), Jacques Brel, Léo Ferré, Guy Béart et aussi Serge Gainsbourg alors un quasi inconnu.

114389921En 1965, elle tint un rôle de premier plan dans le feuilleton télévisé Belphégor ou le Fantôme du Louvre. La même année, lors d’un dîner de têtes d’affiches organisé par un grand magazine populaire, elle se retrouva assise aux côtés de Michel Piccoli… et tomba amoureuse de l’acteur. Ils se marièrent en 1966. Le couple se sépara dix ans plus tard, en 1977.

Du 16 septembre au 23 octobre 1966, le TNP accueillit pour la première fois dans sa grande salle (2 800 places) du palais de Chaillot deux chanteurs : Juliette Gréco et Georges Brassens.

En 1968, elle inaugura la formule des concerts de 18h 30 au Théâtre de la Ville à Paris. Elle y interpreta l’une de ses plus célèbres chansons, Déshabillez-moi.

greco et brassensjpgAu début des années 1970, Juliette Gréco effectue de nombreuses tournées à l’étranger (notamment en Italie, en Allemagne, au Canada et au Japon), alors qu’en France, son succès semble marquer le pas.

De 1975 à 83, elle enregistra.

Elle fut faite Chevalier de la Légion d’Honneur le 23 octobre 1984. Elle retrouva son public de l’Olympia en 1991 et l’album live du concert fut édité par Philips.

Elle enregistra en 1993 un album des musiques de João Bosco, Julien Clerc, Gérard Jouannest et Caetano Veloso, (entre autres).
En octobre, un nouvel Olympia précéda une tournée. Elle retrouva l’Olympia en 2004.

Joannest et GrécoEn 2006 elle partit pour New York enregistrer un album avec des musiciens de jazz, qui paraît en France sous le titre Le Temps d’une chanson.

Le 10 mars 2007, les Victoires de la Musique la couronnèrent d’une « Victoire d’honneur » pour toute sa carrière.

Le 27 juillet 2011 elle donna le concert de clôture du festival de Valence accompagnée par son pianiste Gérard Jouannest ainsi que par un accordéoniste. Des centaines de spectateurs l’applaudirent et lui offrirent une longue ovation debout.

Juliette Gréco - Opening of the Wiener Festwochen (Vienna Festival) 2009En janvier 2012, elle sortit un nouvel album Ça se traverse et c’est beau…, un hommage à Paris.

Le dimanche 5 février 2012, à l’occasion de son 85e anni- versaire, elle fut la vedette de la soirée sur la chaîne Arte qui diffusa Juliette Gréco, l’insoumise le film docu- mentaire de Yves Riou et Philippe Pouchain (projeté au Rendez-vous with French Cinéma à New-York) suivi de son concert de 2004 à l’Olympia.

Le 12 avril 2012, Juliette Gréco reçut, des mains du maire, la Grande médaille de vermeil de la Ville de Paris. Bertrand Delanoë déclara : « Il était temps que sa ville lui dise merci. Juliette Gréco, c’est la Parisienne. La Parisienne d’aujourd’hui et la Parisienne qui incarne le temps de Paris qui ne passe jamais ». La chanteuse, qui a souvent représenté la France et Paris à l’étranger, répondit: « Je ne suis pas née à Paris, j’ai vu le jour à Montpellier. Mais j’ai été mise au monde ici. ».

Le 1er octobre 2013, Juliette Gréco n’a pas pu finir son concert sur la scène de l’espace Montgolfier à Davézieux, près d’Annonay : elle a été victime d’un malaise au bout de 45 minutes (source le Dauphiné Ardèche).

Gréco chante BrelLe 28 octobre 2013 sortit l’album Juliette Gréco chante Brel, réunissant 12 chansons du chanteur compositeur arrangées par le pianiste Bruno Fontaine et par le mari de la chanteuse, Gérard Jouannest.

Que je sache, Juliette chanta deux chansons ‘félines’: En 1971, elle chanta “Je me souviens des sarabandes infernales… sur les toits de Paris” dans “Lorsque j’étais chat” (Paroles de Pierre Couret et musique d’André Popp) et un poème de Charles Cros «Berceuse» sur la musique de Yani Spanos.

 

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Os gatos de Freddie Mercury – Les chats de Freddie Mercury


6a5ab74b1339264065e0Freddie Mercury, do seu verdadeiro nome Farrokh Bulsara, nasceu no Zanzibar (então parte da colónia britânica e hoje Tanzânia), por seus pais, Bomi e Jer Bulsara, de Guzerate, na Índia terem-se mudado da Índia para o Zanzibar para que Bomi pudesse manter seu emprego no Banco Colonial Inglês.

Quando Freddie tinha dezassete anos, a família Bulsara, assustada com a Revolução Civil de Zanzibar de 1964, mudou-se para a capital inglesa, onde ele passou a estudar arte na Escola Politécnica Isleworth, depois recebeu o seu diploma como designer gráfico através da Ealing Art College. Em 1969, Freddie iniciou a banda Ibex, depois nomeada Wreckage, mas que não durou muito tempo, depois integrou o grupo Sour Milk Sea.

Em Abril de 1970, Freddie se juntou ao guitarrista Brian May e ao baterista Roger Taylor no trio Smile, cujo nome foi alterado para “Queen”, e foi nessa época que Freddie adoptou a alcunha “Mercury” como sobrenome artístico, baseado na letra de uma de suas primeiras canções. Mercury, tornou-se célebre pelo seu poderoso tom de voz e suas performances energéticas que sempre envolviam a plateia, sendo considerado pela crítica como um dos maiores artistas de todos os tempos. Como compositor, Mercury criou a maioria dos grandes sucessos dos Queen: «We are the champions», «Love of my Life», «Killer Queen», Bohemiam Rhapsody», «Somebody to Love» e «Don’t Stop Me Now». Além do seu trabalho na banda, Mercury também lançou vários projectos paralelos, incluindo o álbum a solo, Mr. Bad Guy, em 1985, e um disco de ópera ao lado da soprano Monserrat Caballé, Barcelona, em 1988. Mercury morreu vítima de broncopneumonia, acarretada pelo SIDA, em 1991, um dia depois de ter assumido a doença publicamente.

O cantor dos Queen tinha 7 gatos entre os quais um gato preto. Criou uma canção intitulada Delilah, dedicada a sua gata do mesmo nome. Em 1985, dedicou o seu primeiro álbum a solo, Mr. Bad Guy, a todos os amigos dos gatos no mundo inteiro.

As ilustrações do video são de Irina Garmashova.

Delilah- freddie Mercury-

Les illustrations du vidéo sont de Irina Garmashova

 imagesFreddie Mercury, de son vrai nom Farrokh Bulsara, est né au Zanzibar (faisant alors partie des colonies britanniques et aujourd’hui de la Tanzanie), parce que ses parents, Bomi et Jer Bulsara, de Guzerate, na Índia, furent vivre au Zanzibar pour que Bomi puisse garder son emploi à la Banque Coloniale Anglaise.

Freddie avait dix-sept ans, quand la famille Bulsara, apeurée par la Révolution Civile du Zanzibar en 1964, déménagea à Londres, où il fit des études d’art à l’Ecole Polytechnique Isleworth, e reçut son diplôme de designer graphique au Ealing Art College. En 1969, Freddie créa le groupe Ibex, ensuite appelé Wreckage, mais qui ne dura pas longtemps, puis il se joignit au groupe Sour Milk Sea.

En avril 1970, avec le guitariste Brian May et Roger Taylor à la batterie, Freddie forma le trio Smile, dont le nom passa à “Queen”, et ce fut á cette époque que Freddie adopta le surnom de “Mercury” comme nom artistique, basé sur les paroles de l’une de ses premières chansons. Mercury devint célèbre à cause de sa voix puissante et de ses performances énergétiques qui interagissaient avec le public, étant considéré par la créa la majeure partie des grands succès des Queen, comme «We are the champions», «Love of my Life», «Killer Queen», Bohemiam Rhapsody», «Somebody to Love» et «Don’t Stop Me Now». En dehors de som action dans le groupe, Mercury lança également plusieurs projets parallèles, l’album à solo, Mr. Bad Guy, en 1985, et un disque de l’opéra aux côté de la soprano Monserrat Caballé, Barcelona, en 1988. Mercury est mort victime d’une broncho-pneumonie, conséquence du SIDA, en 1991, un jour après avoir assumé publiquement la maladie.

Le chanteur de Queen qui avait 7 chats dont un noir, a créé une chanson intitulée Delilah, dédiée à son chat du même nom. En 1985, il avait dédié son premier album solo, Mr. Bad Guy, a tous les amis des chats du monde entier. 

Os gatos e a música 23 – Les chats et la musique 23 – Louis Amstrong


Louis-Armstrong1932_publicdomainLouis Armstrong tem um papel capital na história da música. Foi ele quem mais divulgou e popularizou o jazz clássico como o conhecemos hoje. Trompetista virtuoso e cantor com voz tão peculiar, foi o primeiro verdadeiro solista improvisador a chegar em primeiro plano.

Louis Armstrong nasceu num meio desfavorecido de Nova-Orleães a 4 de Agosto de 1901. Louis, devido a ausência dos eu pai William Armstrong que deixara o lar, foi criado pela sua mãe e sua avó Joséphine. Criança, cantou nas ruas de Nova-Orleães num pequeno grupo vocal. Ao crescer num bairro difícil, foi várias vezes mandado, devido a actos de delinquência, a um lar para crianças de cor abandonadas : o Home for Coloured Waifs. Fez ali nomeadamente una longa estadia (segundo os ficheiros da polícia) depois de ter disparado para o ar uma pistola para festejar o ano novo.

Aprendeu a tocar cornetim na orquestra desse centro, graças ao seu primeiro instrumento oferecido pelos Karnofsky, uma família judia de origem russa que se tomara de afeição para esta criança. Uma vez livre, tocou cornetim nos cabarets do bairro downtown Storyville. Connheceu King Oliver que lhe deu alguns conselhos, tocou durante algum tempo na orquestra do trombonista Kid Ory no riverboat Capitol onde substituiu King Oliver. Assistia frequentemente às paradas das brass bands (Uma orquestra de brass band era composta e ‘instrumentos da família dos cobres e de percussões.) e escutava os velhos músicos sempre que tinha a ocasião, aprendendo deles e sobretudo de Joe « King » Oliver. Mais tarde tocou nas brass bands e com a orquestra do famoso Fate Marable nos borcos a vapor que subiam o Mississippi.

imagesComo ainda não sabia ler partituras, compensava servindo-se da improvi- sação. Armstrong foi então alcu- nhado de Satchmo (para “satchel mouth”, literalmente “boca de sacola”) devido ao tamanho da sua boca.

Em 1922, deixou Nova-Orleães para Chicago e conhece rapidamente o êxito. Gravou os seus primeiros discos com o seu nome à frente da sua orquestra, a Hot Five. O êxito continuou em Nova Iorque onde se produziu com Fats Waller para a revista Hot Chocolate. Continuou uma série de concertos nos Estados-Unidos e na Europa à frente duma grande orquestra.

Já como uma verdadeira estrela, Louis Armstrong entrou em numerosos filmes e produziu-se em muitos países com patrocínio do departamento de Estado americano como embaixador cultural. Colaborou com Ella Fitzgerald em três álbuns. Ao nível da laringe, as cordas vocais cobertas por duas bandas ventriculares, também chamadas «falsas cordas vocais». No ser humano, tem um papel restrito na fonação. A voz tão peculiar de Louis Armstrong era devida a um edema e a uma hipertrofia das suas falsas cordas vocais. Tocar trompeta era uma agravante.

Produziu-se então cada vez mais como cantor. Foi nessa altura que gravou as suas mais famosas canções: Hello Dolly em 1964 e What a wonderful world em 1967.

Louis Armstrong foi um precursor do jazz, inventou a forma musical do jazz clássico como o conhecemos actualmente. Assim influenciou todos os músicos de jazz que lhe sucederam. Faleceu em Nova Iorque a 6 de Julho de 1971.

Presenteio-os com o Satchmo a cantar: The Black Cat Has 9 lives.

 

images1Louis Armstrong tient un rôle capital dans l’histoire de la musi- que. C’est lui qui divulgua et po- pularisa le jazz classique tel qu’il est connu aujourd’hui. Trompet- tiste virtuose et chanteur à la voix si particulière, il fut le premier véritable soliste improvisateur à se mettre au premier plan.

Louis Armstrong naquît dans un milieu défavorisé de la Nouvelle Orléans le 4 août 1901. Louis, suite à l’absence de son père William Armstrong qui a quitté le foyer familial, fut élevé par sa mère et sa grand-mère Joséphine. Enfant, il chanta dans les rues de La Nouvelle-Orléans dans un petit groupe vocal. En grandissant dans un quartier difficile, il fut plusieurs fois envoyé, en raison d’actes de délinquance, dans un foyer pour enfants de couleur abandonnés : le Home for Coloured Waifs. Il y fit notamment un long séjour (selon les fichiers de la police) après avoir tiré un coup de feu en l’air avec un pistolet pour fêter la nouvelle année.

LouisArmstrong_covIl apprit à jouer du cornet à pistons dans l’orchestre de ce centre, grâce à son premier instrument offert par les Karnofsky, une famille juive d’origine russe qui s’était prise d’affection pour cet enfant. Une fois libéré, il joua du cornet dans les cabarets du quartier downtown Storyville. Il rencontra King Oliver qui lui donna quelques conseils, joua peu de temps dans l’orchestre du tromboniste Kid Ory sur le riverboat Capitol où il remplaçait King Oliver. Il assista fré- quemment aux parades des brass bands (Un orchestre de brass band est composé d’instruments de la famille des cuivres et de percussions.) et écouta les vieux musiciens dès qu’il en avait l’occasion, apprenant d’eux et par-dessus tout de Joe « King » Oliver. Il joua plus tard dans les brass bands et avec l’orchestre réputé de Fate Marable sur les bateaux à vapeur qui remontaient le Mississippi.

Ne sachant pas encore lire les partitions, il compensa en se servant de l’improvisation. Armstrong fut alors surnommé Satchmo (pour “satchel mouth“, littéralement “bouche de sacoche”) en raison de la taille de sa bouche.

En 1922, il quitta la Nouvelle-Orléans pour Chicago et connut rapidement le succès. Il enregistra ses premiers disques sous son nom à la tête de son orchestre, le Hot Five. Le succès continua à New York où il se produisit avec Fats Waller pour la revue Hot Chocolate. Il enchaîna les concerts aux Etats-Unis et en Europe à la tête d’un grand orchestre.

Louis-Armstrong-e-Ella-Fitzgerald-1024x576Devenu une véritable star, Louis Armstrong tourna dans de nom- breux films et se pro- duisit dans beaucoup de pays sous l’égide du département d’Etat américain comme am- bassadeur culturel. Il collabora avec Ella Fitzgerald sur trois albums. Au niveau du larynx, les cordes vocales sont surplombées par des bandes ventriculaires au nombre de deux, appelées également « fausses cordes vocales ». Chez l’être humain, leur rôle n’a qu’un intérêt phonatoire restreint. La voix si particulière de Louis Armstrong était due à un œdème et à une hypertrophie de ses fausses cordes vocales. Jouer de la trompette était une action aggravante.

Il se produisit alors de plus en plus en tant que chanteur. C’est à cette époque qu’il enregistra ses chansons les plus fameuses Hello Dolly en 1964 et What a wonderful world en 1967.

Louis Armstrong fut un précurseur du jazz classique, c’est lui qui a inventé sa forme musicale telle que nous la connaissons actuellement. A ce titre, il influença tous les musiciens de jazz qui vinrent à sa suite. Il s’éteignit á New York le 6 juillet 1971.

Je vous offre cette interprétation de Satchmo de la chanson: The Black Cat Has 9 Lives.

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O gato e os cançonetistas – 4 – Le chat et les chansonniers – 4 – Les Frères Jacques


LES FRÈRES JACQUES

Les_freres_Jacques-21494625112005Les Frères Jacques, marcaram a história da canção francesa durante cerca de 40 anos. Não só pela excelência das suas interpretações mas sobretudo pela célebre faceta cénica. Gibões, collants, luvas e chapéus caracterizam-nos para sempre aos olhos do público, sem falar das suas encenações sabiamente coreo- grafadas para cada canção. Misturando comédia, humor e música, os Frères Jacques ocupam um lugar singular no repertório francês.

Foi em 1944 que os quatro compadres criaram o seu conjunto, não usando ainda o seu nome mítico. Compõe-se de dois irmãos, André e Georges Bellec, François Soubeyran e Paul Tourenne.

O quarteto Les Frères Jacques produziu-se de 1946 a 1982. O grupo interpretou canções de Prévert e de Kosma, de Serge Gainsbourg ou de Stéphane Golmann .

R MarcyLa queue du chat foi composta – letra e música – por Robert Marcy em 1947.

André e Georges Bellec eram oriundos de St Nazaire. As suas infância e adolescência decorreram na região da Vendeia. A família mudou-se para Bordéus em 1933. André estudou Direito e ins- creveu-se em paralelo no conservatório de Bordéus, para fazer teatr, e integrou-se numa companhia. Georges cantava canções picantes e desenhava. Frequentou as Belas Artes. Muito mais orientado para o jazz, abandonou o violino para o cornetim.

Chegada a guerra, André foi mobilizado. Georges, doente, foi dado incapaz para o serviço. 

François Soubeyran cresceu na casa familial, uma antiga olaria que era aberta e acolhia estranhas personagens vindas de todo o lado, entre as quais uma moça que formou um grupo coral onde François cantou. Na altura do Natal de 1944, una carta de Emmanuel Mounier contratou-o para Travail et Culture (TEC). François ali conheceu o seu grande amigo, Yves Robert. Cantou com ele em dueto, «progredindo no conhecimento do teatro», sem muito entusiasmo, e tentou dedicar-se a olaria. Ao partir para uma digressão Yves Robert deixou a François o desempenho do seu papel.

Yves-Robert 2Paul Tourenne vivendo em Paris, entrou em 1937 nos Correios, o que não o impediu de cultivar o seu amor pela música, com gaitas, harmónicas e outras guitarras havaianas e depois violino. Experimentou o canto e a harmonia. Paul sonhava com uma carreira de professor de canto. Na altura da guerra,tornou-se monitor da colónia de férias das crianças da rádio com quem formou um coral. Foi então enviado para o serviço artístico da rádio para formar um coral infantil. Com apenas 21 anos, Paul Tourenne tornou-se jovem contra-regra na Radiodifusão Nacional. Na altura da Libertação, regressou a Paris, no serviço artístico da Radiodifusão francesa.

Depois da Libertação, André e Georges Bellec foram para Paris. Georges voltou às Belas-Artes, pintando e tocando trompeta com Claude Luter. Em Novembro de 1944, André fut nomeado instrutor de arte dramática e administrador em Travail et Culture. Um dia, os dois irmãos encontrando-se por acaso na rua, falaram das suas vidas difíceis, e André alvitrou um projecto de montar um quarteto vocal: o guitarrista de jazz e cantor Teymour Nawab juntou-se-lhes, e Yves Robert, contactado mas com outros projectos falou-lhes de François Soubeyran.

88779A 26 de Maio de 1945, Travail et Culture propô um concurso de quarteto vocal, ainda sem nome: o parentesco era então na moda  – Marx Brothers, Mills Bro- thers, Andrews Sisters, Dolly Sisters, Sœurs Étienne –, porque não Irmãos (Frères)… «Les Frères Jacques», ex- clamou um técnico no estúdio. O nome lembra ao mesmo tempo a canção infantil Frère Jacques e «fazer o jacques, ou seja fazer o palhaço, era o que queríamos fazer com as canções.»

A 14 de Julho de 1945, os Frères Jacques apareceram pela primeira vez em público, durante uma gala radiodifundida desde os jardins do Palais Royal. A 1 de Agosto, fizeram a sua entrada na Comédie des Champs-Élysées e confirmaram o êxito radiofónico. E num serão, conheceram Francis Blanche, que em breve ia contribuir para a qualidade do seu repertório.

«Em 1945, os nossos primeiros autores, tais como Francis Blanche, Raymond Queneau e os compositores Francis Poulenc, Claude Arrieu, Maurice Thiriet e Pierre Philippe abriram-nos o caminho para o estilo que pressentíamos e que se concretizou definitivamente com a vestimenta criada por Jean-Denis Malclès

blanchequeneauEm Setembro, Léon Chancerel, propôs aos Frères Jacques uma digressão de dois meses na Alsácia liberada, com o seu repertório de canto e a peça de Molière Le médecin malgré lui. Georges Bellec juntou-se de novo ao grupo, e o quarteto ensaiou à cinco com Teymour Nawab.

No fim de Novembro, regressaram a Paris, sem contrato, mas continuando a ensaiar. Procuravam o seu estilo e o seu repertório.

jean-denis malcles-portraitintroNo princípio de 1946, Yves Robert e dois amigos convidaram os Frères Jacques a juntar-se-lhes na companhia que acabavam de criar para preparar um espectáculo. Foi quando ensaiaram sob a direcção de Pierre Philippe, pianista e compositor, enquanto o decorador Jean-Denis Malclès lhes confeccionou o seu primeiro traje com collants.

Ainda lhes faltava uma musicalidade própria, um estilo e um rigor no trabalho. A princípio, Pierre Philippe julgou-os severamente, mas soube os fazer trabalhar e ficou satisfeito com o resultado. Assim, ficou como o pianista do quarteto.

A 1 de Maio de 1946, uma gala dos Frères Jacques em La Baule conquistou um estrondoso sucesso. O quarteto orientou-se então definitivamente para a canção «mimada», em que as letras e a música não podiam abstrair-se da encenação. O seu primeiro repertório não se coibiu de pegar em grandes sucessos, que retrabalhavam à sua maneira, aos quais acrescentaram novas ou desconhecidas canções que iam tornar uns clássicos

Jacques Prévert e o seu gatoMalclès confeccionou-lhes trajes e acessórios: enfiou-lhes collants, gibões e luvas brancas, completando a silhueta com chapéus e bigodes variados. Esses elementos pouco variaram. A 31 de Dezembro de 1946, os Frères Jacques animaram a consoada do Cité-Club e ali estrearam as novas fatiotas, com gibões de cor cujas pontas vinham cobrir os collants todos negros, e que nunca mais deixaram : Georges Bellec de amarelo, Paul Tourenne de azul acinzentado muito claro, André Bellec de verde e François Soubeyran de vermelho.

O seu primeiro disco de 78 rotações saiu em 1948. Jacques Canetti, images 1o seu agente artístico conseguiu-lhes textos de Jacques Prévert e músicas de Joseph Kosma, que gravaram e que a rádio difundiu para além da esfera parisiense. Obtiveram o Grande Prémio do Disco em 1950 e 1958. Também cantaram com Édith Piaf e Brigitte Bardot.

Les Frères Jacques deram o seu último recital a 3 de Janeiro de 1982 no Teatro do Oeste parisiense. Cada membro do quarteto reformou-se então definitivamente.

Uma homenagem foi-lhes prestada no Casino de Paris a 12 e 13 de Janeiro de 1996, para a ocasião do quinquagésimo aniversário da sua criação, na presença de numerosos artistas.

O rabo do gato - letra

 

La queue du chat - Paroles

0004400631282_600Les Frères Jacques, ont marqué l’histoire de la chanson française pendant près de 40 ans. Non seulement par l’excellence de leurs interprétations mais surtout pour leur célèbre facette scénique. Justaucorps, collants, gants et chapeaux les caractérisèrent à jamais aux yeux du public, sans compter leurs mises en scène savamment chorégraphiées pour chaque chanson. Mêlant comédie, humour et musique, les Frères Jacques ont une place bien particulière dans le répertoire français.

C’est en 1944 que les quatre compères ont créé leur ensemble, ne s’appelant pas encore de leur nom mythique. Il était composé de deux frères, André et Georges Bellec, de François Soubeyran et de Paul Tourenne.

Le quatuor Les Frères Jacques se produisit de 1946 à 1982, Le groupe a interprété des chansons de Prévert et de Kosma, de Serge Gainsbourg ou de Stéphane Golmann .

220px-Robert_Marcy_septembre_2011La chanson La queue du chat fut composée en 1947 par Robert Marcy, paroles et musique.

André et Georges Bellec étaient de St Nazaire. Ils passèrent leur enfance et leur adolescence dans le marais vendéen. La famille s’installa à Bordeaux en 1933. André fit son droit et s’inscrivit en parallèle au conservatoire de Bordeaux, pour jouer la comédie, et s’intégra à une compagnie. Georges chantait des chansons grivoises et dessinait. Il fréquenta les Beaux-Arts. Étant beaucoup plus orienté vers le jazz, il abandonna le violon pour le cornet à pistons.

À l’arrivée de la guerre, André fut mobilisé. Georges, malade, fut réformé. 

robert_yves03François Soubeyran a grandi dans la maison familiale, une ancienne poterie qui était ouverte et accueillait d’étranges personnages venus de partout, dont une demoiselle ayant formé un chœur mixte dans lequel chante François. Vers Noël 1944, une lettre d’Emmanuel Mounier l’engagea à Travail et Culture (TEC). François y rencontra son grand ami, Yves Robert. Il chanta en duo avec lui, « progressant dans la connaissance du théâtre », sans enthousiasme, et essaya de se mettre à la poterie. Yves Robert partant en tournée laissa son rôle à François.

Paul Tourenne vivant à Paris, entra en 1937 aux PTT, ce qui ne l’empêcha pas de cultiver son amour de la musique, étoffé de pipeaux, d’harmonicas et autres guitares hawaïennes puis violon. Il s’essaya à chanter, harmonisa. Paul rêvait d’une carrière de professeur de chant. Lorsque la guerre éclata, Paul devint moniteur de la colonie de vacances des enfants de la radio avec lesquels il forma une chorale. Il fut alors propulsé au service artistique de la radio pour former une chorale enfantine. À tout juste 21 ans, Paul Tourenne se retrouva jeune régisseur à la Radiodiffusion Nationale. À la Libération, il retourna à Paris au service artistique de la Radiodiffusion française.

CLAUDE lUTERAprès la Libération, André et Georges Bellec montèrent à Paris. Georges retrouva les Beaux-Arts, peignant et jouant de la trompette avec Claude Luter. André, en novembre 1944, fut nommé instructeur d’art dramatique et administrateur à Travail et Culture. Un beau jour, les deux frères se croisant dans la rue par hasard, se parlèrent de leurs vies difficiles, et André évoqua le projet de monter un quatuor vocal : le guitariste de jazz et chanteur Teymour Nawab se joignit alors à eux, et Yves Robert, contacté mais ayant d’autres projets leur parle de François Soubeyran.

Le 26 mai 1945, Travail et Culture proposa le concours d’un quatuor vocal, qui n’a pas encore de nom : la mode était alors à la parenté – Marx Brothers, Mills Brothers, Andrews Sisters, Dolly Sisters, Sœurs Étienne –, pourquoi pas Frères… « Les Frères Jacques », lança un technicien en studio. Le nom rappelle à la fois la chanson enfantine Frère Jacques et « faire le jacques, faire le pitre, c’est ce qu’on voulait faire en montant des chansons. »

Le 14 juillet 1945, les Frères Jacques apparurent pour la première fois en public, lors d’un gala radiodiffusé depuis les jardins du Palais Royal. Le 1er août, ils firent leur entrée à la Comédie des Champs-Élysées et confirmèrent leur succès radiophonique. Et lors d’une soirée, ils rencontrèrent Francis Blanche, qui allait bientôt contribuer à la qualité de leur répertoire.

« En 1945, nos premiers auteurs, tels que Francis Blanche, Raymond Queneau et les compositeurs Francis Poulenc, Claude Arrieu, Maurice Thiriet et Pierre Philippe nous ont ouvert la voie au style que nous ressentions et qui s’est concrétisé définitivement avec l’apport du costume de Jean-Denis Malclès. »

Poulenc - Arrieu -Thiriet

En septembre, Léon Chancerel, proposa aux Frères Jacques une tournée de deux mois en Alsace libérée, avec leur tour de chant, ainsi que la pièce Le médecin malgré lui de Molière. Georges Bellec est revenu, et le quatuor répèta à cinq avec Teymour Nawab.

Les-Freres-Jacques-Les-Freres-Jacques-Chantent-Les-Poetes-Prevert-Ferret-Queneau-Gainsbourg-CD-Album-301847056_MLFin novembre, ils furent de retour à Paris, sans contrat, mais continuè- rent à répéter. Ils cherchaient leur style et leur répertoire. Début janvier 1946, Yves Robert et deux amis invitèrent les Frères Jacques à se joindre à la compagnie qu’ils venaient de créer pour préparer un spectacle. Ils répétèrent sous la direction de Pierre Philippe, pianiste et compo- siteur, tandis que le décorateur Jean- Denis Malclès leur confectionna leur premier costume avec collants.

Il leur manquait encore une musicalité propre, un style et une rigueur dans le travail. Pierre Philippe les jugea d’abord sévèrement, mais il sut les faire travailler et fut satisfait du résultat. Ainsi devint-il le pianiste du quatuor.

Le 1er mai 1946, un gala des Frères Jacques à La Baule remporte un immense succès. Le quatuor s’orienta alors définitivement vers la chanson « jouée », dans laquelle paroles et musique ne pouvaient se passer de mise en scène. Leur premier répertoire ne craignit pas de s’attaquer à de grands succès, qu’ils revoyaient à leur manière, auxquels ils ajoutèrent des chansons nouvelles ou inconnues et dont ils allaient faire des classiques.

502bbd32e68ea585Malclès leur confectionna les costumes et accessoires : il les moula dans des collants, des justaucorps et des gants blancs, et compléta leur silhouette par des chapeaux et moustaches divers. Ces éléments varieront peu par la suite. Le 31 décembre 1946, les Frères Jacques animèrent le réveillon du Cité-Club et étrennèrent pour l’occasion leurs nouvelles tenues, avec un gilet de couleur dont les pointes venaientt recouvrir le collant uniformément noir, et qui ne les quittera plus : Georges Bellec en jaune, Paul Tourenne en bleu-gris clair, André Bellec en vert et François Soubeyran en rouge.

jacques-prevert-et Joseph KosmaLeur premier disque en 78 tours sortit en 1948. Jacques Canetti, leur agent artistique, obtint des textes de Jacques Prévert et des musiques de Joseph Kosma, qu’ils enregistrèrent et que la radio fit connaître au-delà de la sphère parisienne. Ils obtinrent le Grand Prix du Disque en 1950 et 1958. Ils ont également chanté avec Édith Piaf et Brigitte Bardot.

Les Frères Jacques donnèrent leur dernier récital le 3 janvier 1982 au Théâtre de l’Ouest parisien. Chacun des membres du quatuor se retira alors définitivement.

Un hommage leur fut rendu au Casino de Paris les 12 et 13 janvier 1996, à l’occasion du cinquantième anniversaire de leur création, en présence de nombreux artistes.

 

O gato e os cançonetistas – 3 – Le chat et les chansonniers – 3


YVES MONTAND

et Le chat de la voisine

191479090Ivo Livi, nasceu a13 de Outubro de 1921 em Monsummano Alto (Italie), Era o mais novo de três filhos de uma família operária. Ivo só tinha 2 anos quando a família fugiu da Itália fascista emigrando para França. Os Livi instalaram-se num bairro pobre de Marselha. Foi aí que, garoto, se apaixonou pelo cinema e nomeadamente pelas comédias musicais americanas, especialmente as do seu ídolo Fred Astair e os seus números de sapateado.

Por decreto de 8 de Janeiro de 1929, a família Livi obteve a nacionalidade francesa e Ivo ficou Yves. Em 1938, com dezassete anos, arranjou um lugar de «abertura de espectáculo» num cabaret de music-hall de Marselha. Cantava Trenet, Chevalier fazia imitações de Fernandel e de personagens de Walt Disney. Teve de arranjar um nome de palco : Yves Livi ficou Yves Montant – com um  «t» a princípio – pseudónimo escolhido em lembrança da sua mãe que, numa mistura de italiano com francês, chamava-o para regressar a casa: «Ivo, monta».

Yves melhorou a sua postura em cena e seguiu aulas de canto a partir do verão de 1937. Ambicionando actuar no Alcazar de Marselha, Montand precisava de um repertório original. Hubert Melone, aliás Charles Humel, um autor-compositor cego, escreveu-lhe umas canções, Dans les plaines du Far-West, foi o seu primeiro verdadeiro êxito.

Le-biopic-d-Yves-Montand-avance_portrait_w532Em 1939, Yves Montand cantou no Alcazar. Conquistou o público. Re- bentou a guerra: isso mudou tudo para ele que queria subir a Paris tentar a sua sorte. Era como cantor que decidiu procurar contratos. Ac- tuou em cafés, em cabarets mo- destos, em cinemas onde cantava durante o intervalo. Yves Montand apresentou-se de novo no Alcazar e obteve um triunfo. Cantou em Leão, Marselha, Aix, Nice, Toulon… Mandado para as obras da juventude instauradas pelo governo de Vichy, ali esteve durante quase um ano, depois voltou ao palco. Nesse período, apesar da ocupação, ganhava bastante bem a vida, mas volta e meia, tinha de provar que o seu nome Livi não mascarava afinal o de Lévy. Afinal arriscando ser mandado para o Serviço de Trabalho Obrigatório na Alemanha (STO), decidiu, com a concordância do seu agente, partir para Paris.

Em 1944, Montand apresentou-se no teatro do ABC em Fevereiro. Mais tarde cantou em Bobino, nas Folies Belleville e no célebre Moulin Rouge, onde actuou na primeira parte do espectáculo de Édith Piaf. Esse encontro foi decisivo para Montand, doravante apoiado pela já célebre cantora e recebendo dela conselhos judiciosos acerca do ofício e da vida de um artista. Piaf trouxe-lhe a fama junto de um público alargado e apresentou-o a numerosos futuros colaboradores. Um idílio nasceu, mas em segredo porque Piaf ainda tinha uma ligação.

imagesO cantor, sob a influência da Édith, melhorou as suas entradas no palco, abandonou o seu sotaque meridional, arranjou um novo re- pertório e renovou a sua actuação cénica. Yves ganhou a adesão do público em Fevereiro de 1945, no Teatro da Étoile, uma vez mais na primeira parte do show de Édith Piaf, que lhe escreveu várias canções que tiveram sucesso. Em Outubro de  1945, Édith Piaf permitiu a Montand cantar como vedeta no Étoile. Durante sete semanas, obteve um considerável êxito, que prolongou no Alhambra. A carreira do cantor estava definitivamente lançada. No mesmo ano, Yves Montand começou no cinema, com Édith Piaf como estrela. O cantor entrou então alguns filmes, antes de encontrar a consagração no cinema em 1952. Em 1946, Édith e Yves separaram-se, a iniciativa foi de Piaf que achou o talento de Montand fazer-lhe alguma sombra.
Encontrou Francis Lemarque que lhe propôs três canções. Assim selou-se o princípio de uma colaboração frutuosa e Montand, que se reservou a exclusivi- dade das canções de Lemarque, dever-lhe-á alguns dos seus melhores títulos.

Avec Crolla2Montand contratou o pianista Bob Castel- la, que nos quarenta e quatro anos se- guintes foi o seu acompanhante. Graças a Jacques Prévert, encontrou o guitarrista Henri Crolla. Com esta magnífica colabo- ração, Yves, mais jazzy, mais swing, fez muitas gravações : C’est si bon, Clopin-clopant, Les cireurs de souliers de Broadway, Les enfants qui s’aiment – estas duas últimas assinadas por Jacques PrévertClémentine… Em 1949, gravou Les feuilles mortes.

Em 1948, Prévert levou-o a conhecer um albergue de Saint-Paul de Vence. Montand tornou-se um habitué e foi ali que conheceu Simone Signoret, a 19 de Agosto de 1949. Foi um coup de foudre e nunca mais se separaram. Em Março de 1951, o cantor triunfou numa tournée de vinte e duas canções, que marcou a história do music-hall e influenciaria numerosos cantores. Em 1953, esse repertório ficou em cartaz no Étoile durante 8 meses em lotação esgotada, um recorde, e foi o primeiro LP duplo gravado ao vivo (ainda disponível em CD) que continua a ser uma lição de music-hall exemplar.

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Jacques Prévert em 1º plano no casamento de Montand e Signoret

A 22 de Dezembro de 1951, Simone Signoret e Yves Montand casaram-se no civil em Saint-Paul-de-Vence.
Em 1953, Montand, no filme de Clouzot: Le Sa- laire de la peur, inter- pretou o seu primeiro pa- pel importante cinema. O filme obteve nesse ano o Grande Prémio do Festival de Cannes (antepassado da Palme d’Or).
O casal comprou uma propriedade na Normandia. Nessa casa houve grandes encontros artísticos e intelectuais. Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Serge Reggiani, Pierre Brasseur, Luis Buñuel, Jorge Semprún permanecem ali regularmente. O casal militava a favor das suas ideias de esquerda e não tardou a ser catalogado «companheiro» do PCF.

Em 1959, Yves Montand partiu para os EUA com Simone Signoret e, a partir de 22 de Dezembro, apresentou-se na Broadway durante três semanas. Na estreia foi aplaudido por numerosas celebridades : Montgomery Clift, Laurence Bacall, Ingrid Bergman e Marilyn Monroe. Foi um triunfo, Montand obteve nada menos de dezasseis chamadas ao palco e no dia seguinte, a imprensa elogiou imenso a sua prestação. Depois cantou em Hollywood, San Francisco e Montréal. Montand conquistou a América. Tornou-se numa vedeta internacional: voltou a cantar em Nova Iorque em 1961 e em 1963 e fez também várias digressões de sucesso pelo mundo, como no Canadá e no Japão.

Cena do Millhonário de Cukor

Cena do Millhonário de Cukor

Dançando na televisão com Dinah Shore, na NBC, Yves Montand viu-se proposto um papel no filme Le Milliardaire de Cukor, com Marilyn Monroe. Em Abril de 1960, Signoret recebeu o Óscar da melhor actriz, e a seguir foi para Roma rodar outro filme. Arthur Miller, regressou a Nova Iorque. Marilyn e Montand rodaram em Hollywood o filme de Cukor e em breve, ficaram muito mais do que parceiros de cinema… A sua breve ligação alimentou a imprensa, acabou com o casal Miller-Monroe, enquanto Simone Signoret fez boa cara perante a imprensa dos escândalos.

Yves Montand ainda rodou um filme e depois recusando outras propostas, regressou a France. Esta infidelidade de Montand quebrou definitivamente uma boa parte da confiança que Simone Signoret tinha em si própria. Yves Montand, por seu lado, continuou a ser um sedutor impenitente. Embora o equilíbrio do casal fosse profundamente afectado por esse episódio, que Signoret teve muita dificuldade a superar, ficaram no entanto unidos até a morte de Simone Signoret, em 1985.

1963, Yves cantou em Paris no Étoile, onde, embora a sua popularidade fosse intacta, ele constatou que tudo estava a mudar no métier. Teve dificuldade a arranjar novos títulos, e Francis Lemarque, tal como Brassens, Brel, Ferré, Aznavour, Gainsbourg ou Nougaro, interpretou doravante as suas próprias criações. Uma outra geração, com um certo Johnny Halliday, transtornou tudo e Montand esteve consciente de que o seu grande período de artista de music-hall estava a acabar.
images3A partir de 1964, consagrou-se quase exclusivamente à sua carreira de actor e só pisou o palco episodicamente. Foi a partir de 1965 que se impôs definitivamente no cinema. O encontro com Costa-Gravas foi a chave mestra. Rodou com uma plêiade de realizadores franceses… e tornou-se um dos actores fetiches de Claude Sautet com quem rodou três filmes. Durante os anos 1970, o actor alternou dramas, filmes engagés e comédias impondo-se como um dos actores franceses mais populares.
Em Setembro de 1968, Yves Montand voltou a cantar o tempo de se apresentar no Olympia e criou La bicyclette e Mon frère.

Nesse mesmo ano, a sua acção e as suas convicções políticas deram uma reviravolta completa: depois da repressão da Primavera de Praga, a sua ruptura com o partido comunista francês foi definitiva.
Em Fevereiro de 1974, para apoiar os refugiados chilenos e condenar o golpe de Estado do general Pinochet, Yves Montand deu um recital único no Olympia.

1981 marcou o grande regresso de Yves Montand à canção e à cena. O cantor gravou o álbum Montand d’hier et d’aujourd’hui e triunfou no palco do Olympia, com lotação esgotada durante três meses, depois na província e de novo no Olympia durante o verão para novas representações. No fim de Agosto, partiu numa digressão mundial, que o levou ao Brasil, aos EUA, ao Canadá e ao Japão.

Nos anos 80, Yves Montand militou para os direitos do homem e a favor do sindicato Solidariedade de Lech Walesa, em Dezembro de 1981.

A 30 de Setembro de 1985, enquanto Yves Montand estava a rodar um filme, Simone Signoret morreu de um cancro com sessenta e quatro anos de idade.

A última companheira de Yves Montand foi Carole Amiel, a sua assistente na tournée de 1982, com quem já tinha uma ligação na altura do falecimento de Signoret. Com ela, teve o seu único filho, Valentin, nascido a 31 de Dezembro de 1988.
SS MM copie

A 9 de Novembro de 1991, Yves Montand morreu de um enfarte com 70 anos de idade, no dia seguinte ao fim de uma rodagem de um filme (que acaba com o seu personagem que, ele também, estranha coincidência, morre de uma crise cardíaca). Depois de rodar uma última cena, Montand sentiu-se mal. « Sei que estou feito mas não é grave, tive uma vida muito bela», terá declarado a um dos paramédicos da ambulância. Morreu no hospital de Senlis e foi enterrado no Cemitério do Père-Lachaise ao lado de Simone Signoret, a única mulher com quem foi casado.
No funeral estiveram presentes entre outros o seu sobrinho e e a sua enteada, Catherine Deneuve, Michel Piccoli, Jack Lang, Gérard Depardieu,Michèle Morgan,Serge Reggiani, François Périer, Costa-Gravas ou ainda Daniel Auteuil…

Aqui está um apontamento gatarral e divertido e também caustico numa canção de Montand: O Gato da vizinha

Voici une note «chatesque» et amusante mais aussi caustique dans une chanson de Montand: Le chat de la voisine

images´7Ivo Livi, fils de Giovanni et Giuseppina Livi, est né le 13 octobre 1921 à Monsummano Alto. Il était le dernier d’une fratrie de trois enfants, issu d’une famille ouvrière. Ivo n’avait que deux ans lorsque sa famille a fui l’Italie fasciste et émigré vers la France. Les Livi s’installèrent au sein des quartiers pauvres de Marseille. C’est à cette époque qu’il se passionna pour le cinéma et notamment pour les comédies musicales américaines, en particulier celles de son idole Fred Astair et ses numéros de claquettes.

Yves a 3 ans avec Giuseppina, Julien et LydiaPar décret du 8 janvier 1929, la famille Livi obtint la nationalité française et Ivo devint Yves. En 1938, Agé de dix-sept ans, il fit le «chauffeur de salle» dans un cabaret de music-hall de Marseille. Il chantait Trenet, Chevalier et se livrait à des imitations de Fernandel et de personnages de Walt Disney. Il devait se trouver un nom de scène : Yves Livi devint Yves Montant – avec un t – pseudonyme choisi en souvenir de sa mère qui, par un mélange d’italien et de français, lui disait, afin qu’il monte à leur appartement : «Ivo, monta».
Yves travailla son jeu de scène et prit des cours de chant à partir de l’été 1937. Ambitionnant passer à l’Alcazar de Marseille, Montand avait besoin d’un répertoire original. Hubert Melone, alias Charles Humel, un auteur-compositeur aveugle, lui écrivit deux chansons, dont Dans les plaines du Far-West, qui sera son premier vrai succès.

En 1939, Yves Montand chanta à l’Alcazar. Le public fut conquis. La guerre éclata et remit tout en cause pour celui qui ambitionnait monter à Paris tenter sa chance. Ce fut comme chanteur qu’il décida de chercher des engagements. Il passa dans des cafés, des cabarets modestes, des cinémas où il chantait durant l’entracte. Yves Montand se produisit une seconde fois à l’Alcazar et obtint un triomphe. Il chanta à Lyon, Marseille, Aix, Nice, Toulon… Envoyé d’office aux chantiers de la jeunesse créés par le gouvernement de Vichy, il y resta presque une année, puis reprit la scène. En cette période, malgré l’occupation, il gagnait assez bien sa vie, mais devait régulièrement prouver que son nom Livi ne dissimulait pas en fait celui de Lévy. Risquant enfin d’être envoyé en Allemagne, afin d’éviter le STO (service de Travail obligatoire), il décida, en accord avec son impresario, de partir pour Paris.
Piaf e MontandEn 1944, Montand se produisit au théâtre de l’ABC en février. Par la suite il joua à Bobino, aux Folies Belleville et au célèbre Moulin Rouge, où il passa en première partie d’Édith Piaf. Cette rencontre fut décisive pour Montand, désormais soutenu par la déjà célèbre chanteuse e recevant ses conseils avisés sur le métier et la vie d’artiste. Piaf lui apporta la reconnaissance d’un public élargi et le présenta à de nombreux futurs collaborateurs. Une idylle naquît, mais en secret car Piaf avait encore une liaison. Le chanteur, sous l’influence d’Édith, peaufina ses entrées en scène, abandonna son accent méridional, se constitua un nouveau répertoire et renouvela son jeu de scène.

 Montand emporta l’adhésion du public en février 1945, au Théâtre de l’Étoile, une fois encore en première partie d’Édith Piaf, qui lui a écrit plusieurs chansons qui furent des succès. En octobre 1945, Édith Piaf permit à Montand de chanter en vedette à l’Étoile. Durant sept semaines, il obtint un considérable succès, qu’il prolongea à l’Alhambra. La carrière du chanteur était définitivement lancée. La même année, Yves Montand débuta au cinéma, avec Édith Piaf en vedette. Le chanteur fit alors quelques films, avant de trouver la consécration au cinéma en 1952.
En 1946, Édith et Yves se séparèrent, à l’initiative de Piaf qui jugea que le talent de Montand lui faisait quelque peu de l’ombre.
Il rencontra Francis Lemarque qui lui proposa trois chansons. Cela scella le début d’une collaboration fructueuse et Montand, qui se réserva l’exclusivité sur les chansons de Lemarque, lui devra quelques-uns de ses plus grands titres.
Montand engagea le pianiste Bob Castella, qui pour les quarante-quatre années à venir sera son accompagnateur. Grâce à Jacques Prévert, il rencontra le guitariste Henri Crolla. Fort de cette fructueuse collaboration, le chanteur, plus jazzy, plus swing, enchaîna les enregistrements : C’est si bon, Clopin-clopant, Les cireurs de souliers de Broadway, Les enfants qui s’aiment – ces deux dernières sont signées Prévert Clémentine… Le 2 mai 1949, il enregistre Les feuilles mortes.
images6En 1948, Prévert lui fit une auberge de Saint-Paul de Vence. Il y devint un habitué et c’est là qu’il rencontra Simone Signoret, le 19 août 1949. Ce fut un coup de foudre et ils ne se quittèrent plus. En mars 1951, le chanteur triompha avec un tour de chant de vingt-deux chansons, qui marqua l’histoire du music-hall et influencera nombre de chanteurs. En 1953, ce tour de chant restera à l’affiche à l’Étoile pendant 8 mois à guichets fermés, un record, et ce sera le premier double album 33 T enregistré en live (toujours disponible en CD) qui reste une leçon de music-hall toujours exemplaire.
Le 22 décembre 1951, Simone Signoret et Yves Montand se marièrent à la mairie de Saint-Paul-de-Vence.
En1953, Montand, avec le film de Clouzot Le Salaire de la peur, joua son premier rôle marquant au cinéma. Cette année-là, le film obtint le Grand Prix du Festival de Cannes (ancêtre de la Palme d’Or).
Le couple achète une propriété en Normandie. Cette demeure devint un haut lieu pour des rencontres artistiques et intellectuelles. Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Serge Reggiani, Pierre Brasseur, Luis Buñuel, Jorge Semprún y séjournent régulièrement. Le couple milite en faveur de ses idées de gauche et est bientôt catalogué « compagnon de route » du PCF.
En 1959, Yves Montand partit pour les États-Unis avec Simone Signoret et, à partir du 22 décembre, il se produisit à Broadway durant trois semaines. Le soir de la première, il fut applaudi par de nombreuses célébrités : Montgomery Clift, Laurence Bacall, Ingrid Bergman et Marilyn Monroe. Le chanteur triompha, obtint pas moins de seize rappels et la presse le lendemain ne tarissait pas d’éloge sur sa prestation. Il chanta ensuite à Hollywood, San Francisco e Montréal. Montand conquit l’Amérique. Il devint une vedette internationale : il se produira de nouveau à New York en 1961 e en 1963 et fit aussi plusieurs tournées réussies à travers le monde, comme au Canada et au Japon.
index2Dansant à la télévision avec Dinah Shore sur la chaîne NBC, Yves Montand se vit proposer un rôle dans le film Le Milliardaire de Cukor, avec Marilyn Monroe. En avril 1960, Signoret reçut l’Oscar de la meilleure actrice, puis partit à Rome pour un prochain tournage. Arthur Miller, lui, regagna New York. Marilyn et Montand tournèrent à Hollywood le film de Cukor et bientôt, ils furent bien plus l’un pour l’autre que des partenaires de cinéma… Leur brève liaison alimenta la presse, brisa le couple Miller-Monroe, alors que Simone Signoret donnait le change face à la presse à scandale.
Yves Montand tourna encore un film puis déclinant plusieurs autres propositions, rentra en France. Cette infidélité de Montand brisa définitivement une bonne partie de la confiance que Simone Signoret portait en elle-même. Yves Montand, de son côté, demeura un séducteur impénitent. Bien que l’équilibre du couple fusse profondément affecté par cet épisode, que Signoret en son for intérieur a très mal vécu, le couple restera cependant uni jusqu’au décès de Simone Signoret, en 1985.
Début 1963, il chanta à Paris à l’Étoile, où, bien que sa popularité fusse sans faille, il constata que tout était en train de changer dans le métier. Il peina à trouver des titres nouveaux, et Francis Lemarque, à l’instar des Brassens, Brel, Ferré, Aznavour et autres Gainsbourg ou Nougaro, interprèta désormais ses propres créations. Une autre génération, dont un certain Johnny Halliday, bouleversa tout et Montand fut conscient que sa grande période d’artiste de music-hall s’achevait.
À partir de 1964, il se consacra presque exclusivement à sa carrière d’acteur et ne reviendra à la scène que de façon épisodique. Ce fut à partir de 1965 qu’il s’imposa définitivement au cinéma.

Dans le salaire de la peur

Dans le salaire de la peur

La rencontre avec Costa-Gravas en fut la clef de voûte. Il tourna avec une pléiade de réalisateurs français… et devient l’un des acteurs fétiches de Claude Sautet avec qui il tourne trois films. Durant les années 1970, l’acteur alterne drames, films engagés et comédies et s’impose comme l’un des acteurs français les plus populaires.
En septembre 1968, Yves Montand redevient chanteur le temps de se produire à l’Olympia et crée La bicyclette et Mon frère.
Cette même année, son engagement et ses convictions politiques connaissent un revirement complet : après l’écrasement du Printemps de Prague, sa rupture avec le pari communiste français est définitive.
En février 1974, pour soutenir les réfugiés chiliens et condamner le coup d’état du général Pinochet, Yves Montand donne un récital unique à l’Olympia.
image5s1981 marqua le grand retour d’Yves Montand à la chanson et à la scène. Le chanteur enregistra l’album Montand d’hier et d’aujourd’hui et triompha sur la scène de l’Olympia, à guichets fermés trois mois durant, puis en province et revint à l’Olympia durant l’été pour de nouvelles représentations. Fin août, il entama une tournée mondiale, qui le conduisit au Brésil, aux USA, au Canada et au Japon.
Montand et les droits de l'homeDans les années 80, Yves Montand milita pour les droits de l’homme et s’engagea en faveur du syndicat Solidarnosc de Lech Walesa, en décembre 1981.
Le 30 septembre 1985, alors qu’Yves Montand était en tournage, Simone Signoret décéda d’un cancer à l’âge de soixante-quatre ans.
La dernière compagne d’Yves Montand fut Carole Amiel, son assistante sur la tournée de 1982, avec qui il entretenait déjà une liaison au moment où disparut Signoret. Avec elle, il aura son seul enfant, Valentin, né le 31 décembre 1988.
indexLe 9 novembre 1991, Yves Montand est mort d’un infarctus du myocarde à l’âge de 70 ans, le lendemain du dernier jour de tournage du film (à la fin duquel son personnage lui aussi, étrange coïncidence, meurt d’une crise cardiaque). Après le tournage d’un dernier raccord, Montand ressentit un malaise. «Je sais que je suis foutu mais ce n’est pas grave, j’ai eu une très belle vie», a-t-il déclaré à l’un des ambulanciers. Il mourut à l’hôpital de Senlis et fut inhumé au Cimetière du Père-Lachaise aux côtés de Simone Signoret, la seule femme à laquelle il fut marié.
À ses obsèques furent présents entre autres son neveu et sa belle-fille, Catherine Deneuve, Michel Piccoli, Jack Lang, Gérard Depardieu,Michèle Morgan,Serge Reggiani, François Périer, Costa-Gravas ou encore Daniel Auteuil…Yves_Montand_Cannes

O gato e os cançonetistas – 2 – Le chat et les chansonniers – 2


GEORGES BRASSENS,

o poeta que canta os gatos

  • BrassensGeorges Charles Brassens nasceu em Sète, a 21 de Outubro de 1921. Aluno pouco aplicado, gosta sobre- tudo ouvir discos e aprender inúmeras canções : Charles Trenet, Tino Rossi, Ray Ventura ou Mireille.
  • Com quinze anos, escreve as suas primeiras canções sobre músicas de Trenet e deixa-se influenciar pelo swing, este será o âmago do seu  universo musical.
  • Em 1936, Brassens faz depois da música, a outra descoberta da sua vida. Alphonse Bonnafé, professor de francês no colégio de Sète, fala de poesia com fervor e brio, o que cativa Georges.
  • Brassens faz asneiras de adolescente : em 1939, com outros jovens participa a um roubo de jóias: 15 dias de prisão suspensa. A sua reputação na cidade fica manchada. Para acalmar as coisas, os seus pais mandam-no para a casa de uma tia em Paris.
  • Brassens ali chega em Fevereiro de 1940. A tia Antonieta tem um piano que lhe proporciona praticar e improvisar algumas melodias. Brassens trabalha como aprendiz encadernador, depois como torneiro na Renault, em Boulogne-Billancourt. Mas a 3 de Junho de 1942, uma bomba cai sobre a fábrica e lança os operários no desemprego. Depois de dois meses de verão em Sète,
  • Brassens regressa a Paris. Doravante, a sua única actividade é a escrita. A la venvole, a sua primeira recolha de poemas data desse período. Durante dois anos, leva uma vida de boémia.
  • Em Fevereiro de 1943, o STO (Serviço do Trabalho Obrigatório) manda-o a Basdorf na Alemanha. Brassens aí trabalhou durante um ano, continuando à compor canções e travou fortes amizades. Entre outras, com Pierre Oteniente, Empregado do Tesouro Público que será mais tarde o seu secretário e homem de confiança.
  • A Joana.Em Março de 1944, dão-se licenças aos traba- lhadores franceses. E a oportunidade para desa- parecer depois das duas semanas de férias auto- rizadas em casa da sua tia, instala-se no impasse Florimont em casa de uma amiga desta sua tia, Jeanne Le Bonniec – que mais tarde home- nagearia nas duas composições: «La cane de Jeanne» e «Chez Jeanne».
  • Em 1945, Brassens compra a sua primeira viola e apura as suas primeiras canções: «Bonhomme», «Le mauvais sujet repenti» mais tarde gravadas em disco, quase sem retoques ; as músicas de «Brave Margot», «Le gorille» ou «Les croquants» já estão compostas.
  • Em 1947, Brassens conhece Joha Heiman, aliás «Püppchen», a sua companheira até aos últimos dias.
  • Em 1951, há um marco importante na sua carreira : actua em cabarets. Primeiro no Lapin Agile depois no Milord l’Arsouille. A sorte chega a 6 de Março de 1952, quando conhece Patachou. Convencida do talento de Brassens, ela aceita interpretar algumas das suas canções («Brave Margot», «Les bancs publics») mas incita-o a cantar ele mesmo.
  • Jacques Canetti, proprietário dos Trois Baudets, por sua vez entusiasma-se : oferece a Brassens um contrato para a estação, mas também o lançamento na casa Polydor de quatro discos em 78 rotações      («Le gorille» et «Le mauvais sujet repenti» ; «La mauvaise répu- tation» e «Le petit cheval» ; «Corne d’aurochs» e «Hécatombe», por fim «Le parapluie» e «Le Fossoyeur»).
  • Le TestamentO êxito mostra então a ponta do nariz e fica. Brassens actua no caba- ret os Trois Baudets. A seguir vêm um concerto no estrangeiro (Bruxelas a 19 de Maio) e uma digressão em trinta e seis cidades de França, por fim actua na sala parisiense de Bobino em Outubro.
  • Os anos Brassens co- meçaram. O Olympia, o primeiro Prémio da Academia Charles Cros, digressões na Suiça, em Maroccos, na Bélgica e em França confirmam o seu sucesso em 1954. Em 1955, Tunis, Alger, Bruxelles depois a França inteira terão a possibilidade de vê-lo ou revê-lo em palco. As gravações, as tournées e os anos desfilam, as passagens em Bobino e no Olympia sucedem-se.
  • Mas Brassens também experimenta o cinéma em 1956, actua e canta em Porte des Lilas de René Clair. Em 1964, escreve o emblemático «Les copains d’abord», para o filme Les copains, de Yves Robert.
  • Em 1973, Brassens desloca-se a Cardiff para um único concerto na University’s Sherman Theater, é gravado e em 74 é editado um disco live : In Great Britain.
  • Já é galardoado em 1967 com o Grande Prémio de Poesia da Academia Francesa, Brassens recebe em 75 o Grande Prémio da Cidade de Paris, e depois o  Prémio do disco , entregue por Jacques Chirac em 1976. 
  • A saúde de Brassens, que sofre há quarenta anos de cólicas nefríticas, já não o deixam continuar no ritmo desenfriado das tournées. Grava em 1976 um álbum duplo instrumental das suas canções com Moustache et les Petits Français. Finalmente, depois de seis meses de concertos a Bobino de Outubro de 1976 a Março de 1977, Brassens grava o seu último álbum dedicado às « canções da sua juventude » («Avoir un bon copain», «Le petit chemin», «Puisque vous partez en voyage»), em proveito da associação Perce-neige, fundada por Lino Ventura.
  • A 29 de Outubro de 1981, Brassens morre em Saint–Gély–du–Fesc, de cancro. Mas de vinte anos depois da sua morte, as palavras de Brassens continuam a ter êxito. Se calhar, é isso a poesia !
  • Os gatos ocupam em Brassens um espaço privilegiado, porque dão amor sem contar.

 «Tinha» gatos, mas não os «possuía», não lhes dava nomes, os gatos eram todos «O gato».

Não os chamava, os gatos vinham a ele, ou não, quando queriam.

Respeitava a sua independência.

P... da vida

A boa da Margot

Depois de ouvir esta canção, se clicar no video de «La mauvaise réputation» poderá ouvir o CD inteiro com muitos dos êxitos de Brassens.

Après l’écoute de Brave Margot, si vous cliquez sur la vidéo de «La mauvaise réputation», vous pourrez écouter le CD entier avec beaucoup des meilleurs succès de Brassens.

Brave Margot

P...de toi

GEORGES BRASSENS

le poète qui chante les chats

  • georges-brassens-by-bd2[160045]Georges Charles Brassens est né à Sète, le 21 octobre 1921. Pas très studieux, il aime surtout blaguer avec les copains, écouter des disques et apprendre les milliers de chansons : Charles Trenet, Tino Rossi, Ray Ventura ou Mireille.
  • A quinze ans, il écrit ses premières chansons sur des musiques de Trenet et se laisse influencer par le swing, celui-ci sera le cœur de son univers musical.
  • En 1936, Brassens a quinze ans et fait, après la musique, l’autre découverte de sa vie. Alphonse Bonnafé, professeur de français au collège de Sète, parle de poésie avec ferveur et brio, ce qui captive Georges.
  • Brassens fait des bourdes d’ado : en 1939, en compagnie d’autres jeunes il participe à un vol de bijoux : 15 jours de prison avec sursis. La réputation en ville en est ternie. Pour calmer l’affaire, ses parents l’envoient chez une tante à Paris.
  • Brassens y arrive en février 1940. La tante Antoinette possède un piano droit qui lui permettra de se faire la main et d’improviser quelques mélodies. Brassens travaille comme apprenti relieur, puis comme tourneur chez Renault, à Boulogne-Billancourt. Mais le 3 juin 1942, une bombe s’abat sur l’usine et contraint les ouvriers au chômage. Après deux mois à Sète pour l’été, Brassens revient à Paris. Sa seule activité, désormais, est l’écriture. A la venvole, son premier recueil de poèmes, date de cette période. Pendant deux ans, il mène une vie de bohème.
  • En février 1943, le STO (Service du Travail Obligatoire) l’envoie à Basdorf en Allemagne. Pendant un an, Brassens y travaille, continue à composer des chansons et noue de fortes amitiés. Entre autre, avec Pierre Oteniente, employé au Trésor Public qui sera ensuite son secrétaire et homme de confiance.
  • La JeanneEn mars 1944, des per- missions sont finale- ment accordées aux tra- vailleurs français. C’est le moment de s’éclipser. Après les deux semaines de congés autorisés chez sa tante, il s’installe im- passe Florimont chez une amie de celle-ci Jeanne Le Bonniec – plus tard il lui rendit hommage dans «La cane de Jeanne» et «Chez Jeanne».
  • En 1945, Brassens achète sa première guitare et peaufine ses premières chansons: «Bonhomme», «Le mauvais sujet repenti» qui sortiront plus tard en disque, presque inchangées ; les musiques de «Brave Margot», «Le gorille» ou «Les croquants» sont déjà composées.
  • En 1947, Brassens rencontre Joha Heiman, alias «Püppchen», sa compagne jusqu’aux derniers jours.
  • Puis en 1951, c’est le tournant capital dans sa carrière, il se produit dans les cabarets. D’abord au Lapin Agile puis au Milord l’Arsouille. La chance survient le 6 mars 1952, lorsqu’il rencontre Patachou. Convaincue du talent de Brassens, elle accepte d’interpréter certaines de ses chansons («Brave Margot», «Les bancs publics») mais le pousse à chanter lui-même.
  • Jacques Canetti, propriétaire des Trois Baudets, s’enthousiasme à son tour : il offre à Brassens un engagement pour la saison, mais également la publication chez Polydor de quatre disques 78 tours («Le gorille» et «Le mauvais sujet repenti» ; «La mauvaise réputation» et «Le petit che- val» ; «Corne d’aurochs» et «Hécatombe», enfin «Le parapluie» et «Le Fossoyeur»).
  • Le TestamentLe succès a pointé son nez et ne se démentira plus. Brassens se pro- duit aux Trois Baudets. Suivront un premier con- cert à l’étranger (Bru- xelles le 19 mai) et une tournée de trente-six villes en France, puis Bobino en octobre.
  • Les années Brassens ont commencé. L’Olympia, le Premier Prix de l’Académie Charles Cros, une tournée en Suisse, au Maroc, en Belgique et en France confirmeront sa réussite en 1954. En 1955, Tunis, Alger, Bruxelles puis la France entière auront l’occasion le voir ou revoir sur scène. Les disques, les tournées et les années défilent, les passages à Bobino et l’Olympia se succèdent.
  • Mais Brassens touche également au cinéma en 1956, jouant et chantant dans Porte des lilas par René Clair. En 1964, il écrit l’emblématique Les copains d’abord», pour le film Les copains, d’Yves Robert.
  • En 1973, Brassens se déplace à Cardiff pour un concert exceptionnel à l’University’s Sherman Theater, enregistré et en 74 sort un disque live : In Great Britain.
  • Déjà récompensé en 1967 du Grand Prix de Poésie de l’Académie Française, Brassens reçoit en 75 le Grand Prix de la Ville de Paris, puis le Prix du disque, remis par Jacques Chirac en 1976. 
  • La santé de Brassens, qui souffre depuis quarante ans de coliques néphrétiques, ne lui permet plus de poursuivre le rythme effréné des tournées. Il enregistre en 1976 un double album instrumental de ses chansons  avec Moustache et les Petits Français. Enfin, après six mois de concerts à Bobino d’octobre 1976 à mars 1977, Brassens enregistre son dernier album consacré aux « chansons de sa jeunesse » («Avoir un bon copain», «Le petit chemin», «Puisque vous partez en voyage»), au profit de l’association Perce-neige, fondée par Lino Ventura.
  • Le 29 octobre 1981, Brassens meurt à Saint–Gély–du–Fesc, des suites d’un cancer. Plus de vingt ans après sa mort, les mots de Brassens font toujours mouche. C’est peut-être ça, la poésie !

Les chats chez Brassens occupent une place de choix, parce qu’ils donnent de l’amour sans compter.

 Il «avait» des chats, mais ne les «possédait» pas, ne les prénommait pas, les chats étaient tous «Le chat».

Il ne les appelait pas, les chats venaient vers lui, ou pas, quand ils voulaient.

Il respectait leur indépendance.

O gato e os cançonetistas – 1 – Le chat et les chansonniers – 1


LE CHAT DE CLAUDE NOUGARO

400px-Claude_Nougaro-130904-0007WPFilho de Pierre Nougaro, cantor de ópera, e de Liette Tellini, professora de piano italiana (e primeiro prémio de piano do conservatório) Claude Nougaro, nasceu a 9 Setembro de 1929 em Tolosa e morreu a 4 de Março de 2004 em Paris.

Poeta e autor-compositor francês, grande apreciador de jazz, de música latina e africana, brincava com as palavras da língua francesa, ao longo da sua carreira dedicou-se a uma insólita junção dos géneros, a juntar canção francesa e ritmos. Paralelamente com as suas actividades de cantor, Claude Nougaro dedicou-se à pintura e ao desenho.

Com doze anos, escutava Glenn Miller, Edith Piaf, Bessie Smith e Louis Amstrong na rádio o que, entre outras coisas, o inspirou para seguir esta via. Em 1947, falhou o exame do12º ano, e em Paris iniciou-se jornalismo. Ao mesmo tempo, escreveu umas canções para Marcel Amont (Le Barbier de Séville, Le Balayeur du roi) e Philippe Clay (Joseph, La Sentinelle). Conheceu Georges Brassens, que ficou um amigo e o seu mentor, e escreveu poesia romântica assim como humorística.

Claude Nougaro mandou textos a Marguerite Monnot, compositora de Édith Piaf, que lhes arranja música (Méphisto, Le Sentier de la guerre). Claude começou a cantar para ganhar o seu sustento em 1959 num cabaret parisiense, o « Lapin Agile», em Montmartre.

Em 1958, decidiu cantar os seus próprios textos, com um primeiro álbum escrito e gravado com o seu parceiro de escrita Michel Legrand. Todavia o êxito só se manifestou em 1962 : Une petite fille e Cécile ma fille (dedicada a sua filha, nascida em 1962 da sua mulher Sylvie, que conhecera no «Lapin Agile»). Essas canções o fizeram logo descobrir pelo grande público. No princípio dos anos 60, ele introduziu de novos ritmos na canção francesa e compôs numerosas canções, inspiradas de temas e de ritmos de jazz que seduziram o público.

Um acidente rodoviário imobilizou-o durante vários meses em 1963. No ano seguinte, fez uma viagem ao Brasil. No regresso, fez umas digressões em salas de prestígio : o Olympia, o Palácio de Inverno de Leão, o Teatro da Cidade em Paris. O seu filho Pablo nasceu duma união com uma Brasileira.

Em 1965, iniciou uma colaboração duradoura com o pianista de jazz Maurice Vander, que se tornou no seu principal parceiro musical (arranjador, pianista e co-compositor). Além de Vander e Legrand, Nougaro soube rodear-se com a fina flor nacional e internacional.

Embora ferozmente oposto à política, os acontecimentos de Maio de 68 inspiraram-lhe um torrencial Paris Mai, pleito pela vida, que foi proibido de passar nos médias. No mesmo ano gravou o seu primeiro álbum live no Olympia : Um serão com Claude Nougaro.

A sua canção Toulouse foi uma vibrante homenagem à sua cidade natal.

Continuou então uma carreira regular, puntuada de êxitos : le Jazz et la Java inspirada dum tema de Three to Get Ready de Dave Brubeck,  Tu verras, adaptação francesa de O que será de Chico Buarque de Holanda, l’Île de Ré, Armstrong , com Roger Guérin no trompete.

Em 1971, voltou a juntar-se a Michel Legrand para a banda sonora original do filme La ville bidon do realizador Jacques Baratier, amigo de Audiberti, (Nougaro cantou La décharge e Sa maison).

Deixou Philips por Barclay em 1975. Depois de um álbum julgado com resultados fracos (Bleu Blanc Blues) em 1985, a sua editora não renovou o seu contrato. Aliás fez alusão a isso na sua canção Mon disque d’été. Decidiu vender a sua casa de Montmartre e foi para Nova Iorque, à procura de inspiração, escreveu e gravou ali um disco financiado pela WEA, sob a direcção de Philippe Saisse, músico de renome por essas bandas, e cujo produtor executivo era Mick Lanaro, um velho cúmplice : foi então Nougayork, cujo êxito estrondoso foi uma surpresa irónica.

Em 1988  recebeu as Victoires de la musique do melhor álbum e do melhor artista, e de 1993 a 1997, ele produziu três novos álbuns.

À partir de 1995, ano em que foi operado ao coração, a sua saúde piorou. Em 2003, não conseguiu participar ao Festival do verbo em Tolosa devido ao estado da sua saúde. De 1998 a 2004, dedicou-se mais a concertos e festivais. Também participou ao álbum Sol en cirque do colectivo Sol en Si.

Em 2002, Claude Nougaro  fez uma tournée em toda a França com um espectáculo falado, chamado Les fables de ma fontaine, onde retomou alguns dos seus textos (Victor e Plume d’ange entre outros – o espectáculo foi gravado em DVD).  Em 2003 e 2004, preparou um álbum para a etiqueta jazz Blues Note Records. O disco intitulado La Note bleue saiu a título póstumo a 30 de Novembro de 2004.

Junto o texto da canção, en francês porque não é possível traduzir os trocadilhos  do texto.

Ce titre est extrait de l’album : Hombre et Lumière   –   Année de sortie : 1995  |  Label : Mercury

Le chat nougaro - paroles

220px-Claudenougaro060607

Fils de Pierre Nougaro, chanteur d’opéra, et de Liette Tellini, professeur de piano italienne (et premier prix de piano au conservatoire) Claude Nougaro, naquit le 9 septembre 1929 à Toulouse et mourut le 4 mars 2004 à Paris.

Poète et auteur-compositeur français, grand amateur de jazz, de musique latine et africaine, il jouait des mots avec la langue française, il s’est appliqué tout au long de sa carrière dans un insolite mariage des genres, à unir chanson française et rythmes. Parallèlement à ses activités de chanteur, Claude Nougaro s’est adonné à la peinture et au dessin.

À douze ans, il écoutait Glenn Miller, Edith Piaf, Bessie Smith et Louis Amstrong à la radio ce qui, entre autres, l’inspira à suivre cette voie. En 1947, il échoue au baccalauréat, et débute alors à Paris dans le journalisme. En parallèle, il écrit des chansons pour Marcel Amont (Le Barbier de Séville, Le Balayeur du roi) et Philippe Clay (Joseph, La Sentinelle). Il rencontre Georges Brassens, qui devient son ami et son mentor, et écrit de la poésie romantique et aussi humoristique.

Claude Nougaro envoie des textes à Marguerite Monnot, compositrice d’Édith Piaf, qui les met en musique (Méphisto, Le Sentier de la guerre). Il commence à chanter pour gagner sa vie en 1959 dans un cabaret parisien, le «Lapin Agile», à Montmartre.

En 1958, il décide de chanter ses propres textes, avec un premier album écrit et enregistré avec son partenaire d’écriture Michel Legrand. Le succès ne se manifestera néanmoins qu’en 1962 : Une petite fille et Cécile ma fille (dédiée à sa fille, née en 1962 de sa femme Sylvie, rencontrée au «Lapin Agile»). Ces chansons le firent immédiatement connaître du grand public. En ce début d’années 1960, il introduisit de nouveaux rythmes dans la chanson française et composa de nombreuses chansons, inspirées de thèmes et rythmes de jazz qui séduisirent le public.

Un accident de voiture l’immobilisa plusieurs mois en 1963. L’année suivante, il partit en voyage au Brésil. Au retour, il se produisit dans des salles prestigieuses : l’Olympia le Palais d’Hiver de Lyon, le Théâtre de la Ville à Paris. Son fils Pablo naquit d’une union avec une Brésilienne.

En 1965, il entama durablement sa collaboration avec le pianiste de jazz Maurice Vander, qui deviendra son principal partenaire musical (arrangeur, pianiste et co-compositeur). Outre Vander et Legrand, Nougaro sut s’entourer de la fine fleur nationale et internationale.

Bien qu’il soit farouchement opposé à la politique, les évènements de  Mai 68 lui inspirèrent un torrentiel Paris Mai, plaidoyer pour la vie, qui sera interdit d’antenne. Il enregistra la même année son premier album live à l’Olympia : Une soirée avec Claude Nougaro.

Sa chanson Toulouse est un vibrant hommage à sa ville natale.

Sa carrière se poursuivit alors de façon régulière, ponctuée de succès : le Jazz et la Java s’inspirant d’un thème de Three to Get Ready de Dave Brubeck,  Tu verras, adaptation française de O que será de Chico Buarque de Holanda, l’Île de Ré, Armstrong , avec Roger Guérin à la trompette.

En 1971, il retrouva Michel Legrand pour la bande originale du film La ville bidon du réalisateur Jacques Baratier, ami d’Audiberti, (Nougaro chanta La décharge et Sa maison).

Il quitta Philips pour Barclay en 1975. Après un album jugé décevant au niveau des résultats (Bleu Blanc Blues) en 1985, sa maison de disques ne renouvela pas son contrat. Il y fit d’ailleurs une allusion dans sa chanson Mon disque d’été. Il décida de vendre sa maison de Montmartre et partit alors pour  New York, en quête d’inspiration, écrivit et enregistra sur place un disque financé par WEA, sous la direction de Philippe Saisse, musicien réputé là-bas, et dont le producteur exécutif était Mick Lanaro, un vieux complice : ce fut Nougayork, dont le succès retentissant fut une surprise ironique.

Il fut récompensé en 1988  par les Victoires de la musique du meilleur album et du meilleur artiste, et de 1993 à 1997, il sortit trois nouveaux albums.

Sa santé se dégrada à partir de 1995, année où il subit une opération du cœur. En 2003, il ne put se produire au Festival du verbe à Toulouse en raison de son état de santé. De 1998 à 2004, il se consacra davantage à des concerts et des festivals. Il participa également à l’album Sol en cirque du collectif  Sol en Si.

En 2002 Claude Nougaro se produisit dans toute la France avec un spectacle parlé, nommé Les fables de ma fontaine, où il reprend plusieurs de ses textes (dont Victor et Plume d’ange – le spectacle a fait l’objet d’une captation en DVD).  En 2003 et 2004, il prépara un album pour le label jazz Blues Note Records. Le disque intitulé La Note bleue sortit à titre posthume le 30 novembre 2004.

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

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