Os gatos e la pintura -17- Almada Negreiros – Les chats et la peinture -17


Acabei de ver a bela exposição de Almada Negreiros no Museu Gulbenkian, e ali encontrei uns gatos! Não podia deixar de editar deste post que fazia falta à nossa colecção, com os aplausos da Mounette!

José Sobral de Almada Negreiros (aqui retratado pelo Stuart de Carvalhais), artista plástico e escritor, nasceu em 1893 em São Tomé e Príncipe. Estudou no colégio jesuíta de Campolide, para onde entrou em 1900, aos sete anos de idade, após a morte prematura da mãe, em 1896, e a partida definitiva do pai para Paris nesse mesmo ano.

Aí realizou os jornais manuscritos “República”, “Mundo” e “Pátria”. Após o encerramento do colégio na chegada da República, frequentou entre 1910 e 1911, o liceu de Coimbra, de onde passou para a Escola Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Em 1915, integrado no grupo “Orpheu”, centrou a sua polémica ideológica numa crítica cerrada a uma geração e a um país que se deixava representar por uma figura como Júlio Dantas. Mostrando-se convicto de que « Um dia, Portugal há de abrir os olhos », lançou, em 1917, um “Ultimato Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX”, precavendo-as contra a «decadência nacional», em que a «indiferença absorveu o patriotismo».

Entre 1919 e 1920 retomou os estudos de pintura em Paris. De regresso a Lisboa, adquiriu uma serenidade bem expressa na sua afirmação de que «entre mim e a vida não há mal entendidos». Mas, em 1927, de novo desgostoso com a falta de abertura do país às novas correntes ideológicas e culturais, foi para Madrid. Aí, como já antes o fizera em Lisboa, a par da sua actividade nas artes plásticas, colaborou com a imprensa. Com o agravamento da crise económica e social espanhola, após a proclamação da República, Almada regressou a Lisboa, em Abril de 1932. À consciência nacional que Paris lhe trouxera acrescentava agora uma «consciência ibérica culturalmente definida por valores líricos de uma certa lusitaneidade». Em 1934, casou com a pintora Sara Afonso.

Almada Negreiros, conhecido como «Mestre Almada», colaborou em várias revistas de vanguarda como “Orpheu” (de que foi co-fundador). Participou em exposições de arte, nomeadamente na I Exposição dos Humoristas Portugueses (1911), a primeira do modernismo nacional. Como artista plástico, são de realçar os seus murais na gare marítima de Lisboa, os trabalhos para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima (mosaico e pintura) e o célebre retrato de Fernando Pessoa. Pintor do advento do cubismo, a sua actividade artística estendeu se ainda à tapeçaria, à decoração e ao bailado.
Publicou peças de teatro (“Antes de Começar”, 1919; “Pierrot e Arlequim”, 1924; e “Deseja-se Mulher”, 1928); o romance “Nome de Guerra”, 1925, mas publicado apenas em 1938; poemas “Meninos de Olhos de Gigante” (1921), “A Cena do Ódio”, “As Quatro Manhãs” (1935) e “Começar” (1969); e uma série de textos de crítica e polémica, dispersos pelas publicações em que colaborava. De entre estes, destacam se o “Manifesto Anti-Dantas” (1915), verdadeiro libelo de reacção ao ambiente cultural estagnado e academizante da época, o “Manifesto” (1916), o “Ultimato Futurista às Gerações Portuguesas” (1917) e “A Invenção do Dia Claro” (1921).

A sua obra representa uma síntese, única na sua geração, das tendências modernistas e futuristas de então, não apenas por, como artista, ser multifacetado, mas também pela sua capacidade de fusão e conjugação, nas letras e na pintura, das vertentes plástica, gráfica e poética. Almada Negreiros faleceu em 1970.

Em 1873, o poeta Rimbaud dera o mote: «Há que ser absolutamente moderno». Almada Negreiros (1893-1970) leva-o à letra ao recusar entender o modernismo como uma moda, segundo a qual bastaria vestir os estereótipos da representação (e depois da abstracção).

Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade”.

José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid, 1927

 A partir do texto de Mariana Pinto dos Santos com Ana Vasconcelos

Série de vidros pintados para uma representação de lanterna mágica com o título: La tragedia de Doña Ajada, de que infelizmente só consegui a ampliação de quatro dos icones. Parece, pelo título, ter sido executado durante a sua estadia em Madrid.

Série de verres peints pour une représentation de lanterne magique intitulée: La tragedia de Doña Ajada, dont malheureusement je n’ai trouvé que l’agrandissement de quatre images. Il semblerait, selon le titre, avoir été exécuté durant son séjour à Madrid.

Je viens de voir la magnifique exposition de Almada Negreiros au Musée Gulbenkian de Lisbonne, et j’y ai rencontré des chats! Il fallait donc que j’édite ce post qui manquait à notre collection, applaudie avec  enthousiasme par Mounette!

José Sobral de Almada Negreiros, artiste plastique et écrivain, est né le 7 avril1893 à Saint-Thomas-et-l’Île-du-Prince. Il fit ses études au collège jésuite de Campolide à Lisbonne, où il entra en 1900, à sept ans, après la mort prématurée de sa mère, en 1896, et le départ  définitif de son père pour Paris à la même date.

C’est au collège qu’il réalisa des journaux manuscrits, le “República”, le “Mundo” et le “Pátria”. Le collège ferma après l’avènement de la république, il fréquenta alors, entre 1910 et 1911, le lycée de Coimbra, puis passa par l’École National des Beaux-Arts de Lisbonne. En 1915, intégré dans le groupe “Orpheu”, il centra sa polémique idéologique sur une critique féroce à une génération et à un pays qui se laissait représenter par une figure telle que Júlio Dantas. Se déclarant convaincu de ce que «Portugal ouvrira un jour les yeux », il lança, en 1917, un “Ultimatum Futuriste aux Générations Portugaises du XXe siècle “, les alertant contre la «décadence nationale», où «l’indifférence a absorbé le patriotisme».

Entre 1919 et 1920, Almada Negreiros reprit ses études de peinture à Paris. De retour à Lisbonne, il acquit une sérénité bien exprimée dans son affirmation de que «entre moi et la vie il n’y a pas de mal entendus». Mais, en 1927, à nouveau chagriné par le manque d’ouverture du pays aux nouveaux courants idéologiques et culturels, il partit pour Madrid. Comme il l’avait déjà fait à Lisbonne, en plus de son activité dans les arts plastiques, il collabora avec la presse. La crise économique et sociale espagnole s’étant aggravée après la proclamation de la République, Almada rentra à Lisbonne, en avril 1932. À la conscience nationale que Paris lui avait apporté, il ajoutait maintenant une «conscience ibérique culturellement définie par des valeurs lyriques d’une certaine «lusitanéité». En 1934, il épousa l’artiste peintre Sara Afonso.
Almada Negreiros, connu comme «Maître Almada», collabora dans diverses revues d’avant-garde comme “Orpheu” (dont il fut co-fondateur). Il participa à des expositions d’art, entre autres, la Ire Exposition des Humoristes Portugais (1911), la première du modernisme national. Comme artiste plastique, il faut citer ses peintures murales à la gare maritime de Lisbonne, les travaux pour l’église de Notre Dame de Fátima (mosaïque et peinture) et le célèbre portrait de Fernando Pessoa (qu’il n’osa aborder qu’après le décès du poète). Peintre de l’avènement du cubisme, son activité artistique comporta également la tapisserie, la décoration et le ballet.
Il publia des pièces de théâtre (“Avant de Commencer”, 1919; “Pierrot et Arlequin”, 1924; e “On demande une femme”, 1928); le roman “Nom de Guerre”, 1925, mais seulement publié en 1938; des poèmes “Meninos de Olhos de Gigante” (1921), “A Cena do Ódio”, “As Quatro Manhãs” (1935) et “Começar” (1969); et une série de textes de critique et polémique, dispersés dans les publications où il collaborait. Parmi ceux-ci, le fameux “Manifeste Anti-Dantas” (1915), véritable libellé contre l’ambiance culturelle stagnante et académisante de l’époque, le “Manifeste” (1916), l’”Ultimatum Futuriste aux Générations Portugaises” (1917) et “L’Invention du Jour Claire” (1921).

Son œuvre représente une synthèse, unique dans sa génération, des tendances modernistes et futuristes de l’époque, non seulement pour, comme artiste, être multifacetté, mais aussi par sa capacité de fusion et conjugaison, dans les lettres et dans la peinture, des aspects plastiques, graphiques et poétiques. Almada Negreiros s’est éteint le 15 juin 1970.
En 1873, le poète Rimbaud a donné le ton: «Il faut être absolument moderne». Almada Negreiros le prit à la lettre en refusant de comprendre le modernisme comme une mode, selon laquelle il suffirait de vêtir les stéréotypes de la représentation (et ensuite de l’abstraction).

Être moderne c’est comme être élégant: ce n’est pas une façon de se vêtir, mais une façon d’être. Être moderne n’est pas faire de la calligraphie moderne, c’est être le légitime inventeur de la nouveauté.

José de Almada Negreiros, conférence: Le Dessin, Madrid, 1927

 Tiré du texte de Mariana Pinto dos Santos et d’Ana Vasconcelos

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