Siné, o cartoonista ou os gatos também choram! – Siné, le cartooniste ou les chats aussi pleurent!


220px-SineMaurice Sinet, dito Siné, nasceu a 31 de Dezembro de 1928 no 20º bairro de Paris foi um desenhador e caricaturista francês que acabou de falecer a 5 de Maio de 2016, no hospital, depois de uma operação.

Filho de Fabienne Ducrocq, Maurice Sinet passou a sua infância em Paris. O destino do seu pai natural, Laurent Versy, artista em ferragem, condenado a vários anos de trabalhos forçados, contribuiu à sua distância crítica em relação ao Estado, a Justiça e a Polícia. Siné usou o nome do marido da sua mãe, Albert Sinet, de quem ela se divorciou para voltar a casar com Laurent Versy, após ter este cumprido a sua pena.

Com catorze anos, Siné entrou na famosa École Estienne e ali estudou desenho e aprendeu a fazer maqueta. A noite, ganhava a vida a cantar em cabarés. Certo dia, encontrou desenhos de um Romeno que se tornara um dos melhores  ilustradores americanos : Saul Steinberg. Será uma das suas principais fontes de inspiração artística : « Logos que vi os desenhos de Steinberg tive um  «coup de foudre» e decidi tentar esta profissão. »

Entre 1946 e 1948, foi cantor no grupo de cabaré: Les Garçons de la rue. Ao terminar o seu serviço militar, de que passou a maior parte castigado na prisão, começou a desenhar e efectuar retoques em fotos de revistas pornográficas da época.

Publicou o seu primeiro desenho no France Dimanche em 1952 e recebeu o Grande Prémio do Humor Negro em 1955 pela sua recolha Com- plainte sans Paroles.

Em 1957, com Jean Yanne para os textos, desenhou numa revista anticlerical J’y va-t-y j’y Vatican e Ça fait des bulles

Uma série de desenhos baseados em trocadilhos ilustrados com gatos contribuiu a revelá-lo  Pompe à chats (edição de autor) em 1956 e Portée de chats em 1957. Então é contratado pelo jornal semanário L’Express como desenhador político.

Chat luthier gall sauvage

Manifestou as suas opiniões anticolonialistas durante a guerra da Argélia. Depois de uma temporada agitada no L’Express, fundou o seu próprio jornal, Siné Massacre que lançou com o editor Jean-Jacques Pauvert. Jacques Vergès fundou o Révolution africaine, com o qual Siné participou durante pouco tempo, no final de 1962. Jacques Vergès lançou também em França o mensal Révolution; com o desenhador Strelkoff, Siné foi nomeado secretário de redacção. Os dois desenhadores só publicaram poucos desenhos nos 12 números publicados da revista. Mas Siné sentiu falta de liberdade em relação a certos assuntos que apreciava mais (religião, sexo, política…), e preferiu cessar essa colaboração.

Em maio de 1968, Siné fundou L’Enragé com Jean-Jacques Pauvert. Em 1981, Siné juntou-se à equipa de Charlie Hebdo assinando a rúbrica « Siné sème sa zone ». Também em 1981, contactaram-no para a emissão Droit de Réponse na TF1. Em 1984, Siné recebeu o Prémio Honoré Daumier.

Chat ouilleux,pitre et terton

Em 1992, retomou a rúbrica « Siné sème sa zone » no novo Charlie Hebdo, todavia teve alguns atritos com a nova direcção, que acabaram com um despedimento, devido à vários processos acusando-o de anti-sémitismo. A 24 de fevereiro de 2009 é absolvido em Lyon, os juízes considerando que Siné usara o seu direito à sátira. A 30 de Novembro de 2010, o tribunal de grande instância de Paris condenou Charlie Hebdo por prejuízo moral e financeiro para com Siné. O julgamento aliás precisou que« não se pode pretender que os termos da crónica de Siné sejam anti-semitas… nem que este cometera uma falta ao escrevê-los. » As Éditions Rotatives, sociedade editora do semanário,deviam  pagar 40 000 euros de perdas e danos a Maurice Sinet por ruptura abusiva de contrato. Charlie Hebdo apelou, e em Dezembro de 2012, o Supremo Tribunal de Paris confirmou a sentença e aumentou o montante das perdas e danos para 90 000 euros.

A 27 de Agosto de 2008, Siné anúnciou no seu blog a publicação a 10 de Setembro do seu próprio semanário satírico, intitulado Siné Hebdo, com a sua esposa Catherine Failliot como chefe de redacção. Entre os cerca de cinquenta colaboradores contam-se Guy Bedos, Philippe Geluck, Christophe Alévêque, Jackie Berroyer, Benoît Delépine, Isabelle Alonso, Denis Robert, Michel Onfray, Delfeil de Ton… Os accionistas do jornal foram Siné, a sua esposa Catherine, Guy Bedos, Michel Onfray e um amigo do casal Sinet, assim como l’Association des Mal Élevés.

Segundo Siné, « será  um jornal de humor, libertário, o que deveria ter sido Charlie se tivesse ficado na tradição inicial », « uma folha que não respeitará nada » e « que cagará tranquilamente na cola e nos bégonias sem se importar com os raios e coriscos e as inimizades de todos os chatos. »

Sem rendimento suficiente, o jornal acabou a 28 de Abril de 2010. Todavia, ano e meio mais tarde, Siné, a sua mulher e grande parte da equipa de Siné Hebdo recomeçam a aventura com Siné Mensuel, « o jornal que faz doer e sabe bem», cujo primeiro número saiu em Setembro de 2011. Foi um êxito, visto que 50 000 leitores o compraram.

Grande amador de jazz, Siné ilustrou  numerosos livros sobre o jazz, como também capas de discos. Alguns dos seus desenhos foram utilizados para ilustrar a capa de obras, como Parents contre profs do jornalista Maurice Mashino, porque o desenho permite à primeira vista uma compreensão perfeita do conteúdo.

Siné também assinou a capa do livro La Marseillaise de Marc-Édouard Nabe em 1989, mostrando o saxofonista de jazz Albert Ayler, e uma recolha de poemas do mesmo escritor,  Loin des Fleurs.

Ilustrou vários capas de romances saídos na colecção Livre de Poche (entre os quais Zazie dans le Métro de Raymond Queneau)

Siné encarnou o filósofo Bernard-Henri Siné, paródia de Bernard-Henri Lévy, na emissão Groland Magazine. Apareceu também no filme Louise-Michel, de Gustave Kervern e Benoît Delépine, durante uma cena rodada no «familistère» da fábrica Godin, e também em Mammuth, dos mesmos autores, onde tem o papel de um viticultor.

A 13 de Outubro de 2010, saiu nos ecrãs franceses o documentário Mourir ? Plutôt crever ! que lhe foi consagrado,  realizado por Stéphane Mercurio. Residia há vários anos em Noisy-le-Sec.

Chat siné for ever!

BxLqqUOccobLVvueW1b1f6E_6FQMaurice Sinet, dit Siné, est né le 31 décembre 1928 dans le 20e arrondissement de Paris est un dessinateur et caricaturiste français. Siné vient de mourir le 5 mai 2016, des suites d’une opération des poumons, à l’âge de 87 ans

Fils de Fabienne Ducrocq, Maurice Sinet passa son enfance à Paris, entre Barbès et Pigalle. Le sort de son père naturel, Laurent Versy, ferronnier d’art, condamné à plusieurs années aux travaux forcés, contribua à sa distance critique envers l’État, la justice et la police.  Siné porta le nom du mari de sa mère, Albert Sinet, dont elle a divorcé pour se remarier avec Laurent Versy.

À quatorze ans, il entra à l’École Estienne et y étudia le dessin et la maquette. La nuit, il gagnait sa vie en chantant dans les cabarets. Un jour, il tomba sur les dessins d’un Roumain devenu le plus célèbre des illustrateurs américains : Saul Steinberg. Ce sera l’une de ses principales sources d’inspiration artistique : « Dès que j’ai vu les dessins de Steinberg, j’ai eu le coup de foudre et j’ai décidé d’essayer ce métier. »

Entre 1946 et 1948, il fut chanteur dans le groupe de cabaret : Les Garçons de la rue.

À son retour du service militaire, qu’il passa en grande partie en prison, il commença à dessiner et à faire des retouches sur les photos des revues pornographiques de l’époque. Il publia son premier dessin dans France Dimanche en 1952 et reçut le grand prix de l’Humour Noir en 1955 pour son recueil Complainte sans Paroles. En 1957, avec Jean Yanne pour les textes, il dessina dans une revue anticléricale J’y va-t-y j’y Vatican puis Ça fait des bulles .

cat apulte + chat pelet

Une série de dessins basée sur des jeux de mots mettant en scène des chats contribua à le faire connaitre – Pompe à chats (à compte d’auteur) en 1956 et Portée de chats en 1957. Il entra alors à L’Express comme dessinateur politique.

Il exprima ses opinions anticolonialistes pendant la guerre d’Algérie. Après un passage houleux à L’Express, il fonda son propre journal, Siné Massacre qu’il lança avec l’éditeur Jean-Jacques Pauvert. Jacques Vergès fonda Révolution africaine, à laquelle Siné participa quelque temps, fin 1962. Jacques Vergès lança aussi en France le mensuel Révolution ; Siné y fut nommé, avec le dessinateur Strelkoff, secrétaire de rédaction. Les deux dessinateurs ne publieront que peu de dessins dans les 12 numéros que comptera cette revue. Mais Siné manquait de liberté sur certains sujets qui lui tenaient à cœur (religion, sexe, politique…), et préféra cesser cette collaboration.

Chat fleuriEn mai 1968, Siné fonda L’Enragé avec Jean-Jacques Pauvert. En 1981, Siné rejoignit l’équipe de Charlie Hebdo et signa la rubrique « Siné  sème sa zone ». En 1981 aussi, on fit appel à lui pour l’émission Droit de Réponse sur  TF1.En 1984, il reçut le prix Honoré Daumier.

En 1992, il reprit la rubrique « Siné sème sa zone » avec le nouveau Charlie Hebdo, non sans quelques heurts avec la nouvelle direction, qui se soldèrent par un renvoi, dû à plusieurs procès l’accusant d’antisémitisme. Le 24 février 2009, il fut relaxé à Lyon, les juges considérant que Siné avait usé de son droit à la satire. Le 30 novembre 2010, le tribunal de grande instance de Paris condamna Charlie Hebdo pour préjudice moral et financier à l’encontre de Siné. Le jugement précisa en effet qu’« il ne peut être prétendu que les termes de la chronique de Siné sont antisémites… ni que celui-ci a commis une faute en les écrivant. » Les Éditions Rotatives, société éditrice de l’hebdomadaire, devront verser 40 000 euros de dommages et intérêts à Maurice Sinet pour rupture abusive de contrat. Charlie Hebdo fit appel, et en décembre 2012, la cour d’appel de Paris confirma la sentence et augmenta le montant des dommages et intérêts à 90 000 euros.

chat perçant, pa e kespeare

Le 27 août 2008, Siné annonça sur son blog la sortie le 10 septembre de son propre hebdomadaire satirique, intitulé Siné Hebdo, avec pour rédactrice en chef  son épouse Catherine Failliot. Parmi la cinquantaine de collaborateurs se trouvaient Guy Bedos, Philippe Geluck, christophe Alévêque, Jackie Berroyer, Benoît Delépine, Isabelle Alonso, Denis Robert, Michel Onfray, Delfeil de Ton… Les actionnaires du journal étaient Siné, son épouse Catherine, Guy Bedos, Michel Onfray et un ami du couple Sinet, ainsi que l’Association des Mal Élevés.

D’après Siné, « ce sera un journal d’humour, libertaire, ce qu’aurait dû être Charlie s’il était resté dans la tradition initiale », « un canard qui ne respectera rien » et « qui chiera tranquillement dans la colle et les bégonias sans se soucier des foudres et des inimitiés de tous les emmerdeurs ».

btIwCW3a6lrqmI5tgV1qRHTEt2cFaute de rendement suffisant, le journal dut s’arrêtaér le 28 avril 2010  Toutefois, un an et demi plus tard, Siné, sa femme et une grande partie de l’équipe de Siné Hebdo reprirent l’aventure avec Siné Mensuel, « le journal qui fait mal et ça fait du bien », dont le premier numéro fut mis en vente en septembre 2011. Ce fut un franc succès, puisqu’il fut tout de suite  acheté par environ 50 000 lecteurs.

Grand amateur de jazz, Siné a illustré de nombreux livres sur le jazz, ainsi que des pochettes de disques. Certains de ses dessins ont été utilisés pour l’illustration de la page de couverture d’ouvrages, comme Parents contre profs du journaliste Maurice Mashino, parce que le dessin permet d’un coup d’œil une approche parfaite du contenu .

Il a également signé la couverture du livre La Marseillaise de Marc-Édouard Nabe en 1989, représentant le saxophoniste de jazz Albert Ayler, ainsi qu’un recueil de poèmes du même écrivain, Loin des Fleurs.

les chats livreIl a notamment illustré plusieurs couvertures de romans parus au Livre de Poche (dont Zazie dans le Métro de Raymond Queneau) Il résidait depuis plusieurs années à Noisy-le-Sec.

Siné incarna le philosophe Bernard-Henri Siné, parodie de Bernard-Henri Lévy, dans l’émission Groland Magzine. Il apparut également dans le film Louise-Michel, de Gustave Kervern et Benoît Delépine, durant une scène tournée dans le familistère de l’usine Godin, ainsi que dans Mammuth, des mêmes auteurs, où il joua le rôle d’un viticulteur.

Le 13 octobre 2010, sortit sur les écrans français le documentaire Mourir ? Plutôt crever ! qui lui était consacré, réalisé par Stéphane Mercurio.

Siné vient de mourir, le 5 mai 2016, des suites d’une opération des poumons, à l’âge de 87 ans.

Mário Miranda, cartoons que não esquecem os gatos – cartoons qui n’oublient pas les chats


MarioMirandaMário Miranda nasceu em Damão então Índia portuguesa de pais Goeses católicos.  Na sua tenra idade, quando a sua mãe o viu desenhar nas paredes da casa, ofereceu-lhe um caderno para dar livre expressão à sua imaginação, que ele chamou seu Diário. Até teve problemas na escola por fazer caricaturas de padres católicos. Os primeiros cartoons de Mário Miranda apresentavam vinhetas sobre a vida de uma aldeia goesa, o tema com o que sempre foi mais conhecido.

Fez os seus estudos secundários em St. Joseph’s Boys High School, em Bengalore e seguiu formar-se em história no St. Xavier’s College de Mumbai (Bombaim), seguindo para  o Indian Administrative Service (IAS). Depois disso, começou a estudar arquitectura por ordem dos pais, mas perdeu rapidamente o interesse

686f925246767f2a01e0322bfdd9c3faMiranda começou a sua carreira num estúdio de publicidade, onde trabalhou durante 4 anos antes de se dedicar aos cartoons a tempo inteiro. Teve o seu primeiro êxito como cartoonista no The Illustrated Weekly of India que publicou alguns dos seus trabalhos. Os seus desenhos e cartoons trouxeram-lhe também uma oportunidade de trabalho na revista Current . Um ano mais tarde, o Times of India ofereceu-lhe um espaço, embora primeiro o tenham rejeitado. Depois disso, as suas criações, tais como Miss Nimbupani e Miss Fonseca, apareceram regularmente em FeminaEconomic Times, e The Illustrated Weekly of India.

Depois de passar cinco anos na Inglaterra, Miranda regressou a Mumbai onde voltaram a recebê-lo no seu antigo emprego no Times of 29e19ea6ce1dcdae417fdca355ea6dc8India, onde trabalhou com o reputado car- toonista, R. K. Laxman.

Mais tarde, Miranda conheceu a artista Habiba Hydari. Casaram e tiveram dois filhos, Raul e Rishaad.

A boa oportunidade de Miranda aconteceu em 1974, quando, con- vidado pelos  United States In- formation Services, foi para a América, o que lhe proporcionou a divulgação da sua arte e interagir com outros cartoonistas nos EUA. Teve assim a oportunidade de trabalhar com Charles Schulz, o criador dos Peanuts e de co- nhecer Herblock, o cartoonist editorial do Washington Post.

Recebeu os prémios Padma Shri (1988) e Padma Bhushan (2002). A All India Cortoonist Asscociation atribuiu-lhe o Prémio de Carreira. O rei Juan Carlos de Espanha condecorou Mário Miranda com a maior honra civil a Cruz da Ordem de Isabel, a Católica” que lhe foi entregue a 11 de Novembro de 2009, na sua residência familiar de Loutulim por Don Miguel Nieto Sandoval e em 29 de Dezembro de 2009 Portugal, lhe entregou a Ordem do Infante D. Henrique. Mario Miranda recebeu postumamente o prémio Padma Vibhushan, o Segundo Prémio mais alto da República de Índia, pelo presidente, em 4 de Abril de 2012.

fish-market-mario-mirandaFez exposições individuais em 22 paises, incluindo os Estados-Unidos, o Japão, o Brasil, a Austrália, Singapu- ra, a França, a Jugoslá-via, e Portugal.

Os cartoons de Miranda ornamentam as paredes do mais famoso lugar do sul de Bombaim, o Café Mondegar, em Colaba.  Em 1990, o dono, Rushi Yazdegardi pediu ao Mário Miranda para decorar duas paredes opostas do café, cada uma com temas diferentes: o primeiro com Vidas em Mumbai e a outra com Atmosfera no café. Caricaturas de Mário Miranda podem também ser vistas no mercado municipal de Panjim, Goa, assim como noutras partes da Índia.

 Miranda elaborou também o vídeo ” Mile Sur Mera Tumbara”, que inclue as mais notáveis personalidades das artes na Índia, em filmes, literatura, música, e desportos.

cafe_mondegarDedicou-se também a pintura e ilustrou li- vros. Gostava de viajar e ouvir música e tinha intenção de escrever as suas memórias sobre a sua juventude em Goa ilustradas com aguare- las, na altura da sua reforma, mais não teve tempo de o fazer.

Já retirado, Miranda viveu na casa da família, em Loutolim, uma aldeia em Salcete, Goa, com a sua mulher, o mais novo dos seus filhos e os seus animais de estimação. Essa casa figura no filme de Shyam Benegal, de 1985, Trikaal. Mesmo depois de retirado, as obras de Miranda continuavam a ser vistas regularmente nas  publicações de Mumbai, e ele foi convidado a viajar até países como Maurícia e Espanha, onde desenhou as suas culturas locais.

A 11 de Dezembro de 2011, Mário Miranda morreu de causas naturais na sua casa de Loutolim. As exéquias tiveram lugar a 12/12/11 na Igreja de Loutolim, onde o choral de Miguel Cotta, cantou pela primeira vez a versão de Pie Jesu de Andrew Lloyd Webber. O corpo de Mário Miranda foi cremado, segundo os seu desejo relatado pela esposa, no Hindu Crematorium em Pagifond, Margao.

Em 2013, um cruzamento em Mumbai recebeu o nome de Miranda. Em 2 de Maio 2016, o Google o homenageia com um doodle pelo 90 aniversário do seu nascimento. O doodle mostra uma cena dos arredores de Mumbai durante a época das chuvas.

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Mario MirandaMário Miranda naquit à Damão, alors territoire de l’Inde portugais, de parents Goenses catholiques.  dans son enfance, lorsque sa mère le vit dessiner sur les murs de la maison mãe, elle lui offrit un cahier pour donner libre cours à son imagination, qu’il appela son Journal . Il eut même des problèmes à l’école pour dessiner des caricatures de pères catholiques, ses professeurs. Les premiers cartoons de Mário Miranda représentaient de scènes sur la vie d’un village de Goa,le thème qui lui donna sa célébrité.

Il fit ses études secondaires à St. Joseph’s Boys High School, à Bengalore et se formas en Histoire au St. Xavier’s College de Mumbai (Bombay), allant ensuite au Indian Administrative Service (IAS). Il commença des études d’architecture selon l’ordre de ses parents, mais perdit rapidement tout intérêt.

792ed4b803180f42c44158a204a6da74Miranda commença sa carrière dans un studio de publicité, où il travailla pendant 4 ans avant de se dédier aux cartoons à plein temps. Son premier succès comme cartooniste fut au The Illustrated Weekly of India qui publia quelque-uns de ses travaux. Ses dessins et cartoons lui donnèrent aussi l’occasion de publier dans la revue Current . Un an plus tard, le Times of India lui offrit un espace, bien que de prime abord il ait été refusé. Ensuite, ses créations, comme Miss Nimbupani et Miss Fonseca, parurent régulièrement dans FeminaEconomic Times, et The Illustrated Weekly of India.

Après cinq ans passés en Angleterre, Miranda rentra à Mumbai où on le reçut de nouveau à son ancien emploi au  Times of India, où il travailla avec le cartooniste réputé, R. K. Laxman.

Plus tard, Miranda fit la connaissance de l’artiste Habiba Hydari. Ils se marièrent et eurent deux garçons, Raul et Rishaad.

La grande chance de Miranda vint en 1974, quand, invité par les  United Sta- tes Information Ser- vices, il se rendit en Amérique, ce lui lui permit la divulgation de son art et interagir avec d’autres cartoo- nistes aux USA. Ainsi il eut l’occasion de travailler avec Charles M. Schulz, le créateur des Peanuts et de connaître Herblock, le cartooniste éditorial du Washington Post.

9b673200cde9ab00dda59ce3a98ce379Mário Miranda reçut les Prix Padma Shri (1988) et Padma Bhushan (2002). La All India Cortoonist Asscociation lui attribua le Prix de Carrière. Le roi Juan Carlos de Espanha  décora Mário Miranda avec la plus grande décoration civile, la Croix de l’Ordre d’Isabelle, la Catholique qui lui fut remise le 11 novembro 2009, dans sa residence familiale de Loutulim par Don Miguel Nieto Sandoval et le 29 décembre 2009 le Portugal, lui remis l’Ordre de l’Infant D. Henrique. Mario Miranda reçut à titre postume le prix Padma Vibhushan, le Second Prix le plus haut mais de la République de l’Inde, le 4 avril  2012.

Il fit des expositions individuelles dans 22 pays, dont les USA, le Japon, le Brésil, l’Australie, Singapoure, la France,  la Yougoslavie, et le  Portugal.

Les cartoons de Miranda ornent les murs de l’endroit le plus fameux du sud de Bombay, le Café Mondegar, à Colaba.  En 1990, le propriétaire, Rushi Yazdegardi demanda à Mário Miranda qu’il décore les deux murs opposés du café, chacun avec un sujet différent: le premier avec Vies à Mumbai et l’autre avec Atmosphère au café. Des caricatures de Mário Miranda peuvent aussi être admirées au marché municipal de Panjim, Goa, comme dans d’autres régions de l’Inde .

 Miranda élabora également la video ” Mile Sur Mera Tumbara”, qui inclue les plus marquantes personnalités des arts en Inde, au cinéma, en littérature, musique et sports.

16332658816_7a77d515e0_bIl se dédia à la peinture et illustra des livres. Aimant voyager et écouter de la musique, il avait l’intention d’écrire les mémoires de son enfance à Goa illustrées avec des aquarelles,au moment de sa retraite, mais il n’eut pas le temps de le faire.

Retraité, Miranda vécut dans la maison de famille, à Loutolim, un village de Salcete, Goa, avec sa femme, son fils cadet et ses animaux d’estimation. cette maison figure dans le film de Shyam Benegal, de 1985, Trikaal. Même une fois retraité, les œuvres de Miranda continuèrent à paraitre régulièrement dans des publications de Mumbai, et il fut convié à voyager dans des pays tels que l’île Maurice et l’Espagne, où il dessina leurs cultures locales.

Le 11 décembre 2011, Mário Miranda s’éteignit dans sa maison de Loutolim et le  12, eurent lieu les obsèques à l’église de Loutolim, où la chorale de Miguel Cotta, chanta en première la version de Pie Jesu de Andrew Lloyd Webber. Le corps de Mário Miranda fut incinéré, selon son désir énoncé par son épouse, au Hindu Crematorium à Pagifond, Margao.

En 2013, un croisement routier de Mumbai reçut le nom de Miranda.

Le 2 Mai 2016,  Google lui rend hommage avec un doodle pour le 90ème anniversaire de sa naissance. Le doodle montre une scène des alentours de Mumbai à l’époque des pluies.

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

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