Os gatos e o crime – Martha Grimes – Chats et Polars


author_martha2Nascida a 2 de Maio de 1931 em Pittsburg, Pensilvânia (onde o seu pai era o procurador da cidade), Martha Grimes passava todos os Verões no hotel da sua mãe, no oeste do Maryland. As suas recordações favoritas daquela altura eram a sua mãe a cozinhar e as produções de teatro do seu irmão na grande garagem atrás do hotel onde ela era raramente admitida.

Desde sempre amante da língua inglesa, a sua primeira obra foi Send Bygraves, um policial dramático, utilizando as convenções do tradicional policial britânico para explorar a natureza do crime, o criminoso e o investigador criminal.

indexMartha mandou a novela, sem a ajuda de nenhum agente a vários editores. Em 1979, um editor de Little Brown Inc., encontrou o livro na «pilha das pieguices» (onde largavam os manuscritos não solicitados para algum assistente ler) e decidiu publicar The Man with a Load of Mischief com uma tiragem de 3000 exemplares. O livro saiu em 1981, e dali em diante Martha Grimes publicou um livro (por vezes dois) por ano.

Na altura dos seus quarto e quinto livros, Martha Grimes recebeu uma maior atenção dos médias que não só aplaudiram  a sua habilidade como Americana para escrever autênticos mistérios britânicos como  misturar os conceitos da forma britânica com  o tom e a atmosfera de um Americano. “Help the Poor Struggler é mais uma novela americana, com harmonias cínicas à maneira de Raymond Chandler” (Time magazine, 7/15/85). Na lista dos melhores bestsellers de 1987, The Five Bells & Bladebone foi o seu livro que  “furou” na famosa lista do New York Times. As suas duas obras seguintes, The Old Silent and The Old Contemptibles, também entraran na famosa lista, tanto em capa mole como em capa dura. De The Old Contemptibles, o New York Times Book Review disse: “A autora  mantém-nos cativados com as ricas vidas íntimas e públicas dos personagens nesta saga familial emocionalmente tempestuosa.”

51kJ33LKo4L._SX303_BO1,204,203,200_Em 1992, com a publicação de The End of the Pier, Martha  Grimes largou os seus queridos personagens da série Richard Jury para escrever uma novela contemporânea situada no Oeste do Maryland que combina o enigma de um assassino em série com uma pungente história dos problemas de relacionamento entre uma mãe e seu filho. O livro mostrou-a como uma escritora de mérito fora do âmbito da ficção policial — “The End of the Pier” acaba por ser dois livros num só: “uma novela de mistério suculenta e a exploração do comportamento humano que poucos leitores esquecerão” (San Francisco Chronicle, 2/7/92). O segundo livro da série — Hotel Paradise — saiu quatro anos mais tarde e foi aplaudido pela crítica como  “ Um lugar bastante parecido com a própria novela: fora do tempo, quase inacreditável totalmente cativante” (Washington Post, 5/26/97)

A Casa em ruínasEm 1993, com a saída de The Horse You Came in On, Martha trouxe Richard Jury e Melrose Plant a America pela primeira vez para o pub com este nome, em Baltimore, Maryland. Foi tal o êxito e a reacção positiva dos fãs (O Presidente da Câmara de Baltimore ofereceu-lhe a chave da cidade e declarou o 12 de Agosto de 1993 o “Dia de Martha Grimes”) que ela trouxe Richard Jury de novo na América em Rainbow’s End para investigar um caso que o levou a Santa Fé, no Novo México.  

Em 1997, Martha Grimes levou Richard Jury e Melrose Plant de volta à Inglaterra em  The Case Has Altered. The New York Times Book Review aplaudiu e a novela foi nomeada Livro do Ano.

A saída de Biting the Moon a 15 de Abril de 1999, marca uma nova orientação de Grimes, o primeiro de uma nova serie de livros focando a prevenção contra o abuso sobre os animais com duas heroínas adolescentes. Ela doou dois terços dos seus lucros à organizações contra o abuso sobre os animais em todo o país  e disse, “não acredito que as pessoas estão THE BLACK CAT - MARTHA GRIMESindiferentes perante o bem-estar dos animais, é possível que o contrário seja verdadeiro as pessoas estão tão afectadas com relatos de abusos sobre os animais que simplesmente não querem saber.” Cold Flat Junction (2001) and Belle Ruin (2005) continuam as aventuras de um detective de 12 anos, Emma Graham.

Com a publicação de The Blue Last em Setembro de 2001, A Sra. Grimes regressou à lista de Bestsellers do New York Times. Recebeu mais correio dos fãs preocupados com a “morte” de Richard Jury, os títulos seguintes da série Jury: The Grave Maurice (2003), The Winds of Change (2004), The Old Wine Shades (2006), Dust (2007) e The Black Cat (2010) foram também best sellers do New York Times.

MARTHA GRIMESNée le 2 mai 1931 à Pittsburg, Pennsylvanie (où son père était le procureur de la ville ), Martha Grimes passait tous ses étés à l’hôtel de sa mère, dans l’ouest du Maryland. Ses souvenirs favoris de cette période sont sa mère à la cuisine et les productions théâtrales de son frère dans le grand garage derrière l’hôtel où elle était rarement admise.

Depuis toujours amante de la langue anglaise, son premier livre fut Send Bygraves, un policier dramatique, utilisant les conventions du traditionnel livre policier britannique pour explorer la nature du crime, le criminel et l’enquêteur criminologiste.

Martha envoya la nouvelle, sans l’appui d’aucun agent à plusieurs éditeurs. En 1979, un rédacteur de Little Brown Inc., trouva le livre dans la  «pile des mièvreries» (où étaient largués les manuscrits non sollicités pour être lu par un quelconque assistant) et il décida de publier The Man with a Load of Mischief avec un tirage de 3000 exemplaires. Le livre sortit en 1981, et depuis lors Martha Grimes publie un livre (parfois deux) par an.

Send BygravesLors de ses quatrième et cinquième livres, Martha capta une plus grande attention des médias qui non seulement  applaudirent  son habileté en tant qu’Américaine pour écrire d’authentiques romans policiers britanniques comme pour mélanger les concepts de la forme britannique avec le ton et l’atmosphère d’un Américain. “Help the Poor Struggler est une nouvelle américaine, avec des harmonies cyniques à la façon de Raymond Chandler” (Time magazine, 7/15/85). Dans la liste des meilleurs bestsellers de 1987,  The Five Bells & Bladebone  fut son livre qui  “s’imposa” dans la fameuse liste du New York Times. Ses deux œuvres suivantes, The Old Silent et The Old Contemptibles, figurèrent également dans la fameuse liste, tant en édition brochée comme en cartonnée. De The Old Contemptibles, le New York Times Book Review a dit: “L’auteur  nous maintient captivés par la richesse des vies intimes et publiques des personnages dans cette saga familiale émotionnellement tempétueuse.”

Le fantôme de la LandeEn 1992, avec la parution de The End of the Pier, Martha largua ses chers personnages de la série Richard Jury pour écrire une nouvelle contemporaine située dans l’ouest du Maryland qui combine l’énigme d’un assassin en série avec une histoire poignante des problèmes relationnels entre une mère et son fils. Le livre la révèle comme un écrivain de mérite au-delà de la fiction policière — The End of the Pier est deux livres en un seul: “une nouvelle policière succulente et l’exploration du comportement humain que peu de lecteurs oublieront” (San Francisco Chronicle, 2/7/92). Le second livre de la série — Hotel Paradise — parut quatre ans plus tard et fut applaudi par la critique comme  “ Un lieu assez ressemblant avec la propre nouvelle: hors du temps, presque incroyable totalement captivante” (Washington Post, 5/26/97)

En 1993, avec la sortie de The Horse You Came in On, Martha emmena Richard Jury et Melrose Plant en Amérique pour la première fois au pub du même nom, à Baltimore, Maryland. Le succès fut tel ainsi que la réaction positive des fans – Le maire de Baltimore lui offrit la clé de la cité et déclara le 12 août 1993 le “Jour de Martha Grimes”– qu’elle ramena de nouveau en Amérique Richard Jury, dans Rainbow’s End, pour enquêter un cas qui le conduisit à Santa Fé, dans  le Nouveau Mexique.

The case has alteredEn 1997, Martha ramena Richard Jury et Melrose Plant en Angleterre,  dans The Case Has Altered. The New York Times Book Review applaudit et la nouvelle fut nommée Livre de l’Année.

La parution de Biting the Moon le 15 avril 1999, marqua une nouvelle orientation de Grimes, le premier d’une nouvelle série de livres parlant de la prévention contre les abus commis contre les animaux avec deux  héroïnes adolescentes. Elle fit le don de deux tiers de ses royalties à des organisations contre l’abus des animaux dans tout le pays  et déclara : “Je ne crois pas que les gens soient indifférents en relation au bien-être des animaux, il est possible que le contraire soit vrai — les gens sont tellement affectés par les nouvelles d’abus contre les animaux que simplement ils ne veulent pas savoir.” Dans Cold Flat Junction (2001) et Belle Ruin (2005) continuent les aventures d’une détective de 12 ans, Emma Graham.

Avec la parution de The Blue Last en septembre 2001, Madame Grimes se retrouva dans la liste de Bestsellers du New York Times. Elle reçut plus de courrier de fans préoccupés par la “mort” de Richard Jury. Les titres suivants de la série Jury: The Grave Maurice (2003), The Winds of Change (2004), The Old Wine Shades (2006), Dust (2007) et The Black Cat (2010) furent également des best sellers do New York Times.

 

O Gato do Castelo dos Mouros e outras aguarelas – Le chat du château des Maures et autres aquarelles – The Mourish Castle’s Cat and other watercolors


Amigos, estou mesmo a precisar de me desfazer de algumas das minhas aguarelas… Estas são de Sintra, todas único exemplar. Se lhes interessar podem contactar-me em cathlabey@gmail.com

Agradeço imenso a ajuda que me possam dispensar. Tenho mais aguarelas para ver em Coin de peintures, cujo link está no side bar deste blog.

Mes amis, j’ai vraiment besoin de me défaire de quelques unes de mes aquarelles… Celles-ci sont de Sintra (Portugal), toutes exemplaire unique. Pour les intéressés, contacter Cathlabey@gmail.com

Je vous remercie infiniment de l’aide que vous pourrez me dispenser. J’ai d’autres aquarelles au Coin de peinture dont le lien se trouve sur la colonne de droite de ce blog.

Dear friends, I really need to dispose of some watercolors of mine… These ones are of Sintra (Portugal), all unique original. Who is interested can contact me at Cathlabey@gmail.com

I already thank you very much for your help. I have more watercolors to appreciate in Coin de peinture which link you’ll find on the side bar of this blog.

árvore-seca-no-castelo-dos-mouros        Árvore Seca no Castelo dos Mouros – Arbre sec au château des Maures – Dry tree in Moorish castle

Dimensões: 29,6 X 19 cm – Suporte: Papel branco Dimensions: 29,6X19 cm – Support: Papier blanc Dimensions: 11.7X7.5 in – Support: White paper

de-colares-a-sintra

De Colares a Sintra – De Colares à Sintra – From Colares to Sintra

 Dimensões: 25 X 17 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 25X17 cm – Support: Papier blanc

Dimensions:  9.8X6.7 in – Support: White paper
portinhola-do-castelo-dos-mouros-com-gatoPortinhola do Castelo dos Mouros com gato – Porte du chemin de ronde du château des Maures avec chaton – Gateway of Moorish castle with cat

Dimensões: 17,5X25 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 17,5X25 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 6.9X9.8 in – Support: White paper

castelo-dos-mouros-sintraCastelo dos Mouros visto de Sintra – Château des Maures vu de Sintra – Moorish castle seen from Sintra

Dimensões: 34,2 X 24,2cm – Suporte: Papel branco   Dimensions: 34,2X24,2 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 13.5X9.5 in – Support:White paper

a-peninha-sintra

A Peninha – Castelo da Pena  – Château de Pena, «la petite Pena» – Pena’s Castle, «the little Pena»

Dimensões: 36,4 X 26,7 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 36,4X26,7 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 14.3X10.5 in – Support: White paper

Os gatos e a Pintura 14 – Louis Wain – Les chats et la peinture 14


Louis_Wain_-_LascellesLouis William Wain nasceu a 5 de Agosto de1860 no bairro de Clerkenwell, em Londres. O seu pai negociava tecidos, bordados e rendas, a sua mãe era francesa. Louis era o mais velho de seis crianças e o único rapaz.

Wain nasceu com um lábio leporino e o médico recomendou aos pais para não o mandarem à escola antes dos dez anos de idade e Wain passou grande parte da sua primeira juventude a vadiar em Londres. Depois, Louis estudou na West London School of Art e até tornou-se ali professor por um breve período. Com 20 anos, Wain teve de sustentar a sua mãe e suas irmãs depois da morte do seu pai.

Em breve, Wain deixou o ensino para tornar-se um artista por conta própria e conseguiu alcançar um substancial sucesso. Especializou-se no desenho de animais e cenas campestres, trabalhando para vários jornais entre os quais o Illustrated Sporting and Dramatic News, onde ficou durante quatro anos, e o Illustrated London News, no início de 1886. Nos anos 1880, a obra de Wain consistia em ilustrações detalhadas de casas e propriedades rurais inglesas, assim como de gado por encomenda de Feiras Agrícolas. Naquela altura a sua obra incluiu uma grande variedade de animais e ele guardou, a vida inteira, essa habilidade para desenhar criaturas de todo o género. Houve uma altura em que esperou poder viver a desenhar retratos de cães.

Louis Wain spent hours at the bedside of his dying wifeCom 23 anos, Wain casou com a preceptor a da sua irmã, Emily Richardson, que tinha mais 10 anos do que ele (o que era considerado escandaloso naquela época), e mudou-se com ela para Hampstead no norte de Londres. Um cancro da mama se declarou e Emily morreu três anos depois do casamento. Antes da morte de Emily, Wain descobriu o motivo que iria definir a sua carreira. Durante a sua doença, Emily ficara confortada pela presença do seu gato, Peter, um gatinho preto e branco que salvaram depois de ouvi-lo miar à chuva, numa noite. O moral de Emily era muito levantado pela presença de Peter, e Louis pôs-se a desenhar imensos esboços dele, que Emily o encorajou fortemente a publicar. Ela faleceu antes de isso acontecer, mas ele continuou a desenhar o gato. Mas tarde, escreveu acerca de Peter, “A ele, praticamente, pertence o início da minha carreira, a persistência dos meus esforços e a afirmação da minha obra.” Peter pode ser reconhecido em muitas das primeiras obras publicadas de Wain.

220px-Wain_Cat_(realistic)Wain ficou célebre pelos seus gatos antropomórficos. Em 1886, o primeiro desenho de gatos antropomorfizados de Wain foi publicado no número de Natal do Illustrated London News, intitulado“A Kittens’ Christmas Party”. A ilustração mostra 150 gatos, muitos sendo parecidos com Peter, fazendo coisas como mandar convites, segurar uma bola, jogar e discursar, espalhados em onze vinhetas. No entanto os gatos mantinham-se sem roupa e sem a variedade de expressões humanas que caracterizou a obra posterior de Wain.

The Louis Wain kitten book

Com o pseudónimo de George Henri Thompson, ilustrou numerosos livros para crianças escritos por Clifton Bingham e publicados por Ernest Nister.

H0267-L00848556Nos anos seguintes, os gatos de Wain começaram a andar em duas patas, sorrir largamente e apresentar outras expressões exageradas, vestindo roupas sofisticadas. As suas ilustrações mostram gatos a tocar instrumentos musicais, a servir chá, a jogar às cartas, pescar, fumar e assistir a óperas. Tais ilustrações antropomórficas de animais eram muito populares na Inglaterra vitoriana e divulgadas em cartões de aniversários ou de Natal e em ilustrações satíricas como as de John Tenniel.

Wain foi um artista prolífico nos trinta anos seguintes, Ilustrou cerca de cem livros infantis, e centenas de desenhos em jornais e revistas, incluindo o Louis Wain Annual, que durou de 1901 a 1915. Em 1898 e 1911 foi presidente do National Cat Club.

12102_1As ilustrações de Wain parodiavam os comporta- mentos. Escreveu, “Levo um caderno ao restau- rante ou outro lugar público, e desenho as pessoas em diferentes posições como se fos- sem gatos, guardando o mais possível as suas características huma- nas. Isso dá-me duplo sentido e acho esses estudos a minha melhor obra humorística”.

Participou em várias obras de caridade para os animais, como a Sociedade de Protecção dos Gatos e a Sociedade contra a Vivissecção, achando que ajudava à “Limpar o desprezo com que o gato foi contemplado na Inglaterra”.

Apesar da sua popularidade, Wain sofreu dificuldades financeiras toda a sua vida.  Teve de manter a mãe e as irmãs e tinha pouco jeito para negócios. Wain era modesto, ingénuo e facilmente explorado, nada apto para se defender no mundo da edição. Muitas vezes vendeu os seus desenhos sem exigir direitos de reprodução.

Foi a Nova Iorque em 1907, onde desenhou algumas tiras de banda desenhada, como Cats About Town e Grimalkin, para os jornais de Hearst. A sua obra granjeou muita admiração.

A sua saúde mental piorou e em 1924, as suas irmãs não aguentando mais o seu comportamento excêntrico e por vezes violento, o internaram no Hospital psiquiátrico de Sprinfield (para pobres), em Tooting. Um ano mais tarde, foi ali descoberto e o seu estado publicitado o que levou a apelos de figuras como H.G.Wells e uma intervenção pessoal do Primeiro-Ministro. Wain foi então transferido para o Bethlem Royal Hospital em Southwark, e depois, em 1930, wain-deathno Nasbury Hospital no norte de Londres, hospital bastante agradável com um jardim cheio de gatos, onde ele passou os seus últimos 15 anos de vida em paz. Embora com comportamento bipolar, continuou a desenhar por prazer. Nesse período, a sua obra se caracteriza com cores fortes, flores e padrões abstractos, embora o motivo principal se mantenha: o gato.

Faleceu com 78 anos a 4 de Julho de 1939 e está sepultado junto a seu pai, no cemitério londrino de Kensal Green.

H,G.Wells disse dele: “Fez o gato seu. Inventou um estilo de gato, uma sociedade de gato todo um mundo de gato. Os gatos ingleses que não se parecem nem vivem como os gatos de Louis Wain sentem-se envergonhados.”

Louis William Wain est né le 5 août 1860 dans le quartier de Clerkenwell, à Londres. Son père était négociant de tissus, de btroeries et de dentelles, sa mère était française. Il était l’aîné de six enfants, étant le seul garçon.

imagesWain est né avec un bec-de-lièvre et le médecin recommanda  aux parents de ne pas l’envoyer à l’école avant ses dix ans et Wain passa la plupart de sa prime jeunesse à vadrouiller dans Londres. Plus tard, Louis fréquenta la West London School of Art et y devint même professeur pour une brève période.

À 20 ans, Wain dut  prendre soin de sa mère et de ses sœurs après le décès de son père.

Bientôt, Wain abandonna l’enseignement pour devenir un artiste à son compte et réussit à obtenir un succès substantiel. Il se spécialisa dans le dessin d’animaux et scènes champêtres, travaillant pour plusieurs journaux dont l’Illustrated Sporting and Dramatic News, où il resta  quatre ans, et l’Illustrated London News, au début de 1886.

Cenas campestres

Dans les années 1880, l’œuvre de Wain comprenait des illustrations détaillées de maisons et de propriétés rurales anglaises, ainsi que de bétail commandées par des de Foires Agricoles. Durant cette période il dessina une grande variété d’animaux et maintint toute sa vie cette habileté à dessiner toute sorte de créatures. Il pensa un moment pouvoir vivre de portraits de chiens.

Louis_Wain_at_his_drawing_table_1890À 23 ans, Wain épousa la préceptrice de sa sœur, Emily Richardson, qui avait plus de mais 10 ans que lui (considéré scandaleux à cette époque), et déménagea avec elle à Hampstead au nord de Londres. Un cancer du sein se déclara  et Emily mourut trois ans après son mariage. Avant la mort d’Emily, Wain découvrit le thème qui allait définir sa carrière. Durant sa maladie, Emily se sentait réconfortée par la présence de son chat, Peter, un chaton noir et blanc, qu’ils avaient sauvé après l’avoir entendu miauler une nuit sous la pluie. Le moral d’Emily s’améliorait toujours en présence de Peter, et Louis se mit à dessiner beaucoup de croquis de lui, qu’Emily l’encouragea fortement à publier. 220px-Wein_catpokerElle décéda avant que cela arrive, mais il continua à dessiner le chat. Plus tard, il écrivit à propôs de Peter, “C’est pratiquement à lui, que je dois le début de ma carrière, la persistance de mes efforts et l’affirmation de mon œuvre.” On peut reconnaitre Peter dans beaucoup des premières œuvres publiées de Wain.

Wain dut sa notoriété à ses chats anthropomorphiques. En 1886, le premier dessin de chats anthropomorphiques de Wain fut publié dans le numéro de Noël du Illustrated London News, intitulé “A Kittens’ Christmas Party”. 91157f3af43b681f279c668a138d4d93L’illustration montre 150 chats, Beaucoup ressemblant à Peter, faisant des choses comme envoyer des invitations, tenir une balle, jouer et discourir, répandus au long de onze cases. Cependant les chats continuent sans vêtements et sans la variété d’expressions humaines qui caractérisa l’œuvre postérieure de Wain. Sous le pseudonyme de George Henri Thompson, il illustra de nombreux livres pour enfants écrits par Clifton Bingham et publiés par Ernest Nister.

Les années suivantes, les chats de Wain commencèrent à marcher sur deux pattes, à sourir largement et à présenter d’autres expressions exagérées, avec des vêtements sophistiqués. Ses  illustrations montrent des chats qui jouent des instruments de musique, servent du thé, jouent aux cartes, pêchent, fument et vont à l’opéra. Ces illustrations anthropomorphiques d’animaux étaient très populaires dans l’Angleterre victorienne et divulguées en cartes d’anniversaires ou de Noël et en illustrations satiriques comme celles de John Tenniel.

631_001Wain fut un artiste prolifique les trente années suivantes. Il illustra près de cent livres pour enfants, et réalisa des centaines de dessins dans des journaux et des revues, ainsi comme dans le Louis Wain Annual, qui dura de 1901 à 1915. En 1898 et 1911 il fut le président du National Cat Club.

Les illustrations de Wain parodiaient souvent le comportement. Il écrivit: “J’emporte un cale- pin au restaurant ou autre endroit publi- que, et je dessine les gens en positions diverses comme s’ils étaient des chats, gardant le plus possible leurs caracté. ristiques humaines. Cela me donne un double sens et je trouve ces études ma meilleur œuvre humoristique ».

Il participa à plusieurs œuvres de charité pour les animaux, comme la Société de Protection des Chats et la Société contre la Vivisection, trouvant qu’il aidait à “Effacer le mépris dont on contempla le chat en Angleterre”.

Malgré sa popularité, Wain passa par des difficultés financières toute sa vie.  Il lui fallait soutenir sa mère et ses sœurs et n’avait pas  le sens des affaires. Wain était modeste, ingénu et facilement exploité, pas du tout apte à se défendre dans le monde de l’édition. Il a souvent vendu ses dessins sans exiger aucuns droits de reproduction.

waincatstripWain se rendit à New York en 1907, où il dessina quelques strips de comics books, comme Cats About Town et Grimalkin, pour les journaux de Hearst. Son travail lui valut beaucoup d’admiration.

Sa santé mentale se dégrada et en 1924, ses sœurs, ne supportant plus son comportement excentrique et parfois violent, le firent interner à l’Hôpital psychiatrique de Sprinfield (pour les pauvres), à Tooting. Un an plus tard, on l’y découvrit et son état rendu public provoqua des appels de figures comme H.G.Wells et une intervention personnelle du Premier Ministre. Wain fut alors transféré au Bethlem Royal Hospital à Southwark, puis, en 1930, au Nasbury Hospital au nord de Londres, hôpital assez agréable avec un jardin plein de chats, où il passa ses dernières 15 années de vie en paix. Bien qu’ayant un comportement bipolaire, il continua à dessiner pour le plaisir.  Durant cette période, son œuvre se  caractérise par des couleurs fortes, des fleurs et des éléments abstraits, bien que le motif principal se maintienne: le chat.

Wain est mort à 78 ans, le 4 juillet 1939 et se trouve enterré auprès de son père, au cimetière londonien de Kensal Green.

H,G.Wells dit de lui: Le chat c’est lui. Il a créé un style de chat, une société de chats, tout un univers du chat. Les chats anglais dont l’apparence et le comportement ne ressemblent pas aux chats de Louis Wain n’ont pas de quoi être fiers. 

Ceia Natal + batalha de almofadas

Blue sketchs

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Large eye cat, comic strip 1897+ Comicals Cats

Et alors? E depois?

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Bien dormi, merci!

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