Buz Sawyer by Roy Crane – 4


Condor - Buz SAWYERcapaEm Outubro de 2011,  publiquei uma pequena história de Buz Sawyer, acompanhada por uma breve bio- grafia de Roy Crane, seu criador, que pode alcançar clicando aqui.

O que mais me atrai no desenho de Roy Crane, além dos felinos, claro, é a simplicidade do traço que, todavia, consegue retratar expressões varia- díssimas, com uma acuidade fantástica.

Buz Sawyer tem a braços outra investigação «gatarral», publicada em Portugal, em 24 páginas, no nº1 do volume 33 da pequena revista semanal Condor Popular (que durou de 1954 a 1973, em 88 volumes com 10 revistas, de 32 páginas cada e em pequeno formato).  Aqui têm as oito primeiras páginas.

Buz Sawyer pag 2 e 3

Buz Sawyer pag. 4 e 5

Buz Sawyer pag. 6 e 7

Buz Sawyer pag. 8 e 9(Continua)

En octobre 2011, j’ai publié une petite histoire de Buz Sawyer, acompagnée d’une brève biographie de son auteur, Roy Crane, que vous pouvez retrouver en cliquant ici.

Ce qui me plaît le plus dans le dessin  de Roy Crane, en plus des félins, bien sûr, c’est la simplicité du trait qui toutefois réussit magistralement à rendre des expressions très variées d’une justesse fantastique.

Buz Sawyer doit résoudre une nouvelle enquête «chatesque», publiée au Portugal, en 24 pages, dans la petite revue hebdomadaire Condor Popular, au nº1 do volume 33, (qui dura de 1954 à 1973 en 88 volumes de 10 revues de 32 pages chaque, en petit format).  Voici les huit premières pages.

Buz Sawyer pag. 2 et 3

Buz Sawyer pag. 4 et 5

Buz Sawyer pag. 6 et 7

Buz Sawyer pag. 8 et 9(À suivre)

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Equilibro indispensável


Não posso deixar de partilhar convosco este vídeo que demonstra inequivocamente a importância do equilíbrio na natureza, infelizmente muitas vezes destruído pela imbecilidade e ganância de certos humanos. Com a devida vénia ao magnífico blogue do meu bom amigo António Martinó de Azevedo Coutinho, «O Largo dos Correios», onde se pode ler entre outras coisas:

«Uma série de mini-documentários produzidos pela ONG Sustainable Manexemplifica a importância de cada animal, no seu respectivo ecossistema. Um dos vídeos mais significativos é precisamente Como os Lobos Mudam os Rios.

Como os Lobos Mudam os Rios conta esta história, verídica, ressaltando a importância de cada animal e lembrando que todos nós todos estamos ligados em rede.

Não é apenas na Internet 

Os gatos e a pintura 12 – Judith Jans Leyster – Les chats et la peinture 12


Judith_Leyster_-_Two_Children_with_a_Cat_-_WGA12955Judith Jans Leyster (ou Leijster) foi uma pintora da Idade de Ouro Holandesa. Leyster executava pinturas de género, retratos e naturezas mortas. Toda a sua obra for a atribuída a Frans Hals até 1893, quando Hofstede de Groot foi o primeiro a atribuir-lhe sete pinturas, das quais seis eram assinadas com o seu característico monograma ‘JL*’ com uma estrelinha de lado. Era um trocadilho: “Lei-ster” significa “Lead star” ou seja «Estrela guia» em neerlandês, o que era o nome usual para a estrela polar naquela altura utilizado pelos marinheiros holandeses. Leistar era o nome da cervejaria do seu pai, em Haarlem. (Só ocasionalmente ela assinava as suas obras com o nome completo.)

Leyster nascera em Haarlem a 28 de Julho de 1609, oitava criança de Jan Willemsz Leyster, um alfaiate e cervejeiro local. Embora pouco se sabe do seus estudos pictóricos, ela já tinha fama suficiente em 1628 para ser referenciada no livro de Samuel Ampzing intitulado Beschrijvinge ende lof der stadt Haerlem.

A Boy and a girl with a cat and an eel, detailPretende-se que Leyster enveredou na carreira de pintora por causa da bancarrota do seu pai e a necessidade de sustentar a família. Pode ter aprendido o ofício com Frans Pietersz de Grebber que dirigia um atelier respeitado em Haarlem nos anos1620. Nessa época, a sua família mudou-se para a província de Utrecht e Judith pode ter tido contactos com os discípulos de Caravaggio de Utrecht.

O seu primeiro trabalho reconhecido é datado de 1629, quatro anos antes de entrar no grémio dos artistas. Em1633, ela era membro do Grémio de São Lucas de Harleem, a segunda mulher a ser ali registada. A primeira pintora registada fora Sara van Baalbergen, em 1631, que como Leyster, não era oriunda de uma família de artistas de Haarlem. Houve mais mulheres pintoras nessa altura em Haarlem, mas como trabalhavam no atelier famíliar não precisavam de qualificações profissionais para assinar os seus trabalhos ou dirigir um atelier.

auto retratoO seu Auto-retrato, de 1633 (National Gallery of Art, Washington, D.C.), for a proposto para a sua apresentação no Grémio. Esse auto-retrato marcou uma viragem em relação à rigidez dos anteriores auto-retratos femininos para uma pose mais descontraída e mais dinâmica. Na verdade, era muito mais descontraído que qualquer auto-retrato neerlandês, comparáveis principalmente com alguns dos retratos por Hals. Todavia, parece improvável que ela vestisse uma roupa tão formal quando pintava a óleo, especialmente o largo cabeção de renda.

Em 1636, Judith Leyster casou com Jan Miense Molenaer, um artista prolífico em temas similares. Na esperança de melhores proventos, mudaram-se para Amsterdão, onde ele já tinha uma clientela. Permanecera ali durante onze anos antes de regressar nas redondezas de Haarlem (em Heemstede). Ali partilharam um atelier numa casinha situada nos terrenos do actual parque Groenendaal. Leyster e Molenaer tiveram cinco filhos, só dois sobreviveram até a idade adulta.

A maior parte das obras assinadas de Judith Leyster são de 1629 –1635, o que coincide com o período antes do casamento e da maternidade. Há muito poucas obras depois de 1635: duas ilustrações num livro sobre túlipas de 1643, um retrato de 1652, e uma natureza morta de 1654 que foi recentemente encontrada numa colecção particular. Leyster pode também ter trabalhado em colaboração com o marido. Judith Leyster faleceu a 10 de Fevereiro de 1660. Tinha 50 anos.

Judith Jans Leyster (ou Leijster) fut une femme peintre de l’Âge d’Or néerlandais. Leyster exécutait des peintures de genre, des portraits et des natures mortes. Toute son œuvre fut attribuée à Frans Hals jusqu’en 1893, quand Hofstede de Groot fut le premier à lui attribuer sept peintures, dont six étaient signées avec son monogramme caractéristique ‘JL*’, flanqué d’une étoile. C’était un jeu de mots: “Lei-ster” signifie “Lead star” (étoile-guide) en néerlandais, c’était le nom courant de l’Étoile Polaire, à l’époque utilisé par les marins hollandais. Le Leistar était le nom de la brasserie de son père à Haarlem (Ce n’est qu’occasionnellement qu’elle signa ses toiles de son nom complet.)leyster-boy-girl-cat-eel-NG5417-fm

Leyster est née à Haarlem le 28 juillet 1609, huitième enfant de Jan Willemsz Leyster, tailleur et brasseur local. Bien qu’on sache fort peu au sujet de ses études artistiques, Judith Leyster avait déjà une réputation suffisante en 1628 pour figurer dans le livre de Samuel Ampzing intitulé Beschrijvinge ende lof der stadt Haerlem.

On dit que Leyster a suivi une carrière de peintre à cause de la banqueroute de son père et donc alimenter la famille. Il se peut qu’elle ai fait son apprentissage chez Frans Pietersz de Grebber qui dirigeait un atelier de renom à Haarlem dans les années1620. Alors, sa famille déménagea dans la province d’Utrecht et Judith a probablement eu des contacts avec les disciples de Caravaggio à Utrecht.

Sa première œuvre reconnue date de 1629, quatre ans avant d’entrer à la guilde des artistes. En1633, elle fut membre de la Guilde de Saint Luc de Haarlem, la deuxième femme à y être admise. La première peintre admise fut Sara van Baalbergen, en 1631, qui comme Judith Leyster, ne venait pas d’une famille d’artistes de Haarlem. À cette époque, il y eut plusieurs autres femmes peintres à Haarlem, mais comme elles travaillaient dans l’atelier de leur famille, elles n’avaient pas besoin de qualifications professionnelles pour signer leurs œuvres ou diriger un atelier.

signatureSon Autoportrait, de 1633 (National Gallery of Art, Washington, D.C.), fut sélectionné pour sa présentation à la Guilde. Cet autoportrait marqua un virage en relation à la rigidité des antérieurs autoportraits féminins par une pose plus décontractée et plus dynamique. En effet, il était beaucoup plus décontracté que tout autoportrait néerlandais de l’époque, comparable principalement avec certains portraits peints par Hals. Toutefois, il semble improbable qu’elle vêtit une robe si apprêtée pour peindre à l’huile, spécialement a large collerette de dentelle..

Blompotje *oil on panel *69.7 x 50.4 cm *signed b.c.: Judith . molenaers 1654

En 1636, Judith Leyster se maria avec Jan Miense Molenaer, un artiste prolifique en thèmes similaires. Dans l’espoir de meilleurs revenus, ils déménagèrent à Amsterdam, où il avait déjà une clientèle. Ils y restèrent onze ans avant de retourner dans le voisinage d’Haarlem (à Heemstede). Ils y partagèrent un atelier dans une petite maison située sur le terrain de l’emplacement actuel du Park Groenendaal. Leyster et Molenaer eurent cinq enfants, dont seulement deux atteignirent l’âge adulte.

La majeure partie de l’œuvre signée de Judith Leyster est de 1629 –1635, ce qui coïncide avec la période antérieure au mariage et à la maternité. Il y a três peu de choses après 1635: deux illustrations pour un livre sur les tulipes de 1643, un portrait de 1652, et une nature morte de 1654 qui fut récemment découverte dans une collection privée. Leyster peut aussi avoir travaillé en collaboration avec son mari. Judith Leyster mourut le 10 février 1660. Elle avait 50 ans.

Gatos, gatos e peixes-gato – Chats, chats et poissons-chat


Catfish and girl

No renovado blogue A Filactera, encontrei hoje uma ilustração de Gemma Román «Redhead Lady and Catfish», que reproduzo com a devida vénia, e que me lembrou que temos gatos não somente na terra como na água…

Ocasião para falar um pouco dos segundos, que abordei numa das ilustrações dos meus «Provérbios com gatos» editados pela ASA em Abril 2012.

Os peixes-gato ou bagres são siluriformes, uma ordem de peixes da classe Actinopterygiimais. Os mais conhecidos são o peixe-gato comum e o siluro glane, geralmente chamado « siluro », o panga, criado em aquacultura, o panga gigante, o peixe-gato gigante do Mekong (Pangasiodon gigante ) o maior peixe de água doce até hoje identificado como o único parasita vertebrado a atacar o ser humano.

poisson-chat-imageOs siluros devem o seu nome de « peixes-gato » ao facto de a maior parte deles (mas não todos) possuir um, ou vários, pares de barbilhos em volta da boca, chamados em geral «bigodes», que lembram as vibrissas dos gatos (que também são vulgarmente chamadas bigodes).

Os peixes-gato não têm escamas: alguns têm o corpo coberto de placas ossudas, e outros têm a pele nua (e geralmente viscosa).

Nos peixes-gato, a bexiga-natatória* está ligada ao ouvido por uma série de pequenos ossos, chamados o aparelho de Weber. Os peixes possuidores desse aparelho de Weber podem utilizar a sua bexiga-natatória como uma espécie de « caixa-de-ressonância », para aumentar os sons que captam na água: portanto esses peixes têm uma audição muito desenvolvida.

Uma bexiga-natatória é um saco interno cheio de gás. Permite aos peixes ficarem entre duas águas.

Segundo uma lenda, o Japão encontra-se sobre o dorso de um gigantesco peixe-gato, Namazu, que vive adormecido nas profundezas da terra. Quando acorda, agita-se e provoca terramotos.

Namazu_01

Dans le blogue rénové A Filactera, j’ai trouvé aujourd’hui una illustration de Gemma Román «Redhead Lady and Catfish», que je reproduis ici en haut, et qui m’a rappelé que nous avons des chats non seulement sur terre mais aussi dans l’eau…

Les poissons-chats (Ictalurus Melas), ou silures, sont un grand groupe de poissons à nageoires rayonnées, de l’ordre des siluriformes de la classe Actinopterygiimais.

Les poissons-chats les plus connus sont le poisson-chat commun et le silure glane, plus couramment appelé « silure », le panga, créé en aquaculture, le panga géant, le poisson-chat géant du Mékong (Pangasiodon géant ) le plus grand poisson d’eau douce identifié jusqu’ici comme l’unique parasite vertébré capable d’attaquer l’être humain. Mais il existe, en fait, plus de 3000 espèces de poissons-chats, qui sont classés en 36 familles.

Les silures doivent leur nom de « poisson-chat » au fait que la plupart d’entre eux (mais pas tous) possèdent une, ou plusieurs, paires de barbillons autour de la bouche, couramment appelés « moustaches », et qui font penser aux vibrisses des chats (qui elles aussi sont couramment appelées « moustaches ».

Provérbios - 28

Les poissons-chats n’ont pas d’écailles : certains ont le corps recouvert de plaques osseuses, et d’autres ont la peau nue (et généralement visqueuse).

Chez les poissons-chats, la vessie natatoire* est reliée à l’oreille par une série de petits os, appelés l’appareil de Weber. Les poissons qui possèdent cet appareil de Weber peuvent donc utiliser leur vessie natatoire comme une sorte de « caisse de résonance », pour augmenter les sons qu’ils captent dans l’eau : ces poissons ont donc une ouïe très développée : ils entendent très bien.

*Une vessie natatoire est un sac interne rempli de gaz. Elle permet aux poissons de se tenir entre deux eaux.

Les principales espèces sont: le silure glane, ou silure, le poisson-chat commun, le panga, qui est élevé en aquaculture, le panga géant, le poisson-chat géant du Mékong, le plus gros poisson d’eau douce du monde.

D’après une légende, le Japon est situé sur le dos d’un gigantesque poisson-chat, Namazu, qui vit endormi dans les profondeurs de la terre. Quand il se réveille, il s’agite et provoque des tremblements de terre.

Namazu 1

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

Kuentro 2

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