O GATO BOLCHEVISTA – LE CHAT BOLCHÉVIQUE


gato bolchevista-0Encontrou, há dias, o meu caro amigo professor António Martinó, do blogue “Largo dos Correios”, perdido entre as páginas do Almanaque do Jornal O Século de 1939 (XXXVII Ano), com uma bela capa de Stuart Carvalhais (1887-1961), de quem já falei em vários posts – está na categoria dos humoristas, no side bar –, um estranho gato… desenhado por Alfredo Carlos da Rocha Vieira (1883-1947). E não hesitou: publicou-o no seu blogue, com uma especial dedicatória para mim, que sensibilizadamente agradeço; não podia, por isso, deixar de referir esse gato aqui mesmo, com a devida vénia ao professor, que teve a gentileza de procurar os dados biográficos do autor do poema, um insigne literato brasileiro. Tinha a papinha toda feita!

Portanto, é com imenso prazer que partilho com os meus seguidores esta preciosidade.

gato bolchevista-3Luís Edmundo de Melo Pereira da Costa foi jornalista, poeta, cronista, memorialista, teatrólogo e orador.

Nasceu no Rio de Janeiro em 26 de Junho de 1878, descendendo de um avô paterno português.
Foi o terceiro ocupante da Cadeira 33 na Academia Brasileira de Letras, tendo sido eleito em 18 de Maio de 1944.
Como anos a fio desempenhou o cargo de corretor de companhias francesas de navegação, efectuou inúmeras viagens marítimas à Europa.
Publicou o seu primeiro livro de versos, Nimbus, em 1899, logo seguido de Turíbulos, em 1900, e de Turris Ebúrnea, em 1902, obras que reuniu, mais tarde, no volume das Poesias (1896-1907). Tornou-se um poeta muito popular, com cunho impressionista, que misturava elementos do Parnasianismo e do Simbolismo.
Luís Edmundo era um carioca apaixonado pela sua cidade. Quando sentiu que a inspiração poética se lhe esgotava, transferiu o lirismo para a prosa, transformando-se num grande cronista da cidade. O boémio e o poeta foram substituídos pelo bibliófilo e pesquisador do passado, buscando temas para as peças de teatro que viria a escrever. Voltou o seu interesse para o século XVIII, indo a Portugal para pesquisar em arquivos, bibliotecas e conventos da província, e depois a Espanha, reunindo material, também iconográfico, para as obras que depois escreveu, como O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis (1938), O Rio de Janeiro do meu tempo (1940), Memórias (1958, 1962 e 1968, algumas destas póstumas), etc.
Faleceu na sua cidade em 8 de Dezembro de 1961.

gato bolchevista

Il y a quelques jours, mon ami, le professeur António Martinó, du blog « Largo dos Correios » a retrouvé entre les pages de l’Almanaque du Journal ‘O Século’ de 1939 (année XXXVII), avec une belle couverture de  Stuart Carvalhais (1887-1961), dont j’ai déjà parlé dans plusieurs posts – voir le sidebar, dans la catégorie des chats et les humoristes –, un étrange chat… dessiné par Alfredo Carlos da Rocha Vieira (1883-1947). Et il le publia tambour battant, avec une dédicace spéciale pour moi, ce dont je le remercie infiniment; et donc je ne pouvais manquer de le divulguer à mon tour, d’autant plus que le professeur eut la gentillesse de rechercher des données biographiques de l’auteur du poème, brésilien de son état.

Voici donc cette preciosité, la traduction est de mon cru, mais l’illustration est d’origine.

Luís Edmundo de Melo Pereira da Costa fut un journaliste, poète, chroniqueur, mémorialiste, théâtrologue et orateur. Né à Rio de Janeiro le 26 juin 1878, descendant d’un aïeul paternel portugais.
Il fut le troisième occupant du Fauteuil nº 33 de l’Académie Brésilienne des Lettres,  élu le 18 mai 1944.

Ayant été pendant de longues années agente de change de compagnies françaises de navigation, il effectua de nombreux voyages maritimes vers l’Europe.

Il publia son premier recueil de poèmes, Nimbus, en 1899, tout de suite suivi de Turíbulos, en 1900, et de Turris Ebúrnea, en 1902, œuvres qu’il réunit plus tard en un seul volume, Poesias (1896-1907). Il devint un poète très populaire, de touche impressionniste, qui mélangeait des éléments Parnassien et du Symbolisme.
Luís Edmundo était un habitant de Rio amoureux de sa ville. Quand il sentit que sa veine poétique s’épuisa, il transféra lyrisme vers la prose, se transformant en grand chroniqueur de la cité. Le bohème et le poète furent remplacés par le bibliophile et investigateur du passé, recherchant des thèmes pour les pièces de théâtre qu’il allait écrire. S’intéressant particulièrement au XVIIIe siècle, il se rendit au Portugal pour des recherches dans des archives, bibliothèques et couvents de province, puis en Espagne, réunissant du matériel, également iconographique, pour les œuvres qu’il écrivit par la suite, comme Le Rio de Janeiro du temps des vice-rois (1938), Le Rio de Janeiro de mon temps (1940), Mémoires (1958, 1962 e 1968, certaines d’entre elles posthumes), etc.
Il mourut dans sa ville le 8 Décembre 1961.

Chat bolchévique

 

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HISTÓRIAS DE GATOS – HISTOIRES DE CHATS – Alex Coutet et Ribet – 2


Em 4 de Agosto, coloquei no blogue essa «História de gatos», lamentando todavia não encontrar nenhuns elementos biográficos de Ribet, o ilustrador. Pois bem, há dias, recebi informações preciosas de um leitor, Yves Lecointre, a quem agradeço a gentileza) . Doravante sei o nome inteiro e encontrei a biografia de Renato Berti, em inglês seguindo o link fornecido pelo leitor. Arranjei agora tempo para a tradução em português e em francês numa versão mais curta.

Podem reencontrar o primeiro post com as «Histórias de Gatos» clicando aqui.

173Renato Berti nasceu a 26 de Outubro de 1884 em Pádua. Segundo filho de Giuseppe Marianno Pio Berti, dono fundador de uma das mais prestigiada fundição artística da cidade. A sua mãe pertencia a uma família rica e de grande cultura de Pádua.

Teve uma infância feliz na sua cidade natal. Bom aluno, foi na escola que revelou a sua paixão para o desenho. Foi nessa altura que a verdadeira inclinação pelas artes do rapaz se afirmou: Renato não perdia a mínima oportunidade para desenhar, copiar, observar a passava horas a colar motivos, letras, e imagens recortados dos jornais e revistas do seu pai num enorme caderno.

berti_rené-buste_de_femme~OMca7300~10000_20051109_PF5022_69Renato viveu de perto com o mundo das artes e, especialmente, com artes e ofícios devido ao contacto entre a indústria e os artistas. Também frequentou na sua juventude na loja de antiguidades de Pio Berti. Ali admirava peças de terracota, cerâmica, prata, jóias medalhas e telas e sobretudo o trabalho de peças orientais. Ali estudava as diferentes matérias e soluções gráficas que essas peças apresentavam de modo bastante ecléctico.

A morte do seu pai com apenas 59 anos no último dia de 1900 abalou a família e a senhora Berti decidiu levar a sua prole para Roma. Pouco se sabe desse período romano.

Tendo completado os seus estudos clássicos, Renato inscreveu-se na Scuola Libera del Nudo da Academia das Belas Artes. Renato viveu em Roma cerca de dez anos, estudando e copiando os grandes mestres de antanho. Depois regressou a Pádua.

berti_rené-portrait_de_jeune_femme~OM44d300~10471_20060703_03072006_179Mas Paris era o seu alvo. A Paris elegante, cosmopolita, na época em que desabrochava o impressionismo, onde ele visitou o Salão dos Independentes e o Salão do Outono, mas também admirou a arte nas galerias. Em resumo, ir a Paris era ir à capital da modernidade. Renato não demorou a introduzir-se nos círculos culturais e intelectuais. Pintou uma série de retratos, que foram todos expostos no Salon de la Société Nationale, os dois primeiros em 1911 e os outros em 1912.

Não tardou a granjear excelentes críticas nos principais jornais parisienses e nacionais, realçando a sua paleta de colorista. Passou a trabalhar como ilustrador para a revista La Vie Française, onde revelou a sua inclinação e fascinação para as artes gráficas orientais.

Entretanto Berti fora a Itália expor no primeiro salão de jovens artistas, em Nápoles, e recebeu uma medalha de bronze em 1912 do Ministério da Educação.

Mas desde 1910, Berti elegera Paris para a sua residência e alugara um andar onde estabeleceu a sua habitação e o seu estúdio durante mais de 30 anos, e onde produziu a maioria da sua obra.

Os primeiros anos em Paris foram duros, talvez por isso adoptou um nome francês, René Berti e mais tarde, como ilustrador assinou Ribet. Rebentou a Grande Guerra e Berti combateu primeiro como voluntário em França, em Argonne, e depois foi chamado em 1916 para o exército italiano, em Pádua. Foi gravemente ferido em Monfalcone, o que o levou a vários períodos de convalescença e regresso ao serviço até ao fim do conflito. Depois da guerra, executou inúmeros retratos e também aceitou encomendas de naturezas mortas e cenas com animais.

Nature morte à la cafetière

Regressou ao seu estúdio parisiense, lar e refúgio, mas encontrou a sua inspiração nas grandes avenidas cheias de gente e nos pequenas aldeias típicas francesas que lhe serviram de modelo para ilustrações de cartazes.

Exposições, ilustrações de cartazes e de livros para crianças: Berti aliava a arte decorativa à pintura e participou na exposição no Salão de Bagatelle com 85 artistas. A sua Nature morte com frutta foi aclamada pela crítica.

Fez temporadas em várias estações na moda: Le Croisic, Bruges, Bandol, Douai. Depois no Massif Central e na Ile de France pintou telas e preencheu cadernos de esquiços onde anotava em traço solto e vivo figuras, paisagens e cenas locais.

Em 1925, na Société Nationale des Beaux-Arts, Berti apresentou Bruges la nuit, Terrasse au Bord de l’eau aux Tuileries e uma tela intitulada Intimité.  De novo em Paris pintou uma série de cenas parisienses, de mais pequeno formato, onde Berti usou pinceladas leves, cores claras, um olhar mais fresco, para imortalizar alguns dos mais famosos e típicos lugares da capital: Pigalle, pontes sobre o Sena, jardins e ruas nos arredores da École des Beaux-Arts, o Bairro Latino e os grandes parques parisienses.

Ribet 4A sua obra como ilustrador para crianças e outros livros marcou um capítulo importante na vida artística do pintor de Pádua.  A editora Laville, de Paris, publicou em 1927 uma série de edições bilingues de Das Lied von der Glocke, de Friedrich Schiller, em francês e alemão ilustradas com 16 desenhos a preto e branco de Berti. O mesmo estilo encontra-se nas clássicas histórias maravilhosas para crianças ilustradas por Berti, como La Biche au Bois, la Belle au cheveux d’or, Les Aventures de Polichinelle de Marie-Catherine d’Aulnoy e também Histoires de Chiens e Histoires de Chats, Les Grandes Chasses com textos de Alex Coutet, todos publicados pela editora de Tolosa B. Sirven.  Em 1928, a Société Nationale des Beaux-Arts apresentou La maison du charron (Vicenza), e no ano seguinte Ritratto de Jean Huré e La place aux fruits à Padoue, o último tributo a sua cidade natal.  Um tributo exposto em 1930 no Palácio do Capitanio em Pádua.  En 1929, na sala de chá do Salão, o público parisiense admirou um Espanhol armé d’un fusil e hóspede.

Berti fez frequentes estadias na Itália, mas sempre regressava ao seu e stúdio em Paris onde tinha de preparar exposições e realizar encomendas. 

Aparentemente nada influenciado pela voga vanguardista europeia, Berti continuou a dedicar a sua atenção à vida real confirmada pelos seus estudos da luz, do movimento e a cromia, e expôs os seus retratos, paisagens, cenas citadinas, naturezas mortas e cenas de corridas de cavalos nas paredes do Grand Palais.

Todavia, a saúde do pintor era frágil e ele visitava amiúde a costa procurando ganhar os benefícios do ar marítimo. As suas últimas exposições em França foram, em 1938, na Société Nationale des Beaux-Arts e no Salon de l’Hippique, onde os seus óleos e as suas aguarelas do mundo das corridas de cavalos atiraram a atenção da imprensa inglesa: “as pinturas equestres de René nas corridas de Auteuil estão cheias de movimento” escreveu o Daily Mirror.  Os últimos meses de 1938, foram frenéticos com prazos de entrega de obras, mas em especial, com a organização do envio das suas pinturas a Itália para a exposição em Vicenza.  No princípio de 1939, Berti conseguiu mandar as suas pinturas para a casa da sua irmã na Riviera Berica, fechar o seu estúdio e partir para a Itália. Renato Berti não sabia então que nunca mais regressaria a Paris. A exposição de Vicenza no elegante Palazzo Brunello, onde permanecia o Príncipe Umberto, foi um grande sucesso, mas foi a última. De facto, Renato Berti saboreou esse último triunfo na sua terra natal, Itália. Poucos meses depois do fim da exposição, morreu na madrugada de 24 de  Setembro de 1939 no hospital civil de Vicenza onde entrara dias antes por causa de uma infecção.

Ribet affiches

Le 4 août dernier, j’ai placé dans ce blog «Histoire de chats», lamentant toutefois ne pas trouver le moindre élémentbiographique de Ribet, l’illustrateur. Or, il y a quelques jours, j’ai reçu de précieuses informations de la part d’un lecteur, Yves Lecointre ( dont je salue la gentillesse ). Dorénavant, sachant le nom, j’ai trouvé la biographie de Renato Berti, em inglês, suivant le lien offert par ce lecteur. J’ai enfin trouvé le temps pour traduire en portugais et en français une version plus courte.

Aqui as têm e podem reencontrar o primeiro post com as «Histórias de Gatos» clicando aqui.

Renato Berti est né le 26 octobre 1884 à Padoue, en Italie. Second fils de Giuseppe Marianno Pio Berti, propriétaire fondateur d’une des plus prestigieuses fonderies artistiques de la ville. Sa appartenait à une famille riche et cultivée de Padoue.

PadovaRenato eut une enfance heureuse dans sa ville natale. Bon élève, c’est à l’école que se révéla sa passion pour le dessin.

Le véritable penchant du garçon pour les arts s’affirma: Renato ne perdait pas la moindre occasion pour dessiner, copier, observer. Il passait des heures à coller des motifs, des lettres et des images découpés dans les journaux et revues de son père dans un énorme cahier.

Renato a vécu proche du monde des arts et, spécialement, des arts et métiers à cause du contact entre l’industrie et les artistes. Il fréquentait beaucoup dans sa jeunesse le magasin d’antiquité dont son père, était le propriétaire. Il y admirait des objets de terre cuite, en céramique, en argent, des bijoux, des médailles et des toiles et surtout le travail d’art oriental. Il étudiait les différentes matières et solutions graphiques que ces objets lui montraient de façon assez éclectique.

La mort de son père à seulement 59 ans le dernier jour de l’année 1900, ébranla la famille et madame Berti décida d’emmener ses enfants à Rome. On sait peu de cette période romaine.

72Ayant terminé ses études se- condaires, Renato s’inscrivit à la Scuola Libera del Nudo de l’Académie des Beaux-Arts.

Renato vécut à Rome une dizai- ne d’années, étudiant et copiant les grands maîtres d’antan. En- suite, il retourna à Padoue.

Mais Paris était son but. Le Paris élégant, cosmopolite, à l’époque où fleurissait l’Impressionnisme, où il visita le Salon des Indé- pendants et le Salon d’Automne, mais il admira aussi l’art des galeries. En somme, se rendre à Paris était aller à la capitale de la modernité. Renato ne tarda pas à s’introduire dans les cercles cul- turels et intellectuels. Il peignit une série de portraits, qui furent tous exposés au Salon de la Société Nationale, deux en 1911 et deux autres en 1912.

Bientôt il reçut d’excellentes critiques dans les principaux journaux parisiens et nationaux, soulignant sa palette de coloriste. Il commença á travailler comme illustrateur pour la revue La Vie Française, où il révéla son engouement pour les arts graphiques orientaux.

Berti se rendit entretemps en Italie pour exposer au premier salon de jeunes artistes à Naples et reçut une médaille de bronze en 1912 du Ministère de l’Education.

Mais depuis 1910, Berti avait élu Paris comme résidence et loué un logis où il s’installa et aménagea un studio pendant plus de 30 ans, où il produisit la majeure partie de son œuvre.

Les premières années à Paris furent dures, peut-être est-ce pour cela qu’il adopta un nom français, René Berti, et, plus tard, comme illustrateur il signa Ribet. Déflagra la Grande Guerre et Berti combattit d’abord comme volontaire en France, à Argonne, puis il fut appelé en 1916 par l’armée italienne, à Padoue. Il fut grièvement blessé à Monfalcone, ce qui en suivit furent plusieurs périodes de convalescence et retour au service jusqu’à la fin du conflit. Après la guerre, il exécuta de nombreux portraits acceptant aussi des commandes de natures mortes et de scènes animalières.

Retournant à son studio parisien, foyer et refuge, il trouva son inspiration dans les grandes avenues très peuplées et les petits villages français typiques qui lui servaient de modèle pour illustrer des affiches.

la-biche-au-bois-de-mme-d-aulnoy-994161477_MLExpositions, illustration d’affiches et de livres pour enfants: Berti alliait l’art décoratif à la peinture et participa à l’exposition du Salon de Bagatelle avec 85 artistes, où sa Nature morte com frutta fut acclamée par la critique.

Il fréquenta plusieurs stations à la mode: Le Croisic, Bruges, Bandol, Douai. Puis le Massif Central et l’Ile de France, où il peignit des toiles et remplit des carnets d’esquisses où il notait d’un trait vif et léger des figures, des paysages et des scènes

En 1925, à la Société Nationale des Beaux-Arts, Berti montra Bruges la nuit, Terrasse au Bord de l’eau aux Tuileries et une toile intitulée Intimité.  De nouveau à Paris, Berti y peignit une série de scènes parisiennes, de plus petit format, où il donna des coups de pinceau légers, utilisant des couleurs claires, un regard plus frais pour immortaliser quelques-uns des plus fameux et typiques endroits de la capitale: Pigalle, ponts sur la Seine, jardins et rues autour de l’École des Beaux-Arts, le Quartier Latin et les grands parcs parisiens.

Image To PDF Conversion ToolsSon œuvre comme illustrateur pour enfants et autres livres marqua un chapitre important de la vie artistique du peintre de Padoue.  La maison d’édition Laville, de Paris, publia en 1927 une série de éditions, bilingues de Das Lied von der Glocke de Friedrich Schiller en français et en allemand illustrées par 16 dessins en noir et blanc de Berti.

Le même style se retrouve dans les classiques histoires merveilleuses pour enfants illustrées par Berti, comme La Biche au Bois, la Belle aux cheveux d’or, Les Aventures de Polichinelle de Marie-Catherine d’Aulnoy et aussi Histoires de Chiens e Histoires de Chats, Les Grandes Chasses, textes d’Alex Coutet, tous publiés par la maison d’édition de Toulouse B. Sirven. En 1928, la Société Nationale des Beaux-Arts montra La maison du charron (Vicenza), e l’année suivante Ritratto de Jean Huré et La place aux fruits à Padoue, le dernier tribut à sa ville natale.  Un tribut exposé en 1930 au Palais du Capitanio à Padoue.  En 1929, au salon de thé du Salon, le public parisien admira un Espagnol armé d’un fusil et un hôte. Berti séjournait souvent en Italie, mais revenait toujours à son studio de Paris où il devait préparer ses expos et réaliser des commandes.

Ribet 3Apparemment en rien influencé par la vogue avant-gardiste européenne, Berti continua à tourner son attention vers la vie réelle, confirmée par ses études de la lumière, du mouvement et de la chromie, et exposait ses portraits, paysages, scènes citadines, natures mortes et scènes de courses de chevaux aux murs du Grand Palais.

Cependant, la santé du peintre était fragile et il allait sur la côte chercher les bénéfices de l’air maritime. Ses dernières expositions en France eurent lieu en 1938 à la Société Nationale des Beaux-Arts, et au Salon de l’Hippique, où se huiles et ses aquarelles du monde des courses attira l’attention de la presse britannique: “les peintures équestres de René aux courses d’Auteuil sont pleines de mouvement”, a écrit le Daily Mirror.  Les derniers mois de 1938, furent frénétiques à cause des délais de livraison de travaux, mais surtout à cause de l’organisation de l’envoi de ses peintures en Italie pour une exposition à Vicenza.  Au début de 1939, Berti réussit à envoyer ses peintures chez sa sœur à la Riviera Berica, fermer son studio et partir pour l’Italie. Renato Berti ne savait pas qu’il de retournerait jamais à Paris. L’exposition de Vicenza dans l’élégant Palazzo Brunello, où séjournait le Prince Umberto, fut un grand succès, mais fut la dernière. En effet, Renato Berti savoura ce dernier triomphe dans sa patrie natale, l’Italie. Quelques mois après la fin de l’exposition, il décéda à l’aube du 24 septembre 1939 à l’hôpital civil de Vicenza où il avait été admis quelques jours auparavant à cause d’une infection.

 

Os gatos na literatura 41 – E.T.A. HOFFMANN – Les chats dans la littérature 41


O GATO MURR

HoffmannLebensAnsichten

Ernst Theodor Amadeus Hoffmann nascido a 24 de Janeiro de 1776 em Königsberg, na Prússia Oriental e falecido a 25 de Junho de 1822, com apenas 46 anos de idade, foi um escritor e um compositor romântico, desenhador e pintor, e também jurista alemão. Estudou música e sobretudo a arte da fuga e do contraponto, com um organista polonês, Christian Wilhelm Podbielski (1740-1792), que inspirou o personagem Abraham Liscot de Reflexões do Gato Murr. Hoffmann se revelou um prodigioso pianista.

Hoffmann serviu na administração prussiana de 1796 à 1806, e depois de 1814 à sua morte. Desenhador e pintor, a sua independência de espírito e seu gosto pela sátira trouxeram-lhe várias vezes sérios problemas com os seus superiores hierárquicos, que ele não hesitava em caricaturar.

indexFoi sobretudo pela sua actividade literária que Hoffmann ficou célebre. Assinando « E. T. A. Hoffmann », foi o autor de numerosos contos como: O Homem da Areia, As Minas de Falun ou O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos e de vários romances cuja obra principal foi O Gato Murr. Tornou-se então, a partir dos anos 1820, uma das figuras ilustres do romantismo alemão e inspirou numerosos artistas, na Europa como no resto do mundo. Por exemplo, Jacques Offenbach escreveu a ópera fantástica em cinco actos Os Contos de Hoffmann inspirando-se no universo do romântico Alemão.

eta_hoffmannO Gato Murr cuja veia cómica ao mesmo tempo estranha, subtil e saborosa, baseia-se na mistura dos géneros é a mais perfeita ilustração do humor de E.T.A Hoffmann. Para começar, jogou com a graça comprovada do antropomorfismo: um gatarrão que aprendeu a ler e a escrever conta a sua existência bastante monótona com uma fatuidade e um pedantismo que valem o seu peso de comida para gatos. Esse monólogo, só por si, seria já um regalo, mas Hoffmann, pretextando um erro do tipógrafo, intercalou entre os capítulos felinos fragmentos da biografia do seu duplo romanesco: o maestro Johannes Kreisler. Assim evocou a sua carreira movimentada, os seus amores infelizes, as suas vertigens românticas, os seus momentos de desespero. Essa construção audaciosa permitiu-lhe jogar constantemente com elementos de surpresa, mudanças de tom, rupturas de ritmo. Com os seus animais faladores, o seu riso amargo, os seus dias passados numa triste oficina e suas noites consagradas ao sonho, com uma pena na mão, o autor do O Gato Murr foi o antepassado directo daquele de A Metamorfose.8457a1155e Para dar uma ideia da sua verdadeira dimensão, costuma-se citar a longa lista dos seus admiradores: Baudelaire, Freud, Thomas Mann, Kafka, André Breton… Também se pode explicar que encarna melhor que ninguém a aliança entre a música e a literatura. Compositor fecundo, maestro e crítico musical, escolheu ele próprio o seu terceiro nome em homenagem à Mozart: o “A” de E.T.A. é o de Amadeus. E, nos seus textos, auto-retratava-se com o pseudónimo de Kreisler, Kappellmeister de ofício. Na verdade, quando se lê as suas novelas fantásticas, por vezes nos interrogamos se foram escritas em papel branco ou em pautas. Offenbach morreu antes de terminar a ópera-cómica onde o escritor aparecia junto das suas criaturas: Os contos de Hoffmann. 

No O Gato Murr é-nos contado, numa desordem governada pela maior fantasia, as aventuras cruzadas de um gato filisteu e de um músico louco, arrebatadora fuga com duas vozes onde temos o sofrimento e a ironia, um livro que não queremos que acabe, já que a sua forma « aberta » (como a das Mil e Uma Noites) nos remete sempre à um futuro que pode cumprir — que deve cumprir — todas as promessas.

Um texto que, decorridos mais de dois séculos, na perdeu da sua força de provocação.

« Na sua composição, o romance vai buscar à arte do contraponto. À narrativa da vida de Kreisler fazem eco as impressões, lembranças e opiniões de Murr que introduzem variações de tons, de modos e de saltos no tempo por vezes próximos da bufonaria. » (Bertrand Gosselin)

gato_murr por Maximilian Liebenwein

ETA HoffmannErnst Theodor Amadeus Hoffmannné le 24 janvier 1776 à Königsberg, en Prusse orientale et mort le 25 juin 1822, à l’âge de 46 ans, fut un écrivain romantique et un compositeur, également dessinateur e juriste allemand.

Hoffmann servit dans l’administration prussienne de 1796 à 1806, puis de 1814 à sa mort. Également dessinateur et peintre, son indépendance d’esprit et son goût de la satire lui valurent à plusieurs reprises de sérieux ennuis auprès de ses supérieurs hiérarchiques, qu’il n’hésitait pas à caricaturer.

C’est surtout en raison de son activité littéraire que Hoffmann fut célèbre. Connu sous le nom d’« E. T. A. Hoffmann », il fut l’auteur de nombreux contes comme : L’Homme au sable, Les Mines de Falun ou Casse-Noisette et le Roi des souris et de plusieurs romans, dont son œuvre principale Le Chat Murr. Il devint alors, dès les années 1820, l’une des illustres figures du romantisme allemand et il inspira de nombreux artistes, en Europe comme dans le reste du monde. Par exemple, Jacques Offenbach a écrit l’opéra fantastique en cinq actes Les Contes d’Hoffmann en s’inspirant de l’univers du romantique Allemand.

b7b771c429Le chat Murr dont la veine comique à la fois étrange, subtile et savoureuse, repose sur le mélange des genres est la plus parfaite illustration de l’humour d’E.T.A Hoffmann. Au départ, il s’appuya sur la drôlerie éprouvée de l’anthropomor- phisme: un matou qui a appris à lire et à écrire raconte sa existence fort monotone avec une fatuité et une pédanterie qui valent leur pesant de pâtée pour chats. Ce monologue serait déjà un régal, mais Hoffmann prétexta une bévue de l’imprimeur pour intercaler entre les chapitres félins des fragments de la biographie de son double romanesque : le chef d’orchestre Johannes Kreisler. Il évoqua ainsi sa carrière mouvementée, ses amours malheureuses, ses vertiges romantiques, ses accès de désespoir. 345299565118875398_1399969924Cette construction audacieuse lui permit de jouer constamment sur la surprise, sur les changements de ton, sur les ruptures de rythme. Avec ses animaux qui parlent, son rire grinçant, ses journées passées dans un triste bureau et ses nuits consacrées à rêver, une plume à la main, l’auteur du Chat Murr fut l’ancêtre en ligne directe de celui de La métamorphose. Pour donner une idée de sa véritable dimension, on dresse souvent la longue liste de ses admirateurs: Baudelaire, Freud, Thomas Mann, Kafka, André Breton… On peut aussi expliquer qu’il incarna mieux que quiconque le mariage de la musique et de la littérature. Compositeur fécond, chef d’orchestre et critique musical, il a lui-même choisi son troisième prénom en hommage à Mozart: le “A” de E.T.A. n’est autre que l’initiale de Amadeus. Et il se dépeignait souvent dans ses textes sous le pseudonyme de Kreisler, Kappellmeister de son état. De fait, quand on lit ses nouvelles fantastiques, on se demande parfois s’il les a écrites sur du papier blanc ou sur des portées. Offenbach mourut avant d’avoir achevé l’opéra-comique dans lequel l’écrivain apparaissait au milieu de ses créatures: Les contes d’Hoffmann. 

gato_murr5-1Dans Le Chat Murr nous sont contés, dans un désordre gouverné par la plus haute fantaisie, les aventures croisées d’un chat philistin et d’un musicien fou, bouleversante fugue à deux voix où se poursuivent la souffrance et l’ironie. Un livre dont on voudrait qu’il n’ait jamais de fin, puisque sa forme « ouverte » (comme celle des Mille et Une Nuits) nous renvoie sans cesse à un lendemain qui peut tenir — qui doit tenir — toutes les promesses.

Un texte qui, après deux siècles, n’a rien perdu de sa force de provocation.

« Dans sa composition, le roman emprunte à l’art du contrepoint. À la narration de la vie de Kreisler font écho les impressions, souvenirs et jugements de Murr qui introduisent des variations de tons, de modes et des sauts dans le temps et confinent parfois à la bouffonnerie. » (Bertrand Gosselin)

Os gatos e a pintura 8 – Leonardo Da Vinci – Les chats et la peinture 8 – Léonard de Vinci


1620131-leonard-de-vinci-1452-1519Filho ilegítimo de um notário e de uma jovem camponesa, Leonardo da Vinci nasceu a 15 de Abril de 1452 em Vinci, pequena aldeia italiana a 30 km de Florença. Foi educado pelo pai que o colocou em 1470 no atelier de Mestre Verrocchio. Foi-lhe ensinado o desenho, a pintura, as matemáticas, a perspectiva, a escultura e a arquitectura. Teve por condis- cípulo, entre outros, Sandro Botticelli e Perugino. Fez-se notado ao pintar para o seu mestre um anjo em o Baptismo de Cristo (Museu dos Ofícios, Florença). Em 1472, Leonardo da  Vinci tornou-se membro da corporação dos pintores de Florença mas permaneceu ao serviço de Verrocchio. Leonardo_da_Vinci_Madonna_of_the_CarnationPintou o seu primeiro quadro A Virgem do Cravo (Neue Pinakothek, Munich) em 1476, o último ano que passou com Verrocchio.

O pintor encetou então a sua pró- pria carreira realizando retratos e quadros de temática religiosa, enco- mendas passadas pelos notáveis e os mosteiros de Florença. Pintou em 1481 A Adoração dos Magos para Lourenço de Médici, o Magnífico.

Da Vinci procurou depois um mecenas para assegurar o seu sustento. Soube que o duque de Milão, Ludovic Sforza chamado Ludovic le More, desejava erigir uma estátua equestre do seu pai. Leonardo partiu para Milão na Primavera de 1482 e dedicou-se a criação dessa obra durante 16 anos. Executou um modelo mas, a falta de bronze, usado na altura para fazer canhões, impediu a sua realização.

Leonardo continuou a trabalhar em Milão, entre 1482 e 1499. Recebeu a encomenda de pintar a Virgem dos Rochedos para a Confraria da Imaculada Conceição. Como «Mestre das artes e comissário das festas» para o duque de Milão, pintou A Última Ceia numa parede do refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie. Para essa pintura, Da Vinci utilizou uma técnica que infelizmente resistiu muito mal à humidade do local. Não obstante, Da Vinci conseguiu transmitir, de modo absolutamente surpreendente, o sentimento de surpresa sentido pelas pessoas ao saber que um deles os tinha traído. 

Leonardo-da-Vinci-Cene

O grande pintor da Renascença também interessou-se à outros domínios: a conceição de máquinas de guerra, a botânica, a geologia, a anatomia, a hidráulica.

A queda de Ludovic Sforza levou Da Vinci a deixar Milão. Passou para Veneza, depois Mântua, onde pintou o perfil da duquesa Isabel d’Este (museu do Louvre). Durante quinze anos, viajou entre as cidades de Milão, Florença e Roma.

Leonardo_da_Vinci_Virgin_of_the_Rocks_(National_Gallery_London) Leonardo da Vinci, tendo ad- quirido uma grande reputação, vivia de contratos que os grandes desse mundo lhe passavam. Pintou São João-Baptista, Santa-Ana e o seu mais célebre quadro: o retrato de Mona Lisa ou a Jucunda. O pintor, sobrepondo várias camadas de pintura, re- produziu o volume e a textura da pele com incrível realismo. Baptizou essa técnica o sfumato.

Continuou os seus estudos do voo dos pássaros, da água e dos sistemas hidráulicos, das matemáticas e da anatomia. Os múltiplos esboços e desenhos que chegaram até nós mostram que o artista pressentira muitas invenções : o avião, o heli- cóptero, o pára-quedas, o subma- rino e a metralhadora. Se nume- rosas análises e indicações dos seus esboços se revelaram exactas, algumas comportam ideias falsas, mas muito em voga na sua época.

leonardo-da-vinci-paintings-and-drawings-multiple-barreled-cannon-and-machine-gunEm 1503, foi-lhe confiado, junto com o seu rival Miguel-Ângelo, a decoração da sala do conselho do Palazzio Vecchio de Florença. Leonardo devia tratar o tema da Batalha de Anghiari, vitória dos Florentinos sobre os Milaneses em 1440. Mas abandonou esse fresco em 1506 para colocar-se ao serviço rei de França, Luis XI, em Milão. Ajudado pelo seu aluno Giovanni Ambrogio de Predis, pintou na mesma época uma segunda Virgem dos Rochedos.

Leonardo da Vinci foi a Roma, em 1513, antes de partir para França três anos mais tarde. Francisco 1º mandara vir o grande pintor ao castelo de Cloux, perto de Amboise e nomeou-o “primeiro pintor, engenheiro e arquitecto do rei”. Da Vinci trouxe na sua bagagem algumas das suas obras-primas: A Jucunda, A Virgem, o Menino Jesus e Santa Anna ou ainda O São João-Baptista.

Leonardo da Vinci expirou a 2 de Maio de 1519, com sessenta e sete anos de idade. Está sepultado na capela Santo-Humberto, no recinto do castelo de Amboise. O museu do Louvre possui o maior número de quadros de Leonarda da Vinci.

Génio italiano da Renascença, Leonardo da Vinci sempre procurou igualar a natureza. As suas pesquisas técnicas e científicas serviam-lhe de apoio à sua arte. O seu objectivo era de representar as coisas com o maior realismo possível. Para ele, «Quanto mais se conhece, mais se ama.» Estudou os movimentos do gato e desenhou esboços para uma Virgem com gato que nunca chegou à tela. Exprimiu assim a sua admiração para este animal : «Até o mais pequeno dos felinos é uma obra-prima.»

Leonardo-Da-Vinci-estudos de gatos

O artista transcendeu a arte do retrato. Mais do que uma representação, o retrato deve exprimir a alma, o carácter ou os sentimentos do personagem. O Mestre disse a esse propósito: «O bom pintor tem na essência duas coisas a representar: o personagem e o estado do seu espírito». Foi para isso que Da Vinci elaborou o sfumato, técnica trabalhando o claro-escuro e dando uma impressão de esfumado. Utilizou-o para realizar as suas melhores obras-primas: A Jucunda, A Última Ceia, A Virgem dos Rochedos.

Deplora-se que certas técnicas escolhidas por Da Vinci não tenham resistido melhor ao tempo. Artista em permanente efervescência, deixou numerosas obras inacabadas

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Leonardo da vinci Madonne au chat

Possible_Self-Portrait_of_Leonardo_da_VinciFils illégitime d’un notaire et d’une jeune paysanne, Léonard de Vinci a vu le jour le 15 avril 1452 à Vinci, un petit village italien à 30 km de Florence. Il fut élevé par son père qui le plaça en 1470 dans l’atelier de Verrocchio. Il y apprit le dessin, la peinture, les mathématiques, la perspective, la sculpture, l’architecture. Il y côtoya notamment Sandro Botticelli et Pérugin. Il se fit remarquer en peignant pour son maître un ange dans le Baptême du Christ (Musée des Offices, Florence). En 1472, Léonard de Vinci devint membre de la corporation des peintres de Florence mais resta au service de Verrocchio. Il a peint son premier tableau La Madone à l’œillet (Neue Pinakothek, Munich) en 1476, dernière année qu’il passa sous la direction de Verrocchio.

Le peintre débuta sa propre carrière en réalisant portraits et tableaux religieux, commandes passées par les notables et les monastères de Florence. Il peignit en 1481 l’Adoration des Mages pour Laurent de Médicis le Magnifique.

Vinci rechercha ensuite un mécène afin de se mettre à l’abri du besoin. Il apprit que le duc de Milan, Ludovic Sforza dit Ludovic le More, souhaitait ériger une statue équestre de son père. Il partit pour Milan au printemps 1482 et se consacra à la création de cette œuvre pendant 16 ans. Il en fit un modèle mais, faute de bronze, il ne put la réaliser.

Vinci a peintLeonardo_Da_Vinci_-_Vergine_delle_Rocce_(Louvre) La Vierge aux rochers (1483-1486) pour la confraternité de l’Immaculée Conception à la chapelle San Francesco Grande de Milan. Comme « Maître des arts et ordonnateur des fêtes » auprès du duc de Milan, Ludovic Sforza, il peignit la Cène sur le mur du réfectoire du couvent Sainte-Marie-des-Grâces. Pour cette peinture, De Vinci utilisa un procédé technique qui malheureusement résista très mal à l’humidité du lieu. Malgré cela, De Vinci a réussi à faire passer, de façon tout à fait saisissante, le sentiment de surprise qu’éprouvent les personnes en apprenant que l’un d’entre eux les a trahis. 

Le grand peintre de la Renaissance s’intéressa également à d’autres domaines: la conception de machines de guerre, la botanique, la géologie, l’anatomie, l’hydraulique.

La chute de Ludovic Sforza poussa Vinci à quitter Milan. Il passa à Venise puis à Mantoue, où il effectua le profil de la duchesse Isabelle d’Este (musée du Louvre). Pendant quinze ans, il voyagea entre les villes de Milan, Florence, Rome.

Léonard de Vinci ayant acquis une grande réputation, vécut de contrats que les plus grands lui passaient. Il a peint Saint Jean-Baptiste, Sainte-Anne et son plus célèbre tableau : le portrait de Mona Lisa ou la Joconde. Le peintre, en superposant plusieurs couches de peinture, a reproduit le modelé et le rendu de la peau avec un réalisme incroyable. Il baptisa cette technique le sfumato.

leonardo-da-vinci-flugmaschine-1168505Il poursuivit ses études du vol des oiseaux, de l’eau et des systèmes hydrauliques, des mathématiques et de l’anatomie. Les multiples croquis et dessins qui nous sont heureusement parvenus montrent que l’artiste avait pressenti de nombreuses inventions : le sous-marin, l’avion, l’hélicoptère, le parachute ou la mitrailleuse. Si de nombreuses analyses et indications de ses croquis se sont avérées exactes, certaines comportent des idées fausses, mais très répandues à son époque.

En 1503, on lui confia, avec son rival Michel-Ange, le soin de décorer la salle du conseil du Palazzio Vecchio de Florence. Léonard devait traiter le thème de la Bataille d’Anghiari, victoire des Florentins sur les Milanais en 1440. Mais il abandonna cette fresque en 1506 pour se rendre à Milan et se mettre au service du roi de France, Louis XI. Avec l’aide de son élève Giovanni Ambrogio de Predis, il peignit à cette même époque une seconde Vierge aux Rochers.

sainte-anneLéonard de Vinci séjourna ensuite à Rome, en 1513, avant de partir pour la France trois ans plus tard. François 1er fit venir le grand peintre au château de Cloux, près d’Amboise et le nomma “premier peintre, ingénieur et architecte du roi”.  Ne voulant pas s’en séparer, Vinci apporta dans ses bagages quelque-uns de ses chefs-d’œuvre : la Joconde, la Vierge, l’Enfant Jésus et Ste Anne ou encore St Jean-Baptiste.

Léonard de Vinci s’éteignit le 2 mai 1519, à l’âge de soixante-sept ans. Il est enterré à la chapelle Saint-Hubert, dans l’enceinte du château d’Amboise. Le musée du Louvre est celui qui possède le plus grand nombre de tableaux de Léonard de Vinci.

CH34CopieGénie italien de la Renaissance, Léonard de Vinci a toujours cherché à égaler la nature. Ses recherches techniques et scientifiques lui servaient à étayer son art. Son objectif était de représenter les choses avec le plus de réalisme possible. Pour lui, « Plus on connaît, plus on aime.» Il a étudié les mouvements du chat et dessiné des croquis pour une Vierge au chat qu’il n’a jamais exécuté sur toile. Il exprima ainsi son admiration pour cet animal : «Même le plus petit des félins est un chef d’œuvre»

Mona_LisaSes dons à la science et à l’art ont été très nombreux. L’artiste a transcendé l’art du portrait. Plus qu’une représentation, le portrait doit exprimer l’âme, le caractère ou les sentiments du personnage. Le maître dira à ce sujet : «Le bon peintre a essentielle- ment deux choses à repré- senter : le personnage et l’état de son esprit». C’est dans ce but que Vinci a mis au point le sfumato, technique jouant sur le clair-obscur et donnant une impression de vague flou. Il l’utilise pour réaliser ses plus beaux chefs d’œuvre : la Joconde, la Cène et la Vierge aux Rochers, entre autres.

On déplore que certains procédés techniques choisis par Vinci n’aient pas mieux résisté au temps. Artiste en permanente ébullition, il a laissé de nombreuses œuvres inachevées.

Era uma vez uma gata – 3


Adopção relâmpago… rejeição fulgurante!

Estou estarrecida!… Uma senhora que diz amar os animais e conhecê-los, devia saber que a gatinha ficaria muito stressada com a mudança. A gata não tinha convívio nenhum com ela, mas a nova dona queria que, em menos de quarenta e oito horas, depois de viver na rua, a bichana não bufasse, comesse com apetite e fizesse com asseio as suas necessidades!… Claro que a adaptação, num novo ambiente, iria demorar um bom bocado e teria os seus problemas.

Resumindo: a gata voltou à estaca zero, no parqueamento do supermercado! Quando o soube, fui lá vê-la, com umas saquetas de comida… Mesmo antes de me abastecer das ditas, a gata viu-me e chamou-me! Mal regressei com os mantimentos (dela e meus), ela veio ter comigo e fez-me os repépés do costume, só indo comer depois. Pois ela é carente de carícias, da parte de quem sabe lidar com ela! Como eu já disse, tenho uma gata que não a aceitaria de jeito nenhum, e uma casa que não comporta duas gatas, com muita pena minha.

Rersultado: continuamos com o problema por resolver. A administração do supermercado não a quer ali. Temo que a mandem apanhar para a abater!

Minhauh 1O ideal seria uma casa com jardim ou uma quinta, não para ali ser abandonada, mas sim para ser acolhida com carinho. Não se sentiria fechada, como num apartamento, e teria melhores condições de adaptação.

Por favor, espalhem a notícia, para podermos solucionar o caso!

A Minhauh agradece!

Contacte-me através dos comentários, com o seu contacto electrónico, que responderei de imediato, sem divulgat os seus dados!

Era uma vez uma gata – 2


Já está adoptada!

Foi difícil fazê-le entrar na transportadora… devia ter más lembranças com essa caixa…  Demorámos 3 dias seguidos para o fazer, a minha amiga e eu, mas agora já está no seu novo lar onde encontrou um pequeno companheiro felino, esperemos que se adapte bem. Sei que está numa casa onde há amor pelos animais.

20140927_174927

Felicidades, gatinha!

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

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