Os gatos e a pintura 7 – Balthus – Les chats et la peinture 7 – Balthus


le-roi-des-chatsO Rei dos gatos — título de um dos auto-retratos de Balthus (1935) — de facto sempre quis rodear-se de uma aura de mistério, o que sem dúvida contribuiu a ocultar a sua personalidade e sua obra aos olhos do grande público. A sua mãe, a pintora russa Baladine Klossowska, já o pintava na sua tenra idade com um gato e a sua primeira publicação ilustrada tratava do gato Mitsou (1921). Encontrava-se o gato numa grande parte das suas obras como fiel companheiro e silenciosa testemunha em salas onde jovens raparigas de postura equívoca cochilavam ou  mal despertavam de um sonho de criança.

Graf Balthasar Klossowski de Rola foi um célebre artista franco-polaco, controverso e excêntrico. Cínico, era muito difícil de situar e impossível de catalogar, o que era que ele desejava. Recusava as convenções habituais do mundo da arte e queria que as suas obras sejam apreciadas per se, fora de quaisquer considerações sobre a sua pessoa. 3 soeursNão suportava  as biografias. Na altura de uma grande  exposição na Tate Gallery de Londres em 1968, mandou o seguinte telegrama: no biographical details. Balthus is a painter of whom nothing is known. Now let us look at the pictures, ou seja: Nenhum pormenor biográfico. Balthus é um pintor de que não se sabe nada. Olhemos antes as pinturas.

Seus pais vieram da Prússia oriental no princípio de século XX estabelecer-se em Paris. Balthus ali nasceu a 29 de Fevereiro de 1908, segundo filho do historiador de arte e pintor Erich Klossowski e de Elisabeth Dorothea Spiro, conhecida com o nome de “Baladine”, pintora e aluna de Pierre Bonnard.

mitsou2O irmão de Balthus, 3 anos mais velho, Pierre, foi escritor, tradutor e artista. A casa paternal em Paris tornou-se num centro cosmopolita de aristocratas, artistas e intelectuais, mas com a eclosão da 1a guerra mundial tudo parou! Devido à sua nacionalidade, a família teve de deixar a França em 1914. Foi para Berlim, depois Zurique, Berna e Genebra. Erich Klossowski, deixou a sua família em 1917 e depois de algumas andanças acabou por instalar-se definitivamente no sul de França, no fim dos anos 20.

Balthus, com 11 anos, foi muito influenciado pelo companheiro da sua mãe, o poeta Rainer Maria Rilke, este era muito atento ao desenvolvimento de Balthus e do seu irmão Pierre.

R.M. Rilke notou o talento para o desenho da criança. Com o apoio do seu amigo André Gide encorajou-o a publicar os seus 40 desenhos a tinta do gato Mitsou, Balthus tinha então 14 anos. O livrinho saiu em 1921 com um prefácio de R.M.Rilke. Foi a verdadeira estreia da carreira artística de Balthus.

chat12Seu pai Erich, mas também uns amigos como Bonnard e Rilke aconselharam-no a apren- der o ofício copiando as obras de arte nos mu- seus. Em Paris, Balthus copiou no Louvre as telas do classicista do século XVII – Nicolas Poussin, depois fez uma viagem de estudos artísticos na Itália onde estudou os mestres italianos do princípio da Renascença e onde ficou impressionado pelos frescos de Piero Della Francesca cujas cores e técnicas de camadas inspirar-lho-ão toda a sua vida.

No princípio dos anos 30, namorou brevemente com o movimento surrealista mas Balthus sendo um autodidacta independente fazia questão de desenvolver o seu próprio estilo que não era forçosamente moderno e era influenciado por múltiplas correntes

Mesmo a sua obra não correspondendo aos últimos cânones artísticos em vigor, a sua qualidade era tão peculiar que Balthus obteve a sua primeira exposição em 1934 na Galeria Pierre Lœb em Paris.

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Precisando urgentemente de dinheiro, agarrou a oportunidade de subir e atrair a atenção do mundo sobre si mesmo. Numa carta à sua noiva e modelo Antoinette de Watteville escreveu “hoje em dia tem de se gritar muito alto se quisermos ser ouvidos “ e resultou!

5_Balthus_janv091_1Houve muito barulho e indignação na imprensa sobre as suas obras (con- sideradas como muito eróticas). Especial- mente a “Lição de guitarra” de 1934 que escandalizou e foi excluída, mesmo em 1984, na retrospectiva Balthus do Centro Georges Pompidou em Paris e no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque mas a fama de Balthus estava defini- tivamente lançado no mundo da arte.

Além da pintura Balthus desenhava trajes e cenários para peças de teatro como para as de Antonin Artaud e de Albert Camus.

A Suíça Antoinette de Watteville, com quem casou em 1937, era então a sua amante e principal modelo. Inspirou-se em particular com ela para o personagem de Cathy nas suas ilustrações para “Os Montes dos Vendavais”  de Emily Brontë.

Hauts Hurlevent2Ela deu-lhe dois filhos Stanislas e Thadee nascidos durante a segunda guerra mundial, na Suíça. Depois de se divorciar de Antoinette em 1946, Balthus regressou a Paris onde fez uma exposição na Galeria Belas-Artes organizada por Henriette Gomez. Era uma galerista importante de Paris e também coleccionadora e admiradora da obra de Balthus. Ela fez com que Balthus pudesse instalar-se no castelo de Chassy.

Balthus pensava então deixar o seu atelié parisiense para encontrar nova inspiração num local pacato e isolado para consagrar-se à sua obra. O castelo de Chassy era exactamente o que procurava, no coração de um campo “tão belo, amplo e sereno “, uma paisagem de cores límpidas e luminosas e já agora, a oportunidade de realçar o seu título de Conde descendente de uma antiga dinastia aristocrática polaca!

Balthus a chaussyCom alguns amigos artistas H.Gomez criou um fundo que permitiu financiar a compra do castelo de Chassy no Morvan: Balthus pôde ali mudar-se com a condição de fornecer regularmente uma obra de arte à associação!

Uma parte do castelo foi restaurada, apenas o suficiente para manter o ambiente de outrora e Balthus instalou-se em 1954 com todo o seu material de pintura e Léna Leclercq, uma amiga poetisa e romancista com que partilhou a sua vida durante algum tempo.

Pouco tempo depois, Frédérique Tison, uma prima afastada, se lhes juntou. Tinha 14 anos e era a filha da mulher do seu irmão, Pierre Klossowski. Tornou-se a sua musa e modelo durante os sete anos que Balthus passou no castelo de Chassy.

Ela posou para os seus retratos de miúdas pré adolescentes, frágeis e vulneráveis, símbolos da inocência, de intimidade desconcertante suspensa no tempo.

Balthus queria imortalizar o momento supremo da fuga da infância para “Manter para sempre o que já desaparece”.

2500006-600Pintava as suas paisagens principalmente a partir das janelas do castelo passando de uma janela à outra, de um piso a outro. Foi dali que fez a maior parte das suas paisagens. Foi um período muito frutuoso: num total de 240 óleos sobre tela, 70 foram de Chassy. Inspirou-se das cores, da luz, dos espaços planos e das paisagens da região. Um dos mais célebres é : “Pátio de quinta em Chassy” de 1960.

Até ao fim da sua vida, Balthus tratou os mesmos temas e os mesmos símbolos: o gato, o espelho, o interior intemporal e a adolescente. Vêem-se as concordâncias com Alice no país das Maravilhas de Lewis Carroll que fez Alice descer no espelho e aterrar num mundo cheio de milagres onde vive muitas aventuras. Untitled-21Balthus deu ao seu quadro o título : “Alice no espelho” em 1933, inspirando-se dali. Mas sempre se encontravam na sua pintura, os interiores sombrios com desenhos e tapeça- rias magníficos onde se reconhecia a virtuosidade do desenhador de cenários e trajes e onde se respirava uma intemporalidade estranha, um tempo imóvel!

Vivia como um eremita, mal saía, não tinha telefone, nem água corrente nem aquecimento e em casos extremos telefonava do hotel-restaurante vizinho. A população local conhecia-o como o Comte Klossowski de Rola e pintor mas era apreciado sobretudo pela sua gentileza e todos tratavam-no simplesmente por “Balthus”. De vez em quando recebia visitas como as do seu amigo suíço o pintor e escultor Augusto Giacometti ed o galerista Pierre Matisse de Nova Iorque.

Em 1961 o Ministro da Cultura e escritor, André Malraux nomeou-o Director da Academia de França em Roma que se encontrava na Villa Médicis, foi o fim da sua estadia no castelo de Chassy.

JaponesaBalthus recebeu a incum- bência de restaurar essa Villa. No enquadramento da expan- são da cultura francesa no estrangeiro, Malraux man- dou-o em 1962 em missão artística no Japão onde Bal- thus conheceu a japonesa Set- suko Ideto que primeiro foi a sua intérprete, depois seu modelo e, em 1967, a sua esposa. Em 1973 nasceu a sua filha Harumi.

A partir de 1977, Balthus viveu no Grande Chalé em Rossinière na Suíça onde apesar da sua nova influência japonesa, continuou a desenvolver o seu próprio estilo reconhecível aos interiores lindamente desenhados com o gato, o espelho e a adolescente.

Fez muitas exposições e retrospectivas de 1983 à 1994, nomeadamente no Centro George Pompidou, no Metropolitan Museum de Nova Iorque, no Museu de Kyoto e no Museu das Belas-Artes de Lausana.

A 18 de Fevereiro de 2001 Balthus faleceu com 93 anos em Rossinière na Suíça. O seu irmão Pierre também desapareceu nesse mesmo ano.

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Le Roi des chats — titre d’un des autoportraits de Balthus (1935)— qui a en effet toujours souhaité s’entourer d’une aura de mystère, ce qui a sans aucun doute contribué à occulter sa personnalité et son œuvre aux yeux du grand public. Sa mère, la peintre russe Baladine Klossowska, le peignait déjà petit garçon avec un chat et sa première publication illustrée traitait du chat Mitsou (1921). Enfin, on retrouvait le chat dans une grande partie de ses œuvres comme compagnon fidèle et témoin silencieux dans des intérieurs où de très jeunes filles à la pose équivoque somnolaient ou étaient sur le point de s’éveiller d’un rêve d’enfant.

Chats - Détails

Graf Balthasar Klossowski de Rola fut un célèbre artiste franco-polonais, controversé et excentrique. Cynique, il était très difficile à situer et impossible à classer et c’était ce qu’il souhaitait. Il rejetait les conventions habituelles du monde de l’art et il voulait que ses œuvres soient admirées hors considération pour sa personne. Il ne supportait pas les biographies. Lors d’une grande exposition à la Tate Gallery de Londres en 1968, il envoya le télégramme suivant : no biographical details. Balthus is a painter of whom nothing is known. Now let us look at the pictures (Aucun détail biographique. Balthus est un peintre à propos duquel rien n’est connu. Maintenant regardons plutôt les peintures)

Balthus jeuneSes parents vinrent de Prusse orientale au début du XXe siècle pour s’établir à Paris. Balthus y naquit le 29 février 1908, fils cadet de l’historien d’art et peintre Erich Klossowski et d’Elisabeth Doro- thea Spiro, connue sous le nom de “Baladine”, également peintre et élève de Pierre Bonnard.

Le frère de Balthus, Pierre, de 3 ans son aîné, fut un écrivain traducteur et artiste. La maison paternelle à Paris devint un centre cosmopolite d’aristocrates, d’artistes et d’intellectuels mais avec le déclenchement de la 1re guerre mondiale tout s’arrêta ! Du fait de sa nationalité, la famille dut quitter la France en 1914. Elle partit pour Berlin, puis Zurich, Berne et Genève. Erich Klossowski, quitta sa famille en 1917 et après quelques détours s’installa définitivement dans le midi de la France à la fin des années 1920.

Balthus, garçon de 11 ans, fut influencé très fortement par le compagnon de sa mère, le poète Rainer Maria Rilke, lui-même attentif au sort de Balthus et de son frère aîné Pierre.

balthus-balthasar-klossowski-d-chat-realise-sur-l-en-tete-mit-1871090R.M. Rilke remarqua le don pour le dessin de l’enfant. Il l’encourageât avec l’appui de son ami André Gide à publier ses 40 dessins à l’encre du chat Mitsou, Balthus avait 14 ans. Le petit livre sortit en 1921 avec une préface de R.M.Rilke. Ce fut le véritable début de la carrière artistique de Balthus.

Son père Erich, mais aussi des amis comme P. Bonnard et R.M.Rilke recommandèrent au jeune talent d’apprendre le métier en recopiant les grandes œuvres d’art dans les musées. A Paris Balthus copia au Louvres le classiciste du XVIIe siècle – Nicolas Poussin, puis il fit un voyage d’études artistiques en Italie où il étudia les maîtres italiens du début de la Renaissance et où il fut impressionné par les fresques de Piero Della Francesca dont les couleurs et les techniques d’aplat l’inspireront pendant toute sa vie.

Au début des années 1930, il flirta brièvement avec le mouvement surréaliste mais Balthus étant un autodidacte indépendant tenait à développer son propre style qui n’était pas forcément moderne et qui était influencé par de multiples courants.

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Même si son œuvre ne correspondait pas aux derniers canons artistiques en vigueur, sa qualité était si particulière que Balthus obtint sa première exposition en 1934 à la Galerie Pierre Lœb à Paris.

chat9Ayant alors un besoin d’argent pressant, il saisît l’opportunité de percer et d’attirer l’attention du monde sur lui. Dans une lettre à sa fiancée et modèle Antoinette de Watteville il écrivit “il faut aujourd’hui hurler très fort si l’on veut se faire entendre” et ça a réussi !

Il y eut beaucoup de bruit et d’indignation dans la presse sur ses travaux (considérés comme très érotiques). En particulier la “Leçon de guitare” de 1934 qui fit scandale et qui fut exclue, même en 1984, de la rétrospective Balthus du Centre Georges Pompidou à Paris et au Musée d’Art Moderne de New York mais la renommée de Balthus était ancrée définitivement dans le monde de l’art.

Hormis la peinture, Balthus dessinait des costumes et des décors pour les pièces de théâtre en particulier pour celles d’Antonin Artaud et d’Albert Camus.

Emily-Bronte-Les-Hauts-De-Hurle---Vent-Wuthering-Heights-Illustrations-De-Balthus-Livre-477506979_MLLa Suissesse Antoinette de Watteville, qu’il épousera en 1937, était alors sa maitresse et son modèle principal. Elle l’inspira en particulier pour le personnage de Cathy dans ses illustrations pour “Les Hauts de Hurlevent” d’Emily Brontë.

Elle lui donna deux fils Stanislas et Thadee nés pendant la deuxième guerre mondiale en Suisse. Après son divorce avec Antoinette en 1946, Balthus retourna à Paris où il fit une exposition à la Galerie Beaux-Arts organisée par Henriette Gomez. C’était une galeriste importante à Paris et en même temps collectionneuse et admiratrice de l’œuvre de Balthus. Elle fera en sorte que Balthus puisse s’installer dans le château de Chassy.

Chat 14Balthus songeait alors à quitter son atelier parisien pour trouver une nouvelle inspiration dans un endroit paisible et isolé pour se consacrer à son œuvre. Le Château de Chassy était exactement ce qu’il cherchait, au cœur d’une campagne “si belle ample et sereine”, un paysage aux couleurs limpides et lumineuses et tout de même aussi, l’opportunité de mettre en valeur son titre de Comte descendant d’une ancienne dynastie aristocratique polonaise !

Avec quelques-uns de ses amis artistes H.Gomez créa un fonds permettant de financer l’achat du château de Chassy dans le Morvan : Balthus put s’y installer à condition de fournir régulièrement une œuvre d’art à l’association !

images1Une partie du château fut restaurée, juste assez pour pouvoir pérenniser l’ambiance d’antan et Balthus s’y installa en 1954 avec tous ses accessoires de peinture et Léna Leclercq une amie poète et romancière qui partageât sa vie un moment. Peu de temps après sa cousine par alliance Frédérique Tison se joignit à eux. Elle avait 14 ans et elle était une fille de la femme de son frère Pierre Klossowski. Elle devint sa muse et modèle pendant les sept ans que Balthus passa au château de Chassy.

Elle posa pour ses portraits de filles préadolescentes, fragiles et vulnérables, symboles de l’innocence, à une intimité déconcertante suspendue dans le temps.

Balthus voulait immortaliser le moment suprême de la fuite de l’enfance pour “Maintenir à jamais ce que disparaît déjà”.

Ses paysages, il les peignait principalement à partir des fenêtres du château en passant d’une fenêtre à l’autre, d’un étage à un autre.

big-landscape-with-cowC’est à partir de là qu’il fit la plupart de ses paysages. Ce fut une période très fructueuse : sur un total de 240 Huiles sur toiles il en peint 70 de Chassy. Il s’inspira des couleurs, de la lumière, les espaces plats et des paysages de la région

L’un des plus célèbre est le fameux :“cour de ferme de Chassy” 1960

chat13Jusqu’à la fin de sa vie, Balthus traita des mêmes thèmes et des mêmes symboles : le chat, le miroir, l’intérieur intemporel et la jeune fille. On voit les concordances avec Alice au pays des merveilles de Lewis Carroll qui fit descendre Alice dans le miroir et la fit atterrir dans un monde plein de miracles ou elle vécut toutes sortes d’aventures. Balthus donna le titre à son tableau “Alice dans le miroir”, en 1933, en s’en inspirant. Mais on retrouvait toujours dans sa peinture, les intérieurs sombres avec des dessins et des tapisseries magnifiques dans lesquelles on retrouvait sa virtuosité de dessinateur de décors et costumes et qui respirait une intemporalité étrange, un temps figé !

Tel un ermite il sortait à peine, il n’avait pas de téléphone, ni eau ni chauffage et dans les cas extrêmes il téléphonait de l’hôtel-restaurant voisin. La population locale le connaissait comme Comte Klossowski de Rola et peintre, mais il était surtout apprécié pour sa gentillesse et tous l’appelaient simplement “Balthus”. De temps à autre il recevait quelques visiteurs comme son ami suisse peintre et sculpteur Augusto Giacometti et le galeriste Pierre Matisse de New York

En 1961 le Ministre de la culture et écrivain, André Malraux le nomma Directeur de l’Académie de France à Rome qui siégeait à la Villa Médicis, ce fut la fin de son séjour au château de Chassy.

esboçoBalthus reçut l’ordre de restaurer cette Villa. Dans le cadre de l’expansion de la culture française à l’étranger, Malraux l’envoya en 1962 en mission artistique au Japon où Balthus rencontra la japonaise Setsuko Ideto qui fut d’abord son interprète, puis son modèle et en 1967 devint son épouse. En 1973 naquit leur fille Harumi.

A partir de 1977 Balthus habita Le Grand Châlet à Rossinière en Suisse où malgré sa nouvelle influence japonaise il continua à développer son propre style reconnaissable aux intérieurs joliment dessinés avec le chat, les miroirs et la jeune fille.balthus-et-son-chatcartier-bresson

Il fit beaucoup d’expositions et de rétrospectives pendant la période 1983 à 1994 et parmi d’autres au Centre George Pompidou, au Metropolitan museum de New York, au musée de Kyoto et au musée des Beaux-Arts à Lausanne.

Le 18 février 2001 Balthus mourut à l’âge de 93 ans à Rossinière en Suisse. Son frère Pierre disparut lui aussi cette même année.

Os gatos e o crime 6 – Chats et polars 6 – Anthony Gilbert


bench_4aAnthony Gilbert, pseudónimo de Lucy Beatrice Malleson, nascida a 15 de Fevereiro de 1899 em Londres e falecida na mesma cidade a 9 de Dezembro de 1973, foi um dos mais notáveis autores de romances policiais britânicos que encetaram a sua carreira de escritor durante a Idade de Ouro do policiário (1920 a 1939). Todavia, a sua obra foi muito pouco estudada pelos especialistas na matéria e não foi tão pouco reeditada há bastante tempo.

Lucy Beatrice Malleson viu a luz em Upper Norwood, no distrito londrino de Croydon. Fez os seus estudos em St. Paul’s Girls’ School de Hammersmith, 220px-CatandtheCanaryPosterdepois trabalhou durante algum tempo como secretária, nomeadamente na Cruz-Vermelha, antes de se consagrar unicamente a escritura, apesar da sua mãe desejar vê-la fazer carreira como professora primária. Em 1922, depois de ter assistido à peça de teatro de John Willard, The Cat and the Canary, experimentou escrever uma ficção policial mas sem sucesso, até3 a publicação em 1927 do seu primeiro policiário com o pseudónimo Anthony Gilbert, The Tragedy at Freyne.

Assim, como Anthony Gilbert publicou muitos romances policiais que obtiveram um grande sucesso e deram-lhe fama na literatura policial britânica, embora a maior parte dos seus leitores sempre acreditaram ler a obra de um autor masculino.

Os seus heróis, o político Scott Egerton, que aparece em dez romances, e o advogado Arthur G. Crook, que aparece em cinquenta, têm a particularidade de saírem do corriqueiro. Arthur Crook, sobretudo, apresenta ideias singulares. Para provar a inocência de um dos seus clientes, não hesita a contornar a lei e a ser tão retorcido como o Perry Mason de Erle Stanley Gardner. Miss Fanny desaparece  943Grande amador de cerveja, e tão obeso como o Nero Wolfe de Rex Stout, pega a sua Rolls Royce para percorrer a distância entre a sua casa londrina de Brandon Street e o seu gabinete, no nº123 da Bloomsburry Street. No último andar de um prédio deteriorado, num bairro miserável, esse escritório parece-se mais como um tugúrio que um local arrumado e certinho onde um homem de lei sério e aprumado deveria receber seus clientes. De qualquer maneira, prefere o pub da zona ao seu escritório onde se confunde com o cenário com o seu casaco e as suas calças castanhos e irremediavelmente amar- rotados. Essa falta de respeito pelas con- venções e as aparências é no entanto um índice das suas capacidades para adivinhar atrás dos fingimentos as motivações e as acções de perigosos criminosos.

Durante cerca da meio-século, de 1925 até a sua morte em 1973, Malleson publicou mais de serenta romances policiais, a maior parte com o seu pseudónimo mais conhecido, Anthony Gilbert – Mais dois mistérios como J. Kilmeny Keith e alguns nos seus princípios como Anne Meredith, o mais conhecido sendo Portrait of a Murderer.

Embora Malleson não fosse membro fundador, como por vezes se diz erradamente, foi muito cedo iniciada, juntando-se à auguste instituição, o Detection Club, em 1933, tal como Gladys Mitchell e E. R. PunshonMargery Allingham inscreveu-se no ano seguinte et John Dickson Carr em 1936. 

Sendo um dos membros mais activos do Club, Malleson, com Dorothy L. Sayers, impediu a total desagregação do clube na altura da 2ª Guerra Mundial.

Ruth e o gato pretoO detective dos livros de Gilbert a partir de 1936, o mundano, belicoso advogado Cockney, Arthur Crook, foi considerado uma original con- tribuição à grande falange dos detectives de ficção.

O livro que nos ocupa tem como título original inglês Is she dead too ?, que nos EUA ficou A Question of murder, na edição portuguesa da colecção Xis, recebeu o título Ruth e o gato preto. Não encontrei nenhuma edição francesa.

Crook, ajuda Ruth Apple- yard, que se encontra impli- cada em vários casos de mortes suspeitas. Em Is she dead too ? (1955) a jovem é suspeitada de ter assassinado um hóspede).

Não se conhece nenhuma fotografia da autora.

img_14005866_primaryAnthony Gilbert, pseudonyme de Lucy Beatrice Malleson, née le 15 février 1899 à Londres et décédée dans la même ville le 9 décembre 1973, est un des plus remarquables auteurs de romans policiers britanniques qui débutèrent leur écriture pendant l’Âge d’Or de la fiction policière (1920 à1939). Toutefois son œuvre a été fort peu abordée par les spécialistes du genre et n’a pas été republiée depuis longtemps.

Née à Upper Norwood, dans le district londonien de Croydon, Lucy fit ses études à St. Paul’s Girls’ School de Hammersmith, puis travailla un temps comme secrétaire, notamment à la Croix-Rouge, avant de se consacrer uniquement à l’écriture, malgré le désir de sa mère qui la voulait institutrice. En 1922, ayant assisté à la pièce de théâtre de John Willard, The Cat and the Canary, elle expérimenta écrire une fiction policière mais sans succès, jusqu’à l’édition en 1927 de son premier livre sous le pseudonyme d’Anthony Gilbert, The Tragedy at Freyne. En 1925, elle publia son premier roman, 600343920The Man who was London sous le pseudonyme de J. Kilmeny Keith.

Elle adopta le pseudonyme Anthony Gilbert pour publier des romans policiers qui obtinrent un grand succès et qui firent d’elle un nom de la littérature policière britannique, bien que nombre de ses lecteurs aient toujours cru qu’ils lisaient un auteur masculin.

gilbertfreyneSes héros, le politicien Scott Egerton, qui revient dans dix romans, et l’avocat Arthur G. Crook, qui en compte cinquante, ont la particularité de sortir des sentiers battus. Arthur Crook, surtout, affiche des idées singulières. Pour prouver l’innocence d’un de ses clients, il n’hésite pas à contourner la loi et à être aussi retors que le Perry Mason de Erle Stanley Gardner. Grand amateur de bière, et aussi obèse que le Nero Wolfe de Rex Stout, il se met au volant de sa Rolls Royce pour parcourir la distance entre sa maison londonienne de Brandon Street et son étude, sise au 123 Bloomsburry Street. Au dernier étage d’un immeuble délabré, dans un quartier déclassé, ce bureau ressemble d’ailleurs plus à un capharnaüm qu’au lieu rangé et propre où un homme de loi sérieux et ordonné devrait recevoir ses clients. De toute façon, il préfère à son bureau le pub du coin où il se fond dans le décor avec son veston et son pantalon bruns et irrémédiablement fripés. Ce manque de respect des conventions et des apparences est pourtant un indice de ses capacités à deviner au-delà des faux-semblants les motivations et les actions de dangereux criminels.

MeredithAnne-1934Durant près d’un demi-siècle, de 1925 à l’année de sa mort en 1973, Malleson a publié plus de soixante-dix romans policiers, la majeure partie sous son pseudonyme le plus connu, Anthony Gilbert – plus deux mystères sous celui de J. Kilmeny Keith e quelques-uns dans ses débuts sous le nom d’Anne Meredith, le plus connu étant Portrait of a Murderer

Bien que Malleson n’en était pas membre fondateur, comme on l’affirme parfois, elle fut très tôt initiée, se joignant à l’auguste institution, le Detection Club, en 1933, ainsi que Gladys Mitchell e E. R. PunshonMargery Allingham s’y inscrivit l’année suivante et John Dickson Carr en 1936.

Un des membres les plus actifs du Club, Malleson, avec Dorothy L. Sayers, empêcha la totale désintégration du club au moment de la 2ème Guerre Mondiale.

Le détective des livres de Gilbert à partir de 1936, le mondain, belliqueux avocat Cockney, Arthur Crook, fut considéré une originale contribution à la grande phalange dos détectives de fiction.

gilbertissheLe livre dont nous nous occupons a pour titre anglais Is she dead too ?dont le titre aux USA est devenu A Question of murder, dans l’édition portugaise est titrée Ruth e o gato preto,(Ruth et le chat noir).

Crook, aide Ruth Appleyard, qui se trouve impliquée dans plusieurs cas de morts suspectes. Dans Is she dead too ? (1955) la jeune femme est soupçonnée d’avoir assassiné un pensionnaire (ou Hôte). Je n’ai trouvé aucune édition française.

On ne connaît aucune photo de l’auteur.

 

 

 

 

Os gatos da Anica Govedarica


Gosto dos gatos da Anica. Gosto muito. Por isso, os divulgo!

Estarão, com mais gatos da Anica na exposição-venda, na Amadora, da Feira dos pequenos formatos, na casa Roque Gameiro (Pct. 1.º Dezembro, 2 – Venteira 2700-688 Amadora ) no dia 21 de Junho de 2014 das 10.30 h às 18.00 h. Pode passar um momento agradável naquele sábado nessa exposição.

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J’adore les chats d’Anica! C’est pour cela que je les divulgue!

En voici trois, ils seront exposés, entre autres,  le 21 juin à la maison musée Roque Gameiro à Amadora… au Portugal! Un peu loin pour les Français qui n’habitent ni séjournent dans la région de Lisbonne, il ne vous reste que ces trois-ci à admirer!

Os gatos e a pintura 6 – Francisco Goya – Les chats et la peinture 6 – Francisco Goya


Francisco Goya

_goya_autoportraitO mais original senão o mais sábio dos pintores da Espanha moderna, nasceu a 31 de Março de 1746, em Fuen- tesdetodos, no reino de Aragon. Há poucos elementos sobre os por- menores da sua vida. Aluno de Francisco Bayeu e de José Lusan, ainda jovem deslocou-se a Roma, e, em 1771 recebeu o segundo prémio de pintura proposto pela Academia de Parma. No seu regresso a Espanha, foi encarregado de compor modelos para a manufactura real de tapeçarias, e esses desenhos foram as primeiras obras que lhe trouxe a atenção pública, entre os quais O Combate de gatos. O talento que demonstrou, a incrível rapidez com que as executou, mereceram-lhe elogios de Raphael Mengs, director daquele projecto. A graça e o natural que demonstrava na pintura de cenas populares, género novo, onde se distinguiu constantemente, excitaram a admiração dos conhecedores. Goya - Combat de chats (1786)Em 1780, um belo quadro, o Cristo, valeu à Goya, a sua nomi- nação como membro da Academia de San-Fernan- do e como pintor do rei. Depois da morte de Carlos III, Goya foi também pro- tegido por Carlos IV; e os grandes senhores dessa corte corrompida, o conde de Benavente, e sobretudo a duquesa de Alba, trataram-no com honra. Até tornou-se amigo e pensionista da duquesa, e em breve serviu-a nos seus rancores e seus ciúmes.

Pintor e caricaturista, Goya produziu imenso. Os museus de Espanha possuem obras importantes da mão de Goya. Em Madrid, no museu del Rey, podem ver-se Os retratos equestres de Charles IV e da rainha Maria-Luisa, assim como a tela intitulada Dos de Mayo, vigorosa cena da invasão francesa. Citemos ainda, uma Maja, um Auto-da-fé, uma Procissão, a Corrida de touros e a Casa dos loucos (Academia nacional). O Museu do Louvre tem sete obras de Goya, o de Castres tem três telas entre as quais o auto-retrato com óculos de 1800.

goya.shootings-3-5-1808À partir de 1808, Napo- leão ocupou Madrid e afastou o rei enquanto o povo se revoltava. Goya lutou contra a guerra e nomeadamente gravou uma série de estampas para denunciar o horror do combate. No entanto, continuava atraído pelo liberalismo francês. Paci- fista, atacou tanto os invasores francês como os guerrilheiros espanhóis. Em 1819, gravemente doente, escapou de pouco à morte. Continuou a pintar auto-retratos e estampas enigmáticas. Há sentimento e verve no seu esboço, A Última Oração de um condenado. Em contra partida há uma encantadora vaidade em Las Manolas (Majas) en el balcón. Goya pintava como que preso do delírio de uma febre. Afecta, muitas vezes, o mais perfeito desdém; nele é, ao mesmo tempo, ignorância e preconceito. No entanto, este mestre bizarro, que parecia comprazer-se na fealdade, tinha um agudo sentido da graça feminina e das picantes atitudes das belas moças de Espanha.

EB BORDAS BA2397Goya deixou umas ex- celentes caricaturas. Há a Tauromaquia, sequên- cia de trinta e três pran- chas, vinte desenhos com o título de Cenas de invasão e por fim a sua obra-prima, os Ca- priccios, que se com- põem de oitenta gra- vuras incluindo o retrato do autor. As suas cari- caturas foram executa- das com aquatinta e retrabalhadas com água-forte. Combinando as duas técnicas, o artista alcançou resultados maravilhosos; a finura e a transparência do claro-obscuro atingem uma perfeição que quase faz pensar em Rembrandt. De toda a obra de Goya, a Biblioteca imperial só possui os Capriccios. Tem uma introdução num manuscrito de escassas páginas que dá a chave de alguns dos enigmas incluídos nesse precioso volume.

Goya_alba2Goya aliara-se aos interesses e as pequenas paixões da sua protectora, a duquesa de Alba. A duquesa e a rainha, ambas muito ocupadas em galantaria, entendiam-se muito bem, mas rivalidades e ciúmes não demo- raram a aparecer; Goya então perseguiu com a troça do seu lápis os amantes de Maria-Luísa, até a própria Majestade. Várias caricaturas tinham um cunho político hoje em dia difícil de abarcar, mas que a maldade dos con- temporâneos comentavam fa- cilmente. As outras são pintu- ras de costumes, e é sobre- tudo ali que a fantasia de Goya actua livremente. Gostava de representar as majas de Madrid com toda a sua graça provocante; também gostava das excursões no mundo fantástico e foi ali que triunfou. O seu lápis ágil criou todo um povo de demónios, cuja estranheza não tem comparação, tendo frequentemente um grande arrojo no desenho. Goya a levou muito longe a expressão. As suas composições são terríveis ou charmosas; poucas são medíocres. o duro génio da Espanha respira inteiramente nessas caricatures irritadas, nesses excessos do pensamento e do traço, e até nesses esboços poéticos, onde o sorriso mantém sempre algo sério e pensado. Em 1824, receando pela sua vida e a da sua família, Goya o liberal exilou-se em França, primeiro em Paris depois em Bordéus, onde pintou até à sua morte no ano seguinte, na noite de 15 para 16 de Abril de 1828, muito velho, muito triste e muito esquecido

De notar que o gato é muitas vezes presente nas suas composições, tanto em esboços e gravura — por vezes transformado em figuras fantásticas —, como nos retratos de corte onde figura como elemento secundário.

Capriccios

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Autorretrato_Goya_1815Le plus original sinon le plus savant des peintres de l’Espagne moderne, Fran- cisco Goya naquit le 31 mars 1746, à Fuentesdetodos, dans le royaume d’Aragon. On a peu de détails sur les événements de sa vie : élève de Francisco Bayeu et de José Lusan, il fit, jeune encore, le voyage de Rome, et remporta en 1771 le second prix de peinture proposé par l’Académie de Parme. À son retour en Espagne, il fut chargé de composer des modèles pour la manufacture royale de tapisseries, et ces dessins furent les premières œuvres qui attirèrent sur lui l’attention publique, dont le combat de chats.OLYMPUS DIGITAL CAMERALe talent dont il y fit preuve, la rapidité incroyable avec laquelle il les exécuta, lui méritèrent les éloges de Raphael Mengs, sous la direction de qui étaient placés ces travaux. La grâce et le naturel qu’il apportait dans la peinture des scènes populaires, genre nouveau, où il se distingua constamment, excitèrent l’admi- ration des connaisseurs. Une belle toile, le Christ, valut à Goya, en 1780, sa nomination de membre de l’Académie de San-Fernando et de peintre ordinaire du roi. Après la mort de Charles III, Goya fut également protégé par Charles IV ; et les grands seigneurs de cette cour corrompue, le comte de Benavente, et surtout la duchesse d’Albe, le traitèrent avec honneur. Il devint même l’ami et le pensionnaire de la duchesse, et bientôt il la servit tant dans ses rancunes comme dans ses jalousies.

459px-Francisco_de_Goya_y_Lucientes_067Peintre et caricaturiste, Goya pro- duisit un grand nombre d’œuvres importantes, occupant une place de choix dans les musées d’Espagne. À Madrid, au musée del Rey, on voit les Portraits équestres de Charles IV et de la reine Maria-Luisa, et le fameux tableau intitulé de Dos de Mayo, vigoureuse scène de l’invasion française. Citons également la Loge au Cirque des taureaux, les deux Majas (nue et vêtue) au musée national du Prado, un Auto-da-fé, une Procession, la Course de tau- reaux et la Maison de fous à l’Académie nationale. Le Musée du Louvre possède sept tableaux de Goya, celui de Castre en a trois dont l’autoportrait à lunettes.

À partir de 1808, Napoléon occupe Madrid et chasse le roi tandis que le peuple se révolte. Goya s’engage contre la guerre et grave notamment une série d’estampes pour dénoncer l’horreur du combat. Il reste néanmoins attiré par le libéralisme français. Pacifiste, il s’attaque autant aux envahisseurs français qu’aux guérilleros espagnols. Francisco Goya-598588En 1819, gravement malade, il échappe de peu à la mort. Il continue de peindre : auto- portraits et estampes énigmatiques. Il y a du sentiment et de la verve dans son ébauche, Dernière prière d’un con- damné. En revanche, il y a une coquetterie charmante dans Las Manolas (Majas) en el balcón. Goya peignait comme dans le délire de la fièvre. Il affecte souvent pour la forme le dédain le plus parfait ; chez lui, c’est à la fois ignorance et parti pris. Et cependant ce maître bizarre, qui semble se complaire dans la laideur, avait un vif sentiment de la grâce féminine et des piquantes attitudes des belles filles de l’Espagne.

Goya gato_acosado

Goya a laissé des caricatures d’un très-haut prix. Il nous reste de lui la Tauromaquia, suite de trente-trois planches, vingt dessins sous le titre de Scènes d’invasion et enfin son chef-d’œuvre, les Capriccios, qui se composent de quatre-vingts gravures y compris le portrait de l’auteur. Ses caricatures sont exécutées à l’a- quatinte et repiquées à l’eau-forte. En combinant ces deux procédés, l’artiste est arrivé à des résultats merveilleux ; la finesse et la transparence du clair-obscur y sont rendues avec une perfection qui fait presque songer à Rembrandt.

De toute l’œuvre de Goya, la Bibliothèque impériale ne possède que les Capriccios. Son exemplaire est précédé d’un manuscrit de quelques pages, qui donne la clef de plusieurs des énigmes que renferme ce précieux volume. Goya avait épousé les intérêts et les petites passions de sa protectrice, la duchesse d’Albe. La duchesse et la reine, fort occupées toutes deux de galanterie, s’entendaient très-bien, mais des rivalités, des jalousies, ne tardèrent pas à éclater ; Goya poursuivit alors de son crayon moqueur les amants de Maria-Luisa et sa Majesté elle-même. Plusieurs de ses caricatures ont un sens politique qu’il nous est déjà difficile de saisir, mais que la malignité des contemporains commentait aisément. Les autres sont des peintures de mœurs, et c’est là surtout que la fantaisie de Goya s’exerce librement. Il se plaît à représenter les majas de Madrid dans toute leur grâce provoquante ; il aime aussi les excursions dans le monde fantastique et c’est là qu’il triomphe. Son crayon facile a créé tout un peuple de démons, dont l’étrangeté n’a pas d’égale, et qui sont souvent d’une grande hardiesse de dessin. Goya a poussé très loin l’expression. Ses compositions sont terribles ou charmantes ; il en est peu de médiocres. Le dur génie de l’Espagne respire tout entier dans ces caricatures irritées, dans ces débauches de la pensée et de la ligne, et même dans ces poétiques croquis, où le sourire garde toujours quelque chose de sérieux et de réfléchi.  En 1824, craignant pour sa vie et celle de sa famille, Goya le libéral s’exile en France, d’abord à Paris puis à Bordeaux, où il peint jusqu’à sa mort l’année suivante, dans la nuit du 15 au 16 avril 1828, très vieux, très triste et très oublié.

Le chat est très souvent présent dans ses compositions, tant dans ses croquis et gravures — parfois transformé en figures fantastiques —, comme dans les portraits de cour où il figure comme un élément secondaire.

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Goya sonhando prep       Sueño del autor

 

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