O gato e os cançonetistas – 4 – Le chat et les chansonniers – 4 – Les Frères Jacques


LES FRÈRES JACQUES

Les_freres_Jacques-21494625112005Les Frères Jacques, marcaram a história da canção francesa durante cerca de 40 anos. Não só pela excelência das suas interpretações mas sobretudo pela célebre faceta cénica. Gibões, collants, luvas e chapéus caracterizam-nos para sempre aos olhos do público, sem falar das suas encenações sabiamente coreo- grafadas para cada canção. Misturando comédia, humor e música, os Frères Jacques ocupam um lugar singular no repertório francês.

Foi em 1944 que os quatro compadres criaram o seu conjunto, não usando ainda o seu nome mítico. Compõe-se de dois irmãos, André e Georges Bellec, François Soubeyran e Paul Tourenne.

O quarteto Les Frères Jacques produziu-se de 1946 a 1982. O grupo interpretou canções de Prévert e de Kosma, de Serge Gainsbourg ou de Stéphane Golmann .

R MarcyLa queue du chat foi composta – letra e música – por Robert Marcy em 1947.

André e Georges Bellec eram oriundos de St Nazaire. As suas infância e adolescência decorreram na região da Vendeia. A família mudou-se para Bordéus em 1933. André estudou Direito e ins- creveu-se em paralelo no conservatório de Bordéus, para fazer teatr, e integrou-se numa companhia. Georges cantava canções picantes e desenhava. Frequentou as Belas Artes. Muito mais orientado para o jazz, abandonou o violino para o cornetim.

Chegada a guerra, André foi mobilizado. Georges, doente, foi dado incapaz para o serviço. 

François Soubeyran cresceu na casa familial, uma antiga olaria que era aberta e acolhia estranhas personagens vindas de todo o lado, entre as quais uma moça que formou um grupo coral onde François cantou. Na altura do Natal de 1944, una carta de Emmanuel Mounier contratou-o para Travail et Culture (TEC). François ali conheceu o seu grande amigo, Yves Robert. Cantou com ele em dueto, «progredindo no conhecimento do teatro», sem muito entusiasmo, e tentou dedicar-se a olaria. Ao partir para uma digressão Yves Robert deixou a François o desempenho do seu papel.

Yves-Robert 2Paul Tourenne vivendo em Paris, entrou em 1937 nos Correios, o que não o impediu de cultivar o seu amor pela música, com gaitas, harmónicas e outras guitarras havaianas e depois violino. Experimentou o canto e a harmonia. Paul sonhava com uma carreira de professor de canto. Na altura da guerra,tornou-se monitor da colónia de férias das crianças da rádio com quem formou um coral. Foi então enviado para o serviço artístico da rádio para formar um coral infantil. Com apenas 21 anos, Paul Tourenne tornou-se jovem contra-regra na Radiodifusão Nacional. Na altura da Libertação, regressou a Paris, no serviço artístico da Radiodifusão francesa.

Depois da Libertação, André e Georges Bellec foram para Paris. Georges voltou às Belas-Artes, pintando e tocando trompeta com Claude Luter. Em Novembro de 1944, André fut nomeado instrutor de arte dramática e administrador em Travail et Culture. Um dia, os dois irmãos encontrando-se por acaso na rua, falaram das suas vidas difíceis, e André alvitrou um projecto de montar um quarteto vocal: o guitarrista de jazz e cantor Teymour Nawab juntou-se-lhes, e Yves Robert, contactado mas com outros projectos falou-lhes de François Soubeyran.

88779A 26 de Maio de 1945, Travail et Culture propô um concurso de quarteto vocal, ainda sem nome: o parentesco era então na moda  – Marx Brothers, Mills Bro- thers, Andrews Sisters, Dolly Sisters, Sœurs Étienne –, porque não Irmãos (Frères)… «Les Frères Jacques», ex- clamou um técnico no estúdio. O nome lembra ao mesmo tempo a canção infantil Frère Jacques e «fazer o jacques, ou seja fazer o palhaço, era o que queríamos fazer com as canções.»

A 14 de Julho de 1945, os Frères Jacques apareceram pela primeira vez em público, durante uma gala radiodifundida desde os jardins do Palais Royal. A 1 de Agosto, fizeram a sua entrada na Comédie des Champs-Élysées e confirmaram o êxito radiofónico. E num serão, conheceram Francis Blanche, que em breve ia contribuir para a qualidade do seu repertório.

«Em 1945, os nossos primeiros autores, tais como Francis Blanche, Raymond Queneau e os compositores Francis Poulenc, Claude Arrieu, Maurice Thiriet e Pierre Philippe abriram-nos o caminho para o estilo que pressentíamos e que se concretizou definitivamente com a vestimenta criada por Jean-Denis Malclès

blanchequeneauEm Setembro, Léon Chancerel, propôs aos Frères Jacques uma digressão de dois meses na Alsácia liberada, com o seu repertório de canto e a peça de Molière Le médecin malgré lui. Georges Bellec juntou-se de novo ao grupo, e o quarteto ensaiou à cinco com Teymour Nawab.

No fim de Novembro, regressaram a Paris, sem contrato, mas continuando a ensaiar. Procuravam o seu estilo e o seu repertório.

jean-denis malcles-portraitintroNo princípio de 1946, Yves Robert e dois amigos convidaram os Frères Jacques a juntar-se-lhes na companhia que acabavam de criar para preparar um espectáculo. Foi quando ensaiaram sob a direcção de Pierre Philippe, pianista e compositor, enquanto o decorador Jean-Denis Malclès lhes confeccionou o seu primeiro traje com collants.

Ainda lhes faltava uma musicalidade própria, um estilo e um rigor no trabalho. A princípio, Pierre Philippe julgou-os severamente, mas soube os fazer trabalhar e ficou satisfeito com o resultado. Assim, ficou como o pianista do quarteto.

A 1 de Maio de 1946, uma gala dos Frères Jacques em La Baule conquistou um estrondoso sucesso. O quarteto orientou-se então definitivamente para a canção «mimada», em que as letras e a música não podiam abstrair-se da encenação. O seu primeiro repertório não se coibiu de pegar em grandes sucessos, que retrabalhavam à sua maneira, aos quais acrescentaram novas ou desconhecidas canções que iam tornar uns clássicos

Jacques Prévert e o seu gatoMalclès confeccionou-lhes trajes e acessórios: enfiou-lhes collants, gibões e luvas brancas, completando a silhueta com chapéus e bigodes variados. Esses elementos pouco variaram. A 31 de Dezembro de 1946, os Frères Jacques animaram a consoada do Cité-Club e ali estrearam as novas fatiotas, com gibões de cor cujas pontas vinham cobrir os collants todos negros, e que nunca mais deixaram : Georges Bellec de amarelo, Paul Tourenne de azul acinzentado muito claro, André Bellec de verde e François Soubeyran de vermelho.

O seu primeiro disco de 78 rotações saiu em 1948. Jacques Canetti, images 1o seu agente artístico conseguiu-lhes textos de Jacques Prévert e músicas de Joseph Kosma, que gravaram e que a rádio difundiu para além da esfera parisiense. Obtiveram o Grande Prémio do Disco em 1950 e 1958. Também cantaram com Édith Piaf e Brigitte Bardot.

Les Frères Jacques deram o seu último recital a 3 de Janeiro de 1982 no Teatro do Oeste parisiense. Cada membro do quarteto reformou-se então definitivamente.

Uma homenagem foi-lhes prestada no Casino de Paris a 12 e 13 de Janeiro de 1996, para a ocasião do quinquagésimo aniversário da sua criação, na presença de numerosos artistas.

O rabo do gato - letra

 

La queue du chat - Paroles

0004400631282_600Les Frères Jacques, ont marqué l’histoire de la chanson française pendant près de 40 ans. Non seulement par l’excellence de leurs interprétations mais surtout pour leur célèbre facette scénique. Justaucorps, collants, gants et chapeaux les caractérisèrent à jamais aux yeux du public, sans compter leurs mises en scène savamment chorégraphiées pour chaque chanson. Mêlant comédie, humour et musique, les Frères Jacques ont une place bien particulière dans le répertoire français.

C’est en 1944 que les quatre compères ont créé leur ensemble, ne s’appelant pas encore de leur nom mythique. Il était composé de deux frères, André et Georges Bellec, de François Soubeyran et de Paul Tourenne.

Le quatuor Les Frères Jacques se produisit de 1946 à 1982, Le groupe a interprété des chansons de Prévert et de Kosma, de Serge Gainsbourg ou de Stéphane Golmann .

220px-Robert_Marcy_septembre_2011La chanson La queue du chat fut composée en 1947 par Robert Marcy, paroles et musique.

André et Georges Bellec étaient de St Nazaire. Ils passèrent leur enfance et leur adolescence dans le marais vendéen. La famille s’installa à Bordeaux en 1933. André fit son droit et s’inscrivit en parallèle au conservatoire de Bordeaux, pour jouer la comédie, et s’intégra à une compagnie. Georges chantait des chansons grivoises et dessinait. Il fréquenta les Beaux-Arts. Étant beaucoup plus orienté vers le jazz, il abandonna le violon pour le cornet à pistons.

À l’arrivée de la guerre, André fut mobilisé. Georges, malade, fut réformé. 

robert_yves03François Soubeyran a grandi dans la maison familiale, une ancienne poterie qui était ouverte et accueillait d’étranges personnages venus de partout, dont une demoiselle ayant formé un chœur mixte dans lequel chante François. Vers Noël 1944, une lettre d’Emmanuel Mounier l’engagea à Travail et Culture (TEC). François y rencontra son grand ami, Yves Robert. Il chanta en duo avec lui, « progressant dans la connaissance du théâtre », sans enthousiasme, et essaya de se mettre à la poterie. Yves Robert partant en tournée laissa son rôle à François.

Paul Tourenne vivant à Paris, entra en 1937 aux PTT, ce qui ne l’empêcha pas de cultiver son amour de la musique, étoffé de pipeaux, d’harmonicas et autres guitares hawaïennes puis violon. Il s’essaya à chanter, harmonisa. Paul rêvait d’une carrière de professeur de chant. Lorsque la guerre éclata, Paul devint moniteur de la colonie de vacances des enfants de la radio avec lesquels il forma une chorale. Il fut alors propulsé au service artistique de la radio pour former une chorale enfantine. À tout juste 21 ans, Paul Tourenne se retrouva jeune régisseur à la Radiodiffusion Nationale. À la Libération, il retourna à Paris au service artistique de la Radiodiffusion française.

CLAUDE lUTERAprès la Libération, André et Georges Bellec montèrent à Paris. Georges retrouva les Beaux-Arts, peignant et jouant de la trompette avec Claude Luter. André, en novembre 1944, fut nommé instructeur d’art dramatique et administrateur à Travail et Culture. Un beau jour, les deux frères se croisant dans la rue par hasard, se parlèrent de leurs vies difficiles, et André évoqua le projet de monter un quatuor vocal : le guitariste de jazz et chanteur Teymour Nawab se joignit alors à eux, et Yves Robert, contacté mais ayant d’autres projets leur parle de François Soubeyran.

Le 26 mai 1945, Travail et Culture proposa le concours d’un quatuor vocal, qui n’a pas encore de nom : la mode était alors à la parenté – Marx Brothers, Mills Brothers, Andrews Sisters, Dolly Sisters, Sœurs Étienne –, pourquoi pas Frères… « Les Frères Jacques », lança un technicien en studio. Le nom rappelle à la fois la chanson enfantine Frère Jacques et « faire le jacques, faire le pitre, c’est ce qu’on voulait faire en montant des chansons. »

Le 14 juillet 1945, les Frères Jacques apparurent pour la première fois en public, lors d’un gala radiodiffusé depuis les jardins du Palais Royal. Le 1er août, ils firent leur entrée à la Comédie des Champs-Élysées et confirmèrent leur succès radiophonique. Et lors d’une soirée, ils rencontrèrent Francis Blanche, qui allait bientôt contribuer à la qualité de leur répertoire.

« En 1945, nos premiers auteurs, tels que Francis Blanche, Raymond Queneau et les compositeurs Francis Poulenc, Claude Arrieu, Maurice Thiriet et Pierre Philippe nous ont ouvert la voie au style que nous ressentions et qui s’est concrétisé définitivement avec l’apport du costume de Jean-Denis Malclès. »

Poulenc - Arrieu -Thiriet

En septembre, Léon Chancerel, proposa aux Frères Jacques une tournée de deux mois en Alsace libérée, avec leur tour de chant, ainsi que la pièce Le médecin malgré lui de Molière. Georges Bellec est revenu, et le quatuor répèta à cinq avec Teymour Nawab.

Les-Freres-Jacques-Les-Freres-Jacques-Chantent-Les-Poetes-Prevert-Ferret-Queneau-Gainsbourg-CD-Album-301847056_MLFin novembre, ils furent de retour à Paris, sans contrat, mais continuè- rent à répéter. Ils cherchaient leur style et leur répertoire. Début janvier 1946, Yves Robert et deux amis invitèrent les Frères Jacques à se joindre à la compagnie qu’ils venaient de créer pour préparer un spectacle. Ils répétèrent sous la direction de Pierre Philippe, pianiste et compo- siteur, tandis que le décorateur Jean- Denis Malclès leur confectionna leur premier costume avec collants.

Il leur manquait encore une musicalité propre, un style et une rigueur dans le travail. Pierre Philippe les jugea d’abord sévèrement, mais il sut les faire travailler et fut satisfait du résultat. Ainsi devint-il le pianiste du quatuor.

Le 1er mai 1946, un gala des Frères Jacques à La Baule remporte un immense succès. Le quatuor s’orienta alors définitivement vers la chanson « jouée », dans laquelle paroles et musique ne pouvaient se passer de mise en scène. Leur premier répertoire ne craignit pas de s’attaquer à de grands succès, qu’ils revoyaient à leur manière, auxquels ils ajoutèrent des chansons nouvelles ou inconnues et dont ils allaient faire des classiques.

502bbd32e68ea585Malclès leur confectionna les costumes et accessoires : il les moula dans des collants, des justaucorps et des gants blancs, et compléta leur silhouette par des chapeaux et moustaches divers. Ces éléments varieront peu par la suite. Le 31 décembre 1946, les Frères Jacques animèrent le réveillon du Cité-Club et étrennèrent pour l’occasion leurs nouvelles tenues, avec un gilet de couleur dont les pointes venaientt recouvrir le collant uniformément noir, et qui ne les quittera plus : Georges Bellec en jaune, Paul Tourenne en bleu-gris clair, André Bellec en vert et François Soubeyran en rouge.

jacques-prevert-et Joseph KosmaLeur premier disque en 78 tours sortit en 1948. Jacques Canetti, leur agent artistique, obtint des textes de Jacques Prévert et des musiques de Joseph Kosma, qu’ils enregistrèrent et que la radio fit connaître au-delà de la sphère parisienne. Ils obtinrent le Grand Prix du Disque en 1950 et 1958. Ils ont également chanté avec Édith Piaf et Brigitte Bardot.

Les Frères Jacques donnèrent leur dernier récital le 3 janvier 1982 au Théâtre de l’Ouest parisien. Chacun des membres du quatuor se retira alors définitivement.

Un hommage leur fut rendu au Casino de Paris les 12 et 13 janvier 1996, à l’occasion du cinquantième anniversaire de leur création, en présence de nombreux artistes.

 

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O gato nos livros das minhas avós – Le chat dans les livres de mes grand-mères


O gato nas imagens invertidas e outras ilustrações do princípio do século XX

517_001La Jeunesse illustrée foi um semanário para a juventude edi- tado pela Librairie Arthème Fayard de 1 de Março de 1903 a Junho de 1935, data da sua fusão com a revista Les Belles Ima- ges. Foi uma das primeiras pu- blicações francesas para crianças a privilegiar as narrativas por ima- gens em banda desenhada.

O seu êxito permitiu impôr à esse tipo de imprensa um modelo de difusão semanal que existiu em França durante cerca de sessenta anos, e que ainda hoje marca a percepção desta arte.

Les courtisans du roi Malinsco XVII

images.asc.ohio-state.eduAlfred Zantzinger Baker Sr (1870- 1940), desenhador de origem americana, que se inspirou fortemente no trabalho de Gustave Verbeek, The Upside-Downs Little Lady Lovekins and Old Man Muffaroo, para a sua prancha publicada na revista infantil La Jeunesse illustrée de 16 de Dezembro de 1906.

A propósito de Baker, pouco se sabe. Segundo o Dico Solo (Mais de 5000 desenhadores de Imprensa e 600 publicações em França, de Daumier ao ano 2000), colaborou na imprensa ilustrada francesa (Le Rire, Fantasio, etc.) entre 1902 e 1914. Baker entregou as suas «Imagens a inversão» à La Jeunesse illustrée, pontualmente, desde o n° 170 de 27 de Maio de 1906. Voltaram a ser publicadas em 1913-1914 na revista infantil Diabolo Journal composta de pranchas publicadas anteriormente em La Jeunesse illustrée.

Baker levou o princípio da sua «imagem a inversão» até à assinatura do seu nome que acoplava de um Baker invertido. Mas não se enganem: essa prancha não é nova tentativa de tradução em francês dos Upside Downs originariamente publicados entre 1903 e 1905 no Comics Supplement do New York Herald.

As pranchas de Baker inscrevem-se na tradição das imagens de duplo sentido dos séculos XVIII e XIX. Não pertencem verdadeiramente ao mundo da banda desenhada. Mesmo quando uma prancha está composta de duas imagens seguidas à reverter, a página invertida muitas vezes nada tem a ver com a narração da primeira. Todavia essas obras não deixam de ser curiosas nessa revista infantil com fama pela rigidez das formas das suas histórias narradas por imagens.

MERLIN ET SON CHAT (INVERSER)

La Jeunesse illustrée était un hebdomadaire pour la jeunesse édité par la Librairie Arthème Fayard du 1er mars 1903 à juin 1935, date de son absorption par la revue Les Belles Images. Ce fut une des premières publications françaises pour enfants à avoir privilégié les récits en images sous forme de bande dessinée.

404Son succès a permis d’imposer à ce média un modèle de diffusion hebdomadaire qui a existé en France pendant près de soixante ans, et qui marque encore aujourd’hui la perception de cet art.

Alfred Zantzinger Baker Sr (1870-1940), dessinateur d’origine américaine, qui s’est fortement inspiré du travail de Gustave Verbeek pour sa planche publiée dans La Jeunesse illustrée du 16 décembre 1906.

A propos de Baker, on sait peu de chose. Selon le Dico Solo, il collabore à la presse illustrée française (Le Rire, Fantasio, etc.) entre 1902 et 1914. Baker publie ses « Images à renversement » dans La Jeunesse illustrée, de façon ponctuelle, dès le n° 170 du 27 mai 1906. Elles seront reprises en 1913-1914 dans la revue pour enfants Diabolo Journal composée de planches précédemment publiées dans La Jeunesse illustrée..

Dupla assinaturaBaker pousse le principe de son « image à renversement » jusqu’à la signature de son nom qu’il double d’un autre Baker inversé. Mais que l’on ne s’y trompe pas. Cette planche n’est pas une nouvelle tentative de traduction en français des Upside Downs originellement parus entre 1903 et 1905 dans le Comics Supplement du New York Herald.

torn-book-coverLes planches de Baker s’inscrivent dans la tradition des images à double sens des XVIIIe et XIXe siècles. Elles n’appartiennent pas vraiment au médium bande dessinée. Même quand elle est composée d’une suite de deux images à retourner (voir exemple ci-dessous), la page retournée n’a aucun lien narratif avec la première. Ces œuvres n’en restent pas moins détonantes dans cette revue enfantine réputée pour la rigidité des formes de ses histoires en images. Baker a aussi écrit quelques livres pour enfants dont voici l’une des couvertures, avec son double B en signature.

Os gatos e a música 21 – Modest Mussorgski – Les chats et la musique 21 – Modeste Moussorgski


128701206732Nascido a 21 de Março de 1839 em Karevo, na província de Pskov (Rússia), Modest Mussorgski foi o quarto filho de uma família nobre com grandes propriedades. A mãe do futuro compositor deu-lhe as primeiras lições de piano, sensibilizou-o a poesia e outras formas de arte.

Com 9 anos, Mussorgski já conseguia interpretar em público algumas obras para piano de Franz Liszt. Portanto, os pais não negligenciaram a sua formação musical, todavia destinavam-no à carreira militar: foi inscrito na célebre Escola de Cavalaria Nicolas de São-Petersburgo onde entrou com 13 anos. 320px-Modest-Mussorgsky-youngNaquela altura, também recebeu algumas lições de piano com o pianista virtuoso Anton Herke, de origem alemã, e descobriu a obra de Robert Schumann. Na escola militar, apaixonou-se pela filosofia e a história.

Em 1856, Modest alistou-se no prestigiado regimento Préobrajensky da Guarda Imperial. Nesse mesmo ano conheceu Alexandre Borodine e Dargomytjski. Travaram uma grande amizade e alargaram o seu horizonte musical ao conhecerem César Cui, Mili Balakirev e Stasov.

Mussorgski começou então a pensar seriamente numa carreira musical desejando promover a música russa. Em 1857 acabou a sua formação militar com uma patente de oficial.

BalakilevCom Balakirev, Mussorgski estudou a música de Ludwig van Beethoven e demissionou do exército. A primeira interpretação das suas obras ocorreu em 1858 com Anton G. Rubinstein. Mussorgski, para viver, teve de empregar-se na no instituto das Estradas, onde perdeu um tempo precioso. A vida que levou naquela época levou-o a um consumo excessivo de álcool e a uma alimentação precária. A morte do seu pai, em 1863, tornou os seus pensamentos mais sombrios. Além do mais, estava sujeito a crises de epilepsia e teve uma primeira crise de delirium tremens.

Durante a sua convalescença, ligou-se de profunda amizade com Nicolaï Rimski-Korsakov. Tendo já perdido todo o património familiar devido à abolição da servidão na Rússia, em 1865, faleceu a sua mãe. Felizmente, de 1866 a 1869, formou-se o Grupo dos Cinco, composto por Mussorgski, Borodine, Rimski-Korsakov, Balakirev e Cui, e Modeste conheceu então umas relações de amizade extraordinárias. Esses compositores passavam a maior parte do seu tempo juntos, à falar de música. Eram hóspedes da jovem irmã de Glinka, Ludmila Chestakova.

night-on-bald-mountain mar23Em Abril de 1867, Mussorgski perdeu o emprego. Todavia terminou algumas partituras tais como Uma noite no Monte Calvo, uma das suas mais célebres. Mussorgski compôs numerosos fragmentos de peças que não terminou: duas óperas Salammbô e O Casa- mento, Édipo em Atenas… Em 1868, o compositor foi particularmente inspirado e começou a composição de Boris Godounov, a sua grande ópera. A estreia (na segunda versão) foi interpretada por Fedor Chaliapine, célebre baixo. Mas a ópera foi mal recebida e até severamente criticada pelos seus amigos Cui, Balakirev ou ainda Borodine, o que desgostou profundamente o compositor. Em contrapartida, Liszt, que teve acesso à uma parte da obra do Russo, ficou entusiasmado e convidou Mussorgski a Weimar (todavia em vão porque Mussorgski não pôde lá ir por razões profissionais).

2009-02-14_1234611721Mussorgski, que vivera a partir de 1870 em casa de Rimski-Korsakov, teve de instalar-se depois em casa do poeta Golenishev depois do casamento do seu hospitaleiro colega. Encorajado por Stasov, Moussorgski começou a composição de A Khovantchina e de A Feira de Sorotchinski. Não acabou nenhuma. Voltou-se de novo para a bebida e o grupo dos cinco desfez-se.

Em 1872, Modest Mussorgsky compôs a recolha das Enfantines, ciclo de sete melodias para mezzo-soprano accompanhadas ao piano, incluindo nomeadamente «Le Chat Matelot» (« O Gato Marinheiro»), a  7ª  obra.

Sobre movimentos bastante rápidos:Vivo, Allegro, Moderato e a seguir Allegro menos vivo, conta a história duma criança que regressando no seu quarto para pegar uma sombrinha surpreende o gato da casa, a tentar apanhar o passarinho na sua gaiola.

images Portanto, o «Gato Marinheiro» é a narrativade um pequeno facto,visto pelo olhar de uma criança.Essa melodia é um triunfo de realismo: desdenhando todas as convenções e todas as disciplinas musicais, Mussorgsky só obedece às suas impressões e aos seus impulsos. Os problemas da harmonia nem sequer ali se colocam; transcreve tudo o que vê e ouve directamente em sonoridades pianísticas e vocais.

Percebe-se que aqui quer mostrar a importância da ligação entre o gato e o tempo da infância. É um animal um pouco ambivalente, que assusta a criança («…dardejava os seus olhos verdes sobre mim…») mas carrega também em si o símbolo da ternura e da suavidade («…o nosso Mimi deitado sobre a gaiola do passarinho… »).

Quadros de uma exposiçãoEssa obra não se dirigia apenas para os adultos e a alegria do compositor era imensa quando as próprias crianças a apreciavam.

Em 1874, o músico compôs uma das suas obras-primas: os Quadros de uma Exposição, magistral suite para piano. À partir de 1875 ficou em casa de um amigo, o pintor Paul Naumof, durante quatro anos. Escreveu um ciclo de cantos muito sombrio: Cantos e danças da morte. No fim de 1879, fez uma digressão com uma cantora contralto Daria Leonova. Apesar da profunda decadência física, essa digressão fez-lhe bem e retomou por momentos o gosto pela música.

Mussorgski morreu a 28 de Março de 1881 em São-Petersburgo. A predilecção de Mussorgski era para a voz humana, apesar de algumas obras orquestrais ou instrumentais notáveis. Explorou as suas possibilidades com métodos únicos no seu tempo. Com Rimski-Korsakov, permitiu à alma russa exprimir-se. Muitas das suas obras foram terminadas, orquestradas ou orquestradas de novo pelos seus amigos mas também por Maurice Ravel cuja orquestração dos Quadros de uma Exposição é muito famosa.

 

Moussorgsky portraitNé le 21 mars 1839 à Karevo, dans la province de Pskov (Russie), Modeste Moussorgski est le quatrième fils d’un propriétaire terrien. La famille n’est pas hostile à l’art : la mère du futur compositeur lui lèguera d’ailleurs une certaine sensibilité poétique.

À 9 ans, Moussorgski peut déjà interpréter en public quelques œuvres pour piano de Franz Liszt. Les parents ne négligent donc pas sa formation musicale, mais le destinent cependant à une carrière militaire : il est inscrit à la célèbre École de Cavalerie Nicolas de Saint-Pétersbourg où il entre à l’âge de 13 ans. 220px-Ecole_de_cavalerie_NicolasDurant cette période, il prend aussi quelques leçons de piano avec le pianiste virtuose Anton Herke, d’origine allemande, et découvre l’œuvre de Robert Schumann. À l’école militaire, il se passionne pour la philosophie et l’histoire.

En 1856, Modeste s’engage dans le prestigieux régiment Préobrajensky de la Garde Impériale. Il fait cette même année connaissance avec Alexandre Borodine et Dargomytjski. Ils se lient d’amitié et élargissent leur horizon musical en faisant la connaissance de César Cui, Mili Balakirev et de Stasov. Moussorgski commence alors à envisager sérieusement une carrière musicale et voudrait promouvoir la musique russe. Il sort de l’école militaire en 1857 avec un grade d’officier.

Sous la houlette de Balakirev, Moussorgski étudie la musique de Ludwig van Beethoven et démissionne de l’armée. La première interprétation de ses œuvres a lieu en 1858 avec Anton G. Rubinstein. Les revenus de Moussorgski étant très modestes, il doit prendre un emploi aux Ponts-et-Chaussées, où il perd un temps précieux. La vie qu’il mène à cette époque le pousse à une consommation excessive d’alcool et à une alimentation insuffisante. La mort de son père en 1863 lui assombrit les pensées. De plus, il est sujet à l’épilepsie et subit une première crise de delirium tremens.

800px-1989_CPA_6047Au cours de sa convalescence, il noue une profonde amitié avec Nicolaï Rimski-Korsakov. En 1865, déjà dépossédé de tout le patrimoine familial en raison de l’abolition du servage en Russie, qui l’a forcé à trouver un emploi, il perd sa mère. Heureusement, de 1866 à 1869, le Groupe des Cinq, composé de Moussorgski, Borodine, Rimski-Korsakov, Balakirev et Cui, connaît alors des relations d’amitié extraordinaires. Ces compositeurs passent le plus clair de leur temps ensemble, à discuter musique. Ils se font héberger par une jeune femme, Ludmila Chastakova.

MI0000994046En avril 1867, Moussorgski perd son emploi. Il achève néanmoins quelques partitions telles que La nuit sur le Mont Chauve, une de ses plus célèbres. Moussorgski a composé de nombreux fragments de pièces qu’il n’achève pas : deux opéras Salammbô et Le Mariage, Œdipe à Athènes… En 1868, le compositeur est particulièrement inspiré et commence la composition de Boris Godounov, son grand opéra. La première (dans une deuxième version) sera interprétée par Fedor Chaliapine, célèbre basse. Mais l’opéra est mal reçu et même sévèrement critiqué par ses amis Cui, Balakirev ou encore Borodine, ce qui affligera profondément le compositeur. En revanche, Liszt, qui eut accès à une partie de l’œuvre du Russe, est enthousiaste et l’invite à Weimar (en vain cependant, car Moussorgski ne put s’y rendre pour des raisons professionnelles).

Moussorgski, qui vit à partir de 1870 chez Rimski-Korsakov, doit ensuite s’installer chez le poète Golenishev après le mariage de son hospitalier collègue. Encouragé par Stasov, Moussorgski commence la composition de La Khovantchina et de La Foire de Sorotchinski. Il n’en achèvera aucune. Il s’adonne à la boisson et le groupe des cinq se désagrège.

En1872, le compositeur russe Modeste Moussorgski composa le recueil des  Enfantines, cycle de sept mélodies pour mezzo-soprano accompagnée au piano, incluant notamment le «ChatMatelot» qui en est la 7ème œuvre.

imagesSur des mouvements assez rapides: Vivo, Allegro, Moderato  puis Allegro meno vivo, elle raconte l’histoire d’un enfant qui revient dans la hambre pour chercher une ombrelle et qui surprend le chat de la maison, essayant d’attraper le bouvreuil dans sa cage.

Le «Chat Matelot» est donc la narration d’un menu fait, vu au travers de l’œil grossissant d’un enfant. Cette mélodie est un triomphe de réalisme faisant fi de toutes les conventions et de toutes les disciplines musicales, Moussorgsky n’obéit qu’à ses impressions et à ses impulsions. Les problèmes de l’harmonie ne s’y posent même pas; il transcrit directement en sonorités pianistiques et vocales tout ce qu’il voit, tout ce qu’il entend.

On voit qu’il cherche ici à montrer l’importance du lien entre le chat et le temps de l’enfance. C’est un animal un peu ambivalent, qui effraie l’enfant (…« il dardait ses prunelles vertes sur moi»…) mais porte aussi en lui les symboles de la tendresse et de la douceur (…«notre mimi couché sur la cage du bouvreuil »…).

 Cette œuvre ne s’adressait pas seulement aux grandes personnes et la joie de Moussorgski était immense lorsque les enfants eux-mêmes venaient à la goûter.

Tableaux d'une expositionEn 1874, le musicien compose l’une de ses pièces maîtresses : les Tableaux d’une exposition, magistrale suite pianistique. Il est hébergé à partir de 1875 chez un ami, le peintre Paul Naumof, durant quatre ans. Il écrit un cycle de chants très sombre : Chants et danses de la mort. À la fin de 1879, il entreprend une tournée avec une cantatrice contralto Daria Leonova. Malgré une profonde déchéance physique, cette tournée lui fera du bien et il reprend provisoirement goût à la musique.

Moussorgski décède le 28 mars 1881 à Saint-Pétersbourg. Le domaine de prédilection de Moussorgski est la voix humaine, malgré quelques œuvres orchestrales ou instrumentales remarquables. Il en explore les possibilités avec des procédés uniques en leur temps. Avec Rimski-Korsakov, il a permis à l’âme russe de s’exprimer. Nombre de ses œuvres seront achevées, orchestrées ou réorchestrées par ses amis mais aussi par Maurice Ravel dont l’orchestration des Tableaux d’une exposition est très célèbre.

Geluck, o Homem com Cabeça de Gato – Geluck, l’Homme à la Tête de Chat


  • 480_2308_vignette_pg_grosplan_chatNo dia 7 de Maio de 1954, a imprensa belga anuncia ao pú- blico o nascimento em Bruxelas (Etterbeek) de Philippe Geluck: a foto do bebé (visto de costas) aparece nos jornais. O homem público começou assim a sua carreira nos braços da sua mãe, primeira Belga a ter dado à luz segundo o método chamado de parto sem dor. Philippe sempre detestou fazer sofrer as mulheres. Com o seu irmão, Jean-Christophe, cresceu numa família apaixonada pelas artes: o pai é desenhador e a mãe tem uma magnífica voz de soprano.
  • 1971: Com o irmão, rabiscava uma espécie de jornal mural na casa de banho do lar. header_geluckUm dia, un operário teve de ir a casa de banho. Saiu dali morto de riso e prometeu falar disso ao seu amigo Bob De Groot, da redacção do jornal humorístico L’œuf. De Groot publicou os primeiros desenhos humorísticos do jovem Geluck em Novembro.
  • Em 1972, Philippe Geluck participou à uma exposição temática no Palácio das Belas-Artes de Bruxelas: La Vénus de Milo ou les dangers de la célébrité. As suas obras ombriam com as de Man Ray, Ronald Searle e Dali. Foi também o ano em que ingressou no Instituto Nacional Superior das Artes do Espectáculo. Ao sair do INSAS, um amigo pediu-lhe para dar-lhe a réplica numa audição no Teatro Nacional. No fim da prestação, foi a Geluck que Jacques Huisman propôs um contrato para a temporada seguinte.
  • Durante a filmagem de uma curta-metragem intitulada Le Coq mouillé, encontrou a mulher da sua vida, Dany, que era script-girl. Foi o coup de foudre e a vida em comum começou nos 48 horas a seguir..
  • le_chat1979 – Exposição individual de desenhos e aguarelas no Palácio das Belas-Artes de Bruxelas. Doravante, Geluck dedica-se ao desenho e ao teatro.
  • Em 1980, casou com Dany. Foi no cartão de agradecimento que aparecem pela pri- meira vez um Gato e Madame. A sua posição explícita chocou as velhas tias! No princípio dos anos 80, Geluck entregou-se tanto ao desenho como ao teatro. Todavia decidiu parar para dedicar-se apenas ao desenho e à sua família. O sei filho, Antoine, nasceu em Janeiro de 1983 : um gatinho embrulhado junta-se ao casal de gatos nas participações.
  • 01-LECHAT-COVERNa 3ª feira 22 de Março de 1983, nasceu Le Chat (O Gato). A pedido do jornalista Luc Honorez, Le Chat aparece pela primeira vez nas páginas do quotidiano Le Soir. Não demorou nada a ser a mascote do jornal.
  • Em 1985, foi a sua filha, Lila, que veio aumentar a família Geluck no mês de Maio.
  • O chefe de redacção do famoso magazine de banda desenhada (À SUIVRE), Jean-Paul Mougin, en- comendou-lhe cinco páginas do Chat. Quando o desenhador lhe trouxe as pranchas, Mougin achou-as muito boas, mas disse-lhe ser indispensável serem coloridas. Geluck pediu a Françoise Procureur para dar cor a Le Chat. Publicado ao lado de Schuiten, Pratt, Manara… Emoção…Geluck propôs a Casterman de publicar em álbum os seus melhores desenhos. O editor tem dúvidas de que ume recolha de cartoons encontre algum êxito nas livrarias. Passado um ano, Geluck voltou à carga. Casterman mudou de opinião.
  • Em Outubro de 1986, saiu o primeiro álbum do Chat nas éditions Casterman. O êxito foi imediato na Bélgica (esgotou o stock três vezes sucessivas), menos retumbante em França.
  • Em 1990, Geluck pediu ao desenhador Serge Dehaes para ser o seu colorista. A sua colaboração ainda continua. Na televisão, Geluck ganhou pontos. A emissão Un peu de tout, um delírio de non-sens à solta, bateu recordes de audiência em 1991 e ganhou o prémio da emissão mais engraçada na Rose d’Or de Montreux.
  • 1995Le Chat foi convidado a aparecer diariamente na última página de Info Matin. Laurent Ruquier que se tornou cronista na mesma página que Le Chat gostou deste. Depois do desaparecimento do jornal, Ruquier convidou Geluck aos seus P’tits Déj e aos Déjeuners no France Inter. Philippe não tardou a fazer parte dos habitués, continuando na RTBF e com  Le Chat. Na temporada de ’96-’97, Geluck abrandou um pouco e espaçou as suas presenças a Paris.
  • 07-MALIBU-COVEREm 1997, saiu à estampa o 7º volume das elucubrações felinas: Le chat à Malibu. Na altura do lançamento do álbum, Laurent Ruquier convi- dou-o na sua emissão: no mesmo dia, esgotaram-se os stocks nas FNAC francesas .
  • 1998Serge Dehaes propôs a Geluck pensarem em conjunto numa série para crianças cujo herói seria o fils du Chat (Filho do Gatoque já aparecera várias vezes nos desenhos do papá. Os dois homens elaboram um álbum com quatro mãos : Le Portrait de papa, 1º tome da série Le fils du Chat, a que se seguiram oito outros títulos.
  • Entre 1999 e 2006, Philippe Geluck não consegue de facto a abrandar o ritmo: semanalmente, entrega desenhos aos jornais Le Soir, VSD, Ouest-France Dimanche e L’Illustré; grava para France 2 Vivement Dimanche Prochain com Michel Drucker e On va s’gêner no rádio Europe 1, e On a tout essayé com Laurent Ruquier.
  • A 23 de Março de 2003 saiu um número especial do jornal Le Soir, para os 20 anos do Chat, sem uma única fotografia. A edição foi inteiramente desenhada por Geluck e as publicidades por amigos desenhadores (Siné, Schuiten, Moebius, Goffin, Loustal, Dehaes…). Geluck realizou para essa edição 80 desenhos inéditos.
  • LE-CHAT-SEXPOSE-COVER1Outubro de 2003 – Precisaram-se dois anos de preparação para realizar o projecto duma exposição itinerante destinada à celebrar os 20 anos do personagem. A 27 de Outubro, Le Chat s’expose abriu as suas portas na Escola Nacional das Belas-Artes de Paris. Pela primeira vez na sua história, esta venerável instituição abriu-se à BD. Na inauguração, Jean-Jacques Aillagon, ministro da Cultura fez Geluck Chevalier des Arts et des Lettres. Mais de 100.000 pessoas visitaram a exposição até 9 de Janeiro de 2004. Le Chat s’expose deslocou-se depois a Bruxelas onde acolheu 140.000 visiteurs entre 6 de Fevereiro e 30 de Maio. Na mesma altura saiu o 12º álbum do Chat : Et vous, Chat va ?, assim como um magnífico e muito completo Catalogue de l’exposition.
  • Outubro de 2004 viu o lançamento do DVD Une Vie de Chat que oferece um retrato do artista por Philippe Alfonsi, o seu percurso, as suas melhores rábulas de Un peu de tout, a visita comentada pelo artista da exposição e, em bónus, mais de uma hora de desenhos, making of, esboços, vidéo…
  • 14-MARQUE-COVEREm 2005, saiu Le Chat a encore frappé, o 13º álbum do Chat. Em 2007, Philippe Geluck publicou La marque du Chat, com uma capa alusiva à La Marque Jaune de Edgar P. Jacobs.
  • Em Março de 2008, Le Chat tem 25 anos. Nesse ano, saiu o 15º tome do Chat, Une vie de Chat (seguido de uma edição especial aniversário para festejar os 25 anos do Chat). O Salon du livre de Paris propôs ao autor ocupar os 300m2 do Univers d’un créateur, onde Geluck montou uma exposição constituída de 60 telas acrílicas inéditas. Na mesma altura, o magazine Télérama consagrou-lhe um Hors-série de 100 páginas. MATH-COVER1O ano 2008 marcou também o lançamento de La Mathématique du Chat de Daniel Justens e de Le Chat sonne toujours deux fois, álbum editado pelo Centre Belge de la Bande Dessinée e os Correios na altura da emissão do selo da Cruz Vermelha 2008 dessiné par Philippe Geluck, com igualmente uma edição de luxo, de formato A5, com lombada de tela limitada a 825 exemplares numerados de I a DCCCXXV. Inclui um folheto com cinco selos do para a Cruz Vermelha com o tampão do 1º dia da emissão.
  • Em Julho de 2008, o desenhador Siné foi vergonhosamente expulso de Charlie Hebdo por Philippe Val. Em Agosto, decidiu com a sua mulher Catherine lançar o seu próprio jornal: Siné Hebdo. Os Siné proposeram a Philippe juntar-se-lhes, o que aceitou. Em 2008 e 2009, Geluck ali publicou desenhos particularmente virulentos com o título Geluck se lâche. Foi com o mesmo título que Philippe Geluck editou em 2009 na Casterman uma recolha de textos e ilustrações não censurados Geluck se lâche – Textes et dessins impolis. No 1º de Maio de 2010, Siné Hebdo publica o seu 86ºe último número.
  • LE CHAT - HottonA 11 de Outubro de 2008, uma estátua do Chat foi inaugurada na cidade belga de Hotton, no que é doravante la Place du Chat (a Praça do Gato). A estátua-fonte mostra Le Chat segurando um guarda-chuva aberto debaixo do qual chove. Nessa ocasião, Philippe Geluck foi feito cidadão de honra da cidade de Hotton e uma sala do Centro Cultural da cidade, que acolhia uma exposição das telas do Chat, tem doravante o seu nome.
  • Em 2009, uma escola em Herseaux, no sul da Bélgica, tomou o nome de École fondamentale Philippe Geluck. Novos edifícios foram construidos e um mural de 12m por 6, concebido para a ocasião e assinado pelo artista, decora o recreio da escola. A 16 de Novembro de 2009, Sua Majestade o Rei Albert II entregou a Philippe Geluck o título de Commandeur de l’Ordre de la Couronne « por ter dado alegria e trazido a boa disposição… ».
  • 2010 não foi ano de descanso para Philippe Geluck. Têis grandes acontecimentos marcaram aquele ano. Primeiro, prepara-se o filme de animação do Chat. Era a fase de produção propriamente dita do que mais tarde seria La Minute du Chat que arrancou no princípio de Setembro. Outro projet est la mise en œuvre d’un spectacle qui marque le retour de Philippe Geluck sur les planches. Ce projecto nasceu do desafio que Philippe Geluck e Patrick Chaboud aceitaram para ajudar o Magic Land Théâtre. Encenado e realizado pelos dois compadres, o espectáculo chamado Je vais le dire à ma mère tem ares de one-man-show. Mas não tão solitário como isso! Com efeito, Lila, a filha de Philippe, contracena com ele.
  • JE-VAIS-LE-DIRE-AFFICHE-MAGICLANDDepois de umas 15 representações no final de 2010, Philippe Geluck apresentou também Je vais le dire à ma mère em Janeiro de 2011 no Festival international de la bande dessinée d’Angoulême, e no princípio do verão na Suíça no Festival d’humour Morges-sous-rire. O artista interpretou o seu espectáculo uma última vez, no fim de Outubro de 2011, num serão excepcional cujas receitas foram integralmente entregues à Association ADEMAR – Les amis des Enfants Malades Rénaux, que Philippe apadrinha a muitos anos. E por fim, o último acontecimento importante desse ano bem recheado, a saída do 16º tome do Chat, Le Chat, Acte XVI, que veio enriquecer a colecção de álbums do Chat.
  • A produção da série animada do Chat, La Minute du Chat, foi encetada. Os cinquenta primeiros episódios de 48 segundos foram entregues no princípio do verão a RTBF e a France 2 que difusam respectivamente a 29 de Agosto e a 05 de Setembro de 2011 o primeiro número da série La Minute du Chat, logo 5 minutos antes do seu Jornal Televisivo diário.
  • Em Outubro de 2011, Philippe Geluck publicou Geluck enfonce le clou – Textes et dessins inadmissibles sempre como uma recolha de textos com cerca de 70 desenhos coloridos por Serge Dehaes.
  • 17-LE-CHAT-ERECTUS-C4No fim de Outubro de 2012, o 17º tome do Chat, Le Chat Erectus, aparece nas livrarias. Na mesma altura, sai o duplo DVD da série animada: La Semaine du Chat. Além disso, Geluck publicou semanalmente em numerosos médias belgas, franceses, suiços, holandeses… Desde 2010, executa um desenho inédito diário (sem falhar !!) para a aplicação ‘Le Chat’ (para iPhone, iPad e Android) e ali também partilha vídeos e reflexões.
  • As Éditions Casterman também publicaram uma compilação intitulada Tout Le Chat, retomando os 14 primeiros álbuns du Chat em 7 volumes duplos de pequeno formato, enriquecidos com inéditos. Os álbuns do Chat foram traduzidos em várias línguas: em Neerlandês, Inglêis God save the Cat e The Cat’s Travels, em dialecto de Bruxelas, em Ch’ti e em Bretão. Pode encontrar-se Le Chat na imprensa belga, francesa, suíça, holandesa, espanhola, alemã, italiana, portuguesa, americana e iraniana.

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  • Le chat c'est lui7 mai 1954 – La presse belge en émoi annonce au public la naissance à Bruxelles (Etterbeek) de Philippe Geluck : la photo du bébé (vu de dos) paraît dans les journaux. L’homme public commence ainsi sa carrière dans les bras de sa maman, première Belge à avoir mis son fiston au monde selon la méthode dite de l’accouchement sans douleur. Philippe a toujours détesté faire souffrir les femmes.
  • Avec son frère Jean-Christophe, il grandit au sein d’une famille amoureuse des arts : son père est dessinateur et sa mère possède une superbe voix de soprano.
  • 1971 : Avec son frère, devenu graphiste, il gribouillait une espèce de journal mural dans les toilettes de la maison. Un jour, un laveur de vitres est allé faire pipi. Il en est ressorti mort de rire et a promis d’en parler à son ami Bob De Groot, rédacteur du journal humoristique L’œuf. De Groot publie les premiers dessins humoristiques du jeune Geluck en novembre.
  • 2010-NEIGE_SITEEn 1972, Philippe Geluck participe à une exposition thématique au Palais des Beaux-Arts de Bruxelles : La Vénus de Milo ou les dangers de la célébrité. Ses œuvres côtoient celles de Man Ray, Ronald Searle et Dali. C’est aussi l’année où il est reçu à l’Institut National Supérieur des Arts du Spectacle. En sortant de l’INSAS, un ami lui demande de lui donner la réplique pour une audition au Théâtre National. À l’issue de la scène, c’est à Geluck que Jacques Huisman propose un engagement pour la saison suivante.
  • Sur le tournage d’un court-métrage intitulé Le Coq mouillé, il rencontre la femme de sa vie, Dany, qui est script-girl. C’est le coup de foudre et la vie commune commence dans les 48 heures qui suivent.
  • 1979 – Exposition personnelle de dessins et d’aquarelles au Palais des Beaux-Arts de Bruxelles. Philippe Geluck se consacre dorénavant au dessin et au théâtre.
  • En 1980, il épouse Dany. C’est sur le carton de remerciement de leur mariage qu’apparaissent pour la première fois un Chat et Madame. Leur position explicite choque les vieilles tantes. Au début des années ‘80, Geluck se consacre à la fois au dessin et au théâtre. Il décide cependant d’arrêter pour se consacrer au dessin et à sa vie de famille. Antoine naît en janvier 1983 : un chaton emmailloté rejoint le couple de chats sur le faire-part.
  • NAISSANCE-DU-CHATLe mardi 22 mars 1983, naissance du Chat. À la demande du journaliste Luc Honorez, Le Chat apparaît pour la première fois dans les pages du journal Le Soir. Très vite, il devient la mascotte du quotidien.
  • En 1985, c’est une petite fille, Lila, qui apparaît dans la famille Geluck au mois de mai.
  • Le rédacteur en chef du magazine de bande dessinée (À SUIVRE), Jean-Paul Mougin, lui commande cinq pages du Chat. Lorsque le dessinateur lui apporte ses planches, Mougin lui dit qu’il les trouve très bien, mais qu’il est indispensable de les mettre en couleur. Geluck demande à Françoise Procureur de colorier Le Chat. Parution aux côtés de Schuiten, Pratt, Manara… Émotion…
  • Geluck propose à Casterman de publier en album ses meilleurs dessins. L’éditeur doute qu’un recueil de cartoons rassemblés rencontre le moindre succès en librairie. Un an plus tard, Geluck récidive. Casterman revient sur sa décision.
  • En octobre 1986, le premier album du Chat paraît aux éditions Casterman. Le succès est immédiat en Belgique (trois ruptures de stock successives), plus confidentiel en France.
  • 12-CHAT-VA-COVEREn 1990, Geluck demande au dessinateur Serge Dehaes de devenir son coloriste. Leur collaboration dure toujours. En télévision, Geluck marque des points. L’émission Un peu de tout, délire au non-sens déjanté, bat des records d’audience en 1991 et remporte le prix de l’émission la plus drôle à La Rose d’Or de Montreux.
  • 1995Le Chat est invité à paraître tous les jours sur la dernière page d’Info Matin. Laurent Ruquier y devient chroniqueur sur la même page que Le Chat qui l’amuse. À la mort du journal, il invite Geluck à ses P’tits Déj et aux Déjeuners sur France Inter. Très vite, Philippe est convié à faire partie des habitués, tout en continuant la RTBF et  Le Chat. Saison ’96-’97, Geluck lève un peu le pied et espace ses présences à Paris.
  • 1997 – Parution du 7 ème tome des élucubrations félines : Le chat à Malibu. Laurent Ruquier l’invite dans son émission pour  tome des élucubrations félines : Le chat à Malibu. Laurent Ruquier l’invite dans son émission pour la sortie de l’album : le même jour, les FNAC françaises sont en rupture de stock.
  • 01-FILS-COVER1998Serge Dehaes propose à Geluck de réfléchir ensemble à une série pour enfants dont le héros serait le fils du Chat, déjà apparu plusieurs fois dans les dessins du papa. Les deux hommes réalisent un album à quatre mains : Le Portrait de papa, 1e tome de la série Le fils du Chat, qui sera suivi de huit autres titres.
  • Entre 1999 et 2006, Philippe Geluck ne réussit pas vraiment à ralentir le rythme : chaque semaine, il livre des dessins aux journaux Le Soir, VSD, Ouest-France Diman- che et L’Illustré; il enregistre pour France 2 Vivement Dimanche Pro- chain avec Michel Drucker et On va s’gêner sur Europe 1, puis On a tout essayé avec Laurent Ruquier.
  • Le 23 mars 2003 paraît un numéro spécial du journal Le Soir, pour les 20 ans du Chat, sans une seule photo. L’édition est entièrement dessinée par Geluck et les publicités par des amis dessinateurs (Siné, Schuiten, Moebius, Goffin, Loustal, Dehaes…). Geluck réalise pour cette édition 80 dessins inédits. Octobre 2003 – Il a fallu deux années de préparation pour réalise le projet d’une exposition itinérante destinée à célébrer les 20 ans du personnage. Le 27 octobre, Le Chat s’expose ouvre ses portes à l’École nationale des Beaux-Arts à Paris. Pour la première fois de son histoire, cette vénérable institution s’ouvre à la BD. Lors du vernissage, Jean-Jacques Aillagon, ministre de la Culture fait Geluck Chevalier des Arts et des Lettres. Plus de 100.000 personnes visitent l’exposition jusqu’au 9 janvier 2004. Le Chat s’expose se déplacera ensuite à Bruxelles où elle accueillera 140.000 visiteurs entre le 6 février et le 30 mai. À la même période paraît le douzième album du Chat : Et vous, Chat va ?, ainsi qu’un très beau et très complet Catalogue de l’exposition.
  • 15-VIE-COVEROctobre 2004 voit la sortie du DVD Une Vie de Chat qui nous offre un portrait de l’artiste par Philippe Alfonsi, son parcours, ses meilleurs sketches d’Un peu de tout, la visite commentée par l’artiste de l’exposition et, en bonus, plus d’une heure de dessins, making of, sketches, mur vidéo…
  • En 2005, sort Le Chat a encore frappé, le 13ème album du Chat. En 2007, Philippe Geluck publie La Marque du Chat, avec pour couverture une référence à La Marque jaune d’Edgar P. Jacobs.
  • En mars 2008, Le Chat a 25 ans. Cette année-là, le 15ème tome du Chat, Une vie de Chat sort (suivi d’une édition spéciale anniversaire pour fêter les 25 ans du Chat). Le Salon du livre de Paris propose à l’auteur d’occuper les 300m2 de l’Univers d’un créateur, où Geluck met sur pied une nouvelle exposition constituée de 60 toiles acryliques inédites. Au même moment, le magazine Télérama lui consacre un Hors-série de 100 pages.
  • SONNE-DEUX-FOIS_C1L’année 2008 marque également la sortie de La Mathématique du Chat de Daniel Justens et de Le Chat sonne toujours deux fois, album édité par le Centre Belge de la Bande Dessinée et La Poste à l’occasion de l’émission du timbre Croix-Rouge 2008 dessiné par Philippe Geluck, couplé d’une édition de luxe, en format A5, à dos toilé, tiré et limité à 825 exemplaires numérotés de I à DCCCXXV. Il comprend un feuillet de 5 timbres du Chat pour la Croix-Rouge avec le cachet premier jour d’émission.
  • sine-mensuel-13En juillet 2008, le dessinateur Siné est honteusement viré de Charlie Hebdo par Philippe Val. En août, il décide avec sa femme Catherine de lancer son propre journal : Siné Hebdo. Les Siné proposent à Philippe de les rejoindre, ce qu’il accepte. En 2008 et 2009, Geluck y publie des dessins particulièrement décapants sous le titre Geluck se lâche. C’est sous ce même titre que  Geluck sortira fin 2009 chez Casterman un recueil de textes et d’illustrations non-censurés, Geluck se lâche – Textes et dessins impo- lis. Le 1er mai 2010, Siné Hebdo sort son 86ème et dernier numéro.
  • Le 11 octobre 2008, une statue du Chat est inaugurée à Hotton, sur ce qui est désormais la Place du Chat. La statue-fontaine montre Le Chat tenant en main un parapluie ouvert sous lequel il pleut. À cette occasion, Philippe Geluck a été fait citoyen d’honneur de la ville de Hotton et une salle du pôle culturel de la ville, qui accueillait une exposition des toiles du Chat, porte maintenant son nom.
  • En 2009, c’est une école située à Herseaux, au sud de la Belgique, qui se rebaptise École fondamentale Philippe Geluck. De nouveaux bâtiments ont été construits et une fresque de 12m sur 6, conçue pour l’occasion et signée par l’artiste, décore la cour de récréation. Le 16 novembre 2009, Sa Majesté le Roi Albert II remet à Philippe Geluck le titre de Commandeur de l’Ordre de la Couronne « pour avoir donné de la joie et apporté la bonne humeur… ».
  • 2010 n’est pas non plus de tout repos pour Philippe Geluck. Trois événements majeurs marquent cette année. Il y a tout d’abord Le Chat en animation qui se prépare. La phase de production proprement dite de ce qui deviendra plus tard La Minute du Chat démarre début septembre.
  • Un autre projet est la mise en œuvre d’un spectacle qui marque le retour de Philippe Geluck sur les planches. Ce projet est né du défi que Philippe Geluck et Patrick Chaboud ont relevé pour venir en aide au Magic Land Théâtre. Mis en scène et réalisé par les deux compères, le spectacle intitulé Je vais le dire à ma mère a des allures de one-man-show. Mais pas si seul que ça ! En effet, Lila, la fille de Philippe, l’accompagne sur scène.
  • 2004-ADEMAR3_SITEAprès une série de 15 représentations fin 2010, Philippe Geluck a également présenté Je vais le dire à ma mère en janvier 2011 dans le cadre du Festival international de la bande dessinée d’ Angoulême, et en début d’été en Suisse lors du Festival d’humour Morges-sous-rire. L’artiste interprétera son spectacle une ultime fois, fin octobre 2011, pour une soirée exceptionnelle dont les bénéfices ont été intégralement reversés à l’Association ADEMAR – Les amis des Enfants Malades Rénaux, que Philippe parraine depuis de nombreuses années.
  • Et enfin, dernier événement d’importance en cette fin d’année bien chargée, la sortie du 16e tome du Chat, Le Chat, Acte XVI, qui vient enrichir la collection des albums du Chat.
  • La production de la série animée du Chat, La Minute du Chat, est en route. Les cinquante premiers épisodes d’une durée de 48 secondes sont livrés en début d’été à la RTBF et à France 2 qui diffusent respectivement le 29 août et le 05 septembre 2011 le premier numéro de la série La Minute du Chat, juste 5 minutes avant leur Journal Télévisé quotidien.
  • COUV LE CLOU.inddOctobre 2011, Philippe Geluck sort Geluck enfonce le clou – Textes et dessins inadmissibles, toujours sous forme de recueil de textes avec près de 70 dessins mis en couleur par Serge Dehaes.
  • Fin octobre 2012, le 17 ème tome du Chat, Le Chat Erectus, sort en librairie. Au même moment, c’est le double DVD de la série animée qui paraît : La Semaine du Chat. En outre, Geluck publie chaque semaine dans de nombreux médias belges, français, suisses, hollandais… Depuis 2010, il réalise un dessin inédit quotidiennement (sans exception !!) pour l’appli ‘Le Chat’ (sur iPhone/iPad et Android) et partage également par ce biais des vidéos ainsi que quelques-unes de ses humeurs.
  • Les Éditions Casterman ont également publié un coffret intitulé Tout Le Chat, reprenant les 14 premiers albums du Chat en 7 doubles volumes de petit format, enrichis d’inédits. Les albums du Chat ont été traduits en plusieurs langues : en Néerlandais, en Anglais God save the Cat et The Cat’s Travels, en dialecte Bruxellois, en Ch’ti et en Breton. On peut retrouver Le Chat dans la presse belge, française, suisse, hollandaise, espagnole, allemande, italienne, portugaise, américaine et iranienne.

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Os gatos e a pintura 5 – Franz Marc – Les chats et la peinture 5 – Franz Marc


  • 220px-August_Macke_037Franz Moritz Wilhelm Marc nasceu a 8 de Fevereiro de1880 em Munique. O seu pai era o pintor e professor, Wilhelm Marc. A sua educação protestante deu-lhe um ponto de vista muito aberto sobre a vida. Procurou várias orientações, nomeadamente as de pastor ou de filósofo, antes de se decidir para a pintura.
  • Entrou na Academia das Belas-Artes de Munique, mas a atmosfera era demasiado sufocante para o seu gosto e não ficou. Encontrando-se com vários pintores anima- listas em 1905, Jean-Bloé Niestlé entre outros, os animais tornaram-se o seu tema de predilecção. Franz fez os seus primeiros esquiços de cavalo logo nesse ano. Conheceu a pintora Marie Schnür, com quem casou em 1907. Separou-se dela e casou com Maria Franck em 1913.
  • Em 1907 descobriu novamente Paris (depois de uma primeira estadia na sua juventude) e também a arte de Van Gogh e de Gauguin. A sua paleta ficou mais clara e, em 1909, graças ao seu encontro com August Macke, começou a ser conhecido e entrar em contacto com numerosos artistas, e também com o coleccionador Bernhard Koelher. À partir de 1910, instalou-se a Indersdorf, perto de Dachau.
  • chevaux bleus 1913Em 1911, travou conhecimento com Wassily Kandinsky com quem criou Der Blaue Reiter, colectivo de pintores de vanguarda. Abandonando a pintura no exterior, a sua paleta tornou-se cada vez mais subjectiva. Começou logo nesse ano a pintar a sua famosa série do Cavalo azul que inspirou o título do célebre almanaque O Cavaleiro Azul, obra primeira do grupo de artistas que fundara. Em 1912, influenciado por uma exposição con- sagrada ao futurismo italiano e pelos quadros de Robert Delaunay, experimentou o abstracto, a sua primeira obra inteiramente nesse estilo sendo composição I, pintada em Dezembro de 1913.
  • Em 1914, alistou-se como voluntário na frente onde desenhava sempre num caderninho, aprofundando o desenho abstracto. Foi atingido por um estilhaço de obus durante um reconhecimento a cavalo e morreu em Março 1916 em Braquis, perto de Verdun, sem ter completado o seu desenvolvimento. Foi inumado temporariamente em Gussainville e depois em Kochel am See, perto de Bad Tölz-Wolfratshausen na Baviera, onde se pode visitar o belo museu a ele consagrado.
  • A sua obra divide-se em três etapas do figurativo ao abstracto. A parte da sua obra mais conhecida é aquela consagrada à representações animalistas, de que faz parte o gato, onde o seu tema é a força vital da natureza. Associa ao animal umas qualidades – o bom, o virgem, o belo e o verdadeiro – que não encontra no homem. Oculta qualquer representação humana em proveito do animal e a paisagem já não é senão o espaço vital onde este último se encontra. Tenta pintar a maneira como o animal vê o mundo por uma simplificação formal e cromática das coisas para representar através dela o «ser absoluto». Atribui à cada cor um significado; o azul para o masculino austero e o espiritual ; o amarelo para o feminino, suave e alegre ; e o vermelho como a cor da violência combatida pelas duas primeiras. A sua passagem do figurativo ao abstracto faz-se de modo muito progressivo: apuramento das linhas, fundo do quadro já sem representar uma paisagem mas planos coloridos, depois libera a cor da figura principal (cavalo azul) com simplificação geométrica entre 1903 e 1914 o que constituiu um longo percurso (11 anos) em relação com a sua curta vida (36 anos).

Franz Marc, Two Grey Cats (Study of Cats II), 1909

Sesta de gatos - 1910

deux chats  - 1912 chat sur coussin jaune

trois_chats 1913

Franz_Marc-Girl_with_Cat_II(Mädchen_mit_Katze_II)-(1912)

  • Marc portraitFranz Moritz Wilhelm Marc est né le 8 février 1880 à Munich, d’un père peintre et professeur, Wilhelm Marc. Son éducation protestante lui conféra un point de vue très ouvert sur la vie. Il prendra différentes orientations, notamment celles de pasteur ou de philosophe, avant de se décider pour la peinture.
  • Il entra à l’Académie des Beaux-Arts de Munich, mais l’atmosphère y était trop étouffante à son goût et il n’y resta pas. Faisant la rencontre de plusieurs peintres animaliers en 1905, dont Jean-Bloé Niestlé, les animaux devinrent son sujet de prédilection. Franz fit ses premières esquisses de cheval dès cette année. Il rencontra Marie Schnür, peintre, qu’il épousa en 1907. Puis se sépara de sa femme et épousa Maria Franck en 1913.
  • En 1907 il découvrit à nouveau Paris (après un premier séjour dans sa jeunesse) ainsi que l’art de Van Gogh et de Gauguin. Sa palette s’éclaircit et, en 1909, grâce à sa rencontre avec August Macke, il commença à se faire connaître et entrer en contact avec de nombreux artistes, ainsi qu’avec le collectionneur Bernhard Koelher. Il s’installa, à partir de 1910, à Indersdorf, près de Dachau.
  • Poulains 1909En 1911, il rencontra Wassily Kandinsky avec qui il créa Der Blaue Reiter, rassem- blement de peintres d’avant-garde. Abandonnant la peintu- re en plein air, sa palette se fit de plus en plus subjective. Il commença à peindre, dès cette année, sa célèbre série de Cheval bleu qui inspira le titre du fameux almanach Le Cavalier bleu, ouvrage fon- dateur du groupe d’artistes qu’il a fondé. Puis en 1912, influencé par une exposition consacrée au futurisme italien et par les tableaux de Robert Delaunay, il se tourna vers l’abstraction, sa première œuvre entièrement de ce style étant composition I, peinte en décembre 1913.
  • En 1914 il se porta comme volontaire sur le front où il travailla encore et toujours dans un petit carnet, se complaisant dans le dessin abstrait. Il fut touché par un éclat d’obus lors d’une chevauchée de reconnaissance et mourut en mars 1916 à Braquis, près de Verdun, sans avoir vraiment terminé son cheminement. Il fut inhumé temporairement à Gussainville puis à Kochel am See, arrondissement de Bad Tölz-Wolfratshausen en Bavière, où l’on peut visiter un très beau musée qui lui est consacré.
  • Composition I 1913Son œuvre se divise en trois étapes allant du figuratif à l’abstrait. La partie de son œuvre la mieux connue est consacrée aux représentations animalières, dont le chat, où son thème est la force vitale de la nature. Il associe à l’animal des qualités – le bon, le vierge, le beau et le vrai – qu’il ne rencontre pas chez l’homme. Il occulte toute représentation hu- maine au profit de l’animal et le pay- sage n’est plus que l’espace vital dans lequel ce dernier évolue. Il essaye de peindre la façon dont l’animal voit le monde par une simplification for- melle et chromatique des choses pour en représenter «l’être absolu». Il attribue à chaque couleur une signification ; le bleu pour le masculin austère et le spirituel ; le jaune pour le féminin, doux et gai ; et le rouge comme couleur de la violence combattue par les deux premières. Son cheminement du figuratif à l’abstrait se fait de manière très progressive : purification des lignes, fond du tableau ne représentant plus un paysage mais des aplats colorés, puis libération de la couleur du sujet principal (cheval bleu) avec simplification géométrique entre 1903 à 1914 aura constitué un long parcours (11 ans) par rapport à sa courte vie (36 ans).

 

Cat-with-Kittens and cat behind tree

Demoiselle au chat - 1910

-Cats-Red-and-White & composition III

franz_marc 4 chats 1913

franz_marc_two_cats_1913

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