Os gatos e a pintura 4 – Di Cavalcanti – Les chats et la peinture 4 – Di Cavalcanti


Auto-retrato, Di Cavalcanti, 1943 [Acervo Particular]Emiliano Augusto Cavalcanti de Albu- querque e Melo nasceu no Rio de Janeiro a 6 de Setembro de 1897. Pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenha- dor, jornalista, escritor e cenógrafo. Inicia sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira cari- catura em 1914, na revista Fon-Fon. Rea- liza sua primeira exposição individual de caricaturas e faz ilustrações e capas para a revista O Pirralho.

Em 1917, reside em São Paulo, onde frequenta o curso de Direito no Largo São Francisco e o atelier de Georg Elpons. Convive com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade e Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Em 1921, ilustra A Balada do Enforcado, de Oscar Wilde, e publica o álbum Fantoches da Meia-Noite, editado por Monteiro Lobato. É o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expõe 12 obras. Em 1923, faz sua primeira viagem à França, onde actuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou-se num atelier e conhece obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Volta a São Paulo em 1926, trabalha como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite.

di cavalcante pierrete 1922A estadia em Paris marcou uma nova direcção na sua obra. Conciliando a influência das vanguardas europeias com a for- mulação de uma linguagem própria; adoptou uma temática nacionalista e preocupou-se com a questão social. No ano de 1928, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, em 1932, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, António Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1933, publicou o álbum A Realidade Brasilei- ra, uma sátira ao militarismo da época. Em 1938 volta a Paris, onde trabalha na Rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retorna ao Brasil em 1940, trabalha como ilustrador, e publica poemas e memórias de viagem. Em 1972, seu álbum 7 Xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti é editado pela Editora Chile.
Em 1972, recebe o Prémio Moinho Santista e em 1973 recebe o título de doutor honoris causa pela Universidade de São Salvador.
Seguem-se nos anos 1974 e 75 várias exposições – Exposição de obras recentes na Bolsa de Arte, Rio de Janeiro. E em São Paulo: Modernismo de 1917 a 1930, no Museu Lasar Segall.
Em 1976, a prefeitura de São Paulo muda o nome da Rua 4, no Alto da Mooca, para Rua Emiliano Di Cavalcanti. Seguem-se várias retrospectivas no Rio. E outras tantas exposições em São Paolo.
om 79 anos feitos havia pouco tempo, Di Cavalcanti morreu no Rio de Janeiro a 26 de Outubro de 1976.

Entre outros artistas do modernismo, Di Cavalcanti esteve atento, na sua produção, à formação de um repertório visual ligado à realidade brasileira. Apesar do contacto com a produção artística contemporânea em sua vivência parisiense e do especial diálogo que mantém com as obras de Paul Cézanne e Pablo Picasso, ele aplaina e nivela as linguagens modernas em seus trabalhos. Entende a arte principalmente como uma forma de participação social. Assim, valoriza em sua produção os temas de carácter realista e voltados à construção da identidade nacional, como a representação das mulatas ou do carnaval.

Gatos, gatinhos e gatarrões não podia deixar de saudar os gatos do pintor brasileiro em duas magníficas telas:

Mulher e Gatos, 1959

Mulher com Gato , 1966

Le Chat dans tous ses états se devait de saluer ces deux magnifiques  toiles du peintre brésilien.

Auto-retratoEmiliano Augusto Cavalcanti de Albu- querque e Melo est né à Rio de Janeiro, le 6 septembre 1897. Peintre, illustrateur, caricatu- riste, graveur, peintre de grands muraux, dessinateur, journaliste, écrivain et scénographe. Sa carrière artistique débuta dans la caricaturiste et l’illustration : il publia sa première caricature en 1914, dans la revue Fon-Fon. Il fit sa première exposition individuelle avec des caricatures et fit des illustrations et des couvertures pour le magazine O Pirralho.

En 1917, il a résidé à São Paulo, y fréquentant un cours de Droit et l’atelier de Georg Elpons. Il fréquenta des artistes et des intellectuels paulistes comme Oswald de Andrade et Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre autres. En 1921, il illustra La Balade du Pendu, d’Oscar Wilde, et publia l’album Fantoches da Meia-Noite, édité par Monteiro Lobato. Il fut à l’origine et le principal organisateur de la Semaine de l’Art Moderne de 1922, où il exposa 12 œuvres. En 1923, il fit son premier voyage en France, où il fut le correspondant du journal Correio da Manhã. À Paris, il fréquenta l’académie Ranson, s’installa dans un atelier et fit la connaissance d’œuvres, d’artistes et d’écrivains européens d’avant-garde comme, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau et Blaise Cendrars. Il rentra à São Paulo en 1926, travailla comme journaliste et illustrateur au journal Diário da Noite.

Figura, Di Cavalcanti, déc. 60 [Coleção João Condé].Le séjour à Paris marqua un nouvel essor de son œuvre. Conciliant l’influence des avant-gardes européennes avec l’expression d’un langage propre; il adopta une thématique nationaliste et se préoccupa de la question sociale. En 1928, il s’inscrivit au Parti Communiste du Brésil (PCB). En 1931, il participa au Salon Revolu- tionnaire et, l’année suivante, il fonda à São Paulo, avec Flávio de Carvalho, António Gomide et Carlos Prado, le Club des Artistes Modernes (CAM). En 1933, il publia l’album A Realidade Brasileira, une satire du militarisme de l’époque. En 1938 il retourna à Paris, y travaillant à la Radio Diffusion Française aux émissions Paris Mondial. Il rentra au Brésil en 1940, pour y travailler comme illustrateur, et publier un recueil de poèmes et des souvenirs de voyage. En 1972, sortit son album Sete gravures sur bois d’Emiliano Di Cavalcanti, édité par l’Editora Chile.

gmodernistas[1]En 1972, il reçut le Prémio Moinho Santista et en 1973 le titre de docteur honoris causa à l’Uni- versité de São Salvador.
En 1974 et 75, il fit plusieurs expositions – Exposition d’œu- vres récentes à la Bourse de l’Art, à Rio de Janeiro. Et à São Paulo: Modernisme de 1917 à 1930, au Musée Lasar Segall.
En 1976, la préfecture de São Paulo renomma la Rue 4, de l’Alto da Mooca, comme Rua Emiliano Di Cavalcanti. Il y eut plusieurs rétrospectives à Rio. Et autant d’expositions à São Paolo.
Ayant fêté ses 79 ans à peine un peu plus d’un mois plus tôt, Emiliano Di Cavalcanti s’est éteint à Rio de Janeiro le 26 octobre 1976.

Di Cavalcanti em caricatura de Appe, 1972.Comme d’autres artis- tes du modernisme, Di Cavalcanti fut attentif, dans sa production, à la formation d’un répertoire visuel lié à la réalité brésilienne. Malgré le contact avec la production artistique contemporaine dans sa vie parisienne et le dialogue qu’il maintint avec les œuvres de Paul Cézanne et de Pablo Picasso, il aplanit et nivela les langages modernes dans ses propres travaux. Il comprit l’art principalement comme une forme de participation sociale. Ainsi, il privilégia dans son œuvre les thèmes de caractère réaliste et tournés vers la construction de l’identité nationale, comme la représentation des métisses ou du carnaval.

Moças com Violões , 1937

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