Os gatos e a pintura 4 – Di Cavalcanti – Les chats et la peinture 4 – Di Cavalcanti


Auto-retrato, Di Cavalcanti, 1943 [Acervo Particular]Emiliano Augusto Cavalcanti de Albu- querque e Melo nasceu no Rio de Janeiro a 6 de Setembro de 1897. Pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenha- dor, jornalista, escritor e cenógrafo. Inicia sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira cari- catura em 1914, na revista Fon-Fon. Rea- liza sua primeira exposição individual de caricaturas e faz ilustrações e capas para a revista O Pirralho.

Em 1917, reside em São Paulo, onde frequenta o curso de Direito no Largo São Francisco e o atelier de Georg Elpons. Convive com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade e Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Em 1921, ilustra A Balada do Enforcado, de Oscar Wilde, e publica o álbum Fantoches da Meia-Noite, editado por Monteiro Lobato. É o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expõe 12 obras. Em 1923, faz sua primeira viagem à França, onde actuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou-se num atelier e conhece obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Volta a São Paulo em 1926, trabalha como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite.

di cavalcante pierrete 1922A estadia em Paris marcou uma nova direcção na sua obra. Conciliando a influência das vanguardas europeias com a for- mulação de uma linguagem própria; adoptou uma temática nacionalista e preocupou-se com a questão social. No ano de 1928, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, em 1932, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, António Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1933, publicou o álbum A Realidade Brasilei- ra, uma sátira ao militarismo da época. Em 1938 volta a Paris, onde trabalha na Rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retorna ao Brasil em 1940, trabalha como ilustrador, e publica poemas e memórias de viagem. Em 1972, seu álbum 7 Xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti é editado pela Editora Chile.
Em 1972, recebe o Prémio Moinho Santista e em 1973 recebe o título de doutor honoris causa pela Universidade de São Salvador.
Seguem-se nos anos 1974 e 75 várias exposições – Exposição de obras recentes na Bolsa de Arte, Rio de Janeiro. E em São Paulo: Modernismo de 1917 a 1930, no Museu Lasar Segall.
Em 1976, a prefeitura de São Paulo muda o nome da Rua 4, no Alto da Mooca, para Rua Emiliano Di Cavalcanti. Seguem-se várias retrospectivas no Rio. E outras tantas exposições em São Paolo.
om 79 anos feitos havia pouco tempo, Di Cavalcanti morreu no Rio de Janeiro a 26 de Outubro de 1976.

Entre outros artistas do modernismo, Di Cavalcanti esteve atento, na sua produção, à formação de um repertório visual ligado à realidade brasileira. Apesar do contacto com a produção artística contemporânea em sua vivência parisiense e do especial diálogo que mantém com as obras de Paul Cézanne e Pablo Picasso, ele aplaina e nivela as linguagens modernas em seus trabalhos. Entende a arte principalmente como uma forma de participação social. Assim, valoriza em sua produção os temas de carácter realista e voltados à construção da identidade nacional, como a representação das mulatas ou do carnaval.

Gatos, gatinhos e gatarrões não podia deixar de saudar os gatos do pintor brasileiro em duas magníficas telas:

Mulher e Gatos, 1959

Mulher com Gato , 1966

Le Chat dans tous ses états se devait de saluer ces deux magnifiques  toiles du peintre brésilien.

Auto-retratoEmiliano Augusto Cavalcanti de Albu- querque e Melo est né à Rio de Janeiro, le 6 septembre 1897. Peintre, illustrateur, caricatu- riste, graveur, peintre de grands muraux, dessinateur, journaliste, écrivain et scénographe. Sa carrière artistique débuta dans la caricaturiste et l’illustration : il publia sa première caricature en 1914, dans la revue Fon-Fon. Il fit sa première exposition individuelle avec des caricatures et fit des illustrations et des couvertures pour le magazine O Pirralho.

En 1917, il a résidé à São Paulo, y fréquentant un cours de Droit et l’atelier de Georg Elpons. Il fréquenta des artistes et des intellectuels paulistes comme Oswald de Andrade et Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre autres. En 1921, il illustra La Balade du Pendu, d’Oscar Wilde, et publia l’album Fantoches da Meia-Noite, édité par Monteiro Lobato. Il fut à l’origine et le principal organisateur de la Semaine de l’Art Moderne de 1922, où il exposa 12 œuvres. En 1923, il fit son premier voyage en France, où il fut le correspondant du journal Correio da Manhã. À Paris, il fréquenta l’académie Ranson, s’installa dans un atelier et fit la connaissance d’œuvres, d’artistes et d’écrivains européens d’avant-garde comme, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau et Blaise Cendrars. Il rentra à São Paulo en 1926, travailla comme journaliste et illustrateur au journal Diário da Noite.

Figura, Di Cavalcanti, déc. 60 [Coleção João Condé].Le séjour à Paris marqua un nouvel essor de son œuvre. Conciliant l’influence des avant-gardes européennes avec l’expression d’un langage propre; il adopta une thématique nationaliste et se préoccupa de la question sociale. En 1928, il s’inscrivit au Parti Communiste du Brésil (PCB). En 1931, il participa au Salon Revolu- tionnaire et, l’année suivante, il fonda à São Paulo, avec Flávio de Carvalho, António Gomide et Carlos Prado, le Club des Artistes Modernes (CAM). En 1933, il publia l’album A Realidade Brasileira, une satire du militarisme de l’époque. En 1938 il retourna à Paris, y travaillant à la Radio Diffusion Française aux émissions Paris Mondial. Il rentra au Brésil en 1940, pour y travailler comme illustrateur, et publier un recueil de poèmes et des souvenirs de voyage. En 1972, sortit son album Sete gravures sur bois d’Emiliano Di Cavalcanti, édité par l’Editora Chile.

gmodernistas[1]En 1972, il reçut le Prémio Moinho Santista et en 1973 le titre de docteur honoris causa à l’Uni- versité de São Salvador.
En 1974 et 75, il fit plusieurs expositions – Exposition d’œu- vres récentes à la Bourse de l’Art, à Rio de Janeiro. Et à São Paulo: Modernisme de 1917 à 1930, au Musée Lasar Segall.
En 1976, la préfecture de São Paulo renomma la Rue 4, de l’Alto da Mooca, comme Rua Emiliano Di Cavalcanti. Il y eut plusieurs rétrospectives à Rio. Et autant d’expositions à São Paolo.
Ayant fêté ses 79 ans à peine un peu plus d’un mois plus tôt, Emiliano Di Cavalcanti s’est éteint à Rio de Janeiro le 26 octobre 1976.

Di Cavalcanti em caricatura de Appe, 1972.Comme d’autres artis- tes du modernisme, Di Cavalcanti fut attentif, dans sa production, à la formation d’un répertoire visuel lié à la réalité brésilienne. Malgré le contact avec la production artistique contemporaine dans sa vie parisienne et le dialogue qu’il maintint avec les œuvres de Paul Cézanne et de Pablo Picasso, il aplanit et nivela les langages modernes dans ses propres travaux. Il comprit l’art principalement comme une forme de participation sociale. Ainsi, il privilégia dans son œuvre les thèmes de caractère réaliste et tournés vers la construction de l’identité nationale, comme la représentation des métisses ou du carnaval.

Moças com Violões , 1937

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O gato e os cançonetistas – 3 – Le chat et les chansonniers – 3


YVES MONTAND

et Le chat de la voisine

191479090Ivo Livi, nasceu a13 de Outubro de 1921 em Monsummano Alto (Italie), Era o mais novo de três filhos de uma família operária. Ivo só tinha 2 anos quando a família fugiu da Itália fascista emigrando para França. Os Livi instalaram-se num bairro pobre de Marselha. Foi aí que, garoto, se apaixonou pelo cinema e nomeadamente pelas comédias musicais americanas, especialmente as do seu ídolo Fred Astair e os seus números de sapateado.

Por decreto de 8 de Janeiro de 1929, a família Livi obteve a nacionalidade francesa e Ivo ficou Yves. Em 1938, com dezassete anos, arranjou um lugar de «abertura de espectáculo» num cabaret de music-hall de Marselha. Cantava Trenet, Chevalier fazia imitações de Fernandel e de personagens de Walt Disney. Teve de arranjar um nome de palco : Yves Livi ficou Yves Montant – com um  «t» a princípio – pseudónimo escolhido em lembrança da sua mãe que, numa mistura de italiano com francês, chamava-o para regressar a casa: «Ivo, monta».

Yves melhorou a sua postura em cena e seguiu aulas de canto a partir do verão de 1937. Ambicionando actuar no Alcazar de Marselha, Montand precisava de um repertório original. Hubert Melone, aliás Charles Humel, um autor-compositor cego, escreveu-lhe umas canções, Dans les plaines du Far-West, foi o seu primeiro verdadeiro êxito.

Le-biopic-d-Yves-Montand-avance_portrait_w532Em 1939, Yves Montand cantou no Alcazar. Conquistou o público. Re- bentou a guerra: isso mudou tudo para ele que queria subir a Paris tentar a sua sorte. Era como cantor que decidiu procurar contratos. Ac- tuou em cafés, em cabarets mo- destos, em cinemas onde cantava durante o intervalo. Yves Montand apresentou-se de novo no Alcazar e obteve um triunfo. Cantou em Leão, Marselha, Aix, Nice, Toulon… Mandado para as obras da juventude instauradas pelo governo de Vichy, ali esteve durante quase um ano, depois voltou ao palco. Nesse período, apesar da ocupação, ganhava bastante bem a vida, mas volta e meia, tinha de provar que o seu nome Livi não mascarava afinal o de Lévy. Afinal arriscando ser mandado para o Serviço de Trabalho Obrigatório na Alemanha (STO), decidiu, com a concordância do seu agente, partir para Paris.

Em 1944, Montand apresentou-se no teatro do ABC em Fevereiro. Mais tarde cantou em Bobino, nas Folies Belleville e no célebre Moulin Rouge, onde actuou na primeira parte do espectáculo de Édith Piaf. Esse encontro foi decisivo para Montand, doravante apoiado pela já célebre cantora e recebendo dela conselhos judiciosos acerca do ofício e da vida de um artista. Piaf trouxe-lhe a fama junto de um público alargado e apresentou-o a numerosos futuros colaboradores. Um idílio nasceu, mas em segredo porque Piaf ainda tinha uma ligação.

imagesO cantor, sob a influência da Édith, melhorou as suas entradas no palco, abandonou o seu sotaque meridional, arranjou um novo re- pertório e renovou a sua actuação cénica. Yves ganhou a adesão do público em Fevereiro de 1945, no Teatro da Étoile, uma vez mais na primeira parte do show de Édith Piaf, que lhe escreveu várias canções que tiveram sucesso. Em Outubro de  1945, Édith Piaf permitiu a Montand cantar como vedeta no Étoile. Durante sete semanas, obteve um considerável êxito, que prolongou no Alhambra. A carreira do cantor estava definitivamente lançada. No mesmo ano, Yves Montand começou no cinema, com Édith Piaf como estrela. O cantor entrou então alguns filmes, antes de encontrar a consagração no cinema em 1952. Em 1946, Édith e Yves separaram-se, a iniciativa foi de Piaf que achou o talento de Montand fazer-lhe alguma sombra.
Encontrou Francis Lemarque que lhe propôs três canções. Assim selou-se o princípio de uma colaboração frutuosa e Montand, que se reservou a exclusivi- dade das canções de Lemarque, dever-lhe-á alguns dos seus melhores títulos.

Avec Crolla2Montand contratou o pianista Bob Castel- la, que nos quarenta e quatro anos se- guintes foi o seu acompanhante. Graças a Jacques Prévert, encontrou o guitarrista Henri Crolla. Com esta magnífica colabo- ração, Yves, mais jazzy, mais swing, fez muitas gravações : C’est si bon, Clopin-clopant, Les cireurs de souliers de Broadway, Les enfants qui s’aiment – estas duas últimas assinadas por Jacques PrévertClémentine… Em 1949, gravou Les feuilles mortes.

Em 1948, Prévert levou-o a conhecer um albergue de Saint-Paul de Vence. Montand tornou-se um habitué e foi ali que conheceu Simone Signoret, a 19 de Agosto de 1949. Foi um coup de foudre e nunca mais se separaram. Em Março de 1951, o cantor triunfou numa tournée de vinte e duas canções, que marcou a história do music-hall e influenciaria numerosos cantores. Em 1953, esse repertório ficou em cartaz no Étoile durante 8 meses em lotação esgotada, um recorde, e foi o primeiro LP duplo gravado ao vivo (ainda disponível em CD) que continua a ser uma lição de music-hall exemplar.

montand 4

Jacques Prévert em 1º plano no casamento de Montand e Signoret

A 22 de Dezembro de 1951, Simone Signoret e Yves Montand casaram-se no civil em Saint-Paul-de-Vence.
Em 1953, Montand, no filme de Clouzot: Le Sa- laire de la peur, inter- pretou o seu primeiro pa- pel importante cinema. O filme obteve nesse ano o Grande Prémio do Festival de Cannes (antepassado da Palme d’Or).
O casal comprou uma propriedade na Normandia. Nessa casa houve grandes encontros artísticos e intelectuais. Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Serge Reggiani, Pierre Brasseur, Luis Buñuel, Jorge Semprún permanecem ali regularmente. O casal militava a favor das suas ideias de esquerda e não tardou a ser catalogado «companheiro» do PCF.

Em 1959, Yves Montand partiu para os EUA com Simone Signoret e, a partir de 22 de Dezembro, apresentou-se na Broadway durante três semanas. Na estreia foi aplaudido por numerosas celebridades : Montgomery Clift, Laurence Bacall, Ingrid Bergman e Marilyn Monroe. Foi um triunfo, Montand obteve nada menos de dezasseis chamadas ao palco e no dia seguinte, a imprensa elogiou imenso a sua prestação. Depois cantou em Hollywood, San Francisco e Montréal. Montand conquistou a América. Tornou-se numa vedeta internacional: voltou a cantar em Nova Iorque em 1961 e em 1963 e fez também várias digressões de sucesso pelo mundo, como no Canadá e no Japão.

Cena do Millhonário de Cukor

Cena do Millhonário de Cukor

Dançando na televisão com Dinah Shore, na NBC, Yves Montand viu-se proposto um papel no filme Le Milliardaire de Cukor, com Marilyn Monroe. Em Abril de 1960, Signoret recebeu o Óscar da melhor actriz, e a seguir foi para Roma rodar outro filme. Arthur Miller, regressou a Nova Iorque. Marilyn e Montand rodaram em Hollywood o filme de Cukor e em breve, ficaram muito mais do que parceiros de cinema… A sua breve ligação alimentou a imprensa, acabou com o casal Miller-Monroe, enquanto Simone Signoret fez boa cara perante a imprensa dos escândalos.

Yves Montand ainda rodou um filme e depois recusando outras propostas, regressou a France. Esta infidelidade de Montand quebrou definitivamente uma boa parte da confiança que Simone Signoret tinha em si própria. Yves Montand, por seu lado, continuou a ser um sedutor impenitente. Embora o equilíbrio do casal fosse profundamente afectado por esse episódio, que Signoret teve muita dificuldade a superar, ficaram no entanto unidos até a morte de Simone Signoret, em 1985.

1963, Yves cantou em Paris no Étoile, onde, embora a sua popularidade fosse intacta, ele constatou que tudo estava a mudar no métier. Teve dificuldade a arranjar novos títulos, e Francis Lemarque, tal como Brassens, Brel, Ferré, Aznavour, Gainsbourg ou Nougaro, interpretou doravante as suas próprias criações. Uma outra geração, com um certo Johnny Halliday, transtornou tudo e Montand esteve consciente de que o seu grande período de artista de music-hall estava a acabar.
images3A partir de 1964, consagrou-se quase exclusivamente à sua carreira de actor e só pisou o palco episodicamente. Foi a partir de 1965 que se impôs definitivamente no cinema. O encontro com Costa-Gravas foi a chave mestra. Rodou com uma plêiade de realizadores franceses… e tornou-se um dos actores fetiches de Claude Sautet com quem rodou três filmes. Durante os anos 1970, o actor alternou dramas, filmes engagés e comédias impondo-se como um dos actores franceses mais populares.
Em Setembro de 1968, Yves Montand voltou a cantar o tempo de se apresentar no Olympia e criou La bicyclette e Mon frère.

Nesse mesmo ano, a sua acção e as suas convicções políticas deram uma reviravolta completa: depois da repressão da Primavera de Praga, a sua ruptura com o partido comunista francês foi definitiva.
Em Fevereiro de 1974, para apoiar os refugiados chilenos e condenar o golpe de Estado do general Pinochet, Yves Montand deu um recital único no Olympia.

1981 marcou o grande regresso de Yves Montand à canção e à cena. O cantor gravou o álbum Montand d’hier et d’aujourd’hui e triunfou no palco do Olympia, com lotação esgotada durante três meses, depois na província e de novo no Olympia durante o verão para novas representações. No fim de Agosto, partiu numa digressão mundial, que o levou ao Brasil, aos EUA, ao Canadá e ao Japão.

Nos anos 80, Yves Montand militou para os direitos do homem e a favor do sindicato Solidariedade de Lech Walesa, em Dezembro de 1981.

A 30 de Setembro de 1985, enquanto Yves Montand estava a rodar um filme, Simone Signoret morreu de um cancro com sessenta e quatro anos de idade.

A última companheira de Yves Montand foi Carole Amiel, a sua assistente na tournée de 1982, com quem já tinha uma ligação na altura do falecimento de Signoret. Com ela, teve o seu único filho, Valentin, nascido a 31 de Dezembro de 1988.
SS MM copie

A 9 de Novembro de 1991, Yves Montand morreu de um enfarte com 70 anos de idade, no dia seguinte ao fim de uma rodagem de um filme (que acaba com o seu personagem que, ele também, estranha coincidência, morre de uma crise cardíaca). Depois de rodar uma última cena, Montand sentiu-se mal. « Sei que estou feito mas não é grave, tive uma vida muito bela», terá declarado a um dos paramédicos da ambulância. Morreu no hospital de Senlis e foi enterrado no Cemitério do Père-Lachaise ao lado de Simone Signoret, a única mulher com quem foi casado.
No funeral estiveram presentes entre outros o seu sobrinho e e a sua enteada, Catherine Deneuve, Michel Piccoli, Jack Lang, Gérard Depardieu,Michèle Morgan,Serge Reggiani, François Périer, Costa-Gravas ou ainda Daniel Auteuil…

Aqui está um apontamento gatarral e divertido e também caustico numa canção de Montand: O Gato da vizinha

Voici une note «chatesque» et amusante mais aussi caustique dans une chanson de Montand: Le chat de la voisine

images´7Ivo Livi, fils de Giovanni et Giuseppina Livi, est né le 13 octobre 1921 à Monsummano Alto. Il était le dernier d’une fratrie de trois enfants, issu d’une famille ouvrière. Ivo n’avait que deux ans lorsque sa famille a fui l’Italie fasciste et émigré vers la France. Les Livi s’installèrent au sein des quartiers pauvres de Marseille. C’est à cette époque qu’il se passionna pour le cinéma et notamment pour les comédies musicales américaines, en particulier celles de son idole Fred Astair et ses numéros de claquettes.

Yves a 3 ans avec Giuseppina, Julien et LydiaPar décret du 8 janvier 1929, la famille Livi obtint la nationalité française et Ivo devint Yves. En 1938, Agé de dix-sept ans, il fit le «chauffeur de salle» dans un cabaret de music-hall de Marseille. Il chantait Trenet, Chevalier et se livrait à des imitations de Fernandel et de personnages de Walt Disney. Il devait se trouver un nom de scène : Yves Livi devint Yves Montant – avec un t – pseudonyme choisi en souvenir de sa mère qui, par un mélange d’italien et de français, lui disait, afin qu’il monte à leur appartement : «Ivo, monta».
Yves travailla son jeu de scène et prit des cours de chant à partir de l’été 1937. Ambitionnant passer à l’Alcazar de Marseille, Montand avait besoin d’un répertoire original. Hubert Melone, alias Charles Humel, un auteur-compositeur aveugle, lui écrivit deux chansons, dont Dans les plaines du Far-West, qui sera son premier vrai succès.

En 1939, Yves Montand chanta à l’Alcazar. Le public fut conquis. La guerre éclata et remit tout en cause pour celui qui ambitionnait monter à Paris tenter sa chance. Ce fut comme chanteur qu’il décida de chercher des engagements. Il passa dans des cafés, des cabarets modestes, des cinémas où il chantait durant l’entracte. Yves Montand se produisit une seconde fois à l’Alcazar et obtint un triomphe. Il chanta à Lyon, Marseille, Aix, Nice, Toulon… Envoyé d’office aux chantiers de la jeunesse créés par le gouvernement de Vichy, il y resta presque une année, puis reprit la scène. En cette période, malgré l’occupation, il gagnait assez bien sa vie, mais devait régulièrement prouver que son nom Livi ne dissimulait pas en fait celui de Lévy. Risquant enfin d’être envoyé en Allemagne, afin d’éviter le STO (service de Travail obligatoire), il décida, en accord avec son impresario, de partir pour Paris.
Piaf e MontandEn 1944, Montand se produisit au théâtre de l’ABC en février. Par la suite il joua à Bobino, aux Folies Belleville et au célèbre Moulin Rouge, où il passa en première partie d’Édith Piaf. Cette rencontre fut décisive pour Montand, désormais soutenu par la déjà célèbre chanteuse e recevant ses conseils avisés sur le métier et la vie d’artiste. Piaf lui apporta la reconnaissance d’un public élargi et le présenta à de nombreux futurs collaborateurs. Une idylle naquît, mais en secret car Piaf avait encore une liaison. Le chanteur, sous l’influence d’Édith, peaufina ses entrées en scène, abandonna son accent méridional, se constitua un nouveau répertoire et renouvela son jeu de scène.

 Montand emporta l’adhésion du public en février 1945, au Théâtre de l’Étoile, une fois encore en première partie d’Édith Piaf, qui lui a écrit plusieurs chansons qui furent des succès. En octobre 1945, Édith Piaf permit à Montand de chanter en vedette à l’Étoile. Durant sept semaines, il obtint un considérable succès, qu’il prolongea à l’Alhambra. La carrière du chanteur était définitivement lancée. La même année, Yves Montand débuta au cinéma, avec Édith Piaf en vedette. Le chanteur fit alors quelques films, avant de trouver la consécration au cinéma en 1952.
En 1946, Édith et Yves se séparèrent, à l’initiative de Piaf qui jugea que le talent de Montand lui faisait quelque peu de l’ombre.
Il rencontra Francis Lemarque qui lui proposa trois chansons. Cela scella le début d’une collaboration fructueuse et Montand, qui se réserva l’exclusivité sur les chansons de Lemarque, lui devra quelques-uns de ses plus grands titres.
Montand engagea le pianiste Bob Castella, qui pour les quarante-quatre années à venir sera son accompagnateur. Grâce à Jacques Prévert, il rencontra le guitariste Henri Crolla. Fort de cette fructueuse collaboration, le chanteur, plus jazzy, plus swing, enchaîna les enregistrements : C’est si bon, Clopin-clopant, Les cireurs de souliers de Broadway, Les enfants qui s’aiment – ces deux dernières sont signées Prévert Clémentine… Le 2 mai 1949, il enregistre Les feuilles mortes.
images6En 1948, Prévert lui fit une auberge de Saint-Paul de Vence. Il y devint un habitué et c’est là qu’il rencontra Simone Signoret, le 19 août 1949. Ce fut un coup de foudre et ils ne se quittèrent plus. En mars 1951, le chanteur triompha avec un tour de chant de vingt-deux chansons, qui marqua l’histoire du music-hall et influencera nombre de chanteurs. En 1953, ce tour de chant restera à l’affiche à l’Étoile pendant 8 mois à guichets fermés, un record, et ce sera le premier double album 33 T enregistré en live (toujours disponible en CD) qui reste une leçon de music-hall toujours exemplaire.
Le 22 décembre 1951, Simone Signoret et Yves Montand se marièrent à la mairie de Saint-Paul-de-Vence.
En1953, Montand, avec le film de Clouzot Le Salaire de la peur, joua son premier rôle marquant au cinéma. Cette année-là, le film obtint le Grand Prix du Festival de Cannes (ancêtre de la Palme d’Or).
Le couple achète une propriété en Normandie. Cette demeure devint un haut lieu pour des rencontres artistiques et intellectuelles. Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Serge Reggiani, Pierre Brasseur, Luis Buñuel, Jorge Semprún y séjournent régulièrement. Le couple milite en faveur de ses idées de gauche et est bientôt catalogué « compagnon de route » du PCF.
En 1959, Yves Montand partit pour les États-Unis avec Simone Signoret et, à partir du 22 décembre, il se produisit à Broadway durant trois semaines. Le soir de la première, il fut applaudi par de nombreuses célébrités : Montgomery Clift, Laurence Bacall, Ingrid Bergman et Marilyn Monroe. Le chanteur triompha, obtint pas moins de seize rappels et la presse le lendemain ne tarissait pas d’éloge sur sa prestation. Il chanta ensuite à Hollywood, San Francisco e Montréal. Montand conquit l’Amérique. Il devint une vedette internationale : il se produira de nouveau à New York en 1961 e en 1963 et fit aussi plusieurs tournées réussies à travers le monde, comme au Canada et au Japon.
index2Dansant à la télévision avec Dinah Shore sur la chaîne NBC, Yves Montand se vit proposer un rôle dans le film Le Milliardaire de Cukor, avec Marilyn Monroe. En avril 1960, Signoret reçut l’Oscar de la meilleure actrice, puis partit à Rome pour un prochain tournage. Arthur Miller, lui, regagna New York. Marilyn et Montand tournèrent à Hollywood le film de Cukor et bientôt, ils furent bien plus l’un pour l’autre que des partenaires de cinéma… Leur brève liaison alimenta la presse, brisa le couple Miller-Monroe, alors que Simone Signoret donnait le change face à la presse à scandale.
Yves Montand tourna encore un film puis déclinant plusieurs autres propositions, rentra en France. Cette infidélité de Montand brisa définitivement une bonne partie de la confiance que Simone Signoret portait en elle-même. Yves Montand, de son côté, demeura un séducteur impénitent. Bien que l’équilibre du couple fusse profondément affecté par cet épisode, que Signoret en son for intérieur a très mal vécu, le couple restera cependant uni jusqu’au décès de Simone Signoret, en 1985.
Début 1963, il chanta à Paris à l’Étoile, où, bien que sa popularité fusse sans faille, il constata que tout était en train de changer dans le métier. Il peina à trouver des titres nouveaux, et Francis Lemarque, à l’instar des Brassens, Brel, Ferré, Aznavour et autres Gainsbourg ou Nougaro, interprèta désormais ses propres créations. Une autre génération, dont un certain Johnny Halliday, bouleversa tout et Montand fut conscient que sa grande période d’artiste de music-hall s’achevait.
À partir de 1964, il se consacra presque exclusivement à sa carrière d’acteur et ne reviendra à la scène que de façon épisodique. Ce fut à partir de 1965 qu’il s’imposa définitivement au cinéma.

Dans le salaire de la peur

Dans le salaire de la peur

La rencontre avec Costa-Gravas en fut la clef de voûte. Il tourna avec une pléiade de réalisateurs français… et devient l’un des acteurs fétiches de Claude Sautet avec qui il tourne trois films. Durant les années 1970, l’acteur alterne drames, films engagés et comédies et s’impose comme l’un des acteurs français les plus populaires.
En septembre 1968, Yves Montand redevient chanteur le temps de se produire à l’Olympia et crée La bicyclette et Mon frère.
Cette même année, son engagement et ses convictions politiques connaissent un revirement complet : après l’écrasement du Printemps de Prague, sa rupture avec le pari communiste français est définitive.
En février 1974, pour soutenir les réfugiés chiliens et condamner le coup d’état du général Pinochet, Yves Montand donne un récital unique à l’Olympia.
image5s1981 marqua le grand retour d’Yves Montand à la chanson et à la scène. Le chanteur enregistra l’album Montand d’hier et d’aujourd’hui et triompha sur la scène de l’Olympia, à guichets fermés trois mois durant, puis en province et revint à l’Olympia durant l’été pour de nouvelles représentations. Fin août, il entama une tournée mondiale, qui le conduisit au Brésil, aux USA, au Canada et au Japon.
Montand et les droits de l'homeDans les années 80, Yves Montand milita pour les droits de l’homme et s’engagea en faveur du syndicat Solidarnosc de Lech Walesa, en décembre 1981.
Le 30 septembre 1985, alors qu’Yves Montand était en tournage, Simone Signoret décéda d’un cancer à l’âge de soixante-quatre ans.
La dernière compagne d’Yves Montand fut Carole Amiel, son assistante sur la tournée de 1982, avec qui il entretenait déjà une liaison au moment où disparut Signoret. Avec elle, il aura son seul enfant, Valentin, né le 31 décembre 1988.
indexLe 9 novembre 1991, Yves Montand est mort d’un infarctus du myocarde à l’âge de 70 ans, le lendemain du dernier jour de tournage du film (à la fin duquel son personnage lui aussi, étrange coïncidence, meurt d’une crise cardiaque). Après le tournage d’un dernier raccord, Montand ressentit un malaise. «Je sais que je suis foutu mais ce n’est pas grave, j’ai eu une très belle vie», a-t-il déclaré à l’un des ambulanciers. Il mourut à l’hôpital de Senlis et fut inhumé au Cimetière du Père-Lachaise aux côtés de Simone Signoret, la seule femme à laquelle il fut marié.
À ses obsèques furent présents entre autres son neveu et sa belle-fille, Catherine Deneuve, Michel Piccoli, Jack Lang, Gérard Depardieu,Michèle Morgan,Serge Reggiani, François Périer, Costa-Gravas ou encore Daniel Auteuil…Yves_Montand_Cannes

Os gatos e a música 20 – Vladimir Kojoukharov – Les chats et la musique 20


  • Compositor de origem búlgara nascido na Bélgica em 1936, Vladimir Kojoukharov aprendeu a tocar piano com 6 anos de idade. Acabada a sua escolaridade, dedicou-se aos estudos exaustivos da escrita e da direcção de orquestra no Conservatório de Sofia (licenciado em 1959), depois no Conservatório Nacional de Paris onde obteve um 1º Prémio de direcção de orquestra no curso de Manuel Rosenthal, em 1963.
  • Recebeu o Prémio do Concurso Internacional para jovens chefes de orquestra em Besançon (França) e é premiado no Concurso Dimitri Chostakovitch em Nova Iorque. Encetou a sua carreira programando desde logo obras do século XX: Chostakovitch, Kodaly, Martinu… Encontrando-se a dirigir várias orquestras da Europa, em Paris, Lille, Estrasburgo, Milão, Turim, Lausana… Ao mesmo tempo, interessou-se pelo jazz e pelas músicas tradicionais da África negra e formou, logo em 1976, um grupo de pesquisa «Managhahan», centrado sobre um trabalho de expressão rítmica e de improvisação.
  • Solicitado para a criação de projectos com crianças, descobriu o seu potencial artístico e decidiu valorizá-lo, socialmente e pedagogicamente.
  • Paradis des chats1Os jovens já não serão meros espectadores, mas actores participando regu- larmente, no enquadra- mento da sua formação, à realizações profissionais de espectáculos.
  • Foi nessa perspectiva que fundou em Paris, em 1986, a Associação Acção Música que depois, em parceria com a Ópera Nacional de Montpellier (France) em 1990, seria a Action Musique Opera Junior de que assegurou a direcção até a Primavera 2009.
  • Le Paradis des chats (O Paraíso dos Gatos) foi publicado em 1987 e levado à cena inúmeras vezes em várias línguas, sendo o francês a sua língua original.
  • Compôs também várias outras obras para a cena : Le vent et la petite fille, Republica ! Republica !, Cendrillon, a sua cantata Regard d’étoile, todas publicadas nas Editions Salabert.
  • Para o conjunto da sua acção junto dos jovens, Vladimir Kojoukharov foi agraciado pela Sociedade dos Autores e Compositores Dramáticos (SACD) de Paris, em 2005, a Medalha Beaumarchais.
  • Não encontrámos foto alguma de Vladimir Kojoukharov a não ser num ebook de apresentação mas de onde não foi possível reproduzi-la

Música e livrete de Vladimir Kojoukharov segundo um conto popular japonês.

Youkiko é a criada de uma «nobre dama», rica, mas orgulhosa e má, que a maltrata o tempo todo. O único consolo de Youkiko é a sua adorável Gatinha Preta de que ela gosta muito, é a sua confidente.  Mas certo dia, a Gatinha desaparece.

A conselho do Profeta, corajosamente, Youkiko parte à procura da sua gata nos montes Inaba, na ilha de Kiouchou, no Japão, região perigosa onde ainda nenhum ser humano ousou por os pés. Depois de intermináveis dias de marcha, a menina reencontra a sua Gatinha. Mas, no «Reino dos Gatos», povoado de gatos selvagens, não há lugar para os humanos. Youkiko tem de se ir embora, levando um saquinho mágico que lhe deu a sua gatinha para a proteger dos gatos selvagens.

Ao chegar a casa, descobre que o saquinho contém moedas de ouro. Agora está rica e finalmente livre. A Nobre Dama, com ciúmes da felicidade da sua criada, decide ir ela também ao Reino dos Gatos.  Mas ali, é um destino muito diferente que a espera …

  • Compositeur d’origine bulgare né en Belgique en 1936, Vladimir Kojoukharov appris à jouer du piano à 6 ans. Sa scolarité accomplie, il se dédia à études approfondies d’écriture et de direction d’orchestre au conservatoire de Sofia (diplômé en 1959), puis au Conservatoire National de Paris où il obtint un 1er prix de direction d’orchestre dans la classe de Manuel Rosenthal, en 1963.
  • Il reçut le Prix du Concours International pour jeunes chefs d’Orchestre à Besançon et fut lauréat du Concours Dimitri Chostakovitch à New York. Il débuta sa carrière en programmant d’ores et déjà des œuvres du XXe siècle : Chostakovitch, Kodaly, Martinu… se trouvant à la tête de plusieurs orchestres d’Europe, à Paris, Lille, Strasbourg, Milan, Turin, Lausanne… En même temps, il s’intéressa au jazz et aux musiques traditionnelles d’Afrique noire et forma, dès 1976, un groupe de recherche «Managhahan», centré sur un travail d’expression rythmique et d’improvisation.
  • Sollicité pour la création de projets avec des enfants, il découvrit leur potentiel artistique et décida de le valoriser, socialement et pédagogiquement.
  • 3Les jeunes ne seront plus de simples spectateurs, mais des acteurs à part entière participant régulièrement, dans le cadre de leur formation, à des réalisations professionnelles de spectacles.
  • C’est dans cette perspective qu’il fonda à Paris, en 1986, l’As- sociation Action Musique qui deviendra, en partenariat avec l’Opéra National de Montpellier (France) en 1990, l’Action Musique Opera Junior dont il assura la direction jusqu’au printemps 2009.
  • Le Paradis des chats, publié 1987 e mis en scène  de nombreuses fois et en plusieurs langues, le français étant sa langue originelle.
  • Vladimir Kojoukharov composa aussi plusieurs autres ouvrages scéniques : Le vent et la petite fille, Republica ! Republica !, Cendrillon, sa cantate Regard d’étoile, tous publiés aux Editions Salabert.
  • Pour l’ensemble de son action en direction des jeunes, Vladimir Kojoukharov s’est vu décerné par la Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques (SACD) de Paris, en 2005, la Médaille Beaumarchais.
  • Nous n’avons pas trouvé de photo de Vladimir Kojoukharov a não ser num e-book de présentation de onde não foi possível reproduzi-la.

Musique et livret de Vladimir Kojoukharov d’après un conte populaire japonais.

Youkiko est la servante d’une «noble dame», riche, mais orgueilleuse et méchante, qui la maltraite à longueur de journée. Pour seule consolation, Youkiko possède une adorable Petite Chatte Noire qu’elle affectionne particulièrement. Hélas, un jour, la Petite Chatte disparaît.

Sur les indications du Prophète, courageuse, Youkiko part à sa recherche sur les monts Inaba, dans l’île de Kiouchou, au Japon,  région dangereuse où jamais encore un être humain n’a osé mettre les pieds. Après des jours et des jours de marche elle y retrouve sa Petite Chatte. Mais, au «Royame des Chats», peuplé de chats sauvages, il n’y a pas de place pour les humains. Youkiko prend ainsi le chemin de retour, munie d’un sachet magique que lui donne sa petite chatte pour se défendre contre les chats sauvages.

À son arrivée à la maison, elle découvre que le sachet contient des pièces d’or. La voilà riche et enfin libre. La Noble dame, jalouse du bonheur de sa servante, décide à son tour de se rendre au Royaume des Chats. Mais là-bas, c’est un tout autre sort qui l’attend…

Os gatos de Barberousse – Les chats de Barberousse


  • Barberousse portraitIlustrador e desenhador de imprensa francês, Barberousse, pseudónimo de Philippe Josse  viu a luz no bairro pa- risiense das Batignolles a 25 de Setembro de 1920. Depois de obter o seu diploma de engenheiro técnico  na Escola Central da Rádio, trabalhou durante alguns meses como engenheiro mas a sua paixão pelo desenho orientou-o para uma nova car- reira. Durante a segunda guerra mun- dial, empregou-se por três anos numa empresa de produção de desenhos animados.
  • Todavia, Barberousse foi recrutado na Alemanha para o STO (Trabalho Obrigatório). Depois de uma tentativa de evasão, foi integrado na Deutsche Zeichen Film para ali fazer  desenhos animados.
  • Conseguiu regressar a França mas não pôde ficar em Paris, empregou-se como operário agrícola numa quinta, aprendiz tripeiro, antes de entrar na Resistência. Usando barba, seus camaradas alcunharam-no de Barberousse (Barba Ruiva).
  • __00002_Rare-dessin-original-dessinateur-humoriste-BARBEROUSSETerminada a guerra, o seu primeiro desenho de imprensa foi publicado sob o pseu- dónimo de Barberousse, em l’Agent de Liaison em 1947. Trabalhou para jornais como Fantasia, Minerve. Facilmente identificável, o seu universo «animalista» seduziu rapidamente os leitores com os seus personagens fetiches que eram gatos e ratinhos.
  • Nos anos 1950-60, trabalhou com vários laboratórios far- macêuticos, como vários outros ilustradores da época, para a promoção de medicamentos junto dos médicos.
  • Pelo seu trabalho na publicidade, foi agraciado com o Prémio do Cartaz para o centenário dos armazéns do Printemps. Obteve outra distinção, o Prémio Carrizey em 1949, que agracia o melhor desenhador humorista.
  • Ao longo da sua carreira, foi muito activo na publicidade com a criação de inúmeros folhetos, cartazes calendários logótipos, pin’s para manifestações, empresas, colectividades, associações. Desenhou também numerosos cartões : postais, de boas festas, de casamentos, de nascimentos…
  • Na altura do nascimento de Carolina de Mónaco em 1957, executou um grande painel mural para a nursery principesca. Mais tarde, foi para o papa João-Paulo II que realizou um grande desenho, actualmente exposto no museu do Vaticano.
  • No início dos anos 1960, a televisão entra nos lares, com Barberousse que criou os personagens Minizup e Matouvu, duas marionnetas (um ratinho e um gato) que encantaram as crianças, então seduzidas em França pela Maison de Toutou, Nounours e outros Kiri le clown.
  • Pinder82Ecléctico, também escreveu várias canções infantis, e livros para crianças como Tibby le petit Koala, nos anos 1960-70. Período em que desenhou várias capas de discos. Em 1974, Barberousse reco- meçou a trabalhar para a ORTF, criando Reinefeuille, uma simpática de 90 episódios com uma menina, vestida com folhas verdes, e seus amigos. Depois, desenhou vários genéricos para emissões como Nicolas le jardinier, La Sé- curité routière, e o jogo Euréka.
  • O seu talento levou-o muito naturalmente à participar, como desenhador político, à emissões como C’est pas sérieux de Catherine Anglade ao lado de Jean Amadou. Com este último, edita em 1981 uma colectânea na altura das eleições presidenciais e participou à criação dos personagens do Bébête Show de Stéphane Collaro.
  • Além dos seus desenhos de gags, criou Tonic, cãozinho traquina que beneficiou de verdadeiras pranchas desenhadas recorrentes.
  • Barberousse apaixonava-se também pela fotografia, a leitura, o piano jazz…
  • Assim, Barberousse foi o autor de uma obra rica, densa, variada, que ficou nas memórias sobretudo pelos seus incontáveis desenhos, durante dezenas de anos, nos jornais de grande tiragem que foram France-Dimanche, Ouest-France, Ici-Paris etc.
  • Faleceu a 29 de Maio de 2010, e sepultado no cemitério de Levallois-Perret.

Barberousse oct 1965 PT

  • foto BarberousseIllustrateur et dessinateur de presse français, Barberousse, pseudonyme de Philippe Josse vit le jour dans le quartier des Batignolles  à Paris le 25 septembre 1920. Après avoir obtenu son diplôme de technicien à l’Ecole Centrale de la Radio, il travailla quelques mois comme ingénieur mais sa passion du dessin l’orienta vers une nouvelle voie, il entra alors, en pleine seconde guerre mondiale, pour trois ans dans une maison de production de dessins animés.
  • Barberousse est toutefois appelé à travailler en Allemagne pour le  STO. Après une tentative d’évasion, il fut intégré dans la Deutsche Zeichen Film pour y faire des dessins animés.
  • Il réussit à regagner la France mais ne put rester à Paris, il devint valet de ferme, apprenti tripier avant d’entrer dans la Résistance, portant la barbe, ses camarades le surnommèrent Barberousse.
  • barberoussecartepersoLa guerre terminée, son premier dessin de presse parut sous le pseudonyme de Barberousse, dans l’Agent de Liaison en 1947. Il travailla pour des jour- naux comme Fantasia et Minerve. Facilement identifia- ble, son univers «animalier» séduisit rapidement les lecteurs avec ses personnages fétiches que étaient les chats et les souris.
  • Dans les années 1950-60, il travailla avec plusieurs laboratoires pharmaceutiques, comme divers autres illustrateurs de l’époque, pour la promotion de médicaments auprès des médecins.
  • Pour son travail dans la publicité, il futt récompensé par le prix de l’Affiche pour le centenaire des magasins du Printemps. Comme autre distinction, il obtint le prix Carrizey en 1949, qui récompense le meilleur dessinateur humoriste.
  • Tout au long de sa carrière, il fut très actif dans la publicité avec la création de nombreux dépliants, affiches, calendriers, logos, pin’s, fèves pour des manifestations, entreprises, collectivités, associations. Il dessina aussi de très nombreuses cartes : postales, de vœux, de mariage, de naissance…
  • Ectac.Matouvu-et-Minizup-Dessins-de-Barberousse.03À l’occasion de la naissance de Caroline de Monaco en 1957, il exécute un grand panneau mural pour la nursery princière. Plus tard, ce fut pour le pape Jean-Paul II qu’il réalisa un grand dessin, actuellement exposé au musée du Vatican.
  • Début des années 1960, la télévision entra dans les foyers, avec Barberousse qui créa les personnages de Minizup et Matouvu, deux marionnettes (une souris et un chat) qui réjouiront les enfants, séduits alors par la Maison de Toutou, Nounours et autres Kiri le clown.
  • Barberousse blogÉclectique, il écrivit aussi plusieurs chansons enfantines, ainsi que des albums pour enfants comme Tibby le petit Koala, dans les années 1960-70. Période où il dessina aussi plusieurs pochettes de disques.
  • En 1974, Barberousse récidiva pour l’ORTF en créant Reinefeuille, une sympathique série mettant en scène, au cours de 90 épisodes, une fillette vêtue de feuilles, et ses amis. Puis, il dessina plusieurs génériques d’émissions comme Nicolas le jardinier, La Sécurité routière, le jeu Euréka.
  • Son talent le mena tout aussi naturellement à participer, en tant que dessinateur politique, à des émissions comme C’est pas sérieux de Catherine Anglade aux côtés de Jean Amadou. Avec ce dernier, il sort en 1981 un recueil à l’occasion des élections présidentielles et participe à la création des personnages du Bébête Show de Stéphane Collaro.
  • Hormis ses dessins sous forme de gags, il dessina Tonic, petit chien espiègle qui bénéficie de véritables planches dessinées récurrentes.
  • Outre ces dessins, Barberousse se passionnait pour la photo, la lecture, le piano jazz…
  • Barberousse fut ainsi l’auteur d’une œuvre riche, dense, variée, qui resta dans les mémoires surtout pour ses très nombreux dessins, des décennies durant, dans les journaux à grand tirage que furent France-Dimanche, Ouest-France, Ici-Paris etc.
  • Décédé le 29 mai 2010, sa tombe se trouve au cimetière de Levallois-Perret.

Barberousse oct 1965

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

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