O gato e os cançonetistas – 2 – Le chat et les chansonniers – 2


GEORGES BRASSENS,

o poeta que canta os gatos

  • BrassensGeorges Charles Brassens nasceu em Sète, a 21 de Outubro de 1921. Aluno pouco aplicado, gosta sobre- tudo ouvir discos e aprender inúmeras canções : Charles Trenet, Tino Rossi, Ray Ventura ou Mireille.
  • Com quinze anos, escreve as suas primeiras canções sobre músicas de Trenet e deixa-se influenciar pelo swing, este será o âmago do seu  universo musical.
  • Em 1936, Brassens faz depois da música, a outra descoberta da sua vida. Alphonse Bonnafé, professor de francês no colégio de Sète, fala de poesia com fervor e brio, o que cativa Georges.
  • Brassens faz asneiras de adolescente : em 1939, com outros jovens participa a um roubo de jóias: 15 dias de prisão suspensa. A sua reputação na cidade fica manchada. Para acalmar as coisas, os seus pais mandam-no para a casa de uma tia em Paris.
  • Brassens ali chega em Fevereiro de 1940. A tia Antonieta tem um piano que lhe proporciona praticar e improvisar algumas melodias. Brassens trabalha como aprendiz encadernador, depois como torneiro na Renault, em Boulogne-Billancourt. Mas a 3 de Junho de 1942, uma bomba cai sobre a fábrica e lança os operários no desemprego. Depois de dois meses de verão em Sète,
  • Brassens regressa a Paris. Doravante, a sua única actividade é a escrita. A la venvole, a sua primeira recolha de poemas data desse período. Durante dois anos, leva uma vida de boémia.
  • Em Fevereiro de 1943, o STO (Serviço do Trabalho Obrigatório) manda-o a Basdorf na Alemanha. Brassens aí trabalhou durante um ano, continuando à compor canções e travou fortes amizades. Entre outras, com Pierre Oteniente, Empregado do Tesouro Público que será mais tarde o seu secretário e homem de confiança.
  • A Joana.Em Março de 1944, dão-se licenças aos traba- lhadores franceses. E a oportunidade para desa- parecer depois das duas semanas de férias auto- rizadas em casa da sua tia, instala-se no impasse Florimont em casa de uma amiga desta sua tia, Jeanne Le Bonniec – que mais tarde home- nagearia nas duas composições: «La cane de Jeanne» e «Chez Jeanne».
  • Em 1945, Brassens compra a sua primeira viola e apura as suas primeiras canções: «Bonhomme», «Le mauvais sujet repenti» mais tarde gravadas em disco, quase sem retoques ; as músicas de «Brave Margot», «Le gorille» ou «Les croquants» já estão compostas.
  • Em 1947, Brassens conhece Joha Heiman, aliás «Püppchen», a sua companheira até aos últimos dias.
  • Em 1951, há um marco importante na sua carreira : actua em cabarets. Primeiro no Lapin Agile depois no Milord l’Arsouille. A sorte chega a 6 de Março de 1952, quando conhece Patachou. Convencida do talento de Brassens, ela aceita interpretar algumas das suas canções («Brave Margot», «Les bancs publics») mas incita-o a cantar ele mesmo.
  • Jacques Canetti, proprietário dos Trois Baudets, por sua vez entusiasma-se : oferece a Brassens um contrato para a estação, mas também o lançamento na casa Polydor de quatro discos em 78 rotações      («Le gorille» et «Le mauvais sujet repenti» ; «La mauvaise répu- tation» e «Le petit cheval» ; «Corne d’aurochs» e «Hécatombe», por fim «Le parapluie» e «Le Fossoyeur»).
  • Le TestamentO êxito mostra então a ponta do nariz e fica. Brassens actua no caba- ret os Trois Baudets. A seguir vêm um concerto no estrangeiro (Bruxelas a 19 de Maio) e uma digressão em trinta e seis cidades de França, por fim actua na sala parisiense de Bobino em Outubro.
  • Os anos Brassens co- meçaram. O Olympia, o primeiro Prémio da Academia Charles Cros, digressões na Suiça, em Maroccos, na Bélgica e em França confirmam o seu sucesso em 1954. Em 1955, Tunis, Alger, Bruxelles depois a França inteira terão a possibilidade de vê-lo ou revê-lo em palco. As gravações, as tournées e os anos desfilam, as passagens em Bobino e no Olympia sucedem-se.
  • Mas Brassens também experimenta o cinéma em 1956, actua e canta em Porte des Lilas de René Clair. Em 1964, escreve o emblemático «Les copains d’abord», para o filme Les copains, de Yves Robert.
  • Em 1973, Brassens desloca-se a Cardiff para um único concerto na University’s Sherman Theater, é gravado e em 74 é editado um disco live : In Great Britain.
  • Já é galardoado em 1967 com o Grande Prémio de Poesia da Academia Francesa, Brassens recebe em 75 o Grande Prémio da Cidade de Paris, e depois o  Prémio do disco , entregue por Jacques Chirac em 1976. 
  • A saúde de Brassens, que sofre há quarenta anos de cólicas nefríticas, já não o deixam continuar no ritmo desenfriado das tournées. Grava em 1976 um álbum duplo instrumental das suas canções com Moustache et les Petits Français. Finalmente, depois de seis meses de concertos a Bobino de Outubro de 1976 a Março de 1977, Brassens grava o seu último álbum dedicado às « canções da sua juventude » («Avoir un bon copain», «Le petit chemin», «Puisque vous partez en voyage»), em proveito da associação Perce-neige, fundada por Lino Ventura.
  • A 29 de Outubro de 1981, Brassens morre em Saint–Gély–du–Fesc, de cancro. Mas de vinte anos depois da sua morte, as palavras de Brassens continuam a ter êxito. Se calhar, é isso a poesia !
  • Os gatos ocupam em Brassens um espaço privilegiado, porque dão amor sem contar.

 «Tinha» gatos, mas não os «possuía», não lhes dava nomes, os gatos eram todos «O gato».

Não os chamava, os gatos vinham a ele, ou não, quando queriam.

Respeitava a sua independência.

P... da vida

A boa da Margot

Depois de ouvir esta canção, se clicar no video de «La mauvaise réputation» poderá ouvir o CD inteiro com muitos dos êxitos de Brassens.

Après l’écoute de Brave Margot, si vous cliquez sur la vidéo de «La mauvaise réputation», vous pourrez écouter le CD entier avec beaucoup des meilleurs succès de Brassens.

Brave Margot

P...de toi

GEORGES BRASSENS

le poète qui chante les chats

  • georges-brassens-by-bd2[160045]Georges Charles Brassens est né à Sète, le 21 octobre 1921. Pas très studieux, il aime surtout blaguer avec les copains, écouter des disques et apprendre les milliers de chansons : Charles Trenet, Tino Rossi, Ray Ventura ou Mireille.
  • A quinze ans, il écrit ses premières chansons sur des musiques de Trenet et se laisse influencer par le swing, celui-ci sera le cœur de son univers musical.
  • En 1936, Brassens a quinze ans et fait, après la musique, l’autre découverte de sa vie. Alphonse Bonnafé, professeur de français au collège de Sète, parle de poésie avec ferveur et brio, ce qui captive Georges.
  • Brassens fait des bourdes d’ado : en 1939, en compagnie d’autres jeunes il participe à un vol de bijoux : 15 jours de prison avec sursis. La réputation en ville en est ternie. Pour calmer l’affaire, ses parents l’envoient chez une tante à Paris.
  • Brassens y arrive en février 1940. La tante Antoinette possède un piano droit qui lui permettra de se faire la main et d’improviser quelques mélodies. Brassens travaille comme apprenti relieur, puis comme tourneur chez Renault, à Boulogne-Billancourt. Mais le 3 juin 1942, une bombe s’abat sur l’usine et contraint les ouvriers au chômage. Après deux mois à Sète pour l’été, Brassens revient à Paris. Sa seule activité, désormais, est l’écriture. A la venvole, son premier recueil de poèmes, date de cette période. Pendant deux ans, il mène une vie de bohème.
  • En février 1943, le STO (Service du Travail Obligatoire) l’envoie à Basdorf en Allemagne. Pendant un an, Brassens y travaille, continue à composer des chansons et noue de fortes amitiés. Entre autre, avec Pierre Oteniente, employé au Trésor Public qui sera ensuite son secrétaire et homme de confiance.
  • La JeanneEn mars 1944, des per- missions sont finale- ment accordées aux tra- vailleurs français. C’est le moment de s’éclipser. Après les deux semaines de congés autorisés chez sa tante, il s’installe im- passe Florimont chez une amie de celle-ci Jeanne Le Bonniec – plus tard il lui rendit hommage dans «La cane de Jeanne» et «Chez Jeanne».
  • En 1945, Brassens achète sa première guitare et peaufine ses premières chansons: «Bonhomme», «Le mauvais sujet repenti» qui sortiront plus tard en disque, presque inchangées ; les musiques de «Brave Margot», «Le gorille» ou «Les croquants» sont déjà composées.
  • En 1947, Brassens rencontre Joha Heiman, alias «Püppchen», sa compagne jusqu’aux derniers jours.
  • Puis en 1951, c’est le tournant capital dans sa carrière, il se produit dans les cabarets. D’abord au Lapin Agile puis au Milord l’Arsouille. La chance survient le 6 mars 1952, lorsqu’il rencontre Patachou. Convaincue du talent de Brassens, elle accepte d’interpréter certaines de ses chansons («Brave Margot», «Les bancs publics») mais le pousse à chanter lui-même.
  • Jacques Canetti, propriétaire des Trois Baudets, s’enthousiasme à son tour : il offre à Brassens un engagement pour la saison, mais également la publication chez Polydor de quatre disques 78 tours («Le gorille» et «Le mauvais sujet repenti» ; «La mauvaise réputation» et «Le petit che- val» ; «Corne d’aurochs» et «Hécatombe», enfin «Le parapluie» et «Le Fossoyeur»).
  • Le TestamentLe succès a pointé son nez et ne se démentira plus. Brassens se pro- duit aux Trois Baudets. Suivront un premier con- cert à l’étranger (Bru- xelles le 19 mai) et une tournée de trente-six villes en France, puis Bobino en octobre.
  • Les années Brassens ont commencé. L’Olympia, le Premier Prix de l’Académie Charles Cros, une tournée en Suisse, au Maroc, en Belgique et en France confirmeront sa réussite en 1954. En 1955, Tunis, Alger, Bruxelles puis la France entière auront l’occasion le voir ou revoir sur scène. Les disques, les tournées et les années défilent, les passages à Bobino et l’Olympia se succèdent.
  • Mais Brassens touche également au cinéma en 1956, jouant et chantant dans Porte des lilas par René Clair. En 1964, il écrit l’emblématique Les copains d’abord», pour le film Les copains, d’Yves Robert.
  • En 1973, Brassens se déplace à Cardiff pour un concert exceptionnel à l’University’s Sherman Theater, enregistré et en 74 sort un disque live : In Great Britain.
  • Déjà récompensé en 1967 du Grand Prix de Poésie de l’Académie Française, Brassens reçoit en 75 le Grand Prix de la Ville de Paris, puis le Prix du disque, remis par Jacques Chirac en 1976. 
  • La santé de Brassens, qui souffre depuis quarante ans de coliques néphrétiques, ne lui permet plus de poursuivre le rythme effréné des tournées. Il enregistre en 1976 un double album instrumental de ses chansons  avec Moustache et les Petits Français. Enfin, après six mois de concerts à Bobino d’octobre 1976 à mars 1977, Brassens enregistre son dernier album consacré aux « chansons de sa jeunesse » («Avoir un bon copain», «Le petit chemin», «Puisque vous partez en voyage»), au profit de l’association Perce-neige, fondée par Lino Ventura.
  • Le 29 octobre 1981, Brassens meurt à Saint–Gély–du–Fesc, des suites d’un cancer. Plus de vingt ans après sa mort, les mots de Brassens font toujours mouche. C’est peut-être ça, la poésie !

Les chats chez Brassens occupent une place de choix, parce qu’ils donnent de l’amour sans compter.

 Il «avait» des chats, mais ne les «possédait» pas, ne les prénommait pas, les chats étaient tous «Le chat».

Il ne les appelait pas, les chats venaient vers lui, ou pas, quand ils voulaient.

Il respectait leur indépendance.

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