Os gatos na literatura 40 – Lewis Carroll – Les chats dans la littérature 40 – Lewis Carroll


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  • Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll nasceu a 27 de Janeiro de1832 em Daresbury no condado do Cheshire de um pai pastor anglicano, numa família de onze filhos. Eram todos canhotos e seis gaguejavam como ele. No isolamento do presbítero, essas diferenças partilhadas numa grande união permitiram a Charles desenvolver uma personalidade de criança dotado, fora das normas, num casulo protector.
  • Ser canhoto e gaguejar causou-lhe muitos tormentos ao enfrentar a normalidade – as outras crianças – na escola em 1845. Guardaria daquilo uma horrorosa lembrança devido às partidas que lhe faziam pela sua timidez ou uma falta de comunicabilidade oriundas das suas (consideradas) anomalias.
  • le chat de ChesterNa sociedade da altura que não se podia contestar, não admitia a mínima tentativa de rebeldia. Portanto, ele adoptou o comportamento, a fé, a moral, os preconceitos do pai e até o gosto deste pela matemática Em compensação, um reforço da sua personalidade traduzir-se-á por um desenvolvimento dos seus dotes, pela criação literária. Durante as férias, o jovem Charles Dodgson divertia-se a publicar revistas locais.
  • Eram manuscritas e reservadas aos habitantes do presbítero O Guarda-chuva  do presbítero, revista editada por volta de 1849, era ilustrada com desenhos lembrando os de Edward Lear cujo Book of nonsense era na altura muito em voga. Essas tentativas literárias juvenis revelaram o virtuosismo de Charles a manejar as palavras, os acontecimentos e a sua disposição muito peculiar para o nonsense.
  • Tornou-se professor de matemática num colégio em Oxford, também fotógrafo e escritor.
  • Foi por volta de 1855 que nasceu verdadeiramente Lewis Carroll. Por trás da casaca do professor Dodgson, o mago iria publicar poemas e artigos em magazines.
  • Em 1856, colaborou em particular com o magazine The Train cujo chefe de redacção, Edmund Yates escolheu entre quatro pseudónimos propostos por Charles Dodgson o de Lewis Carroll. Esse nome de autor foi forjado à partir dos seus nomes traduzidos para latim — Charles Lutwidge deu Carolus Ludovicus —, invertidos e de novo traduzidos — Ludovicus Carolus deu Lewis Carroll.
  • Comprou a sua primeira máquina fotográfica em Londres a 18 de Marco de 1856. Dias mais tarde, dirigiu-se para o jardim do deão Liddell do Christ Church College para fotografar a catedral. Encontrou no jardim as três filhinhas de Liddell entre as quais Alice, a sua future inspiradora, e tirou-lhes fotografias.
  • RAlice Liddellapidamente tornou-se excelente fotógrafo e ganhou grande reputação. O seu assunto favorito seria sempre as meninas mas também fotografou gente conhecida : pintores, escritores, cientistas e também paisagens, estátuas e até esqueletos, por curiosidade anatómica.
  • A história que contava por cima do ombro a Alice, sentada atrás dele na canoa, foi improvisada com brio ao manejar os remos. Quando a pequeno pediu-lhe para escrever para ela essa sua história, ele cumpriu a sua obra-prima: um manuscrito das «Aventuras de Alice debaixo de terra», precio- samente caligrafada e ilustrada. Oferecê-la-ia a sua musa, Alice Liddell, a 26 de Novembro de 1864
  • A época da obra-prima foi «no coração de um verão de ouro», no dia 4 de Julho de 1862. Alice, então com dez anos de idade, foi a musa de Charles Dodgson..
  • alice_lewis-carroll-04Charles Dodgson redigirá uma segunda versão, As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, des- tinada a uma publicação para o público. Deslocou-se a Londres em Janeiro de 1865 para convencer John Tenniel a criar as ilustra- ções da Alice. A sua colaboração não será sem dificuldades : nenhum detalhe escapara à minuciosa crítica de Charles Dodgson. Dedicaria os primeiros exemplares aos amigos em Julho de 1865. O êxito foi imediato.
  • No Natal de 1888, começou uma terceira versão dessa vez chamada : Alice contada às criancinhas, cujos primeiros exemplares foram publicados e distribuídos no fim do ano de 1889.
  • Lewis Carrol faleceu a 14 de Janeiro de 1898 em Guildford.
  • 466px-Alice_par_John_Tenniel_31Ao escrever Alice, Lewis Carroll colocou-se sob a bandeira da magia mas só a mantém em aparência. Não tem fadas mas os personagens do universo do maravilhoso: rei, rai- nha, anão, bruxa, mensageiro, ani- mais dotados de um compor- tamento e uma linguagem humana. À uma plêiade de personagens insólitos juntam-se peças de um jogo de xadrez, cartas de um baralho vivas. Aqui entra o que mais nos interessa : o famoso gato de Chester. Esse país das mara- vilhas onde reinava em abso- luto no sonho da sua vida, tudo lhe proibia o acesso na vida real. Se calhar repetia a si próprio as pala- vras de esperança trocadas entre Alice e o gato de Chester :   

Alice e gato speech

  • O Gato de Cheshire é tigrado (às riscas). O seu nome é uma homenagem de Lewis Carroll ao condado de Cheshire onde nascera. Por vezes é chamado gato de Chester, segundo o antigo nome do condado.
  • Com jeito para as conversas filosóficas, o gato por vezes usa de uma retórica desabrida até surrealista que perturba Alice. Todavia a loucura do gato é mais aparente que real e passa por um dos raros personagens dotado de razão, mas adoptando uma atitude niilista para com o seu ambiente. O gato de Cheshire parece ser o reflexo imaginário da gata Dinah a quem Alice recita as suas lições antes depassar para o País da Maravilhas.
  • Esse gato tem a faculdade de aparecer e desaparecer à sua vontade, divertindo Alice. Esse dom é inspirado da tradição do queijo de Cheshire (ou Chester), modelado segundo a lenda em forma de gato sorridente e consumido começando pela « cauda» (o pé), só deixando aos poucos apenas a « cara».
  • Como disse, em certa altura da história, o gato desaparece por completo até que só reste dele o seu sorriso. Então Alice repara que ela « viu muitas vezes um gato sem sorriso mas nunca um sorriso sem gato». Esse desaparecimento é que tornou célebre o gato junto do público assim como a canção que interpreta retomando as palavras do poema de Carroll Jabberwocky na longa metragem de animação de Walt Disney :

’Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe;
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe

  • lewis-carrollCharles Lutwidge Dodgson, plus connu comme Lewis Carroll naît le 27 janvier 1832 à Daresbury dans le Cheshire d’un père pasteur anglican, au sein d’une famille de onze enfants. Tous étaient comme lui gauchers et sept d’entre eux (Charles y compris) bégayaient. Dans l’isolement du presbytère, ces différences partagées dans l’union familiale, permirent à Charles de développer une personnalité d’enfant doué, hors des normes, dans un cocon protecteur.
  • Etre gaucher et bégayer lui valurent bien des tourments quand il affronta la normalité – les autres enfants – à l’école en 1845. Il en gardera un souvenir affreux en raison des brimades que lui attiraient une timidité ou une incommunicabilité nées de ses différences.
  • Dans la société de l’époque il eût été malséant de contester, toute tentative de se rebeller. Il adopta donc le comportement, la foi, les idées morales, les préjugés de son père et jusqu’au goût de celui-ci pour les mathématiques. En compensation, un renforcement de sa personnalité se traduisit par une expression accrue de ses dons, par la création littéraire. lapin d'AlicePendant ses vacances, le jeune Charles Dodgson s’amusait à éditer des revues locales.Elles étaient manuscrites et réservées aux hôtes du presbytère Le Parapluie du presbytère, revue parue vers 1849, était illustrée de dessins rappelant ceux d’Edward Lear dont le Book of nonsense jouissait alors d’une très grande vogue. Ces tentatives littéraires juvéniles révelèrent la virtuosité de Charles à manier les mots et les événements et sa disposition très originale pour le nonsense.
  • Il devint professeur de mathématiques dans un collège à Oxford, photographe et écrivain.
  • C’est vers 1855 que naît véritablement Lewis Carroll. À l’abri de la redingote du révérend Dodgson, l’enchanteur va faire paraître poèmes et articles dans des magazines.
  • En 1856, il collabore en particulier avec le magazine The Train dont le rédacteur, Edmund Yates, choisira parmi quatre pseudonymes proposés par Charles Dodgson celui de Lewis Carroll. Ce nom d’auteur est forgé à partir de ses prénoms traduits en latin — Charles Lutwidge donnant Carolus Ludovicus —, inversés et traduits à nouveau — Ludovicus Carolus donnant Lewis Carroll.
  • Il acheta son premier appareil photographique à Londres le 18 mars 1856. Quelques jours plus tard, il se rendit dans le jardin du doyen Liddell au Christ Church College pour photographier la cathédrale. Il y trouva les trois fillettes Liddell dont Alice, sa future inspiratrice, et les prit pour modèle.
  • Lewis Carroll alices-adventures-in-wonderland 1Rapidement, il excella dans l’art de la photographie et devint un photographe réputé. Son sujet favori resta les petites filles mais il photographia également des connaissances : peintres, écrivains, scientifiques ainsi que des paysages, statues et même des squelettes, par curiosité anatomique.
  • L’histoire qu’il raconta par-dessus son épaule à Alice, assise derrière lui dans le canot, fut improvisée avec brio tout en maniant l’aviron. Lorsque la petite lui demanda d’écrire pour elle son histoire, il accomplit son chef-d’œuvre : un manuscrit des « Aventures d’Alice sous terre », précieusement calligraphié et illustré. Il l’offrit à sa muse, Alice Liddell, le 26 novembre 1864
  • L’époque du chef-d’œuvre, fut « au cœur d’un été tout en or », la journée du 4 juillet 1862. Alice, alors âgée de dix ans, fut l’inspiration de Charles Dodgson.
  • Charles Dodgson rédigea une deuxième version, Les Aventures d’Alice au pays des Merveilles, destinée à une publication en librairie. Il se rendit à Londres en janvier 1865 pour convaincre John Tenniel de créer les illustrations d’Alice. Leur collaboration ne sera pas sans accrocs : aucun détail n’échappera à la minutieuse critique de Charles Dodgson. Il dédicacera les premiers exemplaires pour des amis en juillet 1865. Le succès sera immédiat.
  • À Noël, en1888, il commencera une troisième version Alice racontée aux petits enfants. Les premiers exemplaires seront publiés et distribués à la fin de 1889.
  • Lewis Carrol s’éteignit le 14 janvier 1898 à Guildford.
  • lewis_carrollEn écrivant Alice, Lewis Carroll s’est placé sous le signe de la féerie mais il n’en conserve que l’apparence. Point de fées mais les personnages de l’univers merveilleux : roi, reine, nain, sorcière, messager, animaux doués d’un comportement et d’un langage humain. À une pléiade de personnages insolites s’ajoutent les pièces d’un jeu d’échecs, des cartes à jouer vivantes. Ici entre le fameux chat de Chester.
  • Ce pays des merveilles sur lequel il régnait en maître dans sa vie rêvée, tout lui en interdirait le seuil dans sa vie vécue. Peut-être se répétait-il les paroles d’espoir échangées par Alice et le chat du Cheshire :

    Alice et chat speech

  • Le chat du Cheshire est tigré. Son nom est un hommage de Lewis Carroll au comté de Cheshire dans lequel il est né. Il est parfois appelé chat de Chester, d’après l’ancien nom du comté.
  • Doué pour les conversations philosophiques, le chat use parfois d’une rhétorique débridée voire surréaliste qui trouble Alice. La folie du chat est toutefois plus apparente que réelle et il passe pour l’un des rares personnages pourvus de raison, mais adoptant une attitude nihiliste vis-à-vis de son environnement. Le chat du Cheshire semble être le reflet imaginaire de la chatte Dinah à qui Alice récite ses leçons avant de passer dans le Pays des merveilles.
  • Ce chat a la faculté d’apparaître et de disparaître selon sa volonté, suscitant l’amusement chez Alice. Ce don est inspiré de la tradition du fromage de Cheshire (ou Chester), modelé selon la légende en forme de chat souriant et consommé à partir de la « queue » (talon), ne laissant petit à petit que le « visage ».
  • À un certain point de l’histoire, le chat disparaît complètement jusqu’à ce qu’il ne reste de lui que son sourire. Alice remarque alors qu’elle a « souvent vu un chat sans sourire mais jamais un sourire sans chat ». C’est cette disparition qui a rendu le chat célèbre auprès du public, ainsi que la chanson qu’il entonne en reprenant les paroles du poème de Carroll Jabberwocky dans le long-métrage d’animation de Walt Disney :

     

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Os gatos e a pintura 3 – Eugène Delacroix – Les chats et la peinture 3 – Eugène Delacroix


  • Eugène Delacroix portraitFerdinand Victor Eugène Delacroix nasceu a Charenton Saint-Maurice, perto de Paris, a 26 de Abril de 1798. O seu pai putativo seria Talleyrand, mas não está provado. A sua mãe, nascida Victoire Oeben, era a filha de um artesão, marceneiro de Luís XVI. Seu pai, Charles Delacroix, foi um alto funcionário do Directório e depois do Império. Eugène passou a sua infância entre Marselha e Bordéus onde seu pai exerceu o cargo de prefeito. A sua morte em 1804 marcou profundamente a criança assim como a da sua mãe anos mais tarde, em 1814.
  • Eugène Delacroix manifestou uma inclinação precoce pelas artes. Assim, iniciou-se ao desenho, à música e mostrou também interesse pelo teatro. Em 1806, frequentou o Liceu imperial (actual Liceu Louis-le-Grand) onde adquiriu uma formação clássica. Na mesma época, frequentava amiúde o Louvre o que decidiu a sua vocação. Ao percorrer os corredores do museu, admirava as vastas composições dos Venezianos os dos Flamengos, trazidas da Europa inteira pelos exércitos de Napoleão. Delacroix ficaria marcado por essa pintura de proporções e cores perfeitas. Na primavera de 1816, foi aceite no atelier de Pierre-Narcisse Guérin. O aprendiz sentiu-se então fascinado pela personalidade de Théodore Géricault qu por vezes visitava o seu mestre.
  • Anos mais tarde, em 1821, Guérin confiou-lhe uma encomenda religiosa, a Virgem do Sagrado-Coração. Em 1822, expôs uma das suas telas, Dante e Virgílio. A sua visão do corpo dos danados, baços e convulsionados, fez então sensação.
  • Em 1824, terminou o Massacre de Chios comprado pelo governo por seis mil francos. Esta tela tornou-o o chefe de fila dos inovadores que se opunham então aos partidários do neoclassicismo, representados por Ingres.
  • delacroix-eugene-etude-de-chat-couche-vu-de-dosDe Maio a Agosto de 1825, Eugène Delacroix efectuou uma viagem a Londres. Ficou impressionado pela técnica de John Constable, descobriu o teatro de Shakespeare, percor- reu as obras de Walter Scott e de Lord Byron. Regressado a França, o artista, já famoso, frequentou os salões. Delacroix pintou em 1826 A Grécia expirando nas ruínas de Missolonghi, evocando a queda da cidade depois de uma encarniçada luta contra as forças otomanas. Em 1827, outra tela muito controversa, A Morte de Sardanapalo, representa uma jovem grega executada por ordem do rei da Assíria.
  • Os acontecimentos que levaram à queda de Charles X, no verão de 1830 deram ao pintor a inspiração para uma tela, a sua obra-prima. A Liberdade guiando o povo, pintada com oportunismo pouco depois das Três Gloriosas, imortalizou os dias ardentes da revolução de Julho. Uma deusa invencível ergue a bandeira tricolor acima das barricadas e dos mortos. Um garoto frenético assim como um estudante resoluto acompanham-na, levando atrás deles o povo das ruas. Esta tela fez sensação no Salão organizado em 1831, o pintor conseguindo transfigurar o acontecimento histórico. O quadro, que exalta a barricada e a força da insurreição popular, será todavia rapidamente guardada nas reservas pela Monarquia de Julho, depois de ter sido comprada pelo Ministério do Interior.
  • Delacroix efectuou nos a nos seguintes numerosas viagens que mudaram a sua pintura. De Janeiro a Junho de 1832, o artista esteve em Marrocos. Ficou fascinado pelo que viu. Esta estadia revelou-lhe tanto a grandeza da antiguidade como o exotismo do Oriente. Ficou maravilhado pelo habitat, os trajes, os costumes dos indígenas. Esta experiência decisiva transformou a sua arte que evoluiu do romantismo para o classicismo. Várias visitas aos Flandres trouxeram-no perto de Rubens. Delacroix inaugurou uma nova era da cor à qual conferiu possibilidades até essa altura insuspeitadas. Os seus tons apaixonados exigiam todavia um desenho rápido e enérgico, construído com núcleos internos e não em função dos contornos exteriores.
  • Delacroiz - felinMal regressou de Marrocos, Delacroix ficou encarregado da decoração do quarto do rei, no Palácio-Bourbon. No entanto, artista reservou tempo para pintar obras pessoais, orientalistas. No Salão de 1834, expôs Mulheres de Argel, depois o seu primeiro Calvário, reali- zado em 1835, e assuntos históricos, como a Ponte de Talheburgo, apre- sentada no Salão de 1837. E no ano seguinte, expôs Medeia.
  • A arte de Delacroix atingiu a sua plenitude em 1840 com a Justiça de Trajano, o Naufrágio de dom Juan, e a Tomada de Constantinopla pelos cruzados em 1841. Em 1855, uma exposição retrospectiva da sua obra foi organizada pela Exposição Universal que teve lugar em Paris.
  • Durante o verão de 1842, Delacroix foi descansar em Nohant, propriedade de George Sand. Ali pintou os seus primeiros estudos de fores. Em 1844, alugou uma casinha a Champrosay, perto da floresta de Sénart. Ali pintou a Morte de Marco-Aurélio que expôs em 1845 com uma grande composição marroquina, o Sultão com a sua guarda. Delacroix ainda apresentou no Salão de 1846 três das suas obras : O Rapto de Rebeca, Margarida na igreja assim como Romeu e Julieta. Em 1847, pintou São Jorge combatendo o dragão. Entre 1849 e 1851, realizou Apolo vencedor da serpente Pitão. Depois dessas obras, Delacroix pareceu mais sereno.
  • Passou a pintar cenas com animais. Portanto aqui apresentamos os felinos desenhados e pintados por Eugène Delacroix. Retratou tanto tigres como gatos, com o vigor que o caracterizou.
  • Sofrendo físicamente havia muitos anos, Delacroix faleceu no auge da sua glória em Charenton Saint-Maurice, a 13 de Agosto de 1863.

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  • Delacroix cat 2Ferdinand Victor Eugène Delacroix naquit à Charenton Saint-Maurice, près de Paris, le 26 avril 1798. Son père putatif serait Talleyrand, mais rien n’est prouvé. Sa mère, née Victoire Oeben, était la fille d’un artisan, ébéniste de Louis XVI. Son père, Charles Delacroix, fut un haut fonctionnaire du Directoire puis de l’Empire. Eugène passa son enfance entre Marseille et Bordeaux où son père fut successivement nommé Préfet. Son décès en 1804 marqua profondément l’enfant, tout comme la disparition de sa mère quelques années plus tard, en 1814.
  • Eugène Delacroix manifesta des goûts précoces pour les arts. Aussi s’initia-t-il au dessin, à la musique et montra aussi de l’intérêt pour le théâtre. En 1806, il entra au Lycée impérial (actuel Lycée Louis-le-Grand) où il acquit une formation classique. À la même époque cependant, la fréquentation du Louvre décida de sa vocation. En parcourant les couloirs du musée, il admirait les vastes compositions des Vénitiens et des Flamands, rapportées de l’Europe entière par les armées de Napoléon. Delacroix restera marqué par cette peinture aux proportions et aux couleurs parfaites. Au printemps 1816, il fut reçu dans l’atelier de Pierre-Narcisse Guérin. L’apprenti se sentit alors fasciné par la personnalité de Théodore Géricault qui rendait parfois visite à son maître.
  • Quelques années plus tard, en 1821, Guérin lui confia une commande religieuse, la Vierge du Sacré-Cœur. En 1822, il exposa une de ses toiles, Dante et Virgile. Sa vision du corps des damnés, blafards et convulsés, fit alors sensation.
  • chat blancEn 1824, il termina le Massacre de Chios que le Gouvernement acquit pour six mille francs. Cette toile en fait le chef de file des novateurs qui s’opposaient alors aux tenants du néo-classicisme, représentés par Ingres.
  • De mai à août 1825, Eugène Delacroix effectua un voyage à Londres. Il fut impressionné par la technique de John Constable, découvrit le théâtre de Shakespeare, parcourut les œuvres de Walter Scott et de Lord Byron. A son retour en France, l’artiste, déjà célèbre, fréquenta les salons. Delacroix peignit en 1826 La Grèce expirant sur les ruines de Missolonghi, évoquant la chute de la ville après une lutte farouche face aux troupes ottomanes. En 1827, une autre toile très controversée, La Mort de Sardanapale, représente une jeune grecque exécutée sur l’ordre du roi d’Assyrie.

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  • Les événements qui entraînèrent pendant l’été 1830 la chute de Charles X donnèrent alors au peintre le sujet d’une toile, son chef d’œuvre. La Liberté guidant le peuple, peinte avec opportunisme peu après les Trois Glorieuses, immortalise les journées ardentes de la révolution de juillet. Une déesse invincible y brandit le drapeau tricolore au-dessus des pavés et des morts. Un gavroche frénétique ainsi qu’un étudiant résolu lui emboîtent le pas, entraînant avec eux le peuple des rues. Cette toile fit sensation au Salon organisé en 1831, le peintre parvenant à transfigurer l’événement historique. Le tableau, qui exalte la barricade et la force de l’insurrection populaire, sera cependant rapidement remisé dans les réserves par la Monarchie de Juillet, après son achat par le Ministère de l’Intérieur.
  • delacroix chatDelacroix effectua dans les années qui suivirent de nombreux voyages qui bouleversèrent sa peinture. Du mois de janvier au mois de juin 1832, l’artiste se rendit au Maroc. Il fut fasciné par ce qu’il vit. Ce séjour lui révéla ainsi à la fois la grandeur de l’Antiquité et l’exotisme de l’Orient. L’habitat, les costumes, les mœurs des indigènes l’émerveillèrent. Cette expérience décisive transforma son art qui évolua du romantisme vers le classicisme. Plusieurs visites en Flandres le ramenèrent ensuite vers Rubens. Delacroix inaugura une ère nouvelle de la couleur à laquelle il conféra des possibilités jusque-là insoupçonnées. Ses teintes passionnées exigeaient cependant un dessin rapide aux flexions énergiques, construits par noyaux internes et non en fonction des contours extérieurs.
  • Dès son retour du Maroc, Delacroix fut chargé de la décoration de la chambre du roi, au Palais-Bourbon. L’artiste conserva néanmoins le temps de peindre des œuvres personnelles, orientalistes. Au Salon de 1834, parurent ainsi les Femmes d’Alger, puis son premier Calvaire, réalisé en 1835, et des sujets historiques, comme le Pont de Taillebourg, présenté au Salon de 1837. Et l’année suivante, exposa Médée.
  • L’art de Delacroix atteint sa plénitude en 1840 avec la Justice de Trajan, le Naufrage de don Juan, et la Prise de Constantinople par les croisés en 1841. En 1855, une exposition rétrospective de son œuvre fut organisée pour l’Exposition universelle qui se tint à Paris.
  • Tigre aux aguetsDurant l’été 1842, Delacroix part se reposer à Nohant chez George Sand. Il y peint ses premières études de fleurs. En 1844, il loua une petite maison à Champrosay, près de la forêt de Sénart. Il y peint la Mort de Marc-Aurèle qu’il expose en 1845 avec une grande composition marocaine, le Sultan entouré de sa garde. Delacroix présente encore au Salon de 1846 trois de ses œuvres : l’Enlèvement de Rébecca, Marguerite à l’église ainsi que Roméo et Juliette. En 1847, il peint Saint Georges combattant le dragon. Entre 1849 et 1851, il réalise Apollon vainqueur du serpent Python. Après ces œuvres, Delacroix sembla apaisé.
  • Il se mit à peindre des scènes d’animaux. Voici donc les félins dessinés et peints par Delacroix. Aussi bien tigres que chats, avec la vigueur qui le caractérise.
  • Souffrant physiquement depuis de nombreuses années, Delacroix décède en pleine gloire à Charenton Saint-Maurice, le 13 août 1863.

O Thareko do António e do Artur ! – 8 – Le Misthigri d’António et d’Artur – 8


  • Já chegámos a meio do alfabeto… e as invenções continuam!
  • Nous voici à la moitié de l’alphabet… et les inventions continuent!

Abecedário dos Inventos - 27      034..Abecedário dos Inventos - 27 FR

Abecedário dos Inventos - 28  Abecedário dos Inventos - 28 FR

Abecedário dos Inventos - 29      036  Abecedário dos Inventos - 29 FR

Abecedário dos Inventos - 30       037  Abecedário dos Inventos - 30 FR

Abecedário dos Inventos - 31        038  Abecedário dos Inventos - 31fr

Os gatos e a pintura 2 – Édouard Manet – Les chats et la peinture 2 – Édouard Manet


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Édouard Manet por Edgard Degas

Édouard Manet foi um pintor francês cujas obras inspiraram o mo- vimento impressionnista, mas sempre fez questão de preservar a sua inde- pendência.

  • Édouard Manet nasceu em Paris a 23 de Janeiro de 1832, numa família da alta burguesia. Logo com dezasseis anos de idade, quis ir para a Marinha, mas chumbou no concurso da Escola Naval. Todavia embarcou num navio-escola rumo ao Brasil, mas o seu gosto pelas belas artes levou-o a já realizar nume- rosos desenhos.
  • Alguns meses mais tarde, regressou a Paris para estudar a pintura no atelié de Thomas Couture. A partir de 1852, Manet multiplicou as viagens ao es- trangeiro : na Holanda, onde admirou em particular a pintura de Frans Hals, na Alemanha, na Áustria, na Itália, e, mais tarde, na Espanha onde as obras de Diego Vélasquez, e sobretudo de Francisco Goya muito influenciaram o seu próprio trabalho.
  • As primeiras pinturas de Manet representam no essencial cenas pitorescas, muitas vezes de inspiração espanhola, assim como retratos. A sua técnica pictural, franca e directa, deixa ver largas pinceladas e o uso de cores puras. Escolhe frequentemente assuntos simples da vida quotidiana.

    Detalhe do benedicite

    pormenor do Benedicite

  • Em 1863, Manet expôs o seu célebre Déjeuner sur l’herbe (museu de Orsay, Paris) no Salão dos recusa- dos, novo espaço de exposição inau- gurado por Napoleão III acolhendo, a pedido dos artistas, as obras re- jeitadas pelo Salão oficial. A tela de Manet, representando uma jovem nua sentada, acompanhada de dois homens de fato, num cenário cam- pestre, atirou imediatamente a aten- ção do público, mas foi violenta- mente atacada pelos críticos.
  • Saudado por numerosos jovens pin- tores que o reconheciam como o seu chefe de fila, Manet encontrou-se no centro de uma disputa opondo os defensores da arte académica aos artistas « recusados ».
  • Em 1864, o Salão oficial aceitou duas das suas telas, e, em 1865, Manet expôs Olympia (1863, museu de Orsay, Paris), um nu inspirado da Vénus de Urbino de Ticiano e cujo realismo pouco ortodoxo levantou ondas de protestos dos círculos académicos.

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    Olympia

  • Em 1866, Émile Zola, que abraçara a causa da arte de Manet no Figaro, tornou-se seu amigo. Foi também o caso dos pintores impressionistas Edgar Degas, Claude Monet, Auguste Renoir, Alfred Sisley, Camille Pissarro e Paul Cézanne, que sentiram a influência de Manet e que, por sua vez, influenciaram a sua arte, quiçá tornando-o mais sensível aos jogos de luz.

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    Femme nue sur un lit – lavis

  • Portanto, Manet não deve ser considerado como um pintor total- mente impressionista, apesar da ligação estrei- ta que manteve a vida toda com Monet e os seus amigos. Em 1874, o artista escolheu não participar à primeira ex- posição impressionista.
  • Continuou no entanto a expor regularmente no Salão oficial onde a sua notoriedade não cessou de crescer. Em 1882, apresentou-se pela úl- tima vez com Um bar nas Folies-Bergère (Courtauld Institute Galleries, Londres), uma das mais famosas das suas obras.
  • Manet morreu em Paris a 30 de Abril de 1883, deixando uma obra importante, de mais de quatrocentas pinturas a óleo, pastéis e numerosas aguarelas.

O gato está presente em várias obras de Manet, tanto em telas como em desenhos e aguarelas duma espontaneidade notável em contraste com o rigor de muitas das suas telas.

Édouard Manet fut un peintre français dont les œuvres ont inspiré le mouvement impressionniste, mais qui s’attacha toujours à préserver son indépendance.

  • Édouard Manet naquit à Paris le 23 janvier 1832, dans une famille de la haute bourgeoisie. Dès l’âge de seize ans, il désira s’engager dans la marine, mais échoua au concours de l’École navale. Il s’embarqua toutefois sur un bateau-école à destination du Brésil, mais son goût pour les beaux-arts le poussa à réaliser déjà de nombreux dessins.

    manet auto-portrait

    Auto-portrait

  • Il revint à Paris, quelques mois plus tard, pour étudier la peinture dans l’atelier de Thomas Couture. À partir de 1852, Manet multiplia les voyages à l’étranger : la Hollande, où il admira particulièrement la peinture de Frans Hals, l’Allemagne, l’Autriche, l’Italie, et, plus tard, l’Espagne où les œuvres de Diego Vélasquez, et sur- tout de Francisco Goya influen- cèrent beaucoup son propre travail. Les premières peintures de Manet représentent essentiellement des scè- nes de genre, souvent d’inspiration espagnole, ainsi que des portraits. Sa technique picturale, franche et direc- te, laisse apparaître de larges touches et l’utilisation de couleurs pures. À ce moment-là Manet s’incline vers le choix de sujets faciles, tirés de la vie quotidienne.
  • En 1863, Manet exposa son célèbre Déjeuner sur l’herbe (musée d’Or- say, Paris) au Salon des refusés, nouveau lieu d’exposition inauguré par Napoléon III accueillant, à la demande des artistes, les œuvres rejetées au Salon officiel. La toile de Manet, représentant une jeune femme nue assise, entourée de deux hommes en costume, dans un décor champêtre, attira immédiatement l’attention du public, mais fut violemment attaquée par les critiques.
  • Madame Manet et Zizi

    Madame Manet et Zizi

    Salué par de nombreux jeunes peintres qui reconnaissaient en lui leur chef de file, Manet se trouva au centre d’une dispute opposant les défenseurs de l’art acadé- mique aux artistes «refusés».

  • En 1864, le Salon officiel accepta deux de ses tableaux, et, en 1865, Manet y exposa Olympia (1863, musée d’Orsay, Paris), un nu inspiré de la Vénus d’Urbin de Titien et dont le réalisme peu or- thodoxe souleva des vagues de pro- testations au sein des cercles acadé- miques.
  • En 1866, Émile Zola, qui avait pris fait et cause pour l’art de Manet dans le Figaro, devint son ami. Tel fut également le cas des peintres impressionnistes Edgar Degas, Claude Monet, Auguste Renoir, Alfred Sisley, Camille Pissarro et Paul Cézanne, qui subirent l’influence de Manet et qui, à leur tour, influencèrent son art, le rendant peut-être plus sensible aux jeux de lumière.

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    Chat noir d’Olympia . détail

  • Manet ne doit donc pas être considéré comme un peintre impressionniste à part entière, malgré les liens étroits qu’il entretint toute sa vie avec Monet et ses amis. En 1874, l’artiste choisit de ne pas participer à la première exposition im- pressionniste.
  • Il continua cependant à exposer régu- lièrement au Salon où sa notoriété ne cessa de s’affirmer. En 1882, il y fut pré- sent pour la dernière fois avec Un bar aux Folies-Bergère (Courtauld Ins- titute Galleries, Londres), l’une de ses œuvres les plus célèbres.
  • Manet mourut à Paris le 30 avril 1883, laissant une œuvre considérable et de choix, comprenant plus de quatre cents peintures à l’huile, des pastels et de nombreuses aquarelles.

Le chat est présent dans plusieurs œuvres de Manet, aussi bien des toiles que des dessins dont l’enlevé en aquarelle a une spontanéité remarquable en contraste avec la rigueur de beaucoup de ses toiles.

Le chat et les fleurs - Manet  Manet - Le Rendez-vous des Chats (1868)

 

O gato e os cançonetistas – 2 – Le chat et les chansonniers – 2


GEORGES BRASSENS,

o poeta que canta os gatos

  • BrassensGeorges Charles Brassens nasceu em Sète, a 21 de Outubro de 1921. Aluno pouco aplicado, gosta sobre- tudo ouvir discos e aprender inúmeras canções : Charles Trenet, Tino Rossi, Ray Ventura ou Mireille.
  • Com quinze anos, escreve as suas primeiras canções sobre músicas de Trenet e deixa-se influenciar pelo swing, este será o âmago do seu  universo musical.
  • Em 1936, Brassens faz depois da música, a outra descoberta da sua vida. Alphonse Bonnafé, professor de francês no colégio de Sète, fala de poesia com fervor e brio, o que cativa Georges.
  • Brassens faz asneiras de adolescente : em 1939, com outros jovens participa a um roubo de jóias: 15 dias de prisão suspensa. A sua reputação na cidade fica manchada. Para acalmar as coisas, os seus pais mandam-no para a casa de uma tia em Paris.
  • Brassens ali chega em Fevereiro de 1940. A tia Antonieta tem um piano que lhe proporciona praticar e improvisar algumas melodias. Brassens trabalha como aprendiz encadernador, depois como torneiro na Renault, em Boulogne-Billancourt. Mas a 3 de Junho de 1942, uma bomba cai sobre a fábrica e lança os operários no desemprego. Depois de dois meses de verão em Sète,
  • Brassens regressa a Paris. Doravante, a sua única actividade é a escrita. A la venvole, a sua primeira recolha de poemas data desse período. Durante dois anos, leva uma vida de boémia.
  • Em Fevereiro de 1943, o STO (Serviço do Trabalho Obrigatório) manda-o a Basdorf na Alemanha. Brassens aí trabalhou durante um ano, continuando à compor canções e travou fortes amizades. Entre outras, com Pierre Oteniente, Empregado do Tesouro Público que será mais tarde o seu secretário e homem de confiança.
  • A Joana.Em Março de 1944, dão-se licenças aos traba- lhadores franceses. E a oportunidade para desa- parecer depois das duas semanas de férias auto- rizadas em casa da sua tia, instala-se no impasse Florimont em casa de uma amiga desta sua tia, Jeanne Le Bonniec – que mais tarde home- nagearia nas duas composições: «La cane de Jeanne» e «Chez Jeanne».
  • Em 1945, Brassens compra a sua primeira viola e apura as suas primeiras canções: «Bonhomme», «Le mauvais sujet repenti» mais tarde gravadas em disco, quase sem retoques ; as músicas de «Brave Margot», «Le gorille» ou «Les croquants» já estão compostas.
  • Em 1947, Brassens conhece Joha Heiman, aliás «Püppchen», a sua companheira até aos últimos dias.
  • Em 1951, há um marco importante na sua carreira : actua em cabarets. Primeiro no Lapin Agile depois no Milord l’Arsouille. A sorte chega a 6 de Março de 1952, quando conhece Patachou. Convencida do talento de Brassens, ela aceita interpretar algumas das suas canções («Brave Margot», «Les bancs publics») mas incita-o a cantar ele mesmo.
  • Jacques Canetti, proprietário dos Trois Baudets, por sua vez entusiasma-se : oferece a Brassens um contrato para a estação, mas também o lançamento na casa Polydor de quatro discos em 78 rotações      («Le gorille» et «Le mauvais sujet repenti» ; «La mauvaise répu- tation» e «Le petit cheval» ; «Corne d’aurochs» e «Hécatombe», por fim «Le parapluie» e «Le Fossoyeur»).
  • Le TestamentO êxito mostra então a ponta do nariz e fica. Brassens actua no caba- ret os Trois Baudets. A seguir vêm um concerto no estrangeiro (Bruxelas a 19 de Maio) e uma digressão em trinta e seis cidades de França, por fim actua na sala parisiense de Bobino em Outubro.
  • Os anos Brassens co- meçaram. O Olympia, o primeiro Prémio da Academia Charles Cros, digressões na Suiça, em Maroccos, na Bélgica e em França confirmam o seu sucesso em 1954. Em 1955, Tunis, Alger, Bruxelles depois a França inteira terão a possibilidade de vê-lo ou revê-lo em palco. As gravações, as tournées e os anos desfilam, as passagens em Bobino e no Olympia sucedem-se.
  • Mas Brassens também experimenta o cinéma em 1956, actua e canta em Porte des Lilas de René Clair. Em 1964, escreve o emblemático «Les copains d’abord», para o filme Les copains, de Yves Robert.
  • Em 1973, Brassens desloca-se a Cardiff para um único concerto na University’s Sherman Theater, é gravado e em 74 é editado um disco live : In Great Britain.
  • Já é galardoado em 1967 com o Grande Prémio de Poesia da Academia Francesa, Brassens recebe em 75 o Grande Prémio da Cidade de Paris, e depois o  Prémio do disco , entregue por Jacques Chirac em 1976. 
  • A saúde de Brassens, que sofre há quarenta anos de cólicas nefríticas, já não o deixam continuar no ritmo desenfriado das tournées. Grava em 1976 um álbum duplo instrumental das suas canções com Moustache et les Petits Français. Finalmente, depois de seis meses de concertos a Bobino de Outubro de 1976 a Março de 1977, Brassens grava o seu último álbum dedicado às « canções da sua juventude » («Avoir un bon copain», «Le petit chemin», «Puisque vous partez en voyage»), em proveito da associação Perce-neige, fundada por Lino Ventura.
  • A 29 de Outubro de 1981, Brassens morre em Saint–Gély–du–Fesc, de cancro. Mas de vinte anos depois da sua morte, as palavras de Brassens continuam a ter êxito. Se calhar, é isso a poesia !
  • Os gatos ocupam em Brassens um espaço privilegiado, porque dão amor sem contar.

 «Tinha» gatos, mas não os «possuía», não lhes dava nomes, os gatos eram todos «O gato».

Não os chamava, os gatos vinham a ele, ou não, quando queriam.

Respeitava a sua independência.

P... da vida

A boa da Margot

Depois de ouvir esta canção, se clicar no video de «La mauvaise réputation» poderá ouvir o CD inteiro com muitos dos êxitos de Brassens.

Après l’écoute de Brave Margot, si vous cliquez sur la vidéo de «La mauvaise réputation», vous pourrez écouter le CD entier avec beaucoup des meilleurs succès de Brassens.

Brave Margot

P...de toi

GEORGES BRASSENS

le poète qui chante les chats

  • georges-brassens-by-bd2[160045]Georges Charles Brassens est né à Sète, le 21 octobre 1921. Pas très studieux, il aime surtout blaguer avec les copains, écouter des disques et apprendre les milliers de chansons : Charles Trenet, Tino Rossi, Ray Ventura ou Mireille.
  • A quinze ans, il écrit ses premières chansons sur des musiques de Trenet et se laisse influencer par le swing, celui-ci sera le cœur de son univers musical.
  • En 1936, Brassens a quinze ans et fait, après la musique, l’autre découverte de sa vie. Alphonse Bonnafé, professeur de français au collège de Sète, parle de poésie avec ferveur et brio, ce qui captive Georges.
  • Brassens fait des bourdes d’ado : en 1939, en compagnie d’autres jeunes il participe à un vol de bijoux : 15 jours de prison avec sursis. La réputation en ville en est ternie. Pour calmer l’affaire, ses parents l’envoient chez une tante à Paris.
  • Brassens y arrive en février 1940. La tante Antoinette possède un piano droit qui lui permettra de se faire la main et d’improviser quelques mélodies. Brassens travaille comme apprenti relieur, puis comme tourneur chez Renault, à Boulogne-Billancourt. Mais le 3 juin 1942, une bombe s’abat sur l’usine et contraint les ouvriers au chômage. Après deux mois à Sète pour l’été, Brassens revient à Paris. Sa seule activité, désormais, est l’écriture. A la venvole, son premier recueil de poèmes, date de cette période. Pendant deux ans, il mène une vie de bohème.
  • En février 1943, le STO (Service du Travail Obligatoire) l’envoie à Basdorf en Allemagne. Pendant un an, Brassens y travaille, continue à composer des chansons et noue de fortes amitiés. Entre autre, avec Pierre Oteniente, employé au Trésor Public qui sera ensuite son secrétaire et homme de confiance.
  • La JeanneEn mars 1944, des per- missions sont finale- ment accordées aux tra- vailleurs français. C’est le moment de s’éclipser. Après les deux semaines de congés autorisés chez sa tante, il s’installe im- passe Florimont chez une amie de celle-ci Jeanne Le Bonniec – plus tard il lui rendit hommage dans «La cane de Jeanne» et «Chez Jeanne».
  • En 1945, Brassens achète sa première guitare et peaufine ses premières chansons: «Bonhomme», «Le mauvais sujet repenti» qui sortiront plus tard en disque, presque inchangées ; les musiques de «Brave Margot», «Le gorille» ou «Les croquants» sont déjà composées.
  • En 1947, Brassens rencontre Joha Heiman, alias «Püppchen», sa compagne jusqu’aux derniers jours.
  • Puis en 1951, c’est le tournant capital dans sa carrière, il se produit dans les cabarets. D’abord au Lapin Agile puis au Milord l’Arsouille. La chance survient le 6 mars 1952, lorsqu’il rencontre Patachou. Convaincue du talent de Brassens, elle accepte d’interpréter certaines de ses chansons («Brave Margot», «Les bancs publics») mais le pousse à chanter lui-même.
  • Jacques Canetti, propriétaire des Trois Baudets, s’enthousiasme à son tour : il offre à Brassens un engagement pour la saison, mais également la publication chez Polydor de quatre disques 78 tours («Le gorille» et «Le mauvais sujet repenti» ; «La mauvaise réputation» et «Le petit che- val» ; «Corne d’aurochs» et «Hécatombe», enfin «Le parapluie» et «Le Fossoyeur»).
  • Le TestamentLe succès a pointé son nez et ne se démentira plus. Brassens se pro- duit aux Trois Baudets. Suivront un premier con- cert à l’étranger (Bru- xelles le 19 mai) et une tournée de trente-six villes en France, puis Bobino en octobre.
  • Les années Brassens ont commencé. L’Olympia, le Premier Prix de l’Académie Charles Cros, une tournée en Suisse, au Maroc, en Belgique et en France confirmeront sa réussite en 1954. En 1955, Tunis, Alger, Bruxelles puis la France entière auront l’occasion le voir ou revoir sur scène. Les disques, les tournées et les années défilent, les passages à Bobino et l’Olympia se succèdent.
  • Mais Brassens touche également au cinéma en 1956, jouant et chantant dans Porte des lilas par René Clair. En 1964, il écrit l’emblématique Les copains d’abord», pour le film Les copains, d’Yves Robert.
  • En 1973, Brassens se déplace à Cardiff pour un concert exceptionnel à l’University’s Sherman Theater, enregistré et en 74 sort un disque live : In Great Britain.
  • Déjà récompensé en 1967 du Grand Prix de Poésie de l’Académie Française, Brassens reçoit en 75 le Grand Prix de la Ville de Paris, puis le Prix du disque, remis par Jacques Chirac en 1976. 
  • La santé de Brassens, qui souffre depuis quarante ans de coliques néphrétiques, ne lui permet plus de poursuivre le rythme effréné des tournées. Il enregistre en 1976 un double album instrumental de ses chansons  avec Moustache et les Petits Français. Enfin, après six mois de concerts à Bobino d’octobre 1976 à mars 1977, Brassens enregistre son dernier album consacré aux « chansons de sa jeunesse » («Avoir un bon copain», «Le petit chemin», «Puisque vous partez en voyage»), au profit de l’association Perce-neige, fondée par Lino Ventura.
  • Le 29 octobre 1981, Brassens meurt à Saint–Gély–du–Fesc, des suites d’un cancer. Plus de vingt ans après sa mort, les mots de Brassens font toujours mouche. C’est peut-être ça, la poésie !

Les chats chez Brassens occupent une place de choix, parce qu’ils donnent de l’amour sans compter.

 Il «avait» des chats, mais ne les «possédait» pas, ne les prénommait pas, les chats étaient tous «Le chat».

Il ne les appelait pas, les chats venaient vers lui, ou pas, quand ils voulaient.

Il respectait leur indépendance.

O gato e os cançonetistas – 1 – Le chat et les chansonniers – 1


LE CHAT DE CLAUDE NOUGARO

400px-Claude_Nougaro-130904-0007WPFilho de Pierre Nougaro, cantor de ópera, e de Liette Tellini, professora de piano italiana (e primeiro prémio de piano do conservatório) Claude Nougaro, nasceu a 9 Setembro de 1929 em Tolosa e morreu a 4 de Março de 2004 em Paris.

Poeta e autor-compositor francês, grande apreciador de jazz, de música latina e africana, brincava com as palavras da língua francesa, ao longo da sua carreira dedicou-se a uma insólita junção dos géneros, a juntar canção francesa e ritmos. Paralelamente com as suas actividades de cantor, Claude Nougaro dedicou-se à pintura e ao desenho.

Com doze anos, escutava Glenn Miller, Edith Piaf, Bessie Smith e Louis Amstrong na rádio o que, entre outras coisas, o inspirou para seguir esta via. Em 1947, falhou o exame do12º ano, e em Paris iniciou-se jornalismo. Ao mesmo tempo, escreveu umas canções para Marcel Amont (Le Barbier de Séville, Le Balayeur du roi) e Philippe Clay (Joseph, La Sentinelle). Conheceu Georges Brassens, que ficou um amigo e o seu mentor, e escreveu poesia romântica assim como humorística.

Claude Nougaro mandou textos a Marguerite Monnot, compositora de Édith Piaf, que lhes arranja música (Méphisto, Le Sentier de la guerre). Claude começou a cantar para ganhar o seu sustento em 1959 num cabaret parisiense, o « Lapin Agile», em Montmartre.

Em 1958, decidiu cantar os seus próprios textos, com um primeiro álbum escrito e gravado com o seu parceiro de escrita Michel Legrand. Todavia o êxito só se manifestou em 1962 : Une petite fille e Cécile ma fille (dedicada a sua filha, nascida em 1962 da sua mulher Sylvie, que conhecera no «Lapin Agile»). Essas canções o fizeram logo descobrir pelo grande público. No princípio dos anos 60, ele introduziu de novos ritmos na canção francesa e compôs numerosas canções, inspiradas de temas e de ritmos de jazz que seduziram o público.

Um acidente rodoviário imobilizou-o durante vários meses em 1963. No ano seguinte, fez uma viagem ao Brasil. No regresso, fez umas digressões em salas de prestígio : o Olympia, o Palácio de Inverno de Leão, o Teatro da Cidade em Paris. O seu filho Pablo nasceu duma união com uma Brasileira.

Em 1965, iniciou uma colaboração duradoura com o pianista de jazz Maurice Vander, que se tornou no seu principal parceiro musical (arranjador, pianista e co-compositor). Além de Vander e Legrand, Nougaro soube rodear-se com a fina flor nacional e internacional.

Embora ferozmente oposto à política, os acontecimentos de Maio de 68 inspiraram-lhe um torrencial Paris Mai, pleito pela vida, que foi proibido de passar nos médias. No mesmo ano gravou o seu primeiro álbum live no Olympia : Um serão com Claude Nougaro.

A sua canção Toulouse foi uma vibrante homenagem à sua cidade natal.

Continuou então uma carreira regular, puntuada de êxitos : le Jazz et la Java inspirada dum tema de Three to Get Ready de Dave Brubeck,  Tu verras, adaptação francesa de O que será de Chico Buarque de Holanda, l’Île de Ré, Armstrong , com Roger Guérin no trompete.

Em 1971, voltou a juntar-se a Michel Legrand para a banda sonora original do filme La ville bidon do realizador Jacques Baratier, amigo de Audiberti, (Nougaro cantou La décharge e Sa maison).

Deixou Philips por Barclay em 1975. Depois de um álbum julgado com resultados fracos (Bleu Blanc Blues) em 1985, a sua editora não renovou o seu contrato. Aliás fez alusão a isso na sua canção Mon disque d’été. Decidiu vender a sua casa de Montmartre e foi para Nova Iorque, à procura de inspiração, escreveu e gravou ali um disco financiado pela WEA, sob a direcção de Philippe Saisse, músico de renome por essas bandas, e cujo produtor executivo era Mick Lanaro, um velho cúmplice : foi então Nougayork, cujo êxito estrondoso foi uma surpresa irónica.

Em 1988  recebeu as Victoires de la musique do melhor álbum e do melhor artista, e de 1993 a 1997, ele produziu três novos álbuns.

À partir de 1995, ano em que foi operado ao coração, a sua saúde piorou. Em 2003, não conseguiu participar ao Festival do verbo em Tolosa devido ao estado da sua saúde. De 1998 a 2004, dedicou-se mais a concertos e festivais. Também participou ao álbum Sol en cirque do colectivo Sol en Si.

Em 2002, Claude Nougaro  fez uma tournée em toda a França com um espectáculo falado, chamado Les fables de ma fontaine, onde retomou alguns dos seus textos (Victor e Plume d’ange entre outros – o espectáculo foi gravado em DVD).  Em 2003 e 2004, preparou um álbum para a etiqueta jazz Blues Note Records. O disco intitulado La Note bleue saiu a título póstumo a 30 de Novembro de 2004.

Junto o texto da canção, en francês porque não é possível traduzir os trocadilhos  do texto.

Ce titre est extrait de l’album : Hombre et Lumière   –   Année de sortie : 1995  |  Label : Mercury

Le chat nougaro - paroles

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Fils de Pierre Nougaro, chanteur d’opéra, et de Liette Tellini, professeur de piano italienne (et premier prix de piano au conservatoire) Claude Nougaro, naquit le 9 septembre 1929 à Toulouse et mourut le 4 mars 2004 à Paris.

Poète et auteur-compositeur français, grand amateur de jazz, de musique latine et africaine, il jouait des mots avec la langue française, il s’est appliqué tout au long de sa carrière dans un insolite mariage des genres, à unir chanson française et rythmes. Parallèlement à ses activités de chanteur, Claude Nougaro s’est adonné à la peinture et au dessin.

À douze ans, il écoutait Glenn Miller, Edith Piaf, Bessie Smith et Louis Amstrong à la radio ce qui, entre autres, l’inspira à suivre cette voie. En 1947, il échoue au baccalauréat, et débute alors à Paris dans le journalisme. En parallèle, il écrit des chansons pour Marcel Amont (Le Barbier de Séville, Le Balayeur du roi) et Philippe Clay (Joseph, La Sentinelle). Il rencontre Georges Brassens, qui devient son ami et son mentor, et écrit de la poésie romantique et aussi humoristique.

Claude Nougaro envoie des textes à Marguerite Monnot, compositrice d’Édith Piaf, qui les met en musique (Méphisto, Le Sentier de la guerre). Il commence à chanter pour gagner sa vie en 1959 dans un cabaret parisien, le «Lapin Agile», à Montmartre.

En 1958, il décide de chanter ses propres textes, avec un premier album écrit et enregistré avec son partenaire d’écriture Michel Legrand. Le succès ne se manifestera néanmoins qu’en 1962 : Une petite fille et Cécile ma fille (dédiée à sa fille, née en 1962 de sa femme Sylvie, rencontrée au «Lapin Agile»). Ces chansons le firent immédiatement connaître du grand public. En ce début d’années 1960, il introduisit de nouveaux rythmes dans la chanson française et composa de nombreuses chansons, inspirées de thèmes et rythmes de jazz qui séduisirent le public.

Un accident de voiture l’immobilisa plusieurs mois en 1963. L’année suivante, il partit en voyage au Brésil. Au retour, il se produisit dans des salles prestigieuses : l’Olympia le Palais d’Hiver de Lyon, le Théâtre de la Ville à Paris. Son fils Pablo naquit d’une union avec une Brésilienne.

En 1965, il entama durablement sa collaboration avec le pianiste de jazz Maurice Vander, qui deviendra son principal partenaire musical (arrangeur, pianiste et co-compositeur). Outre Vander et Legrand, Nougaro sut s’entourer de la fine fleur nationale et internationale.

Bien qu’il soit farouchement opposé à la politique, les évènements de  Mai 68 lui inspirèrent un torrentiel Paris Mai, plaidoyer pour la vie, qui sera interdit d’antenne. Il enregistra la même année son premier album live à l’Olympia : Une soirée avec Claude Nougaro.

Sa chanson Toulouse est un vibrant hommage à sa ville natale.

Sa carrière se poursuivit alors de façon régulière, ponctuée de succès : le Jazz et la Java s’inspirant d’un thème de Three to Get Ready de Dave Brubeck,  Tu verras, adaptation française de O que será de Chico Buarque de Holanda, l’Île de Ré, Armstrong , avec Roger Guérin à la trompette.

En 1971, il retrouva Michel Legrand pour la bande originale du film La ville bidon du réalisateur Jacques Baratier, ami d’Audiberti, (Nougaro chanta La décharge et Sa maison).

Il quitta Philips pour Barclay en 1975. Après un album jugé décevant au niveau des résultats (Bleu Blanc Blues) en 1985, sa maison de disques ne renouvela pas son contrat. Il y fit d’ailleurs une allusion dans sa chanson Mon disque d’été. Il décida de vendre sa maison de Montmartre et partit alors pour  New York, en quête d’inspiration, écrivit et enregistra sur place un disque financé par WEA, sous la direction de Philippe Saisse, musicien réputé là-bas, et dont le producteur exécutif était Mick Lanaro, un vieux complice : ce fut Nougayork, dont le succès retentissant fut une surprise ironique.

Il fut récompensé en 1988  par les Victoires de la musique du meilleur album et du meilleur artiste, et de 1993 à 1997, il sortit trois nouveaux albums.

Sa santé se dégrada à partir de 1995, année où il subit une opération du cœur. En 2003, il ne put se produire au Festival du verbe à Toulouse en raison de son état de santé. De 1998 à 2004, il se consacra davantage à des concerts et des festivals. Il participa également à l’album Sol en cirque du collectif  Sol en Si.

En 2002 Claude Nougaro se produisit dans toute la France avec un spectacle parlé, nommé Les fables de ma fontaine, où il reprend plusieurs de ses textes (dont Victor et Plume d’ange – le spectacle a fait l’objet d’une captation en DVD).  En 2003 et 2004, il prépara un album pour le label jazz Blues Note Records. Le disque intitulé La Note bleue sortit à titre posthume le 30 novembre 2004.

Os gatos e a pintura 1 – J.B. Perronneau – Les chats et la peinture 1 – J.B. Perronneau


  • Perroneau autoportraitNascido em 1715 na cidade de Paris, Jean-Baptiste Perronneau pri- meiro recebeu uma formação de gravador. Trabalhou para o influente gravador Gabriel Huquier, editor e comerciante de estampas na rua Saint-Jacques em Paris. Foi a partir dos anos 1740 que Perronneau encetou uma carreira de retratista em óleo sobre tela e sobretudo pastel.
  • Expôs pela primeira vez no Salão de Paris em 1746. Anos mais tarde, na altura do Salão de 1750, um incidente o confrontou com o seu grande rival, Maurice Quentin de La Tour. Diderot relatou que La Tour encomendara o seu retrato à Perronneau, que apresentou o quadro  honrando a encomenda, sem suspeitar de que La Tour, por sua vez, realizara secretamente o seu Autoretrato. Os dois pastéis foram expostos lada a lado: a obra do artista consagrado suplantou a do jovem Perronneau e obteve o prémio. Diderot suspeitou La Tour de ciúmes para com este cadete tão promissor e condenou-o por ter inutilmente humilhado o seu confrade.
  • A consagração de Perronneau chegou no entanto no Salão de 1753 graças à dois retratos que hoje se encontram no museu do Louvre: o do pintor Jean-Baptiste Oudry, com cores dominantes de verde e azul, e o do escultor Lambert Sigisbert Adam, com dominante de verdes. Perronneau foi então admitido na Academia Real de pintura e de escultura.
  • Em vários retratos femininos figuram gatos que trazem um toque de doçura e de graça.«A menininha com gato», La Donzela com Gato», Retrato de Magdaleine Pinceloup de la Grange.
  • A sua carreira todavia parece interromper.se à partir de certa altura: Perronneau por ter deixado de expor no Salão de Paris nos fins dos anos 1770. Em contrapartida, encontram-se rastos da sua obra em várias cidades francesas, onde trabalhava em função das encomendas recebidas.
  • Perronneau viajava constantemente pela Europa; assim esteve em Turim, Roma, Hamburgo, e também na Inglaterra, Espanha, Polónia, Rússia e Países Baixos.
  • Morreu a 19 de Novembro de 1783 em Amsterdão, esquecido pelos seus contemporâneos.

Perroneau bebe et chat

Jean-Baptiste Perronneau

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  • Né 1715 à Paris, Jean-Baptiste Perronneau reçut d’abord une formation de graveur. Il travailla pour le graveur Gabriel Huquier, éditeur et marchand d’estampes, rue Saint-Jacques à Paris. C’est à partir des années 1740 qu’il commença une carrière de portraitiste en utilisant surtout l’huile sur toile et le pastel.
  • Il exposa pour la première fois au Salon de Paris en 1746. Quelques années plus tard, lors du Salon de 1750, un incident l’opposa à son grand rival, Maurice Quentin de La Tour. Diderot relate que La Tour avait commandé son portrait à Perronneau, qui présenta le tableau comme il se devait, sans se douter que La Tour, pour sa part, avait secrètement réalisé son Autoportrait. Une fois les deux pastels exposés côte à côte, l’œuvre de l’artiste confirmé supplanta celle du jeune Perronneau et remporta le prix. Diderot soupçonna La Tour de jalousie envers ce cadet si prometteur et lui reprocha d’avoir inutilement humilié son confrère.
  • La consécration vint cependant à Perronneau lors du Salon de 1753 grâce à deux portraits qui se trouvent aujourd’hui au musée du Louvre: celui du peintre Jean-Baptiste Oudry, à dominante de vert et de bleu, et celui du sculpteur Lambert Sigisbert Adam, à dominante de verts. Perronneau fut dès lors admis à l’Académie royale de peinture et de sculpture.
  • Dans plusieurs de ses portraits féminins figurent des chats apportant une touche de douceur et de grâce. «La petite fille au chat», La Demoiselle et son chat», «Portrait de Magdaleine Pinceloup de la Grange»
  • Sa carrière paraît toutefois s’interrompre à partir d’une certaine époque:  Perronneau a cessé d’exposer ses œuvres au Salon de Paris vers la fin des années 1770 et n’ait plus guère exercé dans la capitale. En revanche, on retrouve sa trace dans différentes villes de France, où il travaillait en fonction de ses commandes.
  • Perronneau voyagea constamment à travers l’Europe ; c’est ainsi qu’on le vit à Turin, Rome, Hambourg, et aussi en Angleterre, Espagne, Pologne, Russie et Pays-Bas.
  • Il mourut le 19 novembre 1783 à Amsterdam, oublié par ses contemporains.

O Thareko do António e do Artur ! – 7 – Le Misthigri d’António et d’Artur – 7


  • Aqui temos umas invenções que correspondem à letra J

Abecedário dos Inventos - 25  e 26 PT

  • Voici des inventions qui correspondent en portugais à la lettre J.

Abecedário dos Inventos - 25 et 26 FR

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

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