Every Cat in the Book – Willie Rushton


  • Alfabeto Cat - INTRODUÇÃO787Desta vez, como se trata de um livro e de um autor ingleses, não traduzi o título para guardar todo o seu sabor.
  • Os extractos são de um alfabeto desenhado por Willie Rushton, num livro que me chegou à mãos pela gentileza de Jorge Silva, a quem muito agradeço os vários livros sobre gatos que me doou… Cada letra tem uma página inteira, mas escolhi reproduzr apenas uma selecção minha para ter uma maior amplitude de imagem.
  • William George Rushton nasceu na casa da família em Kensington a 18 de Agosto de 1937, filho único de John Rushton, um editor.
  • Foi uma presença extremamente versátil nas variedades britânicas durante 35 anos. Escritor, cartoonista, actor, foi «o entertainer completo» à sua maneira. A sua fama começou com o boom da sátira nos princípios dos anos 60, quando fundo a revista «Private Eye» com colegas de escola e aparecendo numa emissão de televisão. Depois foi actor reconhecido e trabalhou num jogo radiofónico «I’m Sorry I Haven’t A Clue» durante 20 anos.
  • rushton 4Os seus desenhos, cartoons e ilustrações, desenhados com traço energético com aparo eram de um estilo inconfundível. Foi também um excelente caricaturista de políticos, actores, escritores e outras celebridades.
  • Como não tirou grandes notas na escola, sobre tudo com negativas à Matemática, não seguiu para Oxford e teve de cumprir 2 anos de serviço militar. A tropa fez-lhe dizer: «O exército é, graças a Deus, uma das mais engraçadas instituições na terra e também uma espécie de microcosmo do mundo, abrangendo quase à perfeição todo o nosso sistema de classe. Nas suas fileiras, descobri a perspicácia básica do ser humano – que para dizer a verdade, nunca tinha encontrado antes.»
  • Regressando a vida civil em 1959 e procurando arranjar qualificação, Willie foi trabalhar no escritório de um advogado, deixando um rasto de rabiscos e caricaturas nas margens de ficheiros e anotações de processos. Ainda em contacto com seus antigos colegas de escola, que estavam a publicar umas revistas de humor em Oxford, Rushton contribuiu largamente com cartoons durante as suas frequentes visitas aos amigos. Foi Rushton quem sugeriu que uma das revistas, «Mesopotamia» continuasse depois de eles saírem da universidade.
  • Deixou o escritório do advogado e arranjou lugar no «Liberal News», onde estava também o seu amigo Christopher Booker, como jornalista. De Junho 1960 a Março 61 ele publicou uma tira semanal, «Brimstone Belcher» com aventuras cómicas de um jornalista. Depois da tira acabar, Rushton ainda fez um cartoon político semanal no «Liberal News» até metade de 1962 (o que significa uma data de caricaturas de Kennedy, de Gaulle e Jo Grimmond – pois, era o LIBERAL News ).
  • Private Eye 4Os amigos de escola finalmente arranjaram financiamento e o primeiro número de «Private Eye» foi publicado a 25 de Outubro de 1961. Willie fez a paginação da revista em casa, utilizando letraset e colando as ilustrações sobre cartolina para irem depois à fotogravura. Também fez todas as ilustrações e a personagem central de Little Nitty.
  • O melhor dos primeiros números foi «Ésopo revisitado», uma banda desenhada de página  inteira que lhe deu azo a utilizar muitos trocadilhos e piadas simples.
  • Com «Private Eye» de vento em popa, Peter Cook interessou-se e ali publicou duas séries contando as «Estranhas Aventuras de Sir Basil Nardly-Strokes» e «Rhandi Phurr», ambas magistralmente desenhadas por Willie Rushton, tal como o foi «Mrs. Wilson’s Diary».
  • A princípio também publicaram dois livros: «Private Eye on London» e «Private Eye’s Romantic England» tirando proveito dos talentos de Willie. No primeiro livro publicado esteve a primeira colecção de cartoons de Rushton «Willie Rushton’s Dirty Weekend Book» (proibido na Irlanda).
  • Rushton fez também teatro como actor, estreou-se numa peça de Spike Milligan, “The Bed-Sitting Room” no Marlowe Theatre, em Canterbury, em 1961. Kenneth Tynan fez-lhe uma crítica positiva, o que fez com que, em 1962, foi convidado por Ned Sherrin a integrar-se no show satírico da BBC televisão « That Was the Week That Was». «Rushton excele a fazer de personagem pomposa, figuras do aparelho de estado insuportáveis, de modo demolidor» dizia Sherrin.
  • Rushton ficou conhecido pela sua imitação do primeiro-ministro Harold Macmillan. Willie comentou, “Votei por ele, portanto ele deve-me alguma coisa.”
  • Rushton 2 copyEm 1963, Rushton fez também cinema como actor, depois, em 64, voltou a ser apresentador de televisão para diversos programas. Em 65, foi apresentador de variedades num show onde conheceu Arlene Dorgan, a sua futura mulher. Ele passou a maior parte dos últimos anos 60 na Austrália, seguindo Arlene na sua terra natal; casou com ela em 1968.
  • Em 1967, apareceu na produção teatral da «Ilha do Tesouro» como o Squire Trelawney. Continuou a fazer teatro, tanto na Austrália como em Londres, apareceu em muitos episódios de programas populares na televisão nos anos 70.
  • Ele disse da Austrália: «Eles têm as prioridades certas, dedicam-se a deitar-se ao sol, emborcando cerveja gelada»
  • O escritor Patrick Marnham, que começou como jornalista no Private Eye em 1966, recorda o seu primeiro encontro com Rushton “fazendo esboços, com os pés na secretaria e com a língua de fora.” O jornalista Henry Porter lembra-se de Rushtonsempre a levar uma carteira a tiracolo cheia de desenhos elegantemente esboçados; mas ele também fez trabalhos regulares para a televisão e voz off para publicidade. Leu «Winnie the Pooh» para a BBC, ganhando assim uma grande audiência entre as crianças, e no fim dos anos 80 foi o narrador de animação de plasticina «Trapdoor». Ilustrou igualmente uma série de livros para crianças, «The Incredible Cottage», entre muitos outros livros para a infância.
  • Willie Rushton morreu de complicações depois de uma operação ao coração a 11 de Dezembro de 1996.

Alfabeto Cat - BOOK

Alfabeto Cat - A

Alfabeto Cat - B

Alfabeto Cat - C

Alfabeto Cat - D

Alfabeto Cat - E

Alfabeto Cat - F

Alfabeto Cat - G

  • Cette fois-ci, comme il s’agit d’un livre et d’un auteur anglais, je n’est pas traduiti le titre pour en garder toute la saveur. 
  • Ce sont des extraits d’un alphabet de chats dessiné par Willie Rushton, dans un livre qui me fut gentiment offert par Jorge Silva, que je remercie infiniment pour les divers livres sur les chats qu’il m’a donné… Chaque lettre a une page entière, mais j’ai choisi de ne reproduir qu’ une selection de mon choix pour avoir unr plus grande amplitude d’image.
  • Rushton 5William George Rushton est dans la maison de famille à Kensington le 18 août 1937, fils unique de John Rushton, un éditeur.
  • Willie fut une présence extrêmement versatile dans les variétés britanniques pendant 35 ans. Écrivain, cartooniste, acteur, il fut « l’entertainer complet» à sa façon. Son renom commença avec le boom de la satyre au début des années 60, quand il fonda la revue «Private Eye» avec des camarades de classe et en apparaissant dans une émission de télévision. Ensuite il fut un acteur reconnu et entra dans un jeu radiophonique «I’m Sorry I Haven’t A Clue» pendant 20 ans.
  • Ses dessins, cartoons et illustrations au trait énergique de sa plume avaient un style  particulier, dans la tradition de Giles et Searle. Il fut aussi un excellent caricaturiste de politiciens, acteurs, écrivains et autres célébrités.
  • Ayant été un passable écolier, surtout en Maths, il n’a pas pu entrer à Oxford et a du partir 2 ans faire son service militaire. L’armée lui fit dire: «L’armée est, grâce à Dieu, une des plus drôles institutions sur terre et aussi une espèce de microcosme du monde, comprenant presque à la perfection tout notre système de classe. Dans ses rangs, j’ai découvert la perspicacité basique de l’être humain – qu’à vrai dire, je n’avais jamais découvert avant.»
  • Retournant à la vie civile en 1959 et cherchant à se qualifier, Willie trouva un emploi dans un cabinet d’avocat, laissant des traces de gribouillis et de caricatures sur les marges de dossiers et annotations de procès. Toujours en contact avec ses anciens camarades de classe, qui publiaient deux revues d’humour à Oxford, Rushton y contribua largement avec des cartoons pendant ses fréquentes visites à ses amis. Ce fut Rushton qui leur suggéra que une des revues, «Mesopotamia» continue après leur sortie de l’université.
  • Private Eye 2Il quitta le  cabinet d’avocat pour  aller travailler au «Liberal News», où se trouvait aussi son ami Christopher Booker comme journaliste. De juin 1960 à mars 61 il y publia un strip par semaine, «Brimstone Belcher» avec les aventures comiques d’un  journaliste. Lorsque la publication du strip termina, Rushton fit encore un cartoon politique hebdomadaire pour le «Liberal News» jusqu’à la moitié de 1962 (ce qui signifie de nombreuses caricatures de Kennedy, de Gaulle et Jo Grimmond – puisque c’était le LIBERAL News ).
  • Ses anciens camarades de classe ont finalement trouvé quelqu’un pour les financer et le premier numéro de «Private Eye» sortit le 25 octobre 1961. Willie fit la mise en page de la revue dans sa chambre, avec du letraset et en collant les illustrations sur du bristol pour aller à la photogravure. Il en fit aussi toutes les illustrations et le personnage central Little Nitty.
  • 3316543026_199cf713f5_bLe meilleur des premiers numéros fut «Ésope revisité», une bande dessinée de page entière qui lui donna l’occasion d’utiliser de nombreux jeux de mots et plaisanteries simples.
  • Le «Private Eye» allant de vent en poupe, Peter Cook s’y intéressa et y publia deux séries racontant les «Étranges aventures de Sir Basil Nardly-Strokes» et «Rhandi Phurr», toutes les deux magistralement dessinées par Willie Rushton, comme le fut aussi «Mrs. Wilson’s Diary».
  •  Au début furent aussi publiés deux livres: «Private Eye on London» et «Private Eye’s Romantic England» qui profitèrent du talent de Willie. Dans le  premier livre se trouvait la première collection de cartoons de Rushton « Willie Rushton’s Dirty Weekend Book» (interdit en Irlande).
  • Rushton fit aussi du théâtre comme acteur, s’étrennant dans une pièce de Spike Milligan “The Bed-Sitting Room” au Marlowe Theatre, à Canterbury, en 1961. Kenneth Tynan lui fit une critique positive, d’où, en 1962, il fut invité par Ned Sherrin à s’intégrer au show satirique de la BBC television « That Was the Week That Was». «Rushton excelle à camper un personnage pompeux,  des figures de l’appareille de l’état insupportables, de façon renversante” disait Sherrin. Rushton se rendit célèbre par son imitation du premier ministre Harold Macmillan. Rushton commenta, “J’ai voté pour lui, donc il me doit quelque chose.”
  • En 1963, Rushton fit aussi du cinéma comme acteur, e 64 il fut de nouveau présentateur de télévision pour divers programmes. En 65, il présenta des variétés dans un show où il connut Arlene Dorgan, sa future femme. Willie passa la plupart des dernières années 60 en Australie, suivant Arlene vers sa terre natale. Il l’épousa en 1968.
  • En 1967, il apparut dans la production théâtrale de l’«Ile au Trésor» dans le rôle du Squire Trelawney. Rushton continua à faire du théâtre, tant en Australie comme à Londres, apparaissant dans de nombreux épisodes de programmes populaires à la télé dans les années 70.
  • Willie a dit de l’Australie: «Ils ont les bonnes priorités, ils s’emploient à se coucher au soleil, engloutissant de la bière glacée.»
  • L’écrivain Patrick Marnham, qui comença comme journaliste au Private Eye en 1966, se souvient de sa première rencontre avec Rushton “faisant des croquis avec les pieds sur son bureau et en tirant la langue.” Le journaliste Henry Porter, lui, se souvient de Rushtontoujours ayant un cartable en bandoulière plein de dessins élégamment croqués ”, mais il fit aussi de la voix off en publicité pour la télévision. Il lut «Winnie the Pooh» pour la BBC, gagnant ainsi une grande audience parmi les enfants, et à la fin des années 80 il fut le narrateur dans le film animé des personnages de pâte à modeler «Trapdoor». Il illustra également une série de livres pour enfants, «The Incredible Cottage», ainsi que beaucoup d’autres  livres pour l’enfance.
  • Willie Rushton est mort de complications après une opération du cœur le 11 décembre 1996.
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