Every Cat in the Book – Willie Rushton 3


  • E pronto! Aqui está o resto de um alfabeto «gatarral» bem peculiar! Espero que os tenha divertido tanto como a mim!

Alfabeto Cat Q

Alfabeto Cat R

Alfabeto Cat S

Alfabeto Cat T

Alfabeto Cat U

Alfabeto Cat VAlfabeto Cat WAlfabeto Cat XAlfabeto Cat YAlfabeto Cat Z

  • Et voilà! Le reste de cet alphabet «chatesque» bien particulier! J’espère qu’il vous a bien amusé comme à moi!
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Os Gatos de Fernando Bento – Les chats de Fernando Bento


Fernando Bento foi um artista completo: ilustrador, figurinista, maquetista, caricaturista, pintor e autor português de Banda Desenhada. Foi um dos desenhadores mais publicados nas revistas Diabrete e Cavaleiro Andante.

  • Fernando Bento (auto-retrato)Fernando Carvalho Trindade Bento nasceu na cidade de Lisboa a 26 de Outubro de 1910. Teve uma infância marcada pelos bastidores do teatro (o pai trabalhava no Coliseu dos Recreios) e desde cedo revelou dotes para o desenho. Aos 12 anos, publicou os seus primeiros desenhos no jornal O Desportivo, publicação do Liceu Ca- mões. Aos 19 anos tirou o curso de desenho por correspondência da École ABC du Dessin.
  • Foi na década de 30 que fez cartazes, cenários e figurinos para o teatro de revista. Todavia, ganhava o seu sustento como empregado comercial na empresa BP.  No jornal Os Sports fez desenhos de ciclistas e no Diário de Lisboa de actores.
  • BENTO - capa jardim dos gatosFoi em 1938 que se iniciou na banda desenhada, no suplemento infantil do jornal República. Em 1941, transfe- riu-se para o Pim-Pam-Pum, suple- mento do quotidiano O Século.
  • De 1941 a 1951, Fernando Bento esteve ligado à revista Diabrete, dirigida por Adolfo Simões Müller. Aí publicou algumas séries cómicas, como por exemplo, Béquinhas, Beiçudo & Barbaças e Diabruras da Prima Zuca. A maior parte do seu trabalho desta época foi feito com base nos argumentos de Adolfo Simões Müller e de Maria Amélia Bárcia, que adaptaram histórias de autores de renome mundial.
  • O seu primeiro álbum saiu a estampa em 1948: uma adaptação de Adolfo Simões Müller d’As Mil e Uma Noites, intitulada A Última História de Xerazade.
  • Os seus trabalhos no Diabrete abrangem séries cómicas, mas também desenhou histórias realistas, como as adaptações de obras de Júlio Verne como A Ilha Misteriosa e Matias Sandorf assim como A Ilha do Tesouro de Robert-Louis Stevenson. Adaptou ainda As Minas de Salomão de Ridder Haggard, As Mil e Uma Noites e as biografias de Luis de Camões, Nuno Álvares Pereira, Serpa Pinto e outros vultos da História portuguesa.
  • BENTO - Jardim dos gatos 5Em 1952, iniciou a sua par- ticipação na publicação O Cavaleiro Andante, o su- cessor do Diabrete tam- bém dirigido por Müller, com uma magnífica adap- tação de Beau Geste, o romanesco clássico sobre a Legião Estrangeira de Per- cival Cristopher Wren. Este seu trabalho viria mais tarde a ser publicado na Bélgica em língua flamenga.
  • Muitas outras histórias foram desenhadas para o Cavaleiro Andante, como O Mistério do Tibete, O Anel da Rainha de Sabá de Rider Haggard, Quentin Durward de Walter Scott, A Torre das Sete Luzes ou A jóia do vice-rei.
  • BENTO - Jardim dos gatos  15Adaptou umas aven- turas de Sherlock Holmes e também alguns clássicos juve- nis de Erich Kästner como Emílio e os detectives e Emílio e os três gémeos. Em 1962, devido ao fim deste periódico, houve uma pausa na actividade de Fernando Bento em banda desenhada.
  • BENTO - Jardim dos gatos  20Onze anos mais tarde, em 1973, publicou no jornal A Capital uma nova história de banda desenhada, Um campeão chamado Joaquim Agostinho, cujas pranchas se podem encontrar com mais informações no blogue O Gato Alfarrabista, cujo link se encontra na coluna da direita, no Blogroll.
  • BENTO - Jardim dos gatos  23Fernando Bento ilustrou manuais escolares de inglês e francês e também vários livros como O Mistérios dos Cães Desa- parecidos, de Ana Meireles.
  • Em 1981, a Verbo publicou O Jardim dos Gatos de Maria Ma- nuela Couto Viana magnificamente ilustrado pelo Bento, é com algumas dessas ilustrações que ilustramos este post .
  • Bento tinha 83 anos quando publicou, com argumento de Jorge Magalhães, o primeiro volume da adaptação em BD do Regresso à Ilha do Tesouro de H. A. Calahan.
  • BENTO - Jardim dos gatos  11A segunda parte da história ficou com algumas páginas por colorir, devido à morte do ilustrador, e foi publicada na revista Selecções BD em 1999-2000. Ficou por realizar a terceira parte da história.
  • Foi distinguido com um prémio, atribuído ao conjunto da sua obra, pelo Clube Português de Banda Dese- nhada, em 1983, e com o Troféu Zé Pacóvio e Grilinho – Honra, no 6.º Festival Internacional de Banda Desenhada – Amadora, em 1995, para além das diversas homenagens realizadas nas Jornadas de BD da Sobreda e nos Salões do Porto e Viseu.

BENTO - Jardim dos gatos  24+25

  • A sua última participação na banda desenhada, consistiu em desenhar duas pranchas para uma obra colectiva, Maria Jornalista, publicada no Notícias Magazine do Jornal de Notícias e do Diário de Notícias em Janeiro de 1994. Faleceu em Lisboa no dia 14 de Setembro de 1996.

Muitas dessas informações foram encontradas no Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal de Leonardo de Sá e António Dias de Deus. Tomei o conhecimento do livro O Jardim dos Gatos através de Jorge Silva que mo ofereceu assim como vários outros sobre… Adivinhem! GATOS! (entre outros o de Willie Rushton), preciosa oferta para alimentar este meu blogue.

BENTO - Jardim dos gatos  10

Fernando Bento fut un artiste complet: illustrateur, figuriste, maquettiste, caricaturiste, peintre et auteur portugais de Bande Dessinée.

  • F_Bento_Auto-retrato_001Fernando Carvalho Trinda- de Bento est né à Lisbonne le 26 octobre 1910. Son enfance fut marquée par les coulisses du théâtre (son père travaillait au théâtre Coliseu dos Re- creios) et très tôt il revela des dons pour le dessin. A 12 ans, il publia ses premiers dessins dans le jornal O Desportivo, du Lycée Camões. As 19 ans il suivit le cours de dessin par correspondance de l’École ABC du Dessin.
  • Ce fut dans le années 30 qu’il fit des affiches, des décors et des costumes pour le théâtre de revue. Toutefois, il gagnait sa vie comme employé commercial chez BP (British Petroleum). Dans le journal Os Sports il dessina des cyclistes et pour le Diário de Lisboa des acteurs.
  • Em 1938, il s’inicia à la bande dessinée dans le supplément infantil du journal República. En 1941, passa à la revue Pim-Pam-Pum, supplément du quotidien O Século.
  • De 1941 à 1951, il colabora à la revue de BD  juvénile Diabrete, dirigée par Adolfo Simões Müller. Il y publia des séries comiques, comme par exemple, Béquinhas, Beiçudo & Barbaças et Diabruras da Prima Zuca. Une grande partie de son travail de cette époque eut pour base les scénarios d’Adolfo Simões Müller et Maria Amélia Bárcia, qui adaptaient des histoires d’auteurs de renom mondiale.
  • Son premier album de bande dessinée parut en 1948: une adaptation par Adolfo Simões Müller des Mille et une nuits, intitulée La dernière histoire de Xénérazade.
  • BENTO - Jardim dos gatos  27Pour la revue Diabrete il fit des séries comiques, mais il dessina aussi des histoires réalistes, comme des adap- tations d’œuvres de Júlio Verne telles que L’Ile Mysté- rieuse et Matias Sandorf et aussi L’Ile au Trésor de Robert-Louis Stevenson. Il adapta encore Les Mines de Salomon de Ridder Hag- gard, et les biographies de Luis de Camões, Nuno Álvares Pereira, Serpa Pinto et autres grandes figures de l’Histoire portugaise. En 1952, commença sa collaboration avec le journal Cavaleiro Andante, successeur du Diabrete également dirigé par Müller, avec une magnifique adaptation de Beau Geste, le romanesque classique sur la Légion Etrangère de Percival Cristopher Wren. Cet œuvre fut également publiée en Belgique, en langue flamande.
  • BENTO - Jardim dos gatos  18Dans le Cavaleiro Andante, de  nombreuses autres histoires virent le jour, comme O Mistério do Tibete. O Anel da Rainha de Sabá de Rider Haggard, Quentin Durward de Walter Scott, A Torre das Sete Luzes ou A jóia do vice-rei. Il adapta quelques aventures de Sherlock Holmes. En 1962, avec la fin du Cavaleiro Andante, il y eut une  pause dans l’activité de Fernando Bento dans la bande dessinée.
  • Onze ans plus tard, en 1973, il publia dans le journal A Capital une nouvelle bande dessinée, Un champion appelé Joaquim Agostinho dont on trouve les planches sur le blog O Gato Alfarrabista, le lien se trouvant dans la colonne de droite, inclu dans le Blogroll.
  • Fernando Bento illustra des manuels scolaires d’anglais et de français et aussi plusieurs livres dont O Mistérios dos Cães Desaparecidos, d’Ana Meireles.

BENTO - Jardim dos gatos  13

  • En 1981, la maison Verbo a publié O Jardim dos Gatos (Le Jardin des Chats) de Maria Manuela Couto Viana magnifiquement illustré par Bento, c’est avec quelques-unes de ces illustrations que nous décorons cet article.
  • En 1993, parut en album, avec le scénario de Jorge Magalhães, le premier volume du Retour à l’Ile au Trésor de H. A. Calahan. De la seconde partie de l’histoire il resta quelques pages a mettre en couleur, Bento étant entretemps décédé; elle fut publiée en couleur, et en noir et blanc pour les dernières pages, dans la revue Selecções BD en 1999-2000.
  • Il reçut un prix, pour l’ensemble de son oeuvre, attribué par le Clube Português de Banda Desenhada, en 1983, et le Troféu Zé Pacóvio e Grilinho – Honra, au 6.º Festival Internacional de Banda Desenhada – Amadora, en 1995, ainsi comme les hommages qui lui furent rendus aux Jornadas de BD da Sobreda et aux Salões do Porto et Viseu.
  • Sa dernière participation en bande dessinée, consiste par deux  planches pour une œuvre collective, Maria Jornalista, publiée dans le supplément dominical Notícias Magazine  des journaux Jornal de Notícias et le Diário de Notícias e Janeiro de 1994. Il est mort à Lisbonne le 14 septembre 1996.

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La plupart des informations recueillies pour écrire cette biographie ont été rencontrées dans le Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal de Leonardo de Sá et António Dias de Deus. J’ai pris connaissance de ce livre  O Jardim dos Gatos par Jorge Silva qui me l’a offert ainsi que plusieurs autres sur… devinez! LES CHATS, (entre autres celui de Willie Rushton), précieux cadeau pour alimenter ce blog.

Os gatos e a música 13 – Henri Sauguet – Les chats et la musique 13 – Henri Sauguet –


  • z05632wasbyHenri Sauguet nasceu em Bordéus a 18 de Maio de 1901e faleceu em Paris a 21 de Junho de 1989.
  • Muito novo, aprendeu os primeiros rudimentos de piano com a sua mãe e depois com lições particulares. Foi corista na igreja de Santa-Eulália de Bordéus.
  • Devido à mobilização do seu pai na altura do primeiro conflito mundial, não pôde seguir o curso do Conservatório.
  • Em 1916, recebeu lições de órgão com Paul Combes e de composição com Marcel Lambert-Mouchague e foi organista e chefe de coro em Floirac, perto de Bordéus, e em 1919, trabalha na prefeitura de Montauban e tem aulas de composição com Canteloube. Em 1920, com Louis Emié — que lhe fez descobrir as obras poéticas de Jean Cocteau e de Max Jacob —, fundou em Bordéus o «Grupo dos Três », que deu o seu primeiro concerto a 12 de Dezembro de 1920, em que tocaram obras do «Grupo dos Seis», de Erik Satie e a suas próprias obras.
  • Convidado a Paris por Darius Milhaud, conviveu com o «Grupo dos Seis», Jean Cocteau e frequentou Erik Satie. Instalou-se em Paris em 1922, e trabalhou a composição com Koechlin, participando na criação da « Escola de Arcueil », com Roger Désormière, Maxime Jacob e Henri Cliquet-Pleyel.
  • Em 1927, atingiu a consagração quando Diaghilev lhe encomendou um ballet, A Gata, criado em Monte-Carlo com Serge Lifar.
  • Daí em diante, o renome trouxe-lhe repetidas encomendas. E foi em 1945 que chegou a glória internacional com outro ballet, Les Forains, que logo deu a volta ao mundo. Foi o menino bonito do Tout-Paris pelo seu espírito, seu humor, seus talentos de comediante, sua gentileza e sua fidelidade para com os seus amigos.
  • Sauguet04Em 1976, foi eleito na Academia das Belas-Artes.
  • Abordando todos os géneros, não só a ópera, a orquestra, a música de câmara e a melodia, mas também a música para o cinema, o teatro, a rádio ou a televisão, só deixou de compor em 1987.
  • Sabe-se que o compositor Henri Sauguet passou a sua vida rodeado de gatos. Durante toda a sua infância e sua adolescência, um pequeno felino partilhou as alegrias e as penas do jovem músico : tratava.se de um gato angorá preto e branco, que lhe dera uma vizinha merceeira na altura em que regressava de um espectáculo de circo que acabara de ver com o seu avô em Bordéus. Como tratava-se do circo do Coronel Cody, naturalmente Sauguet chamou o seu gato « Cody ». Sauguet pouco se separou do seu gato e contava que nas partidas ao campo para as férias, o cesto do gato fazia sempre parte da bagagem!
  • Esse gato gostava da música que tocava o seu dono e manifestava os seus gostos pela indiferença pelas escalas e os exercícios, com miados ou ronronar para outras peças. Mas manifestava uma verdadeira paixão por certa obra.
  • De facto, entre as peças para piano de Debussy que tocava Sauguet, o « Cortège » da Petite Suite tinha sobre Cody «um efeito extraordinário. Rebolava-se na carpete gemendo de prazer, saltava sobre o piano ou nos meus joelhos, lambendo-me as mãos, e acorria logo que eu começava a dedilhar as terças encantadoras », contava Henri Sauguet; «e nunca consigo ouvir ou tocar ests peça sem que seu doce fantasma apareça e venha oferecer-me uma carícia postuma, num loingínquo e intengível ronronar. Querido e doce Cody ! »
  • Sauguet também gostava de contar uma anedota engraçada sobre o gato: «Já me falaram de gatos virtuosos, gatos bailarinos, gatos compositores. Nunca vi nada do género. O que vi, um dia, foi um gato a devorar com sabedoria e sem asco a partitura duma obra detestável. Ao tentar tirar-lha, ele zangou-se e arranhou-me furiosamente. Para terminar a destruição, rasgou-a e fez nela as suas necessidades. […] No entanto, ele era absolutamente insensível a música. Devia pertencer à raça, extremamente cruel e raríssima, dos gatos críticos musicófagos.»
  • Não há dúvida de que a sua paixão pelos gatos influenciou Sauguet quando, em 1938, compôs « seis melodias sobre poemas simbolistas », de que duas delas intitulam-se «Gato I» e «Gato II».
  • – Gato I : trata-se de uma das raras melodias conhecidass de Sauguet, sobre um poema de Charles Baudelaire (« Le Chat »), para quem o gato foi, aliás, também um animal  predilecto. É composta de melismas fáceis, quase orientalizantes, dando no piano o efeito de uma curva acariciante e indolente subindo de uma mão para a outra. A atmosfera geral é a de um clima voluptuoso que é rompido duas vezes por uma passagem de acordo mais pronunciado: a segunda vez, trata-se do texto «não, não há arco nenhum».
  • Junto temos a letra do poema de Beaudelaire cantado, anteriormente publicado nos primeiros posts dos Gatos na Literatura.Chat Baudelaire FR
  • Gato II : o ritmo dessa melodia baloiça-se suavemente, lentamente; ela é de uma escritura com mais raça, mais imprevista nas suas inflexões e suas harmonias. A melodia dá admiravelmente conta do poema:

Après chat de luxe, de calme et de volupté, voici une énigme plus troublante :

« Peut-être est-il fée, peut-être est-il Dieu » ?

C’est un chat aux prunelles aimantées, qui méduse le poète et le musicien ensemble.

  • H SauguetHeuri Sauguet est né à Bordeaux le 18 mai 1901 e est mort à Paris le 21 juin 1989. Il est mis au piano très jeune acquérant les premiers rudiments avec sa mère et des leçons privées. Il fut choriste à l’église Sainte-Eulalie de Bordeaux.
  • Suite à la mobilisation de son père lors du premier conflit mondial, il ne put suivre les cours du Conservatoire.
  • En 1916, il prit des leçons d’orgue avec Paul Combes et de composition avec Marcel Lambert-Mouchague et fut organiste et chef de chœur à Floirac, près de Bordeaux et en 1919, il fut employé de la préfecture à Montauban et prit des cours de composition avec Canteloube.
  • En 1920, avec Louis Emié — qui lui fait découvrir les œuvres poétiques de Jean Cocteau et de Max Jacob —, il fonda à Bordeaux le «Groupe des Trois». Ils donnèrent leur premier concert le 12 décembre 1920, où ils firent entendre des œuvres du «Groupe des Six», d’Erik Satie et les leurs.
  • Invité à Paris par Darius Milhaud, il se lie avec le Groupe des Six, Jean Cocteau et fréquente Erik Satie. Il s’installa à Paris en 1922, travailla la composition avec Koechlin, participa à la création de « L’École d’Arcueil », avec Roger Désormière, Maxime Jacob et Henri Cliquet-Pleyel.
  • En 1927, arriva la consécration quand Diaghilev lui commanda un ballet, La Chatte, créé à Monte-Carlo avec Serge Lifar.
  • Dès lors, la renommée lui valut des commandes répétées. Et, en 1945, vint la gloire internationale avec un autre ballet, Les Forains, qui fit aussitôt le tour du monde. Il fut la coqueluche du Tout-Paris pour son esprit, son humour, ses talents de comédien, sa gentillesse et sa fidélité envers ses amis.
  • En 1976, il a été élu à l’Académie des Beaux-Arts.
  • Abordant tous les genres, non seulement l’opéra, l’orchestre, la musique de chambre et la mélodie, mais aussi la musique pour le cinéma, le théâtre, la radio ou la télévision, il ne s’arrêta de composer qu’en 1987.
  • imagesOn sait que le compositeur Henri Sauguet passa sa vie entouré de chats. Durant toute son enfance et son adolescence notamment, un petit félin partagea les joies et les peines du jeune musicien : il s’agissait d’un chat angora noir et blanc, qui lui fut donné par une épicière voisine alors qu’il revenait d’un spectacle de cirque auquel il venait d’assister avec son grand-père, à Bordeaux. Comme il s’agissait du cirque du Colonel Cody, Sauguet nomma donc tout naturellement son chat « Cody ». Sauguet se sépara très peu de son chat, et il racontait que lors des départs en vacances à la campagne, le panier du chat faisait tout naturellement partie des bagages !
  • Ce chat s’intéressait à la musique que jouait son maître et manifestait ses goûts par l’indifférence pour les gammes et les exercices, par des miaulements ou des ronronnements, suivant le cas, pour les morceaux. Mais il manifestait une passion véritable pour une œuvre.
  • En effet, parmi les pièces pour piano de Debussy que jouait Sauguet, le « Cortège » de la Petite Suite produisait sur Cody « une impression extraordinaire. Il roulait sur le tapis en gémissant de plaisir, sautait sur le piano ou sur mes genoux, léchant mes mains, et accourait dès que je commençais à égrener les tierces enchanteresses », rapporte Henri Sauguet ; « et je ne puis jamais entendre ou jouer cette page sans que son doux fantôme apparaisse et vienne m’offrir une caresse posthume, dans un lointain et insaisissable ronronnement. Cher et doux Cody ! »
  • Sauguet aimait également raconter une anecdote plaisante sur le chat : « On m’a parlé de chats virtuoses, de chats danseurs, de chats compositeurs. Je n’ai jamais rien vu de la sorte. J’ai seulement vu, un jour, un chat qui dévorait avec sagesse et sans dégoût la partition d’une œuvre détestable. En essayant de la lui reprendre, il se fâcha et me griffa furieusement. Pour l’achever il la mit en pièces et fit ses besoins dessus. […] Il était pourtant parfaitement insensible à la musique. Il devait appartenir à la race, extrêmement cruelle et rarissime, des chats critiques musicophages. »

 Nul doute que sa passion pour les chats influença Sauguet lorsque, en 1938, il composa « six mélodies sur des poèmes symbolistes », dont deux d’entre elles s’intitulent « Chat I » et « Chat II ».

Chat I : il s’agit de l’une des rares mélodies connues de Sauguet, sur un poème de Charles Baudelaire (« Le Chat »), pour qui le chat fut d’ailleurs aussi un animal fétiche. Elle est composée de mélismes faciles, presque orientalisants, donnant au piano l’effet d’une courbe caressante et nonchalante montant d’une main à l’autre. L’atmosphère générale est celle d’unclimat voluptueux que rompt à deux reprises un passage d’accord plus marqué : la deuxième fois, il s’agit du texte « non il n’est pas d’archet ».

Voici les paroles do poèmes chanté, publié dans les premiers posts de la catégorie Les Chats dans la Littérature

Chat II : le rythme de cette mélodie tangue paisiblement, lentement ; elle est plus racée d’écriture, plus imprévue dans ses inflexions et ses harmonies. La mélodie rend admirablement compte du poème :

Après chat de luxe, de calme et de volupté, voici une énigme plus troublante :

 « Peut-être est-il fée, peut-être est-il Dieu » ?

C’est un chat aux prunelles aimantées, qui méduse le poète et le musicien ensemble.

 

Every Cat in the Book – Willie Rushton 2


  • Passemos agora en revista as letras de H a P, gentilmente decoradas com gatos de circunstância. Como o disse no post anterior, escolhi em cada página do álbum as 3 ilustrações que me agradavam mais, além do quadrado da letra.

Alfabeto Cat - H

Alfabeto Cat - I

Alfabeto Cat - J

Alfabeto Cat - K

Alfabeto Cat L

Alfabeto Cat M

Alfabeto Cat N

Alfabeto Cat O

Alfabeto Cat P

  • Nous passons maintenant en revue les lettres deuis H jusqu’à P, gentilment décorées avec des chats de circonstance. Comme je l’ai dit dans le post anterieur, j’ai choisi dans chaque page de l’album les 3 illustrations qui me plaisaient le plus,  en dehors du carré de la lettre proprement dite.

Aside

Os gatos na literatura 37 – Charles Perrault – Les chats dans la littérature 37 – Charles Perrault


  • ChPerraultCharles Perrault, nasceu numa família burguesa oriunda de Tours a 12 de Janeiro de 1628 em Paris. Foi o último de uma família de sete filhos. Charles fez estudos literários brilhantes no Colégio de Beauvais em Paris de que contou, nas suas Memórias, que deixou a aula de filosofia depois uma discussão com o seu professor, acompanhado de um dos seus camaradas. Ambos decidiram não voltar ao colégio, e dedicaram-se com afinco à leitura dos autores sagrados e profanos. Foi no seguimento desse singular amalgame de livres estudos que converteu em versos burlescos o sexto livro da Eneida e escreveu as Muralhas de Tróia ou la Origem do Burlesco.
  • 250px-Perrault_1695_ContesDepois de obter a sua licença em Direito em 1651, inscreveu-se na Ordem dos Advogados, mas não tardou a ficar entediado por «arrastar uma toga no Palácio de Justiça », entrou como amanuense no gabinete do seu irmão, Receptor Geral das Finanças.
  • Braço direito de Colbert, ficou encarregado da política artística e literária de Louis XIV em 1663 como secretário de sessão da Pequena Academia, depois como controlador geral da Superintendência dos edifícios do rei. A partir daí, Perrault usou do favor do ministro em proveito das letras, das ciências e das artes. Não foi estranho ao projecto segundo o qual pensões foram distribuídas aos escritores e cientistas de França e da Europa.
  • Perrault contribuiu igualmente à fundação da Academia das Ciências e à reconstituição da Academia de Pintura. Fez parte, logo de início, da comissão das divisas e inscrições que se tornou na Academia das Inscrições e Belas-Letras. Entrou para a Academia Francesa em 1671, ali deu a ideia das senhas de presença, de tornar públicas as sessões de recepção e de fazer as eleições « por escrutínio e por boletins, para que cada um tivesse plena liberdade de nomear quem quisesse.» Ainda foi ele quem redigiu o prefácio do Dicionário da Academia em 1694.
  • Ficou célebre por seus Contos da mãe Ganso, cujo título principal foi a princípio Histoires ou contes du temps passé, avec des moralités. A obra tornou.se num clássico da literatura infantil, ocultando todo o resto da produção literária do seu autor. O essencial do seu trabalho consistiu na recolha e transcrição de contos oriundos da tradição oral francesa. Foi um dos obreiros do género literário escrito do conto maravilhoso.
  • Autor de textos religiosos, chefe de fila dos Modernos na Querela dos Antigos e dos Modernos, Charles Perrault foi um dos grandes autores do século XVII.
  • Faleceu em Paris a 16 de Maio de 1703.
  • Gustave Doré-Le Chat bottéApresentamos uma raridade, um livro disco ( era mesmo na capa que estava inserida a gravação, tinha de se por o livro no gira-disco e tocava a música! Por isso é que se encontram os buracos centrais em todas as páginas. Pena foi no desenho da última página ter ficado o buraco mesmo no lugar da cara da criança, coisa facilmente evitável subindo a ilustração), publicado pela Electroliber, provavelmente nos anos 60, pois encontrei a referencia do livro em francês (sem disco) não datado mas indicado como dos anos 1940/50. O «Gato das Botas» foi ilustrado pelo holandês Truus Vinder (1903-1961), desenhador que ilustrou inúmeros contos tradicionais.

O Gato das Botas - capa + 1

O Gato das Botas - 2 + 3

O Gato das Botas - 4 + 5

O Gato das Botas - 6 +7

O Gato das Botas - 8 + 9

O Gato das Botas - 10 + 11

O Gato das Botas - 127

  • Charles_Perrault,_Paris_-_Jardin_des_Tuileries,_2011Charles Perrault, est né dans une famille bourgeoise originaire de Tours le 12 janvier 1628 à Paris. Il fut le dernier d’une famille de sept enfants. Charles fit des études littéraires brillantes au Collège de Beauvais à Paris dont il raconta, dans ses Mémoires, qu’y étant élève de philosophie, il quitta la classe à la suite d’une discussion avec son professeur, en compagnie d’un de ses camarades. Tous deux décidèrent de ne plus retourner au collège, et ils se mirent avec ardeur à la lecture des auteurs sacrés et profanes. Ce fut à la suite de ce singulier amalgame de libres études qu’il mit en vers burlesques le sixième livre de l’Énéide et écrivit les Murs de Troie ou l’Origine du burlesque.
  • Après avoir obtenu sa licence de droit en 1651, il s’inscrivit au barreau mais, s’ennuyant bientôt de « traîner une robe dans le Palais », il entra en qualité de commis chez son frère qui était receveur général des finances.
  • Bras droit de Colbert, il fut chargé de la politique artistique et littéraire de Louis XIV en 1663 en tant que secrétaire de séance de la Petite Académie, puis en tant que contrôleur général de la Surintendance des bâtiments du roi. Dès lors, Perrault usa de la faveur du ministre au profit des lettres, des sciences et des arts. Il ne fut pas étranger au projet d’après lequel des pensions furent distribuées aux écrivains et aux savants de France et d’Europe.
  • Perrault contribua également à la fondation de l’Académie des Sciences et à la reconstitution de l’Académie de Peinture. Il fit partie, dès l’origine, de la Commission des Devises et Inscriptions qui devint l’Académie des Inscriptions et Belles-Lettres. Entré à l’Académie française en 1671, il y donna l’idée des jetons de présence, de rendre publiques les séances de réception et de faire les élections « par scrutin et par billets, afin que chacun fût dans une pleine liberté de nommer qui il lui plairait.»  C’est lui encore qui rédigea la préface du Dictionnaire de l’Académie en 1694.
  • conteuseIl est resté célèbre pour ses Contes de ma mère l’Oye , dont le titre principal fut d’abord Histoires ou contes du temps passé, avec des moralités. L’œuvre est devenue un classique de la littérature enfantine, occultant tout le reste de la production littéraire de son auteur. L’essentiel de son travail consista en la collecte et la retranscription de contes issus de la tradition orale française. Il fut l’un des fondateurs du genre littéraire écrit du conte merveilleux.
  •  Auteur de textes religieux, chef de file des Modernes dans la Querelle des Anciens et des Modernes, Charles Perrault  fut l’un des grands auteurs du XVIIe siècle.
  • Il est mort à Paris le 16 mai 1703.
  • Nous vous présentons une rareté, un livre disque ( c’est sur la couverture même que le vynil est inséré, il fallait mettre le livre sur le tourne-disque et ça jouait de la musique! C’est pour cela qu’il y a des trous centraux à toutes les pages. Il est dommage qu’à la dernière page, le trou tombe sur la figure de l’enfant, ce qui aurait pu facilement être évité em plaçant le dessin un peu plus haut), publié au Portugal par Electroliber, probablement dans les années 60, car j’ai trouvé la référence d’une édition française (sans le disque) , non datée mais indiqué comme étant des années 1940/50. Le «Chat Botté» a été illustré par le Hollandais Truus Vinder (1903-1961), qui a illustré de nombreux contes traditionnaux.

Every Cat in the Book – Willie Rushton


  • Alfabeto Cat - INTRODUÇÃO787Desta vez, como se trata de um livro e de um autor ingleses, não traduzi o título para guardar todo o seu sabor.
  • Os extractos são de um alfabeto desenhado por Willie Rushton, num livro que me chegou à mãos pela gentileza de Jorge Silva, a quem muito agradeço os vários livros sobre gatos que me doou… Cada letra tem uma página inteira, mas escolhi reproduzr apenas uma selecção minha para ter uma maior amplitude de imagem.
  • William George Rushton nasceu na casa da família em Kensington a 18 de Agosto de 1937, filho único de John Rushton, um editor.
  • Foi uma presença extremamente versátil nas variedades britânicas durante 35 anos. Escritor, cartoonista, actor, foi «o entertainer completo» à sua maneira. A sua fama começou com o boom da sátira nos princípios dos anos 60, quando fundo a revista «Private Eye» com colegas de escola e aparecendo numa emissão de televisão. Depois foi actor reconhecido e trabalhou num jogo radiofónico «I’m Sorry I Haven’t A Clue» durante 20 anos.
  • rushton 4Os seus desenhos, cartoons e ilustrações, desenhados com traço energético com aparo eram de um estilo inconfundível. Foi também um excelente caricaturista de políticos, actores, escritores e outras celebridades.
  • Como não tirou grandes notas na escola, sobre tudo com negativas à Matemática, não seguiu para Oxford e teve de cumprir 2 anos de serviço militar. A tropa fez-lhe dizer: «O exército é, graças a Deus, uma das mais engraçadas instituições na terra e também uma espécie de microcosmo do mundo, abrangendo quase à perfeição todo o nosso sistema de classe. Nas suas fileiras, descobri a perspicácia básica do ser humano – que para dizer a verdade, nunca tinha encontrado antes.»
  • Regressando a vida civil em 1959 e procurando arranjar qualificação, Willie foi trabalhar no escritório de um advogado, deixando um rasto de rabiscos e caricaturas nas margens de ficheiros e anotações de processos. Ainda em contacto com seus antigos colegas de escola, que estavam a publicar umas revistas de humor em Oxford, Rushton contribuiu largamente com cartoons durante as suas frequentes visitas aos amigos. Foi Rushton quem sugeriu que uma das revistas, «Mesopotamia» continuasse depois de eles saírem da universidade.
  • Deixou o escritório do advogado e arranjou lugar no «Liberal News», onde estava também o seu amigo Christopher Booker, como jornalista. De Junho 1960 a Março 61 ele publicou uma tira semanal, «Brimstone Belcher» com aventuras cómicas de um jornalista. Depois da tira acabar, Rushton ainda fez um cartoon político semanal no «Liberal News» até metade de 1962 (o que significa uma data de caricaturas de Kennedy, de Gaulle e Jo Grimmond – pois, era o LIBERAL News ).
  • Private Eye 4Os amigos de escola finalmente arranjaram financiamento e o primeiro número de «Private Eye» foi publicado a 25 de Outubro de 1961. Willie fez a paginação da revista em casa, utilizando letraset e colando as ilustrações sobre cartolina para irem depois à fotogravura. Também fez todas as ilustrações e a personagem central de Little Nitty.
  • O melhor dos primeiros números foi «Ésopo revisitado», uma banda desenhada de página  inteira que lhe deu azo a utilizar muitos trocadilhos e piadas simples.
  • Com «Private Eye» de vento em popa, Peter Cook interessou-se e ali publicou duas séries contando as «Estranhas Aventuras de Sir Basil Nardly-Strokes» e «Rhandi Phurr», ambas magistralmente desenhadas por Willie Rushton, tal como o foi «Mrs. Wilson’s Diary».
  • A princípio também publicaram dois livros: «Private Eye on London» e «Private Eye’s Romantic England» tirando proveito dos talentos de Willie. No primeiro livro publicado esteve a primeira colecção de cartoons de Rushton «Willie Rushton’s Dirty Weekend Book» (proibido na Irlanda).
  • Rushton fez também teatro como actor, estreou-se numa peça de Spike Milligan, “The Bed-Sitting Room” no Marlowe Theatre, em Canterbury, em 1961. Kenneth Tynan fez-lhe uma crítica positiva, o que fez com que, em 1962, foi convidado por Ned Sherrin a integrar-se no show satírico da BBC televisão « That Was the Week That Was». «Rushton excele a fazer de personagem pomposa, figuras do aparelho de estado insuportáveis, de modo demolidor» dizia Sherrin.
  • Rushton ficou conhecido pela sua imitação do primeiro-ministro Harold Macmillan. Willie comentou, “Votei por ele, portanto ele deve-me alguma coisa.”
  • Rushton 2 copyEm 1963, Rushton fez também cinema como actor, depois, em 64, voltou a ser apresentador de televisão para diversos programas. Em 65, foi apresentador de variedades num show onde conheceu Arlene Dorgan, a sua futura mulher. Ele passou a maior parte dos últimos anos 60 na Austrália, seguindo Arlene na sua terra natal; casou com ela em 1968.
  • Em 1967, apareceu na produção teatral da «Ilha do Tesouro» como o Squire Trelawney. Continuou a fazer teatro, tanto na Austrália como em Londres, apareceu em muitos episódios de programas populares na televisão nos anos 70.
  • Ele disse da Austrália: «Eles têm as prioridades certas, dedicam-se a deitar-se ao sol, emborcando cerveja gelada»
  • O escritor Patrick Marnham, que começou como jornalista no Private Eye em 1966, recorda o seu primeiro encontro com Rushton “fazendo esboços, com os pés na secretaria e com a língua de fora.” O jornalista Henry Porter lembra-se de Rushtonsempre a levar uma carteira a tiracolo cheia de desenhos elegantemente esboçados; mas ele também fez trabalhos regulares para a televisão e voz off para publicidade. Leu «Winnie the Pooh» para a BBC, ganhando assim uma grande audiência entre as crianças, e no fim dos anos 80 foi o narrador de animação de plasticina «Trapdoor». Ilustrou igualmente uma série de livros para crianças, «The Incredible Cottage», entre muitos outros livros para a infância.
  • Willie Rushton morreu de complicações depois de uma operação ao coração a 11 de Dezembro de 1996.

Alfabeto Cat - BOOK

Alfabeto Cat - A

Alfabeto Cat - B

Alfabeto Cat - C

Alfabeto Cat - D

Alfabeto Cat - E

Alfabeto Cat - F

Alfabeto Cat - G

  • Cette fois-ci, comme il s’agit d’un livre et d’un auteur anglais, je n’est pas traduiti le titre pour en garder toute la saveur. 
  • Ce sont des extraits d’un alphabet de chats dessiné par Willie Rushton, dans un livre qui me fut gentiment offert par Jorge Silva, que je remercie infiniment pour les divers livres sur les chats qu’il m’a donné… Chaque lettre a une page entière, mais j’ai choisi de ne reproduir qu’ une selection de mon choix pour avoir unr plus grande amplitude d’image.
  • Rushton 5William George Rushton est dans la maison de famille à Kensington le 18 août 1937, fils unique de John Rushton, un éditeur.
  • Willie fut une présence extrêmement versatile dans les variétés britanniques pendant 35 ans. Écrivain, cartooniste, acteur, il fut « l’entertainer complet» à sa façon. Son renom commença avec le boom de la satyre au début des années 60, quand il fonda la revue «Private Eye» avec des camarades de classe et en apparaissant dans une émission de télévision. Ensuite il fut un acteur reconnu et entra dans un jeu radiophonique «I’m Sorry I Haven’t A Clue» pendant 20 ans.
  • Ses dessins, cartoons et illustrations au trait énergique de sa plume avaient un style  particulier, dans la tradition de Giles et Searle. Il fut aussi un excellent caricaturiste de politiciens, acteurs, écrivains et autres célébrités.
  • Ayant été un passable écolier, surtout en Maths, il n’a pas pu entrer à Oxford et a du partir 2 ans faire son service militaire. L’armée lui fit dire: «L’armée est, grâce à Dieu, une des plus drôles institutions sur terre et aussi une espèce de microcosme du monde, comprenant presque à la perfection tout notre système de classe. Dans ses rangs, j’ai découvert la perspicacité basique de l’être humain – qu’à vrai dire, je n’avais jamais découvert avant.»
  • Retournant à la vie civile en 1959 et cherchant à se qualifier, Willie trouva un emploi dans un cabinet d’avocat, laissant des traces de gribouillis et de caricatures sur les marges de dossiers et annotations de procès. Toujours en contact avec ses anciens camarades de classe, qui publiaient deux revues d’humour à Oxford, Rushton y contribua largement avec des cartoons pendant ses fréquentes visites à ses amis. Ce fut Rushton qui leur suggéra que une des revues, «Mesopotamia» continue après leur sortie de l’université.
  • Private Eye 2Il quitta le  cabinet d’avocat pour  aller travailler au «Liberal News», où se trouvait aussi son ami Christopher Booker comme journaliste. De juin 1960 à mars 61 il y publia un strip par semaine, «Brimstone Belcher» avec les aventures comiques d’un  journaliste. Lorsque la publication du strip termina, Rushton fit encore un cartoon politique hebdomadaire pour le «Liberal News» jusqu’à la moitié de 1962 (ce qui signifie de nombreuses caricatures de Kennedy, de Gaulle et Jo Grimmond – puisque c’était le LIBERAL News ).
  • Ses anciens camarades de classe ont finalement trouvé quelqu’un pour les financer et le premier numéro de «Private Eye» sortit le 25 octobre 1961. Willie fit la mise en page de la revue dans sa chambre, avec du letraset et en collant les illustrations sur du bristol pour aller à la photogravure. Il en fit aussi toutes les illustrations et le personnage central Little Nitty.
  • 3316543026_199cf713f5_bLe meilleur des premiers numéros fut «Ésope revisité», une bande dessinée de page entière qui lui donna l’occasion d’utiliser de nombreux jeux de mots et plaisanteries simples.
  • Le «Private Eye» allant de vent en poupe, Peter Cook s’y intéressa et y publia deux séries racontant les «Étranges aventures de Sir Basil Nardly-Strokes» et «Rhandi Phurr», toutes les deux magistralement dessinées par Willie Rushton, comme le fut aussi «Mrs. Wilson’s Diary».
  •  Au début furent aussi publiés deux livres: «Private Eye on London» et «Private Eye’s Romantic England» qui profitèrent du talent de Willie. Dans le  premier livre se trouvait la première collection de cartoons de Rushton « Willie Rushton’s Dirty Weekend Book» (interdit en Irlande).
  • Rushton fit aussi du théâtre comme acteur, s’étrennant dans une pièce de Spike Milligan “The Bed-Sitting Room” au Marlowe Theatre, à Canterbury, en 1961. Kenneth Tynan lui fit une critique positive, d’où, en 1962, il fut invité par Ned Sherrin à s’intégrer au show satirique de la BBC television « That Was the Week That Was». «Rushton excelle à camper un personnage pompeux,  des figures de l’appareille de l’état insupportables, de façon renversante” disait Sherrin. Rushton se rendit célèbre par son imitation du premier ministre Harold Macmillan. Rushton commenta, “J’ai voté pour lui, donc il me doit quelque chose.”
  • En 1963, Rushton fit aussi du cinéma comme acteur, e 64 il fut de nouveau présentateur de télévision pour divers programmes. En 65, il présenta des variétés dans un show où il connut Arlene Dorgan, sa future femme. Willie passa la plupart des dernières années 60 en Australie, suivant Arlene vers sa terre natale. Il l’épousa en 1968.
  • En 1967, il apparut dans la production théâtrale de l’«Ile au Trésor» dans le rôle du Squire Trelawney. Rushton continua à faire du théâtre, tant en Australie comme à Londres, apparaissant dans de nombreux épisodes de programmes populaires à la télé dans les années 70.
  • Willie a dit de l’Australie: «Ils ont les bonnes priorités, ils s’emploient à se coucher au soleil, engloutissant de la bière glacée.»
  • L’écrivain Patrick Marnham, qui comença comme journaliste au Private Eye en 1966, se souvient de sa première rencontre avec Rushton “faisant des croquis avec les pieds sur son bureau et en tirant la langue.” Le journaliste Henry Porter, lui, se souvient de Rushtontoujours ayant un cartable en bandoulière plein de dessins élégamment croqués ”, mais il fit aussi de la voix off en publicité pour la télévision. Il lut «Winnie the Pooh» pour la BBC, gagnant ainsi une grande audience parmi les enfants, et à la fin des années 80 il fut le narrateur dans le film animé des personnages de pâte à modeler «Trapdoor». Il illustra également une série de livres pour enfants, «The Incredible Cottage», ainsi que beaucoup d’autres  livres pour l’enfance.
  • Willie Rushton est mort de complications après une opération du cœur le 11 décembre 1996.

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

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