Os gatos de Vítor Péon


  • foto3Nascido em Angola em 1923, Vítor Péon foi um dos mais versáteis e certamente o mais produtivo autor de BD que Portugal conheceu. Ao longo de uma carreira que durou mais de 40 anos, realizou milhares de histórias repartidas entre a Inglaterra, França e Portugal.
  • Descobriu a BD aos 13 anos através da mítica revista O Mosquito. Seis anos depois, foi nas suas páginas que Vítor Péon, que então trabalhava na aplicação de cor nas chapas litográficas da revista, se estreou como autor de BD, há precisamente 70 anos, em 1943, com FALSA ACUSAÇÃOFalsa Acusação, um movimentado western em que o seu desenho acompanhava um texto de Raúl Correia.
  • Dois anos depois, Roussado Pinto, um jovem de 18 anos que se estreava na edição de BD, fundou O Pluto, uma revista semanal claramente inspirada n’OMosquito, indo buscar o seu mais jovem desenhador. Péon aceitou o desafio e sozinho desenhou quase toda a revista, adequando o seu traço às características de cada história, para dar a ideia de que se tratava de diferentes desenhadores. Do seu lápis saíram ilustrações para os contos de Orlando Marques, uma construção de armar com o pseudónimo de Thomas Deerfoot, para além de BDs dos mais variados géneros.
  • Com O Pluto a ter de fechar as portas ao fim de 25 números, Péon passou a trabalhar mais intensamente para a revista Diabrete dirigida por Adolfo Simões Muller, publicando inúmeras histórias dos mais variados géneros em três anos de ritmo diabólico, o que não o impediu de colaborar também n’O Papagaio, novamente ao lado de Roussado Pinto, e ainda na Lusitas, revista da Mocidade Portuguesa destinada a um público feminino. Obrigado a desenhar uma média de 40 páginas por mês para poder sustentar a família, Péon viu-se forçado a simplificar o seu estilo, conseguindo ainda assim níveis muito razoáveis de qualidade, bem reveladores do seu talento inato.
  • Regressando a O Mosquito em 1949, Vítor Péon publicou A Casa da Azenha, um dos pontos mais altos da sua imensa obra de BD. Uma violenta história de traição e vingança que evidenciou uma ruptura com a temática habitual da BD portuguesa da época, insuflando-lhe um realismo e uma violência característicos dos romances policiais do outro lado do Atlântico.
  • A VINGANÇA DO JAGUAR copyPéon continuou n’O Mosquito produzindo excelentes trabalhos como o western A Vingança do Jaguar, ao mesmo tempo que se estreou na pintura expondo dois óleos no salão de Outono da Sociedade Nacional de Belas Artes. Em 1950, respondendo a mais um chamamento de Roussado Pinto, contratado pela Agência Portuguesa de Revistas para relançar o Mundo de Aventuras, passou a colaborar nessa revista, contribuindo decisivamente para a sua fase de maior sucesso.
  • As páginas do Mundo de Aventuras encheram-se com as ilustrações e histórias de Vítor Péon, a maioria com argumento de Edgar Caygill (um dos vários pseudónimos de Roussado Pinto), abarcando todos os géneros de aventura, incluindo a BD de temática histórica.
  • No Mundo de Aventuras nascerá o mais célebre personagem de Péon, o cowboy Tomahawk Tom, criado em colaboração com Roussado Pinto, que lhe permitia dar asas ao seu talento para desenhar cavalos, desenvolvido durante o serviço militar cumprido na cavalaria. Um dos pontos altos da colaboração da dupla na publicação da Agência Portuguesa de Revistas, foi a história S.O.S. na Idade da Pedra, de 1954, em que os próprios autores participaram activamente da aventura, viajando no tempo para ajudarem um homem pré-histórico.
  • Quando em 1954 Roussado Pinto deixou o Mundo de Aventuras, para criar duas revistas de efémera duração: Titã e Flecha, Péon continuou a seu lado, desenhando histórias e ilustrações para o Titã e ilustrações e uma construção de armar que ficaria incompleta, para o Flecha.
  • Em 1958, como as imposições da censura às publicações juvenis reduziam praticamente a BD realista portuguesa às séries de temática histórica, restringindo drasticamente o campo de trabalho, Péon viu-se obrigado a seguir os conselhos de E.T. Coelho, então já a trabalhar em França, e tentar também ele a sua sorte no estrangeiro.
  • retro_characters_laughingpirate_003Depois de uma passagem por Dundee na Escócia, fixou-se em Londres com a família, enquanto produzia anonimamente (bitola nas publicações inglesas) histórias aos quadradinhos para as editoras D.C. Thompson e Fleetway e começou a interessar-se pelo cinema de animação. As séries como Simon Crane e The Laughing Pirate só muito mais tarde seriam conhecidas em Portugal, quando, a partir da década de 70, o Mundo de Aventuras reeditou essas histórias antigas de Péon.
  • Regressando a Portugal em 1965, trocará temporariamente a BD pelo cinema de animação e pela pintura, com uma exposição individual na Sociedade Nacional de Belas Artes de grande sucesso crítico, como o demonstram as palavras de Almada Negreiros, que o aconselhou a nunca deixar de pintar.
  • Em 1968, na versão portuguesa da revista Tintin, as suas histórias, que se incluem nos seus melhores trabalhos de sempre, foram as únicas a quebrar a hegemonia franco-belga, mas como o trabalho não era suficiente voltou a partir, dessa vez para França, onde se ocupou dos desenhos da série Yataca, de que desenhará uma vintena de episódios. Para outras revistas de pequeno formato da editora Aventures et Voyages como: Akim, Apaches, Bengali, Brik, En Garde, Pirates,Tipi, desenhou muitas capas.
  • Acabou por voltar definitivamente a Portugal em 1974 e à BD, ressuscitando para o efeito Tomahawk Tom, o seu mais célebre personagem num álbum inédito.
  • O fracasso comercial de O Regresso de Tomahawk Tom comprometeu outros projectos de auto-edição, impossibilitando os leitores de conhecerem as anunciadas aventuras de Sax, o Flibusteiro e do Reverendo Benedict Jr… Mas Péon não desistiu e editou em 1976 o Vitor Péon Magazine. Esta revista, onde o autor recuperaria uma série de histórias produzidas nos anos 50 para o Mundo de Aventuras, incluindo pelo menos um episódio de Tomahawk Tom que tinha ficado por publicar, só conseguiu aguentar-se durante três números num mercado já pouco atreito à aventura clássica.
  • O Rei dos LobosEm Agosto de 1979 voltou ao Mundo de Aventuras para ilustrar O Rei dos Lobos, uma história escrita por Jorge Magalhães, que foi um dos melhores trabalhos do desenhador. Publicada em formato italiano, o que permitiu a reprodução dos desenhos num tamanho bastante próximo do original, esta lenda viking mostrou um desenhador extremamente minucioso e exímio na composição e no tratamento negro dos fundos que realçavam o clima fantástico da história, do mesmo modo que o realismo com que tratou as rudes feições dos personagens as tornou reais e credíveis.
  • Se o talento do artista era já abundantemente conhecido, a sua capacidade de reflectir e de transmitir os seus conhecimentos sobre a Banda Desenhada ficou bem patente em História da Banda Desenhada e A Banda Desenhada como Arte, dois livrinhos notáveis pela concisão, que não consegue esconder uma grande erudição e amor à BD, editados pelo F.A.O.J., e no curso sobre BD que dará em 1980 no I.A.D.E.
  • A partir daí, com excepção de algumas capas para as revistas Selecções e Mundo de Aventuras, a sua carreira virar-se-á definitivamente para a BD de temática histórica e para a investigação historiográfica, realizando uma série de trabalhos de grande qualidade. São dessa fase os álbuns Gesta Heróica e A Epopeia dos Descobrimentos Portugueses (livro ilustrado que daria origem a uma colecção de cromos), trabalhos em que o estilo tão característico da fase final de Péon esteve ao serviço de um argumento bem documentado, onde abundam os arcaísmos de linguagem.
  • Em 1985, pouco depois de ter sido galardoado pelo Clube Português de Banda Desenhada, Péon sofreu uma trombose que lhe roubou a voz e o movimento da mão direita, vendo-se assim obrigado a renunciar definitivamente à BD; todavia a sua força de vontade indomável fê-lo começar a pintar com a mão esquerda. Ainda assistiu à justíssima homenagem que lhe foi prestada pelo Clube Português de Banda Desenhada, em Dezembro de 1990 no 9º Festival de Banda Desenhada de Lisboa, onde fez a sua última aparição pública. Acabaria por falecer em 5 de Novembro de 1991.
  • Baseado num texto de João Lameirasoriginalmente escrito em 1997, para um projecto de uma História da BD Portuguesa que não chegou a bom porto, e que foi publicado pela primeira vez no BD Jornal nº 28, de Outubro de 2011, com algumas pequenas correcções sugeridas por Jorge Magalhães e remodelado para esta breve biografia por Catherine Labey.
  • Aqui temos duas páginas da Casa da Azenha onde Vítor Péon nos brindou com um magnífico gato siamês, publicadas n’O Mosquito nº 1063 e 1064.

Mosquito 1063 gatos

  • E esta é uma curta história de Simon Crane reeditada pelo Mundo de Aventuras…

Péon - Simon Crane 1 e 2

  • fotoNé en Angola en 1923, Vítor Péon fut l’un des plus versatiles et certainement l’auteur de BD le plus productif que le Portugal ait connu. Au long d’une carrière qui a duré plus de 40 ans, il a réalisé des milliers d’histoires réparties entre l’Angleterre, la France et le Portugal.
  • Il avait découvert la BD à 13 ans dans la revue mythique O Mosquito. Six ans plus tard, ce fut dans ses pages que Vítor Péon, qui travaillait alors à l’application de la couleur sur les plaques lithographiques de la revue, débuta comme auteur de BD, il y a précisément 70 ans, en 1943, avec Falsa Acusação, un western mouvementé où son dessin accompagnait un texte de Raúl Correia.
  • Deux ans après, Roussado Pinto, un jeune homme de 18 ans qui débutait dans l’édition de BD, fonda O Pluto, une revue hebdomadaire  clairement inspirée d’O Mosquito, allant chercher son plus jeune dessinateur. Péon accepta le défi et dessina à lui seul presque toute la revue, adaptant son trait aux caractéristiques de chaque histoire, pour donner l’impression qu’il s’agissait de plusieurs dessinateurs. De son crayon  sont sorties des illustrations pour les contes d’Orlando Marques, une maquette à monter sous le pseudonyme Thomas Deerfoot, en plus de BDs de genres les plus variés.
  • Judy - Gerda capaComme O Pluto fut obligé de fermer ses portes au bout de de 25 numéros, Péon se mit à travailler plus intensément pour la revue Diabrete dirigée par Adolfo Simões Muller, publiant d’innombrables histoires en tout genre en trois ans de rythme diabolique, ce qui ne l’empêcha pas de collaborer aussi avec O Papagaio, de nouveau aux côtés de Roussado Pinto, et également avec Lusitas, revue des Jeunesses Portugaises destinée à un public féminin. Obligé de dessiner une moyenne de 40 pages par mois pour arriver à nourrir sa famille, Péon se vit forcé à simplifier son style, mais maintenant malgré tout un niveau de qualité fort raisonnable, révélateur de son talent inné.
  • Revenant chez O Mosquito en 1949, Vítor Péon y publia  A Casa da Azenha, un des sommets de son œuvre immense en BD. Une violente histoire de traîtrise et de vengeance qui montra une rupture avec les thèmes habituels de la BD portugaise de l’époque, lui insufflant un réalisme et une violence caractéristiques des romans policiers de l’autre côté de l’Atlantique.
  • Péon continua chez O Mosquito produisant d’excellentes œuvres comme le western A Vingança do Jaguar, débutant en même temps en peinture exposant deux huiles au salon d’Automne de la Société Nationale des Beaux-Arts de Lisbonne. En 1950, répondant à un nouvel appel de Roussado Pinto, engagé par l’Agência Portuguesa de Revistas pour relancer le Mundo de Aventuras, il collabora dans cette revue, contribuant de façon décisive à sa phase de plus grand succès.
  • Les pages du Mundo de Aventuras se remplirent d’illustrations et d’histoires de Vítor Péon, la plus grande part avec des scénarios d’Edgar Caygill (un des nombreux pseudonymes de Roussado Pinto), embrassant tous les genres d’aventure, la BD de thème historique inclue.
  • Dans le Mundo de Aventuras est né le plus célèbre personnage de Péon, le cowboy Tomahawk Tom, créé avec la collaboration de Roussado Pinto, qui lui permit de donner des ailes à son talent de représenter des chevaux, développé durant son service militaire dans la cavalerie. Un des plus grands succès du duo dans la publication de l’Agência Portuguesa de Revistas, fut l’histoire S.O.S. na Idade da Pedra, de 1954 où les propres auteurs participèrent activement à l’aventure, voyageant dans le temps pour aider un homme préhistorique.
  • Quand en 1954 Roussado Pinto quitta le Mundo de Aventuras, pour créer deux revues de duration éphémère: Titã et Flecha, Péon continua à ses côtés, dessinant histoires et illustrations pour Titã et illustrations et une maquette qui demeurera incomplète, pour Flecha.
  • En 1958, comme les impositions de la censure aux publications juvéniles réduisaient pratiquement la BD réaliste portugaises à des séries de thème historique, restreignant drastiquement le travail, Péon se vit obligé de suivre les conseils d’E.T. Coelho, qui travaillait déjà en France, et de tenter lui aussi sa chance à l’étranger.
  • Après un passage à Dundee en Écosse, il se fixa à Londres avec sa famille, alors qu’il produisait anonymement (normes des publications anglaises) des pour les éditions D.C. Thompson et Fleetway et commença à s’intéresser au dessin animé. Les séries comme Simon Crane et The Laughing Pirate ne seraient connues que beaucoup plus tard au Portugal, quand, à partir des années 70, le Mundo de Aventuras réédita ces anciennes histoires de Péon.
  • De retour au Portugal en 1965, il laissa temporairement la BD pour le dessin animé et la peinture, avec une exposition individuelle à la Société Nationale des Beaux-Arts de grand succès critique, comme le démontrent les propos d’Almada Negreiros, qui lui conseilla de ne jamais cesser de peindre.
  • Péon - Yacata capa156En 1968, dans  la version portugaise de la revue Tintin, ses histoires, qui comptent dans ses meilleures œuvres, furent les seules à rompre l’hégémonie franco-belge, mais comme le travail ne suffisait pas, il repartit, cette fois-là en France, où il exécuta les dessins de la série Yataca, pendant une vingtaine d’épisodes. Pour d’autres revues de petit format des éditions Aventures et Voyages comme: Akim, Apaches, Bengali, Brik, En Garde, Pirates, Tipi, il dessina de nombreuses couvertures.
  • Il finit par rentrer définitivement au Portugal en 1974 et à la BD, ressuscitant pour cela Tomahawk Tom, son plus célèbre personnage dans un album inédit.
  • O déboire commercial d’O Regresso de Tomahawk Tom compromit d’autres projets d’auto édition, privant les lecteurs de connaître les aventures annoncées de Sax, o Flibusteiro et du Reverendo Benedict Jr… Mais Péon ne renonça pas et édita en 1976 le Vitor Péon Magazine. Cette revue, où l’auteur récupéra une série d’histoires produites dans les années 50 chez Mundo de Aventuras, a publié également au moins un épisode de Tomahawk Tom qui était resté inédit, n’arriva à se maintenir que pendant trois numéros sur un marché déjà peu tourné vers l’aventure classique.
  • En août 1979 il revint au Mundo de Aventuras pour illustrer O Rei dos Lobos, une histoire écrite par Jorge Magalhães, qui fut une des meilleures œuvres du dessinateur. Publiée en format italien, ce qui permit la reproduction des dessins à une taille assez proche de l’original, cette légende viking montra un dessinateur extrêmement minutieux et remarquable par sa composition et le traitement en noir des fonds qui rehausse le climat fantastique de l’histoire, ainsi que le réalisme avec lequel il définit les traits rudes des personnages les rendant réels et crédibles.
  • Si le talent de l’artiste était déjà bien connu, ses capacités de penser et de transmettre ses connaissances de la Bande Dessinée furent démontrées par son  História da Banda Desenhada et A Banda Desenhada como Arte, deux petits livres remarquables par leur concision, qui ne cache pas une grande érudition et amour de la BD, édités par la F.A.O.J., et le cours sur la BD qu’il enseigna en 1980 au I.A.D.E.
  • GESTA HERÓICAA partir de là, à part quelques couvertures pour les revues Selecções et Mundo de Aventuras, sa carrière se tourna définitivement vers la BD de thème historique et vers la recherche historiographique, réalisant une série de travaux de grande qualité. Appartiennent à cette phase les albums Gesta Heróica et A Epopeia dos Descobrimentos Portugueses (livre illustré qui fut à l’origine d’une collection de chromos), où le style si caractéristique de la phase finale de Péon fut au service d’un scénario bien documenté, où abondent les archaïsmes de langage.
  • En 1985, peu après avoir reçu un Prix de carrière du Clube Português de Banda Desenhada, Péon a souffert d’une thrombose qui lui supprima la voix et le mouvement de la main droite, l’obligeant à renoncer définitivement à la BD; toutefois sa force de volonté indomptable le fit commencer à peindre de la main gauche. Il put assister encore au très juste hommage que le Clube Português de Banda Desenhada lui rendit par une expo, en décembre 1990 au 9ème Festival de Bande Dessinée de Lisbonne, où il fit sa dernière apparition en public. Il mourut le 5 novembre 1991.
  • Basé sur un texte de João Lameiras originellement écrit en 1997, pour un projet d’une Histoire de la BD Portugaise qui n’arriva pas à bon port, et qui fut publié pour la première fois dans le BD Journal nº 28, d’octobre 2011, avec quelques petites corrections suggérées par Jorge Magalhães et remodelé pour cette brève biographie par Catherine Labey.
  • Voici deux pages publiées en Angleterre où les félins sont représentés comme  personnages secondaires.

Péon - Gilda151

Os gatos de Dubout – les chats de Dubout


  • Dubout dessineAlbert Dubout nasceu a 15 de Maio de 1905 em Marselha. Depois de estudos no liceu de Nîmes e na Escola de Belas-Artes de Montpellier – onde conheceu a sua primeira mulher, Renée Altier, foi para Paris aos 17 anos de idade. Os seus primeiros desenhos tinham sido publicados no Écho des étudiants de Montpellier em 1923.
  • Em 1929, Philippe Soupault, director literário nas edições Kra, mandou-o ilustrar o seu primeiro livro: Les Embarras de Paris de Boileau.
  • Ilustrou cerca de oitenta obras, em as quais dezoito recolhas de desenhos. Ilustrou livros de autores como Boileau, Beaumarchais, Mérimée, Rabelais, Villon, Cervantes, Balzac, Racine, Voltaire Rostand, Poe, Courteline e simultaneamente textos oficiais( Código dos Impostos), e muito mais livros. Os seus desenhos para o « Clochemerle » de Gabriel Chevallier são particularmente saborosos.
  • Dubout-taxColaborou com jornais e revistas comot Le Rire, Marianne, Éclats de Rire, L’os libre, Paris-Soir, Ici Paris…
  • Realizou também cartazes de cinema e de teatro e igualmente cenários. Fez publicidade, fez pintura (setenta óleos em tela), e desenhou inúmeras capas de livros e de discos.
  • Em 1951, o seu nome apareceu no petit Larousse. Realizou o filme La Rue sans loi, que foi um fracasso.
  • Em 1953, o presidente da república Vincent Auriol decorou-o com a Legião de Honra.
  • Em 1965, ilustrou as aventures de San-Antonio à pedido do autor, Frédéric Dard .
  • Em 1967, instalou-se com a sua segunda esposa, Suzanne Ballivet, igualmente pintora, em Mézy-sur-Seine. Até a sua morte em 1976, distribuiu o seu tempo entre essa localidade e Palavas-les-Flots. Nas suas caricaturas, troçou muitas vezes do «comboiozinho de Palavas» e dos turistas que frequentavam a pequena estação balneária. Desde 1992, um museu é-lhe dedicado no reduto de Ballestras em Palavas-les-Flots no departamento do Hérault.
  • Descansa no cemitério Saint-Fulcrand de Saint-Aunès, onde a sua segunda esposa Suzanne ficou igualmente sepultada.

Dubout chat 3-jpg   Dubout chat 4

«Quando Dubout colocava o seu aparo de aço ao serviço dos gatos, era o Dubout brincalhão e caricaturista que a segurava, o Dubout perspicaz e insólito que faz rir. Mas o amigo de Pagnol, o ilustrador de San-Antonio, com os seus gatos, tem inclinação para imagens surpreendentes de ternura. Gatos malucos, gatos diabólicos, gatos desenrascados, gatos virtuosos e espantosos, mas gatos verdadeiramente gatos». (Lionel Hoëbeke)

DUBOUTCHATDODO

  • Dubout et ses chats 1948Albert Dubout est né le 15 mai 1905 à Marseille. Après des études au lycée de Nîmes puis à l’École des Beaux-Arts de Montpellier, où il a rencontré sa première femme, Renée Altier, il monta à Paris à 17 ans. Ses premiers dessins sont sortis dans L’Écho des étudiants de Montpellier en 1923.
  • En 1929, Philippe Soupault, directeur littéraire aux éditions Kra, lui fit illustrer son premier livre : Les Embarras de Paris de Boileau.
  • dubout  signature 454Il illustra près de quatre-vingts ouvrages, dont dix-huit recueils de dessins. Parmi lesquels les livres de Boileau, Beaumarchais, Mérimée, Rabelais, Villon, Cervantès, Balzac, Racine, Voltaire Rostand, Poe, Courteline et simultanément des textes officiels, et encore de nombreux livres. Ses dessins pour le « Clochemerle » de Gabriel Chevallier sont particulièrement savoureux.
  • Il collabora à divers journaux et revues dont Le Rire, Marianne, Éclats de Rire, L’os libre, Paris-Soir, Ici Paris…
  • Il réalisa aussi des affiches de cinéma et de théâtre ainsi que des décors. Il travailla dans la publicité, fit de la peinture à l’huile (il a réalisé soixante-dix tableaux), et dessina de nombreuses couvertures de livres et des pochettes de disques.

    Dubout autoportrait

    Autoportrait

  • En 1951, son nom apparut dans le petit Larousse. Il réalisa le film La Rue sans loi, qui fut un échec.
  • En 1953, le président Vincent Auriol le décora de la Légion d’honneur.
  • En 1965, il illustra les aventures de San-Antonio à la demande de Frédéric Dard
  • En 1967, il s’installa avec sa seconde épouse, Suzanne Ballivet, également artiste peintre, à Mézy-sur-Seine. Jusqu’à sa mort en 1976, il partagera son temps entre cette localité et Palavas-les-Flots. Dans ses caricatures, il s’est d’ailleurs souvent moqué du «petit train de Palavas» et des touristes se rendant dans la petite station balnéaire. Depuis 1992, un musée lui est dédié dans la redoute de Ballestras à Palavas-les-Flots (Hérault).
  • Il est inhumé au cimetière Saint-Fulcrand de Saint-Aunès, où il a été rejoint dans la tombe par sa seconde épouse Suzanne.

Dubout Chat 1      Dubout chat 2

« Lorsqu’il met sa plume d’acier au service des chats, on retrouve le Dubout épingleur et caricaturiste, le Dubout perspicace et insolite qui fait rire. Mais l’ami de Pagnol, l’illustrateur de San-Antonio, se laisse aller, avec ses chats, à des images saisissantes de tendresse. Chats déchaînés, chats diaboliques, chats Système D., chats virtuoses et ébouriffants, mais chats vraiment chats». (Lionel Hoëbeke).

à table!4 gatos

dubout  chats en croix453

Os gatos na literatura 36 – Luis Sepúlveda – Les chats dans la littérature 36 – Luis Sepúlveda


  • L. SepúlvedaLuis Sepúlveda, escritor chileno,nasceu em Ovalle a 4 de Outubro de 1949.
  • O seu primeiro romance, O Velho Que Lia Romances de Amor (1992), traduzido em trinta e cinco línguas e adaptado para o grande ecrã em 2001, trouxe-lhe renome internacional. A sua obra, fortemente marcada pelo empenho político e ecológico assim como pelo combate à repressão das ditaduras dos anos 70, mistura o gosto pelas viagens e o seu interesse pelos povos autóctones.
  • Em 1969 venceu o “Prémio Casa das Américas” com o seu primeiro livro Crónicas de Pedro Nadie, e também recebeu uma bolsa de estudo de cinco anos da Universidade Lomonosov de Moscovo. No entanto só ficaria cinco meses na capital soviética, pois foi expulso da universidade por “atentado à moral proletária”, segundo a versão oficial, por Luís Sepúlveda manter contactos com alguns dissidentes soviéticos.
  • Sepúlvera 3De regresso ao Chile foi expulso da Juventude Comunista. Aderiu ao Partido Socialista Chileno e tornou-se membro da guarda pessoal do presidente Salvador Allende. No golpe militar do dia 11 de Setembro de 1973, que levou ao poder o ditador Augusto Pinochet, Luís Sepúlveda encontrava-se no Palácio de La Moneda a fazer guarda ao Presidente Allende.
  • Foi preso pelo regime do general Augusto Pinochet e ficou dois anos e meio na prisão política de Temuco,: «Depois de um julgamento sumário pelo tribunal militar, em tempo de guerra, em Temuco em Fevereiro de 1975, em que foi sentenciado por traição à pátria, conspiração subversiva, e fazer parte dos grupos armados, entre outros delitos, o meu advogado designado pelo tribunal (um tenente do exército chileno) ao sair da sala de audiência – ficámos numa sala adjacente –, eufórico, anunciou-me que tudo tinha corrido muito bem para mim: tinha escapado à pena capital e era condenado a apenas vinte e oito anos de prisão.»
  • Em 1977, graças à intervenção da Amnesty International, Luis Sepúlveda foi libertado. A sua pena de vinte e oito anos fora comutada em oito anos de exílio na Suécia. Na verdade, o jovem viajou e trabalhou pela América Latina fora: Viveu no Equador depois no Peru, no Brasil, na Colúmbia e no Nicarágua. Em 1978, partilhou durante um ano a vida dos índios Shuar, no quadro de um programa de estudo da UNESCO, para se determinar o impacto da colonização sobre esse povo. Sepúlveda foi amigo de Chico Mendes (1944-1988), herói da defesa da Amazónia. Dedicou-lhe     O Velho Que Lia Romances de Amor, o seu maior sucesso.
  • No Nicarágua, Sepúlveda juntou-se à luta armada ao lado dos Sandinistas (fez parte em 1979 da Brigada Internacional Simón Bolivar). Após a vitória da revolução, trabalhou como repórter.
  • A partir de 1982, Luis Sepúlveda instalou-se na Europa, primeiro na Alemanha, em Hamburgo como jornalista, viajando frequentemente até a América do Sul e África. Trabalhou com a Greenpeace de 1982 à 1987 num dos seus barcos, como coordenador entre diversas secções da organização. O escritor depois instalou-se em Gijón nas Astúrias, no norte de Espanha. Faz parte da Federação Internacional dos Direitos do Homem.
  • Sepúlvera 5Perspicaz narrador de viagens e aventureiro nos confins do mundo, Sepúlveda concilia com sucesso o gosto pela descrição de lugares sugestivos e paisagens irreais com o desejo de contar histórias sobre o homem, através da sua experiência, dos seus sonhos, das suas esperanças.
  • No que diz respeito à gatos, Luis Sepúlveda gosta imenso deles e já escreveu a «História de um gaivota do gato que a ensinou a voar» (1996) e agora acabou de sair em Portugal «História de um gato e de um rato que se tornaram amigos» (2012), magistralmente ilustrados respectivamente por Sabine  Wilharm e Paulo Galindro.

Sepúlvera 1

Sepúlvera 2

  • SepúlvedaLuis Sepúlveda est un écrivain chilien né le 4 octobre 1949  à Ovalle.
  • Son premier roman, Le vieux qui lisait des romans d’amour, a été traduit en trente-cinq langues et adapté au grand écran en 2001, lui ayant apporté une renommée internationale. Son œuvre, marquée par l’engagement politique et écologique ainsi que par la répression des dictatures des années 70, mêle le goût du voyage et son intérêt pour les peuples premiers.
  • En 1969, il reçut le “Prix Maison des Amériques” pour son premier livre Crónicas de Pedro Nadie, et également une bourse d’étude de cinq ans à l’Université Lomonosov de Moscou. Toutefois il ne restera que cinq mois dans la capitale soviétique, ayant été expulsé de l’université pour “attentat à la morale prolétaire”, selon la version officielle, causé par les contacts de Luís Sepúlveda avec quelques dissidents soviétiques.
  • Sepúlvera 6De retour au Chili, il fut expulsé de la Jeunesse Communiste et s’inscrivit au Parti Socialiste Chilien, devenant membre de la garde personnelle du président Salvador Allende. Lors du coup d’état militaire du 11 septembre 1973, qui donna le pouvoir au dictateur Augusto Pinochet, Luís Sepúlveda se trouvait de garde au Palais de La Moneda.
  • Sepúlveda fut emprisonné par le régime du général Augusto Pinochet et séjourna deux ans et demi à Temuco, prison pour opposants politiques : « À la fin d’un procès sommaire du tribunal militaire, en temps de guerre, à Temuco en février 1975, au terme duquel je fus accusé de trahison de la patrie, conspiration subversive, et appartenance aux groupes armés, entre autres délits, mon avocat commis d’office (un lieutenant de l’armée chilienne) est sorti de la salle – nous sommes restés dans une salle à côté – et, euphorique, m’a annoncé que ça s’était bien passé pour moi : j’avais échappé à la peine capitale et j’étais condamné seulement à vingt-huit ans de prison.»
  • En 1977, grâce à l’intervention d’Amnesty International, Luis Sepúlveda fut libéré. Sa peine de vingt-huit ans de détention fut commutée en huit années d’exil en Suède. En fait, le jeune homme allait voyager et sillonner l’Amérique du Sud : il séjourna en Équateur puis au Pérou, au Brésil, en Colombie et au Nicaragua. En 1978, il partagea pendant un an la vie des indiens Shuar dans le cadre d’un programme d’étude pour l’UNESCO afin d’étudier l’impact de la colonisation sur ce peuple. À l’époque, Sepúlveda avait pour ami Chico Mendes (1944-1988), héros de la défense de l’Amazonie. Il lui dédia Le vieux qui lisait des romans d’amour, son      plus grand succès.
  • Au Nicaragua, il s’engagea dans la lutte armée aux côtés des Sandinistes (il intégra en 1979 la Brigade Internationale Simón Bolivar). Après la victoire de la révolution, il travailla comme reporter.
  • Sepúlvera 4À partir de 1982, Luis Sepúlveda s’installa en Europe, d’abord en Allemagne, à Hambourg, et y travaille comme journaliste, voyageant souvent en Amérique Latine et en Afrique. Il travailla avec Greenpeace de 1982 à 1987 sur l’un de ses bateaux. Il était coordinateur entre différentes sections de l’organisation. L’écrivain s’établit ensuite dans les Asturies, dans le nord de l’Espagne. Il milite à la Fédération internationale des Droits de l’Homme.
  • Narrateur perspicace de voyages et aventurier aux confins du monde, Sepúlveda concilie avec succès le goût pour la description d’endroits suggestifs et de paysages irréels avec l’envie de raconter des histoires humaines, à travers son expérience, ses rêves et ses espoirs.
  • Quant aux chats, Luis Sepúlveda les adorent et a déjà écrit « Histoire d’une mouette et du chat qui lui apprit à voler» (1996) et ensuite«Histoire du chat et de la souris qui devinrent amis» (2012), magistralement illustrés respectivement, dans l’édition portugaise qui est celle que je possède,  par Sabine  Wilharm et Paulo Galindro.

Felícia, a gata do meu irmão – Félicie, le chat de mon frère


  • O meu irmão é músico e tem uma gata… Pedi-lhe que compusesse uma música para a Felícia… mas em vez disso, mandou-me uma quadra dedicada à bichana. Traduzi-a livremente, pois as rimas francesas não dão para seguir a quadra à letra. Félícia é uma magnífica Chartreuse de pelo azulado e olhos dourados… Ainda tenho esperança de receber uma melodia que lhe seja dedicada! Todavia, obrigada François!

Félicie - image PT

  • Mon frère est musicien et a un chat au féminin… Je lui avais demandé de composer um morceau pour Félicie… mais il m’a envoyé un quatrain dédié à la féline. Félicie est une magnifique Chartreuse à la robe bleutée et aux yeux bouton d’or… Je ne perd pas l’espoir de recevoir une mélodie qui lui sera dediée, c’est tout de même plus dans les cordes de mon musicien de frère! Toutefois, merci François!

Félicie - image FR

Os gatos e a música 11 – Os Aristogatos – Les chats et la musique 11 – Les Aristochats


  • aristogatoscartazOs Aristogatos (The Aristocats) foram a 25ª longa-metragem de animação e o 20º «Clássico de animação» dos Estúdios Disney. Estreado em 1970 e realizado por Wolfgang Reitherman, este filme foi inspirado por uma história de Tom McGowan e Tom Rowe, que conta as peripécias de gatos, designados como os seus herdeiros por uma velha senhora parisiense, assim como o mordomo depois da morte dos felinos, mas este deseja ser o único beneficiário desta herança sem nenhuma demora.   
  • Este filme é o último cuja produção foi aprovada pelo Walt Disney, que faleceu no fim de 1966, antes que o filme tenha sido realizado. O mais importante elemento do filme é a sua música, com a participação, entre outros, de Maurice Chevalier e os irmãos Sherman.
  • O chefe compositor é Georges Bruns e as orquestrações são assinadas por Walter Sheets.
  • As canções são de: Terry Gilkyson (Thomas O’Malley Cat), Floyd Huddleeston et Al Rinker (Everybody Wants To Be A Cat), Richard M. Sherman e Robert B. Sherman (The Aristocats, Scales and Arpeggios, She Never Felt Alone)
  • Datas de estreia :
  • Estados-Unidos : 24 de Dezembro de 1970
  • França : 8 de Dezembro de 1971
  • Portugal: 1977
  • Voltou aos cinemas portugueses em 81/82, e por último estreou a 1 de Abril de 1994 com a dobragem Brasileira.

ttp://www.youtube.com/watch?v=ajp_VrfpW2I

220px-The_AristocatsLes Aristochats (The Aristocats) est le 25e long-métrage d’animation et le 20e «Classique d’animation» des Studios Disney. Sorti en 1970 et réalisé par Wolfgang Reitherman, ce film est inspiré d’une histoire de Tom McGowan et Tom Rowe, qui met en scène des chats, désignés comme héritiers par une vieille dame parisienne, aux prises avec un majordome qui souhaite bénéficier seul et plus rapidement de cet héritage.

Ce film est le dernier dont la production a été approuvée par Walt Disney, décédé fin 1966, avant que le film ne soit réalisé. L’élément le plus important du film est sa musique, avec la participation de Maurice Chevalier et des frères Sherman.

Le compositeur en chef est Georges Bruns et les orchestrations sont signées Walter Sheets.

Les Chansons sont de: Terry Gilkyson (Thomas O’Malley Cat), Floyd Huddleeston et Al Rinker (Everybody Wants To Be A Cat), Richard M. Sherman et Robert B. Sherman (The Aristocats, Scales and Arpeggios, She Never Felt Alone)

Dates de sortie :

Etats-Unis : 24 décembre 1970

France : 8 décembre 1971

O gato de Jacques Faizant – Le chat de Jacques Faizant


  • Faizant Jacques, dessinateur humoriste. 1Jacques Faizant, nasceu a 30 de outubro de 1918, em Laroquebrou, na província de Auvergne e faleceu a 14 de Janeiro de 2006 em Suresnes, nos arredores de Paris, foi  um desenhador para a Imprensa francês. “Bonjour Dimanche”, “La Vie Catholique”, “Le Point”, “Paris-Match” e sobretudo “Le Figaro” publicaram os seus desenhos causticos durante 25 anos. Signature faizantJacques Faizant fut un caricaturiste au trait sobre et élégant.
  • Foi a sua ilustração : “Os Jogos olímpicos de Roma são catastróficos para os Franceses”, para “Paris Presse”, que estabelece a sua reputação de  desenhador humorístico para a Imprensa. Os seuss personagens  “Mame Bizet” et “Mame Lecagneux”  as sua fasmosas “Velhotas” teceram os seus comentárioss piquantes sobre a actualidade na revista “Le Point” durante anos.
  • Foi em Biarritz que tem um vislumbre das contradicções da História durante a sua escolaridade. Participou no segundo conflito mundial antes de ser desmobilizado em 1942. Depois trabalhou nas docas, na restauração e até como cantor. Mas é o desenho que o atrai.
  • Trabalhou durante alguns anos na  Radio e Televisão  e escreveu cerca de trinta canções, mas regressou ao desenho. Com um desenho diário no “Le Figaro” até Outubro de 2005, Jacques Faizant fez mais de 50.000 ilustrações.
  • As suas “Velhotas” são para mim uma lembrança  de ataques de risos da minha juventude fous-rires assim como o gato chat preto e branco que as acompanhava nos “Le Figaro” e “Paris-Match”. Eis a razão desta minha homenagem com a reprodução de alguns dos seus desenhos.

Chat Faizant

Chat Faizant 6

  • Jacques Faizant, né le 30 octobre 1918, à Laroquebrou, en Auvergne et décédé le 14 janvier 2006 à Suresnes fut un dessinateur de presse français. “Bonjour Dimanche”, “La Vie Catholique”, “Le Point”, “Paris-Match” et surtout “Le Figaro” publièrent ses dessins caustiques pendant 25 ans, Jacques Faizant fut un caricaturiste au trait sobre et élégant.

    Faizant par Ader

    Faizant par Gaëtan Ader

  • C’est son illustration : “Les Jeux olympiques de Rome sont catastrophiques pour les Français”, pour “Paris Presse”, qui a établi sa réputation de dessinateur humoristique de presse. Ses personnages de ‘Mame Bizet’ et ‘Mame Lecagneux’ – ses fameuses “Vieilles Dames – y sont allés de leurs commentaires piquants sur l’actualité dans ‘Le Point’ durant des années.
  • C’est à Biarritz qu’il aura un aperçu des contradictions de l’Histoire durant ses études secondaires. Puis, il se trouva pris dans le second conflit mondial avant d’être démobilisé en 1942. Il sera ensuite brièvement docker, restaurateur et chanteur. Mais c’est le dessin qui l’attirait.
  • Après avoir travaillé plusieurs années à l’ORTF et écrit une trentaine de chansons, il revint au dessin. Avec un dessin quotidien dans “Le Figaro” jusqu’en octobre 2005, Jacques Faizant en a eu plus de 50.000 à son actif.
  • Ses“Vieilles Dames sont pour moi un souvenir de fous-rires de ma jeunesse  ainsi que le chat noir et blanc qui  les accompagnait dans “Le Figaro” et “Paris-Match”. Voilà pourquoi je lui fais un hommage avec la reproduction de quelques-uns de ses dessins.

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

IMAGINÁRIO-KAFRE

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

Le chat dans tous ses états - Gatos... gatinhos e gatarrões! de Catherine Labey

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

largodoscorreios

Largo dos Correios, Portalegre

Interesting Literature

A Library of Literary Interestingness

almanaque silva

histórias da ilustração portuguesa

As Leituras do Pedro

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

BDBD - Blogue De Banda Desenhada

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

A minha biblioteca de Banda Desenhada

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

colecionador de bd

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

Divulgando Banda Desenhada

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

JOÃO AMARAL

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

Por um punhado de imagens

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

TEX WILLER BLOG

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

%d bloggers like this: