Os gatos de Foujita


  • Tsuguharu Fujita,Foujita au travail filho do general Tsuguakira Fujita, médico do Exército Imperial Japonês e de Masa, nasceu a 27 de Novembro de 1886 em Tóquio.
  • Inscrito no curso de francês logo na escola primária, Tsuguharu Fougita, como foi mondialmente conhecido, estudou pintura de estilo ocidental nas Belas-Artes de Tóquio, obteve o seu diploma em 1910 e meteu uma coisa na cabeça: ir para Paris. Em 1913, embarcou para Marselha e desembarcou em Montparnasse na manhã de 6 de Agosto.
  • No dia seguinte, Ortiz de Zarate, que o abordou no terraço de um café, levou-o à casa de Picasso que lhe provocou o primeiro grande choque da sua vida de artista. As composições cubistas e as pinturas do douanier Rousseau levaram-no a esquecer o que sabia e a atirar-se de cabeça na batalha dos vanguardistas da Arte Moderna. Foujita tornou-se numa das suas estrelas. Amadeo Modigliani, Chaïm Soutine, André Derain, Vlaminck, Fernand Léger, Juan Gris, Henri Matisse e, de modo geral, todos os seus vizinhos de Montparnasse, ficaram seus amigos.
  • autoportrait au chatFoujita partilhou o atelier do seu primeiro amigo japonês em Paris, Kawashima, a sul de Montparnasse. Depois de uma estadia em Londres em 1914, regressou junto de Soutine e de Modigliani até encontrar a sua primeira mulher, Fernande Barrey, em 1917.
  • A sua primeira exposição individual em Junho de 1917 foi um triunfo; expôs 110 aguarelas com um género meio japonês, meio gótico que Picasso admirava. Com os lucros, instalou na sua casa uma banheira com canalização de água quente, o que encantou os seus modelos, entre as quais Kiki de Montparnasse, seu modelo favorito, que posara para o famoso quadro Nu couché à la toile de Jouy. Odalisca langorosa, o nu de Kiki fez sensação no Salão de Outono de 1921 e vendeu-se pela enorme soma de 8 000 francos. Em 1918, Léopold Zborowski levou Soutine, Modigliani, Foujita e Fernande a Cagnes para evitar as bombas e vender as suas pinturas nos hotéis luxuosos da Côte d’Azur. Para Foujita, que pintou com os seus dois amigos durante o verão inteiro e encontrou Renoir logo antes da morte deste, foi uma temporada marcante. Depressa, especialmente depois das suas três primeiras exposições individuais, Foujita conheceu a glória. Participou em todos os salões de pintura não só em Paris mas também em Bruxelas, na Alemanha, nos Estados Unidos e no Japão; o seu nome e as fotos das suas obras ilustraram de numerosos artigos da imprensa nacional e internacional.
  • Fernande o deixou e Foujita encontrou Lucie Badoud, que alcunhou de Youki (Neve em japonês) por causa da brancura da sua pele; ela não só se tornou a sua musa mas também a de Montparnasse. Tornaram-se estrelas das Années Folles. O êxito de Foujita vinha do seu estilo tão original e inovador que o situava, na fronteira entre o Oriente e o Ocidente, num registo onde era mestre. Os seus temas, de preferência ocidentais, eram desenhados com sobriedade e minúcia sobre fundos cor de marfim de fabrico próprio que lhe permitiam colocar um fino e vigoroso traço negro e umas cores a óleo transparentes e leves. Os seus quadros de mulheres, crianças e gatos timbre chatentraram nas maiores colecções. Em 1925, foi condecorado com a Ordem de Leopoldo na Bélgica e feito cavaleiro da Legião de Honra em França. Foi sem dúvida um dos artistas que ganhou mais dinheiro. Invejavam-no e não fazia ideia da amplitude do seu sucesso. Esse êxito trouxe-lhe, em 1928, um pesado acerto de contas com o fisco que iria transtornar a sua vida. Para vender ali as suas obras, voltou a Tóquio com Youki depois de uma ausência de 19 anos; esta o deixou por apaixonar-se loucamente com Robert Desnos. Depois de uma experiência surrealista de uma vida a três, Foujita só viu uma solução possível, deixar Paris.
  • Partiu no final de Dezembro de 1931 com o seu modelo, Madeleine, numa viagem extraordinária de dois anos pela América Latina. Madeleine ajudou-o a ultrapassar as suas desventuras e as suas descobertas do Brasil, Argentina, Colômbia, Peru, México e Califórnia, deram-lhe de novo o gosto pela vida e pela pintura. O casal viveu das receitas das exposições e chegou à Tóquio a 16 de Novembro de 1933. Foi recebido como uma vedeta e, rapidamente, organizou uma série de exposições. Nessa altura realizou grandes pinturas murais. Madeleine morreu de repente duma overdose em Tóquio em Junho de 1936. Foujita conheceu então uma jovem japonesa Kimiyo Horiuchi que o consolou.
  • Regressou a Paris de 1939 signature foujitaaté à chegada dos Alemães em Maio de 1940. De 1939 a 1945 trabalhou em obras e exposições de pinturas de temática de guerra, nomeadamente « Senso-gā ». A Batalha da margem do rio Khalka e A Carga suicida de Attu. A sua colaboração com o militarismo japonês, e depois com os Americanos, provocará críticas no pós-guerra.
  • Só o seu afastamento definitivo do Japão conseguirá sossegá-lo. Depois de uma espera de três anos para obter um visa, Foujita voou para Nova-Iorque em 1949, protegido pelo General Mac-Arthur. Kimiyo, aquela que será a sua última esposa, foi ter com ele umas semanas mais tarde. As pinturas que Foujita expôs em New-York contam entre as suas obras-primas, nomeadamente “Au Café” (col. Centre Pompidou, Paris).
  • Em 1950, regressou para Paris com Kimiyo, recomeçando do zero. Levou uma vida calma, laboriosa, serena e afastada do mundo. Em 1955, apesar da sua actuação com o exército japonês na Indochina em 1941obteve a nacionalidade francesa.
  • Converteu-se au catolicismo em Outubro de 1959 depois de experimentar, na companhia do seu amigo Georges Prade uma iluminação mística ao visitar a basílica Saint-Rémi em Reims. O seu nome de baptismo, Léonard, evocou o amor que dedicava a Leonardo da Vinci.
  • tumblr_lnhf5q1eIR1qfp9z6o1_500Comprou em 1960 uma casinha em Villiers-le-Bâcle, no val de Chevreuse onde desejou ter um retiro místico e artístico com a sua mulher, recebendo somente muito bons e velhos amigos.
  • Em 1964, decidiu com René Lalou (seu padrinho) construir e decorar uma capela em Reims : a capela Nossa-Senhora-da-Paz ou capela Foujita (começada em 1965 e terminada em 1966). A sua última grande obra será os frescos daquela capela.
  • Léonard Foujita morreu de um cancro a 29 de Janeiro de 1968 à Zurique na Suiça. Depois de ter sido inumado em Reims, depois exumado para Villiers-le-Bâcle, as suas cinzas descansam de novo (desde 6 de Outubro de 2003) na capela Foujita em Reims, junto à sepultura da sua última esposa, que se juntou a ele em 2009.

409px-Kuniyoshi_Utagawa,_For_cats_in_different_poses   kuniyoshi7

2 cats   chat queue noire

sleeping-gray-cat   h16501

ouvres de foujita

les-deux-chats   cat foujita

  • Tsuguharu FujitaFoujita no atelier fils du général Tsuguakira Fujita, médecin de l’Armée impériale japonaise et de Masa est né le 27 novembre 1886 à Tokyo.
  • Inscrit aux cours de français dès l’école primaire, Tsuguharu étudia la peinture de style occidental aux Beaux-Arts de Tōkyō, obtint son diplôme en 1910 et n’eut qu’une idée en tête : aller à Paris. En 1913, il s’embarqua finalement pour Marseille et débarqua à Montparnasse le 6 août au matin.
  • Le lendemain de son arrivée, Ortiz de Zarate, qui l’aborda à la terrasse d’un café, l’entraîna chez Picasso qui provoqua le premier grand choc de sa vie d’artiste. Les compositions cubistes et les peintures du douanier Rousseau le poussèrent à oublier ce qu’il savait et à se jeter à fond dans la bataille des avant-gardes de l’Art Moderne. Foujita en devint l’une des stars. Amadeo Modigliani, Chaïm Soutine, André Derain, Vlaminck, Fernand Léger, Juan Gris, Henri Matisse  et, en général, tous ses voisins de Montparnasse, devinrent ses amis.
  • Foujita partagea l’atelier de son premier ami japonais à Paris, Kawashima, au sud de Montparnasse. Après un séjour à Londres en 1914, il revint Cité Falguière près de Soutine et Modigliani jusqu’à la rencontre de sa première femme, Fernande Barrey, en 1917.
  • Sa première expositiontemple of light personnelle en juin 1917 fut un triomphe ; il exposa110 aquarelles dans un genre mi japonais, mi gothique que Picasso admirait. Avec ses gains il installa chez lui une baignoire avec l’eau chaude courante, ce qui fit le bonheur des modèles, dont Kiki de Montparnasse, modèle favori, qui posa pour le Nu couché à la toile de Jouy. Odalisque alanguie, le nu de Kiki fera sensation au Salon d’Automne de 1921 et se vendra l’énorme somme de 8 000 francs. En 1918, Léopold Zborowski entraîna Soutine, Modigliani, Foujita et Fernande à Cagnes pour s’abriter des bombes et vendre leurs peintures dans les palaces de la Côte d’Azur. Pour Foujita, qui peignit avec ses deux amis pendant tout un été et rencontra Renoir juste avant sa mort, ce fut une saison marquante. Très vite, en particulier après ses trois premières expositions personnelles, Foujita connut la gloire. Il fut de tous les salons de peinture non seulement à Paris mais à Bruxelles, en Allemagne, aux États-Unis et au Japon ; son nom et les photos de ses exploits illustrèrent de nombreux articles de la presse nationale et internationale.
  • Fernande se détourna de lui et Foujita rencontra Lucie Badoud, qu’il surnomma Youki (Neige en japonais) à cause de la blancheur de sa peau; elle devint non seulement sa muse mais aussi celle de Montparnasse. Ils devinrent les stars des Années Folles. tumblr_lhg9rip0T21qzfv8po1_1280Le succès de Foujita tenait à son style tellement original et novateur qui le situait, à la frontière de l’Orient et de l’Occident, dans un registre où il excella. Ses sujets, de préférence occidentaux, étaient dessinés avec sobriété et minutie sur des fonds ivoire de sa fabrication qui lui permettaient de déposer un fin et vigoureux trait noir et des couleurs à l’huile transparentes et légères. Ses tableaux de femmes, d’enfants et de chats entrèrent dans les plus grandes collections. En 1925, il fut décoré de l’Ordre de Léopold en Belgique et fait chevalier de la Légion d’honneur en France. Ce fut sans doute l’un des artistes qui gagna le plus d’argent. Il était envié et inconscient de l’ampleur de sa réussite. Cette réussite lui attira en 1928 un lourd redressement fiscal qui allait bouleverser sa vie. Afin d’aller y vendre ses œuvres, il retourna à Tokyo avec Youki après 17 ans d’absence. Il dut minimiser son train de vie, vendre maison et voiture et perdit Youki, follement éprise de Robert Desnos. Après avoir tenté l’expérience surréaliste d’une vie à trois, Foujita ne vit qu’une issue possible, quitter Paris.
  • Il partit à la fin décembre 1931 avec son modèle, Madeleine, pour un voyage extraordinaire de deux ans en Amérique Latine. Madeleine l’aida à surmonter ses déboires et leurs découvertes, Brésil, Argentine, Colombie, Pérou, Mexique et Californie, lui redonnèrent goût à la vie et à la peinture. Le couple vécut du fruit des expositions et arriva à Tokyo le 16 novembre 1933. Il y fut accueilli comme une vedette et très vite organisa une succession d’expositions. Il réalisa alors de grandes peintures murales. Madeleine mourut soudainement d’une overdose à Tokyo en juin 1936. Il connut alors une jeune japonaise Kimiyo Horiuchi auprès de qui il trouva le réconfort.
  • Foujita séjourna de nouveau à Paris de 1939 jusqu’à l’arrivée des Allemands en mai 1940. De 1939 à 1945  il travailla à des œuvres et des expositions de peintures de guerre, dont « Senso-gā ». La Bataille de la rive de la rivière Khalka et La Charge suicide d’Attu. Sa collaboration avec le militarisme japonais, puis avec les Américains, provoquera des critiques à l’après-guerre.
  • Seul son départ définitif du Japon pourra l’apaiser. Après une attente de trois années pour obtenir un visa, Foujita s’envola pour New-York en 1949,protégé par le Général Mac-Arthur. Kimiyo, celle qui sera sa dernière épouse, le rejoignit quelques semaines plus tard. Les peintures qu’il exposa à New-York demeurent parmi ses chefs d’œuvre, dont “Au Café” (coll. Centre Pompidou, Paris).
  • En 1950,foujita il retourna à Paris avec Kimiyo, repartant à zéro. Il mena une vie calme, laborieuse, sereine et retirée du monde. En 1955, malgré son action avec l’armée Japonaise en Indochine en 1941, il obtint la nationalité française.
  • Il se convertit au catholicisme en octobre 1959 après avoir connu en compagnie de son ami Georges Prade une illumination mystique en visitant la basilique Saint-Rémi à Reims. Son prénom de baptême Léonard évoquera l’amour qu’il vouait à Léonard de Vinci.
  • Il acheta en 1960 une petite maison à Villiers-le-Bâcle, dans la vallée de Chevreuse où il aspira à une retraite mystique et artistique avec sa femme, recevant seulement de très bons et vieux amis.
  • En 1964, il décida avec René Lalou (son parrain) de bâtir et décorer une chapelle à Reims : la chapelle Notre-Dame-de-la-Paix ou chapelle Foujita (commencée en 1965, terminée en 1966). Son dernier grand chantier sera les fresques de cette chapelle.
  • Léonard Foujita mourut d’un cancer le 29 janvier 1968 à Zurich en Suisse. Après avoir été inhumé à Reims, puis exhumé pour Villiers-le-Bâcle, ses cendres reposent à nouveau (depuis le 6 octobre 2003)  dans la chapelle Foujita à Reims, auprès du corps de sa dernière épouse qui le rejoignit en 2009.

3 cats   febb6df9999208132cda70818385f62c

chat brun

Foujita cats   chatte et chaton

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Et alors? E depois?

if (WIDGETBOX) WIDGETBOX.renderWidget('fc99a28e-a126-4fcf-9061-fe62bde5db24'); Get the Maukie - the virtual cat widget and many other great free widgets at Widgetbox! Not seeing a widget? (More info)

Bien dormi, merci!

IMAGINÁRIO-KAFRE

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

Le chat dans tous ses états - Gatos... gatinhos e gatarrões! de Catherine Labey

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

largodoscorreios

Largo dos Correios, Portalegre

Interesting Literature

A Library of Literary Interestingness

almanaque silva

histórias da ilustração portuguesa

As Leituras do Pedro

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

BDBD - Blogue De Banda Desenhada

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

A minha biblioteca de Banda Desenhada

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

colecionador de bd

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

Divulgando Banda Desenhada

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

JOÃO AMARAL

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

Por um punhado de imagens

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

TEX WILLER BLOG

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

%d bloggers like this: