Cicero’s cat ou A gata do Tobias 14 – Cicero’s Cat ou La chatte de Cicero 14


  • Desdemona  descobre um sósia seu… debaixo dos pés!
  • Desdémone se découvre um sosie sous les pieds!

Advertisements

O gato de António Barata 3 – Le Chat d’António Barata 3


  • Parece que o feitiço se vai virar contra o pequeno feiticeiro felino… mais uma deliciosa interpretação de António Barata com o seu elegante traço.

  • On dirait que la farce va se retourner contre le petit félin farceur … une nouvelle interprétation exquise d’ António Barata avec son trait élégant.

Os gatos na literatura 22 -Marcel Aymé – Les chats dans la littérature 22 – Marcel Aymé


  • Quem não conhece Os Contos do Gato no Poleiro, Delfina, Marina, e o gato que faz chover… Assim como os animais que falam como você e eu?… Não é o menor dos talentos de Marcel Aymé o de ter sabido criar personagens que agora fazem parte do imaginário colectivo.
  • Marcel Aymé nasceu em Joigny a 29 de Março de 1902, sendo o mais novo de seis filhos. Mal conheceu a sua mãe que morreu dois anos mais tarde, nem o seu pai, ferreiro, que colocou os mais velhos internos num colégio e confiou os mais novos aos avôs maternos. Marcel cresceu então a Villers-Robert, uma aldeia que mais tarde descreveria no livro La Jument Verte (A Égua Verde).
  • Ficou interno no Colégio de Dôle, tendo conseguido uma bolsa em 1912. Aluno bastante medíocre, preferia ler livros a estudar.
  • Tentou vários empregos: bancário, agente de seguros, jornalista ( mau, dizia ele próprio), e começou a escrever o seu primeiro romance em 1925: será Brûlebois (Queimalenha) , que foi publicado pelos  Cahiers de France em 1926. Gallimard editou o seu segundo romance no ano seguinte, e doravante, Marcel Aymé iria escrever quase um livro por ano.
  • A partir de 1933, também escreveu para o cinema e o teatro.
  • Como escritor, foi durante muito tempo considerado como simplesmente lúdico – e ainda o é muitas vezes. No entanto, os seus livros são entre os mais  originais  e diversos da sua época : obra variada, por vezes realista, outras vezes satírica, e ainda outras fantástica, mas sempre com uma unidade de tom. Marcel Ayméé um observador, mas não é um moralista: não dá nem lição, nem mensagem; apenas coloca uma luz discreta, engraçada, terna e cáustica sobre o mundo à sua volta.Marcel Aymé faleceu em 1967.

  • Dessin de C.Abin

    Qui ne connaît Les Contes du Chat Perché, Delphine, Marinette, et le chat qui fait pleuvoir… et les animaux qui parlent comme vous et moi?… Ce n’est pas le moindre mérite de Marcel Aymé que d’avoir su créer des personnages qui font maintenant partie de l’imaginaire collectif.

  • Marcel Aymé est né à Joigny le 29 mars 1902, le plus jeune de six enfants. Il connaîtra à peine sa mère, morte deux ans plus tard, et son maréchal-ferrant de père qui mit ses aînés en pension et confia les cadets aux grands-parents maternels. Marcel grandit donc à Villers-Robert, un village que l’on retrouvera décrit dans La Jument Verte. Il fut placé comme pensionnaire au Collège de Dôle, réussissantt le concours des bourses en 1912 – et il le regrettera vite car, à chaque mauvaise note, il se voyait reprocher de gaspiller l’argent de l’état… Elève assez médiocre, il aimait mieux lire qu’étudier.
  • Il s’essaya à divers métiers: employé de banque, agent d’assurance, journaliste (mauvais, précisait-il) et se mit à écrire son premier roman en 1925: ce sera Brûlebois qui fut publié aux Cahiers de France en 1926. Gallimard édita son deuxième roman l’année suivante et, dès lors, Marcel Aymé écrira presque un livre par an.
    Dès 1933, il écrivit également pour le cinéma, le théâtre.
  •  Il a longtemps été considéré comme simplement distrayant – et l’est encore souvent. Ses livres sont pourtant parmi les plus originaux et les plus forts de son époque: œuvre variée, parfois réaliste, parfois satirique, parfois fantastique, et ce toujours avec une unité de ton. Marcel Aymé fut un observateur, mais pas un moraliste: il ne donna ni leçon, ni message; il mit juste une lumière discrète, drôle, tendre et caustique sur le monde qui l’entourait.
  • Marcel Aymé  nous a quittés le 14 octobre  1967.

Cicero’s cat ou A gata do Tobias 13 – Cicero’s Cat ou La chatte de Cicero 13


  • Pois é, a Gata do Tobias, Desdemona,está cheia de boas intenções, mas é incompreendida…
  • Eh bien Desdémone, la chatte de Cicero est pleine de bonne volonté, mais incomprise…

Os gatos na literatura 21 – Guillaume Apollinaire – Les chats dans la littérature 21 – Guillaume Apollinaire


  • Escritor polaco naturalizado francês, Guillaume Apollinaire, de verdadeiro nome Wilhelm Albert Włodzimierz Apolinary de Wąż-Kostrowicki, é um dos maiores escritores franceses do princípio do século XX.É muitas vezes considerado como o precursor do surrealismo, cujo nome, aliás criou.
  • Apollinaire nasceu a 26 de Agosto de 1880 em Roma de uma mãe oriunda da nobreza polaca e de pai oficial italiano.
  • Vivendo no Mónaco a partir de 1897, Apollinaire fez os seus estudos secundários nos liceus de Cannes e de Nice. Nesse mesmo ano, já compôs os seus primeiros poemas. Dois anos mais tarde, em 1899, propôs os seus primeiros textos a algumas revistas, que se recusaram a publicar os seus poemas.
  • 1901 foi um ano charneira para o jovem, que partiu para a Alemanha como preceptor numa família. Ali descobriu nomeadamente as paisagens e as lendas da Renânia, e apaixonou-se por Annie Playden, uma governanta inglesa. Ela acabara por partir para a América, e a ruptura foi muito dolorosa para Apollinaire: trata-se do «período renânio», que será para ela grande fonte de inspiração.
  • Em 1902, Apollinaire regressou a França e publicou o Hérésiaque. Pela primeira vez, assinou com o nome que se lhe conhece hoje em dia: «Guillaume Apollinaire».
  • De 1905 a 1907, exerceu diferentes funções na Bolsa, publicando ao mesmo tempo vários textos. 1907 foi o ano em que conheceu a pintora Marie Laurencin,  outra musa para a sua obra. Na mesma época, Apollinaire frequentou Picasso, o Douanier Rousseau e tornou-se jornalista, poeta, crítico de arte e conferencista.
  • Foi em 1911 que publicou o Bestiário ou Cortejo de Orfeu de que publicamos o poema dedicado ao Gato. Em 1913, Apollinaire publicou «Álcools», importante colectânea que reúne a sua obra poética desde 1898.
  • Em 1914, Apollinaire conseguiu alistar-se como artilheiro no exército francês.
  • No ano seguinte, conheceu Madeleine Pagès num comboio e pouco depois tornaram-se noivos. Nessa altura, publicou o «Poeta Assassinado».
  • 1916 foi um ano difícil para Apollinaire, porque, ferido por um estilhaço de obus à cabeça, desfez o noivado. Enfraquecido pela sua ferida, teve de ser trepanado e seguiu-se uma longa convalescença. No ano 1917 foram publicadas «As Tetas de Tirésias» e a parte final de «A Mulher Sentada»: foi a vez de «Calligrammes», uma recolha de poemas com subtítulo «da paz e da guerra 1913-1916», ser publicado em 1918, e contém numerosos calligrammes
  • É em geral chamado calligramme (de caligrafia e ideograma) um poema, um texto poético cuja disposição tipográfica, a forma, vai representar o tema do poema, e permitir juntar a imaginação visual ao alcance das palavras.
  • Casou com Jacqueline Kolb a 2 de Maio de 1917; mas Apollinaire sucumbiu a 9 de Novembro de 1918 da gripe espanhola. Foi inumado no cemitério do Père-Lachaise em Paris.

  • Ecrivain polonais naturalisé français,  Guillaume Apollinaire, de son vrai nom Wilhelm Albert Włodzimierz Apolinary de Wąż-Kostrowicki, est l’un des écrivains français majeurs du début du XXe siècle. On le considère souvent comme le précurseur du surréalisme, dont il a d’ailleurs créé le nom.
  • Né le 26 août 1880 à Rome, Apollinaire est issu d’une famille, par sa mère, de la noblesse polonaise. Son père est un officier italien.
  • À partir de 1897, il vécut à Monaco. Apollinaire fit ses études secondaires aux lycées de Cannes et de Nice. La même année, il composa déjà ses premiers poèmes. Deux ans plus tard, en 1899, il proposa ses premiers écrits à quelques revues, qui refusèrent de publier ses poèmes.
  • 1901 fut une année-tournant pour le jeune homme, qui partit en Allemagne pour y être précepteur au sein d’une famille. Là, il découvrit notamment les paysages et les légendes de la Rhénanie, tout en tombant amoureux d’Annie Playden, une gouvernante anglaise. Elle partira plus tard pour l’Amérique, et leur rupture sera très douloureuse pour Apollinaire : il s’agit de la «période rhénane », qui sera pour lui une grande source d’inspiration.
  • En 1902, Apollinaire revint en France et publia l’«Hérésiaque». Pour la première fois, il signa du nom que l’on lui donne aujourd’hui : « Guillaume Apollinaire ».
  • De 1905 à 1907, il exerça différents emplois dans la bourse, tout en publiant plusieurs écrits. 1907 fut l’année de sa rencontre avec la peintre Marie Laurencin, autre muse pour son œuvre. A la même époque, Apollinaire fréquenta Picasso, le Douanier Rousseau … et devint journaliste, poète, critique d’art et conférencier.
  • Ce fut en1911 qu’il publia le Bestiaire ou Cortèje d’Orphée  dont nous publions le poème dédié au Chat; la gravure ci-contre fait partie des illustrations du Bestiaire. En 1913, Apollinaire publia «Alcools», recueil majeur qui réunit son œuvre poétique depuis 1898.
  • En 1914, Apollinaire parvint à s’enrôler comme artilleur dans l’armée française.
  • L’année suivante, il rencontra Madeleine Pagès dans un train et se fiança un peu plus tard avec elle. A cette époque parut le «Poète Assassiné».
  • 1916 fut une année éprouvante pour Apollinaire, car blessé par un éclat d’obus au niveau de la tête, il rompit ses fiançailles. Affaibli par sa blessure, il dut être trépané puis suivre une longue convalescence. L’année 1917 vit la publication de «Les Mamelles de Tirésias» et l’achèvement de «La Femme assise», et un recueil de poèmes, «Calligrammes», sous-titré poèmes de la paix et de la guerre 1913-1916, paraît en 1918, et contient de nombreux calligrammes.
  • Un calligramme (de calligraphie et idéogramme) désigne en général un poème, un texte poétique dont la disposition typographique, la forme, va figurer le thème du poème, et permettre d’allier l’imagination visuelle à celle portée par les mots. Apollinaire est considéré comme l’inventeur du mot calligramme.
  • Il épousa Jacqueline Kolb le 2 mai 1917; mais, Apollinaire succomba le 9 novembre 1918 de la grippe espagnole. Il fut enterré au cimetière du Père-Lachaise à Paris.cimetière du Père-Lachaise à Paris.

O gato de António Barata 2 – Le Chat d’António Barata 2


  • Aqui está nova situação para ao gato de António Barata…

  • Et voici une nouvelle situation pour le chat d’António Barata…

Os gatos na literatura 20 – Paul Léautaud- Les chats dans la littérature 20 – Paul Léautaud


  • O escritor francês Paul Léautaud viu a luz a 18 de Janeiro de 1872 em Paris e morreu no dia 22 de Fevereiro de 1956 em Plessis-Robinson.  Consta que as suas últimas palavras foram: « Agora, larguem-me da mão!».
  • O pai era actor e contra-regra na Comédie-Française. Cinco dias depois do seu nascimento, foi abandonado pela sua mãe, uma das «companheiras temporárias» do progenitor. Criado por um pai indiferente, o pequeno Paul teve muito cedo a noção da independência e já possuía uma chave do domicílio com dez anos de idade. Aos vinte anos, conheceu Henri Beyle aliás Stendhal.  Este encontro literário constituirá uma etapa essencial na sua formação de escritor. Foi nesse mesmo ano que encetou o seu Jornal literário que manterá durante sessenta e três anos, testemunho essencial sobre o homem que era e panorama monumental e altamente subjectivo sobre a primeira metade do século vinte e o microcosmos literário de então.
  • Misantropo de semblante Voltairiano, com uma eficácia incisiva na sua escrita, escolheu uma existência recatada, embora sempre em contacto com as pessoas essenciais do meio literário: tinha laços de amizade com Guillaume Apollinaire, Paul Valéry e André Gide.
  • Com o pseudónimo de Maurice Boissard, Léautaudtornou-se em 1907 crítico de teatro no Mercure de France, depois na Nouvelle Revue française e nas Nouvelles littéraires. « Cortando no corriqueiro» (expressão da sua lavra) assim definia a sua atitude perante o mundo e do seu pensamento. O autorde Petit ami  aliava um isolamento feroz na sua casa de Fontenay-aux-Roses (a partir de 1911), rodeado de dezenas de cães e de gatos, com a frequentação do mundo cultural, sempre marcada por uma distância cínica.Só alcançaria a popularidade na década de 1950, graças as entrevistas radiofónicas de Robert Mallet.
  • Aos oitenta anos a sua inspiração e suas indignações, proferidas com uma voz de timbres singulares, eram mais potentes do que nunca. Apagou-se no seu sono na Vallée-aux-Loups, na Clínica do Dr. Henry Le Savoureux, sitiada na antiga propriedade de Chateaubriand, onde se mudara não havia um mês.

Paul Léautaud e os gatos.

  • Quem gosta de gatos há-de gostar de Paul Léautaud e fazer-lhe justiça. Aquele que era considerado um misantropo, terá, para com os gatos, um comportamento exemplar, espantoso e desinteressado. Era capaz de anular tudo, até as obrigações da sua vida social, para acudir a um gato que sabia em apuros.
  • A sua atitude tinha o vigor  e o realismo duma enfermeira, um trato benevolente perante a fraqueza de que um gato é suposto padecer. Todas as velhotas que se dedicam ao ritual de dar aos gatos abandonados o provento de que por vezes se privam, seguem o exemplo de Léautaud. Nos anos 50, do lado da estação de metro Luxembourg (que utilizava para regressar a casa em Fontenay aux Roses) podia-se cruzar Leautaud, levando um cabaz bem recheado de comida, todavia, ele próprio tinha um apetite de passarinho.

Meu Deus ! Já escrevi bastante sobre gatos. Ainda posso escrever mais. Tenho tantos em minha volta… perto de trezentos, acho eu. Cada um com a sua fisionomia , o seu jeito, ao seu carácter peculiar. Tal como nós os humanos, repito-o vezes sem conta. (…)

  • L’écrivain français Paul Léautaud est né le 18 janvier 1872 à Paris et mort le 22 février 1956 au Plessis-Robinson. Ses dernières paroles avant de mourir auraient été: « Maintenant, foutez-moi la paix »
  • Son père était comédien puis souffleur  à la Comédie-Française. Cinq jours après sa naissance, il fut abandonné par sa mère, une des « compagnes temporaires » du géniteur. Élevé par un père indifférent, le petit Paul acquérit très tôt le sens de l’indépendance.  À vingt ans, il découvrit Henri Beyle alias Stendhal.  Cette rencontre littéraire demeurera comme une étape primordiale dans son parcours d’écrivain. Il débuta cette même année son Journal littéraire qu’il tiendra soixante-trois ans, témoignage essentiel sur l’homme qu’il était et panorama monumental et hautement subjectif sur la première moitié du vingtième siècle et le microcosme littéraire d’alors.
  • Misanthrope à la trogne voltairienne, d’une efficacité incisive dans son écriture, il fit le choix d’une existence retranchée, bien que toujours en contact avec les gens essentiels du milieu  littéraire : il compta parmi ses amis Guillaume Apollinaire, Paul Valéry et André Gide.
  • Sous le pseudonyme de Maurice Boissard, Léautaud devint en 1907 critique dramatique au Mercure de France, puis à la Nouvelle Revue française et aux Nouvelles littéraires. « Tranchant sur l’ordinaire » (expression de son cru) il définissait son attitude face au monde et le fond de sa nature et de sa pensée. L’auteur du Petit ami conciliait un retranchement forcené dans sa demeure de Fontenay-aux-Roses (à partir de 1911) entouré de dizaines de chiens et de chats, et une fréquentation du monde culturel, toujours empreinte d’une distance cynique. La popularité ne viendra que sur le tard, en 1950, grâce aux interviews radiophoniques de Robert Mallet.
  • À quatre-vingts ans sa verve et ses indignations, portées par une voix aux timbres singuliers, étaient plus puissantes que jamais. Il s’éteignit dans son sommeil à la Vallée-aux-Loups, dans une Maison de Santé, sise sur l’ancien domaine de Chateaubriand, où il logeait depuis un mois.

Paul Léautaud et les chats.

  • Qui aime les chats aimera Paul Léautaud et lui rendra justice. Celui que l’on déclare misanthrope, aura, vis à vis des chats, un comportement exemplaire, stupéfiant et désintéressé. Il était capable de tout annuler, jusqu’aux obligations de sa vie sociale, pour venir au secours d’un chat qu’il savait en perdition.
  • Son attitude avait la vigueur et le réalisme d’une infirmière, un rapport de bienveillance vis à vis de la faiblesse dont un chat est censé être la victime. Toutes les petites vieilles qui se livrent au rituel d’aller donner aux chats abandonnés la nourriture dont parfois elles se privent, suivent l’exemple de Léautaud. On pouvait, dans les années 50, le croiser du côté de la station de métro Luxembourg (qu’il emprunte pour aller chez lui à Fontenay aux Roses) avec, à bout de bras, un cabas lourdement chargé de nourriture. Lui-même se nourrissant comme un ascète.

“Mon Dieu ! J’ai déjà pas mal écrit sur les chats. Je puis écrire encore. J’en ai eu tant autour de moi… pas loin de trois cents, je crois bien. Chacun avec sa physionomie, ses manières, son caractère particuliers. Tout comme nous autres humains, je l’ai dit souvent. (…)

Cicero’s cat ou A gata do Tobias 12 – Cicero’s Cat ou La chatte de Cicero 12


  • Nova tropelia da Gata de Tobias!!!
  • Nouvelle facétie de la Chatte de Cicero!!!

Os gatos na literatura 19 – Théophile Gautier – Les chats dans la littérature 19 – Théophile Gautier


  • Théophile Gautier,  foi um poeta, romancista, pintor e crítico de arte francês que nasceu em Tarbes a 31 de Agosto de 1811 e faleceu em Neuilly-sur-Seine a 23 de Outubro de 1872. Era oriundo de uma família de pequena burguesia que veio instalar-se pouco depois em Paris. Inicialmente quis dedicar-se a uma carreira de pintor, mas a 27 de Junho de 1829 teve um encontro decisivo, com Victor Hugo, que logo lhe incutiu o gosto pela literatura.
  • Em fim de 1830, Gautier começou afrequentar o “pequeno cenáculo”, grupo de artistas e de escultores que se reunia no atelié do escultor Jehan Duseigneur.Ali, travou grandes amizades com Gérard de Nerval, Petrus Borel, Alphonse Brot,entre outros. Nessa época, levava uma vida de alegre e ruidosa boémia.
  • Foi a 4 de Maio de 1831 que o Gabinete de Leitura publicou A Cafeteira, o seu primeiro conto fantástico. A partir daí, o seu talento, nesse género muito em voga na época, não deixou de afirmar-se com textos como Arria Marcella, A morta amorosa ou Spirite. Paralelamente aos seus poemas, Gautier publicou alguma prosa, como les Jeunes- -France, romances chocarreiros (1833) —  recolha de contos muitas vezes paródicos — ou o romance Mademoiselle de Maupin (1835).
  • Em 1836, Gautier editou o seu primeiro artigo no jornal La Presse, para o qual trabalhou até 1855; a partir dessa data collaborou com o Moniteur Universel até 1868. Gautier escreveu cerca de mil e duzentos artigos, não deixando de se queixar da servidão quotidiana da imprensa— o seu verdadeiro ganha-pão mas que era também um obstáculo material à realização duma obra literária.
  • Apesar das suas dificuldades materiais, Théophile Gautier conseguiu tornar-se num poeta quase oficial no fim da sua carreira, no Segundo Império, ao ponto de ser, em 1868, nomeado bibliotecário da princesa Matilda.
  • Gautier foi um esteta, privilegiando de modo provocador a estética ao detrimento das outras funções da obra. Esse estetismo é o principal elo comum entre os seus poemas, Émaux et Camées (1852) e os seus grandes romances, O Romance da Múmia (1858), Capitão Fracasso (1863).
  • Todavia, mesmo proclamando a sua recusa de empenho, Gautier não deixou de testemunhar sobre o seu tempo da maneira mais apaixonada, em obras como Viagem em Espanha (1845), as Belas-Artes na Europa (1855), e recolha de críticas de arte, Viagem na Rússia (1867) ou História do romantismo (1874).
  • Quando morreu, a 23 de Outubro de 1872, Victor Hugo e Mallarmé testemunharam simultaneamente sobre a importância deste escritor com dois poemas que foram reunidos com o título Túmulo de Théophile Gautier (1873).

  • Théophile Gautier, est un poète, romancier, peintre et critique d’art français, né à Tarbes le 31 août 1811 et mort à Neuilly-sur-Seine le 23 octobre 1872. Il était issu d’une famille de petite bourgeoisie avec laquelle il vint rapidement s’établir à Paris. Se destinant initialement à une carrière de peintre, le 27 juin 1829 il fit une rencontre décisive, celle de Victor Hugo, qui lui donna aussitôt le goût de la littérature.
  • Vers la fin de l’année 1830, Gautier commença à participer aux rencontres du “petit cénacle”, groupe d’artistes et de sculpteurs qui se réunissait dans l’atelier du sculpteur Jehan Duseigneur.Là, il noua de très forts liens d’amitié avec Gérard de Nerval, Petrus Borel, Alphonse Brot,entre autres. Il menait à cette époque une vie de bohême joyeuse et fracassante.
  • C’est le 4 mai 1831 que le Cabinet de lecture publia La cafetière, son premier conte fantastique.
  • Dès lors, son talent, dans cette veine fort en vogue à l’époque, ne devait cesser de s’affirmer avec des textes comme Arria Marcella, La morte amoureuse ou Spirite. Parallèlement à ses poèmes, Gautier publia quelques textes de prose, comme les Jeunes-France, romans goguenards (1833) — recueil de contes souvent parodiques — ou le roman Mademoiselle de Maupin (1835).
  • En 1836, Gautier édita son premier article dans le journal la Presse, pour lequel il travailla jusqu’en 1855, après quoi il se consacra au Moniteur universeljusqu’en 1868. Gautier écrivit quelque mille deux cents articles, tout en se plaignant du joug quotidien de la presse — son seul véritable gagne-pain qui était aussi un obstacle matériel à la réalisation d’une œuvre littéraire.Malgré ses difficultés matérielles, Théophile Gautierparvint à devenir un poète presque officiel à la fin de sa carrière, sous l’Empire, à tel point qu’en 1868 il fut nommé bibliothécaire de la princesse Mathilde.Gautier fut un esthète, privilégiant d’une manière provocatrice l’esthétique au détriment des autres fonctions de l’œuvre. Cet esthétisme est le principal point commun entre ses poèmes, Émaux et Camées (1852) et ses grands romans, le Roman de la momie (1858), le capitaine Fracasse (1863).
  • Cependant, même s’il proclame son refus de l’engagement, Gautier ne cesse de témoigner sur son temps de la manière la plus passionnée, dans des œuvres comme Voyage en Espagne (1845), les Beaux-Arts en Europe (1855), recueil de critiques d’art, Voyage en Russie (1867) ou Histoire du romantisme (1874).
  • À sa mort, survenue le 23 octobre 1872, Victor Hugo et Mallarmé témoignèrent simultanément de l’importance de cet écrivain par deux poèmes qui furent réunis sous le titre de Tombeau de Théophile Gautier (1873).

O gato de António Barata 1 – Le Chat d’António Barata 1


  • António Augusto da Silva Vieira Barata nasceu em Lisboa, em Setembro de 1920.
  • Ao que consta nos anais da sua família, já manifestava tendência pronunciada pelo desenho com 2 anos de idade.
  • No liceu, obteve sempre altas classificações na disciplina de desenho. Todavia, nunca frequentou qualquer curso superior de Arte.
  •  A sua vida profissional iniciou-se nos jornais infantis “O Senhor Doutor”, “O Papagaio” e o “Faísca”, onde ilustrou inúmeros contos e realizou algumas bandas desenhadas, como “O Cavaleiro da Rainha”, com guião de Artur Varatojo, e “O Rei da Campina”, escrita por Orlando Marques.
  • Por razões económicas, enveredou pelo desenho publicitário, trabalhando para várias empresas de artes gráficas e agências de publicidade.
  • Ilustrou vários livros didácticos, com destaque para os de A. Varatojo. Montou vários stands para a FIL. Também na Cruz Vermelha elaborou exposições e stands sobre a actividade desta instituição. Em 1964, foi convidado a ingressar na Tele-Cine Moro, Soc. Produtora de Filmes, onde permaneceu 15 anos. Nesta firma, para além da animação, trucagem e efeitos especiais, desenhou inúmeras planificações (story-boards), que ele próprio considerava uma variante da BD. Nos anos 80, fez muitas ilustrações para “O Mundo de Aventuras”, com destaque para a novela de Orlando Marques “D. Sabre, o Justiceiro”.
  • Estas histórias curtas com o gato Alarico, que passo a apresentar, foram publicadas na revista “O Faísca”, em 1943-44, quando António Barata estava ainda no início da sua carreira.
  • Tinha como hobby o Aeromodelismo, na modalidade de acrobacia, tendo tomado parte em muitas provas e concursos, onde arrebatou vários primeiros lugares. Entrou também nalgumas provas internacionais, tendo conquistado numa delas o título de Campeão Ibérico! Foi instrutor deste desporto no Aero Club de Portugal.
  • Depois de reformado, embora mantendo alguma actividade na ilustração e no projecto de stands, dedicou grande parte do seu tempo à Pintura, realizando algumas exposições individuais e participando em colectivas, em que foi galardoado com um 2.º Prémio. Alguns dos seus trabalhos encontram-se em colecções particulares, autarquias, Academia da Marinha e Museu da Marinha.
  • Em 1995, foi galardoado com o Troféu “O Mosquito”. Em 2000, a Câmara Municipal de Moura, com toda a justiça, atribuiu-lhe o Troféu “Balanito de Honra”, pelo conjunto da sua obra.
  • Faleceu em 2008 com 88 anos.

Continua em breve…

  • António Augusto da Silva Vieira Barata est né à Lisbonne, en septembre 1920.
  • Selon les annales de la famille, il manifestait déjà une tendance prononcée pour le dessin à l’âge de deux ans.
  • Au lycée, il a toujours obtenu de très bonnes notes au cours de dessin. Toutefois, il n’a jamais fréquenté aucun cours supérieur d’Art. Sa vie professionnelle a commencé dans des journaux pour enfants: “O Senhor Doutor” (Monsieur le Docteur), “O Papagaio” (Le Perroquet) et “O Faísca” (L’Étincelle), où il a illustré d’innombrables contes et réalisé quelques bandes dessinées, comme “O Cavaleiro da Rainha” (Le Chevalier de la Reine), sur le scénario d’Artur Varatojo, et “O Rei da Campina” (Le Roi de la Plaine), écrite par Orlando Marques.
  • Pour des raisons économiques, il s’est tourné vers le dessin publicitaire, travaillant pour diverses maisons d’art graphique et agences de publicité.
  • Il a illustré des livres didactiques, en spécial, ceux de A. Varatojo. Il a aussi monté des stands pour des salons à la Foire de Lisbonne, ainsi que pour des expositions organisées par la Croix-Rouge. En 1964, il a été invité à intégrer l’équipe de la  Tele-Cine Moro, Soc. Productrice de Films, où il travailla pendant 15 ans. Il y fit de l’animation, du trucage et des effets spéciaux, mais aussi il y dessina de nombreux story-boards, qu’il considérait comme une variante de la BD.
  • Pendant les années 80, il fit beaucoup d’illustrations pour la revue de BD “O Mundo de Aventuras” (Le Monde de l’Aventure), surtout pour la nouvelle d’Orlando Marques “D. Sabre, o Justiceiro” (Don Sabre, le Justicier).
  • Ces histoires courtes avec le chat Frimousse,que je commence à vous présenter, ont été publiées dans la revue “O Faísca”, en 1943-44, quand António Barata était encore au début de sa carrière.Son hobbyétait l’Aéromodélisme, dans la spécialité de l’acrobatie, étant entré dans diverses épreuves, il gagna plusieurs premiers prix même au niveau international, ayant reçu le titre de Champion Ibérique! Il fut instructeur de cette pratique à l’Aéroclub de Portugal.Une fois à la retraite, bien que continuant à faire quelques illustrations et ci ou là des projets de stands, il consacra une grande partie de son temps à la Peinture, faisant quelques expositions individuelles et participant en plusieurs autres collectives, où il reçut un 2ème Prix. Certaines de ses œuvres se trouvent dans des collections privées, des municipes, l’Académie de la Marine et le Musée de la.En 1995, lui fut décerné le Prix “O Mosquito” (Le Moustique, nommé d’après une revue mythique), l’un des plus prisés dans le domaine de la BD portugaise.En 2000, la Mairie de Moura, dans le cadre de son Festival de BD, lui a attribué le prix “Balanito de Honra” (Balanito d’Honneur), pour l’ensemble de son œuvre.Il s’est éteint en 2008, à l’âge de 88 ans.

 

Bientôt il y en aura encore…

Et alors? E depois?

Bien dormi, merci!

IMAGINÁRIO-KAFRE

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

Le chat dans tous ses états - Gatos... gatinhos e gatarrões! de Catherine Labey

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

largodoscorreios

Largo dos Correios, Portalegre

Interesting Literature

A Library of Literary Interestingness

almanaque silva

histórias da ilustração portuguesa

As Leituras do Pedro

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

BDBD - Blogue De Banda Desenhada

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

A minha biblioteca de Banda Desenhada

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

colecionador de bd

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

Divulgando Banda Desenhada

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

JOÃO AMARAL

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

Por um punhado de imagens

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

TEX WILLER BLOG

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

%d bloggers like this: