Auto-retrato – Auto-portrait


Absolutamente delicioso, guardava este auto-retrato (anónimo) para o colocar aqui, mas O Gato Alfarrabista adiantou-se juntando a ilustração de Rockwell… Portanto, com a devida vénia, apresento uma cópia do post do Gato… (entre gatos há entendimento, claro !)

Absolument délicieux, je gardais cet auto-portrait (anonyme) pour le publier ici, et puis le Gato Alfarrabista m’a devancé en ajoutant, à bon escient, l’illustration de Rockwell… Donc, avec une belle révérence, voici une copie do post du O Gato… ( entre gatos ( chats ) on  s’entend, bien sûr! )

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Imitando Norman Rockwell…

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As leituras de Mounette, a gata da casa 2 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison 2


Leituras da Mounette 1Bem, meus amigos, espero com impaciencia o resto daquele conto do senhor Andersen que Catherine desenhou… Eu sei que ela começou a preparar o conto seguinte, mas isso demora tempo. Entretanto ela já vai possibilitar-me o prazer da leitura do que aconteceu ao rouxinol… e ao imperador! Vejam!

Atentamente, a leitora entusiasta, Mounette

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Leituras da Mounette 2Bon, chers amis, j’attends avec impatience la suite de ce conte de monsieur Andersen que Cathe- rine a dessiné… Je sais qu’elle a commencé à préparer le conte suivant, mais ça prend du temps. D’ores et déjà, elle va me pro- portionner le plaisir de lire ce qui est arrivé au rossignol… et à l’empereur!  Regardez!

Cordialement, la lectrice enthousiaste, Mounette

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Quando o gato inspira o rato, por Raul Correia – Quand le chat inspire le rat, par Raul Correia


Com a devida vénia, aqui reproduzo o texto de apresentação elaborado por Jorge Magalhães, no seu blogue O Voo do Mosquito, por ele o fazer muito melhor do que eu! Achei por bem editar esse texto de Raul Correia por se tratar de rato… e gato.

Trocando, para variar, a lírica inspiração de Raul Correia (vulgo o Avozinho) por um estilo humorístico, outra faceta que o ecléctico director literário d’O Mosquito gostava de cultivar, apresentamos mais um dos seus textos em prosa — não menos fluente e rítmica e ainda de agrado geral para os leitores dos anos 70, mesmo quando nela transparecia a intenção de imitar o Avozinho e a sua métrica, rimando frases como se fossem versos e pondo sempre a tónica na amena filosofia moral que o tempo em nada tinha alterado.

As ilustrações deste cantinho reservado a Raul Correia no Jornal do Cuto (desde o seu 1º número) eram invariavelmente de José Batista, um desenhador que interpretou de forma realista, por vezes com refinada sensibilidade estética, o lirismo do poeta que, como devoto leitor d’O Mosquito e do Avozinho, também soubera apreciar na infância. Resta acrescentar, a título de curiosidade, que José Batista (mais conhecido, nessa época, pelo acrónimo de Jobat) chegou a ser chefe de redacção do Jornal do Cuto. O presente texto foi publicado no nº 35, de 1/3/1972.

cantinho de un poeta cor

Avec une révérence méritée et due, je reproduit ici la présentation élaborée par Jorge Magalhães, dans son blogue O Voo do Mosquito (Le Vol du Moustique), parce qu’il la fait bien mieux que moi! J’ai eu envie de publier ce texte de Raul Correia parlant de souris… et de chat.

Pour changer de l’inspiration  lyrique de Raul Correia (dit Bon Papa)) pour un style humoristique, une autre facette que l’écclectique directeur littéraire de la mythique revue pour la jeunesse portugaise O Mosquito aimait cultiver, nous vous presentons un de ses textes en prose — fluide e rythmique et toujours apprécié par les lecteurs des années 70, même quand y transparaît l’intention d’imiter le Bon Papa ( du Mosquito) et sa métrique, faisant rimer les frases comme si c’étaient des vers ( ce que j’ai essayé de maintenir dans la traduction ) et marquant toujours le ton sur une légère philosophie morale que le temps a en rien modifié .

Les illustrations de ce coin réservé à Raul Correia dans le Journal du Cuto (depuis son 1er numéro) étaient invariablement de José Batista, un dessinateur qui a interprété de façon réaliste, parfois avec une sensibilité estétique raffinée, le lyrisme du poète que, comme dévot lecteur d’O Mosquito et du Bon Papa, il avait su apprécier dans son enfance.  José Batista (mieux connu, à l’époque par l’acronyme Jobat) a été chef de rédaction du Journal du Cuto. Le texte ici présent a été publié dans le nº 35, de 1/3/1972.

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As leituras de Mounette, a gata da casa 1 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison 1


Leituras da Mounette 1Pronto, há já algum tempo que Cath quer constituir a minha biblioteca e, como sou uma gata generosa, venho partilhar convosco as minhas leituras… Aqui têm uma banda desenhada que ela realizou há alguns anos, com adaptação literária de Jorge Magalhães, e que acabou de remodelar, digitalizando os seus originais em P&B para refazer a cor, tratando-a de outra maneira, eliminando a maior parte do traço preto (um trabalho de Romanos, diria a sua irmã!).

Comecemos com esta história de Andersen, em 2 partes (para dar-lhe tempo para preparar a história seguinte). Ela tem 4 álbuns  para recuperar. Vai demorar… Eu não me queixo, porque assim terei tempo para apreciar o seu trabalho, leio devagar…

Mounette

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Voilà, ça fait un moment que Cath veut me constituer une bibliothèque et, en chatte généreuse,  je viens partager avec vous mes lectures… Voici une bande dessinée qu’elle a fait il y a quelques années avec l’adaptation littéraire de Jorge Magalhães et qu’elle vient de remanier, digitalisant ses originaux en N&B pour refaire la couleur,Leituras da Mounette 2 la traitant d’une nouvelle façon, élimi- nant le plus souvent le trait noir (un travail de Romains, dirait sa sœur !).

Commençons par cette his- toire d’Andersen, en 2 parties (pour lui donner le temps de préparer l’histoire suivante). Elle a 4 albums à récupérer. Il y en a pour un bon moment… Moi, je ne me plains pas car j’aurai ainsi le temps pour apprécier son travail, je lis lentement…

Mounette

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Os gatos e a pintura 15 – Paul Klee – Les chats et la peinture 15


260px-Paul_Klee_1911Paul Klee foi um pintor alemão, nascido a 18 de Dezembro de 1879 em Munchenbuchsee, perto de Berna. Era oriundo de uma família de artistas, maioritariamente músicos, já que a sua mãe,  Ida Klee-Frick , suíça,  era cantora de ópera e seu pai, Hans Klee, alemão, ensinava  música no con- servatório de Berna. A sua avó materna iniciou-o, muito novo, à prática do desenho. Aprendeu também à tocar  violino com sete anos de idade. Uma grande parte dos seus desenhos da infância foram conservados e seleccionados logo em 1911 pelo próprio Klee que os inscreveu no catálogo das suas obras qualificando-os como desenhos « fantasistas ilustrativos ».

Em 1898, Paul entrou no atelier de Heinrich Knirr onde aprendeu o desenho figurativo. Em 1900, entrou na Academia das Belas-Artes de Munique onde praticou a técnica da gravura e da escultura.

Em 1900, o jovem artista travou amizade com a pianista Lily Stumpf  (1876-1946), filha de um médico de Munique, com quem ficou noivo em 1901 antes de deixar Munique para uma estadia na Itália com um colega de estudo, o escultor Hermann Haller. Ficou subjugado pelo charme da arte da Renascença. Em Berna, descobriu as obras de J-B Corot que admirou.

Paul Klee passou uns quinze dias em Paris, em 1905,  com Hans Boesch e Louis Moilliet. Ali conheceu os im- pressionistas, excep- to  Paul Cézanne e alguns contemporâneos modernos como Henri Matisse e André Durain. Admirava particularmente Édouard Manet, Claude Monet, Pierre Puvis de Chavanne, Auguste Renoir, mas também Francisco Goya e Diego Velasquez de quem viu umas obras no museu do Louvre e no do Luxemburgo. Regressou a Munique no final de 1906 para casar com Lily Stumpf de quem teve um filho, Félix, nascido em 1907 e falecido em 1990.

Felix Klee com Fritzi, Paul e a irmã Mathilde, Weimar 1922

Foi em 1917 que o artista ficou conhecido ao organizar numerosas exposições.Com jeito para a pedagogia, ensinou, a partir de 1920, no famoso Bauhaus de Weimar e depois na Academia das Belas-Artes de Düsseldorf. Foi expulso pelos Nacionais-Socialistas em 1933 e instalou-se então no cantão suíço, o Ticino.
paul-klee-chat-endormiEm 1935, foi atingido pela esclerodermia. A doença in- fluençou as últimas obras de Paul Klee onde exprimia o seu sofrimento e seu tor- mento (fundos muito traba- lhados, salpicados com traço negros) e até a angústia da morte em “Explosão de Medo” e “Cemitério”.

Ao longo de toda a sua vida, Paul Klee teve gatos. Para ele, o gato era um deus extraviado na terra. Introduziu-os nas suas obras: desenhos, pinturas, poemas, fotografias. Transmitiu-nos gatos a caçar ao luar, gatos a sonhar com pássaros. Na sua tela ”Ídolo para os gatos da casa” (1924), representou uma cabeça de gato gigante.
Paul Klee era muito sensível às subtilezas e do carácter do gato.

Um gato engaiolado, que estranho!Cat and bird - Paul Klee
Lá fora, o pássaro voa.
O felino devora-o com os olhos.
Mas, se o gato o mira,
pode não ser para o comer,
mas por sonhar com a liberdade.

Descoberta de Paul Klee, Gato e Pássaro.

O pintor teve vários gatos na sua vida : primeiro, houve um gato cinzento chamado Nuggi quando estava a estudar. Também teve Mys, um gato de pelo escuro e comprido que Paul Klee fotografou em 1902. A seguir teve Fripouille (que também chamava Fritzy), um gato tigrado que pintou numa tela chamada “O Gato e o Pássaro”. Trata-se de uma caligrafia a cores representando um gato com um pássaro entre os olhos. Mas sem dúvida, aquele que mais contou, foi Bimbo, “o Anjo Blanco”, gato de raça que lhe ofereceram e que lhe serviu de modelo muitas vezes.

Klee,_Nocturne d'un port 1917Paul Klee era muito apegado aos seus gatos. Enquanto esteve na frente, durante a guerra de 1914, nunca deixou de pedir notícias de Fritzy na sua corres- pondência com a sua mulher.

Ele escreveu também dez cartas muito comoven- tes a Bimbo, o “Anjo Branco”, durante a sua estadia num sanatório.

O seu amigo, Ernst Ludwig Kirchner pintou o seu retrato acompanhado do Anjo Branco. Aliás, estava a pintar pela última vez o seu gato favorito quando Paul Klee soltou o seu último suspiro, a 29 de Junho de 1940, deixando inacabada uma tela intitulada “A Montanha do Gato Sagrado”.
Um livro interessante sobre as relações de Paul Klee com os gatos, intitulado “Os Gatos Cósmicos de Paul Klee” foi escrito por Marina Alberghini e publicado em 1993.

É grande mas este video está muito bem feito com narração em português.

Paul Klee fut un peintre allemand, né le 18 Décembre 1879 à Munchenbuchsee, près de Berne. Il est issu d’une famille d’Paul Klee - Autoportrait de face, la tête reposant sur la main, 1909 Aquarelle 2396 Collection privéeartistes, principalement des musiciens puisque sa mère,  Ida Klee-Frick , suissesse,  était cantatrice et son père, Hans Klee, allemand, ensei- gnait la musique au conser- vatoire de Berne. Sa grand-  mère maternelle l’initia très jeune au dessin. Il apprit également à jouer du violon à l’âge de sept ans. Ses dessins d’enfants ont été en grande partie conservés et sélectionnés dès 1911 par Klee lui-même qui les a inscrits dans le catalogue de ses œuvres en les qualifiant de dessins « fantaisistes illustratifs ».
En 1898, il intégra l’atelier d’ Heinrich Knirr où il apprit avec succès le dessin figuratif. En 1900, il entra à l’Académie des Beaux-Arts de Munich où il s’exerça à la technique de la gravure et de la sculpture.

En 1900, le jeune artiste se lia d’amitié avec la pianiste Lily Stumpf  (1876-1946), fille d’un médecin de Munich, avec laquelle il se fiança en 1901 avant de quitter Munich pour un séjour en Italie avec son camarade d’études, le sculpteur Hermann Haller. Il futt subjugué par le charme de l’art de la Renaissance. À Berne, il découvrit les œuvres de J-B Corot qu’il admira.

Il passa une quinzaine de jours en compagnie de Hans Boesch et Louis Moilliet à Paris, en 1905. Il y fit la connaissance des impressionnistes à l’exception de Paul Cézanne et de certains contemporains modernes comme Henri Matisse et André Durain. Il admira en particulier Édouard Manet, Claude Monet, Pierre Puvis de Chavanne, Auguste Renoir, mais aussi Francisco Goya et Diego Velasquez qu’il vit au musée du Louvre et à celui du Luxembourg . Il retourna à Munich à la fin de 1906 pour y épouser Lily Stumpf avec qui il eut un seul fils, Félix, né en 1907 et mort en 1990.

C’est en 1917 que l’artiste se fit connaitre en organisant de nombreuses expositions. Doué en pédagogie il enseigna, à partir de 1920, au Bauhaus de Weimar puis à l’Académie des Beaux-Arts de Düsseldorf. Il en fut chassé par les Nationaux-Socialistes en 1933 et s’installa dans le Tessin.

En 1935, il fut atteint de sclérodermie. La maladie influença les dernières œuvres de Paul Klee dans lesquelles il exprimait sa souffrance et son tourment (fonds très étudiés parsemés de traits noirs) voire l’angoisse de la mort dans “Explosion de Peur” et “Cimetière”.

Tout au long de sa vie, Paul Klee eut des chats. Pour lui, le chat est un dieu égaré sur la terre. Il en introduisit dans ses œuvres : dessins, peintures, poèmes, photographies. Il nous a transmis des chats qui chassent au clair de lune, des chats rêvant aux oiseaux. Dans sa toile ”Idole pour les chats de la maison” (1924), il représente une tête de chat géante.
Paul Klee était très sensible aux subtilités et à la finesse du caractère du chat.

Un chat en cage, quelle drôle d’image !1308858_orig
Dehors, l’oiseau vole.
Le félin le dévore des yeux.
Mais, si le chat le regarde,
ce n’est peut-être pas pour le manger,
mais parce qu’il rêve de liberté.

Découverte de Paul Klee, Chat et Oiseau.

Le peintre eut plusieurs chats dans sa demeure : tout d’abord, il eut un chat gris nommé Nuggi lorsqu’il était étudiant. Il eut aussi Mys, un chat à poil long foncé que Paul Klee photographia en 1902. Puis il eut Fripouille (qu’il appelait aussi Fritzy), un chat tigré qu’il peignit dans la toile intitulée “Le chat et l’oiseau”. Il s’agit d’une calligraphie  en couleurs mettant en scène un chat, un oiseau entre ses yeux.
Mais sans doute, celui qui compta le plus, fut Bimbo, “l’Ange Blanc”, chat racé qui lui fut offert et lui servit souvent de modèle.

Paul Klee était très attaché à ses chats. Lorsqu’il était au front, pendant la guerre de 1914, il ne manquait pas de demander des nouvelles de Fritzy dans sa correspondance avec son épouse.  
De même, il écrivit dix lettres très émouvantes à Bimbo, l’Ange Blanc, lorsqu’il fut hospitalisé dans un sanatorium.
Son ami, Ernst Ludwig Kirchner a fait son portrait en compagnie de l’Ange Blanc. C’est d’ailleurs en peignant une ultime fois son chat favori que Paul Klee rendit son dernier soupir, le 29 Juin 1940, laissant la toile intitulée “la montagne du chat sacré”, inachevée.

Un livre intéressant sur les relations de Paul Klee et les chats, intitulé “Les chats cosmiques de Paul Klee” a été écrit par Marina Alberghini et publié en 1993.  

Malheureusement, je n’ai pas trouvé de version française à ce magnifique vidéo. À défaut de mieux, voici la version en anglais. C’est grand, mais ça vaut la peine!

Uma parede com gatos – Un mur à chats


Esperava alguém, estacionada em Cascais e reparei que a parede à minha frente estava cheia… de gatos! Sim, sim, fotografei-os por curiosidade  e lembrei-me logo do passe-muraille de Marcel Aymé, razão pela qual, já coloquei um dos gatos ali no side bar com aquela legenda. 20160420_195302

E agora pensei, porque não partilhar esses clichés… até num deles há gato… e meio! Reparem na parte de cima da foto, meio focinho nos mira!

chats gris

20160420_195804J’attendais quelqu’un, la voiture parquée à Cascais (Portugal, bien sûr) et j’ai remarqué que le mur en face de moi était plein… de chats! Si, si, des chats que j’ai photographié et je me suis tout de suite souvenue du passe-muraille de Marcel Aymé, voilà pour- quoi j’en ai tout de suite mis un avec ce titre dans le sidebar.

J’ai donc décidé maintenant de  partager ces clichés avec vous … il y a même sur l’un d’eux un chat et demi!… Notez dans la partie supérieure de la deuxième photo, un demi museau nous mate!!!

Siné, o cartoonista ou os gatos também choram! – Siné, le cartooniste ou les chats aussi pleurent!


220px-SineMaurice Sinet, dito Siné, nasceu a 31 de Dezembro de 1928 no 20º bairro de Paris foi um desenhador e caricaturista francês que acabou de falecer a 5 de Maio de 2016, no hospital, depois de uma operação.

Filho de Fabienne Ducrocq, Maurice Sinet passou a sua infância em Paris. O destino do seu pai natural, Laurent Versy, artista em ferragem, condenado a vários anos de trabalhos forçados, contribuiu à sua distância crítica em relação ao Estado, a Justiça e a Polícia. Siné usou o nome do marido da sua mãe, Albert Sinet, de quem ela se divorciou para voltar a casar com Laurent Versy, após ter este cumprido a sua pena.

Com catorze anos, Siné entrou na famosa École Estienne e ali estudou desenho e aprendeu a fazer maqueta. A noite, ganhava a vida a cantar em cabarés. Certo dia, encontrou desenhos de um Romeno que se tornara um dos melhores  ilustradores americanos : Saul Steinberg. Será uma das suas principais fontes de inspiração artística : « Logos que vi os desenhos de Steinberg tive um  «coup de foudre» e decidi tentar esta profissão. »

Entre 1946 e 1948, foi cantor no grupo de cabaré: Les Garçons de la rue. Ao terminar o seu serviço militar, de que passou a maior parte castigado na prisão, começou a desenhar e efectuar retoques em fotos de revistas pornográficas da época.

Publicou o seu primeiro desenho no France Dimanche em 1952 e recebeu o Grande Prémio do Humor Negro em 1955 pela sua recolha Com- plainte sans Paroles.

Em 1957, com Jean Yanne para os textos, desenhou numa revista anticlerical J’y va-t-y j’y Vatican e Ça fait des bulles. 

Uma série de desenhos baseados em trocadilhos ilustrados com gatos contribuiu a revelá-lo – Pompe à chats (edição de autor) em 1956 e Portée de chats em 1957. Então é contratado pelo jornal semanário L’Express como desenhador político.

Chat luthier gall sauvage

Manifestou as suas opiniões anticolonialistas durante a guerra da Argélia. Depois de uma temporada agitada no L’Express, fundou o seu próprio jornal, Siné Massacre que lançou com o editor Jean-Jacques Pauvert. Jacques Vergès fundou o Révolution africaine, com o qual Siné participou durante pouco tempo, no final de 1962. Jacques Vergès lançou também em França o mensal Révolution; com o desenhador Strelkoff, Siné foi nomeado secretário de redacção. Os dois desenhadores só publicaram poucos desenhos nos 12 números publicados da revista. Mas Siné sentiu falta de liberdade em relação a certos assuntos que apreciava mais (religião, sexo, política…), e preferiu cessar essa colaboração.

Em maio de 1968, Siné fondou L’Enragé com Jean-Jacques Pauvert. Em 1981, Siné juntou-se à equipa de Charlie Hebdo assinando a rúbrica « Siné sème sa zone ». Também em 1981, contactaram-no para a emissão Droit de Réponse na TF1. Em 1984, Siné recebeu o Prémio Honoré Daumier.

Chat ouilleux,pitre et terton

Em 1992, retomou a rúbrica « Siné sème sa zone » no novo Charlie Hebdo, todavia teve alguns atritos com a nova direcção, que acabaram com um despedimento, devido à vários processos acusando-o de anti-sémitismo. A 24 de fevereiro de 2009 é absolvido em Lyon, os juízes considerando que Siné usara o seu direito à sátira. A 30 de Novembro de 2010, o tribunal de grande instância de Paris condenou Charlie Hebdo por prejuízo moral e financeiro para com Siné. O julgamento aliás precisou que« não se pode pretender que os termos da crónica de Siné sejam anti-semitas… nem que este cometera uma falta ao escrevê-los. » As Éditions Rotatives, sociedade editora do semanário,deviam  pagar 40 000 euros de perdas e danos a Maurice Sinet por ruptura abusiva de contrato. Charlie Hebdo apelou, e em Dezembro de 2012, o Supremo Tribunal de Paris confirmou a sentença e aumentou o montante das perdas e danos para 90 000 euros.

A 27 de Agosto de 2008, Siné anúnciou no seu blog a publicação a 10 de Setembro do seu próprio semanário satírico, intitulado Siné Hebdo, com a sua esposa Catherine Failliot como chefe de redacção. Entre os cerca de cinquenta colaboradores contam-se Guy Bedos, Philippe Geluck, Christophe Alévêque, Jackie Berroyer, Benoît Delépine, Isabelle Alonso, Denis Robert, Michel Onfray, Delfeil de Ton… Os accionistas do jornal foram Siné, a sua esposa Catherine, Guy Bedos, Michel Onfray e um amigo do casal Sinet, assim como l’Association des Mal Élevés.

Segundo Siné, « será  um jornal de humor, libertário, o que deveria ter sido Charlie se tivesse ficado na tradição inicial », « uma folha que não respeitará nada » e « que cagará tranquilamente na cola e nos bégonias sem se importar com os raios e coriscos e as inimizades de todos os chatos. »

Sem rendimento suficiente, o jornal acabou a 28 de Abril de 2010. Todavia, ano e meio mais tarde, Siné, a sua mulher e grande parte da equipa de Siné Hebdo recomeçam a aventura com Siné Mensuel, « o jornal que faz doer e sabe bem  », cujo primeiro número saiu em Setembro de 2011. Foi um êxito, visto que 50 000 leitores o compraram.

Grande amador de jazz, Siné ilustrou  numerosos livros sobre o jazz, como também capas de discos. Alguns dos seus desenhos foram utilizados para ilustrar a capa de obras, como Parents contre profs do jornalista Maurice Mashino, porque o desenho permite à primeira vista uma compreensão perfeita do conteúdo.

Siné também assinou a capa do livro La Marseillaise de Marc-Édouard Nabe em 1989, mostrando o saxofonista de jazz Albert Ayler, e uma recolha de poemas do mesmo escritor,  Loin des Fleurs.

Ilustrou vários capas de romances saídos na colecção Livre de Poche (entre os quais Zazie dans le Métro de Raymond Queneau)

Siné encarnou o filósofo Bernard-Henri Siné, paródia de Bernard-Henri Lévy, na emissão Groland Magzine. Apareceu também no filme Louise-Michel, de Gustave Kervern e Benoît Delépine, durante uma cena rodada no «familistère» da fábrica Godin, e também em Mammuth, dos mesmos autores, onde tem o papel de um viticultor.

A 13 de Outubro de 2010, saiu nos ecrãs franceses o documentário Mourir ? Plutôt crever ! que lhe foi consagrado,  realizado por Stéphane Mercurio. Residia há vários anos em Noisy-le-Sec.

Chat siné for ever!

BxLqqUOccobLVvueW1b1f6E_6FQMaurice Sinet, dit Siné, est né le 31 décembre 1928 dans le 20e arrondissement de Paris est un dessinateur et caricaturiste français. Siné vient de mourir le 5 mai 2016, des suites d’une opération des poumons, à l’âge de 87 ans

Fils de Fabienne Ducrocq, Maurice Sinet passa son enfance à Paris, entre Barbès et Pigalle. Le sort de son père naturel, Laurent Versy, ferronnier d’art, condamné à plusieurs années aux travaux forcés, contribua à sa distance critique envers l’État, la justice et la police.  Siné porta le nom du mari de sa mère, Albert Sinet, dont elle a divorcé pour se remarier avec Laurent Versy.

À quatorze ans, il entra à l’École Estienne et y étudia le dessin et la maquette. La nuit, il gagnait sa vie en chantant dans les cabarets. Un jour, il tomba sur les dessins d’un Roumain devenu le plus célèbre des illustrateurs américains : Saul Steinberg. Ce sera l’une de ses principales sources d’inspiration artistique : « Dès que j’ai vu les dessins de Steinberg, j’ai eu le coup de foudre et j’ai décidé d’essayer ce métier. »

Entre 1946 et 1948, il fut chanteur dans le groupe de cabaret : Les Garçons de la rue.

À son retour du service militaire, qu’il passa en grande partie en prison, il commença à dessiner et à faire des retouches sur les photos des revues pornographiques de l’époque. Il publia son premier dessin dans France Dimanche en 1952 et reçut le grand prix de l’Humour Noir en 1955 pour son recueil Complainte sans Paroles. En 1957, avec Jean Yanne pour les textes, il dessina dans une revue anticléricale J’y va-t-y j’y Vatican puis Ça fait des bulles .

cat apulte + chat pelet

Une série de dessins basée sur des jeux de mots mettant en scène des chats contribua à le faire connaitre – Pompe à chats (à compte d’auteur) en 1956 et  Portée de chats en 1957. Il entra alors à L’Express comme dessinateur politique.

Il exprima ses opinions anticolonialistes pendant la guerre d’Algérie. Après un passage houleux à L’Express, il fonda son propre journal, Siné Massacre qu’il lança avec l’éditeur Jean-Jacques Pauvert. Jacques Vergès fonda Révolution africaine, à laquelle Siné participa quelque temps, fin 1962. Jacques Vergès lança aussi en France le mensuel Révolution ; Siné y fut nommé, avec le dessinateur Strelkoff, secrétaire de rédaction. Les deux dessinateurs ne publieront que peu de dessins dans les 12 numéros que comptera cette revue. Mais Siné manquait de liberté sur certains sujets qui lui tenaient à cœur (religion, sexe, politique…), et préféra cesser cette collaboration.

Chat fleuriEn mai 1968, Siné fonda L’Enragé avec Jean-Jacques Pauvert. En 1981, Siné rejoignit l’équipe de Charlie Hebdo et signa la rubrique « Siné  sème sa zone ». En 1981 aussi, on fit appel à lui pour l’émission Droit de Réponse sur  TF1.En 1984, il reçut le prix Honoré Daumier.

En 1992, il reprit la rubrique « Siné sème sa zone » avec le nouveau Charlie Hebdo, non sans quelques heurts avec la nouvelle direction, qui se soldèrent par un renvoi, dû à plusieurs procès l’accusant d’antisémitisme. Le 24 février 2009, il fut relaxé à Lyon, les juges considérant que Siné avait usé de son droit à la satire. Le 30 novembre 2010, le tribunal de grande instance de Paris condamna Charlie Hebdo pour préjudice moral et financier à l’encontre de Siné. Le jugement précisa en effet qu’« il ne peut être prétendu que les termes de la chronique de Siné sont antisémites… ni que celui-ci a commis une faute en les écrivant. » Les Éditions Rotatives, société éditrice de l’hebdomadaire, devront verser 40 000 euros de dommages et intérêts à Maurice Sinet pour rupture abusive de contrat. Charlie Hebdo fit appel, et en décembre 2012, la cour d’appel de Paris confirma la sentence et augmenta le montant des dommages et intérêts à 90 000 euros.

chat perçant, pa e kespeare

Le 27 août 2008, Siné annonça sur son blog la sortie le 10 septembre de son propre hebdomadaire satirique, intitulé Siné Hebdo, avec pour rédactrice en chef  son épouse Catherine Failliot. Parmi la cinquantaine de collaborateurs se trouvaient Guy Bedos, Philippe Geluck, christophe Alévêque, Jackie Berroyer, Benoît Delépine, Isabelle Alonso, Denis Robert, Michel Onfray, Delfeil de Ton… Les actionnaires du journal étaient Siné, son épouse Catherine, Guy Bedos, Michel Onfray et un ami du couple Sinet, ainsi que l’Association des Mal Élevés.

D’après Siné, « ce sera un journal d’humour, libertaire, ce qu’aurait dû être Charlie s’il était resté dans la tradition initiale », « un canard qui ne respectera rien » et « qui chiera tranquillement dans la colle et les bégonias sans se soucier des foudres et des inimitiés de tous les emmerdeurs ».

btIwCW3a6lrqmI5tgV1qRHTEt2cFaute de rendement suffisant, le journal dut s’arrêtaér le 28 avril 2010  Toutefois, un an et demi plus tard, Siné, sa femme et une grande partie de l’équipe de Siné Hebdo reprirent l’aventure avec Siné Mensuel, « le journal qui fait mal et ça fait du bien », dont le premier numéro fut mis en vente en septembre 2011. Ce fut un franc succès, puisqu’il fut tout de suite  acheté par environ 50 000 lecteurs.

Grand amateur de jazz, Siné a illustré de nombreux livres sur le jazz, ainsi que des pochettes de disques. Certains de ses dessins ont été utilisés pour l’illustration de la page de couverture d’ouvrages, comme Parents contre profs du journaliste Maurice Mashino, parce que le dessin permet d’un coup d’œil une approche parfaite du contenu .

Il a également signé la couverture du livre La Marseillaise de Marc-Édouard Nabe en 1989, représentant le saxophoniste de jazz Albert Ayler, ainsi qu’un recueil de poèmes du même écrivain, Loin des Fleurs.

les chats livreIl a notamment illustré plusieurs couvertures de romans parus au Livre de Poche (dont Zazie dans le Métro de Raymond Queneau) Il résidait depuis plusieurs années à Noisy-le-Sec.

Siné incarna le philosophe Bernard-Henri Siné, parodie de Bernard-Henri Lévy, dans l’émission Groland Magzine. Il apparut également dans le film Louise-Michel, de Gustave Kervern et Benoît Delépine, durant une scène tournée dans le familistère de l’usine Godin, ainsi que dans Mammuth, des mêmes auteurs, où il joua le rôle d’un viticulteur.

Le 13 octobre 2010, sortit sur les écrans français le documentaire Mourir ? Plutôt crever ! qui lui était consacré, réalisé par Stéphane Mercurio.

Siné vient de mourir, le 5 mai 2016, des suites d’une opération des poumons, à l’âge de 87 ans.

Mário Miranda, cartoons que não esquecem os gatos – cartoons qui n’oublient pas les chats


MarioMirandaMário Miranda nasceu em Damão então Índia portuguesa de pais Goeses católicos.  Na sua tenra idade, quando a sua mãe o viu desenhar nas paredes da casa, ofereceu-lhe um caderno para dar livre expressão à sua imaginação, que ele chamou seu Diário. Até teve problemas na escola por fazer caricaturas de padres católicos. Os primeiros cartoons de Mário Miranda apresentavam vinhetas sobre a vida de uma aldeia goesa, o tema com o que sempre foi mais conhecido.

Fez os seus estudos secundários em St. Joseph’s Boys High School, em Bengalore e seguiu formar-se em história no St. Xavier’s College de Mumbai (Bombaim), seguindo para  o Indian Administrative Service (IAS). Depois disso, começou a estudar arquitectura por ordem dos pais, mas perdeu rapidamente o interesse

686f925246767f2a01e0322bfdd9c3faMiranda começou a sua carreira num estúdio de publicidade, onde trabalhou durante 4 anos antes de se dedicar aos cartoons a tempo inteiro. Teve o seu primeiro êxito como cartoonista no The Illustrated Weekly of India que publicou alguns dos seus trabalhos. Os seus desenhos e cartoons trouxeram-lhe também uma oportunidade de trabalho na revista Current . Um ano mais tarde, o Times of India ofereceu-lhe um espaço, embora primeiro o tenham rejeitado. Depois disso, as suas criações, tais como Miss Nimbupani e Miss Fonseca, apareceram regularmente em FeminaEconomic Times, e The Illustrated Weekly of India.

Depois de passar cinco anos na Inglaterra, Miranda regressou a Mumbai onde voltaram a recebê-lo no seu antigo emprego no Times of 29e19ea6ce1dcdae417fdca355ea6dc8India, onde trabalhou com o reputado car- toonista, R. K. Laxman.

Mais tarde, Miranda conheceu a artista Habiba Hydari. Casaram e tiveram dois filhos, Raul e Rishaad.

A boa oportunidade de Miranda aconteceu em 1974, quando, con- vidado pelos  United States In- formation Services, foi para a América, o que lhe proporcionou a divulgação da sua arte e interagir com outros cartoonistas nos EUA. Teve assim a oportunidade de trabalhar com Charles Schulz, o criador dos Peanuts e de co- nhecer Herblock, o cartoonist editorial do Washington Post.

Recebeu os prémios Padma Shri (1988) e Padma Bhushan (2002). A All India Cortoonist Asscociation atribuiu-lhe o Prémio de Carreira. O rei Juan Carlos de Espanha condecorou Mário Miranda com a maior honra civil a Cruz da Ordem de Isabel, a Católica” que lhe foi entregue a 11 de Novembro de 2009, na sua residência familiar de Loutulim por Don Miguel Nieto Sandoval e em 29 de Dezembro de 2009 Portugal, lhe entregou a Ordem do Infante D. Henrique. Mario Miranda recebeu postumamente o prémio Padma Vibhushan, o Segundo Prémio mais alto da República de Índia, pelo presidente, em 4 de Abril de 2012.

fish-market-mario-mirandaFez exposições individuais em 22 paises, incluindo os Estados-Unidos, o Japão, o Brasil, a Austrália, Singapu- ra, a França, a Jugoslá-via, e Portugal.

Os cartoons de Miranda ornamentam as paredes do mais famoso lugar do sul de Bombaim, o Café Mondegar, em Colaba.  Em 1990, o dono, Rushi Yazdegardi pediu ao Mário Miranda para decorar duas paredes opostas do café, cada uma com temas diferentes: o primeiro com Vidas em Mumbai e a outra com Atmosfera no café. Caricaturas de Mário Miranda podem também ser vistas no mercado municipal de Panjim, Goa, assim como noutras partes da Índia.

 Miranda elaborou também o vídeo ” Mile Sur Mera Tumbara”, que inclue as mais notáveis personalidades das artes na Índia, em filmes, literatura, música, e desportos.

cafe_mondegarDedicou-se também a pintura e ilustrou li- vros. Gostava de viajar e ouvir música e tinha intenção de escrever as suas memórias sobre a sua juventude em Goa ilustradas com aguare- las, na altura da sua reforma, mais não teve tempo de o fazer.

Já retirado, Miranda viveu na casa da família, em Loutolim, uma aldeia em Salcete, Goa, com a sua mulher, o mais novo dos seus filhos e os seus animais de estimação. Essa casa figura no filme de Shyam Benegal, de 1985, Trikaal. Mesmo depois de retirado, as obras de Miranda continuavam a ser vistas regularmente nas  publicações de Mumbai, e ele foi convidado a viajar até países como Maurícia e Espanha, onde desenhou as suas culturas locais.

A 11 de Dezembro de 2011, Mário Miranda morreu de causas naturais na sua casa de Loutolim. As exéquias tiveram lugar a 12/12/11 na Igreja de Loutolim, onde o choral de Miguel Cotta, cantou pela primeira vez a versão de Pie Jesu de Andrew Lloyd Webber. O corpo de Mário Miranda foi cremado, segundo os seu desejo relatado pela esposa, no Hindu Crematorium em Pagifond, Margao.

Em 2013, um cruzamento em Mumbai recebeu o nome de Miranda. Em 2 de Maio 2016, o Google o homenageia com um doodle pelo 90 aniversário do seu nascimento. O doodle mostra uma cena dos arredores de Mumbai durante a época das chuvas.

DOODLE mario-mirandas-90th-birthday-5168902390677504-hp

Mario MirandaMário Miranda naquit à Damão, alors territoire de l’Inde portugais, de parents Goenses catholiques.  dans son enfance, lorsque sa mère le vit dessiner sur les murs de la maison mãe, elle lui offrit un cahier pour donner libre cours à son imagination, qu’il appela son Journal . Il eut même des problèmes à l’école pour dessiner des caricatures de pères catholiques, ses professeurs. Les premiers cartoons de Mário Miranda représentaient de scènes sur la vie d’un village de Goa,le thème qui lui donna sa célébrité.

Il fit ses études secondaires à St. Joseph’s Boys High School, à Bengalore et se formas en Histoire au St. Xavier’s College de Mumbai (Bombay), allant ensuite au Indian Administrative Service (IAS). Il commença des études d’architecture selon l’ordre de ses parents, mais perdit rapidement tout intérêt.

792ed4b803180f42c44158a204a6da74Miranda commença sa carrière dans un studio de publicité, où il travailla pendant 4 ans avant de se dédier aux cartoons à plein temps. Son premier succès comme cartooniste fut au The Illustrated Weekly of India qui publia quelque-uns de ses travaux. Ses dessins et cartoons lui donnèrent aussi l’occasion de publier dans la revue Current . Un an plus tard, le Times of India lui offrit un espace, bien que de prime abord il ait été refusé. Ensuite, ses créations, comme Miss Nimbupani et Miss Fonseca, parurent régulièrement dans FeminaEconomic Times, et The Illustrated Weekly of India.

Après cinq ans passés en Angleterre, Miranda rentra à Mumbai où on le reçut de nouveau à son ancien emploi au  Times of India, où il travailla avec le cartooniste réputé, R. K. Laxman.

Plus tard, Miranda fit la connaissance de l’artiste Habiba Hydari. Ils se marièrent et eurent deux garçons, Raul et Rishaad.

La grande chance de Miranda vint en 1974, quand, invité par les  United Sta- tes Information Ser- vices, il se rendit en Amérique, ce lui lui permit la divulgation de son art et interagir avec d’autres cartoo- nistes aux USA. Ainsi il eut l’occasion de travailler avec Charles M. Schulz, le créateur des Peanuts et de connaître Herblock, le cartooniste éditorial du Washington Post.

9b673200cde9ab00dda59ce3a98ce379Mário Miranda reçut les Prix Padma Shri (1988) et Padma Bhushan (2002). La All India Cortoonist Asscociation lui attribua le Prix de Carrière. Le roi Juan Carlos de Espanha  décora Mário Miranda avec la plus grande décoration civile, la Croix de l’Ordre d’Isabelle, la Catholique qui lui fut remise le 11 novembro 2009, dans sa residence familiale de Loutulim par Don Miguel Nieto Sandoval et le 29 décembre 2009 le Portugal, lui remis l’Ordre de l’Infant D. Henrique. Mario Miranda reçut à titre postume le prix Padma Vibhushan, le Second Prix le plus haut mais de la République de l’Inde, le 4 avril  2012.

Il fit des expositions individuelles dans 22 pays, dont les USA, le Japon, le Brésil, l’Australie, Singapoure, la France,  la Yougoslavie, et le  Portugal.

Les cartoons de Miranda ornent les murs de l’endroit le plus fameux du sud de Bombay, le Café Mondegar, à Colaba.  En 1990, le propriétaire, Rushi Yazdegardi demanda à Mário Miranda qu’il décore les deux murs opposés du café, chacun avec un sujet différent: le premier avec Vies à Mumbai et l’autre avec Atmosphère au café. Des caricatures de Mário Miranda peuvent aussi être admirées au marché municipal de Panjim, Goa, comme dans d’autres régions de l’Inde .

 Miranda élabora également la video ” Mile Sur Mera Tumbara”, qui inclue les plus marquantes personnalités des arts en Inde, au cinéma, en littérature, musique et sports.

16332658816_7a77d515e0_bIl se dédia à la peinture et illustra des livres. Aimant voyager et écouter de la musique, il avait l’intention d’écrire les mémoires de son enfance à Goa illustrées avec des aquarelles,au moment de sa retraite, mais il n’eut pas le temps de le faire.

Retraité, Miranda vécut dans la maison de famille, à Loutolim, un village de Salcete, Goa, avec sa femme, son fils cadet et ses animaux d’estimation. cette maison figure dans le film de Shyam Benegal, de 1985, Trikaal. Même une fois retraité, les œuvres de Miranda continuèrent à paraitre régulièrement dans des publications de Mumbai, et il fut convié à voyager dans des pays tels que l’île Maurice et l’Espagne, où il dessina leurs cultures locales.

Le 11 décembre 2011, Mário Miranda s’éteignit dans sa maison de Loutolim et le  12, eurent lieu les obsèques à l’église de Loutolim, où la chorale de Miguel Cotta, chanta en première la version de Pie Jesu de Andrew Lloyd Webber. Le corps de Mário Miranda fut incinéré, selon son désir énoncé par son épouse, au Hindu Crematorium à Pagifond, Margao.

En 2013, un croisement routier de Mumbai reçut le nom de Miranda.

Le 2 Mai 2016,  Google lui rend hommage avec un doodle pour le 90ème anniversaire de sa naissance. Le doodle montre une scène des alentours de Mumbai à l’époque des pluies.

Os gatos e o crime – Martha Grimes – Chats et Polars


author_martha2Nascida a 2 de Maio de 1931 em Pittsburg, Pensilvânia (onde o seu pai era o procurador da cidade), Martha Grimes passava todos os Verões no hotel da sua mãe, no oeste do Maryland. As suas recordações favoritas daquela altura eram a sua mãe a cozinhar e as produções de teatro do seu irmão na grande garagem atrás do hotel onde ela era raramente admitida.

Desde sempre amante da língua inglesa, a sua primeira obra foi Send Bygraves, um policial dramático, utilizando as convenções do tradicional policial britânico para explorar a natureza do crime, o criminoso e o investigador criminal.

indexMartha mandou a novela, sem a ajuda de nenhum agente a vários editores. Em 1979, um editor de Little Brown Inc., encontrou o livro na «pilha das pieguices» (onde largavam os manuscritos não solicitados para algum assistente ler) e decidiu publicar The Man with a Load of Mischief com uma tiragem de 3000 exemplares. O livro saiu em 1981, e dali em diante Martha Grimes publicou um livro (por vezes dois) por ano.

Na altura dos seus quarto e quinto livros, Martha Grimes recebeu uma maior atenção dos médias que não só aplaudiram  a sua habilidade como Americana para escrever autênticos mistérios britânicos como  misturar os conceitos da forma britânica com  o tom e a atmosfera de um Americano. “Help the Poor Struggler é mais uma novela americana, com harmonias cínicas à maneira de Raymond Chandler” (Time magazine, 7/15/85). Na lista dos melhores bestsellers de 1987, The Five Bells & Bladebone foi o seu livro que  “furou” na famosa lista do New York Times. As suas duas obras seguintes, The Old Silent and The Old Contemptibles, também entraran na famosa lista, tanto em capa mole como em capa dura. De The Old Contemptibles, o New York Times Book Review disse: “A autora  mantém-nos cativados com as ricas vidas íntimas e públicas dos personagens nesta saga familial emocionalmente tempestuosa.”

51kJ33LKo4L._SX303_BO1,204,203,200_Em 1992, com a publicação de The End of the Pier, Martha  Grimes largou os seus queridos personagens da série Richard Jury para escrever uma novela contemporânea situada no Oeste do Maryland que combina o enigma de um assassino em série com uma pungente história dos problemas de relacionamento entre uma mãe e seu filho. O livro mostrou-a como uma escritora de mérito fora do âmbito da ficção policial — “The End of the Pier” acaba por ser dois livros num só: “uma novela de mistério suculenta e a exploração do comportamento humano que poucos leitores esquecerão” (San Francisco Chronicle, 2/7/92). O segundo livro da série — Hotel Paradise — saiu quatro anos mais tarde e foi aplaudido pela crítica como  “ Um lugar bastante parecido com a própria novela: fora do tempo, quase inacreditável totalmente cativante” (Washington Post, 5/26/97)

A Casa em ruínasEm 1993, com a saída de The Horse You Came in On, Martha trouxe Richard Jury e Melrose Plant a America pela primeira vez para o pub com este nome, em Baltimore, Maryland. Foi tal o êxito e a reacção positiva dos fãs (O Presidente da Câmara de Baltimore ofereceu-lhe a chave da cidade e declarou o 12 de Agosto de 1993 o “Dia de Martha Grimes”) que ela trouxe Richard Jury de novo na América em Rainbow’s End para investigar um caso que o levou a Santa Fé, no Novo México.  

Em 1997, Martha Grimes levou Richard Jury e Melrose Plant de volta à Inglaterra em  The Case Has Altered. The New York Times Book Review aplaudiu e a novela foi nomeada Livro do Ano.

A saída de Biting the Moon a 15 de Abril de 1999, marca uma nova orientação de Grimes, o primeiro de uma nova serie de livros focando a prevenção contra o abuso sobre os animais com duas heroínas adolescentes. Ela doou dois terços dos seus lucros à organizações contra o abuso sobre os animais em todo o país  e disse, “não acredito que as pessoas estão THE BLACK CAT - MARTHA GRIMESindiferentes perante o bem-estar dos animais, é possível que o contrário seja verdadeiro as pessoas estão tão afectadas com relatos de abusos sobre os animais que simplesmente não querem saber.” Cold Flat Junction (2001) and Belle Ruin (2005) continuam as aventuras de um detective de 12 anos, Emma Graham.

Com a publicação de The Blue Last em Setembro de 2001, A Sra. Grimes regressou à lista de Bestsellers do New York Times. Recebeu mais correio dos fãs preocupados com a “morte” de Richard Jury, os títulos seguintes da série Jury: The Grave Maurice (2003), The Winds of Change (2004), The Old Wine Shades (2006), Dust (2007) e The Black Cat (2010) foram também best sellers do New York Times.

MARTHA GRIMESNée le 2 mai 1931 à Pittsburg, Pennsylvanie (où son père était le procureur de la ville ), Martha Grimes passait tous ses étés à l’hôtel de sa mère, dans l’ouest du Maryland. Ses souvenirs favoris de cette période sont sa mère à la cuisine et les productions théâtrales de son frère dans le grand garage derrière l’hôtel où elle était rarement admise.

Depuis toujours amante de la langue anglaise, son premier livre fut Send Bygraves, un policier dramatique, utilisant les conventions du traditionnel livre policier britannique pour explorer la nature du crime, le criminel et l’enquêteur criminologiste.

Martha envoya la nouvelle, sans l’appui d’aucun agent à plusieurs éditeurs. En 1979, un rédacteur de Little Brown Inc., trouva le livre dans la  «pile des mièvreries» (où étaient largués les manuscrits non sollicités pour être lu par un quelconque assistant) et il décida de publier The Man with a Load of Mischief avec un tirage de 3000 exemplaires. Le livre sortit en 1981, et depuis lors Martha Grimes publie un livre (parfois deux) par an.

Send BygravesLors de ses quatrième et cinquième livres, Martha capta une plus grande attention des médias qui non seulement  applaudirent  son habileté en tant qu’Américaine pour écrire d’authentiques romans policiers britanniques comme pour mélanger les concepts de la forme britannique avec le ton et l’atmosphère d’un Américain. “Help the Poor Struggler est une nouvelle américaine, avec des harmonies cyniques à la façon de Raymond Chandler” (Time magazine, 7/15/85). Dans la liste des meilleurs bestsellers de 1987,  The Five Bells & Bladebone  fut son livre qui  “s’imposa” dans la fameuse liste du New York Times. Ses deux œuvres suivantes, The Old Silent et The Old Contemptibles, figurèrent également dans la fameuse liste, tant en édition brochée comme en cartonnée. De The Old Contemptibles, le New York Times Book Review a dit: “L’auteur  nous maintient captivés par la richesse des vies intimes et publiques des personnages dans cette saga familiale émotionnellement tempétueuse.”

Le fantôme de la LandeEn 1992, avec la parution de The End of the Pier, Martha largua ses chers personnages de la série Richard Jury pour écrire une nouvelle contemporaine située dans l’ouest du Maryland qui combine l’énigme d’un assassin en série avec une histoire poignante des problèmes relationnels entre une mère et son fils. Le livre la révèle comme un écrivain de mérite au-delà de la fiction policière — The End of the Pier est deux livres en un seul: “une nouvelle policière succulente et l’exploration du comportement humain que peu de lecteurs oublieront” (San Francisco Chronicle, 2/7/92). Le second livre de la série — Hotel Paradise — parut quatre ans plus tard et fut applaudi par la critique comme  “ Un lieu assez ressemblant avec la propre nouvelle: hors du temps, presque incroyable totalement captivante” (Washington Post, 5/26/97)

En 1993, avec la sortie de The Horse You Came in On, Martha emmena Richard Jury et Melrose Plant en Amérique pour la première fois au pub du même nom, à Baltimore, Maryland. Le succès fut tel ainsi que la réaction positive des fans – Le maire de Baltimore lui offrit la clé de la cité et déclara le 12 août 1993 le “Jour de Martha Grimes”– qu’elle ramena de nouveau en Amérique Richard Jury, dans Rainbow’s End, pour enquêter un cas qui le conduisit à Santa Fé, dans  le Nouveau Mexique.

The case has alteredEn 1997, Martha ramena Richard Jury et Melrose Plant en Angleterre,  dans The Case Has Altered. The New York Times Book Review applaudit et la nouvelle fut nommée Livre de l’Année.

La parution de Biting the Moon le 15 avril 1999, marqua une nouvelle orientation de Grimes, le premier d’une nouvelle série de livres parlant de la prévention contre les abus commis contre les animaux avec deux  héroïnes adolescentes. Elle fit le don de deux tiers de ses royalties à des organisations contre l’abus des animaux dans tout le pays  et déclara : “Je ne crois pas que les gens soient indifférents en relation au bien-être des animaux, il est possible que le contraire soit vrai — les gens sont tellement affectés par les nouvelles d’abus contre les animaux que simplement ils ne veulent pas savoir.” Dans Cold Flat Junction (2001) et Belle Ruin (2005) continuent les aventures d’une détective de 12 ans, Emma Graham.

Avec la parution de The Blue Last en septembre 2001, Madame Grimes se retrouva dans la liste de Bestsellers du New York Times. Elle reçut plus de courrier de fans préoccupés par la “mort” de Richard Jury. Les titres suivants de la série Jury: The Grave Maurice (2003), The Winds of Change (2004), The Old Wine Shades (2006), Dust (2007) et The Black Cat (2010) furent également des best sellers do New York Times.

 

O Gato do Castelo dos Mouros e outras aguarelas – Le chat du château des Maures et autres aquarelles – The Mourish Castle’s Cat and other watercolors


Amigos, estou mesmo a precisar de me desfazer de algumas das minhas aguarelas… Estas são de Sintra, todas único exemplar. Se lhes interessar podem contactar-me em cathlabey@gmail.com

Agradeço imenso a ajuda que me possam dispensar. Tenho mais aguarelas para ver em Coin de peintures, cujo link está no side bar deste blog.

Mes amis, j’ai vraiment besoin de me défaire de quelques unes de mes aquarelles… Celles-ci sont de Sintra (Portugal), toutes exemplaire unique. Pour les intéressés, contacter Cathlabey@gmail.com

Je vous remercie infiniment de l’aide que vous pourrez me dispenser. J’ai d’autres aquarelles au Coin de peinture dont le lien se trouve sur la colonne de droite de ce blog.

Dear friends, I really need to dispose of some watercolors of mine… These ones are of Sintra (Portugal), all unique original. Who is interested can contact me at Cathlabey@gmail.com

I already thank you very much for your help. I have more watercolors to appreciate in Coin de peinture which link you’ll find on the side bar of this blog.

árvore-seca-no-castelo-dos-mouros        Árvore Seca no Castelo dos Mouros – Arbre sec au château des Maures – Dry tree in Moorish castle

Dimensões: 29,6 X 19 cm – Suporte: Papel branco Dimensions: 29,6X19 cm – Support: Papier blanc Dimensions: 11.7X7.5 in – Support: White paper

de-colares-a-sintra

De Colares a Sintra – De Colares à Sintra – From Colares to Sintra

 Dimensões: 25 X 17 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 25X17 cm – Support: Papier blanc

Dimensions:  9.8X6.7 in – Support: White paper
portinhola-do-castelo-dos-mouros-com-gatoPortinhola do Castelo dos Mouros com gato – Porte du chemin de ronde du château des Maures avec chaton – Gateway of Moorish castle with cat

Dimensões: 17,5X25 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 17,5X25 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 6.9X9.8 in – Support: White paper

castelo-dos-mouros-sintraCastelo dos Mouros visto de Sintra – Château des Maures vu de Sintra – Moorish castle seen from Sintra

Dimensões: 34,2 X 24,2cm – Suporte: Papel branco   Dimensions: 34,2X24,2 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 13.5X9.5 in – Support:White paper

a-peninha-sintra

A Peninha – Castelo da Pena  – Château de Pena, «la petite Pena» – Pena’s Castle, «the little Pena»

Dimensões: 36,4 X 26,7 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 36,4X26,7 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 14.3X10.5 in – Support: White paper

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