Os gatos e a pintura 15 – Paul Klee – Les chats et la peinture 15


260px-Paul_Klee_1911Paul Klee foi um pintor alemão, nascido a 18 de Dezembro de 1879 em Munchenbuchsee, perto de Berna. Era oriundo de uma família de artistas, maioritariamente músicos, já que a sua mãe,  Ida Klee-Frick , suíça,  era cantora de ópera e seu pai, Hans Klee, alemão, ensinava  música no con- servatório de Berna. A sua avó materna iniciou-o, muito novo, à prática do desenho. Aprendeu também à tocar  violino com sete anos de idade. Uma grande parte dos seus desenhos da infância foram conservados e seleccionados logo em 1911 pelo próprio Klee que os inscreveu no catálogo das suas obras qualificando-os como desenhos « fantasistas ilustrativos ».

Em 1898, Paul entrou no atelier de Heinrich Knirr onde aprendeu o desenho figurativo. Em 1900, entrou na Academia das Belas-Artes de Munique onde praticou a técnica da gravura e da escultura.

Em 1900, o jovem artista travou amizade com a pianista Lily Stumpf  (1876-1946), filha de um médico de Munique, com quem ficou noivo em 1901 antes de deixar Munique para uma estadia na Itália com um colega de estudo, o escultor Hermann Haller. Ficou subjugado pelo charme da arte da Renascença. Em Berna, descobriu as obras de J-B Corot que admirou.

Paul Klee passou uns quinze dias em Paris, em 1905,  com Hans Boesch e Louis Moilliet. Ali conheceu os im- pressionistas, excep- to  Paul Cézanne e alguns contemporâneos modernos como Henri Matisse e André Durain. Admirava particularmente Édouard Manet, Claude Monet, Pierre Puvis de Chavanne, Auguste Renoir, mas também Francisco Goya e Diego Velasquez de quem viu umas obras no museu do Louvre e no do Luxemburgo. Regressou a Munique no final de 1906 para casar com Lily Stumpf de quem teve um filho, Félix, nascido em 1907 e falecido em 1990.

Felix Klee com Fritzi, Paul e a irmã Mathilde, Weimar 1922

Foi em 1917 que o artista ficou conhecido ao organizar numerosas exposições.Com jeito para a pedagogia, ensinou, a partir de 1920, no famoso Bauhaus de Weimar e depois na Academia das Belas-Artes de Düsseldorf. Foi expulso pelos Nacionais-Socialistas em 1933 e instalou-se então no cantão suíço, o Ticino.
paul-klee-chat-endormiEm 1935, foi atingido pela esclerodermia. A doença in- fluençou as últimas obras de Paul Klee onde exprimia o seu sofrimento e seu tor- mento (fundos muito traba- lhados, salpicados com traço negros) e até a angústia da morte em “Explosão de Medo” e “Cemitério”.

Ao longo de toda a sua vida, Paul Klee teve gatos. Para ele, o gato era um deus extraviado na terra. Introduziu-os nas suas obras: desenhos, pinturas, poemas, fotografias. Transmitiu-nos gatos a caçar ao luar, gatos a sonhar com pássaros. Na sua tela ”Ídolo para os gatos da casa” (1924), representou uma cabeça de gato gigante.
Paul Klee era muito sensível às subtilezas e do carácter do gato.

Um gato engaiolado, que estranho!Cat and bird - Paul Klee
Lá fora, o pássaro voa.
O felino devora-o com os olhos.
Mas, se o gato o mira,
pode não ser para o comer,
mas por sonhar com a liberdade.

Descoberta de Paul Klee, Gato e Pássaro.

O pintor teve vários gatos na sua vida : primeiro, houve um gato cinzento chamado Nuggi quando estava a estudar. Também teve Mys, um gato de pelo escuro e comprido que Paul Klee fotografou em 1902. A seguir teve Fripouille (que também chamava Fritzy), um gato tigrado que pintou numa tela chamada “O Gato e o Pássaro”. Trata-se de uma caligrafia a cores representando um gato com um pássaro entre os olhos. Mas sem dúvida, aquele que mais contou, foi Bimbo, “o Anjo Blanco”, gato de raça que lhe ofereceram e que lhe serviu de modelo muitas vezes.

Klee,_Nocturne d'un port 1917Paul Klee era muito apegado aos seus gatos. Enquanto esteve na frente, durante a guerra de 1914, nunca deixou de pedir notícias de Fritzy na sua corres- pondência com a sua mulher.

Ele escreveu também dez cartas muito comoven- tes a Bimbo, o “Anjo Branco”, durante a sua estadia num sanatório.

O seu amigo, Ernst Ludwig Kirchner pintou o seu retrato acompanhado do Anjo Branco. Aliás, estava a pintar pela última vez o seu gato favorito quando Paul Klee soltou o seu último suspiro, a 29 de Junho de 1940, deixando inacabada uma tela intitulada “A Montanha do Gato Sagrado”.
Um livro interessante sobre as relações de Paul Klee com os gatos, intitulado “Os Gatos Cósmicos de Paul Klee” foi escrito por Marina Alberghini e publicado em 1993.

É grande mas este video está muito bem feito com narração em português.

Paul Klee fut un peintre allemand, né le 18 Décembre 1879 à Munchenbuchsee, près de Berne. Il est issu d’une famille d’Paul Klee - Autoportrait de face, la tête reposant sur la main, 1909 Aquarelle 2396 Collection privéeartistes, principalement des musiciens puisque sa mère,  Ida Klee-Frick , suissesse,  était cantatrice et son père, Hans Klee, allemand, ensei- gnait la musique au conser- vatoire de Berne. Sa grand-  mère maternelle l’initia très jeune au dessin. Il apprit également à jouer du violon à l’âge de sept ans. Ses dessins d’enfants ont été en grande partie conservés et sélectionnés dès 1911 par Klee lui-même qui les a inscrits dans le catalogue de ses œuvres en les qualifiant de dessins « fantaisistes illustratifs ».
En 1898, il intégra l’atelier d’ Heinrich Knirr où il apprit avec succès le dessin figuratif. En 1900, il entra à l’Académie des Beaux-Arts de Munich où il s’exerça à la technique de la gravure et de la sculpture.

En 1900, le jeune artiste se lia d’amitié avec la pianiste Lily Stumpf  (1876-1946), fille d’un médecin de Munich, avec laquelle il se fiança en 1901 avant de quitter Munich pour un séjour en Italie avec son camarade d’études, le sculpteur Hermann Haller. Il futt subjugué par le charme de l’art de la Renaissance. À Berne, il découvrit les œuvres de J-B Corot qu’il admira.

Il passa une quinzaine de jours en compagnie de Hans Boesch et Louis Moilliet à Paris, en 1905. Il y fit la connaissance des impressionnistes à l’exception de Paul Cézanne et de certains contemporains modernes comme Henri Matisse et André Durain. Il admira en particulier Édouard Manet, Claude Monet, Pierre Puvis de Chavanne, Auguste Renoir, mais aussi Francisco Goya et Diego Velasquez qu’il vit au musée du Louvre et à celui du Luxembourg . Il retourna à Munich à la fin de 1906 pour y épouser Lily Stumpf avec qui il eut un seul fils, Félix, né en 1907 et mort en 1990.

C’est en 1917 que l’artiste se fit connaitre en organisant de nombreuses expositions. Doué en pédagogie il enseigna, à partir de 1920, au Bauhaus de Weimar puis à l’Académie des Beaux-Arts de Düsseldorf. Il en fut chassé par les Nationaux-Socialistes en 1933 et s’installa dans le Tessin.

En 1935, il fut atteint de sclérodermie. La maladie influença les dernières œuvres de Paul Klee dans lesquelles il exprimait sa souffrance et son tourment (fonds très étudiés parsemés de traits noirs) voire l’angoisse de la mort dans “Explosion de Peur” et “Cimetière”.

Tout au long de sa vie, Paul Klee eut des chats. Pour lui, le chat est un dieu égaré sur la terre. Il en introduisit dans ses œuvres : dessins, peintures, poèmes, photographies. Il nous a transmis des chats qui chassent au clair de lune, des chats rêvant aux oiseaux. Dans sa toile ”Idole pour les chats de la maison” (1924), il représente une tête de chat géante.
Paul Klee était très sensible aux subtilités et à la finesse du caractère du chat.

Un chat en cage, quelle drôle d’image !1308858_orig
Dehors, l’oiseau vole.
Le félin le dévore des yeux.
Mais, si le chat le regarde,
ce n’est peut-être pas pour le manger,
mais parce qu’il rêve de liberté.

Découverte de Paul Klee, Chat et Oiseau.

Le peintre eut plusieurs chats dans sa demeure : tout d’abord, il eut un chat gris nommé Nuggi lorsqu’il était étudiant. Il eut aussi Mys, un chat à poil long foncé que Paul Klee photographia en 1902. Puis il eut Fripouille (qu’il appelait aussi Fritzy), un chat tigré qu’il peignit dans la toile intitulée “Le chat et l’oiseau”. Il s’agit d’une calligraphie  en couleurs mettant en scène un chat, un oiseau entre ses yeux.
Mais sans doute, celui qui compta le plus, fut Bimbo, “l’Ange Blanc”, chat racé qui lui fut offert et lui servit souvent de modèle.

Paul Klee était très attaché à ses chats. Lorsqu’il était au front, pendant la guerre de 1914, il ne manquait pas de demander des nouvelles de Fritzy dans sa correspondance avec son épouse.  
De même, il écrivit dix lettres très émouvantes à Bimbo, l’Ange Blanc, lorsqu’il fut hospitalisé dans un sanatorium.
Son ami, Ernst Ludwig Kirchner a fait son portrait en compagnie de l’Ange Blanc. C’est d’ailleurs en peignant une ultime fois son chat favori que Paul Klee rendit son dernier soupir, le 29 Juin 1940, laissant la toile intitulée “la montagne du chat sacré”, inachevée.

Un livre intéressant sur les relations de Paul Klee et les chats, intitulé “Les chats cosmiques de Paul Klee” a été écrit par Marina Alberghini et publié en 1993.  

Malheureusement, je n’ai pas trouvé de version française à ce magnifique vidéo. À défaut de mieux, voici la version en anglais. C’est grand, mais ça vaut la peine!

Uma parede com gatos – Un mur à chats


Esperava alguém, estacionada em Cascais e reparei que a parede à minha frente estava cheia… de gatos! Sim, sim, fotografei-os por curiosidade  e lembrei-me logo do passe-muraille de Marcel Aymé, razão pela qual, já coloquei um dos gatos ali no side bar com aquela legenda. 20160420_195302

E agora pensei, porque não partilhar esses clichés… até num deles há gato… e meio! Reparem na parte de cima da foto, meio focinho nos mira!

chats gris

20160420_195804J’attendais quelqu’un, la voiture parquée à Cascais (Portugal, bien sûr) et j’ai remarqué que le mur en face de moi était plein… de chats! Si, si, des chats que j’ai photographié et je me suis tout de suite souvenue du passe-muraille de Marcel Aymé, voilà pour- quoi j’en ai tout de suite mis un avec ce titre dans le sidebar.

J’ai donc décidé maintenant de  partager ces clichés avec vous … il y a même sur l’un d’eux un chat et demi!… Notez dans la partie supérieure de la deuxième photo, un demi museau nous mate!!!

Siné, o cartoonista ou os gatos também choram! – Siné, le cartooniste ou les chats aussi pleurent!


220px-SineMaurice Sinet, dito Siné, nasceu a 31 de Dezembro de 1928 no 20º bairro de Paris foi um desenhador e caricaturista francês que acabou de falecer a 5 de Maio de 2016, no hospital, depois de uma operação.

Filho de Fabienne Ducrocq, Maurice Sinet passou a sua infância em Paris. O destino do seu pai natural, Laurent Versy, artista em ferragem, condenado a vários anos de trabalhos forçados, contribuiu à sua distância crítica em relação ao Estado, a Justiça e a Polícia. Siné usou o nome do marido da sua mãe, Albert Sinet, de quem ela se divorciou para voltar a casar com Laurent Versy, após ter este cumprido a sua pena.

Com catorze anos, Siné entrou na famosa École Estienne e ali estudou desenho e aprendeu a fazer maqueta. A noite, ganhava a vida a cantar em cabarés. Certo dia, encontrou desenhos de um Romeno que se tornara um dos melhores  ilustradores americanos : Saul Steinberg. Será uma das suas principais fontes de inspiração artística : « Logos que vi os desenhos de Steinberg tive um  «coup de foudre» e decidi tentar esta profissão. »

Entre 1946 e 1948, foi cantor no grupo de cabaré: Les Garçons de la rue. Ao terminar o seu serviço militar, de que passou a maior parte castigado na prisão, começou a desenhar e efectuar retoques em fotos de revistas pornográficas da época.

Publicou o seu primeiro desenho no France Dimanche em 1952 e recebeu o Grande Prémio do Humor Negro em 1955 pela sua recolha Com- plainte sans Paroles.

Em 1957, com Jean Yanne para os textos, desenhou numa revista anticlerical J’y va-t-y j’y Vatican e Ça fait des bulles. 

Uma série de desenhos baseados em trocadilhos ilustrados com gatos contribuiu a revelá-lo – Pompe à chats (edição de autor) em 1956 e Portée de chats em 1957. Então é contratado pelo jornal semanário L’Express como desenhador político.

Chat luthier gall sauvage

Manifestou as suas opiniões anticolonialistas durante a guerra da Argélia. Depois de uma temporada agitada no L’Express, fundou o seu próprio jornal, Siné Massacre que lançou com o editor Jean-Jacques Pauvert. Jacques Vergès fundou o Révolution africaine, com o qual Siné participou durante pouco tempo, no final de 1962. Jacques Vergès lançou também em França o mensal Révolution; com o desenhador Strelkoff, Siné foi nomeado secretário de redacção. Os dois desenhadores só publicaram poucos desenhos nos 12 números publicados da revista. Mas Siné sentiu falta de liberdade em relação a certos assuntos que apreciava mais (religião, sexo, política…), e preferiu cessar essa colaboração.

Em maio de 1968, Siné fondou L’Enragé com Jean-Jacques Pauvert. Em 1981, Siné juntou-se à equipa de Charlie Hebdo assinando a rúbrica « Siné sème sa zone ». Também em 1981, contactaram-no para a emissão Droit de Réponse na TF1. Em 1984, Siné recebeu o Prémio Honoré Daumier.

Chat ouilleux,pitre et terton

Em 1992, retomou a rúbrica « Siné sème sa zone » no novo Charlie Hebdo, todavia teve alguns atritos com a nova direcção, que acabaram com um despedimento, devido à vários processos acusando-o de anti-sémitismo. A 24 de fevereiro de 2009 é absolvido em Lyon, os juízes considerando que Siné usara o seu direito à sátira. A 30 de Novembro de 2010, o tribunal de grande instância de Paris condenou Charlie Hebdo por prejuízo moral e financeiro para com Siné. O julgamento aliás precisou que« não se pode pretender que os termos da crónica de Siné sejam anti-semitas… nem que este cometera uma falta ao escrevê-los. » As Éditions Rotatives, sociedade editora do semanário,deviam  pagar 40 000 euros de perdas e danos a Maurice Sinet por ruptura abusiva de contrato. Charlie Hebdo apelou, e em Dezembro de 2012, o Supremo Tribunal de Paris confirmou a sentença e aumentou o montante das perdas e danos para 90 000 euros.

A 27 de Agosto de 2008, Siné anúnciou no seu blog a publicação a 10 de Setembro do seu próprio semanário satírico, intitulado Siné Hebdo, com a sua esposa Catherine Failliot como chefe de redacção. Entre os cerca de cinquenta colaboradores contam-se Guy Bedos, Philippe Geluck, Christophe Alévêque, Jackie Berroyer, Benoît Delépine, Isabelle Alonso, Denis Robert, Michel Onfray, Delfeil de Ton… Os accionistas do jornal foram Siné, a sua esposa Catherine, Guy Bedos, Michel Onfray e um amigo do casal Sinet, assim como l’Association des Mal Élevés.

Segundo Siné, « será  um jornal de humor, libertário, o que deveria ter sido Charlie se tivesse ficado na tradição inicial », « uma folha que não respeitará nada » e « que cagará tranquilamente na cola e nos bégonias sem se importar com os raios e coriscos e as inimizades de todos os chatos. »

Sem rendimento suficiente, o jornal acabou a 28 de Abril de 2010. Todavia, ano e meio mais tarde, Siné, a sua mulher e grande parte da equipa de Siné Hebdo recomeçam a aventura com Siné Mensuel, « o jornal que faz doer e sabe bem  », cujo primeiro número saiu em Setembro de 2011. Foi um êxito, visto que 50 000 leitores o compraram.

Grande amador de jazz, Siné ilustrou  numerosos livros sobre o jazz, como também capas de discos. Alguns dos seus desenhos foram utilizados para ilustrar a capa de obras, como Parents contre profs do jornalista Maurice Mashino, porque o desenho permite à primeira vista uma compreensão perfeita do conteúdo.

Siné também assinou a capa do livro La Marseillaise de Marc-Édouard Nabe em 1989, mostrando o saxofonista de jazz Albert Ayler, e uma recolha de poemas do mesmo escritor,  Loin des Fleurs.

Ilustrou vários capas de romances saídos na colecção Livre de Poche (entre os quais Zazie dans le Métro de Raymond Queneau)

Siné encarnou o filósofo Bernard-Henri Siné, paródia de Bernard-Henri Lévy, na emissão Groland Magzine. Apareceu também no filme Louise-Michel, de Gustave Kervern e Benoît Delépine, durante uma cena rodada no «familistère» da fábrica Godin, e também em Mammuth, dos mesmos autores, onde tem o papel de um viticultor.

A 13 de Outubro de 2010, saiu nos ecrãs franceses o documentário Mourir ? Plutôt crever ! que lhe foi consagrado,  realizado por Stéphane Mercurio. Residia há vários anos em Noisy-le-Sec.

Chat siné for ever!

BxLqqUOccobLVvueW1b1f6E_6FQMaurice Sinet, dit Siné, est né le 31 décembre 1928 dans le 20e arrondissement de Paris est un dessinateur et caricaturiste français. Siné vient de mourir le 5 mai 2016, des suites d’une opération des poumons, à l’âge de 87 ans

Fils de Fabienne Ducrocq, Maurice Sinet passa son enfance à Paris, entre Barbès et Pigalle. Le sort de son père naturel, Laurent Versy, ferronnier d’art, condamné à plusieurs années aux travaux forcés, contribua à sa distance critique envers l’État, la justice et la police.  Siné porta le nom du mari de sa mère, Albert Sinet, dont elle a divorcé pour se remarier avec Laurent Versy.

À quatorze ans, il entra à l’École Estienne et y étudia le dessin et la maquette. La nuit, il gagnait sa vie en chantant dans les cabarets. Un jour, il tomba sur les dessins d’un Roumain devenu le plus célèbre des illustrateurs américains : Saul Steinberg. Ce sera l’une de ses principales sources d’inspiration artistique : « Dès que j’ai vu les dessins de Steinberg, j’ai eu le coup de foudre et j’ai décidé d’essayer ce métier. »

Entre 1946 et 1948, il fut chanteur dans le groupe de cabaret : Les Garçons de la rue.

À son retour du service militaire, qu’il passa en grande partie en prison, il commença à dessiner et à faire des retouches sur les photos des revues pornographiques de l’époque. Il publia son premier dessin dans France Dimanche en 1952 et reçut le grand prix de l’Humour Noir en 1955 pour son recueil Complainte sans Paroles. En 1957, avec Jean Yanne pour les textes, il dessina dans une revue anticléricale J’y va-t-y j’y Vatican puis Ça fait des bulles .

cat apulte + chat pelet

Une série de dessins basée sur des jeux de mots mettant en scène des chats contribua à le faire connaitre – Pompe à chats (à compte d’auteur) en 1956 et  Portée de chats en 1957. Il entra alors à L’Express comme dessinateur politique.

Il exprima ses opinions anticolonialistes pendant la guerre d’Algérie. Après un passage houleux à L’Express, il fonda son propre journal, Siné Massacre qu’il lança avec l’éditeur Jean-Jacques Pauvert. Jacques Vergès fonda Révolution africaine, à laquelle Siné participa quelque temps, fin 1962. Jacques Vergès lança aussi en France le mensuel Révolution ; Siné y fut nommé, avec le dessinateur Strelkoff, secrétaire de rédaction. Les deux dessinateurs ne publieront que peu de dessins dans les 12 numéros que comptera cette revue. Mais Siné manquait de liberté sur certains sujets qui lui tenaient à cœur (religion, sexe, politique…), et préféra cesser cette collaboration.

Chat fleuriEn mai 1968, Siné fonda L’Enragé avec Jean-Jacques Pauvert. En 1981, Siné rejoignit l’équipe de Charlie Hebdo et signa la rubrique « Siné  sème sa zone ». En 1981 aussi, on fit appel à lui pour l’émission Droit de Réponse sur  TF1.En 1984, il reçut le prix Honoré Daumier.

En 1992, il reprit la rubrique « Siné sème sa zone » avec le nouveau Charlie Hebdo, non sans quelques heurts avec la nouvelle direction, qui se soldèrent par un renvoi, dû à plusieurs procès l’accusant d’antisémitisme. Le 24 février 2009, il fut relaxé à Lyon, les juges considérant que Siné avait usé de son droit à la satire. Le 30 novembre 2010, le tribunal de grande instance de Paris condamna Charlie Hebdo pour préjudice moral et financier à l’encontre de Siné. Le jugement précisa en effet qu’« il ne peut être prétendu que les termes de la chronique de Siné sont antisémites… ni que celui-ci a commis une faute en les écrivant. » Les Éditions Rotatives, société éditrice de l’hebdomadaire, devront verser 40 000 euros de dommages et intérêts à Maurice Sinet pour rupture abusive de contrat. Charlie Hebdo fit appel, et en décembre 2012, la cour d’appel de Paris confirma la sentence et augmenta le montant des dommages et intérêts à 90 000 euros.

chat perçant, pa e kespeare

Le 27 août 2008, Siné annonça sur son blog la sortie le 10 septembre de son propre hebdomadaire satirique, intitulé Siné Hebdo, avec pour rédactrice en chef  son épouse Catherine Failliot. Parmi la cinquantaine de collaborateurs se trouvaient Guy Bedos, Philippe Geluck, christophe Alévêque, Jackie Berroyer, Benoît Delépine, Isabelle Alonso, Denis Robert, Michel Onfray, Delfeil de Ton… Les actionnaires du journal étaient Siné, son épouse Catherine, Guy Bedos, Michel Onfray et un ami du couple Sinet, ainsi que l’Association des Mal Élevés.

D’après Siné, « ce sera un journal d’humour, libertaire, ce qu’aurait dû être Charlie s’il était resté dans la tradition initiale », « un canard qui ne respectera rien » et « qui chiera tranquillement dans la colle et les bégonias sans se soucier des foudres et des inimitiés de tous les emmerdeurs ».

btIwCW3a6lrqmI5tgV1qRHTEt2cFaute de rendement suffisant, le journal dut s’arrêtaér le 28 avril 2010  Toutefois, un an et demi plus tard, Siné, sa femme et une grande partie de l’équipe de Siné Hebdo reprirent l’aventure avec Siné Mensuel, « le journal qui fait mal et ça fait du bien », dont le premier numéro fut mis en vente en septembre 2011. Ce fut un franc succès, puisqu’il fut tout de suite  acheté par environ 50 000 lecteurs.

Grand amateur de jazz, Siné a illustré de nombreux livres sur le jazz, ainsi que des pochettes de disques. Certains de ses dessins ont été utilisés pour l’illustration de la page de couverture d’ouvrages, comme Parents contre profs du journaliste Maurice Mashino, parce que le dessin permet d’un coup d’œil une approche parfaite du contenu .

Il a également signé la couverture du livre La Marseillaise de Marc-Édouard Nabe en 1989, représentant le saxophoniste de jazz Albert Ayler, ainsi qu’un recueil de poèmes du même écrivain, Loin des Fleurs.

les chats livreIl a notamment illustré plusieurs couvertures de romans parus au Livre de Poche (dont Zazie dans le Métro de Raymond Queneau) Il résidait depuis plusieurs années à Noisy-le-Sec.

Siné incarna le philosophe Bernard-Henri Siné, parodie de Bernard-Henri Lévy, dans l’émission Groland Magzine. Il apparut également dans le film Louise-Michel, de Gustave Kervern et Benoît Delépine, durant une scène tournée dans le familistère de l’usine Godin, ainsi que dans Mammuth, des mêmes auteurs, où il joua le rôle d’un viticulteur.

Le 13 octobre 2010, sortit sur les écrans français le documentaire Mourir ? Plutôt crever ! qui lui était consacré, réalisé par Stéphane Mercurio.

Siné vient de mourir, le 5 mai 2016, des suites d’une opération des poumons, à l’âge de 87 ans.

Mário Miranda, cartoons que não esquecem os gatos – cartoons qui n’oublient pas les chats


MarioMirandaMário Miranda nasceu em Damão então Índia portuguesa de pais Goeses católicos.  Na sua tenra idade, quando a sua mãe o viu desenhar nas paredes da casa, ofereceu-lhe um caderno para dar livre expressão à sua imaginação, que ele chamou seu Diário. Até teve problemas na escola por fazer caricaturas de padres católicos. Os primeiros cartoons de Mário Miranda apresentavam vinhetas sobre a vida de uma aldeia goesa, o tema com o que sempre foi mais conhecido.

Fez os seus estudos secundários em St. Joseph’s Boys High School, em Bengalore e seguiu formar-se em história no St. Xavier’s College de Mumbai (Bombaim), seguindo para  o Indian Administrative Service (IAS). Depois disso, começou a estudar arquitectura por ordem dos pais, mas perdeu rapidamente o interesse

686f925246767f2a01e0322bfdd9c3faMiranda começou a sua carreira num estúdio de publicidade, onde trabalhou durante 4 anos antes de se dedicar aos cartoons a tempo inteiro. Teve o seu primeiro êxito como cartoonista no The Illustrated Weekly of India que publicou alguns dos seus trabalhos. Os seus desenhos e cartoons trouxeram-lhe também uma oportunidade de trabalho na revista Current . Um ano mais tarde, o Times of India ofereceu-lhe um espaço, embora primeiro o tenham rejeitado. Depois disso, as suas criações, tais como Miss Nimbupani e Miss Fonseca, apareceram regularmente em FeminaEconomic Times, e The Illustrated Weekly of India.

Depois de passar cinco anos na Inglaterra, Miranda regressou a Mumbai onde voltaram a recebê-lo no seu antigo emprego no Times of 29e19ea6ce1dcdae417fdca355ea6dc8India, onde trabalhou com o reputado car- toonista, R. K. Laxman.

Mais tarde, Miranda conheceu a artista Habiba Hydari. Casaram e tiveram dois filhos, Raul e Rishaad.

A boa oportunidade de Miranda aconteceu em 1974, quando, con- vidado pelos  United States In- formation Services, foi para a América, o que lhe proporcionou a divulgação da sua arte e interagir com outros cartoonistas nos EUA. Teve assim a oportunidade de trabalhar com Charles Schulz, o criador dos Peanuts e de co- nhecer Herblock, o cartoonist editorial do Washington Post.

Recebeu os prémios Padma Shri (1988) e Padma Bhushan (2002). A All India Cortoonist Asscociation atribuiu-lhe o Prémio de Carreira. O rei Juan Carlos de Espanha condecorou Mário Miranda com a maior honra civil a Cruz da Ordem de Isabel, a Católica” que lhe foi entregue a 11 de Novembro de 2009, na sua residência familiar de Loutulim por Don Miguel Nieto Sandoval e em 29 de Dezembro de 2009 Portugal, lhe entregou a Ordem do Infante D. Henrique. Mario Miranda recebeu postumamente o prémio Padma Vibhushan, o Segundo Prémio mais alto da República de Índia, pelo presidente, em 4 de Abril de 2012.

fish-market-mario-mirandaFez exposições individuais em 22 paises, incluindo os Estados-Unidos, o Japão, o Brasil, a Austrália, Singapu- ra, a França, a Jugoslá-via, e Portugal.

Os cartoons de Miranda ornamentam as paredes do mais famoso lugar do sul de Bombaim, o Café Mondegar, em Colaba.  Em 1990, o dono, Rushi Yazdegardi pediu ao Mário Miranda para decorar duas paredes opostas do café, cada uma com temas diferentes: o primeiro com Vidas em Mumbai e a outra com Atmosfera no café. Caricaturas de Mário Miranda podem também ser vistas no mercado municipal de Panjim, Goa, assim como noutras partes da Índia.

 Miranda elaborou também o vídeo ” Mile Sur Mera Tumbara”, que inclue as mais notáveis personalidades das artes na Índia, em filmes, literatura, música, e desportos.

cafe_mondegarDedicou-se também a pintura e ilustrou li- vros. Gostava de viajar e ouvir música e tinha intenção de escrever as suas memórias sobre a sua juventude em Goa ilustradas com aguare- las, na altura da sua reforma, mais não teve tempo de o fazer.

Já retirado, Miranda viveu na casa da família, em Loutolim, uma aldeia em Salcete, Goa, com a sua mulher, o mais novo dos seus filhos e os seus animais de estimação. Essa casa figura no filme de Shyam Benegal, de 1985, Trikaal. Mesmo depois de retirado, as obras de Miranda continuavam a ser vistas regularmente nas  publicações de Mumbai, e ele foi convidado a viajar até países como Maurícia e Espanha, onde desenhou as suas culturas locais.

A 11 de Dezembro de 2011, Mário Miranda morreu de causas naturais na sua casa de Loutolim. As exéquias tiveram lugar a 12/12/11 na Igreja de Loutolim, onde o choral de Miguel Cotta, cantou pela primeira vez a versão de Pie Jesu de Andrew Lloyd Webber. O corpo de Mário Miranda foi cremado, segundo os seu desejo relatado pela esposa, no Hindu Crematorium em Pagifond, Margao.

Em 2013, um cruzamento em Mumbai recebeu o nome de Miranda. Em 2 de Maio 2016, o Google o homenageia com um doodle pelo 90 aniversário do seu nascimento. O doodle mostra uma cena dos arredores de Mumbai durante a época das chuvas.

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Mario MirandaMário Miranda naquit à Damão, alors territoire de l’Inde portugais, de parents Goenses catholiques.  dans son enfance, lorsque sa mère le vit dessiner sur les murs de la maison mãe, elle lui offrit un cahier pour donner libre cours à son imagination, qu’il appela son Journal . Il eut même des problèmes à l’école pour dessiner des caricatures de pères catholiques, ses professeurs. Les premiers cartoons de Mário Miranda représentaient de scènes sur la vie d’un village de Goa,le thème qui lui donna sa célébrité.

Il fit ses études secondaires à St. Joseph’s Boys High School, à Bengalore et se formas en Histoire au St. Xavier’s College de Mumbai (Bombay), allant ensuite au Indian Administrative Service (IAS). Il commença des études d’architecture selon l’ordre de ses parents, mais perdit rapidement tout intérêt.

792ed4b803180f42c44158a204a6da74Miranda commença sa carrière dans un studio de publicité, où il travailla pendant 4 ans avant de se dédier aux cartoons à plein temps. Son premier succès comme cartooniste fut au The Illustrated Weekly of India qui publia quelque-uns de ses travaux. Ses dessins et cartoons lui donnèrent aussi l’occasion de publier dans la revue Current . Un an plus tard, le Times of India lui offrit un espace, bien que de prime abord il ait été refusé. Ensuite, ses créations, comme Miss Nimbupani et Miss Fonseca, parurent régulièrement dans FeminaEconomic Times, et The Illustrated Weekly of India.

Après cinq ans passés en Angleterre, Miranda rentra à Mumbai où on le reçut de nouveau à son ancien emploi au  Times of India, où il travailla avec le cartooniste réputé, R. K. Laxman.

Plus tard, Miranda fit la connaissance de l’artiste Habiba Hydari. Ils se marièrent et eurent deux garçons, Raul et Rishaad.

La grande chance de Miranda vint en 1974, quand, invité par les  United Sta- tes Information Ser- vices, il se rendit en Amérique, ce lui lui permit la divulgation de son art et interagir avec d’autres cartoo- nistes aux USA. Ainsi il eut l’occasion de travailler avec Charles M. Schulz, le créateur des Peanuts et de connaître Herblock, le cartooniste éditorial du Washington Post.

9b673200cde9ab00dda59ce3a98ce379Mário Miranda reçut les Prix Padma Shri (1988) et Padma Bhushan (2002). La All India Cortoonist Asscociation lui attribua le Prix de Carrière. Le roi Juan Carlos de Espanha  décora Mário Miranda avec la plus grande décoration civile, la Croix de l’Ordre d’Isabelle, la Catholique qui lui fut remise le 11 novembro 2009, dans sa residence familiale de Loutulim par Don Miguel Nieto Sandoval et le 29 décembre 2009 le Portugal, lui remis l’Ordre de l’Infant D. Henrique. Mario Miranda reçut à titre postume le prix Padma Vibhushan, le Second Prix le plus haut mais de la République de l’Inde, le 4 avril  2012.

Il fit des expositions individuelles dans 22 pays, dont les USA, le Japon, le Brésil, l’Australie, Singapoure, la France,  la Yougoslavie, et le  Portugal.

Les cartoons de Miranda ornent les murs de l’endroit le plus fameux du sud de Bombay, le Café Mondegar, à Colaba.  En 1990, le propriétaire, Rushi Yazdegardi demanda à Mário Miranda qu’il décore les deux murs opposés du café, chacun avec un sujet différent: le premier avec Vies à Mumbai et l’autre avec Atmosphère au café. Des caricatures de Mário Miranda peuvent aussi être admirées au marché municipal de Panjim, Goa, comme dans d’autres régions de l’Inde .

 Miranda élabora également la video ” Mile Sur Mera Tumbara”, qui inclue les plus marquantes personnalités des arts en Inde, au cinéma, en littérature, musique et sports.

16332658816_7a77d515e0_bIl se dédia à la peinture et illustra des livres. Aimant voyager et écouter de la musique, il avait l’intention d’écrire les mémoires de son enfance à Goa illustrées avec des aquarelles,au moment de sa retraite, mais il n’eut pas le temps de le faire.

Retraité, Miranda vécut dans la maison de famille, à Loutolim, un village de Salcete, Goa, avec sa femme, son fils cadet et ses animaux d’estimation. cette maison figure dans le film de Shyam Benegal, de 1985, Trikaal. Même une fois retraité, les œuvres de Miranda continuèrent à paraitre régulièrement dans des publications de Mumbai, et il fut convié à voyager dans des pays tels que l’île Maurice et l’Espagne, où il dessina leurs cultures locales.

Le 11 décembre 2011, Mário Miranda s’éteignit dans sa maison de Loutolim et le  12, eurent lieu les obsèques à l’église de Loutolim, où la chorale de Miguel Cotta, chanta en première la version de Pie Jesu de Andrew Lloyd Webber. Le corps de Mário Miranda fut incinéré, selon son désir énoncé par son épouse, au Hindu Crematorium à Pagifond, Margao.

En 2013, un croisement routier de Mumbai reçut le nom de Miranda.

Le 2 Mai 2016,  Google lui rend hommage avec un doodle pour le 90ème anniversaire de sa naissance. Le doodle montre une scène des alentours de Mumbai à l’époque des pluies.

Os gatos e o crime – Martha Grimes – Chats et Polars


author_martha2Nascida a 2 de Maio de 1931 em Pittsburg, Pensilvânia (onde o seu pai era o procurador da cidade), Martha Grimes passava todos os Verões no hotel da sua mãe, no oeste do Maryland. As suas recordações favoritas daquela altura eram a sua mãe a cozinhar e as produções de teatro do seu irmão na grande garagem atrás do hotel onde ela era raramente admitida.

Desde sempre amante da língua inglesa, a sua primeira obra foi Send Bygraves, um policial dramático, utilizando as convenções do tradicional policial britânico para explorar a natureza do crime, o criminoso e o investigador criminal.

indexMartha mandou a novela, sem a ajuda de nenhum agente a vários editores. Em 1979, um editor de Little Brown Inc., encontrou o livro na «pilha das pieguices» (onde largavam os manuscritos não solicitados para algum assistente ler) e decidiu publicar The Man with a Load of Mischief com uma tiragem de 3000 exemplares. O livro saiu em 1981, e dali em diante Martha Grimes publicou um livro (por vezes dois) por ano.

Na altura dos seus quarto e quinto livros, Martha Grimes recebeu uma maior atenção dos médias que não só aplaudiram  a sua habilidade como Americana para escrever autênticos mistérios britânicos como  misturar os conceitos da forma britânica com  o tom e a atmosfera de um Americano. “Help the Poor Struggler é mais uma novela americana, com harmonias cínicas à maneira de Raymond Chandler” (Time magazine, 7/15/85). Na lista dos melhores bestsellers de 1987, The Five Bells & Bladebone foi o seu livro que  “furou” na famosa lista do New York Times. As suas duas obras seguintes, The Old Silent and The Old Contemptibles, também entraran na famosa lista, tanto em capa mole como em capa dura. De The Old Contemptibles, o New York Times Book Review disse: “A autora  mantém-nos cativados com as ricas vidas íntimas e públicas dos personagens nesta saga familial emocionalmente tempestuosa.”

51kJ33LKo4L._SX303_BO1,204,203,200_Em 1992, com a publicação de The End of the Pier, Martha  Grimes largou os seus queridos personagens da série Richard Jury para escrever uma novela contemporânea situada no Oeste do Maryland que combina o enigma de um assassino em série com uma pungente história dos problemas de relacionamento entre uma mãe e seu filho. O livro mostrou-a como uma escritora de mérito fora do âmbito da ficção policial — “The End of the Pier” acaba por ser dois livros num só: “uma novela de mistério suculenta e a exploração do comportamento humano que poucos leitores esquecerão” (San Francisco Chronicle, 2/7/92). O segundo livro da série — Hotel Paradise — saiu quatro anos mais tarde e foi aplaudido pela crítica como  “ Um lugar bastante parecido com a própria novela: fora do tempo, quase inacreditável totalmente cativante” (Washington Post, 5/26/97)

A Casa em ruínasEm 1993, com a saída de The Horse You Came in On, Martha trouxe Richard Jury e Melrose Plant a America pela primeira vez para o pub com este nome, em Baltimore, Maryland. Foi tal o êxito e a reacção positiva dos fãs (O Presidente da Câmara de Baltimore ofereceu-lhe a chave da cidade e declarou o 12 de Agosto de 1993 o “Dia de Martha Grimes”) que ela trouxe Richard Jury de novo na América em Rainbow’s End para investigar um caso que o levou a Santa Fé, no Novo México.  

Em 1997, Martha Grimes levou Richard Jury e Melrose Plant de volta à Inglaterra em  The Case Has Altered. The New York Times Book Review aplaudiu e a novela foi nomeada Livro do Ano.

A saída de Biting the Moon a 15 de Abril de 1999, marca uma nova orientação de Grimes, o primeiro de uma nova serie de livros focando a prevenção contra o abuso sobre os animais com duas heroínas adolescentes. Ela doou dois terços dos seus lucros à organizações contra o abuso sobre os animais em todo o país  e disse, “não acredito que as pessoas estão THE BLACK CAT - MARTHA GRIMESindiferentes perante o bem-estar dos animais, é possível que o contrário seja verdadeiro as pessoas estão tão afectadas com relatos de abusos sobre os animais que simplesmente não querem saber.” Cold Flat Junction (2001) and Belle Ruin (2005) continuam as aventuras de um detective de 12 anos, Emma Graham.

Com a publicação de The Blue Last em Setembro de 2001, A Sra. Grimes regressou à lista de Bestsellers do New York Times. Recebeu mais correio dos fãs preocupados com a “morte” de Richard Jury, os títulos seguintes da série Jury: The Grave Maurice (2003), The Winds of Change (2004), The Old Wine Shades (2006), Dust (2007) e The Black Cat (2010) foram também best sellers do New York Times.

MARTHA GRIMESNée le 2 mai 1931 à Pittsburg, Pennsylvanie (où son père était le procureur de la ville ), Martha Grimes passait tous ses étés à l’hôtel de sa mère, dans l’ouest du Maryland. Ses souvenirs favoris de cette période sont sa mère à la cuisine et les productions théâtrales de son frère dans le grand garage derrière l’hôtel où elle était rarement admise.

Depuis toujours amante de la langue anglaise, son premier livre fut Send Bygraves, un policier dramatique, utilisant les conventions du traditionnel livre policier britannique pour explorer la nature du crime, le criminel et l’enquêteur criminologiste.

Martha envoya la nouvelle, sans l’appui d’aucun agent à plusieurs éditeurs. En 1979, un rédacteur de Little Brown Inc., trouva le livre dans la  «pile des mièvreries» (où étaient largués les manuscrits non sollicités pour être lu par un quelconque assistant) et il décida de publier The Man with a Load of Mischief avec un tirage de 3000 exemplaires. Le livre sortit en 1981, et depuis lors Martha Grimes publie un livre (parfois deux) par an.

Send BygravesLors de ses quatrième et cinquième livres, Martha capta une plus grande attention des médias qui non seulement  applaudirent  son habileté en tant qu’Américaine pour écrire d’authentiques romans policiers britanniques comme pour mélanger les concepts de la forme britannique avec le ton et l’atmosphère d’un Américain. “Help the Poor Struggler est une nouvelle américaine, avec des harmonies cyniques à la façon de Raymond Chandler” (Time magazine, 7/15/85). Dans la liste des meilleurs bestsellers de 1987,  The Five Bells & Bladebone  fut son livre qui  “s’imposa” dans la fameuse liste du New York Times. Ses deux œuvres suivantes, The Old Silent et The Old Contemptibles, figurèrent également dans la fameuse liste, tant en édition brochée comme en cartonnée. De The Old Contemptibles, le New York Times Book Review a dit: “L’auteur  nous maintient captivés par la richesse des vies intimes et publiques des personnages dans cette saga familiale émotionnellement tempétueuse.”

Le fantôme de la LandeEn 1992, avec la parution de The End of the Pier, Martha largua ses chers personnages de la série Richard Jury pour écrire une nouvelle contemporaine située dans l’ouest du Maryland qui combine l’énigme d’un assassin en série avec une histoire poignante des problèmes relationnels entre une mère et son fils. Le livre la révèle comme un écrivain de mérite au-delà de la fiction policière — The End of the Pier est deux livres en un seul: “une nouvelle policière succulente et l’exploration du comportement humain que peu de lecteurs oublieront” (San Francisco Chronicle, 2/7/92). Le second livre de la série — Hotel Paradise — parut quatre ans plus tard et fut applaudi par la critique comme  “ Un lieu assez ressemblant avec la propre nouvelle: hors du temps, presque incroyable totalement captivante” (Washington Post, 5/26/97)

En 1993, avec la sortie de The Horse You Came in On, Martha emmena Richard Jury et Melrose Plant en Amérique pour la première fois au pub du même nom, à Baltimore, Maryland. Le succès fut tel ainsi que la réaction positive des fans – Le maire de Baltimore lui offrit la clé de la cité et déclara le 12 août 1993 le “Jour de Martha Grimes”– qu’elle ramena de nouveau en Amérique Richard Jury, dans Rainbow’s End, pour enquêter un cas qui le conduisit à Santa Fé, dans  le Nouveau Mexique.

The case has alteredEn 1997, Martha ramena Richard Jury et Melrose Plant en Angleterre,  dans The Case Has Altered. The New York Times Book Review applaudit et la nouvelle fut nommée Livre de l’Année.

La parution de Biting the Moon le 15 avril 1999, marqua une nouvelle orientation de Grimes, le premier d’une nouvelle série de livres parlant de la prévention contre les abus commis contre les animaux avec deux  héroïnes adolescentes. Elle fit le don de deux tiers de ses royalties à des organisations contre l’abus des animaux dans tout le pays  et déclara : “Je ne crois pas que les gens soient indifférents en relation au bien-être des animaux, il est possible que le contraire soit vrai — les gens sont tellement affectés par les nouvelles d’abus contre les animaux que simplement ils ne veulent pas savoir.” Dans Cold Flat Junction (2001) et Belle Ruin (2005) continuent les aventures d’une détective de 12 ans, Emma Graham.

Avec la parution de The Blue Last en septembre 2001, Madame Grimes se retrouva dans la liste de Bestsellers du New York Times. Elle reçut plus de courrier de fans préoccupés par la “mort” de Richard Jury. Les titres suivants de la série Jury: The Grave Maurice (2003), The Winds of Change (2004), The Old Wine Shades (2006), Dust (2007) et The Black Cat (2010) furent également des best sellers do New York Times.

 

O Gato do Castelo dos Mouros e outras aguarelas – Le chat du château des Maures et autres aquarelles – The Mourish Castle’s Cat and other watercolors


Amigos, estou mesmo a precisar de me desfazer de algumas das minhas aguarelas… Estas são de Sintra, todas único exemplar. Se lhes interessar podem contactar-me em cathlabey@gmail.com

Agradeço imenso a ajuda que me possam dispensar. Tenho mais aguarelas para ver em Coin de peintures, cujo link está no side bar deste blog.

Mes amis, j’ai vraiment besoin de me défaire de quelques unes de mes aquarelles… Celles-ci sont de Sintra (Portugal), toutes exemplaire unique. Pour les intéressés, contacter Cathlabey@gmail.com

Je vous remercie infiniment de l’aide que vous pourrez me dispenser. J’ai d’autres aquarelles au Coin de peinture dont le lien se trouve sur la colonne de droite de ce blog.

Dear friends, I really need to dispose of some watercolors of mine… These ones are of Sintra (Portugal), all unique original. Who is interested can contact me at Cathlabey@gmail.com

I already thank you very much for your help. I have more watercolors to appreciate in Coin de peinture which link you’ll find on the side bar of this blog.

árvore-seca-no-castelo-dos-mouros        Árvore Seca no Castelo dos Mouros – Arbre sec au château des Maures – Dry tree in Moorish castle

Dimensões: 29,6 X 19 cm – Suporte: Papel branco Dimensions: 29,6X19 cm – Support: Papier blanc Dimensions: 11.7X7.5 in – Support: White paper

de-colares-a-sintra

De Colares a Sintra – De Colares à Sintra – From Colares to Sintra

 Dimensões: 25 X 17 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 25X17 cm – Support: Papier blanc

Dimensions:  9.8X6.7 in – Support: White paper
portinhola-do-castelo-dos-mouros-com-gatoPortinhola do Castelo dos Mouros com gato – Porte du chemin de ronde du château des Maures avec chaton – Gateway of Moorish castle with cat

Dimensões: 17,5X25 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 17,5X25 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 6.9X9.8 in – Support: White paper

castelo-dos-mouros-sintraCastelo dos Mouros visto de Sintra – Château des Maures vu de Sintra – Moorish castle seen from Sintra

Dimensões: 34,2 X 24,2cm – Suporte: Papel branco   Dimensions: 34,2X24,2 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 13.5X9.5 in – Support:White paper

a-peninha-sintra

A Peninha – Castelo da Pena  – Château de Pena, «la petite Pena» – Pena’s Castle, «the little Pena»

Dimensões: 36,4 X 26,7 cm – Suporte: Papel branco  Dimensions: 36,4X26,7 cm – Support: Papier blanc
Dimensions: 14.3X10.5 in – Support: White paper

Os gatos e a Pintura 14 – Louis Wain – Les chats et la peinture 14


Louis_Wain_-_LascellesLouis William Wain nasceu a 5 de Agosto de1860 no bairro de Clerkenwell, em Londres. O seu pai negociava tecidos, bordados e rendas, a sua mãe era francesa. Louis era o mais velho de seis crianças e o único rapaz.

Wain nasceu com um lábio leporino e o médico recomendou aos pais para não o mandarem à escola antes dos dez anos de idade e Wain passou grande parte da sua primeira juventude a vadiar em Londres. Depois, Louis estudou na West London School of Art e até tornou-se ali professor por um breve período. Com 20 anos, Wain teve de sustentar a sua mãe e suas irmãs depois da morte do seu pai.

Em breve, Wain deixou o ensino para tornar-se um artista por conta própria e conseguiu alcançar um substancial sucesso. Especializou-se no desenho de animais e cenas campestres, trabalhando para vários jornais entre os quais o Illustrated Sporting and Dramatic News, onde ficou durante quatro anos, e o Illustrated London News, no início de 1886. Nos anos 1880, a obra de Wain consistia em ilustrações detalhadas de casas e propriedades rurais inglesas, assim como de gado por encomenda de Feiras Agrícolas. Naquela altura a sua obra incluiu uma grande variedade de animais e ele guardou, a vida inteira, essa habilidade para desenhar criaturas de todo o género. Houve uma altura em que esperou poder viver a desenhar retratos de cães.

Louis Wain spent hours at the bedside of his dying wifeCom 23 anos, Wain casou com a preceptor a da sua irmã, Emily Richardson, que tinha mais 10 anos do que ele (o que era considerado escandaloso naquela época), e mudou-se com ela para Hampstead no norte de Londres. Um cancro da mama se declarou e Emily morreu três anos depois do casamento. Antes da morte de Emily, Wain descobriu o motivo que iria definir a sua carreira. Durante a sua doença, Emily ficara confortada pela presença do seu gato, Peter, um gatinho preto e branco que salvaram depois de ouvi-lo miar à chuva, numa noite. O moral de Emily era muito levantado pela presença de Peter, e Louis pôs-se a desenhar imensos esboços dele, que Emily o encorajou fortemente a publicar. Ela faleceu antes de isso acontecer, mas ele continuou a desenhar o gato. Mas tarde, escreveu acerca de Peter, “A ele, praticamente, pertence o início da minha carreira, a persistência dos meus esforços e a afirmação da minha obra.” Peter pode ser reconhecido em muitas das primeiras obras publicadas de Wain.

220px-Wain_Cat_(realistic)Wain ficou célebre pelos seus gatos antropomórficos. Em 1886, o primeiro desenho de gatos antropomorfizados de Wain foi publicado no número de Natal do Illustrated London News, intitulado“A Kittens’ Christmas Party”. A ilustração mostra 150 gatos, muitos sendo parecidos com Peter, fazendo coisas como mandar convites, segurar uma bola, jogar e discursar, espalhados em onze vinhetas. No entanto os gatos mantinham-se sem roupa e sem a variedade de expressões humanas que caracterizou a obra posterior de Wain.

The Louis Wain kitten book

Com o pseudónimo de George Henri Thompson, ilustrou numerosos livros para crianças escritos por Clifton Bingham e publicados por Ernest Nister.

H0267-L00848556Nos anos seguintes, os gatos de Wain começaram a andar em duas patas, sorrir largamente e apresentar outras expressões exageradas, vestindo roupas sofisticadas. As suas ilustrações mostram gatos a tocar instrumentos musicais, a servir chá, a jogar às cartas, pescar, fumar e assistir a óperas. Tais ilustrações antropomórficas de animais eram muito populares na Inglaterra vitoriana e divulgadas em cartões de aniversários ou de Natal e em ilustrações satíricas como as de John Tenniel.

Wain foi um artista prolífico nos trinta anos seguintes, Ilustrou cerca de cem livros infantis, e centenas de desenhos em jornais e revistas, incluindo o Louis Wain Annual, que durou de 1901 a 1915. Em 1898 e 1911 foi presidente do National Cat Club.

12102_1As ilustrações de Wain parodiavam os comporta- mentos. Escreveu, “Levo um caderno ao restau- rante ou outro lugar público, e desenho as pessoas em diferentes posições como se fos- sem gatos, guardando o mais possível as suas características huma- nas. Isso dá-me duplo sentido e acho esses estudos a minha melhor obra humorística”.

Participou em várias obras de caridade para os animais, como a Sociedade de Protecção dos Gatos e a Sociedade contra a Vivissecção, achando que ajudava à “Limpar o desprezo com que o gato foi contemplado na Inglaterra”.

Apesar da sua popularidade, Wain sofreu dificuldades financeiras toda a sua vida.  Teve de manter a mãe e as irmãs e tinha pouco jeito para negócios. Wain era modesto, ingénuo e facilmente explorado, nada apto para se defender no mundo da edição. Muitas vezes vendeu os seus desenhos sem exigir direitos de reprodução.

Foi a Nova Iorque em 1907, onde desenhou algumas tiras de banda desenhada, como Cats About Town e Grimalkin, para os jornais de Hearst. A sua obra granjeou muita admiração.

A sua saúde mental piorou e em 1924, as suas irmãs não aguentando mais o seu comportamento excêntrico e por vezes violento, o internaram no Hospital psiquiátrico de Sprinfield (para pobres), em Tooting. Um ano mais tarde, foi ali descoberto e o seu estado publicitado o que levou a apelos de figuras como H.G.Wells e uma intervenção pessoal do Primeiro-Ministro. Wain foi então transferido para o Bethlem Royal Hospital em Southwark, e depois, em 1930, wain-deathno Nasbury Hospital no norte de Londres, hospital bastante agradável com um jardim cheio de gatos, onde ele passou os seus últimos 15 anos de vida em paz. Embora com comportamento bipolar, continuou a desenhar por prazer. Nesse período, a sua obra se caracteriza com cores fortes, flores e padrões abstractos, embora o motivo principal se mantenha: o gato.

Faleceu com 78 anos a 4 de Julho de 1939 e está sepultado junto a seu pai, no cemitério londrino de Kensal Green.

H,G.Wells disse dele: “Fez o gato seu. Inventou um estilo de gato, uma sociedade de gato todo um mundo de gato. Os gatos ingleses que não se parecem nem vivem como os gatos de Louis Wain sentem-se envergonhados.”

Louis William Wain est né le 5 août 1860 dans le quartier de Clerkenwell, à Londres. Son père était négociant de tissus, de btroeries et de dentelles, sa mère était française. Il était l’aîné de six enfants, étant le seul garçon.

imagesWain est né avec un bec-de-lièvre et le médecin recommanda  aux parents de ne pas l’envoyer à l’école avant ses dix ans et Wain passa la plupart de sa prime jeunesse à vadrouiller dans Londres. Plus tard, Louis fréquenta la West London School of Art et y devint même professeur pour une brève période.

À 20 ans, Wain dut  prendre soin de sa mère et de ses sœurs après le décès de son père.

Bientôt, Wain abandonna l’enseignement pour devenir un artiste à son compte et réussit à obtenir un succès substantiel. Il se spécialisa dans le dessin d’animaux et scènes champêtres, travaillant pour plusieurs journaux dont l’Illustrated Sporting and Dramatic News, où il resta  quatre ans, et l’Illustrated London News, au début de 1886.

Cenas campestres

Dans les années 1880, l’œuvre de Wain comprenait des illustrations détaillées de maisons et de propriétés rurales anglaises, ainsi que de bétail commandées par des de Foires Agricoles. Durant cette période il dessina une grande variété d’animaux et maintint toute sa vie cette habileté à dessiner toute sorte de créatures. Il pensa un moment pouvoir vivre de portraits de chiens.

Louis_Wain_at_his_drawing_table_1890À 23 ans, Wain épousa la préceptrice de sa sœur, Emily Richardson, qui avait plus de mais 10 ans que lui (considéré scandaleux à cette époque), et déménagea avec elle à Hampstead au nord de Londres. Un cancer du sein se déclara  et Emily mourut trois ans après son mariage. Avant la mort d’Emily, Wain découvrit le thème qui allait définir sa carrière. Durant sa maladie, Emily se sentait réconfortée par la présence de son chat, Peter, un chaton noir et blanc, qu’ils avaient sauvé après l’avoir entendu miauler une nuit sous la pluie. Le moral d’Emily s’améliorait toujours en présence de Peter, et Louis se mit à dessiner beaucoup de croquis de lui, qu’Emily l’encouragea fortement à publier. 220px-Wein_catpokerElle décéda avant que cela arrive, mais il continua à dessiner le chat. Plus tard, il écrivit à propôs de Peter, “C’est pratiquement à lui, que je dois le début de ma carrière, la persistance de mes efforts et l’affirmation de mon œuvre.” On peut reconnaitre Peter dans beaucoup des premières œuvres publiées de Wain.

Wain dut sa notoriété à ses chats anthropomorphiques. En 1886, le premier dessin de chats anthropomorphiques de Wain fut publié dans le numéro de Noël du Illustrated London News, intitulé “A Kittens’ Christmas Party”. 91157f3af43b681f279c668a138d4d93L’illustration montre 150 chats, Beaucoup ressemblant à Peter, faisant des choses comme envoyer des invitations, tenir une balle, jouer et discourir, répandus au long de onze cases. Cependant les chats continuent sans vêtements et sans la variété d’expressions humaines qui caractérisa l’œuvre postérieure de Wain. Sous le pseudonyme de George Henri Thompson, il illustra de nombreux livres pour enfants écrits par Clifton Bingham et publiés par Ernest Nister.

Les années suivantes, les chats de Wain commencèrent à marcher sur deux pattes, à sourir largement et à présenter d’autres expressions exagérées, avec des vêtements sophistiqués. Ses  illustrations montrent des chats qui jouent des instruments de musique, servent du thé, jouent aux cartes, pêchent, fument et vont à l’opéra. Ces illustrations anthropomorphiques d’animaux étaient très populaires dans l’Angleterre victorienne et divulguées en cartes d’anniversaires ou de Noël et en illustrations satiriques comme celles de John Tenniel.

631_001Wain fut un artiste prolifique les trente années suivantes. Il illustra près de cent livres pour enfants, et réalisa des centaines de dessins dans des journaux et des revues, ainsi comme dans le Louis Wain Annual, qui dura de 1901 à 1915. En 1898 et 1911 il fut le président du National Cat Club.

Les illustrations de Wain parodiaient souvent le comportement. Il écrivit: “J’emporte un cale- pin au restaurant ou autre endroit publi- que, et je dessine les gens en positions diverses comme s’ils étaient des chats, gardant le plus possible leurs caracté. ristiques humaines. Cela me donne un double sens et je trouve ces études ma meilleur œuvre humoristique ».

Il participa à plusieurs œuvres de charité pour les animaux, comme la Société de Protection des Chats et la Société contre la Vivisection, trouvant qu’il aidait à “Effacer le mépris dont on contempla le chat en Angleterre”.

Malgré sa popularité, Wain passa par des difficultés financières toute sa vie.  Il lui fallait soutenir sa mère et ses sœurs et n’avait pas  le sens des affaires. Wain était modeste, ingénu et facilement exploité, pas du tout apte à se défendre dans le monde de l’édition. Il a souvent vendu ses dessins sans exiger aucuns droits de reproduction.

waincatstripWain se rendit à New York en 1907, où il dessina quelques strips de comics books, comme Cats About Town et Grimalkin, pour les journaux de Hearst. Son travail lui valut beaucoup d’admiration.

Sa santé mentale se dégrada et en 1924, ses sœurs, ne supportant plus son comportement excentrique et parfois violent, le firent interner à l’Hôpital psychiatrique de Sprinfield (pour les pauvres), à Tooting. Un an plus tard, on l’y découvrit et son état rendu public provoqua des appels de figures comme H.G.Wells et une intervention personnelle du Premier Ministre. Wain fut alors transféré au Bethlem Royal Hospital à Southwark, puis, en 1930, au Nasbury Hospital au nord de Londres, hôpital assez agréable avec un jardin plein de chats, où il passa ses dernières 15 années de vie en paix. Bien qu’ayant un comportement bipolaire, il continua à dessiner pour le plaisir.  Durant cette période, son œuvre se  caractérise par des couleurs fortes, des fleurs et des éléments abstraits, bien que le motif principal se maintienne: le chat.

Wain est mort à 78 ans, le 4 juillet 1939 et se trouve enterré auprès de son père, au cimetière londonien de Kensal Green.

H,G.Wells dit de lui: Le chat c’est lui. Il a créé un style de chat, une société de chats, tout un univers du chat. Les chats anglais dont l’apparence et le comportement ne ressemblent pas aux chats de Louis Wain n’ont pas de quoi être fiers. 

Ceia Natal + batalha de almofadas

Blue sketchs

louis_wain_naughty_cat+fairy tales

Large eye cat, comic strip 1897+ Comicals Cats

Os Gatos e a Música – 25 – Carlo Farina – Les chats et la musique 25


A-661389-1432071806-2604.gifCarlo Farina nascido em Mântua em 1600 e falecido em Viena em Julho de 1639, foi um compositor, maestro e violinista italiano do início da era do Barroco.

É provável que Carlo Farina recebeu as suas primeiras lições de seu pai, que era sonatore di viola na corte de Gonzaga na cidade de Mântua. Mais tarde continuará a formação musical, provavelmente com Salomone Rossi e Giovanni Battista Buonamente. Entre 1626 e 1629 foi spalla (primeiro violino) na corte de Dresden. Trabalhou com Heinrich Schütz, ali instalado desde 1614, que o interessou na arte de compor. De 1629 à 1631, foi também membro proeminente da orquestra tribunal eleitoral de Bona, até que regressou a Itália, onde trabalhou em Parma e posteriormente em Lucca, até 1635. Em 1635 ocupou uma posição na corte de Carlo I Cybo-Malaspina, Príncipe de Massa, e entre 1636 e 1637 em Gdansk (Danzigue em português). Em 1638 ele viveu em Viena, até que cerca de um ano depois morreu durante uma epidemia.

182714_zoom-01É considerado um dos primeiros virtuosos do violino, contribuindo largamente a propagar o ins- trumento na Alemanha. Carlo Farina desenvolveu a técnica do seu instrumento, sendo o primeiro a usar as harmónicas, o staccato e o pizzicato.

No ponto de vista musical as suas obras são de uma grande expres- sividade. Por exemplo, no seu trabalho Capriccio Stravagante (1627) ele usou o violino para imitar o som de animais, como o de cães latindo ou o de gatos a brigar, a Sonata tertia detta la Moretta II (com três instru- mentos) datada de 1620. A escrita para os dois violinos atinge um virtuosismo considerável para a época com uma série de variações que explorem, nomeadamente, uma técnica muito apreciada na música vocal, a do eco. Farina publicou cinco livros de Pavane, Gagliarde, Brandi, Mascherate, Arie francesi, Volte, Balletti, Sonate e Canzoni (com 2, 3 e 4 vozes) publicadas em Dresde de 1626 a 1628.

A Carlo Farina foi concedido o título de Conde de Reggio di Calabria por Carlos Emanuel II, Duque de Sabóia.

Se o surpreendente Capriccio Stravagante, com todas as suas imitações de instrumentos e de animais, é uma obra familiar para os amadores de música barroca, as outras composições desse violinista virtuoso são praticamente desconhecidas.

O Capriccio é único entre os cinco livros editados nos anos 1620. Tudo o resto é constituído por danças polifónicas de espírito francês ou de brilhantes sonatas para violino, cujo desenvolvimento é absolutamente singelo no repertório daquela época. Surpresas, extravagâncias, mas também ternura e emoções diversas encontram-se na obra de Carlo Farina.

Os miados ocorrem nos minutos 13:31 em diante – les miaulements s’entendent aux minutes 13:31 et suivantes.

Carlo Farina né à Mantoue en 1600 et décédé à Vienne en juillet 1639, fut un compositeur, maestro et violoniste italien du début du Baroque.

indexCarlo Farina reçut ses premières leçons de son père, qui était sonatore di viola à la cour de Gonzague dans la ville de Mantoue. Il continuera plus tard sa formation musicale, probablement chez  Salomone Rossi et Giovanni Battista Buonamente. Entre 1626 et 1629 il fut spalla (premier violon) à la cour de Dresde. Il travailla avec Heinrich Schütz, installé là depuis 1614, qui l’intéressa à l’art de la composition. De 1629 à 1631, Farina fut aussi membre proéminent de l’orchestre du tribunal électoral de Bonn, jusqu’à ce qu’il retourne en Italie, où il travailla à Parma et postérieurement à Lucca, jusqu’en 1635. En 1635 il occupa une position à la cour de Carlo I Cybo-Malaspina, Prince de Massa, et entre 1636 et 1637 à Gdańsk (Danzig en français). En 1638 il vécut à Vienne, mais près d’un an après, il y mourut  durant une épidémie.

On le considère un des premiers virtuoses du violon, qu’il contribua largement à propager en Allemagne. Carlo Farina développa la technique de son instrument, étant le premier à employer les harmoniques, le staccato, le pizzicato. Sur le plan strictement musical ses œuvres sont d’une grande expressivité, comme son admirable Sonata tertia detta la Moretta (à trois), datant de 1620.

514b06eb9690bDu point de vue musical ses œuvres sont d’une grande expressivité. Par exemple, dans son morceau Capriccio Stravagante (1627), il utilise le violon pour imiter le son d’animaux, comme l’aboiement de chiens ou le miaulement de chats en colère. L’écriture pour les deux violons atteint une virtuosité considérable pour l’époque dans une série de variations qui exploitent, notamment, une technique très prisée dans la musique vocale, celle de l’écho. Farina a publié cinq livres de Pavane, Gagliarde, Brandi, Mascherate, Arie francesi, Volte, Balletti, Sonate e Canzoni (à 2, 3 et 4 voix) parus à Dresde de 1626 à 1628.

Carlo Farina reçut le titre de Conde de Reggio di Calabria octroyé par Carlos Emanuel II, Duque de Sabóia.

Si le surprenant Capriccio Stravagante, avec toutes ses imitations d’instruments et d’animaux, est une œuvre familière pour les amateurs de musique baroque, les autres compositions de ce violoniste virtuose sont quasiment méconnues.

Le Capriccio est unique parmi les cinq livres qu’il édite dans les années 1620. Tout le reste est constitué soit de danses polyphoniques dans l’esprit français, soit de brillantes sonates pour violon, dont le développement est tout à fait singulier dans le répertoire de cette époque. Surprises, extravagances, mais aussi tendresse et émotions diverses sont au rendez-vous de cette œuvre de Carlo Farina.

Fialho de Almeida – Os Gatos – Les Chats


José Valentim Fialho de Almeida, autor português, nasceu em Vila de Frades, no Baixo Alentejo no dia 7 de Maio de 1857, filho de um professor primário, a quem ficou a dever os primeiros rudimentos da sua educação. Ainda muito novo foi para Lisboa, onde frequentou durante seis anos o Colégio Europeu, entre 1866 e 1871.

Viu-se obrigado, devido a dificuldades económicas da família, a empregar-se ainda adolescente, como ajudante de farmácia e formou-se em Medicina, entre 1878 e 1885, mas praticamente nunca exerceu a profissão.

Entregou-se a vida boémia na capital. Depois escreveu crónicas fustigando os costumes lisboetas em estilo sarcástico, como as que Eça de Queirós e Ramalho Ortigão. Fundou em 1880 a revista A Crónica, publicando vários artigos com o pseudónimo de Valentim Demónio.

Colaborou em vários jornais e revistas, destacando-se o jornal Novidades, O Repórter, Pontos nos II, Correio da Manhã, etc. Publicou o primeiro conto em 1881, dedicando-o a Camilo Castelo Branco.

 

CARICATURA DE F de Almeida - 1906 por Alfredo CândidoEscreveu também uma grande série de crónicas e impressões e comentários diversos, que se distribuem por vários volumes: “Jornal de um vagabundo”“Pasquinadas“, 1890; “Vida irónica”, 1892; “À esquina”, 1903; “Barbear, pentear”, 1910. 

Em 1893 voltou à sua terra natal, onde desposou uma senhora abastada, que faleceu logo no ano seguinte e da qual não teve descendência.

Fialho de Almeida faleceu a 4 de Março de 1911, na localidade de Cuba , onde foi sepultado.

Após a sua morte, foram editados os títulos: “Saibam quantos…” – Cartas e artigos políticos –, 1912; “Estâncias de arte e de saudade”, 1921; “Figuras de destaque“, 1924; “Actores e autores” – impressões de teatro –, 1925. 

Os seus contos procuram apreender o lado mais impressionante da miséria ou do sofrimento, e o assunto, muitas vezes, são casos mórbidos. Embora a sua escrita se paute pelo mordaz, ele era muito sensível à ternura: deixava-se embalar por sentimentos que se reflectem na sua obra, que é de uma beleza extraordinária. Tinha um conhecimento profundo da nossa língua; por isso, a enriqueceu grandemente, introduzindo-lhe novos e arrojados meios de construção, neologismos e nacionalização de termos expressivos. Caracteriza-o um estilo vigoroso, muito exuberante e colorido.

Apresentação 1

José Valentim Fialho de Almeida, auteur portugais, est né à Vila de Frades, dans le Bas Alentejo, le 7 mai 1857, fils d’un instituteur, auquel il due les premiers rudiments de son éducation. Très jeune encore, son père l’envoya au Collège Européen de Lisbonne, entre 1866 et 1871.

À 15 ans, il se vit dans l’obligation, à cause de difficultés financières de la famille, de chercher un emploi comme aide de pharmacie. Toutefois, il poursuivit ses études de médecine entre 1878 et 1885, mais n’a pratiquement jamais exercé la profession.

Il se mit à écrire et se lança dans une vie de bohême de Lisbonne. Alors il écrivit des chroniques fustigeant les coutumes lisboètes dans un style sarcastique, comme celui d’Eça de Queirós et de Ramalho Ortigão. Il fonda en1880 une revue A Crónica (La Chronique), publiant plusieurs articles avec le o pseudonyme de Valentim Demónio ( Valentin Démon).

Fialho de Almeida collabora dans plusieurs journaux et revues, notamment le journal Novidades (Nouveautés), O Repórter (Le Reporter), Pontos nos II (Les Points sur les II), Correio da Manhã (Le Courrier du Matin), etc. Il publia son premier conte en 1881, le dédiant à Camilo Castelo Branco.

imagemNaturaliste, il défendit les pauvres, le marginal et la bohême. Ses œuvres peuvent être divisées en deux parties: Polémiques et de Fiction. “A Cidade do Vício”(“La ville du vice”), 1882; “Lisboa galante”( Lisbonne galante), 1890; Pasquinadas ( Placard satirique) (1890), Vida Irónica (La Vie ironique)  (1892), “O país das uvas” (“Le pays du raisin”), 1893; Os gatos” (“Les chats), 1889-94 – la publication périodique d’une brochure, recueillie en six volumes, où apparaissent des notes mordantes et sarcastiques (qui, d’ailleurs, est une qualité très particulière le long de ses écrits), et A esquina”( “Au Coin”)  (1903).

Il rédigea aussi une grande série de chroniques et impressions et commentaires divers, qui se distribuent dans plusieurs volumes: “Journal d’un vagabond” Placard satirique “, 1890; “Vie ironique”, 1892; “Au coin”, 1903; “Faire la barbe et coiffer”, 1910. 

En 1893 il retourna dans sa localité natale, et en novembre 1893, en conséquence de son mariage avec Emília Augusta Garcia Pego, alentejane et propriétaire rurale aisée, Fialho de Almeida passa à résider à Cuba (en Alentejo). Mais la dame mourut l’année suivante, sans lui laisser aucune descendance.

Fialho de Almeida mourut le 4 mars 1911, dans la localité de Cuba, où il fut enterré.

4737066_origAprès sa mort, furent publiés les titres suivants: Saibam quantos…” (“Sachez com- bien…”) “Cartas e artigos políticos” “Lettres et articles politiques.”–, 1912; “Estâncias de arte e de saudade”(“Séjours d’art et de mélancolie.”), 1921; “Figuras de destaque”(“Figures de proue”), 1924; “Actores e autores”(“Acteurs et auteurs”) – impressions de théâtre –, 1925. 

Ses contes cherchent à comprendre le côté le plus impressionnant de la misère ou de la souffrance, et le sujet, sont souvent des cas morbides. Bien que son écriture s’en tient au mordant, il était très sensible à la tendresse : il se laissait bercer par les sentiments qui se reflètent dans son œuvre, qui est d’une beauté extraordinaire. Il avait une connaissance  profonde de la langue portugaise; ainsi, il l’enrichit énormément, lui introduisant des moyens de construction  nouveaux et audacieux, des néologismes et des nationalisations de termes expressifs. Un style  vigoureux, très exubérant et colorié le caractérise.

Apresentação 1

Hemingway e os seus gatos – Hemingway et ses chats


papa_hemingway_bErnest Miller Hemingway nasceu em Oak Park perto de Chicago, a 21 de Julho de 1899, filho de Clarence Hemingway, médico, e de Grace Hall, cantora de ópera cujo pai era um comerciante abastado. Era o segundo de uma família de seis filhos.

Quando Clarence e Grace casaram-se em 1896, instalaram-se na casa do pai de Grace, Ernest Hall. Foi a razão por que chamaram o primeiro filho varão Ernest. Hemingway afirmava não gostar do seu nome, que associava ao herói ingénuo, até louco, da peça de Oscar Wilde A Importância de ser constante. A insistência da sua mãe em querer ensinar-lhe a tocar violoncelo tornara-se numa « fonte de conflito » entre eles, mas ele admitiu mais tarde que as lições de música foram-lhe úteis na sua escrita, como na «estrutura de contraponto» de Por Quem os Sinos Dobram .

ernest-hemingway-por-quem-os-sinos-dobramA partir de 1913, Ernest estudou na High School de Oak Park. Descobriu Shakespeare, Dickens, Stevenson, e participou activamente à vida desportiva e cultural da sua escola. Em 1916, as suas primeiras histórias e os seus poemas foram publicados nas Tabula e Trapeze, as revistas literárias do estabelecimento de ensino. Depois de obter o seu diploma em 1917, Hemingway renunciou a enveredar para estudos universitários para tornar-se jornalista no Kansas City Star, sob a influência benevolente do seu tio, Alfred Tyler Hemingway.

Hemmingway-1_0Quando os E.U.A. entraram na guerra a 6 de Abril de 1917, não deixaram He- mingway alistar-se por ter uma vista deficiente. Mas em Abril de 1918, conseguiu incorporar-se na Cruz-Vermelha italiana. Depois de várias semanas na retaguarda, chegou à frente. Na noite de 8 de Julho de 1918, ao levar chocolate e cigarros aos soldados, um tiro de morteiro feriu-o nas pernas, matou um dos seus camaradas e feriu gravemente dois outros. Como tentava levar um companheiro para a retaguarda, foi novamente ferido por um tiro de me- tralhadora, mas conseguiu alcançar um poste de socorros, antes de desmaiar.

Contratado em Novembro de 1921 como correspondente estrangeiro do Toronto Star, mudou-se para Paris, onde morou, com a sua mulher Hadley, no Bairro Latino. Foi em Paris que conheceu Gertrude Stein, e ficou influenciado pelos artistas e escritores modernistas dos anos 1920 conhecidos como a Geração perdida, tais como Picasso, Ezra PoundScott Fitzgerald etc. O seu primeiro romance, ” O Sol Nasce Sempre”, foi escrito em 1926.

007-ernest-hemingway-theredlist 1940Depois das suas segundas núpcias, Hemingway instalou-se em Key West na Flórida durante o ano de 1928. Hemingway adorava os gatos em geral e os gatos polidáctilos em particular. Um capitão de barco oferecera-lhe um desses gatos, durante uma dessas noites bem regadas que lhe forjaram uma sólida reputação. Em Key West os seus amigos dos copos eram muitas vezes marinheiros, aliás o próprio Hemingway era pescador (Big Game fishing) de maneira que « O Velho e o Mar » é um romance muito bem documentado…

Não tardou a apaixonar-se por esse tipo de gato. E como Ernest era totalmente desmesurado tanto na sua escritura como nas suas venetas, adoptou um número considerável dos bichinhos. Casa de Hemingway a Key WestA sua casa em Key West, belíssima, com um enorme jardim de tipo colonial em volta, era perfeita para isso. O polidáctilo é um gato com uma particularidade, como o indica o seu nome, tem mais dedos do que o normal! Em geral seis ou sete no total, não forçosamente em todas as patas, é bastante frequente em certas raças felinas, como os Maine Coons. Et puis un jour Hemingway a quitté Key West. Mais les chats, eux, sont restés, ils étaient tellement bien dans ce jardin, pourquoi s’en aller ?

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Divorciado e de novo casado, Hemingway foi para a Espanha e 1937 e presenciou a Guerra Civil espanhola como jornalista, o que lhe permitiu escrever Por Quem os Sinos Dobram“.

o velho e o mar.jpgSeguindo a guerra na Europa, tendo participado no desembarque e depois na Libertação de Paris, Hemingway teve uma desavença com o general Leclerc às portas de Paris porque queria alguns homenss para libertar o bar do Ritz Place Vendôme. Leclerc chamou-lhe palhaço, no entanto Hemingway foi solenemente libertar o seu bar preferido…

Em 1946, voltou a casar uma quarta e última vez.

Recebeu o Prémio Pulitzer em1953, por “O Velho e o Mar” e o Prémio Nobel de literatura em 1954, «pelo estilo poderoso e novo com que domina a arte da narração moderna, como acabou de prova-lo em ” O Velho e o Mar “». Deixou recolhas de novelas como “As Neves do Kilimanjaro”, publicadas em 1961.

EH 1306NDepois foi para Cuba viver nos arredores de Havana até 1960. Completamente afastado do contexto social e geopolítico, passava a maior parte dos seus dias a pescar o espadarte a bordo do seu iate e a manter-se informado sobre a actualidade desportiva e literária. Quando regressou aos Estados-Unidos em Setembro de 1960, depois das suas estadias em Espanha e Cuba não estava em grande forma, nem física nem mentalmente. Tinha ficado impotente, sentia chegar a cegueira causada pelos diabetes e suicidou-se em 1961 com um tiro. index 1O relatório médico de Hemingway, mostra que padecia de hemocromatose (uma doença genética que provoca danos severos tanto físicos como mentais).

Os gatos não o souberam e, aliás mesmo que o soubessem o jardim da casa de Key West continuaria a ser um paraíso.

Hemingway deixara esse jardim para os polidáctilos mas também o seu nome, em inglês um « Hemingway cat » designa… um gato polidáctilo !

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Ernest Miller Hemingway est né à Oak Park près de Chicago, le 21 juillet 1899, fils de Clarence Hemingway, médecin, et de Grace Hall, une musicienne dont le père était un commerçant très aisé. C’est le deuxième enfant d’une famille qui en comptera six.

imagesLorsque Clarence et Grace se marièrent en 1896, ils em- ménagèrent chez le père de Grace, Ernest Hall, raison pour laquelle ils ont appelé leur premier fils Ernest. Heming- way affirmait ne pas aimer son prénom, qu’il associait au héros naïf, même fou de la pièce d’Oscar Wilde L’Importance d’être constant. L’insistance de sa mère à lui apprendre à jouer du violoncelle était devenu une « source de conflit » entre eux, mais il admit plus tard que les leçons de musique lui ont été utiles dans son écriture, comme dans la structure contrapuntique de Pour qui sonne le glas .

foto de passeportÀ partir de 1913, Ernest entra à la High School d’Oak Park, où il découvrit Shakespeare, Dickens, Stevenson, et participa activement à la vie sportive et culturelle. En 1916, ses premières histoires et ses poèmes parurent dans Tabula et Trapeze, des revues littéraires de l’école. Ayant obtenu son diplôme en 1917, Hemingway renonça à suivre des études supérieures pour devenir journaliste au Kansas City Star, sous l’influence bienveillante de son oncle paternel, Alfred Tyler Hemingway.

Lors de l’entrée en guerre des U.S.A. le 6 avril 1917, l’incorporation d’Hemingway fut refusée une première fois à cause d’un œil défaillant. En avril 1918, il parvint cependant à incorporer la Croix-Rouge italienne. Après plusieurs semaines passées à l’arrière, il rejoignit le front. Le 8 juillet 1918, de nuit, alors qu’il apportait du chocolat et des cigarettes aux soldats, un tir de mortier blessa Hemingway aux jambes, tua un de ses camarades et en blessa grièvement deux autres. Alors qu’il tentait de ramener un camarade vers l’arrière, il fut de nouveau blessé par un tir de mitrailleuse, mais parvint à un poste de secours, avant de s’évanouir.

chat de Picasso pour HemingwayEngagé en novembre 1921 comme correspondant étranger du Toronto Star, il déménagea à Paris, où il habita, avec sa femme Hadley, dans le Quartier Latin. C’est à Paris qu’il fit la connaissance de Gertrude Stein, et subit l’influence des écrivains et des artistes modernistes des années 1920 connus sous le nom de Génération perdue, entre autres Picasso, Ezra Pound, Scott Fitzgerald, etc. Il écrivit son premier roman, “Le soleil se lève aussi”, en 1926. Voici un chat offert par Picasso, sachant l’amour qu’Hemingway portait à ces animaux.

Après son deuxième mariage, Hemingway s’installe à Key West en Floride au cours de l’année 1928. Hemingway adorait les chats en général et les chats polydactyles en particulier. 20140603110155hemingway-house-in-floridaUn capitaine de bateau lui offrit un de ces chats, lors d’une des nuits très alcoolisées qui ont fait sa réputation et à Key West ses amis buveurs étaient souvent des marins. Lui-même était d’ailleurs pêcheur, ainsi « Le vieil homme et la mer » est un roman très documenté…
CAutBVnWgAAm7dvIl tomba vite amoureux de ce genre de chat. Comme Ernest était tout en démesure, dans l’écriture comme dans ses lubies, il en a adopté un nombre considérable. Sa maison à Key West, superbe d’ailleurs, avec un énorme jardin type colonial autour, était faite pour cela. Le polydactyle est un chat qui a une particularité, comme son nom l’indique, il a plus de doigts que la norme! En général six ou sept au total, pas forcément sur toutes les pattes, c’est assez fréquent chez certaines races de chats, comme les Maine Coons.

Et puis un jour Hemingway a quitté Key West. Mais les chats, eux, sont restés, ils étaient tellement bien dans ce jardin, pourquoi s’en aller ?

Pour qui sonne le glasDivorcé et remarié, il partit pour l’Espagne en 1937 et prit position en faveur de la Guerre civile espagnole en tant que journaliste, ce qui lui permit d’écrire “Pour qui sonne le glas”.
Parti suivre la guerre en Europe, ayant participé au débarquement puis à la Libération de Paris, He- mingway eut une dispute avec le général Leclerc aux portes de Paris parce qu’il voulait quelques hommes pour libérer le bar du Ritz Place Vendôme. Leclerc l’avait traité de clown, toutefois Hemingway fut quand même solennellement libérer son bar préféré… En 1946, il se remaria une quatrième et dernière fois.

Il reçut le Prix Pulitzer en1953, pour “Le Vieil Homme et la Mer” et le Prix Nobel de littérature en1954, «pour le style puissant et nouveau par lequel il maîtrise l’art de la narration moderne, comme vient de le prouver “Le Vieil Homme et la Mer”». Il laissa des recueils de nouvelles dont “Les Neiges du Kilimandjaro”, publiées en 1961.

Puis il partit à Cuba pour vivre dans les environs de la Havane jusqu’en1960. Complètement détaché du contexte social et géopolitique, il passa le plus clair de ses journées à pêcher l’espadon de son yacht et à s’informer sur l’actualité sportive et littéraire. Quand il revint aux États-Unis en septembre 1960, après ses voyages à Cuba et en Espagne, il ne se portait pas très bien, ni physiquement ni mentalement. 64449_10151382680042602_494741183_nIl était devenu impuissant, se sentait sombrer dans la cécité à cause du diabète et se suicida en 1961, Le dossier médical d’Hemingway, montre qu’il souffrait d’hémochromatose (une maladie génétique qui provoque de sévères dommages physiques et mentaux).

Les chats ne l’ont pas su et d’ailleurs l’eussent-ils su que le jardin de la maison de Key West serait quand même resté un paradis.
Hemingway a donc laissé ce jardin aux polydactyles mais aussi son nom, en anglais un « Hemingway cat » désigne… un chat polydactyle !

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