As leituras de Mounette, a gata da casa – 21 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison


Aqui, temos nova história de Guerra Junqueiro um pouco especial, porque ocasionou a aparição do cão em casa, muito antes de mim, Ele também veio da rua, a fim de servir de modelo para a última vinheta da primeira página… e acabou por ficar!  Viveu ainda bastante anos sozinho e depois veio um gatinho fazer-lhe companhia… meus predecessores. Por isso tenho muito apreço à esta história, faz de certa maneira parte da «família»!

Voici une nouvelle histoire de Guerra Junqueiro, un peu spéciale, parce que  elle provoqua l’arrivée du chien à la maison, bien avant moi. Lui aussi est venu de la rue, afin de servir de modèle pour la dernière case de la première page… et du coup, il est resté! Il a vécu encore pas mal d’années, d’abord tout seul puis un petit chat est venu lui faire compagnie… mes prédécesseurs. C’est pour ça que cette histoire me plaît beaucoup, elle fait, en quelque sorte partie de la «famille»!

 

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O Gato e a poesia 19 – Poesia féline de Jorge Magalhães


Já tinha sido programado pelo Jorge escrever uma poesia sobre a nossa gata querida… Nunca pensou que o tema seria uma oração fúnebre… Mas a vida decidiu de outra maneira e aqui está mais uma homenagem à nossa companheira que continua para sempre nos nossos corações.

Jorge avait déjà l’intention d’écrire un poème pour notre chatte chérie … Mais il ne savait pas que le thème allait être une oraison funèbre… La vie en a décidé autrement et voici donc un nouvel hommage à notre  compagne qui continue pour toujours dans nos cœurs.

As leituras de Mounette, a gata da casa – 20 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison


 Pronto! Aqui está ela, a minha querida homónima. Como prometi, vou continuar a minha tarefa de bibliotecária em homenagem a ela e o que ela representou de carinho e amor à vida. Até o conto que se segue está de acordo com a disposição cá em casa, coincidência a ser o conto seguinte no álbum de Guerra Junqueiro, de grande simplicidade mas carregado de valores universais. Não resisto todavia a denunciar a leviandade dos garotos (a da professora da escola): primeiro em guardar um pássaro selvagem numa gaiola, segundo em não cuidar dele devidamente para depois chorar pelo resultado da sua falta de cuidado.

La voilà, ma chère  homonyme. Comme promis,je vais continuer ma tâche de bibliothécaire em hommage à ce qu’elle a représenté pour nous de tendresse et d’amour de la vie. Même le conte qui suit se trouve en accord avec l’ambiance actuelle de la maison, c’est une coïncidence être le conte suivant dans l’album de Guerra Junqueiro, de grande simplicité mais plein de valeurs universales. Toutefois je ne résiste pas à dénoncer la légèreté des enfants (et celle de la maitresse d’école)): primo, pour mettre un oiseau sauvage dand une cage, secundo, de ne pas s’en occuper comme il faut puis de pleurer en découvrant le résultat de leur manque d’attention.

 

Era uma vez uma gata…


Mounette, a doce Mounette que me conquistou desde o primeiro instante… que há dez anos «escreveu as suas memórias» no computador com a ajuda dos meus dedos… sentada ao meu colo, com gestos de ternura da pata para a minha cara, com vigorosas lambidelas (beijinhos) no meu queixo… que virou bibliotecária no meu blogue para apresentar os meus contos em BD…

A minha companheira peluda, que também conquistou o Jorge (ela é figura de proa no cabeçalho do Gato Alfarrabista, inspiradora do nome desse blogue)… gata encontrada na rua, de nobreza natural, que alegrou a nossa vida nestes dez anos. Chegou cá a casa aos sete meses, segundo o veterinário, e agora partiu para o Paraíso dos Gatos, levada por um maldito cancro.

Pequena criatura adorável e inspiradora de muitas obras minhas, agradeço-te do fundo do coração a alegria de viver que partilhaste connosco.

Catherine Labey

P. S.: A Mounette bibliotecária continuará a sua obra em homenagem à Mounette real

Mounette, la douce et tendre Mounette qui m’a conquis dès le premier instant, qui, il y a dix ans, «a écrit ses mémoires» sur ordinateur à l’aide de mes doigts… nichée dans mon giron, avec des gestes de tendresse de sa patte sur ma joue et de vigoureux coups de langues (petits baisers) sur mon menton, qui devint bibliothécaire dans mon blog pour présenter mes contes en BD…

Ma compagne à la douce fourrure, qui conquit aussi Jorge (elle est la figure de proue de l’en-tête du Gato Alfarrabista (Chat Bouquiniste), inspiratrice du nom de ce blog)… Chatoune trouvée dans la rue, à la noblesse naturelle, elle a réjoui notre vie pendant ces dix ans … Arrivée chez nous à sept mois, selon le vétérinaire, elle est maintenant partie pour le Paradis des Chats, emportée par un maudit cancer.

Petite créature adorable et inspiratrice d’un grand nombre de mes œuvres, je te remercie du fond du cœur la joie de vivre que tu as partagé avec nous.

P. S.:  Mounette bibliothécaire continuera son travail en hommage à la Mounette réelle.

As leituras de Mounette, a gata da casa – 19 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison


Este conto é impressionante: Gigantes! Então, se uma garota de seis anos é tão alta que os humanos lhe parecem pequenos brinquedos, que diria eu ao pé dela?!? Vou ler com cuidado em nem por a pata sobre o livro!… Mas o pai dela, no fim, dá-lhe uma grande lição que os leitores devem  reter.

Boa leitura, vossa dedicada bibliotecária, Mounette

Ce conte me donne la chair de poule : des Géants ! C’est que, si une gamine de six ans est tellement grande que les humains lui paraissent des joujoux, comment me sentirais-je auprès d’elle?!? Je vais lire en prenant bien soin de ne même pas poser ma patte sur le livre!… Mais son père, à la fin, lui donne une grande leçon que les lecteurs doivent  retenir.

Bonne lecture, votre  bibliothécaire  dévouée, Mounette

 

Os gatos e o crime – Alain Demouzon – Chats et Polars


Alain Demouzon nasceu a 13 de Julho de 1945, em Lagny-sur-Marne na região parisiense (Seine et Marne). Fez estudos para integrar o ensino.

Mas, depois do serviço militar, dirigiu-se para o cinema, onde ocupou vários postes, antes de se tornar por algum tempo  o assistente permanente de Jean Yanne e da produção Cinéquanon.

Em 1974, décidiu escrever a tempo inteiro. O seu primeiro romance, Assomption pour les Charlots (história burlesca de um assalto perpetrado durante o fim-de-semana do 15 de Agosto) só será editado vinte anos mais tarde. Entretanto, outros romances saíram. O seu método consiste em começar um novo livro mal o precedente está concluído .

Foi na rentrée littéraire de 1975 que Gabriel et les Primevères foi publicado na «colecção branca» das edições Flammarion. Esse romance não é exactamente policial, embora um crime e um investigador tenham um papel. No ano seguinte, o avanço na via do romance criminal esteve mais desenvolvido. Mouche é o primeiro de treze títulos que Flammarion irá publicar numa colecção reservada somente a esse autor. Uma onda de crítica muito favorável a esses romances “escritos em francês” toma forma e, graças à artigos et entrevistas publicados, Alain Demouzon impôs-se rapidamente como um dos mais prometedores jovens autores de uma renovação de que Manchette e Vautrin são igualmente as cabeças. Os seus livros foram editados numa quinzena de línguas e ele foi um dos raros autores franceses traduzidos nos Estados-Unidos..

Em 1981, publicou Bengalow, décimo segundo título na Flammarion.

Em 1984, saiu  Mistério no Museu do Gato, Alain Demouzon partiu de fotos nesse museu de Basileia para escrever uma história policial divertida e comovente; uma fábula fantástica em que os objectos do museu ganham vida e se tornam protagonistas da história. Saiu num álbum de 177 fotos a cores extraordinárias, Uma obra-prima de Alain Demouzon, publicada em álbum cartonado pelas edições Aubier-Montaigne, de 26×28,6 cms com fotos de Jacques Nestgen. Mas, quem puder, visite esse Museu do Gato em Basileia, único no seu género (mais de 10 000 objectos de arte relativos aos gatos).

 A originalidade encontra-se no ponto de vista de Demouzon para construir o seu enigma em função das ilustrações como um compositor decalca a sua música sobre as imagens de um filme. « Queria que as pessoas que já visi- taram o museu reencon- trem certos personagens na história. Nesse caso, Hercule Poirot chama-se Shagaroo Katz, Hector do seu nome. A pequena Minouche desaparecera. O senhor Hector vai à procura dela até no museu e então as figuras de gatos começam a animar-se… »

« Alain Demouzon, no melhor do seu talento, faz uma narração deliciosa à partir de um enigma policial, verdadeira polca de «entrechats». Os objectos do museu anima-se e cada um participa no inquérito como testemunha, com artimanhas de gatarrões. A poderosa e riquíssima Comadre Micheyl perdeu o seu gato — perdão, a sua fillha adoptiva, a fugitiva Minouche. Ela contrata um detective para reencontrar essa noctâmbula nictalope assídua dos bailes clandestinos ao luar. Hector Shagaroo Katz é um « privado » que se dedica a fundo no seu papel de detective-gato ou de gato-detective, não importa! O seu faro de  sabugo sensível aos odores, ao mínimo grito nocturno pratica a arte da dedução ao ritmo dos seus bigodes vibráteis. […] Alain Demouzon reencontrant uma alma de criança para psaasr através do espelho. Por todos os buracos de ratinhos de um jogo da apanhada, os seus ardis de Sioux levam-nos ao reino do fantástico. Um encanto. »

O livro foi divulgado por 85 artigos de imprensa e emissão de rádio e televisão.

No mesmo ano com La Perdriole regressou ao romance “branco”, o que outros trabalhos confirmariam… já que a escritura, como a vida, é “uma aventura com mil caminhos”. Todavia, e ao contrário do que foi muitas vezes dito, Demouzon nunca abandonou os policiais. Casado, pai de três filhos, teve de diversificar-se para ganhar a vida. Escreveu artigos à peça para o semanário VSD, “grandes reportagens” de faits-divers, uma confrontação no terreno com o policial “real”. Na revista mensal Q.I. Jeux & Tests, publicou enigmas «para resolver você mesmo » que mais tarde foram reunidos em volumes. Na revista Polar, escreveu crónicas, editadas anos mais tarde nas suas Lições de Trevas. E sobretudo trabalhou como argumentista para o cinema («Stress», de Jean-Louis Bertuccelli) e para a televisão («Os Cincos últimos minutos»; «Inspecteur Puzzle»; «Ferbac»).

Demouzon e a BD: foi o argumentista do álbum Marie Beaumont – Fuga, com desenhos de  Michel Duveaux, em 1987.

Em 1994, Última estação antes de Jerusalém saiu na «Série Noire» e marcou um regresso à literatura policial impressa, o que ia confirmar Melchior, primeira parte das aventuras “existenciais” de um comissário atípico — portanto particularmente “original” num universo editorial onde triunfam em geral os estereótipos. Com esse personagem-chave, Demouzon tente de consolidar a sua síntese entre os ingredientes habituais do romance negro e os planos de profundidade do romanesco mais geral. Esta originalidade foi sublinhada pelos observadores mais atentos, mas parece ter escapado a muitos. Um romance de Demouzon não se parece com os outros.

Seis romances da série Melchior já foram à estampa e recebeu vários pré- mios. Em 1992, Alain Demouzon recebeu o Prémio Paul Féval de lite- ratura popular, pe- lo conjunto da sua obra.

Em Abril de 2003, Alexandre Lous es- creveu no Magazine Littéraire : « Já não se contam, hoje em dia, os autores de romances policiais de língua francesa. Mas entre eles, Alain Demouzon é um dos raros, dos muito raros a ter realmente construído uma obra. »

Alain Demouzon est né le 13 juillet 1945, à Lagny-sur-Marne. Ses études le conduisaient vers l’enseignement. Mais, après son service militaire, c’est vers le cinéma qu’il se dirige, y occupant divers postes, avant de devenir pour quelque temps l’assistant permanent de Jean Yanne et de la production Cinéquanon.

En 1974, il décide d’écrire à plein temps. Son premier roman, Assomption pour les charlots  (histoire burlesque d’un casse perpétré pendant le week-end du 15 août) ne sera édité que vingt ans plus tard. Entre-temps, d’autres romans ont vu le jour. Sa méthode est de commencer un nouveau livre dès que le précédent est terminé.

C’est à la rentrée littéraire de1975 que Gabriel et les Primevères paraît dans la collection blanche des éditions Flammarion. Ce roman n’est pas à proprement policier, bien qu’un crime et un enquêteur y jouent un rôle. L’année suivante, l’engagement sur la voie du roman criminel se fait plus résolu. Mouche est le premier de treize titres que Flammarion va publier dans une collection réservée à ce seul auteur. Un courant critique très favorable à ces romans « écrits en français dans le texte » s’installe et, grâce à des articles et entrevues parus, Alain Demouzon s’impose rapidement comme l’un des plus prometteurs jeunes auteurs d’un renouveau dont Manchette et Vautrin sont également des chefs de file. Ses livres connaissent des éditions en une quinzaine de langues et il sera l’un des rares auteurs français à être traduit aux États-Unis.

En 1981, il publie Bengalow, douzième titre chez Flammarion.

En 1984, sort Mystère au Musée du Chat. Alain Demouzon est parti de photos dans ce musée de Bâle pour écrire une histoire policière. C’est d’abord un album de 177 photos couleurs extraordinaires, c’est aussi un récit policier plein d’humour, une porte ouverte sur les sortilèges, de troublantes énigmes et d’inquiétantes fantasmagories. Un chef-d’œuvre signé Alain Demouzon, publié aux éditions Aubier-Montaign, album cartonné, 26 x 28,6 cm, 177 photos couleurs de Jacques Nestgen

83 articles de presse et émissions de radio et de télévision ont rendu compte de la parution de ce livre.

Mais, si vous en avez l’occasion, visitez ce Musée du Chat à Bâle, unique en son genre (plus de 10 000 objets d’art à propos de chats).  Ici Hercule Poirot se nomme Shagaroo Katz, Hector de son prénom. La petite Minouche a disparu. Monsieur Hector va la chercher jusque dans ce musée et alors tous ces chats figés de s’animer… 

L’originalité de la démarche réside dans le parti pris de Demouzon de construire son énigme en fonction des illustrations comme un compositeur calque sa musique sur les images d’un film. « Je désirais que les personnes qui ont déjà visité le musée retrouvent certains personnages dans l’histoire.

Alain Demouzon, au meilleur de son talent qui est grand, donne un récit délicieux à partir d’une énigme policière, vraie polka d’entrechats. Les objets du musée s’animent et chacun participe à l’enquête comme témoin, avec des ruses de matou. La puissante et richissime mère Micheyl a perdu son chat — pardon, sa fille adoptive, la fugueuse Minouche. Elle fait appel à un détective pour retrouver cette noctambule nyctalope assidue des bals clandestins sous la lune. Hector Shagaroo Katz est un « privé » qui joue à fond sa partie de détective-chat ou de chat-détective, qu’importe ! Son flair de fin limier sensible aux odeurs, au moindre cri nocturne pratique l’art de la déduction au rythme de ses moustaches vibratiles. […] Alain Demouzon a retrouvé une âme d’enfant pour passer « à travers le miroir ». Par tous les trous de souris d’un jeu de chat perché, ses ruses de Sioux nous emmènent au royaume du fantastique. Un enchantement. »

Avec La Perdriole il revient au roman « blanc », ce que d’autres ouvrages confirmeront… puisque l’écriture, comme la vie, est « une aventure aux mille chemins ». Pour autant, et contrairement à ce qui a souvent été dit, Demouzon n’abandonnera jamais le polar. Marié, père de trois enfants, il doit se diversifier pour gagner sa vie. Il écrit à l’article pour l’hebdomadaire VSD, pour des “grands”reportages de faits divers, confrontation de terrain au polar “réel”. Dans le mensuel Q.I. Jeux & Tests, il publie des énigmes “à résoudre vous-même” qui seront recueillies en volumes. Dans la revue Polar, il écrit des chroniques qui seront éditées, bien des années plus tard, dans ses Leçons de ténèbres. Et il travaille surtout comme scénariste pour le cinéma (Stress, deJean-Louis Bertuccelli) et pour la télévision (Les Cinq dernières minutes; Inspecteur Puzzle; Ferbac).

Demouzon et la BDMarie Beaumont: Fugue, Dargaud, 1987, dessins de Michel Duveaux.

« Lorsqu’elle ne fait pas l’actrice, Marie Beaumont joue les détectives privés dans une agence miteuse. Une bourgeoise amidonnée et son fondé de pouvoir la lancent sur la piste de la jeune héritière de la famille, fugueuse et introuvable. Évidemment, l’histoire dérape et, d’une affaire apparemment banale, on aboutit vite à un coup tordu.» (À suivre), n° 119, décembre 1987.

En 1994, Dernière station avant Jéru- salem  paraît à la Série Noire et marque un re- tour plus résolu à la littérature poli- cière imprimée, ce que va confirmer Melchior, premiè- re saison des aven- tures “existentiel- les” d’un commis- saire atypique — donc particulièrement original dans un univers éditorial où triomphent plutôt les stéréotypes. Avec ce personnage clé, Demouzon tente de conforter sa synthèse entre les ingrédients habituels du roman noir et les arrière-plans de profondeur du romanesque le plus général. Cette originalité fut célébrée par les observateurs les plus attentifs, mais semble avoir échappé à beaucoup. Un roman de Demouzon ne ressemble pas aux autres.

Six romans de la série Melchior sont parus à ce jour. La Promesse de Melchior a obtenu le Prix polar 2000  du salon de Montigny-lès Cormeilles (région parisienne) ainsi que le Prix Mystère de la Critique 2001 (prix qui, vingt-deux ans plus tôt, avait récompensé Mes crimes imparfaits). En 1992, Alain Demouzon a reçu le Prix Paul Féval de littérature populaire, pour l’ensemble de son œuvre.

En avril 2003, Alexandre Lous a pu écrire dans le Magazine Littéraire : « On ne compte plus de nos jours les auteurs de romans policiers de langue française. Mais parmi eux, Alain Demouzon est un des rares, un des très rares à avoir réellement bâti une œuvre. »

As leituras de Mounette, a gata da casa – 18 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison


Bem vos dizia que chegava a vez de um autor português! Começa aqui  mais um álbum de contos, narrados em BD por Cath. Como sempre, antes do primeiro conto, apresento uma curta biografia do autor, e alguns considerandos sobre a educação das crianças, que são bons relembrar às gerações actuais. Tenho dito!

Boa leitura, vossa dedicada bibliotecária, Mounette

Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu a 17 de Setembro de 1850 em Freixo de Espada à Cinta e faleceu em Lisboa, em 1923. Notabilizou-se como político, deputado, jornalista, escritor e poeta. A sua poesia grangeou-lhe uma enorme popularidade, sobretudo a poesia panfletária que contribuiu para a implantação da República. Da sua obra salientamos A Velhice do Padre Eterno, Finis Patriae, Os Simples, Oração ao Pão, Pátria e Contos para a Infância, publicados em 1877, “Escolhidos dos melhores autores” dizia-se no rosto do livro. Referência http://www.livebinders.com/play/play/935950:

“A 2ª edição da obra, em 1881, “aumentada e adornada de gravuras e aprovada pelo Conselho de Instrução Publica, para uso das escolas”, parece com este aval permitir que se cumpra o objectivo que orientou o escritor na elaboração desta antologia. Com efeito, na 2ª edição, os contos são precedidos por “Duas Palavras”, uma brevíssima introdução em que o autor expõe com lirismo a sua visão da educação ideal e do que entende ser a leitura mais adequada para as crianças.”

DUAS PALAVRAS

A alma de uma criança é uma gota de leite com um raio de luz. Transformar esse lampejo numa aurora, eis o problema. A mão brutal do pedagogo áspero, (sobretudo na época!) tocando nessa alma, é como se tocasse uma rosa: enodoa-a. 

Para educar as crianças é necessário amá-las. As escolas devem ser o prolongamento dos berços. Por isso os grandes educadores, como Froebel, têm uma espécie de virilidade maternal.

O leite é o alimento do berço, o livro o alimento da escola. Entre ambos deverá existir analogia: pureza, fecundidade, simplicidade. Livros simples! Nada mais complexo. Não são os eruditos gelados que os escrevem; são as almas intuitivas que os adivinham.

Este livro, em parte, está nesse caso. Reuni para ele tudo o que vi de mais singelo, mais gracioso e mais humano. É um ramo de flores, mas não de flores extravagantes, com coloridos insensatos e aromas venenosos e diabólicos. Para o compor não andei por estufas; andei pelos campos, pelas sebes frescas e orvalhadas, pelos trigais maduros onde riem as papoilas, pelas encostas vestidas de pâmpanos, e pelos arvoredos viçosos e fragrantes, cobertos de frutos, mosqueados de sol e estrelados de ninhos.

É um ramo de florinhas cândidas, que as mães, à noite, deixarão sem temor na cabeceira dos berços

GUERRA JUNQUEIRO

Nesta obra dedicada às crianças o autor escreveu a pensar na sensibilidade infantil e na descoberta da vida.

São 44 pequenas histórias que convivem com a poesia dos pássaros e outros animais, com as árvores, as flores, os génios, as aventuras, onde se exalta a magia da vida.

“Contos para a Infância” é um documento importante para a história da literatura infantil em Portugal, iniciada por João de Deus ao dirigir-se especificamente às crianças como nos afirmou no prefácio Júlia Nery.

Je vous avais bien dit que certte fois-ci, c’est un auteur portugais qui entre en lisse!  Ici commence un autre álbum de contes, narré en  BD par Cath. Comme toujours, avant le premier conte, je vous présente une courte biographie de l’auteur, et «quelques avis à la population» à propos de l’éducation des enfants, qu’il est bon, à mon avis, de rappeler aux générations actuelles.

Bonne lecture, votre bibliothécaire assidue, Mounette

Abílio Manuel Guerra Junqueiro est né le 17 le septembre 1850 à Freixo de Espada à Cinta au Nord du Portugal, et mourut à Lisbonne, en 1923. Il se distingua comme homme politique, député, journaliste, écrivain et poète. Sa poésie lui valut une grande popularité, surtout sa poésie panfletaire qui contribua  beaucoup à l’implantation de la République. De son oeuvre  se distingue A Velhice do Padre Eterno, Finis Patriae, Les Simples, Oraison au Pain, Patrie e Contes pour l’Enfance, publiés em 1877, “Choisis parmi les meilleurs auteurs” était inscrit sur la page de titre .

 La 2ème édition de l’ouvrage, en 1881, «augmentée et parée de gravures fut ap- prouvée par le Conseil de l’Instruction Pu- blique, pour l’usage des écoles», avoir paru avec cet aval a permit que se réalise l’objectif qui orienta l’écrivain dans l’élaboration de cette antologie. En effet, dans la 2ème edition, les contes sont précédés par “Deux Mots”, une très brève introdution où l’auteur expose avec un certain lyrisme sa vision de l’éducation idéale et de ce qu’il conçoit comme devant être la lecture la plus adéquate pour les enfants .

DUAS PALAVRAS

«L’âme d’un enfant est une goutte de lait avec un rayon de lumière. La question est de transformer cette étincelle en une aurore. Quand la main brutale du pedagogue endurci, (surtout à l’époque!) touche cette âme, c’est comme s’il flétrissait une rose : il la souille. 

Pour éduquer les enfants il faut les aimer. Les écoles doivent être une prolongation des berceaux. Ainsi, les grands éducateurs, comme Froebel, ont une espèce de virilitée maternelle.

Le lait est l’aliment du berceau, le livre l’aliment de l’école. Entre les deux doit exister une analogie: pureté, fécondité, simplicité. Des livros simples! Rien de plus complexe. Ce ne sont pas des érudits glacés qui les écrivent ; ce sont des âmes intuitives qui les devinent.

C’est,  en partie, le cas de ce livre. J’y ai réuni tout ce que j’ai trouvé de plus simple, plus gracieux et plus humain. C’est un bouquet de fleurs, mais pas de fleurs extravagantes, aux coloris insensés et aux arômes venimeux et diaboliques. Pour le composer je ne suis pas allé dans des serres; j’ai flané dans les champs, le long de haies fraîches et pleines de rosée, par les champs de blé mûr où rient les coquelicots, par les colines vêtues de pampres, et de par les bois verdoyants et parfumés, couverts de fruits, mouchetés de soleil et parsemés de nids.

C’est um bouquet de petites fleurs candides, que les mères, le soir, laisseront sans crainte au chevet des berceaux

GUERRA JUNQUEIRO

Dans cet ouvrage dédié aux enfants l’auteur a écrit en pensant à la sensibilité enfantine et la découverte de la vie.

Ce sont 44 petites histoires qui côtoient la poésie des oiseaux et autres animaux, des arbres, des fleurs, des génies, des aventures, où est exaltée la magie de la vie.

“Contes pour l’enfance” est un document important pour l’histoire de la littérature infantine au Portugal, iniciée par João de Deus se dirigeant expressément aux enfants comme nous l’a affirmé la préface de Júlia Nery.

Os meus gatos em Marrocos – Mes chats au Maroc


Pois é! Uma revista  para crianças marroquina, a 1ª naquele país, reproduziu uma história oriunda deste blogue!

Contactaram-me primeiro a pedir a minha autorização, que obviamente dei e tempos depois recebi primeiro umas fotos a avisar-me da saída no número da revista. A seguir, recebi uns exemplares como combinado. Tive sorte que o envelope chegou todo rasgado mas as revistas não sofreram nada! Devo dizer que está impressa em óptimo papel de boa gramagem, o que a tornou resistante aos maus tratos.

 A revista, chamada Waz Magazine, é bilingue: Francês e Árabe, tem o apoio do ministério  da Cultura do Reino de Marrocos e vem  da Association Waz para a educação a cultura e o desenvolvimento perene.

A Mounette está toda orgulhosa por uma BD minha ter sido editada na imprensa internacional!

Para recordar a história, que é dos irmãos Grimm volto a colocá-la aqui nas duas línguas habituais neste blog.

Eh bien voilà! Une revue  pour enfants marocaine,  la 1ère dans ce pays, a reproduit une histoire pêchée dans ce blog!

On m’a d’abord contactée pour me demander l’autorisation, que j’ai donnée, bien sûr et par la suite j’ai reçu par courriel les photos de la revue pour m’informer de la parution do numéro en question. Ensuite, j’ai reçu quelques exemplaires, comme convenu.  J’ai eu de la chance car l’enveloppe est arrivé dans un état lamentable, mais les revues n’ont rien souffert! Il faut dire qu’elle est imprimé sur un excellent papier de bonne épaisseur, ce qui l’a rendue résistante aux mauvais traitements

 La revue, appelée Waz Magazine est bilingue : Français et Arabe, recevant l’appui du Ministère de la Culture do Royaume  du Maroc et est publiée par l’Association Waz pour l’éducation, la culture et le développement durable.

Mounette est toute fière parce qu’une de mes BDs a été publiée dans la presse  internationale!

Pour rappeler l’histoire, qui est des frères Grimm,  je la republie ici dans les deux langues habituelles sur ce blog.

As leituras de Mounette, a gata da casa – 17 – Les lectures de Mounette, la chatte de la maison


E chegamos ao último conto destse álbum dos irmãos Grimm! E acabamos «principescamente»! Ainda por cima com uma gatinha encantadora! Para mim, fecha com chave de ouro a divulgação deste álbum «refrescado» graficamente. Mas não se esqueçam que seguirá em breve outro álbum, desta vez de autor português, o Guerra Junqueiro.

Boa leitura, vossa fiel bibliotecária, Mounette

Et nous voici arrivés au dernier conte de cet album des frères Grimm! Et nous terminons «princièrement»! Qui plus est avec une petite chatte adorable ! Pour moi, c’est avec une clé d’or que se conclue cet álbum «rafraîchi» graphiquement. Mais n’oubliez pas qu’un autre album suivra bientôt, cette fois-ci d’un auteur portugais,  Guerra Junqueiro.

Bonne lecture, votre fidèle bibliothécaire, Mounette

Os gatos e a pintura 20 – Fernando Botero – Les chats et la peinture 20


Fernando Botero é um artista plástico colombiano de estilo figurativo que se consagrou mundialmente com seus personagens volumosos, tanto em suas pinturas como em suas esculturas.

Fernando Botero Angulo nasceu em Medellin, Colômbia, na América do Sul, no dia 19 de Abril de 1932. Com 15 anos de idade começou a vender seus primeiros desenhos. Em 1948 trabalhou como ilustrador para o jornal O Colombiano. Em 1950 graduou-se no Liceu San José de Marinilla. Em 1951 mudou-se para Bogotá onde realizou sua primeira exposição.

Botero participou do Salão dos Artistas Colombianos e ganhou o 2º lugar. Com o dinheiro do prémio partiu para a Europa. Estudou na Escola de Belas Artes de San Fernando, em Madri. Foi para a França e Itália, onde em Florença, na Academia de San Marco, estudou História da Arte e as técnicas de frescos, marcando suas obras com a influência do renascimento italiano.

De volta à Colômbia, em 1955, Botero expôs na Biblioteca Nacional. Nessa época começou a ampliar o volume de seus personagens. Em 1957 realizou sua primeira exposição nos Estados Unidos. Em 1958 foi nomeado professor da Academia de Belas Artes, onde permaneceu até 1960. Em visita ao México, estudou os murais dos artistas Diego Rivera, José Clemente, entre outros, que também influenciaram em sua obra.

Em 1961 fixou residência em Nova Iorque, onde em 1965 abriu seu estúdio. Passou a realizar exposições em diversas partes do mundo. 

Em 1971 alugou um apartamento em Paris e dividiu seu tempo entre Paris, Bogotá e Nova Iorque. Em 1973 fixou residência em Paris. Nessa época criou sua primeira escultura.

Fernando Botero é um artista politizado e muito preocupado com a violência na América Latina, que foi retratada em muitas de suas obras. O seu estilo figurativo, com seus personagens volumosos formam um modelo único que o consagrou mundialmente.

Em 2004, Botero realizou uma série de pinturas que retratam as torturas cometidas por soldados norte-americanos contra os prisioneiros de Abu Ghraib. As obras foram expostas em diversos países. Sua mostra “Dores da Colômbia” que reúne 67 obras com 36 desenhos, 25 pinturas e seis aquarelas, percorreu várias cidades europeias e latino americanas. Nela o artista coloca em evidência a violência causada pelos conflitos naquele país, envolvendo os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), exército e paramilitares.

Entre seus trabalhos mais populares, estão as releituras (gordinhas) de Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, adquirida pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, e o casal Arnolfini, de Jan van Eyck. Botero doou 200 pinturas e dezenas de esculturas que povoam os parques e praças públicas de Medellin e parte de sua colecção pessoal foi doada ao Museu Botero de Bogotá. O artista vive hoje entre Mónaco, Nova York, Itália e sua casa de campo em Antioquia, na Colômbia. Suas obras estão espalhadas por diversas cidades e museus do mundo todo.

Fernando Botero est un artiste plastique colombien de style figuratif qui a été mondialement consacré par ses personnages volumineux, tant dans ses peintures comme dans ses sculptures.

Fernando Botero Angulo est né à Medellin, en Colombie, Amérique du Sud, le 19 Avril 1932. À 15 ans il a commencé a vendre ses premiers dessins. En 1948 il a travaillé comme illustrateur pour le journal O Co- lombiano. En 1950 il termina ses étu- des au Lycée San José de Marinilla. En 1951, à Bogotá, il réalisa sa première exposition.

Botero participa au Salon des Artistes Colombiens et gagna le 2ème prix. Avec l’argent du do prix, il  partit pour l’Europe. Il s’inscrivit à l’École des Beaux-Arts de San Fernando, à Madrid. Séjourna en France et en Italie, où, à l’Académie de San Marco à Florence, il prit des cours d’Histoire de l’Art et des techniques de fresques, marquant ses œuvres avec l’influence de la renaissance italienne.

De retour en Colombie, en 1955, Botero exposa à la Bibliothèque Nationale. C’est à cette époque qu’il commença à agrandir le volume de ses personnages.

En 1957  il réalisa sa première exposition aux États-Unis. En 1958 il fut nommé professeur à l’Académie des Beaux-Arts, où il enseigna jusqu’en 1960. Durant une visite au Mexique, il étudia les peintures murales des artistes Diego Rivera, José Clemente, entre autres, qui influencèrent aussi son œuvre.

En 1961, il se fixa à New York, où em1965 il ouvrit un studio. Il réalisa alors des expositions un peu partout dans le monde. En 1971, il loua un appartement à Paris et partagea son temps entre Paris, Bogotá et New York. En 1973 il fixa sa résidence à Paris. C’est à cette époque qu’il réalisa sa première sculpture.

Fernando Botero est un artiste politisé et très préoccupé par la violence en Amérique Latine, ce qu’il représente dans beaucoup de ses œuvres. Son style figuratif, avec ses personnages volumineux forment un modèle unique qui le consacra mondialement.

E 2004, Botero exécuta une série de peintures qui représentait les tortures commises par des soldats américains sur des prisonniers d’Abu Ghraib. Les œuvres furent exposées dans divers pays. Son expo “Dores da Colômbia” (“Douleurs de la Colombie») qui réunit 67 œuvres dont 36 dessins, 25 peintures et 6 aquarelles, parcourut plusieurs villes euro- péennes et latino-américaines. L’artiste y met en évidence la violence causée par les conflits dans ce pays, englobant les guérilleros des Forces Armées Révolutionnaires de la Colombie (Farc), l’armée et les paramilitaires.

Parmi ses travaux les plus populaires, se trouvent les relectures (grassouillettes) de Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, acquises par le Musée d’Art Moderne de New York, et le couple Arnolfini, de Jan van Eyck. Botero fit don de 200 peintures et des dizaines de sculptures qui peuplent les parks et les places publiques de Medellin et une partie de sa collection personnelle a été offerte au Musée Botero de Bogotá. L’artiste vit de nos jours entre Monaco, New York, l’Italie et sa maison de campagne d’Antioquia, en Colombie. Ses oeuvres sont disséminées dans villes et musées du monde entier.

 

 

 

 

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